Rapper Wall lança música e clipe gravados em casa


Foto Divulgação

 

Antes da pandemia, das lives, do home office e das milhares de opções de cursos para fazer na internet, o rapper Wall já fazia sua arte isolado em casa. Em outubro do ano passado, o soteropolitano de 22 anos colocou na cabeça que lançaria seu primeiro EP solo. O empecilho era financeiro: o rapaz não tinha grana para gravar em um estúdio tradicional então teria que tocar as coisas por si.

Desafio aceito: em dois meses aprendeu a gravar, masterizar e mixar. Tudo isso em paralelo a seu estágio em Comunicação, no Tribunal Regional Eleitoral. Assim nasceu EHLO, um trabalho de cinco músicas fortes que falam sobre masculinidade, ancestralidade e afetividade negra: Wall chegou nessa brincadeira de fazer as coisas em casa quando era tudo mato!

Agora em maio, ele voltou a colocar o seu pequeno estúdio, improvisado num cantinho do quarto de sua casa em Itinga, para trabalhar e lançou, na segunda-feira (25), o single ‘No hype, do rap’. A música, diz Wall, é uma sátira à atual cena do rap. “Se fala muito sobre o tal ‘hype’ ou o ‘rap game’, uma espécie de competição em que vence quem se exibe mais. Sem saudosismo, só entrei na brincadeira”, afirma o rapper.

O nome da música é um trocadilho. Em português, lê-se “no hype do rap”, que é, segundo o artista, “onde muito MC aparenta querer estar”; em inglês, como deve ser lido, significa “sem extravagância, faça rap”, a real mensagem da música. Outra curiosidade é que Wall resolveu usar o lançamento para testar o alcance das suas redes sociais. Assim, ele disponibilizou a música exclusivamente no Twitter e no IGTV (Instagram) e só vai lançar oficialmente nas plataformas no início de junho.

 

Secretaria de Cultura da Bahia convoca para Cadastro Cultural


A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) convoca a partir desta quinta-feira (28) para inclusão  e atualização do Cadastro Cultural no Sistema de Informações e Indicadores em Cultura, disponível em: siic.cultura.ba.gov.br/cadastrocultural. O intuito da iniciativa é traçar um panorama dos agentes, espaços, grupos e instituições culturais dos 27 territórios de identidade baianos.

O cadastro possibilitará a criação de indicadores sobre a cadeia produtiva da cultura no estado, contribuindo no planejamento, monitoramento e avaliação das políticas públicas; na otimização dos mecanismos de fomento e no fortalecimento do processo de territorialização das ações culturais.

A plataforma funciona como um mapeamento online, dinâmico, georreferenciamento, sendo a responsabilidade da informação assumida pelo próprio usuário. Já os agentes culturais contarão com uma vitrine para difundir suas atividades e ampliar o diálogo com outros profissionais da área. As dúvidas podem ser encaminhadas no e-mail: [email protected]ba.gov.br ou ainda por telefone no número: (71) 99688-1460.

Termo de Compromisso – No dia 19 de maio de 2020, a SecultBA e a Secretaria de Trabalho Emprego e Renda assinaram termo de compromisso para a criação de um cadastro de trabalhadores do campo cultural atuantes nos 27 territórios de identidade baiano.

A partir desse banco dados pode-se obter um reflexo de quantos são e como atuam esses trabalhadores dentro da cadeia produtiva da Cultura.

Festival Percussivo de Mulheres realiza edição on-line


YAKURIN

Nesta semana, o melhor motivo para ficarmos em casa tem o nome de “Yakurinxirê – Festival Percussivo de Mulheres”, um evento que já acontece no modo off-line há dois anos, nas cidades de São Félix e Cachoeira (BA) e que agora, mesmo com os desafios impostos pela pandemia aos profissionais da cultura, decide bravamente realizar o “Yakurinxirê em casa”, uma versão on-line do Festival.

Nos dias 28 e 29, por meio da página do Festival no Instagram, um verdadeiro xirê virtual será abertamente compartilhado pela internet. Serão mulheres da Bahia, São Paulo, Rio  de Janeiro e Brasilia unidas voluntariamente com o único objetivo de trazer mais leveza para as nossas casas por meio da arte.

