Rei de Ile-Ife (Nigéria) vem a Salvador e Colóquio Literário Internacional Odùdùwa receberá também Wole Soyinka!


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Ojaja II

Organizado pelo Programa de Pós-graduação em Literatura e Cultura da UFBA, o I Colóquio Internacional Odùdùwa – Língua, Literatura e Epistemologias Iorubanas acontece em junho, em Salvador. O Colóquio será realizado por ocasião da visita do  rei de Ile-Ife (Nigéria), berço da civilização iorubana, à cidade de 6 a 10 de junho.

Neste período, a viagem inédita doo rei Ooni Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi, Ojaja II, ao Brasil, terá como intuito de –  junto à administração pública nacional – declarar a Bahia oficialmente como a capital iorubana das Américas. A visita insere-se dentro da proposta do rei Ooni para reaproximar e reunir os descendentes do grande ancestral Oduduwa espalhados pelos quatro cantos do mundo.  O rei de Ifé é descendente direto de Oduduwa, responsável pela criação do mundo, de acordo com a tradição do povo iorubá.

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Wole Soyinka

Desde a sua ascensão ao trono de Oduduwa em outubro de 2015, o rei Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi já realizou visitas semelhantes a países como Estados Unidos, Canadá, Gana e Reino Unido, dentre outros. Este ano, será a vez da América Latina e, ciente da importância e centralidade do Brasil no cenário afro-latino-americano, o rei Ooni Ogunwusi resolveu iniciar com a Bahia. na comitiva do rei, virão à cidade personalidades africanas como o prêmio Nobel de Literatura Wole Soyinka; o Awise Agbaye, porta-voz mundial dos babalaôs, Prof. Dr. Wande Abimbola; o embaixador do Benin na UNESCO, Prof. Dr. Olabiyi Yai, dentre outras.

O evento é gratuito, aberto ao público. Programe-se!

Quando: 8 de junho de 2018 (sexta-feira), das 13h às 21h.

Onde: Auditório da Faculdade de Medicina (Pelourinho)

Por mais ‘Grandes Otelos e Ruths de Souza’ em nossos palcos e telas: Lelo Filho, mais de 30 anos em cena!


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Foto: Dedeco Macedo

Um ator. Quatro personagens em cena. Um misto de ficção e realidade. Este é o tempo, espaço e ação de “Fora da Ordem”, primeiro espetáculo solo do ator, diretor e escritor teatral baiano, Lelo Filho. Sua trajetória vem de mais de 35 anos nos palcos baianos, e seu primeiro espetáculo solo tem estréia para esta quinta (24), no teatro ISBA. O Portal Soteropreta entrevistou Lelo e traz sua análise enquanto artista negro na cidade. Confira:

Portal Soteropreta –  Lelo, você é um homem negro, ator, escritor e diretor teatral, artista. Pra você, onde estão os maiores desafios nestes caminhos?

Lelo Filho – A sensação que tenho é de que é uma conquista a cada dia. Sempre foi, mas espero que em algum dia consigamos tornar isso reconhecido com o talento de tantos artistas sem grande sofrimento. O desafio é ser artista num país que trata tão mal as artes, especialmente em tempos tão sombrios como o que estamos vivendo. Mas, as referências que tive e tenho são importantes. Por mais ‘Grandes Otelos e Ruths de Souza’ em nossos palcos e telas.

 

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Foto: Fabio Peixoto

Portal Soteropreta – A política e a arte se entrecruzam em sua trajetória. Como manter essa veia em tempos tão temerosos?

Lelo Filho – Nunca dissociei uma coisa da outra. Minha arte sempre foi política, desde que encenei, ainda no segundo grau, um trecho de “O Santo Inquérito”, uma peça tão polêmica de Dias Gomes. E logo depois ao escolher, para o teste do IV Curso Livre de Teatro do TCA, em 1982, um trecho de “Rasga Coração”, texto de Oduvaldo Vianna Filho, que foi proibido pela ditadura militar. Ali comecei minha carreira, inicialmente nos bastidores, que se estendeu para os  palcos como ator, diretor e autor também. Hoje em dia, apesar dos tempos temerosos, é muito positivo poder usar a liberdade conquistada lá atrás para falar de temas que são importantes para entendermos nossa história e tentar criar um futuro melhor.  Essa frase da cantora e ativista Nina Simone, guia todo meu trabalho: “Como você pode ser um artista e não refletir o momento em que vive?”

