Um heroína negra é protagonista de websérie baiana


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foto: banco de imagens

Uma heroína negra com cabelo black, casada e mãe de dois filhos,é a protagonista da websérie Punho Negro, lançada hoje (8) no Facebook e Youtube. Buscando trazer representatividade e discutir sobre racismo e as pressões sociais que a mulher sofre no dia a dia, a série traz uma protagonista com características diferentes do universo dos heróis, majoritariamente masculino e branco.  Na série, Tereza é uma mulher que passa o dia enfrentando vilões ao se transformar na justiceira Punho Negro, mas ser uma heroína e ter superforça não elimina as cobranças para cuidar da casa, do marido e dos filhos. No seu dia-a-dia Tereza precisa conciliar sua carreira de heroína com os desafios da vida pessoal.

De forma cômica e leve a websérie pretende abordar o universo dos super-heróis com um olhar crítico, levantando questões e problemas que são comuns ao cotidiano de muitas mulheres. A intenção dos realizadores é criar uma identificação com as espectadoras que podem se reconhecer em muitas situações vividas pela heroína, ao mesmo tempo apresentam a imagem de uma mulher negra poderosa e protagonista de sua própria história. A heroína representa inúmeras destas pessoas que pouco se enxergam nas produções audiovisuais e irá travar discussões acerca do papel da mulher, questionando padrões impostos por uma sociedade machista.

A série será exibida em sua página do Facebook e no seu canal do Youtube, com lançamento quinzenal de novos episódios, além de ter uma conta no Instagram criada e administrada pela própria personagem, onde ela posta fotos e fala sobre suas experiências como heroína. A proposta é que através destes canais o público possa interagir constantemente e ajudar a construir os próximos passos da personagem e para além disso, discutam e reflitam acerca dos temas abordados. A websérie Punho Negro é idealizada e produzida em Salvador, através do Coletivo Êpa filmes – coletivo independente – que desde de 2012 atua no cenário audiovisual. O coletivo está buscando maneiras de financiar a sua produção, procurando  parceiros e apoiadores que possam colaborar com esta iniciativa.

 

‘Elas na Roda’ debate sobre Mulher e Cultura no Centro Histórico


As possibilidades de atuação, os desafios e as perspectivas para a atuação da mulher na produção cultural. Estes são alguns dos assuntos que serão debatidos no ‘Elas na Roda: Mulher e Cultura – Produzindo Novos Lugares’. A proposta do evento é ser um bate-papo conduzido por mulheres que atuam na área, regado à cerveja e petiscos.

 

A ideia, segundo a idealizadora do evento, a publicitária Luciane Reis, é juntar num ambiente de informalidade, mulheres de diferentes posições na cadeia da cultura, para debater um assunto sério num formato de discussão que propicie mais interação e trocas. O objetivo, além da apresentação de um panorama do setor, sob a ótica feminina, é apontar caminhos para a criação de “novos lugares” para as mulheres na produção cultural.

A roda de conversa será realizada no Bar Mestiços (Praça da Sé), nesta quarta-feira (28/03), às 19h e contará com a participação da bailarina e cantora, Nara Couto; da escritora, dramaturga e produtora cultural, Cacilda Povoas; da antropóloga Naira Gomes; dentre outras mulheres do meio cultural.

 

Fale mais sobre?

O que: ‘Elas na Roda: Mulher e Cultura – Produzindo Novos Lugares’;

Quando: Quarta-feira (28/03), às 19h;

Onde: Bar Mestiços – Praça da Sé, nº 398 – Condomínio Edifício Themis – Centro;

Poeta com P de Preto lança CD sobre resistência negra


As dores causadas pelo genocídio do povo preto, a luta anti-racista e a realização do amor afrocentrado estão distribuídos nas 16 faixas do CD “Poesia de Revolução Verbal” do Poeta com P de Preto, Rilton Junior. O disco foi lançado recentemente através das plataformas digitais do artista, YouTube e SoundCloud.  Em contato com a poesia desde 2010, o poeta começou a viver da poesia em 2014 quando integrou o grupo de poesia itinerante “Resistência Poética”, surgindo em 2016 o “Poeta com P de Preto” para seguir militando através da força dos versos.

