Percussionistas baianos recebem homenagem na Câmara Municipal


Os mestres dos tambores baianos serão saudados na ‘Sessão Especial em Homenagem aos Batuqueiros, Ritmistas e Percussionistas da Bahia’. A homenagem será realizada no Plenário Cosme de Farias, da Casa Legislativa, nesta quarta (23), a partir das 19h, na Câmara Municipal de Salvador.

Segundo o autor do tributo, o vereador Silvio Humberto, a homenagem é uma resposta do seu mandato a um pleito apresentado durante um Encontro de Percussionistas, onde o parlamentar foi condecorado como um dos defensores dos artistas. “Não deixamos de enfatizar que o nosso mandato é uma plataforma de representação dos anseios e das expectativas do nosso povo. Fomos provocados a render essa homenagem, que julgamos mais do que justa, e por isso, aí está o nosso reconhecimento”, esclareceu parlamentar o, que é, também, presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal.
Durante a Sessão Especial, os músicos serão agraciados com a entrega de placas comemorativas, presenciais e in memoriam, em reconhecimento à contribuição dada à musicalidade e à Cultura baiana. Na mesa de abertura do evento, estarão ao lado do proponente da Sessão, o também vereador Moisés Rocha (PT); o historiador e pesquisador da cultura afro-brasileira, professor Jaime Sodré; e o músico, produtor cultural e arranjador, Gerson Silva; dentre outros.

Em junho, Siré Obá – A Festa do Rei no Teatro Vila Velha


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Foto: Andréa Magnoni

 

Após o cancelamento das apresentações do espetáculo Siré Obá – A Festa do Rei em março, devido às fortes chuvas em Salvador, o Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA) anuncia novas datas. Essa linda homenagem/festa/espetáculo terá curta temporada e ocorrerá dias 14 e 15 de junho, às 20h, e 16 de junho com sessões às 17h e 20h, no Teatro Vila Velha, no Passeio Público – Campo Grande. Os ingressos estão disponíveis para compra no site da Ingresso Rápido.

As apresentações fazem parte do projeto OROAFROBUMERANGUE, que conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura da Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, aprovado no Edital de Apoio a Grupos e Coletivos Culturais da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

O espetáculo inspira-se nos orikis (poesia em exaltação aos Orixás) para mostrar a beleza e a filosofia do culto às divindades africanas, tendo como objetivo desmitificar preconceitos e combater a intolerância religiosa. Unindo religião e arte, a peça é uma grande festa/Siré e segue a sequência das músicas cantadas e tocadas para os Orixás nos rituais do Candomblé, celebrando junto com o espectador os feitos dessas divindades.

No ano de sua estreia (2009), Siré Obá recebe três indicações ao Prêmio Braskem de Teatro: Melhor Espetáculo, Revelação (para a então estreante diretora Fernanda Júlia) e Especial (pela direção musical de Jarbas Biittencourt), categoria da qual saiu vencedor.

 

 

 

 

Serviço

O quê: Siré Obá – A Festa do Rei

Onde: Teatro Vila Velha – Passeio Público, Campo Grande

Quando: 14 e 15 de junho, às 20h, e 16 de junho, 17h e 20h

Entrada: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia); a apresentação das 17h no dia 16 de junho R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Ingresso Rápido (https://www.ingressorapido.com.br/event/6902/d/29471/s/131354)

 

Artistas negras fazem ocupação artística do Espaço Cultural da Barroquinha


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Créditos: Priscila Fulô

O Espaço Cultural da Barroquinha receberá uma ocupação artística, feminista e negra de maio a julho de 2018, fortalecendo a visibilidade das produções de artistas negras contemporâneas brasileiras e de outras localidades da América Latina. É o Fórum Obìnrin que envolve espetáculos, performances, exposição, conferências e residência artística e objetiva criar um espaço para experimentação de artistas negras em arte contemporânea, seja no teatro, na dança ou na performance.

