Festival Barris de Música celebra com ritmos afro baianos


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O Velho Espanha Bar e Cultura apresenta, entre 27 e 29 de julho (sexta-feira a domingo), a segunda edição do Festival Barris de Música, que marca um ano da reinauguração do centenário Bar do Espanha, localizado no centro de Salvador/Ba. Durante três dias, 5 atrações da nova cena musical baiana desfilarão repertório de samba, ska, samba reggae, afrobeat e ijexá. O evento é gratuito e livre para todos os públicos.

Com uma programação musical sintonizada com os sons que Salvador produz hoje, o festival celebra ritmos percussivos de matriz africana. A abertura acontece na sexta-feira (27), com o Grupo Botequim. No sábado (29), é a vez das bandas Vitrola Baiana e Skanibais Ska Orquestra agitarem o público. Já no domingo (30), o som fica por conta da cantora Sátyra Carvalho (ex-Olodum) e da nigeriana Okwei Odili.

Música percussiva afro-baiana:

A programação do Festival se inicia às 18h da sexta-feira (27), com o Grupo Botequim, uma das mais respeitadas agremiações do samba baiano. Carregando a bandeira do samba de raiz, o grupo traz a experiência de quem já realizou turnês em países como França, Portugal e Alemanha. No repertório, canções do CD “Festa no Botequim” (2016) e clássicos de bambas como Caymmi, Candeia, Batatinha e Roque Ferreira.

Já no sábado (28), às 16h, a banda Vitrola Baiana mistura ritmos tradicionais da terra, como o pagode e o samba reggae, com elementos de música eletrônica e africanidades. Encerrando a noite, a Skanibais Ska Orquestra se apresenta fundindo o ritmo jamaicano Ska com o sotaque advindo das filarmônicas do Recôncavo Baiano. Além de canções autorais, os Skanibais fazem releituras de clássicos da MPB, através de seus instrumentos de sopro.

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foto: divulgação

No domingo (29), Sátyra Carvalho, ex-vocalista da Banda Olodum, apresenta seu show solo, em que interpreta clássicos do samba reggae. Última atração do Festival, a nigeriana radicada na Bahia, Okwei Odili, canta acompanhada por sua banda. Seu som traz influências de ritmos da sua terra, como Afrobeat e Highlife, em canções autorais e clássicos universais da Soul Music.

Um ano de cultura e boemia:

Reinaugurado há um ano, o Velho Espanha Bar e Cultura se situa num casarão antigo no centro de Salvador, que abrigava desde 1918, o Armazém Espanha.  A tradição de vender utensílios para famílias do bairro, como querosene e farinha de mandioca, transformou-se na não menos nobre atividade de saciar a sede da boemia soteropolitana. Baianos ilustres com Glauber Rocha e Josaphat Marinho são alguns dos clientes que freqüentaram o local.

Ressignificado, o Velho Espanha hoje oferece uma programação cultural regular. Em seu primeiro ano, 78 grupos de música se revezaram em mais de 150 shows, que somaram mais de 300 horas de música. O espaço multilinguagem também recebe exposições de arte, espetáculos de dança, teatro e debates. Desde a reinauguração, nomes como Luedji Luna, Paulo Miguez, Côco Raízes de Arcoverde, Cláudio Prado e Balé Jovem de Salvador já integraram a programação do bar.

Serviço:

IIº Festival Barris de Música

Período: de 27 a 29 de julho de 2018

Horário: sexta, às 18h, e sábado e domingo, às 16h

Local: Velho Espanha Bar e Cultura (Rua General Labatut, 38, Barris)

Valor: pague quanto puder

Informações: (71) 3043 7481

Classificação indicativa: livre

Neste domingo (29), Junior e Mainha apresentam-se no Domingo no TCA


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O humor cotidiano da webserie Na Rédea Curta, encenada pelos hilários Junior (Thiago Almasy) e Mainha (Sulivã Bispo) chega ao palco do Teatro Castro Alves nesse domingo (29), 11h, como atração do projeto Domingo no TCA, com ingressos a R$ R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia), vendidos apenas no dia do evento, a partir das 9h, com acesso imediato ao teatro. Esta será a primeira apresentação em teatro depois que a dupla estreou o novo projeto Na Rédea Curta, no último dia 28 de junho, voltando a publicar vídeos semanais na internet para alegria do público que não cansava de perguntar aos atores na rua quando Junior e Mainha iriam voltar.

