Ressaca do Samba homenageará a sambista Gal do Beco neste domingo


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Foto: banco de imagens

Ressaca do Samba, que está em sua 15ª edição, homenageará no mês que é comemorado o dia das mulheres, a sambista Gal do Beco, que representa a força e a influência que a mulher tem, não apenas no samba, mas na sociedade. Este tributo acontecerá no dia 18 de março (domingo), a partir das 13h, no espaço Casa de Itália (Centro), com dois palcos e dez horas de muito samba, com as bandas: A Grande Família, Bambeia, Jeito de Ser, Katulê, Nossa Juventude, Partido Popular, Samba.com, Samba do Pretinho, Fuzukda e Swingue do Fora da Mídia.

O evento começará pontualmente às 13h, e não terá intervalos, pois contará com a estrutura de dois palcos (marca registrada do evento), som e iluminação de ponta; para garantir o conforto do público, o espaço terá bares espalhados em diversos pontos, uma praça de alimentação e seguranças.

 

A Ressaca do Samba é um evento que já faz parte do calendário oficial de festas da cidade e montou para esta 15ª edição, uma grade genuinamente baiana para fortalecer o samba baiano. E ainda, oferece ao público, a oportunidade de pagar meia entrada, a quem estiver vestido com fantasia de qualquer bloco de samba.

Serviço:

O quê: 15ª Ressaca do Samba

Atrações: A Grande Família, Bambeia, Jeito de Ser, Katulê, Nossa Juventude, Partido Popular, Samba.com, Samba do Pretinho e Swingue do Fora da Mídia e Fuzukda.

Onde: Casa de Itália (Av. Sete de Setembro, nº 1238, Campo Grande/Salvador)

Quando: domingo, 18 de março de 2018, às 13h.

Quanto: R$ 40 (inteira/pista), R$ 20 (meia/pista), R$ 70 (camarote). A venda nos Balcões de Ingressos dos principais shoppings da cidade.

Classificação: livre

Outras informações: (71) 98726-8366

Slam das Minas celebra um ano com programação diversificada


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Foto: banco de imagens

Nascido em março de 2017, o Slam das Minas celebra neste março, seu primeiro aniversário e promove um espaço de visibilidade e fortalecimento das mulheres negras e periféricas no meio cultural.

As celebrações acontecem de 15 a 17 deste mês e buscam alternativas que proporcionem o protagonismo destas agentes culturais.

Durante os três dias de evento serão realizados diferentes atividades, em sua maioria, por mulheres. Rodas de conversa e de capoeira, música e exibição de documentários são algumas das atividades propostas pelo Slam das Minas.

 

A abertura do evento está marcada para quinta-feira (15), com roda de conversa com a proposta de reunir personalidades negras para discussão sobre Ancestralidade, Tradição e Resistência. Em seguida, apresenta a roda de capoeira angola para celebrar abertura de mais um ciclo de atividade da nossa organização feminina.

 

Na sexta-feira (16), o encontro será no bairro da Boa Vista do São Caetano, com Cine SDM – Sessão Cine Quebradas – uma mostra periódica de cinema, produzida por e para mulheres negras e lésbicas e bissexuais.

 

No mesmo dia, ocorrerá o Lançamento do videoclipe Solidão da Mulher Preta de NegaFya. Na ocasião, haverá brechó alternativo, além da discotecagem com DJ DMT. No sábado (17), tem o encerramento com uma noite que mescla ancestralidade, referências, militância e alegria para festejar o primeiro ano da organização feminina.

 

 

 

Confira toda programação

Dia 15, às 17h,

Local: Associação de Capoeira Angola Relíquia Espinho Remoso, 7 Portas

Entrada: Gratuito ( mas, leve uma fruta para colaborar)

– Roda de conversa com tema: Ancestralidade, Tradição e Resistência;

– Palestrantes: Lely Carmo , Juscely Magalhães e  (Casa do Boneco de Itacaré);

– Roda capoeira angola.