 

Portal Soteropreta – Na Cia Baiana de Patifaria são 30 anos de uma dramaturgia crítica, por meio da Comédia. Como você avalia estas décadas?

Lelo Filho – Vivenciamos eras em termos de políticas econômicas, ideologias, temas a serem inseridos nas entrelinhas dos oito espetáculos que decidimos montar, tanto em drama como no humor. Como dizia Chico Anysio: “O humor é irmão da poesia, o humor é quem denuncia, eu não tenho possibilidade de consertar nada, mas eu tenho a obrigação de denunciar tudo, o humor é tudo, até engraçado”.

 

Portal Soteropreta – Agora, com “Fora da Ordem”, o que a Cia trará para o público ao tematizar o racismo, a homofobia e a ditadura?

Lelo Filho – Em “Fora da Ordem” assumo a responsabilidade em escrever um texto que levou mais de 2 anos de pesquisa sobre um momento histórico do país, que muitos no Brasil desconhecem ou têm uma ideia distorcida. O golpe militar e como ele afetou a vida de tantos. Utilizo uma família, dramaturgicamente, para contar essa história – começando no ano de 1968 e vindo até os dias de hoje, atualizando sempre o texto a cada nova temporada ou apresentação. Casos de racismo, homofobia e intolerâncias diversas são abordadas para gerar algum tipo de reflexão e entendermos de onde viemos, o que estamos fazendo no presente, mas apontando para um futuro que só nós poderemos construir e transformar em algo melhor.

 

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Foto Fabio Lima

Portal Soteropreta – O que Lelo Filho tem a dizer aos artistas e produtorxs negrxs de Salvador? 

Portal Soteropreta – Temos muito trabalho para realizar, muitos temas para discutir, portanto precisamos estar ‘atentos e fortes’, como diria Caetano, nas escolhas do que estamos produzindo, amplificando para o público. E mais do que estarmos atuantes, não há melhor ferramenta que a informação, que  aprofundar esses temas antes de dividí-los com os outros. Ninguém nunca me disse que seria fácil, mas uma vez que o ofício nos apaixone, precisamos perseverar para que nossa arte cresça e possa se comunicar com o maior número de pessoas.

 

Serviço
O quê: FORA DA ORDEM, espetáculo solo com Lelo Filho
Quando: Quinta-feira, 24 de maio, às 19:30h – ÚNICA APRESENTAÇÃO
Onde: Teatro ISBA – (Av. Oceânica, 2717 – Ondina – 71 4009-3622)
Ingressos: R$ 50/25 (meia) na bilheteria ou pelo site www.ingressorapido.com.br
**A bilheteria funciona de terça a quinta, das 14h às 19h, e de sexta a domingo, de 15h às 20h.
Recomendação etária: 14 anos

Estão abertas inscrições para o Luxembourg Art Prize: desenho, instalação, pintura, fotografia e mais…!


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Estão abertas inscrições para o Luxembourg Art Prize – prêmio internacional anual, organizado pela Pinacoteca do Luxemburgo, um local de exposições privado e sem fins lucrativos, situado no Grão-Ducado do Luxemburgo.

O Prêmio busca revelar talentos – amadores ou profissionais – de qualquer idade e nacionalidade, que utilizem uma ou mais das seguintes técnicas: desenho, impressão, instalação, pintura, interpretação, fotografia, arte digital, escultura, arte sonora, vídeo, técnicas mistas e artes decorativas (têxtil e materiais, vidro, madeira, metal, cerâmica, mosaico, papel ou outras técnicas).

O intuito é promover a carreira de artistas desconhecidos através da exposição coletiva dos finalistas do Prémio e da rede internacional de finalistas do Prémio que foi criada em 2015.

O vencedor receberá uma bolsa de 25 mil euros, e toda a liberdade para utilizar esse dinheiro como melhor lhe convier. Todas as despesas dos artistas finalistas ficam a cargo da organização quando da exposição coletiva (transporte das obras, bilhetes de avião e comboio, alojamento em hotel 4 estrelas com pensão completa). Além disso, a organização também cobre as despesas de um acompanhante por cada finalista.

 

E aí, vai se jogar?

