Espaço Cultural Alagados recebe 1ª Mostra Negra de Artes Cênicas


_Encruzilhada - RODRIGO VELOSO
Foto: divulgação

Entre os dias 10 e 15 de abril, o Espaço Cultural Alagados, administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), recebe a Mostra Negra de Artes Cênicas: Edição Solos, que trará espetáculos produzidos e encenados por pessoas negras. O projeto foi inspirado pelo I Fórum Negro de Artes Cênicas, promovido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em fevereiro de 2017, na Escola de Teatro. A mostra nasce com o intuito de oportunizar o protagonismo negro na cena artística de Salvador e pretende, nesta primeira edição, levar ao Espaço Cultural Alagados espetáculos voltados à temática das dinâmicas sociais e culturais negras no Brasil, para que a partir deles, suscite discussões que visem resgate e fortalecimento do tema.

O primeiro espetáculo, “Grilo Griô” acontece na terça-feira (10), e traz Raimundo Moura em performance solo. Grilo Griô é inspirado na personagem Totonha de José Lins do Rego, uma espécie de contador de histórias que sai pelas ruas de Salvador, cantando e contando causos em troca de moedas e alimentos. Além da atuação, Raimundo Moura assume a direção e dramaturgia. A peça conta com a participação a atriz e cantora Teresa Cristina Vieira.

Na quarta-feira (11), o público confere o espetáculo “En(cruz)ilhada”, com atuação de Leno Sacramento. Na trama, o ator discute o racismo e as várias mortes simbólicas que envolvem o negro na sociedade. “Assim que nascemos, nossas cabeças são colocadas na mira de uma bala que segue nos matando lentamente: a morte social, cultural, financeira, estética e psicológica”, explica Leno Sacramento. A direção é de Junior Roquildes.

O espetáculo “Sobejo” traz a atuação solo de Eddy Veríssimo, e retrata a biografia fictícia da personagem Georgina Serrat: uma dona de casa que depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e tem seus sonhos frutrados pelas agressões de um marido violento. A peça acontece na quinta-feira (12), e é escrita e dirigida por Luiz Buranga.

MostraNegra_Maloquêro_CaíqueBouzas
Foto: divulgação

A programação da sexta-feira (13) é gratuita e traz o coral das Mulheres de Alagados interpretando canções famosas da música popular brasileira. O público confere no sábado (14) a peça “Maloquêro”, com solo de Jhoilson de Oliveira. Na trama, o ator dá vida à personagem Chumbinho. Controverso, Chumbinho aproveita a presença da plateia para compartilhar os preconceitos e desafios enfrentados pelas pessoas que estão em situação de rua. A direção é de Merry Batista.

Para finalizar a Mostra, no domingo (15), “Se Deus Fosse Preto” traz Sergio Laurentino em um solo que reflete sobre a vida, a fé e a humanidade em torno do protagonismo de um deus negro, com outros costumes e valores. A personagem central da trama é Loid, um homem negro que foi preso injustamente pela morte da filha e esposa. Na prisão, ele escreve textos que, após a sua morte, se revelam como base de criação de um novo paradigma mundial. O espetáculo é dirigido por Jean Pedro.

A programação acontece de terça-feira a domingo, sempre às 18h. Os ingressos, que serão vendidos no local, custam R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia), com exceção da sexta-feira (13), que terá programação gratuita. A classificação é indicada para maiores de 12 anos.

Dandê leva diálogo entre ancestralidade e futurismo ao Oliveiras


Dande
Crédito: Flora Rodrigues/Divulgação

O músico Daniel Dandê chega ao Santo Antônio Além do Carmo no terceiro show da série Live Set. Depois de passar pelo Porto dos Livros (Barra) e Tropos (Rio Vermelho), é a vez do Oliveiras receber o projeto autoral. A apresentação acontece nesta sexta (06), às 20h. A entrada custa R$ 10. Os percussionistas Anderson Petti e Gabriel do Jeje e a poetisa Letícia Argolo participam do show. Dandê toca acompanhado por Ricardo Flocos nos bits de bateria eletrônica.

Com single disponível nas plataformas de streaming, como Spotify e Deezer, Dandê prepara o lançamento do seu primeiro EP, previsto para abril. O músico apresenta um som que cria um diálogo entre a ancestralidade e o futurismo, ambos enraizados nas matrizes afrobaianas. A proposta conceitual e estética está colocada na temática das letras, na mescla entre tambores, guitarras e sons eletrônicos e na estrutura rítmica das canções, baseadas nas claves do universo percussivo baiano. Na série Live Set, a ideia é experimentar sonoridades em um formato reduzido, na qual ele se divide entre violão, pandeiro e bits eletrônicos criados no instrumento digital conhecido como Ableton Push.