 

16/03, às 17h – Cine SDM – Sessão Cine Quebradas

Local: Espaço Boteco da Rasta – Boa Vista de São Caetano.

Entrada: 1kg de alimento não perecível que será doado para instuição parceira

– Exibição do Documentário Poesia Preta – Dirigido por Suama Akoni e Carla Candace;

– Exibição do vídeo – Resistência Poética recita Racionais;

– Exibição do Documentário Slam das Minas;

– Lançamento do vídeoclip Solidão da Mulher Preta de NegaFya  ;

– Discotecagem com DJ DMT;

– Mic Aberto;

– Brechô Alternativo.

 

17/03, às 18h, Slam das Minas – Edição Especial

Local: Espaço Cultural Casa Preta – Rua do Areal de Cima – Dois de Julho

Entrada: R$ 5 nome na lista e R$10 na porta

 Line Up:

– Slam Das Minas-BA;

– Zeferinas;

– Visioonárias;

– Roça Sound;

– Amanda Rosa;

– Aurea Maria;

– Negus Jorge part. Lory Mafoany;

– MC Bart;

– Duquesa;

– + Poetas vencedoras das edições passadas do Slam.

Representatividade é pauta de debate neste sábado (10)


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foto: divulgação

Neste sábado (10), a partir das 13h, a Praça Castro Alves será ponto de encontro do “Ocupa e Conversa”. O encontro é realizado pela entidade Ocupa Preto e debaterá sobre Representatividade, pauta presentes nas discussões políticas em 2018.

A proposta é proporcionar um espaço de discussão, com formação e diálogos, fomentado por diferentes agentes culturais e representações negras. O debate será composto pela poetiza, Negreiros Souza; a representante do Instituto Odara, Ana Paula Rosário; a vereadora de Salvador, Marta Rodrigues; o ex-deputado federal, Luiz Alberto e a militante no combate ao racismo, Geissonara Junaica, com a mediação de Ícaro Jorge, do Ocupa Preto e do Ousar.

Ocupa Preto – Surgiu na Capelinha, bairro periférico de Salvador, com a ideia de participar o espaço na mídia e a promoção do combate ao racismo e às opressões. A partir disso, vem criando pontes entre as vivências das mulheres, crianças, LGBTTs e trabalhadores negros.

 

Serviço:

O que: Ocupa e Conversa”

Quando: sábado, 10 de março, 13h

Onde: Praça Castro Alves, Gratuito

O universo da mulher da periferia é destaque nos filmes que serão exibidos em mostra


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Foto: Still do filme Braços Vazios (2018), Daiana Rocha, ES – Brasil

A periferia através da ótica da mulher é o universo dos filmes que serão exibidos na primeira edição da Cine Favela Brasil. A mostra de cinema para produções em contexto periférico recebeu cerca de noventa submissões de catorze estados, retratando lutas individuais e coletivas dos moradores das comunidades do país. Esse panorama o público vai poder conferir no próximo fim de semana (dias  9, 10 e 11 de março), no Espaço Cultural Alagados, em Salvador, a partir das 18h30. Abertura fica por conta do coletivo de poesia Sarau da Onça, cujo documentário será exibido durante a noite.

A presença marcante de um compromisso com a realidade é evidência pelo número de documentários sumetidos, também é maioria na programação da mostra. Eles apresentam um cotidiano de resistência,  destacado nas batalhas feministas dentro da favela. As mulheres são personagens centrais nos roteiros produções selecionados na mostra.

 

 

Entre outras características, a qualidade técnica, construção dos personagens e número de  filmes inscritos acrescentam a necessidade de mais espaços  para exibição e discussão de tais produções no país. A Cine Favela Brasil segue essa dinâmica, sucedendo as sessões com debates sobre as películas exibidas.

A iniciativa Cine Favela Brasil

A mostra de cinema Cine Favela Brasil é uma iniciativa que visa à promoção e  projeção da diversidade de sujeitos emergentes das periferias através da sétima arte. Fomentada pela Lei de Incentivo à Cultura, patrocinada pelo Banco do Nordeste e realizada pelo Ministério da Cultura do Governo Federal, o Cine Favela Brasil busca a descentralização cultural dando maior acesso aos bens e serviços culturais à comunidade.