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Se ligue na programação das pretas do Fórum Obìnrin! Este mês no Espaço Cultural da Barroquinha!


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Exposição Obínrin (detalhe).Fto Shai Andrade

 

Dez artistas selecionadas em convocatória aberta ao público iniciam residência artística no Espaço Cultural da Barroquinha nesta quarta-feira, dia 16 de maio e ocupam o espaço de quarta a sexta, das 13h às 19h, até o final de julho no Fórum Obìnrin. A iniciativa é uma realização de ÁRÀKÀ – Plataforma de Criação Artística e Giro Planejamento Cultural, viabilizada por meio do Edital Setorial de Dinamização de Espaços Culturais – 2017, do Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia e conta com o apoio institucional da Fundação Gregório de Mattos.

A intenção é que a residência artística torne possível a criação de uma rede de apoio mútuo e interações entre as participantes, fortalecendo vínculos e desencadeando novos projetos e ações futuras. A residência artística é aberta ao público que pode acompanhar os encontros e ver de perto como acontece um processo criativo e colaborativo.

Espetáculo – O Fórum Obìnrin recebe ainda o espetáculo Pé No Chão, da dançarina Inah Irenam, nos dias 19 e 20 de maio, sábado e domingo, às 19h. A obra investiga a relação do samba de caboclo dentro da evolução musico corporal do pagode baiano. O corpo como uma amalgama das tradições de matrizes brasileiras. Os ingressos custam R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria do Espaço Cultural da Barroquinha ou pelo site.

 

FÓRUM OBÌNRIN – PROGRAMAÇÃO – MÊS DE MAIO DE 2018

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Espetáculo Pé no Chão, de Inah Irenam. Fto Cacheado Braga

Ainda integra a programação a exposição Obìnrin, com curadoria da Doutoranda em Artes Visuais pela UFBA, Tina Melo, que convidou as artistas de diferentes linguagens Val Souza, Aline Brune, Mônica Santana, Márcia Lima, Yasmin Nogueira, Maria Macêdo para desenvolver obras artísticas que visitem a memória das três mulheres que fundaram o candomblé Ketu no Brasil, exatamente onde é hoje o Espaço Cultural da Barroquinha. São as sacerdotisas yorubas Iyá Nassô, Iyá Detá e Iyá Katá. Com fotografias e instalações, a exposição preenche as lacunas de memórias destas mulheres, fundamentais para história de resistência africana no Brasil e formação da cultura brasileira.

 

Serviço – Fórum Obínrin
Residência artística aberta ao público
Dias 17 e 18 de maio, das 13h às 19h
Entrada franca.

Exposição Obìnrin
De quarta a sexta-feira, das 13h às 19h. Até 27 de julho.
Entrada franca.

Espetáculo Pé no Chão (DANÇA)
Dias 19 e 20 de maio, às 19h
Solo de dança de Inah Irenam
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia entrada)

 

 

Projeto baiano reúne música brasileira no Centro Histórico de Salvador


DJ Gugs_Festa SemMigué_Foto Reprodução
DJ Gugs_Festa SemMigué_Foto Reprodução

O bairro do Santo Antônio será palco do sunset #SemMigué, uma profusão de ritmos que acontecerá no próximo dia 27 de maio (domingo), a partir das 14h, no Ateliê Dani Cunha – Sto. Antônio Além do Carmo, próximo à Cruz do Pascoal. Ao som dos DJs Pureza, Leandro Vitrola, Gug, Riffs e Cadoo, a festa promete levar ao casarão de três andares, uma pulsação de ritmos latinos, tracks brasileiros, SambaFunk, ReggaeSoul, além de sucessos do momento.

O encontro será embalado das 14h às 23h, com line up ousada e envolvente, despertando e valorizando a cena artística e alternativa da cidade. o #SemMigué é realizado pelo Coletivo OXE071 e faz parte do book de sucessos assinados pela produtora, a exemplo da Festa OXE071, Reggou, Forró Xodó e Beco da OXE.

“Promovendo esse transito e ocupação artística da cidade, o sunset #SemMigué chega com uma pulsação rítmica única ao reunir tantos DJs reconhecidos em uma casa envidraçada, em plena tarde de outono, no alto do charmoso bairro do Santo Antônio”, afirma Gabriela Souza, publicitária e cocriadora do projeto.