O canal Na Rédea Curta marca o amadurecimento da dupla, que se tornou ícone do humor  ícones do humor do cotidiano. Desde que foram criados em 2016, os personagens alcançaram um efeito viral crescente em vídeos que, nas entrelinhas, falam de uma Bahia singular no modo de expressão de sua gente, divertindo o público com a valorização da “forma de falar” do povo baiano, ao tempo que abraça o viés da cultura popular que se perpetua através da oralidade.

Ao interpretar uma mãe solteira e seu filho acomodado, moradores da periferia, a dupla de atores despertou um afeto e uma identificação tão surpreendentes que chegou a lotar 16 sessões em duas temporadas em teatros de Salvador, após ter atingido a marca de 60 milhões de visualizações na internet.

SERVIÇO 

Domingo no TCA – Na Rédea Curta

Quando: Domingo (29)

Horário: 11h

Ingressos: R$ 1 e R$ 0,50 (Vendidos apenas no dia do evento, a partir das 9h, com acesso imediato ao teatro)

Espetáculo simula autópsia no escritor Lima Barreto


Traga-me a cabeça de Lima Barreto”, estrelado pelo premiado ator Hilton Cobra (Cobrinha), já foi visto por mais de 10 mil pessoas!

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foto: Adeloyá Magnoni

Continua até o dia 10 de junho a curta temporada do espetáculo “Traga-me a cabeça de Lima Barreto”, estrelado pelo premiado ator Hilton Cobra (Cobrinha). Em cartaz no Teatro Gregório de Matos, a peça foi indicada ao Prêmio Braskem de Teatro 2017 nas categorias espetáculo, texto (Luiz Marfuz) e ator (Hilton Cobra). A greve instalada nacionalmente não vem impedindo as apresentações, que já foram vistas por mais de 10 mil pessoas em cinco estados.

A peça propõe uma tentativa de elucidação de “como um cérebro considerado inferior poderia ter produzido uma obra literária de porte se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças tidas como superiores?”. A partir desse embate, o ator mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia, a obra não reconhecida e os enfrentamentos políticos e literários de sua época.

Escrito por Luiz Marfuz especialmente para comemorar os 40 anos de carreira do ator baiano Hilton Cobra, o espetáculo é dirigido por Fernanda Júlia do (NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas), e mostra uma imaginária sessão de autópsia na cabeça de Lima Barreto, conduzida por médicos eugenistas, defensores da higienização racial no Brasil, na década de trinta.

SERVIÇO:

TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO

Local: TEATRO GREGÓRIO DE MATTOS

Data: até 10 junho/18 – quinta a domingo

Horário: 19 h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia)

Informações: (71) 32027880

 

Liga do Samba Junino promove ensaios abertos


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foto: divulgação

O mês de junho ainda não começou, mas a Liga do Samba Junino já está a todo vapor com os ensaios abertos dos grupos de Samba Junino de Salvador.

 “O nosso movimento cultural acontece o ano todo. Só que agora mais perto do São João, do Festival da Liga do Samba Junino e do desfile da Liga do Samba Junino, os grupos reforçaram ainda mais os ensaios abertos à população”, afirmou Nonato Sanskey, Coordenador de Relações Institucionais da Liga do Samba Junino.

As quintas-feiras, o Jorge Junino realiza seus ensaios abertos a partir de oito horas da noite no final de linha do Alto das Pombas. Já as sexta-feiras, os ensaios ficam por conta do Zumbaê na Vila Viver Melhor, Ogunjá e com o Samba Duro VS na ladeira do Sapoti, Engenho Velho de Brotas. Todos os ensaios de sexta-feira começam a partir de sete horas da noite.

A maratona de ensaios continua no sábado com a apresentação do Mucum’G em frente ao Colégio Edgard Santos, Garcia; do grupo Os Mulatos na Polêmica de Brotas ao lado da Comercial Ramos e Balão de Ouro na Federação em frente a TVE a partir de sete horas da noite e do Samba do Morro a partir de oito horas da noite ao lado do Baratão da Vasco da Gama.

Encerrando a programação de ensaios, aos domingos os turistas e soteropolitanos podem se divertir com o Bicho da Cana na primeira etapa de Canabrava; Sambalança em Frente ao Colégio Edgard Santos, Garcia; Samba Neguinho no Dique Pequeno e Comendo Água na Rua Boa Vista, Uruguai. No domingo, todos os ensaios acontecem a partir de sete horas da noite.

“O samba junino é um movimento cultural que existe há mais de quarenta anos em alguns bairros populares de Salvador. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais esta cultura e, todos os ensaios são abertos e gratuitos”, concluiu Nonato Sanskey.