Daniel Dandê

Soteropolitano de Itapuã, Daniel Dandê é compositor, multi-instrumentista, produtor cultural e poeta. Desde 2012 se debruça sobre o entendimento da música popular brasileira, colocando-se profissionalmente nas diversas expressões da arte. Todavia, foi em 2016 quando começou a estudar o método Universo Percussivo Baiano (UPB), de Letieres Leite, que ocorreu seu mergulho musical nas claves rítmicas.

Apesar do violão ser o seu principal instrumento, Dandê aprofundou nos estudo percussivos e eletrônicos, que trouxe à sua arte o rigor técnico e sofisticado das polirritmias e seus signos culturais. Após fomentar a cena de Salvador com projetos como “Ocupação Coaty” e o espetáculo/coletivo de arte marginal “Clicheria”, como artista e produtor cultural, Dandê lança seu primeiro disco no início deste ano (2018), o primeiro-grande-marco de sua carreira de raiz autoral influências de um universo de ritmos afro futurísticos.

SERVIÇO

O quê: Dandê Live Set, com Anderson Petti, Letícia Argolo e Gabriel do Jeje

Quando: Sexta-feira, 06 de abril, às 20h.

Onde: Oliveiras – Santo Antônio Além do Carmo

Quanto: R$ 10

ÀTTØØXXÁ se apresenta em mais uma edição do Bailaum Black Bang no Pelourinho


No dia 7 de abril (sábado), ÀTTØØXXÁ promove mais uma edição do Bailaum #BLVCKBVNG (leia Black Bang), no Largo Tereza Batista, no Pelourinho). O cantor Pedro Pondé fará uma participação especial e os ingressos serão vendidos por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

O show está agendado para 21h e apresentará no seu repertório, músicas como “Elas Gostam”, “Bota Mão”, “Role”, “Tá Batenu” e “Rebola Raba”, além de algumas faixas do próximo disco que será lançado ainda este ano. ÀTTØØXXÁ tem se destacado na cena local e nacional, fazendo shows em cidades como: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte. Com “Elas Gostam (Popa da Bunda)”.

SERVIÇO 

BAILAUM #BLVCKBVNG NO PELOURINHO 

Atração: 

ÀTTØØXXÁ com participação especial de Pedro Pondé

Local: Praça Tereza Batista (Pelourinho)
Data/Hora: 07 de abril, a partir das 21h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Vendas no Sympla: https://bit.ly/2IT5CrD 

Culinária Musical apresenta Wilson Carvalho, Inaicyra Falcão e Brena Gonçalves


O cantor, compositor e instrumentista Wilson Carvalho, as cantoras Inaicyra Falcão e Brena Gonçalves são ‘ingredientes’ especiais na mistura do próximo Culinária Musical que acontece no dia 7 de abril, além das participações do violonista Maurício Lourenço e do percussionista Gabi Guedes.

O evento idealizado pelo afrochef Jorge Whashington retorna ao Casarão Barabadá (Rua Direita do Santo Antônio, 65), no Santo Antônio Além do Carmo, a partir das 13h, com os pratos maxixada e moqueca de carne seca. A entrada custa R$15 (em espécie) e o prato R$30 (em espécie e no débito).

brena_gonçalves
Brena Gonçalves

Com um repertório composto por MPB, samba, funk, salsa e blues. O repertório de Wilson Carvalho é composto com criações de nomes como Caetano Veloso, João Bosco, Gilberto Gil, Chico Buarque e Adriana Calcanhoto. A assinatura do artista fica por conta da interpretação e arranjos que conquista o público, sem contar as canções autorais que incrementam seus shows.

“Fiquei muito feliz com o convite de Jorge Washington. A minha primeira vez no Culinária foi maravilhosa e alegre. Espero que seja mais uma tarde mágica”, disse Wilson.

CulinariaMusical
Foto: divulgação

Intérprete soprano Inaicyra Falcão também estará na próxima edição do Culinária, acompanhada pelo violonista Maurício Lourenço e do percussionista Gabi Guedes. E, a cantora e multi-instrumentista Brena Gonçalves, que participou do The Voice Brasil, também estará no palco do Casarão Barabadá.

Neste encontro, o afrochef Jorge Whashington irá apresentar e preparar dois pratos: maxixada e moqueca de carne seca. Tudo aprendido com base no aprendizado desde a infância nos almoços em família – daqueles que ficam eternizados na memória afetiva– quando recebia as notas para ir à feira comprar os ingredientes para a mãe, Georgina Rodrigues da Silva.