A partir das 16h30, tanto na quinta quanto na sexta-feira desta semana, 15 mulheres percussionistas de várias cidades brasileiras participam, diretamente de suas casas, de um grande encontro musical mediado pelas produtoras do Festival. O encontro será transmitido ao vivo e gratuitamente para todo o mundo no link a seguir instagram.com/yakurinxirê. A programação tem encerramento previsto para as 20h em ambos os dias e é composta por apresentações musicais, bate-papos sobre a história dos instrumentos percussivos, cantorias e múltiplas performances com o objetivo de expressar a relação corpo-música-percussão-saúde para as mulheres.

Sobre o Yakurinxirê

O Yakurinxirê é um coletivo de mulheres, mobilizadas em torno de ações de formação musical-percussiva com mulheres. As atividades são realizadas anualmente nas cidades de Cachoeira e São Felix, no Recôncavo da Bahia desde 2018. Em iorubá, Yakurin significa “Mulheres que tocam” e Xirê, “festa”!

 

FESTIVAL YAKURINXIRÊ EM CASA (Programação)

28/05/2020 (quinta-feira)

Mediação: Aquataluxe Rodrigues (BA)

 16h30 -Abertura (Martha Rosa e Aquataluxe)

17h05 – Mestra Janja (BA)

17h25- intervalo

17h30- Valquiria Rosa (SP)

17h55- intervalo

18h- Sued Nunes (BA)

18h25- intervalo

18h30 – Dai Ramos (RJ)

18h45- intervalo

19h- Beatriz Sena (BA)

19h20- intervalo

19h25- Emilie Lapa e Natalyne Santos (BA)

19h45-intervalo

20h- Veronica Bonfim (RJ)

 

29/05/2020 (sexta-feira)

Mediação: Flavia Gomes (Espaguete) (BA)

 16h30 -Abertura (Mestra Monica Millet e Flavia Gomes)

17h05 – Mestra Jociara (SP)

17h25- intervalo

17h30- Ana Magalhães (RJ)

17h55- intervalo

18h- Line Santana (BA)

18h25- intervalo

18h30 – Verona Reis (BA)

18h45- intervalo

19h- Raissa Caldas (BA)

19h20- intervalo

19h25- Eloah Monteiro (BA)

19h45-intervalo

20h- Nãnan Matos (DF)

 

Serviço:

3ª edição do Yakurinxirê – Festival Percussivo de Mulheres (em casa)

Ondeinstagram.com/yakurinxirê

Quando: 28 e 29 de maio de 2020, das 16h30 às 20h.

GRATUITO

Apoio: Centro de Artes, Humanidades e Letras(CAHL/UFRB), Departamento de Turismo/São Félix, Fundação Hansen Bahia e Grupo Dembaia (RJ).

Sala de Dramaturgia Virtual Brasil lança resultado


Aldri Anunciação

 

Os dramaturgos Aldri Anunciação, Diego Araúja, Jhonny Salaberg, Maria Shu e Mônica Santana apresentam neste sábado, 23 de maio, às 19h, o resultado do seu trabalho coletivo para a escrita de um texto inédito para teatro, criado ao vivo e publicamente em arquivo digital durante um mês de dedicação em meio às atuais condições de isolamento social.

Com o título de “Ar-f-ar”, a obra foi produzida através da “Sala de Dramaturgia Virtual Brasil”, um projeto do Goethe-Institut Salvador-Bahia em parceria com a plataforma Melanina Digital, e terá leitura cênica em live transmitida no YouTube (www.youtube.com/goethebahia), com os atores Caboclo de Cobre, Filipe Ramos, Laís Machado, Márcia Limma e Marina Esteves.

Mônica Santana [Foto por Cledisson Santos]

A “Sala de Dramaturgia Virtual Brasil” foi iniciada no dia 8 de abril, com uma videoconferência na qual os cinco autores debateram temáticas, argumentos e motes para o texto. Depois disto, o grupo trabalhou online em um arquivo digital, disponível em http://bit.ly/saladedramaturgia, tornando possível a qualquer interessado assistir à escrita da peça enquanto ela ocorria. Agora, o produto final será revelado na íntegra.

 

A “Sala de Dramaturgia Virtual Brasil” objetivou viabilizar uma oportunidade de produção artística que também se conforma como método de partilha de práticas e saberes, gerando um produto concreto e representativo das dramaturgias negras contemporâneas brasileiras.