 

A abertura acontece na próxima quinta-feira, dia 03 de maio, às 18h, com o espetáculo Obsessiva Dantesca, da atriz Laís Machado, idealizadora da iniciativa e a apresentação Musical Macumba Rock. A iniciativa é uma realização de ÁRÀKÀ – Plataforma de Criação Artística e Giro Planejamento Cultural, viabilizada por meio do Edital Setorial de Dinamização de Espaços Culturais – 2017, do Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia e conta com o apoio institucional da Fundação Gregório de Mattos.

O espetáculo Obsessiva Dantesca abre a programação artística do fórum e terá ainda mais três outras apresentações – a obra foi a disparadora do projeto e foi encenada pela primeira vez no Espaço Cultural da Barroquinha, sendo o ponto de partida para concepção do Fórum Obìnrin.

Na quinta-feira, dia 04 de maio, às 18h, será aberta a exposição Obìnrin, que reunirá obras visuais que tiveram como motivação criativa a memória das fundadoras do candomblé da Barroquinha. A curadoria foi assinada pela artista visual Tina Melo. Ainda nessa noite, às 20h será aberta a primeira conferência do fórum, com tema “Ética de Quilombo: Estratégias de produção e formação artísticas negras no contexto diaspórico”.

O espetáculo Sobretudo Amor, com dramaturgia, encenação e interpretação de Mônica Santana, será apresentado nos dias 5 e 6 de maio, sábado e domingo, às 19h. A montagem tem como ponto de partida uma série de entrevistas que a autora fez, junto a mulheres negras sobre afetividade, espiritualidade e solidão.

 

Créditos: Chun Fotografia
Créditos: Chun Fotografia

A videoconferência “Corpos Negros, Performances Multi-Linguagens e a Diáspora Afro” vai receber as artistas Sheena Rose (BAR) e Tina Melo (BA/BR), sob mediação da performer Mamba Negra (BA/BR) e vai tratar de discussões sobre arte contemporânea, a partir de referenciais de África e Diáspora.

Nos dias 12 e 13 de maio, sábado e domingo, às 19h, será a vez do público poder conferir Entrelinhas, espetáculo de dança de Jack Elesbão.

Residência Artística – A partir do dia 16 de maio, tem início a residência artística que reunirá 10 criadoras negras, em processo criativo, que colocarão seus objetivos de pesquisa em contato e recebendo as colaborações e interferências das demais participantes.

 

Serviço – Fórum Obínrin
Abertura com espetáculo Obsessiva Dantesca e apresentação musical Macumba Rock
03 de maio, às 18h
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia entrada)

Abertura da Exposição Obìnrin 
Dia 04 de maio, às 18h
Conferência Conexão com redes: Mesa “Ética de Quilombo: Estratégias de produção e formação artísticas negras no contexto diaspórico”
Com Ana Beatriz Almeida (SP/BR) e Marilda Santana (BA/BR) e Mediação: Laís Machado (BA/BR)
Entrada Franca

Espetáculo Sobretudo Amor
Dias 5 e 6 de maio, às 19h
Solo teatral de Mônica Santana
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia entrada)

Confira abaixo a programação completa do mês de maio do Fórum Obìnrin no Espaço Cultural da Barroquinha.

 

FÓRUM OBÌNRIN – PROGRAMAÇÃO – MÊS DE MAIO DE 2018

03 de maio
Abertura – apresentação do projeto | 18h | Livre

Apresentação cênica | 19h | 14 anos

  • Obsessiva Dantesca | Com Lais Machado | BA (BR) | Duração: 90 min
  • Apresentação musical | 20h30h | Livre  Macumba Rock

04 de maio

  • Exposição | Abertura da exposição Obinrin | 18h | Livre

A Exposição Obinrin tem como objetivo trazer a memória das três Iyás fundadoras do candomblé da Barroquinha: Iyá Nassô, Iyá Kala e Iyá Adeta, como motrizes poéticas para reflexão sobre a memória do povo negro, e sobre as condições que conformam a existência da mulher negra na sociedade contemporânea.