Serviço:

O que: Exibições da Mostra Cine Favela Brasil

Onde : Espaço Cultural Alagados, bairro do Uruguai, Salvador-BA

Quando:  9 de março a partir das 18h30. Dias 10 e 11 de março, às  16h30.

Quanto: Entrada Franca

Casa do Benin apresenta Narrativas Literárias: encontros e reencontros entre Benin e Brasil


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Banco de imagens

A autora do livro infantil Adjokè – e as palavras que atravessam o mar, Patricia Matos, realiza na próxima quinta-feira (15) a roda de conversa Narrativas Literárias: encontros e reencontros entre Benin e Brasil. Este encontro abordará o intercâmbio cultural Brasil/Benin, históricos entre os dois países e a importância de um espaço que permita essa interação rica em curiosidades, cultura e história.

O evento acontece às 10h30, na Casa do Benin e é aberto ao público de todas as idades. A ação integra o Projeto Erês nas Instituições – Intercâmbio de Saberes e Práticas entre a Coordenadoria de Políticas Públicas de Igualdade Racial em Fortaleza e a Casa do Benin em Salvador. Patrícia Matos é professora e integrante do Núcleo de Africanidades Cearenses (NACE), da Universidade Federal do Ceará e no ano passado, lançou o livro infantil Adjokè – e as palavras que atravessam o mar na Casa do Benin. 

 

 

 

Sobre a escolha do local e a importância de encontros como esse, Matos afirma que “a Casa do Benin atua como um elo de ligação entre os dois países irmãos valorizando e difundido a história e a memórias de África na diáspora. Partindo do pressuposto de que o bem – coletivo, o bem-viver e o bem – conviver ocorre a partir das aprendizagens que acontecem através da interação, o diálogo, da leveza do ser que nos possibilita aprender. Aprender sobre nós, sobre o outro e sobre as coletividades. Aprender não somente conteúdos conceituais, visto que não somos apenas razão, mente. Mas também conteúdos procedimentais que nos farão, enquanto construtores das relações sociais, ter atitudes de transformação e justiça social.”.

 

SERVIÇO

O queNarrativas Literárias: encontros e reencontros entre Benin e Brasil – roda de conversa sobre o intercâmbio cultural Brasil/Benin, históricos entre os dois países e a importância de um espaço que permita essa interação rica em curiosidades, cultura e história

Quando: 15/03, às 10h30

Onde: Casa do Benin

Quanto: GRATUITO

Informações: Casa do Benin – 3202-7890

Mosiah e Diamba encerram temporada de verão da Feira CoretoHype


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Foto: Além do ter

No próximo final de semana (10 e 11 de março), das 10h às 22h, a Feira Coreto Hype encerra sua temporada de verão em frente ao Grand Hotel Stella Maris – Stella Maris. Com shows das bandas MosiahDiambaRetr80Forró no Kilo e Mondaze, a feira apresenta um espaço com mix de shows, arte, empreendedorismo, brincadeiras, moda e gastronomia.

Com atividades para todas as idades, a programação prevê ações que agradem toda a família, a exemplo da Oficina de Mini Chefinhos (sábado e Domingo, 16h30), Jogos de Tabuleiro (Sábado e Domingo, o dia todo), Contação de Histórias (Sábado, 16h) e Oficina de Defumação e Incenso Natural (Domingo, 15h), além de DJs, Feira para Adoção de Animais, brincadeiras e a presença do Mágico Dragon (Domingo, 17h).

“Nosso verão foi marcado por muita música, brincadeiras e diversão. Chegamos aqui com aproximadamente 100 empreendedores criativos que veem na Feira Coreto Hype um espaço para lançar ideias, inovações, produtos e serviços. A partir de abril voltamos a circular pelas praças de Salvador, sempre com a melhor vibe positiva e o melhor clima de união”, explica Breno Barreto, sócio idealizador da Feira.