 

Diego Araúja

Sala de Dramaturgia Virtual Brasil

Leitura cênica virtual de “Ar-f-ar”

Autoria: Aldri Anunciação (BA), Diego Araúja (BA), Jhonny Salaberg (SP), Maria Shu (BA/SP) e Mônica Santana (BA)

Elenco: Caboclo de Cobre (BA), Filipe Ramos (SP), Laís Machado (BA), Márcia Limma (BA) e Marina Esteves (SP)

Quando: 23 de maio (sábado), às 19h

Onde: YouTube do Goethe-Institut Salvador-Bahia (www.youtube.com/goethebahia)

Classificação indicativa: Livre

‘Cine África | Em Casa’ promove sessões virtuais de filmes africanos!


Entre os meses de maio e julho, a Mostra de Cinemas Africanos promove o Cine África | Em Casa, encontros virtuais para conversar sobre filmes africanos com convidados de todo o Brasil. Adaptando-se ao formato digital, imperativo em tempos de isolamento social, o projeto apresenta nove sessões (três por mês) em torno de filmes do Senegal, Angola, Nigéria, África do Sul, Mali e Mauritânia. Para participar dos encontros gratuitos, os interessados devem se inscrever em mostradecinemasafricanos.com e aguardar instruções para assistir o filme de cada semana. As sessões acontecem sempre aos sábados (os três últimos de cada mês) e sempre às 16h. A programação abrange o período de três meses e pode se estender caso o isolamento social permaneça.

 

A programação foi montada com base em títulos disponíveis em plataformas de streaming como YouTube (um dos títulos está disponível na Netflix), todos legendados em português. Nas datas e horários programados, os participantes acessam o link da reunião virtual que será enviado por e-mail.

No dia 16 de maio, às 16h, acontece o primeiro encontro para conversar sobre o filme “Mossane” (1996), da cineasta senegalesa Safi Faye, mulher pioneira na realização de longas-metragens no continente africano. A convidada para conduzir o bate-papo com o público é a pesquisadora baiana Evelyn Sacramento, especialista na obra de Faye. A programação inclui filmes de um dos mais importantes cineastas africanos, o senegalês Ousmane Sembène, além de títulos mais recentes como “Félicité” (2017), de Alain Gomis (Senegal), “Lionheart” (2018), de Genevieve Nnaji (Nigéria) e “Heremakono” (2002), de Abderrahmane Sissako (Mauritânia).

Foto: Isabelle Films

Pesquisadores de quatro estados brasileiros fazem parte da programação: Evelyn Sacramento (BA), Marcio Paim (BA), Renata Dariva (RS), Lecco França (BA), Marina Gonzaga (RJ, residente na França), Janaína Oliveira (RJ), Maíra Zenun (RJ, residente em Portugal), Detoubab Ndiaye (BA), Hannah Serrat (MG). A ideia foi convidar estudiosos que já desenvolvem pesquisas em torno de África e cinemas africanos para enriquecer o debate.

O Cine África é um cineclube que tem como principal objetivo difundir a produção audiovisual realizada no continente africano, aumentando o repertório do público brasileiro sobre essa cinematografia. O projeto surgiu em 2019 dentro da programação do Circuito Saladearte em Salvador (Bahia), vinculado à Mostra de Cinemas Africanos. O projeto é coordenado por Ana Camila Esteves, Jusciele Oliveira e Morgana Gama, três pesquisadoras dos cinemas africanos e residentes em Salvador, que se revezam na curadoria, produção e mediação das conversas.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

MAIO

16/05 (sab) – “Mossane”, de Safi Faye (Senegal,1996) – Drama ‧ 1h45min

Convidada: Evelyn Sacramento

23/05 (sab) – “Moolaadé”, de Ousmane Sembène (Senegal, 2004) – Drama ‧ 2h4min

Convidado: Márcio Paim

30/05 (sab) – “Sambizanga”, de Sarah Maldoror (Angola, 1972) – Drama ‧ 1h42min

Convidada: Renata Dariva

 

JUNHO

13/06 (sab) – “Inxeba”, de John Trengove (África do Sul, 2017) – Drama ‧ 1h28min

Convidado: Lecco França

20/06 (sab) – “Lionheart”, de Genevieve Nnaji (Nigéria, 2018) – Drama ‧ 1h35min

Convidada: Marina Gonzaga

27/06 (sab) – “Yeleen”, de Souleymane Cissé (Mali, 1987) – Fantasia/Drama ‧ 1h46min