Curadoria: Tina Melo

  • Conferência | 20h | Livre

Eixo 1: Conexão com redes
Mesa “Ética de Quilombo: Estratégias de produção e formação artísticas negras no contexto diaspórico”
Interlocutoras: Ana Beatriz Almeida (SP/BR) e Marilda Santana (BA/BR)
Mediação: Laís Machado (BA/BR)

05 e 06 de maio
Apresentação cênica | 19h | Livre

  • Sobretudo Amor | Com Mônica Santana | BA (BR) | 50 min

10 de maio

  • Videoconferência | 19h | Livre

Eixo 2: Discussões Afrocentradas Sobre Contemporaneidade
Mesa “Corpos Negros, Performances Multi-Linguagens e a Diáspora Afro”
Interlocutoras: Sheena Rose (BAR) e Tina Melo (BA/BR)
Mediação: Mamba Negra (BA/BR)

12 de maio e 13 de maio

  • Apresentação cênica | 19h | Livre

Entrelinhas | Com Jack Elesbão | BA (BR) | 35 min

16 de maio

  • Residência artística aberta ao público | 13h às 19h | Livre

17 de maio

  • Residência artística aberta ao público | 13h às 17h | Livre

18 de maio

  • Residência artística aberta ao público | 13h às 17h | Livre
  • Videoconferência | 19h | Livre

Eixo 1: Conexão com redes
Mesa “Por Uma Poética Do Corpo Como Um Quilombo”
Interlocutoras: Makeda Thomas (NY/EUA e TRI)e Lais Machado (BA/BR)
Mediação: Nefertiti Altan (CA/EUA)

19 e 20 de maio

  • Apresentação cênica | 19h | Livre

“Pé no Chão? | Com Inah Irenam| BA (BR) | 35 min

23 e 24 de maio

  • Residência artística aberta ao público | 13h às 19h | Livre

25 de maio

  • Residência artística aberta ao público | 13h às 17h | Livre
  • Conferência | 19h | Livre

Eixo 2: Discussões Afrocentradas Sobre Contemporaneidade
Mesa “A Reinvenção da Identidade Negra na Criação de Uma Poética Decolonial”
Interlocutoras: Dandara Baldez (BA/BR) e Sanara Rocha (BA/BR)
Mediação: Mônica Santana (BA/BR)

26 e 30 de maio
Residência artística aberta ao público | 13h às 19h | Livre

31 de maio

  • Residência artística aberta ao público | 13h às 19h | Livre
  • Exposição Obinrin | Abertura Etapa II | 19h30

 

Pelourinho recebe programação especial pelo mês da música reggae


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Foto: divulgação

Neste mês de maio, várias atrações apresentam no Pelourinho homenagens ao mês do reggae e à memória do cantor e compositor jamaicano Bob Marley. A programação conta com shows e eventos gratuitos que reúnem diversos artistas locais e representantes do ritmo jamaicano em Salvador. Os eventos também fazem referência ao dia 11 de maio, data instituída, desde 2012, como Dia Nacional do Reggae.

Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, deixou em suas músicas um legado nas composições que falam de amor, resistência e a luta dos africanos. Entre os sucessos eternamente lembrados de Bob, estão títulos como “Is This Love”, “Three Little Birds”, “One Love” e “Redemption Song”. Na Bahia, a música reggae também conquistou adeptos da filosofia difundida por Marley e admiradores do som jamaicano, se tornando um dos principais pólos de artistas do ritmo no Brasil.

O projeto “Sons de Liberdade – Viva Bob Marley” começa nesta sexta-feira (04), com show de Thomé Vianna e Banda Ragga. O artista apresenta músicas de seu disco e canções de diferentes artistas, prometendo animar a nação regueira. “Trago um repertório bem eclético, mas na pegada sempre do reggae com algumas músicas de Bob e outros artistas como Gilberto Gil, Cidade Negra, Tribo de Jhá. entre outros”, ressalta Thomé Vianna, que se apresenta às 21h no Largo Tereza Batista, aberto ao público. As comemorações pelo mês dedicado a música reggae segue ao longo das próximas semanas com apresentações de artistas como, Leo Bazico, Dionorina, Banda Cativeiro  e Badaró JamBrass.