 

SERVIÇO
O que:  Culinária Musical
Quando: 7 de abril de 2018, das 13h às 17h
Onde: Casarão Barabadá, Rua Direita do Santo Antônio 65
Quanto: R$15 (entrada em espécie) e prato R$ 30 (em espécie e no cartão de débito)
Atrações: Wilson Carvalho, Inaicyra Falcão, Brenda Gonçalves, Maurício Lourenço e Gabi Guedes
Cardápio: moqueca de carne seca e maxixada

Cineclube Tela Preta promove sessões gratuitas de cinema negro!


01

 

A partir do dia 28 de março, acontece  no Centro Cultural Plataforma, a primeira edição do CineClube Tela Preta. O projeto visa promover a reflexão do processo criativo do cinema negro e a circulação das obras produzidas por sujeitos afrodescendentes e exibirá dez sessões de curtas e longas, voltadas para jovens e adultos.

O CineCulbe Tela Preta acontece no período de março a maio deste ano e com das sessões gratuitas e seguidas de debates com os realizadores e com participação dos cineastas. Este encontro possibilitará a construção de um olhar para as obras sob uma outra perspectiva a de quem produz e para quem é produzido.

Na abertura do projeto, será apresentado o longa Maestrina da Favela (2017), direção da norte americana Falani Afrika. Ao total, são mais de vinte filmes que serão exibidos. O projeto é realizado pelo Coletivo de Cinema Negro Tela Preta, uma organização que pauta a representatividade negra no campo do cinema e audiovisual e produzido pela Rebento Filmes, uma produtora de mulheres negras. “Pensar cinema negro é literalmente romper a fronteira entre o sujeito que filma e quem é filmado.”, reitera a cineasta Larissa Fulana de Tal e ressalta a importância de refletir as relações cotidianas sobre o efeito do que passa nas telas e como esse olhar crítico está sendo construído.

“A relação em como os outros nos ver já sabemos está no cinema, na TV, na propaganda, na rua, é estereótipo e esta é uma palavra que reduz e sintetiza muito como os outros nos ver, mas como a gente se ver?  é uma pergunta que impulsiona pois possibilita novas narrativas novos olhares, uma nova estética novas linguagens  direcionados  a este espelho da auto representação”, destaca Larissa Fulana de Tal

larissa fulana de tal
Larissa Fulana de Tal

#OpiniãoPreta #OlhandoPraMimVejoNos – Por Larissa Fulana de Tal!

Durante os encontros serão promovidos quatro rodas de conversa: “Fotografia Negra” que refletirá sobre fotografia em pele negra; “Políticas Afirmativas”,  que falará das políticas públicas no campo do cinema; “Circulou” discorrendo sobre a criação de espaços circulação dos filmes; e por fim, “Cineclubismo”, mesa especial que homenageará o cineclubista baiano, Luís Orlando.

 

CONFIRA AQUI A PROGRAMAÇÃO COMPLETA!

 

SERVIÇO:

O QUÊ: CINECLUBE TELA PRETA

QUANDO:  De 28 de Março a 11 de Maio

ONDE: CENTRO CULTURAL DE PLATAFORMA

QUANTO CUSTA? #0800.

 

 

Um heroína negra é protagonista de websérie baiana


webserie_punho_negro_Salvador_3
foto: banco de imagens

Uma heroína negra com cabelo black, casada e mãe de dois filhos,é a protagonista da websérie Punho Negro, lançada hoje (8) no Facebook e Youtube. Buscando trazer representatividade e discutir sobre racismo e as pressões sociais que a mulher sofre no dia a dia, a série traz uma protagonista com características diferentes do universo dos heróis, majoritariamente masculino e branco.  Na série, Tereza é uma mulher que passa o dia enfrentando vilões ao se transformar na justiceira Punho Negro, mas ser uma heroína e ter superforça não elimina as cobranças para cuidar da casa, do marido e dos filhos. No seu dia-a-dia Tereza precisa conciliar sua carreira de heroína com os desafios da vida pessoal.

De forma cômica e leve a websérie pretende abordar o universo dos super-heróis com um olhar crítico, levantando questões e problemas que são comuns ao cotidiano de muitas mulheres. A intenção dos realizadores é criar uma identificação com as espectadoras que podem se reconhecer em muitas situações vividas pela heroína, ao mesmo tempo apresentam a imagem de uma mulher negra poderosa e protagonista de sua própria história. A heroína representa inúmeras destas pessoas que pouco se enxergam nas produções audiovisuais e irá travar discussões acerca do papel da mulher, questionando padrões impostos por uma sociedade machista.