Convidada: Janaína Oliveira

 

JULHO

11/07 (sab) – “Félicité”, de Alain Gomis (Senegal, 2017) – Drama ‧ 2h9min

Convidada: Maíra Zenun

18/07 (sab) – “Ceddo”, de Ousmane Sembène (Senegal, 1977) – Drama/Drama Político ‧ 2h

Convidado: Detoubab Ndiaye

25/07 (sab) – “Heremakono”, de Abderrahmane Sissako (Mauritânia, 2002) – Drama ‧ 1h36min

Convidada: Hannah Serrat

Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido organiza grupo virtual gratuito!


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Foto: João Vitor Soares
GESTO – GRUPO DE ESTUDOS EM TEATRO DO OPRIMIDO, reunido com vários parceiros, organizou um grupo virtual de estudos em Teatro do Oprimido gratuito, durante os meses de abril, maio e junho, para pesquisadores, professores, estudantes e artivistas, de qualquer área de conhecimento que queiram conhecer um pouco mais sobre a teoria do método teatral mais praticado no mundo, criado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal.

O projeto propõe a leitura e discussão crítica dos livros: “Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas”, “Arco-Íris do Desejo: Método Boal de Teatro e Terapia” e “Estética do Oprimido” que trazem, os três a teoria da ” poética do oprimido” em seus conteúdos.

Os encontros tele presenciais acontecem as segundas e quintas-feiras, das 17h às 19h e, os materiais digitalizados com conteúdos e referências sobre o tema estão disponíveis nas salas virtuais de aula, que ficam abertas e são acompanhadas diariamente por professores e tutores de forma que as pessoas inscritas possam tirar dúvidas ou fazer as atividades sugeridas.

O curso também pode ser acompanhado pelo canal no Youtube Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido e pelo aplicativo GOOGLE MEET.

O GESTO – Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido – é formado por curingas-pesquisadores que trabalharam diretamente com Augusto Boal – criador do método – no Centro de Teatro do Oprimido (CTO). Esse grupo organiza, anualmente, as JITOU – Jornadas Internacionais de Teatro do Oprimido e Universidade – que reúne professores, pesquisadores, artivistas, educadores populares, movimentos sociais entre outros que utilizam, nas suas práticas político-pedagógicas, o Teatro do Oprimido como uma arma para a libertação do Oprimido e da Oprimida e tem por objetivo trazer o ensino e o estudo do método para a universidade.

Esta ação foi criada por pesquisadorxs da UFBA e profissionais de outras IES e organizações civis de diversos pontos do país e do exterior que fizeram o curso prático de Extensão “FORMAÇÂO BÁSICA EM TEATRO DO OPRIMIDO no Teatro Castro Alves, Salvador-BA, durante todo o mês de janeiro de 2020 em regime de imersão com os professorxs Dr. Licko Turle, Barbara Santos e Cachalote Matos. Todos sentiram a necessidade de continuidade aos estudos teóricos.

Serviço:
Grupo virtual de estudos em Teatro do Oprimido
Quando: abril a junho, as segundas e quintas-feiras, das 17h às 19h
Onde: canal no Youtube Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido e pelo aplicativo Google Meet
+ Informações: [email protected]

FICHA TÉCNICA
Articuladores pedagógicos: Prof. Dr. Licko Turle Prof. e Dra. Antônia Pereira
Coordenação EAD: Drª Luzirene Rego
Equipe de organização: Drª Antônia Pereira, Dr. Licko Turle, Prof. Daniella Dutra, Me. Fernando Leão, Prof. Júlio Furtado, Drª Luzirene Rego, Prof. Luana Csermak, Ma. Michele Couto, Prof. Rafael Karnakis, Ma. Simone Requião, Ma. Taína Soares, Drª Kelly Siesh, Prof. Rubens Celestino, Prof. Vanessa Mesa, Ma. Vanéssia Gomes, Dr. Sérgio Aragaki, Cacio Romualdo e Drª Kelly Di Bertolli, Drª Maria Beatriz

APOIO:
GESTO – Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido
ABRACE – Associação Brasileira de Pesquisadores e Pós-Graduação em Artes Cênicas
UFBA – Universidade Federal da Bahia
UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia
UFAL – Universidade Federal de Alagoas
PPGAC/UFBA – Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas
ETUFBA – Escola de Teatro da UFBA
FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia
Instituto ARTIVISTA
Grupo Teatro de Caretas

Livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade resgata origens da “arte da mandinga” brasileira!