Já o projeto ‘’Bob Marley Vive’’, que realizou sua primeira edição com Kamaphew Tawá no dia 01, ainda vai apresentar o show “Elas Cantam Bob”, com mulheres da cena reggae comandando os vocais, e trará o encontro da música reggae com o rap no comando dos artistas Makkonnn Tafari e Kainna Tawa entre outros convidados.

 

 

‘’No projeto Bob Marley Vive serão realizadas diversas atividades, visando fomentar a cultura reggae com shows, palestras, mostra de vídeos e promete movimentar o cenário local da reggae music em uma temporada de encontros de artistas, bandas e adeptos da musica revolucionaria’’ disse Jussara Santana coordenadora cultural do Movimento e Bloco Aspiral do Reggae.

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Foto: CauanTomazelli

Sobre os shows – Parte do projeto Sons de Liberdade, Leo Bazico convida amigos e a platéia para cantar as famosas canções de Bob, e também mescla o repertório com musicas autorais e de artistas como Tim Maia, sempre com a sonoridade da música reggae. Bazico se apresenta na terça-feira (08) às 21h no Largo Quincas Berro D’Água, com show aberto ao público.O Dia Nacional do Reggae na sexta-feira (11) será comemorado com show de Ras Mateus e convidados como Raíz Seletor, Fabiana Rasta, Victor Badaró, Deni Rodrigues, Bruno Natty, Busta Mavi. O artista se apresenta no Largo Tereza Batista, às 20h, com ingressos a R$ 20 e R$ 10.

A Banda Cativeiro traz nos vocais a cantora Nelma Marks e o baterista e cantor Ricardo Correia. A trajetória da banda espelha sua dedicação ao reggae com autenticidade e diversas experiências musicais na luta do povo negro. A banda se apresenta no domingo (13), às 17h, no Largo Pedro Archanjo com show aberto ao público e que também integra o projeto Sons de Liberdade.Já a segunda edição do projeto Bob Marley Vive terá um show comandado por mulheres. Ao todo, dez artistas sobem ao palco para mostrar a resistência e o legado do reggae. Entre elas Jô Kalado, Aide Lewa, Mr Ives, Célia Sampaio e Nelma Marques. O show é aberto ao público e acontece no sábado (19) às 20h no Largo Pedro Archanjo.

No dia 25 de maio (sexta-feira), em homenagem ao Dia Mundial da África, a programação traz Dionorina, consagrado reggaeman baiano, para agitar o Largo Pedro Archanjo durante a Festa da África. O evento começa às 20h e tem entrada gratuita.Aliando a cultura brasileira e baiana aliada à cultura jamaicana, Badaró JamBrass faz show gratuito para encerrar o projeto Sons de Liberdade no Largo Tereza Batista, no dia 29, às 21h. Na mistura do artista entra o reggae, samba, reggaeton, dancehall, funk music, zouk, entre outros estilos. E encerrando a programação especial deste mês de maio, o reggae vai de encontro ao rap, com shows de Makonnen Tafari e Kainna Tawa, Família 4e15, Biel Gomes e Família BTB, na última edição do projeto Bob Marley Vive. O show é no Largo Tereza Batista, às 19h e tem entrada gratuita.

Serviço

Programação especial – Mês do Reggae

Sons de Liberdade – Viva Bob Marley

Thomé Viana & Banda Ragga –

04 de maio (sexta) às 21h

Largo Tereza Batista

Aberto ao público

Sons de Liberdade – Viva Bob Marley

Leo Bazico

08 de maio (terça) às 21h

Largo Quincas Berro D’Àgua

Aberto ao público

Dia Nacional do Reggae

Ras Mateus e Convidados

11 de maio (sexta) às 20h

Largo Tereza Batista

R$ 20 e R$ 10

Sons de Liberdade – Viva Bob Marley

Banda Cativeiro

13 de maio (domingo) às 17h

Largo Pedro Archanjo

Aberto ao público

Bob Marley Vive – Elas cantam Bob

Jô Kalado, Barbara Jones, Célia Sampaio, Nelma Marks

19 de maio (sábado) às 20h

Largo Pedro Archanjo

Aberto ao público

Festa da África

Dionorina

25 de maio (sexta-feira) às 20h

Largo Pedro Archanjo

Aberto ao público

 