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foto: divulgação

Sobre o Samba Junino:

O samba junino representa uma expressão cultural genuinamente soteropolitana, marcado pela rítmica do samba duro, disseminada há pelo menos 40 anos em diversos bairros de Salvador. Os bairros tradicionais que realizam os festejos são Engenho Velho de Brotas, Engenho Velho da Federação, Federação, Fazenda Garcia, Tororó e Nordeste de Amaralina.

Sobre a Liga do Samba Junino:

A Liga do Samba Junino é uma associação que foi criada em 2013 com o objetivo de fortalecer os grupos de Samba Junino em nosso estado e, incentivar o reconhecimento desta manifestação cultural. A Liga é composta pelos grupos Jorge Junino, Samba do Morro, Mucum’g, Os Mulatos, Zumbaê, Samba Neguinho, Samba Duro VS, Balão de Ouro, Sambalança, Bicho da Cana e Comendo Água.

FGM abre inscrições para o Fábrica de Musicais


A Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), abre inscrições para o Fábrica de Musicais, chamamento público para seleção de projeto estruturante visando a formação de um Núcleo de Produção de Teatro Musical, que traduza a identidade cultural soteropolitana e valorize as vertentes cênico-musicais predominantes da cidade.

As inscrições estão abertas a partir de hoje (25) a 10 de julho de 2018, por meio de sistema eletrônico disponível no sitewww.fabricademusicais.salvador.ba.gov.br. O edital foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM), do dia 25/05/2018, ano XXXI, nº 7.122, páginas 35 a 42.

O objetivo do Fábrica de Musicais é contribuir para a profissionalização e fortalecimento de musicais na cidade, através de um intercâmbio entre profissionais de outros estados com formação e expertise no gênero e profissionais locais, para que esse conhecimento chegue até a capital baiana, com aporte financeiro de até R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), a fim de dar início a uma tradição de musicais em Salvador.

O cronograma de execução do projeto, desde a pré-produção, deverá considerar o período de 1º de outubro de 2018 a 30 de abril de 2019.

Para Fernando Guerreiro, presidente da FGM, “Salvador é uma cidade que tem uma relação muito forte com a música, com o humor, com o teatro e com a dança e apesar disso, não conseguiu criar uma tradição na área de musicais. Aqui, nós temos muitas histórias para contar e que podem virar roteiros interessantes. Existe um público interessado nessa modalidade e do lado da produção, temos grandes diretores e músicos talentosíssimos, capazes de elaborarem trilhas brilhantes, temos roteiristas muito bons, atores que cantam, dançam e interpretam muito bem; ou seja, o insumo tá pronto, atendemos a todos os pré-requisitos, o que falta é um incentivo. O Fábrica de Musicais nasce nesse intuito, de motivar a produção desse tipo de espetáculo, dar o primeiro passo e a partir daí, resultar em outras políticas, outros editais e colabora na formação de um mercado.”

SERVIÇO

O que: Inscrições abertas para o edital Fábrica de Musicais

Quando: inscrições abertas de 25 de maio a 10 de julho de 2018

Onde: www.fabricademusicais.salvador.ba.gov.br

Dúvidas e informações: [email protected]

Dúvidas e informações: [email protected]

Espetáculo “Distopias” volta a cartaz no Teatro Vila Velha


DISTOPIAS
Foto: João Milet Meirelles

O espetáculo “Distopias”, mais novo trabalho dirigido por Zeca de Abreu, volta aos palcos do Teatro Vila Velha para duas semanas de apresentações. A montagem, produzida pela Ouroboros – Cia de Investigação Teatral, tem dramaturgia colaborativa com supervisão e tratamento de Daniel Arcades. Em cena, são apresentados fragmentos de vida de 13 personagens, diferentes habitantes de uma grande cidade cujas histórias se cruzam em um dia aparentemente comum. Situações do cotidiano passam a revelar, aos poucos, um mundo distópico, marcado por intolerância, racismo, homofobia, machismo, censura e fascismo.

“É uma peça fala sobre o momento contemporâneo. A gente não conta uma história com começo, meio e fim. São fragmentos, partículas de tempo de cada personagem. Não aprofundamos nas narrativas propositalmente. São diferentes momentos de pessoas que vivem nesse tempo de agora, nessa loucura do dia a dia. Nesse mundo em que nos silenciamos diante da opressão, nos isolamos do outro com os nossos celulares…”, explica a diretora Zeca de Abreu, que recorreu, na encenação, ao uso de projeções em vídeo com cenas de diversos acontecimentos urbanos atuais.