A série será exibida em sua página do Facebook e no seu canal do Youtube, com lançamento quinzenal de novos episódios, além de ter uma conta no Instagram criada e administrada pela própria personagem, onde ela posta fotos e fala sobre suas experiências como heroína. A proposta é que através destes canais o público possa interagir constantemente e ajudar a construir os próximos passos da personagem e para além disso, discutam e reflitam acerca dos temas abordados. A websérie Punho Negro é idealizada e produzida em Salvador, através do Coletivo Êpa filmes – coletivo independente – que desde de 2012 atua no cenário audiovisual. O coletivo está buscando maneiras de financiar a sua produção, procurando  parceiros e apoiadores que possam colaborar com esta iniciativa.

 

‘Elas na Roda’ debate sobre Mulher e Cultura no Centro Histórico


As possibilidades de atuação, os desafios e as perspectivas para a atuação da mulher na produção cultural. Estes são alguns dos assuntos que serão debatidos no ‘Elas na Roda: Mulher e Cultura – Produzindo Novos Lugares’. A proposta do evento é ser um bate-papo conduzido por mulheres que atuam na área, regado à cerveja e petiscos.

 

A ideia, segundo a idealizadora do evento, a publicitária Luciane Reis, é juntar num ambiente de informalidade, mulheres de diferentes posições na cadeia da cultura, para debater um assunto sério num formato de discussão que propicie mais interação e trocas. O objetivo, além da apresentação de um panorama do setor, sob a ótica feminina, é apontar caminhos para a criação de “novos lugares” para as mulheres na produção cultural.

A roda de conversa será realizada no Bar Mestiços (Praça da Sé), nesta quarta-feira (28/03), às 19h e contará com a participação da bailarina e cantora, Nara Couto; da escritora, dramaturga e produtora cultural, Cacilda Povoas; da antropóloga Naira Gomes; dentre outras mulheres do meio cultural.

 

Fale mais sobre?

O que: ‘Elas na Roda: Mulher e Cultura – Produzindo Novos Lugares’;

Quando: Quarta-feira (28/03), às 19h;

Onde: Bar Mestiços – Praça da Sé, nº 398 – Condomínio Edifício Themis – Centro;

Poeta com P de Preto lança CD sobre resistência negra


As dores causadas pelo genocídio do povo preto, a luta anti-racista e a realização do amor afrocentrado estão distribuídos nas 16 faixas do CD “Poesia de Revolução Verbal” do Poeta com P de Preto, Rilton Junior. O disco foi lançado recentemente através das plataformas digitais do artista, YouTube e SoundCloud.  Em contato com a poesia desde 2010, o poeta começou a viver da poesia em 2014 quando integrou o grupo de poesia itinerante “Resistência Poética”, surgindo em 2016 o “Poeta com P de Preto” para seguir militando através da força dos versos.

“Percebi o poder que tem a palavra, tanto de explicitar para sociedade que não somos esse monstro que ela pinta, quanto na re-valorização da nossa fala, da nossa estética e espaço político em sociedade”, diz Rilton Junior.

O CD é uma produção independente com a parceria do studio Back To Back e do DJ Akani que masterizou e mixou as gravações. A capa do disco busca fazer referência às cores do pan-africanismo e demonstrar o anseio pela produção afrocentrada com o mapa do continente africano ao fundo, em marca d’água. Os artistas Jhonata Azevedo e Luz Marques fazem participação especial na faixa Democracia Racial e Africanize-se, respectivamente. “Não se corromper” gravada na Buero Gravadora com os rappers Pezão e Menny e “Frenesi” da poetisa Fabiana Lima com participação de Rilton Junior são as faixas bônus do CD.

NATA realiza oficinas de dança e dramatúrgica em Salvador


Fabiola_Nansuré_em_ROSAS_NEGRAS
Foto: Andrea Magnoni

O Núcleo Afro Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA abre inscrições para as duas primeiras oficinas do projeto OROAFROBUMERANGUE em Salvador, que ocorrerão em abril de 2018 e serão ministradas no Teatro Vila Velha (TVV) pelos integrantes do grupo. As inscrições podem ser realizadas pelo site do NATA e são gratuitas. Mas, é cobrada uma taxa e anutenção do uso do espaço do TVV no valor de R$ 30 para cada oficina.