 

Sons de Liberdade – Viva Bob Marley

Badaró JamBrass

29 de maio (terça) às 21h

Largo Tereza Batista

Aberto ao público

Bob Marley Vive

Makonnen Tafari e Kainna Tawa, Família 4e15, Biel Gomes e Família BTB

31 de maio (quinta) às 20h

Largo Tereza Batista

Aberto ao público

Ingressos à venda para show de Mateus Aleluia


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foto: Divulgação

Estão disponíveis para venda os ingressos para o show Fogueira Doce, de Mateus Aleluia, que acontece no próximo dia 08 de maio, às 20h, no Teatro Castro Alves, em Salvador. A apresentação marca o lançamento do novo álbum, que já está disponível para venda nas principais plataformas digitais. Os bilhetes custam R$40 (inteira) / R$20 (meia-entrada) e podem ser comprados no TCA ou no site www.ingressorapido.com.br.

Fogueira Doce – Uma visão em um pôr do sol em Luanda inspirou Mateus Aleluia, remanescente  de Os Tincoãs, no segundo disco solo da carreira: Fogueira Doce.  “É um vermelho que não distorce, um fogo que não queima, só faz aquecer”, conta o cantor e compositor, que cria com suas músicas uma cosmogonia própria,passeando entre temas da cultura afro brasileira, do candomblé e da filosofia para, enfim, desaguar no amor. As doze canções do disco são fruto do estado de observação da vida e estão assentadas sobre o conceito do afrobarroco, defendido e desenvolvido pelo artista.

O álbum se debruça sobre os últimos 20 anos de carreira dele, mas com uma visão muito atual do artista. “Este disco é o meu hoje, como eu penso. É uma releitura sobre os mesmos temas que traga no meu caminhar”, relata o cantor e compositor. Na canção Convênio de Orum conta com a participação especial do amigo Carlinhos Brown. “Fizemos e gravamos juntos esta canção”, relembra.

Produzido por Alê Siqueira, produtor musical responsável por importantes discos da música popular brasileira, Fogueira Doce conta com as participações especiais de dois filhos de Mateus Aleluia: Fabiana e Mateus Aleluia Filho. “Em todo trabalho meu em carreira solo sempre contei com as participações de meus filhos. É bom estar com eles. Tocar com a família é celebrar, é estar em estado de graça. Os outros dois meninos que estão comigo neste álbum são, também, minha família”, conta o artista, ao citar os músicos Alexandre Vieira e Cláudio Badega.

SERVIÇO

Mateus Aleluia apresenta Fogueira Doce

Data: 8 de maio (terça-feira)

Local: Teatro Castro Alves

Horário: 20h

Valor: R$40 (inteira) / R$20 (meia-entrada)

Vendas: Bilheteria Teatro Castro Alves e www.ingressorapido.com.br

Documentário sobre sons dos quilombos tem pré-estreia dia 15 deste mês em Salvador


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Foto: Coletivo Caos

Tem pré-estreia no próximo dia 15 de maio (terça-feira), o documentário longa metragem “AIUÊ :Escutando o sons dos Quilombos”. O filme apresenta as sonoridades presentes no cotidiano das comunidades quilombolas de Salvador e Região Metropolitana.

Totalmente gratuita, a programação de lançamento começa às 15h,  com roda de conversa com lideranças quilombolas, dentre outros representantes da sociedade civil e política, com mediação da jornalista Donminique Azevedo, idealizadora do projeto. Às 18h, será aberta a exposição com mesmo tema do documentário, com intervenções artísticas das comunidades tradicionais. O filme será exibido às 19h. Todas as atividades ocorrerão na Sala de Cinema Walter da Silveira e no Espaço Xisto (Complexo da Biblioteca Central do Estado da Bahia).