Entre as narrativas, as histórias de duas mães que buscam seus filhos desaparecidos de formas suspeitas, uma funcionária pública que se vê diante de um esquema de conspiração, um ator que tem seu mais novo espetáculo censurado e um haitiano que descobre a discriminação racial ao chegar no Brasil. A peça estará em cartaz  de 31 de maio a 10 de junho, de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h.

No elenco, estão Aicha Marques, Andréia Fábia Adowa, Beatriz Pinho, Carol Alves, Daniel Becker, Fernanda Veiga, Heraldo de Deus, Hugo Bastos, Kita Veloso, Maria Clara Perez e Victor Edvani. A Iluminação do espetáculo é assinada por Moisés Victório, os figurinos são de Miguel Carvalho, a cenografia de Maurício Pedrosa, a direção de movimento e preparação corporal de Lulu Pugliesi, preparação de elenco de Kaika Alves, assistência de direção de Antônio Marcelo e Lene Nascimento e desenho de som de Roquildes Junior.

SERVIÇO:

Espetáculo “Distopias”
Temporada: 31 de maio a 10 de junho de 2018 – quinta a sábado 20h / domingo 19h
Ingressos:

R$20 e 10 (preço promocional às quintas-feiras)
R$30 e 15 (sexta a domingo)
Local: Teatro Vila Velha

Programa Tambores da Liberdade destaca a cultura da música afro no rádio baiano


TamboresDaLiberdade
foto: Alberto Lima

Com a realização e produção do bloco afro Ilê Aiyê e apoio da Rádio Educadora FM, o programa Tambores da Liberdade tem na locução Petrus Nobre, Jaci Trindade e Sandro Teles, levando o melhor da música negra todos os sábados das 18 às 19h na rádio educadora FM 107.5.

A Educadora FM há mais de dez anos segue como a única rádio da Bahia que tem uma programação chamada de “Faixa Negra do Rádio”, entre os programas, o Tambores da Liberdade se destaca com um repertório formado por músicas de blocos afros como Muzenza, Malê Debalê, Bankoma, Cortejo Afro, Ilê Aiyê, Gandhy entre outros, além da música reggae, afro pop, Hip Hop, Funk, Música Tradicional e Sacra Africana, Reggae, Samba, Jazz, Blues, Samba- Reggae, e ritmos da Black Music.

O Tambores da Liberdade apresenta também quadros como o “Papo de Crioula e de Crioulo”, que a cada edição traz ao estúdio personalidades do mundo afro para entrevistas que falam sobre temas da atualidade, sobre a história dos afrodescendentes no Brasil e no Mundo e sobre a musicalidade baiana. No quadro “Noticias do Mundo Afro” o ouvinte fica informado com notícias sobre a população negra no Brasil e no mundo também. Tem também o mais novo quadro “Coisas do Axé” com entrevistas voltadas com principais representantes do Candomblé, já a interação com o ouvinte ocorre com as promoções e recados nas redes sociais.

O projeto – O Axé na Faixa Negra da Educadora FM, selecionado pelo Edital Setorial de Música do Fundo de Cultura da SecultBA, vai produzir 24 edições do programa de rádio Tambores da Liberdade durante seis meses, através do #EditalSetorial.

 

Serviço


Programa Tambores da Liberdade
Local: 
Rádio Educadora FM 107.5
Quando: Todos os sábados, 18h às 19h

“Traga-me a cabeça de Lima Barreto!” Espetáculo de Cobrinha de volta a Salvador!


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Foto: Adeloyá Magnoni

O espetáculo “Traga-me a cabeça de Lima Barreto”, estrelado pelo premiado ator Hilton Cobra (Cobrinha) está de volta a Salvador este mês (maio) em curta temporada – até o dia 10 de junho (quinta a domingo), no Teatro Gregório de Matos. A peça foi indicada ao Prêmio Braskem de Teatro 2017 nas categorias espetáculo, texto (Luiz Marfuz) e ator (Hilton Cobra). A peça também terá apresentações para instituições sociais.

“Fazer uma temporada popular de um espetáculo que fala sobre eugenia e racismo a partir da vida e obra de Lima Barreto, na casa (teatro) de Gregório de Mattos, ao lado de Glauber Rocha (cinema), situada na Praça de Castro Alves, na cidade mais negra do Brasil, nos coloca num estágio de prontidão, responsabilidade total”, diz Hilton Cobra.