MESTRE COBRA MANSA

 

Uma iniciativa que evoca a ancestralidade da Capoeira Angola, dialogando com sua prática contemporânea. A tradição desta expressão artística e cultural é o tema do livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade. A obra, com textos assinados por Cinézio Peçanha, mais conhecido como Mestre Cobra Mansa, e pelos pesquisadores Eduardo Oliveira e Matthias Assunção, será lançada na próxima quinta-feira (12), das 18h às 22h, no Espaço Cultural Pierre Verger, em evento aberto ao público. A publicação, que já teve reconhecimento internacional durante o seu pré-lançamento  em Maputo (Moçambique), terá distribuição gratuita em escolas públicas, bibliotecas e universidades.

Idealizado em homenagem aos 20 anos da Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA), um dos principais grupos de referência da modalidade no Brasil e no mundo, o livro faz um resgate histórico da capoeira e do surgimento do estilo Angola, evidenciando o que é consenso e convidando à reflexão sobre as divergências de interpretação quanto a sua origem. “O livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade é uma homenagem a toda a ancestralidade contida na Capoeira Angola, um tributo aos que vieram antes e àqueles que continuam a preservar a memória dessa manifestação nas suas mais diversas formas”, declarou o mestre Cobra Mansa, um dos fundadores da FICA e doutorando do Programa Multi-Institucional em Difusão do Conhecimento da UFBA.

Produzido pela produtora Barro de Chão, o projeto traz, em 244 páginas, um panorama sobre a Capoeira Angola, numa linguagem multimídia, com fotos históricas de Pierre Verger e autorais de fotógrafos como Aramaca, além de gravuras de Carybé, que ilustram e revelam o encanto da “vadiagem” no mais autêntico estilo angolano.  Ao folhear o livro, os leitores são convidados, por meio de códigos QRs, a guiar sua descoberta com a trilha de toques da capoeira, ladainhas, além de assistir a vídeos e entrevistas exclusivas. “Mergulhar no universo da capoeira e conhecer mais sobre a história da ginga e ancestralidade da capoeira angola foi uma jornada única. Em meses de trabalho, só encontrei portas abertas, além de personagens fantásticos – historiadores, mestres, alunos, admiradores de Salvador, do Brasil e do mundo”, declarou Mauro Rossi, CEO da Barro de Chão.

Serviço

O que: Lançamento do livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade e exposição fotográfica

Quando: Quinta-feira (12 de março), das 18h às 21h

Onde: Espaço Cultural Pierre Verger (Ladeira da Vila América, nº 18, Engenho Velho de Brotas – Salvador/Bahia. Contato: (71) 3203-8400)

Entrada gratuita!

As Monxtras ocupam o Goethe-Institut com exposição, show, mesas de debate e oficina!


Foto: Antonello Veneri

 

Coletivo artístico fundado em Salvador em 2016, As Monxtras usam o corpo como instrumento de militância, indo além dos modelos normativos de gênero. Entre março e abril, variadas atividades em torno deste grupo vão ocupar o Goethe-Institut Salvador-Bahia, iniciando, no próximo dia 19 (quinta-feira), às 19h30, com a abertura da exposição “As Monxtras – A Arte Através do Gênero”, do fotógrafo italiano Antonello Veneri. Nesta mesma data, o show “A Noite Mais Estranha do Mundo”, que se estende até a meia-noite, apresenta performances de artistas do coletivo e convida Mangifera, personagem criada por residente do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut. A entrada é gratuita, com classificação livre. A visitação seguirá até 18 de abril, de segunda a sábado, das 9h às 19h.