Com entrada gratuita, a Feira Coreto Hype é uma realização da LB Produções e conta com ambientação da Gato Maloko. O evento tem o apoio institucional da Secretaria de Turismo e Cultura (Saltur) e da Prefeitura Municipal de Salvador.

 

 

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Foto: Além do Ter

PROGRAMAÇÃO COMPLETA | MÚSICA

Sábado

DJ Nathy Brandão – 14h

Mondaze – 17h

Restgate Blues – 18h

Suinga – 19h

Diamba – 20h

Domingo

Cadeira de Brin – 12h

DJ Lu Muhana – 14h

Retr80 – 17h

Forró no Kilo – 18h

Mosiah – 19h

PROGRAMAÇÃO INFANTIL E OFICINAS

Sábado

Filó e Sofia (Contação de histórias) – 16h

Oficina de Mini Chefinhos – 16h30 e 17h

Jogo de Tabuleiro – Dia todo

Domingo

Oficina de Compostagem – 10h

Eureka Ideias Brincantes – 11h

Oficina de Mini Chefinhos – 16h30

Mágico Dragon – 17h

Jogo de Tabuleiro – Dia todo

Feira para Adoção de Animais – 11h

Oficina de Defumação e Incenso Natural – 15h

 

SERVIÇO

Feira Coreto Hype

Stella Maris – em frente ao Grand Hotel Stella Maris

Dias 10 e 11 de março

A partir das 10h

Entrada Franca

Evento gratuito reúne marcas baianas neste fim de semana


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foto: divulgação

Moda, gastronomia, tattoo e música marcam a primeira edição do Vizu, evento itinerante que acontece neste fim de semana, dias 17 e 18 de março, das 12h às 22h, no Solar Gastronomia, Rio Vermelho. À frente do evento, dez mulheres empreendedoras propõem um novo jeito de visualizar o mundo, com produções que impulsionam o modelo de consumo consciente e a economia criativa.

Além de flash day tatto com Cheetara – Lívia MC Gramacho – nos dois dias, o evento contará com a exposição dos óculos de sol da Sonbrille, acessórios em prata daMoai Pratas, bijoux e peças em tecidos das Outerelas, moda feminina com a Cor de Dendê, os calçados da Born Store, moda infantil com DuoKids e Nicobaldo, moda praia com 3K e decoração em macramê com a Arché. No primeiro dia, sábado, integra a programação a banda Gagabirô. Já no domingo, o som será com Adriana Prates.

 

 

 

SERVIÇO

Vizu – Moda, gastronomia, decoração e tattoo

Dias: 17 e 18 de março

Horário: Das 12h às 20h

Local: Solar Gastronomia

Endereço: Rua Fonte do Boi, 24, Rio Vermelho

ENTRADA GRATUITA

#Ouro&Negro – Um resgate ascendente do Samba em Salvador, Por Camilla França


samba carnaval salvador

Em meio às discussões sobre se nasceu na Bahia ou no Rio de Janeiro, o Samba vem protagonizando a história dos dois maiores carnavais do Brasil. É impossível ter memória do carnaval carioca, sem falar da presença do ritmo nas rodas de samba ou esquinas da cidade. Aqui na Bahia, não é diferente. Desde os primeiros registros carnavalescos, o toque do samba embalou as fanfarras e as marchinhas.

Ao final do século XIX, os tradicionais clubes como Cruz Vermelha e Fantoches da Euterpe desfilavam com glamorosos carros alegóricos, reunindo a elite baiana com todo luxo da época.

Na virada do século XX, o samba se firmou como gênero musical popular dominante nos subúrbios, onde a comunidade negra promovia festas, a partir da base do samba, seja com os Cordões Carnavalescos ou com as Batucadas.

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Também, o ritmo esteve presente nos blocos das classes operárias como Cordão das Costureiras e As Cozinheiras; nos sons das entidades afro e de índios; nas Escolas de Samba e nos dias atuais, com os blocos de Samba.