Escrito por Luiz Marfuz especialmente para comemorar os 40 anos de carreira do ator baiano Hilton Cobra, o espetáculo é dirigido por Fernanda Júlia do (NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas), e mostra uma imaginária sessão de autópsia na cabeça de Lima Barreto, conduzida por médicos eugenistas, defensores da higienização racial no Brasil, na década de trinta.
A peça propõe uma tentativa de elucidação de “como um cérebro considerado inferior poderia ter produzido uma obra literária de porte se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças tidas como superiores?”. A partir desse embate, o ator mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia, a obra não reconhecida e os enfrentamentos políticos e literários de sua época.
“Traga-me a cabeça de Lima Barreto” cumpriu recentemente em Salvador uma temporada no Teatro Vila Vella e apresentação no projeto TCA a R$ 1,00, onde colheu diversos elogios do público e crítica. Antes, o espetáculo foi encenado na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty/RJ, onde o escritor foi o homenageado, no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Teresina e São Paulo.

SERVIÇO:
TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO
Local: TEATRO GREGÓRIO DE MATTOS
Data: 24 maio a 10 junho/18 – quinta a domingo
Horário: 19 H
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia)
Informações: (71) 32027880

Pierre Onassis comanda o próximo Sarau de Itapuã


Em Itapuã, a galera já sabe: segunda-feira é dia de Sarau. E nesta próxima edição, que acontece dia 28 de maio, a partir das 18h, o Sarau de Itapuã vai receber o cantor e compositor baiano Pierre Onassis, além de convidados especiais. A programação do Sarau é inteiramente gratuita, e a classificação etária é livre. A Casa da Música de Itapuã, que é um dos 17 Espaços Culturais geridos pela SecultBA, fica no Parque do Abaeté.

 

Pierre Onassis, que trará o duo de músicos Tato Rezende (no violão de 7 cordas) e Cuca (na percuteria), se apresenta pela segunda vez no Sarau de Itapuã. “Apresentarei canções que marcaram minha carreira como cantor e compositor, e, em especial, farei uma prévia do show Tributo ao Samba Reggae, cujo CD já está disponível para ser ouvido em todas plataformas digitais, distribuído pela Universal Music, e que conta com participações pra lá de especiais de nossos consagrados artistas baianos”, comemora o artista.

 

O artista revela que está cheio de expectativas positivas para o próximo Sarau, já que considera importante ver e participar de iniciativas como esta da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia através da Casa da Música em promover encontros que mantenham a cultura pulsante. Ele, que recentemente regressou ao campo da música afrobaiana, após passar pela música gospel, agora enxerga o ramo musical de uma forma diferente. “Hoje sei que a música não tem nada a ver com religião, vejo a música como fonte de relacionamento”, conclui Onassis.

 

O Sarau de Itapuã é uma realização da Casa da Música (SecultBA), em parceria com a IMA (Independência Musical Associada). O evento acontece há 10 anos, quinzenalmente, às segundas-feiras. O formato de Sarau permite a participação interativa do público em uma série de atividades.

Samba de Roda Esmola Cantada da Ladeira da Cadeia lança CD em Cachoeira


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foto: Lavínia Conceição

O show de lançamento do CD do Samba de Roda Esmola Cantada da Ladeira da Cadeia acontece neste sábado (26), às 20h, na Fundação Hansen Bahia, em Cachoeira. O CD foi gravado ao vivo, no município de Cachoeira, em 2017, com a participação de Mateus Aleluia, produção musical de Claricio Marques e Cassio Nobre, produção executiva de Alan Lobo, mixagem e masterização de Braulio Passos.

Em 1957, moradores e moradoras de um bairro de Cachoeira, a Ladeira da Cadeia, encontraram uma cruz de madeira abandonada, dando início a uma história de devoção ao símbolo religioso. Logo lhe deram o nome de Santa Cruz, celebrada todo mês de setembro desde então. A Esmola Cantada nasce com o objetivo de pedir donativos para a realização desta festa. Quem doava ganhava um samba de roda.

Assim surge o Samba de Roda Esmola Cantada da Ladeira da Cadeia, hoje um dos grupos mais representativos do Samba de Roda do Recôncavo Baiano, manifestação cultural declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Em 2017, esta história completou 60 anos, e neste ano de 2018 será marcada pelo lançamento de um CD contendo sambas de roda autorais e tradicionais da Bahia, além da ladainha religiosa, com a qual o grupo começa todas as suas apresentações e que o caracteriza. O show de lançamento acontece no dia 26 de maio, às 20h, na Fundação Hansen Bahia, em Cachoeira, com entrada franca, e participação da Filarmônica Minerva Cachoeirana.

Serviço

Show de lançamento do CD do Samba de Roda Esmola Cantada da Ladeira da Cadeia.

Onde: Fundação Hansen Bahia, Cachoeira (Rua Treze de Maio, 13, Centro).

Quando: 26 de maio, sábado, 20h.

Quanto: Entrada franca.