O sunset, com capacidade sujeita à lotação, oferece ainda como benefício exclusivo, um cupom de desconto no valor de 40% para quem optar pelo aplicativa 99 POP e usar o cupom de desconto OXE99. Para acesso ao evento, os ingressos podem ser adquiridos no local com preço promocional de R$ 15,00.

 

SERVIÇO

Sunset #SemMigué

Local: Ateliê Dani Cunha – Rua do Carmo, Sto. Antônio Além do Carmo.

Data: 27 de maio

Horário início: 14h

Horário término: 23h

Classificação: 18 anos

Atrações: DJs Pureza, Leandro Vitrola, Gug, Riffs e Cadoo.

Ingresso individual: R$ 15,00 (bilheteria) – R$20,00 a partir das 17h.

Fórum Obìnrin promove Conferência “Discussões Afrocentradas Sobre Contemporaneidade”!


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Sanara Rocha

 

Nesta sexta-feira, dia 25 de maio, o Espaço Cultural da Barroquinha recebe a Conferência Discussões Afrocentradas Sobre Contemporaneidade, parte integrante da ocupação artística Fórum Obìnrin. Com o tema “A Reinvenção da Identidade Negra na Criação de Uma Poética Decolonial”, a discussão receberá a Mestra em Dança e pesquisadora Dandara Baldez e multi-artista Sanara Rocha, com mediação da atriz e pesquisadora Mônica Santana e juntas irão debater sobre a construção de uma poética que parte de elementos tradicionais da identidade negra e como são re-territorializados.

O Fórum Obìnrin compreende uma residência artística que reúne 10 artistas negras de Salvador, São Paulo e República Dominicana, com encontros abertos ao público de quarta a sexta-feira, das 13h às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha.  Nesses encontros as artistas experimentam a criação de obras artísticas em processo, de modo aberto ao público que pode acompanhar o processo criativo e contribuir com colaborações e diálogo. 

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Dandara Baldez

A iniciativa é uma realização de ÁRÀKÀ – Plataforma de Criação Artística e Giro Planejamento Cultural, viabilizada por meio do Edital Setorial de Dinamização de Espaços Culturais – 2017, do Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia e conta com o apoio institucional da Fundação Gregório de Mattos.

FOTOGRAFIAS

Ainda integra a programação a exposição Obìnrin, com curadoria da Doutoranda em Artes Visuais pela UFBA, Tina Melo, que convidou as artistas de diferentes linguagens Val Souza, Aline Brune, Mônica Santana, Márcia Lima, Yasmin Nogueira, Maria Macêdo para desenvolver obras artísticas que visitem a memória das três mulheres que fundaram o candomblé Ketu no Brasil.

Serviço

Conferência Discussões Afrocentradas Sobre Contemporaneidade: A Reinvenção da Identidade Negra na Criação de Uma Poética Decolonial

Com Mestre em Dança e pesquisadora Dandara Baldez, a multi-artista  e Mestranda em Cultura e Sociedade Sanara Rocha com mediação da atriz e doutoranda em Artes Cênicas Mônica Santana

Sexta-feira, dia 25 de maio, às 19h

Espaço Cultural da Barroquinha

Com entrada franca

Dia da África será celebrado com Workshops, Feira, Mostra, Trilha Étnica e Seminários na RMS!


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Acontece, de 23 a 30 de maio, a Semana da África na Bahia – Brasil, na Faculdade UNOPAR – Camaçari, no Colégio Estadual Luiz Tarquínio; Campus UNEB de Camaçari, no Quilombo de Cordoaria, em Vilas de Abrantes, na Escola Estadual Fonte da Caixa, em Vilas de Abrantes e no Forte do Barbalho,  em Salvador. As atividades são em homenagem ao dia 25 de maio – Dia da África.

Na Faculdade UNOPAR em Camaçari, a semana começa dia 23 com oficinas de Culinária africana e tombamento afro, além de uma Mesa Redonda sobre A Influência da África nas Religiões; no dia 24 de maio terá a abertura oficial no Colégio Estadual Luiz Tarquínio, onde terá a exibição do vídeo “Vila Operária Luiz Tarquínio”, apresentando a visão de Luiz Tarquínio como um operário negro e a comemoração de 120 anos da Vila Operária Luiz Tarquínio.