Associada a outros elementos sociais, esta presença cultural inspira a reflexão da dualidade cultural entre o espaço negro e o poder branco, inclusive, no carnaval de Salvador. E, assim como outros ritmos de matriz africana, o samba sempre foi alvo de discriminação racial. Ancorado na desvalorização da cultura do negro, marginalizado ou associado apenas a grupos de menor poder aquisitivo.

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Foto: Rosilda Cruz

Isso porque é um som oriundo das senzalas, vindo do canto de negros escravizados; em seguida, associado aos descendentes destes, que promoviam festas nas ruas (julgadas como arruaças) e no começo do século XX, pelos negros que exerciam as funções serviçais como faxineira, cozinheira, lavadeira e postos como baianas.

O samba é uma construção e uma produção coletiva e, neste contexto histórico carnavalesco, destaca-se a forte articulação nas celebrações nos bairros populares – através das Escolas de Samba ou entre os muros dos colégios públicos.

Pautavam e demarcavam, assim, o espaço do negro na sociedade, através dos grupos culturais colegiais. Esta geração surfou na onda do processo de reafricanização do carnaval – ocorrido na década de 70 -, tornando a sonoridade do samba mais evidente através das percussões, marchinhas, blocos de índios ou travestidos.

Além disto, esta juventude negra se fortaleceu a partir das movimentações nacionais no campo da estética e da cultura negra e dava sinais da busca por melhores condições de vida.

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Foto: Edgar de Souza/G1

Estes fatores, concomitante com o fortalecimento financeiro das classes média e baixa, impulsionou o surgimento de entidades que abrigassem um público preterido pelas entidades de trio. Inclusive, esta foi a porta de entrada para o fortalecimento do samba no carnaval: o samba reggae, influenciado pelo samba de roda.

A essa altura já ecoado pelo grupo Gera Samba (atual É O Tchan) e o fortalecimento midiático e fonográfico do samba.

E é justamente neste nicho do mercado que as entidades de samba se fortalecem e se multiplicam, dando nome e demarcando o espaço no carnaval. Estreitam, portanto, as relações entre os blocos, artistas do Sul/Sudeste e o público de Salvador. Este elo foi essencial na missão da ruptura da monocultura do carnaval baiano, em torno da estrutura do trio elétrico e do ritmo axé music.

Isso porque, a partir dos anos 2000, identificamos um aumento significativo de entidades que se firmam como exclusivas de samba, e em sua grande parte, promovidas na quinta e sexta-feira de carnaval.

Uma política que reafirma o compromisso das entidades de apenas trabalhar e fortalecer um ritmo. Também um objeto de demonstração do empoderamento da comunidade negra, que é a maioria do público presente nestas entidades.

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Foto: Max Haack/Ag Haack

Esta é a lógica de fortalecimento de uma classe social que ocupa um espaço que muitas vezes lhe é negado pelos “blocos de branco”; um movimento que reforça o potencial comercial e midiático das entidades perante a hegemonia da relação entre o axé e o trio elétrico.

Este movimento ainda é tímido, mas expressa o potencial da relação com o público consumidor (embora, as empresas continuem negligenciando e discriminando as entidades negras, financeiramente). Mas ainda assim é um avanço. A história já aponta os sinais de interferências e transformações possíveis a partir do carnaval e hoje marca presença a partir das dezenas de entidades de samba na folia.

Uma presença aportada em grandes estruturas, com trios povoados, em grande parte, de atrações renomadas nacionalmente, com carro de apoio, cordeiros, segurança. Toda estrutura similar às dos maiores blocos. E, que infelizmente, ainda luta para marcar no carnaval a relevância e o potencial econômico do samba e dos sambistas, como já é feito no Rio de Janeiro.

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Camilla França – Foto Fernanda Campos

Camilla França, jornalista, mestranda em Cultura e Sociedade, com pesquisa sobre a participação de entidades negras no Carnaval de Salvador, sob orientação de Paulo Miguez . Este é o primeiro artigo da série “Carnaval de Ouro & Negro”, que o Portal SoteroPreta trará até a folia, resgatando a história negra no Carnaval soteropolitano.