“Percebi o poder que tem a palavra, tanto de explicitar para sociedade que não somos esse monstro que ela pinta, quanto na re-valorização da nossa fala, da nossa estética e espaço político em sociedade”, diz Rilton Junior.

O CD é uma produção independente com a parceria do studio Back To Back e do DJ Akani que masterizou e mixou as gravações. A capa do disco busca fazer referência às cores do pan-africanismo e demonstrar o anseio pela produção afrocentrada com o mapa do continente africano ao fundo, em marca d’água. Os artistas Jhonata Azevedo e Luz Marques fazem participação especial na faixa Democracia Racial e Africanize-se, respectivamente. “Não se corromper” gravada na Buero Gravadora com os rappers Pezão e Menny e “Frenesi” da poetisa Fabiana Lima com participação de Rilton Junior são as faixas bônus do CD.

NATA realiza oficinas de dança e dramatúrgica em Salvador


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Foto: Andrea Magnoni

O Núcleo Afro Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA abre inscrições para as duas primeiras oficinas do projeto OROAFROBUMERANGUE em Salvador, que ocorrerão em abril de 2018 e serão ministradas no Teatro Vila Velha (TVV) pelos integrantes do grupo. As inscrições podem ser realizadas pelo site do NATA e são gratuitas. Mas, é cobrada uma taxa e anutenção do uso do espaço do TVV no valor de R$ 30 para cada oficina.

 

Dança

A primeira oficina Eu e Você – Dança dos Orixás ocorrerá nos dias 02, 04 e 06 de abril, com a atriz e bailarina Fabíola Nansurê, busca colocar não dançarinos em contato com a dança afro, proporcionando autoconhecimento corporal e conectando o indivíduo às suas pulsações e pulsões energéticas, tendo como foco o contato com a força ancestral presente na dança dos orixás. Fabíola Nansurê é formada em dança pela Funceb e em interpretação teatral pela Escola de Teatro da Ufba. As inscrições para esta oficina vão até o dia 30 de março.

 

 

Dramaturgia

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Foto: Andréa Magnoni

Ministrada por Daniel Arcades e Thiago Romero, a oficina A Escrita da Cena – Procedimentos de Criação Dramatúrgica, que ocorrerá nos dias 09, 11 e 13 de abril, propõe a construção de um trabalho colaborativo entre encenação e dramaturgia. Os estímulos dados para a construção de uma cena por um encenador será registrado por um dramaturgo e passará por um primeiro tratamento poético. A inscrição para esta oficina vai até o dia 05 de abril.

“O exercício da interpretação e o acesso à encenação constroem a dramaturgia desta oficina, que oficina é inspirada nos processos de criação que eu e Romero temos em espetáculos como Exu, Revelo, Mundaréu, Rebola, Desviante, entre outros”, explica Daniel Arcades, ator e dramaturgo, formado em letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

 

Serviço

OFICINAS OROAFRO – SALVADOR

EU VEJO VOCÊ – DANÇA DOS ORIXÁS PARA NÃO DANÇARINOS

De 02, 04 e 06 de abril, das 14h às 18h

Onde: Teatro Vila Velha, na Sala Mário Gusmão

Inscrições até 30 de março

 

A ESCRITA DA CENA – PROCEDIMENTOS DE CRIAÇÃO DRAMATÚRGICA| DANIEL ARCADES e THIAGO ROMERO

De 09, 11 e 13 de abril, das 19h às 22h

Onde: Teatro Vila Velha, na Sala João Augusto

Inscrições até 05 de abril

Grupo Ilê FunFun lança CD dedicado aos cânticos da Nação Ketu


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Foto: banco de imagens

No próximo dia 31 de março (sábado), o grupo musical Ilê FunFun, fundado no Terreiro da Casa Branca, lança o CD Okan Mi Mo Orixá – Meu coração é do Orixá, composto por cânticos de candomblé da Nação Ketu e pela canção homônima ao álbum, de autoria do grupo. A obra chega ao mercado fonográfico cumprindo a função de preservar e difundir do arcabouço cultural que é a música dos Orixás.