 

Dança

A primeira oficina Eu e Você – Dança dos Orixás ocorrerá nos dias 02, 04 e 06 de abril, com a atriz e bailarina Fabíola Nansurê, busca colocar não dançarinos em contato com a dança afro, proporcionando autoconhecimento corporal e conectando o indivíduo às suas pulsações e pulsões energéticas, tendo como foco o contato com a força ancestral presente na dança dos orixás. Fabíola Nansurê é formada em dança pela Funceb e em interpretação teatral pela Escola de Teatro da Ufba. As inscrições para esta oficina vão até o dia 30 de março.

 

 

Dramaturgia

Thiago_Romero_em_MUNDARÉU
Foto: Andréa Magnoni

Ministrada por Daniel Arcades e Thiago Romero, a oficina A Escrita da Cena – Procedimentos de Criação Dramatúrgica, que ocorrerá nos dias 09, 11 e 13 de abril, propõe a construção de um trabalho colaborativo entre encenação e dramaturgia. Os estímulos dados para a construção de uma cena por um encenador será registrado por um dramaturgo e passará por um primeiro tratamento poético. A inscrição para esta oficina vai até o dia 05 de abril.

“O exercício da interpretação e o acesso à encenação constroem a dramaturgia desta oficina, que oficina é inspirada nos processos de criação que eu e Romero temos em espetáculos como Exu, Revelo, Mundaréu, Rebola, Desviante, entre outros”, explica Daniel Arcades, ator e dramaturgo, formado em letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

 

Serviço

OFICINAS OROAFRO – SALVADOR

EU VEJO VOCÊ – DANÇA DOS ORIXÁS PARA NÃO DANÇARINOS

De 02, 04 e 06 de abril, das 14h às 18h

Onde: Teatro Vila Velha, na Sala Mário Gusmão

Inscrições até 30 de março

 

A ESCRITA DA CENA – PROCEDIMENTOS DE CRIAÇÃO DRAMATÚRGICA| DANIEL ARCADES e THIAGO ROMERO

De 09, 11 e 13 de abril, das 19h às 22h

Onde: Teatro Vila Velha, na Sala João Augusto

Inscrições até 05 de abril

Grupo Ilê FunFun lança CD dedicado aos cânticos da Nação Ketu


Grupo_Ile_FunFun
Foto: banco de imagens

No próximo dia 31 de março (sábado), o grupo musical Ilê FunFun, fundado no Terreiro da Casa Branca, lança o CD Okan Mi Mo Orixá – Meu coração é do Orixá, composto por cânticos de candomblé da Nação Ketu e pela canção homônima ao álbum, de autoria do grupo. A obra chega ao mercado fonográfico cumprindo a função de preservar e difundir do arcabouço cultural que é a música dos Orixás.

O lançamento acontece no Ilê Axé Yá Omim Lonan – terreiro ao qual o grupo hoje pertence -, em Cajazeiras, às 15h, com apresentação do Ilê FunFun, que mostrará canções do álbum. Para facilitar a participação no evento, que tem entrada franca, um ônibus sairá do Terreiro Casa Branca, na Federação, às 14h30. O CD, que a partir de então servirá como fonte de pesquisas e estudos, será distribuído gratuitamente para os presentes. No segundo semestre, estará disponível nas plataformas digitais.

 

“Registrar, salvaguardar e propagar valores culturais ancestrais faz-se necessário para qualquer cultura que pretenda ser cuidadosa, inclusiva e abrangente, respeitando as hierarquias de sua história”, realça o alabê Edvaldo Araujo, fundador do Ilê FunFun e, há mais de uma década, mentor de projeto de preservação da cultura musical e personagens do candomblé por meio de cursos, oficinas, palestras, apresentações e registros musicais.

O músico Alex Pochat, que assina a direção executiva do álbum, realça que uma obra com essas características apresenta uma importância que transcende o aspecto musical. “Pela riqueza musical, o álbum já seria suficiente em si mesmo. Além disso, ele salvaguarda identidades ao mesmo tempo que suscita reflexões sobre a construção de novas, em termos não apenas culturais, mas também sociais. Música, candomblé, Salvador, África, ontem e hoje, tudo em um só retrato musical”.

 

SERVIÇO

Lançamento do CD Okan Mi Mo Orixá – Meu coração é do Orixá

Dia: 31/3 (sábado)

Horário: 15h

Local : Ilê Axé  Yá Omim Lonan – R. Geraldo Brasil, Chácara 5, Cajazeira XI,

Entrada Franca

– Um ônibus sairá do terreiro Casa Branca (Avenida Vasco da Gama, 463, Engenho Velho da Federação), às 14h30, para facilitar o transporte dos interessados em participar