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Já no dia 25 de maio será o dia da Feira Mundial de Étnico Empreendedorismo, Mesa “Novas Oportunidades do Turismo Étnico Afro na Bahia e Rota Afro da Lama Preta – Estabelecendo Redes de Comunicação” e a Mesa: Mães Cem por Cento: Homenagem a Mãe África na UNEB de Camaçari. Nos dias 26 e 27 de maio acontecerá o “ISeminário Internacional de Turismo Étnico Afro da Costa dos Coqueiros” na Escola Municipal Fonte da Caixa em Vilas de Abrantes; no dia 28 de maio o tema será “A Saúde da População Negra – Um vetor do Desenvolvimento de Camaçari, o tema será debatido no Teatro Alberto Martins – Centro de Camaçari.

Encerrando o projeto, no dia 29 de maio o tema será “As relações entre Étnico Empreendedorismo e seus impactos nas comunidades e nas redes sociais”, na Sede do CEPAIA – Pelourinho; 30 de maio uma Roda de Diálogos: Combate a Intolerância Religiosa e o fechamento da Semana, que acontecerá no Auditório da SEGOV – Prefeitura Municipal de Camaçari.

 

O quê: Semana da África na Bahia – Brasil

Quando: 23 a 30 de maio

Quanto: Entrada Gratuita

Onde: Região Metropolitana de Salvador (Salvador e Camaçari)

Informações: Edson Costa –(071) 98522-3925/ (071) 99184-0610

 

 

Produção audiovisual feminista negra é destaque na Mostra MAR em Cachoeira!


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Performer e pesquisadora Ana Beatriz Almeida

 

MAR – Mulheres Ativismo e Realização! Este é o nome da Mostra que acontecerá entre 16 e 20 de maio, em Cachoeira, um projeto que tem a produção audiovisual de mulheres negras como destaque. Um dos exemplos é o documentário O Caso do Homem Errado, da diretora Camila de Moraes, que será exibido no dia 18 de maio, das 19 às 21h, na comunidade de Santiago do Iguape. Na oportunidade, a cineasta e a roteirista e produtora Mariani Ferreira participarão de uma roda de conversa com a comunidade para debater sobre o genocídio, a violência racial e a luta para a superação do racismo dentro e fora da tela.

A MAR recebeu 332 curtas metragens de mulheres brasileiras e 23 foram selecionados pela curadoria da mostra, apontando para uma produção diversa e que passeia por temas como a solidão da mulher negra, ancestralidade, transfeminismo, e cinema experimental.

De acordo com dados da Ancine, das 2.583 obras brasileiras lançadas no circuito comercial, no ano de 2016, apenas 17% foram dirigidas e 21% foram roteirizadas por mulheres, embora representem mais da metade da população brasileira (mais especificamente 51%). Dentro desse percentual, nenhuma mulher negra foi elencada.

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O Caso do Homem Errado

Entre os curtas selecionados, uma parcela significante é de realizadoras negras: Em Busca de Lélia, de Beatriz Vieirah (BA), Travessia, de Safira Moreira (RJ), Fotográfica, de Tila Chitunda (PE), Do QUE Aprendi Com Minhas Mais Velhas, de Fernanda Onisajé e Susan Kalik, Solidão da Mulher Preta, Fabíola silva (BA), Experimentando Vermelho Em Dilúvio, de Michele Mattiuzzi (BA/SP). A temática LGBTTQIA também está bem representada com as obras Azul Vazante, de Juliana Alqueres(SP), Transvivo, de Tati W. Franklin (ES),  Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento(AM) e As Verdade de Ale Em Nós, de Juslaine Abreu-Nogueira (PR).

 

CURADORIA

A curadoria da mostra é composta por Amaranta Cesar, Cintia Cruz, Daniela Galdino, Laís Lima e Luara D.  “Num país que bate recordes mundiais em extermínios motivados por ódio – lgtbfobia, misoginia, racismo – ergue-se esse corpo robusto, diverso, desafiador e resistente de filmes (e) de mulheres, como um punho cerrado para o alto, como um coro de multidão a romper o silêncio do golpe, como um sopro de liberdade a contrariar os arames farpados do patriarcado, como um passo de dança na cara do fascismo, como palavras de amor a desafiar a morte e a dor. Somos muitas e nossos corpos estão vivos, são inventivos e seguem firmes na luta”, dizem as curadoras.