O lançamento acontece no Ilê Axé Yá Omim Lonan – terreiro ao qual o grupo hoje pertence -, em Cajazeiras, às 15h, com apresentação do Ilê FunFun, que mostrará canções do álbum. Para facilitar a participação no evento, que tem entrada franca, um ônibus sairá do Terreiro Casa Branca, na Federação, às 14h30. O CD, que a partir de então servirá como fonte de pesquisas e estudos, será distribuído gratuitamente para os presentes. No segundo semestre, estará disponível nas plataformas digitais.

 

“Registrar, salvaguardar e propagar valores culturais ancestrais faz-se necessário para qualquer cultura que pretenda ser cuidadosa, inclusiva e abrangente, respeitando as hierarquias de sua história”, realça o alabê Edvaldo Araujo, fundador do Ilê FunFun e, há mais de uma década, mentor de projeto de preservação da cultura musical e personagens do candomblé por meio de cursos, oficinas, palestras, apresentações e registros musicais.

O músico Alex Pochat, que assina a direção executiva do álbum, realça que uma obra com essas características apresenta uma importância que transcende o aspecto musical. “Pela riqueza musical, o álbum já seria suficiente em si mesmo. Além disso, ele salvaguarda identidades ao mesmo tempo que suscita reflexões sobre a construção de novas, em termos não apenas culturais, mas também sociais. Música, candomblé, Salvador, África, ontem e hoje, tudo em um só retrato musical”.

 

SERVIÇO

Lançamento do CD Okan Mi Mo Orixá – Meu coração é do Orixá

Dia: 31/3 (sábado)

Horário: 15h

Local : Ilê Axé  Yá Omim Lonan – R. Geraldo Brasil, Chácara 5, Cajazeira XI,

Entrada Franca

– Um ônibus sairá do terreiro Casa Branca (Avenida Vasco da Gama, 463, Engenho Velho da Federação), às 14h30, para facilitar o transporte dos interessados em participar

Deusa do Ébano 2018 estrela campanha da Avon com Paolla Oliveira


Ilê aiyê
Todos os anos, antes do Carnaval, o bloco afro Ilê Aiyê elege sua Deusa do Ébano, que reina o ano inteiro “representando a raça negra”. A escolhida deste ano foi a  baiana Jéssica Nascimento, uma das estrelas da nova campanha de TV da Avon, ao lado da atriz Paolla Oliveira, da youtuber Alexandra Gurgel e da tatuadora Akemi Higashi.
O vídeo, que está passando na TV e em sites, foi gravado em São Paulo e feito para o lançamento da nova base líquida True Ultramatte, que estreou no e-commerce e nos folhetos este mês.
Para esta campanha, a marca promete fugir do aspecto pesado no visual e passar longe do craquelado nas linhas de expressão na nova fórmula, desenvolvida no laboratório da Avon em Suffern, Nova Iorque (Estados Unidos), especificamente para a pele da mulher brasileira.
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Foto: Divulgação

“A gravação foi ótima, uma experiência maravilhosa.Pude dançar, me expressar através da minha arte, me senti bem à vontade. E as mulheres são todas muito comunicativas, conversamos bastante no camarim e durante a gravação. Paolla é muito extrovertida e atenciosa! Akemi e Alexandra também são pessoas maravilhosas, conversamos muito inclusive sobre assuntos polêmicos como racismo e machismo”, conta Jéssica.

Pracatum publica livro que mapeia ritmos afro baianos!


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foto: Divulgação

A Associação Pracatum Ação Social lança próximo dia 28 de março, o Guetho Square, o Afrobook Vol 1, com o objetivo de mapear os processos de invenção rítmica do samba-reggae e do samba-afro, ocorridos nas décadas de 1970 e 80. De autoria coletiva, Afrobook é resultado de uma pesquisa que elege dois ritmos urbanos contemporâneos e vai buscar suas matrizes partindo da configuração histórico-antropológica de Salvador, passando pelos modelos religiosos que permitiram a preservação e recriação de células rítmicas, e chegando às ruas, onde as agremiações carnavalescas incorporaram esse universo rítmico para se posicionar esteticamente.

Como escreve o músico Mateus Aleluia, que assina a apresentação do livro, o Afrobook propõe uma leitura que sugere diversas travessias. “A começar pela diáspora dos ritmos deslocados do continente africano para o Brasil. Dessa ancoragem que encontrou espaço privilegiado nas religiões afro-brasileiras, os ritmos se deslocam para universo festivo das ruas configurando a música popular”.