 Realizado pelo Coletivo Cacos, o projeto foi contemplado pelo edital Arte Todo Dia – Ano III, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador. A equipe é formada por cineastas negros baianos: Donminique Azevedo (documentarista, jornalista e educadora), Danilo Umbelino (cineasta e diretor de fotografia), Leo Rocha (musicista e cineasta), e Uiran Paranhos (cineasta e técnico de som direto).

Além disso, o documentário conta com a participação do cantor Lazzo Matumbi, que empresta  a voz à trilha e canta a música-tema do filme; e da socióloga e militante do Movimento Negro Vilma Reis.

“As comunidades quilombolas foram historicamente invisibilizadas, mas ainda assim resistem por meio de muitas lutas ligadas à identidade étnica e à territorialidade. Do som ambiente aos silenciamentos, o documentário traz essa resistência por meio da incursão sonora nos quilombos, no intuito de estabelecer diálogos culturais entre as comunidades presentes no longa”, explica Donminique Azevedo, idealizadora da iniciativa.

 

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Foto: Coletivo Caos

Para o musicista, cineasta, responsável pela trilha do filme, Leo Rocha, o documentário é uma estratégica oportunidade para  lançar outros olhares à pauta e agenda quilombola. “Os sons e sonoridades presentes nestes espaços expressam  resistência cultural e política. São marcados por uma pluralidade de vozes que canta e ri, mas que também clama por mais humanidade”, declara Leo Rocha.

AIUÊ

Em Kimbundo (língua da família banta), “AIUÊ” é também uma expressão de espanto, alegria, festa. Assim, partindo de uma abordagem etnográfica, linguística e musicológica, o documentário é uma experiência imersiva que revela as mais diversas expressões sonoras e musicais presentes em comunidades remanescentes de quilombos.

TRAILER OFICIAL

https://youtu.be/cm4PqgB4CCI

PROGRAMAÇÃO

15/05/2018 – Sala Walter da Silveira – Barris

 15h – Ciclos de Boa Prosa – Roda de conversa com o tema “Voz e Vez: como ampliar os sons dos quilombos”

18h – Abertura da exposição – Intervenções Culturais

19h – Pré-estreia do Filme AIUÊ

Territórios quilombolas é tema do primeiro livro do geógrafo Diosmar Santana Filho


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Foto: Ismael Silva

Os territórios quilombolas são a Rosa dos Ventos na obra A geopolítica do Estado e o território quilombola no século XXI, primeiro livro do geógrafo Diosmar Santana Filho, a ser lançado no próximo dia 14 de maio (segunda-feira), às 18h, na Livraria LDM (Espaço Itaú de Cinemas Glauber Rocha – Praça Castro Alves). A publicação, editada pela Paco Editorial, dá visibilidade ao contexto geopolítico e histórico com quais os territórios quilombolas enfrentam as desigualdades raciais nos séculos, de conquistas e perdas para a população negra brasileira.

Em seis capítulos, Diosmar, mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), aborda diversas nuances que permeiam a luta quilombola por espaço, território e identidade, sobretudo levando em consideração as mazelas deixadas pela Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1888.

A obra é a primeira publicação científica do autor e é fruto da pesquisa geográfica realizada no Mestrado em Geografia na UFBA. Diosmar analisa as mudanças no espaço do Estado Brasileiro a partir do protagonismo dos próprios quilombolas como sujeitos de direitos e os territórios desde Palmares modificam a geopolítica na formação do Brasil, com destaque o Estado da Bahia.

 “Os territórios quilombolas estabelecem novas estruturas e formas para um ordenamento territorial não desigual. Nesse ponto, as escalas da política no Brasil e a territorialização dos quilombos na Bahia no século XXI, contribuem para tirar da invisibilidade nos estudos geográficos os determinantes raciais que tornam o Estado brasileiro distante de um projeto Nação. Essa é uma das grandes contribuições do livro para nossa literatura científica”, ressalta o autor.

O prefácio da obra é assinado pela doutora Sandra Manuel, professora do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique). Nele, ela discorre: “Diosmar Filho nos convida a um exercício revolucionário para pensar o Estado-Nação brasileiro, retirando a posição subalterna do Quilombo, dando visibilidade aos espaços quilombolas e conceitualizando o seu papel como formas novas no espaço do Estado pela formação política e étnica, em detrimento da elite que ocupou o poder político e econômico”.