 

Serviço

MAR – Mulheres Ativismo e Realização

16 a 20 de maio  | Cachoeira-BA

Clique aqui para programação completa

Ou acesse nosso site: www.marderealizadoras.com

“Corre das Manas”: Quarta edição do Chá da Diversidade valoriza o corre de empreendedorxs LGBT!


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Emile Lapa

O chá da Diversidade chega a sua quarta edição com o tema “Corre das Manas”, neste sábado (19) e vai ter feira de economia criativa com gastronomia, moda, artesanato, música e show de drag, além de roda de conversas com mulheres negras lésbicas, bissexuais e transexuais, com discotecagem.

O evento é realizado na Residência Universitária, localizada na Av. Sete de Setembro, nº 2382 – Corredor da Vitória, e tem parceria da Pro Reitoria de Extensão (Proext). As atividades são em celebração ao Combate Internacional da LGBTfobia, comemorado em 17 de maio.

“Corre” é uma expressão do cotidiano baiano utilizado para quem “vive da correria” ou precisa fazer movimentos criativos para sobreviver economicamente.

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Tia Carol

A 4ª edição do Chá da Diversidade tem início às 17h e previsão de término às 23h. Às 19h, estarão presente na mesa, a Idealizadora e Editora Chefe do Soteropreta – Portal Afrocultural de Salvador, Jamile Menezes; Paulette Furacão, a primeira mulher transexual a tomar posse de um cargo do Governo da Bahia; Raiza Canuta, Mestra em História Social pelo PPGH/UFBA e Napê de Jesus (SP), Militante das questões da Maternidade e Educação. A mediação fica por conta de Jenny Muller, Militante das causas trans.

Quem agita o Chá são as DJ Adrielle Coutinho, Tia Carol, e a cantora Emile Lapa . Além das DJs, atrações locais estão confirmadas para apresentação durante a feira, como a dupla e os finalista do Concurso Afrobapho, Manbxs e Vitor de Souza.

HOMENAGENS

Durante o Chá, também será feita homenagem póstumas para Felipe Doss, a deputada Marielle Franco e Matheusa, assassinada recentemente. Além disso, o evento integra a campanha #AjudaAMana, que arrecadava recursos para a cirurgia mamária de Jenny Muller. Toda renda do bar será revertida para a cirurgia de Jenny Muller. O evento conta com bar aberto desde às 17h.

SERVIÇO:

O QUE: 4º Chá da Diversidade – Corre da Mana

QUANDO: 19 de Maio, a partir das 17h.

ONDE: Av. Sete de Setembro, 2382 – Corredor da Vitória, Residência Universitária (R1)

QUANTO: entrada gratuita.

 

Como combater os ataques aos terreiros de Candomblé? Plenária na Cruz Caída debaterá o tema!


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Foto Raul Spinassé/A Tarde

 

Neste domingo (20), a Praça da Cruz Caída (Pelourinho) receberá a Plenária do povo de Santo, iniciativa do mandato do vereador Sílvio Humberto (PSB), em parceria com sete terreiros de Candomblé da capital baiana. Na ocasião, algumas perguntas serão respondidas: Como combater os ataques aos terreiros de Candomblé? Quais espaços de poder devem ser ocupados para fortalecer a luta pela liberdade religiosa? Quais caminhos precisam ser trilhados para a conquista do respeito às religiões afro-brasileiras?

 

A Plenária tem como tema ‘Nossa Moeda é o Akòko, Axé não Tem Preço, Tem Valor’ e pretende discutir com os praticantes das religiões afro-brasileiras, a formulação de estratégias para o fortalecimento da representatividade política das comunidades de santo, nas esferas de decisão do poder.

O debate vai contar com as presenças da educadora e líder espiritual, Makota Valdina Pinto, e do professor Edson Cardoso. Vai reunir, também, lideranças religiosas de diferentes nações.

SERVIÇO

O que: ‘Plenária do Povo de Santo – Nossa Moeda é o Akòko, Axé não Tem Preço, Tem Valor’;

Quando: Domingo (20/05), às 08h30;

Onde: Memorial das Baianas de Acarajé – Largo da Cruz Caída, s/n – Praça da Sé.