No prefácio do livro, a escritora e antropóloga Goli Guerreiro, que também assina a curadoria editorial e edição de textos. Dividida em duas partes, a obra traz cinco capítulos, sendo eles Numa Cidade AtlânticaUniverso RítmicoNo Chão das RuasSamba Afro e Samba-Reggae e Partituras e Transcrição, este último compondo a Parte II ao apresentar o trabalho de transcrição do ritmos em pentagramas, levando em consideração a incompletude do processo.

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foto: divulgação

A organização do Afrobook é assinada pela diretora da Pracatum, Selma Calabrich, e pelo músico Gerson Silva, com autoria de textos por mestre José Francisco Izquierdo Yañez e José Maurício C.D Bittencourt. A orientação de pesquisa é do historiador e escritor professor Jaime Sodré.

A publicação inaugura as atividades do Centro de Pesquisa em Ritmos Afrobaianos da Escola de Música Pracatum. Este núcleo engloba os trabalhos de Carlinhos iniciados na década de 80 com o movimento Vai Quem Vem, os da Escola de Música Pracatum e de parcerias com instituições que atuam na área.

As realizações das pesquisas abrangem desde a sistematização e divulgação dos resultados do trabalho na área de música até a contribuição na produção de conhecimentos de viés acadêmico, realizados por diversas instituições.

Afrobook Vol 1 estará disponível em e-book no site Amazon (www.amazon.com.br) e em áudio-book no site da Pracatum (www.pracatum.org.br)

SERVIÇO

Lançamento: Afrobook – VOLUME 1

Dia: 28 de março (quarta-feira)

Local: Guetho Square – Candeal

Horário: 17h

Grupo Botequim faz circulação nacional a partir de 23 de março


A celebração que o Grupo Botequim faz ao samba tradicional da Bahia vai encantar ouvidos e mostrar sua força em outras cidades do país a partir do próximo dia 23 de março, quando o grupo entra em circulação nacional com passagens por São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Em todas as noites, o mestre Walmir Lima estará presente como convidado especial da excursão artística.

Intitulada “Circulação Nacional Grupo Botequim e o Samba Tradicional da Bahia: Participação Especial do Mestre Walmir Lima”, a turnê marca o lançamento, nessas cidades, do álbum Festa no Botequim, comemorativo ao aniversário de 10 anos do grupo, lançado em Salvador em 2016, que traz participações de grandes nomes do samba baiano, como Gal do Beco, Seu Regi de Itapuã, Grupo Barlavento, As Ganhadeiras de Itapuã e Walmir Lima.

O repertório das apresentações é um passeio pelas 13 faixas autorais do CD e pela obra de um dos grandes nomes do samba tradicional baiano, Walmir Lima, que irá mostrar algumas dos grandes sucessos dos seus 47 anos de carreira. “Também não vamos deixar de homenagear outros sambistas baianos, como Riachão”, acrescenta Roberto Ribeiro, cavaquinhista e um dos fundadores do grupo.

Assim como o álbum Festa no Botequim, o show preparado para o projeto de circulação traz no seu conceito a abordagem a diferentes vertentes do samba, do samba de roda ao partido alto, passando pelo samba canção, samba de breque, samba enredo e até chorinho.

Grupo Botequim e Walmir Lima
Foto: Maurício Reis

Em São Paulo, o grupo toca em Mogi das Cruzes, no Casarão da Mariquinha, dia 24 de março, e na capital, como parte do projeto musical Samba do Sol, no dia seguinte (25); no Rio de Janeiro, serão duas apresentações, uma no Teatro Rival Petrobras e outra no Solar Wilson Moreira nos dias de 28 e 31 de março respectivamente. Já em Recife, o show do grupo integra-se ao projeto Andando com o Samba de Raiz, no Paris Lounge Bar, dia 7 de abril.