Além do lançamento na Livraria LDM, o autor também promove uma roda de diálogo sobre o livro no dia 25 de maio (Dia da África), às 19h, no espaço da loja Katuka Africanidades (Praça da Sé). Já no dia 28, ele lança o livro na Celebração da Semana da África na Faculdade São Salvador.

Sobre o autor

Diosmar Marcelino de Santana Filho é geógrafo, Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professor e coordenador acadêmico da Especialização EaD – Estado e Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais (UFBA). Pesquisador dos Grupos de Pesquisa CNPq – Historicidade do Estado, Direito e Direitos Humanos e do Núcleo de Estudos e Pesquisas Urbanos e Culturais do Sul da Bahia (Nepuc/IFBA – Campus Ilhéus). Foi professor substituto do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (Igeo-UFBA) e do Instituto Federal de Ciência e Tecnologias da Bahia (IFBA), campus Ilhéus. Na esfera governamental, foi gestor estadual em políticas públicas nas áreas de gestão: das Águas, Desenvolvimento Social e Promoção da Igualdade Racial. Autor de capítulos de livros e artigos em revistas científicas sobre território, desigualdade sociorracial, quilombo e política pública.

Sobre a editora

A Paco Editorial foi fundada em 2009 com a missão de ser um canal relevante de difusão da produção científica brasileira, tendo em seu catálogo importantes títulos nas mais diversas áreas. Impulsionada pelo propósito de compartilhar conhecimentos, a editora vem ampliando sua atuação com a publicação de títulos em outros segmentos, sempre primando por editar livros que proporcionem ao leitor uma experiência marcante de transformação, desenvolvimento e crescimento.

 

 

SERVIÇO

O que: Lançamento do Livro A geopolítica do Estado e o território quilombola no século XXI, de Diosmar Santana Filho.

Quando: 14 de maio (segunda-feira), às 18h

Aonde: Na Livraria LDM (Espaço Itaú de Cinemas Glauber Rocha – Praça Castro Alves)

Entrada gratuita

Valor da publicação: R$ 46,90

A literatura ganha espaço no Palco Aberto do Espaço Cultural Boca de Brasa


Próximo domingo (06), às 16h, o Espaço Cultural Boca de Brasa – Subúrbio 360 abre as portas do para mais uma edição do Palco Aberto, trazendo a literatura como tema. A programação conta com a participação do Repentista Dé Barrense; Cia de Teatro Improviso Salvador; Contação de histórias com Luciana Ávila e Marcos Bezerra; Declamação de poesia com Marina Lima; Sarau com alunos da Oficina de Escrita Criativa; primeira edição do microfone aberto para a comunidade, abrindo espaço para apresentações espontâneas. Ao final do evento, será feito o sorteio do livro infantil “O voo da Xica” para os presentes.

 Palco Aberto integra a programação do Espaço, como uma maneira de levar entretenimento e cultura gratuitamente à comunidade do Subúrbio, além das oficinas e palestras. “A essência do Palco Aberto, como o próprio nome diz é abrir o palco para apresentações de artistas, grupos e instituições culturais do entorno do Boca de Brasa, do região do Subúrbio.”, destaca Chicco Assis, Gerente de Equipamentos Culturais da FGM.

SERVIÇO

 O que: Palco Aberto Espaço Boca de Brasa – Subúrbio 360

Quando: 06/05, às 16h

Onde: Espaço Cultural Boca de Brasa – Subúrbio 360 – Vista Alegre

Rua da Paz, s/n, Vista Alegre

GRATUITO

Teatro Vila Velha recebe a peça Ó Pai, Ó volta no mês de maio


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foto: divulgação

Um dos maiores sucessos do teatro baiano, a peça Ó Paí, Ó, do Bando de Teatro Olodum, fará uma temporada especial no mês de maio de 2018, entre os dias 04 e 13/05, sexta e sábado, 20h e domingo, 19h, no Teatro Vila Velha. O espetáculo, que estreou em 1992 e já ganhou versões para o cinema e para a televisão, continua atual ao revelar, com humor e irreverência, as dificuldades dos moradores do Centro Histórico de Salvador, que encontram formas de resistência em meio aos conflitos de interesses econômicos, políticos e turísticos do local. 