“As Monxtras – A Arte Através do Gênero” é composta por 24 fotos de grandes dimensões e retrata o cotidiano destas drag queens, ampliando o debate sobre gênero a partir da experiência de misturar elementos femininos e masculinos de acordo com as necessidades e desejos de cada integrante. Fundadora do coletivo, Malayka SN explica: “Somos corpos livres e dissidentes. Durante nossos shows, discutimos, através do ato performático e do uso lúdico do corpo, questões complexas que vão de sexualidade a política, da identidade de gênero à identidade racial”. Especificamente sobre a expressão de gênero, ela detalha: “Em nossa sociedade, as expectativas de gênero permanecem determinadas: o que podemos esperar de um homem ou de uma mulher. Na arte, no entanto, isto não é tão importante. Através de As Monxtras, queremos falar sobre gênero sem nos interessar por gênero. Não é importante se somos homens ou mulheres. Rompemos com a necessidade ou a ilusão de um modelo único de mulher, de feminino”, afirma Malayka.

Assim, ainda que a reflexão sobre gênero seja o mote principal, a ideia é também torná-la secundária, para que todos possam expressar livremente o que se é. Discutindo este assunto tão complexo e delicado através da ação artística e do elemento lúdico d’As Monxtras, a exposição, além de apresentar o pensamento do coletivo, amplia o diálogo com a sociedade a respeito de temas urgentes e atuais. E a fotografia serve, mais uma vez, como vetor social que traz essas questões para o campo do debate.

“Hoje, a questão de gênero é um dos assuntos mais importantes e As Monxtras, que vão além do gênero, representam algo de especial e inovador”, comenta o fotógrafo Antonello Veneri, atualmente radicado no Brasil. Desde 2017, ele acompanha o coletivo documentando sua atividade artística, social e política em Salvador. As fotos, de acordo com a prática de Veneri, preveem uma imersão documental, formando um conjunto narrativo que retrata diferentes momentos desta rotina, do cotidiano em casa até o momento da performance no palco.

Foto por Antonello Veneri

 

Mesas de debate – Para ampliar todo este debate, durante o mês em que a exposição estiver em cartaz, serão realizadas mesas de conversa com especialistas nas questões de gênero, com a participação d’As Monxtras e mediação do dramaturgo e apresentador Aldri Anunciação e da jornalista Mira Silva, que também assina a curadoria da mostra. Os debates são abertos ao público, com entrada franca.

No primeiro encontro, “Entre a imaginação artística e a mobilização política”, no dia 27 de março (sexta-feira), às 19h30, a palestrante será a professora e pesquisadora Viviane Vergueiro, integrante do Coletivo De Transs pra Frente, doutoranda em Estudos sobre Mulheres, Gêneros e Feminismos na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestra em Cultura e Sociedade pela UFBA, graduada em Ciências Econômicas pela Unicamp e ativista transfeminista. Ao lado das monxtras Malayka SN e Jesiêke de Lundú, ela vai falar sobre os direitos de pessoas trans, travestis e não binárias, de maneira relacionada aos processos artísticos, teóricos e políticos que têm sido mobilizados e imaginados na defesa, promoção e resistência desses direitos.

Já em 3 de abril, também sexta-feira, no mesmo horário, será a vez de “Ativismos e estéticas da aparência”, com a artista visual, designer de moda autoral e professora Carol Barreto, que trabalha com a relação entre moda e ativismo político feminista e antirracista, construindo uma obra de visibilidade internacional. A mesa, com participação das monxtras Mamba Mavamba e Ah Teodoro, propõe pensar os modos como, partindo dos grupos minoritários em representatividade, compreendemos a dimensão discursiva da aparência e das corporalidades como marca de luta política antirracista, feminista e antiLGBTQIA+fóbica. Analisando as intencionalidades das ações que produzem corpos e imagens dissonantes, o debate pergunta como são interpretadas as produções artísticas daí elaboradas, buscando como se pode reivindicar uma narrativa construída por e para estas pessoas.

Oficina – Para encerrar o projeto, as monxtras Malayka SN e Mamba Mavamba vão realizar a oficina “Demonxtração”, no dia 18 de abril (sábado), das 14h às 19h. A atividade parte do processo de criação artística “monxtração”, que envolve a construção de personas, personagens ou estados performáticos, através de técnicas em maquiagem, indumentária, body modification e performance. Trata-se de uma possibilidade questionadora no contexto da cultura drag queen, onde, historicamente, através da utilização das performatividades de gênero, há um vasto campo de manifestações artivistas e socioculturais que contestam a hegemonia cisnormativa.