 

Serviço

São Paulo

24/3 – Mogi das Cruzes- Casarão da Mariquinha – 15h

25/3- São Paulo – Samba do Sol – 15h

Rio de Janeiro

28/3 – Teatro Rival Petrobras – 19h30

31/3 – Solar Wilson Moreira – 16h

Recife 

07/04 – Projeto Andando com o Samba de Raiz- Paris Lounge Bar – 16h

Mestras sambadeiras da Bahia participam de roda de conversa e show no Pelourinho


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Foto Uendel Galter

Depois de apresentações em quatro municípios do Estado, o Projeto Circulando com Mulheres do Samba de Roda reúne em Salvador as mestras de maior referência desse genuíno estilo de samba baiano. No encontro, que será no próximo domingo (25), às 10h, no Largo Tereza Batista, acontece uma roda de conversa mediada pela cantora, dançarina, professora e pesquisadora baiana Clécia Queiroz, seguida de uma roda de samba. O evento também comemora o Mês da Mulher.

O projeto, que circulou por cidades do recôncavo baiano – Maragojipe, Muritiba, Conceição do Almeida e Saubara é parte de uma extensão do projeto anterior para a publicação do documentário e do livro ‘’Mulheres do Samba de Roda’’, que realiza um mapeamento etnomusicológico em torno de 16 mestras de 15 localidades do estado, as detentoras do saber tradicional do samba de roda.

Serão recebidas 13 mestras do samba de roda, que representam diversos municípios baianosDona Ana (Cachoeira); Dona Fiita (Teodoro Sampaio, Dona Lora (Irará); Dona Fátima (Conceição do Almeida); Dona Aurinda (Vera Cruz); Dona Bernadete (Simões Filho); Dona Nicinha (Santo Amaro); Dona Santinha (Acupe); Dona Rita da Barquinha (Bom Jesus); Dona Cadú (Maragojipe); Dona Berenice (São Fracisco do Conde); Dona Bete (Camaçari); Dona Chica (Feira de Santana).

 

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foto: banco de imagens

A programação conta com uma roda de conversa mediada por Clécia Queiroz, que junto com as sambadeiras evidenciam seus potencias artísticos, suas histórias de vida, o universo da mariscagem, da agricultura, do artesanato ceramista e retrata seus saberes e protagonismo no enfrentamento de toda forma de violência contra a mulher, além da conquista do direito de se expressar, de ter renda própria, saúde, educação. A conversa acontece com música e dança, além de uma tradicional roda de samba envolvendo a platéia.

‘’O samba de roda não tem sentido sem as sambadeiras’’. Afirma Clécia Queiroz, que atualmente faz Doutorado na UFBA, cujo tema é nada mais que o próprio o samba de roda. “Música e dança são partes complementares dessa manifestação. E isso pode ser confirmado pelas próprias vozes dos sambadores, que dizem que há um diálogo musico – corporal com as sambadeiras e que o estímulo da música se faz através do corpo delas. Além disso, as mulheres se envolvem na organização, várias delas também tocam instrumentos de percussão e algumas assumem o papel de liderança em suas comunidades a partir do seu próprio trabalho” finaliza Clécia.

Debate sobre abolição marcará Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial


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Fotos: Marcha do Empoderamento Crespo

O Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, amanhã (21), será marcado pelo debate “Racismo, exclusão política e desigualdade”. O objetivo é promover reflexões em torno dos 130 anos da abolição da escravatura no Brasil e as questões decorrentes deste fato histórico para o povo negro. O evento é realizado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e integra a agenda da Década Internacional Afrodescendente na Bahia.

O debate está agendado para às 17h e contará com a participação do sociólogo, pesquisador e professor universitário Jessé Souza. Ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Jessé é autor de diversos livros e analisa, dentre ouros temas, o patrimonialismo e os impactos do sistema escravocrata. A mesa também será composta pela titular da Sepromi, Fabya Reis, e pela vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia (CDCN), Lindinalva de Paula.

O evento acontecerá no Hotel Victória Marina, em Salvador e tem entrada gratuita. Na ocasião serão emitidos certificados. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 71 3103-1480.

 

 

Serviço

O quê: Debate “Racismo, exclusão política e desigualdade: Reflexões sobre os 130 anos da abolição”.

Quando: Quarta-feira, 21 de março de 2018, às 17h.

Onde: Hotel Victória Marina – Corredor da Vitória – Salvador/BA.