O sucesso de Ó Paí, ó marca a trajetória do Bando de Teatro Olodum como uma das mais consolidadas companhias de teatro do país, com um corpo estável e uma linguagem própria, desenvolvida ao longo de 28 anos dedicados à arte negra e popular.  A direção de Ó Paí,óé de Márcio Meirelles, co-direção de Chica Carelli, as músicas originais e a direção musical de Jarbas Bittencourt, coreografia de Zebrinha e Iluminação de Rivaldo Rio.

Para esta temporada especial, o Bando contará com a participação de atores da montagem inicial, como Lázaro Machado, que interpreta a travesti Yolanda e Tânia Toko, que vive a comerciante Neuzão da Rocha, além de veteranos como Valdinéia Soriano (Dona Maria), Rejane Maia (Baiana), Cássia Valle (Dona Raimundo) e Jorge Washington (Seu Matias), Gerimias Mendes (Seu Gereba), Merry Batista (D. Joana) e grande elenco. Os ingressos custam R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia) e podem ser adquiridos na Bilheteria do teatro (Passeio Público – Campo Grande) ou pelo site.

 

SERVIÇO

Ó Paí, Ó, do Bando de Teatro Olodum

De 04 e 13/05, sexta e sábado, 20h e domingo, 19h

Teatro Vila Velha (Passeio Público, Campo Grande – Salvador / 71.3083-4619)

Ingressos: R$40/20 – Bilheteria ou AQUI. 

 

Seminário Cultura Viva abre inscrições para discutir Gestão de Projeto Cultural


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Foto: Lucas Rosário

A primeira edição de 2018 do Seminário Cultura Viva acontece no dia 8 de maio, das 9 às 12h, no auditório do Instituto Anísio Teixeira (IAT) com transmissão ao vivo pelo Youtube e por videoconferência para outras cidades. Em seu segundo ano de realização, o seminário é uma ação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia para a articulação, mobilização e capacitação dos gestores de Pontos de Cultura, com objetivo de realizar o alinhamento dos instrumentos institucionais, jurídicos e orçamentários disponíveis para a execução da rede de Pontos de Cultura da Bahia, que é uma importante ação da Política Nacional de Cultura Viva no estado. As inscrições podem ser realizadas através do formulário online até o dia 07 de maio.

Ponto de Cultura é um título de reconhecimento atribuído a instituições culturais que dinamizam e articulam a cultura local, oferecendo à comunidade oportunidade de acessar a cidadania cultural. Os 270 Pontos de Cultura da Bahia estão distribuídos em todos os 27 Territórios de Identidade.

Em 2017 ocorreram três edições do Seminário Cultura Viva, reunindo cerca de 450 participantes. O Módulo I, realizado em 22 de fevereiro, teve na sua primeira edição o tema: “Prestação de Contas face a IN MinC 08/2016”, e objetivou atualizar os gestores da rede de Pontos de Cultura sobre as mudanças na legislação que disciplina a parceria. O Módulo II, realizado em 16 de maio, apresentou como tema: “Boas práticas da Comunicação em rede” abordando diferentes pontos de vista e práticas de comunicação para a rede de Pontos de Cultura da Bahia.  Por fim, o módulo III, em 13 de dezembro, apresentou como tema “Políticas Culturais: Cidadania e Territórios”. O encontro teve como objetivo apresentar os resultados do Programa no exercício 2017 para os gestores de Pontos de Cultura, dos Centros de Cultura e da Territorialização da Cultura.

Serviço/Programação

Seminário Cultura Viva – IV Módulo

Quando: 08 de maio de 2018

Onde: Instituto Anísio Teixeira – IAT

Endereço: 5ª Avenida Nº 550, Centro Administrativo da Bahia – CAB, Salvador, Bahia, Brasil,

Inscrições: formulário online.