SERVIÇOS

 

EXPOSIÇÃO

As Monxtras – A Arte Através do Gênero

De Antonello Veneri

Abertura com o show “A Noite Mais Estranha do Mundo”

19 de março de 2020 (quinta-feira), 19h30

Visitação

20 de março a 18 de abril de 2020, segunda a sábado, 9h às 19h

MESAS DE DEBATE

= Entre a imaginação artística e a mobilização política

Com: Viviane Vergueiro, Malayka SN e Jesiêke de Lundú

Mediação: Aldri Anunciação

27 de março de 2020 (sexta-feira), 19h30

= Ativismos e estéticas da aparência

Com: Carol Barreto, Mamba Mavamba e Ah Teodoro

Mediação: Mira Silva

3 de abril de 2020 (sexta-feira), 19h30

OFICINA “DEMONXTRAÇÃO”

Com: Malayka SN e Mamba Mavamba

18 de abril (sábado), 14h às 19h

20 vagas

Inscrições serão abertas em 19 de março em http://bit.ly/demonxtracao

Todas as atividades acontecem no Goethe-Institut Salvador-Bahia

(Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória)

Com entrada franca

Classificação indicativa: Livre

Me Brega, Baile! volta a Sala do Coro do TCA a partir de 06 de março!


Foto: Caio Lírio
A Sala do Coro do Teatro Castro Alves voltará a ser palco de um grande baile de dança de salão e política com o espetáculo Me Brega, Baile!com estreia no dia 06 de março, às 20h. Produzido pelo Coletivo Casa 4, cinco bailarinos intérpretes-criadores homossexuais utilizam a dança de salão como discurso político para reivindicarem a liberdade de serem e de existirem. O espetáculo fica em cartaz até 15 de março, de sexta a domingo, e os ingressos pode  ser adquiridos antecipadamente nas Bilheterias do SAC ou pela plataforma da Ingresso Rápido.
Em Me Brega, Baile!, o público pode esperar uma diversidade de sonoridades: da música disco ao forró nordestino, que recria sucessos internacionais de forma brilhante – e brega! Clássicos nacionais e internacionais das décadas de 70 e 80 ganham destaque na trilha sonora. Estas músicas, por sua vez, reúnem a carga dramática e o sentimentalismo exacerbado deste gênero musical. Foram excluídas canções e artistas assumidamente lgbtfóbicos.
Serviço
O quê? Me Brega, Baile!
Quando? 06, 07, 08, 13, 14 e 15 de Março, às 20h
Onde? Sala do Coro do Teatro Castro Alves
Ingresso? R$30 (inteira) e R$15 (meia) – venda antecipada nas Bilheterias do SAC ou www.ingressorapido.com.br

Musical “A Cor Púrpura” chega a Salvador com quatro apresentações no TCA!


O musical “A Cor Púrpura” chega a Salvador nos próximos dias 5, 6, 7 e 8 de março. As apresentações serão no Teatro Castro Alves, a partir das 20h, e os ingressos já estão à venda. Os valores vão de R$ 20 a R$ 80.

Em 1986, um filme dirigido por Steven Spielberg tornou conhecidos o romance publicado por Alice Walker e a protagonista, a atriz Whoopi Gold­berg. Com essas credenciais, A Cor Púrpura ganhou versão brasileira, assinada por Artur Xexéo e inspirada no musical de Marsha Norman, Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray, lançado na Broadway em 2005.

A temática racial, base óbvia da trama, ambientada na primeira metade do século XX, tem o reforço de carregadas tintas referentes à opressão feminina e ao longo caminho rumo ao empoderamento.

SERVIÇO:

Data: 05, 06, 07 e 08 de Março
Local: Teatro Castro Alves
Horário: Quinta e sexta, 20h – Sábado e Domingo, 16h e 20h
Duração: 180 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Gênero: Musical

Ingressos:

R$ 80,00 / 40,00 (filas de A a P)
R$ 60,00 / 30,00 (filas de Q a Z6)
R$ 40,00 / 20,00 (filas de Z1 a Z7)

VENDAS:
Bilheteria do Teatro: de segunda a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 9h às 21h
SAC do Shopping Barra, de segunda a sexta, das 10h às 16h; sábado, das 9h às 12h
SAC do Shopping Bela Vista, de segunda a sexta, das 10h às 16h; sábado, das 9h às 12h
Pela internet: ingressorapido.com.br (sem cobrança da taxa de conveniência)
Por telefone: (71) 4003.1212