Livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade resgata origens da “arte da mandinga” brasileira!


MESTRE COBRA MANSA

 

Uma iniciativa que evoca a ancestralidade da Capoeira Angola, dialogando com sua prática contemporânea. A tradição desta expressão artística e cultural é o tema do livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade. A obra, com textos assinados por Cinézio Peçanha, mais conhecido como Mestre Cobra Mansa, e pelos pesquisadores Eduardo Oliveira e Matthias Assunção, será lançada na próxima quinta-feira (12), das 18h às 22h, no Espaço Cultural Pierre Verger, em evento aberto ao público. A publicação, que já teve reconhecimento internacional durante o seu pré-lançamento  em Maputo (Moçambique), terá distribuição gratuita em escolas públicas, bibliotecas e universidades.

Idealizado em homenagem aos 20 anos da Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA), um dos principais grupos de referência da modalidade no Brasil e no mundo, o livro faz um resgate histórico da capoeira e do surgimento do estilo Angola, evidenciando o que é consenso e convidando à reflexão sobre as divergências de interpretação quanto a sua origem. “O livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade é uma homenagem a toda a ancestralidade contida na Capoeira Angola, um tributo aos que vieram antes e àqueles que continuam a preservar a memória dessa manifestação nas suas mais diversas formas”, declarou o mestre Cobra Mansa, um dos fundadores da FICA e doutorando do Programa Multi-Institucional em Difusão do Conhecimento da UFBA.

Produzido pela produtora Barro de Chão, o projeto traz, em 244 páginas, um panorama sobre a Capoeira Angola, numa linguagem multimídia, com fotos históricas de Pierre Verger e autorais de fotógrafos como Aramaca, além de gravuras de Carybé, que ilustram e revelam o encanto da “vadiagem” no mais autêntico estilo angolano.  Ao folhear o livro, os leitores são convidados, por meio de códigos QRs, a guiar sua descoberta com a trilha de toques da capoeira, ladainhas, além de assistir a vídeos e entrevistas exclusivas. “Mergulhar no universo da capoeira e conhecer mais sobre a história da ginga e ancestralidade da capoeira angola foi uma jornada única. Em meses de trabalho, só encontrei portas abertas, além de personagens fantásticos – historiadores, mestres, alunos, admiradores de Salvador, do Brasil e do mundo”, declarou Mauro Rossi, CEO da Barro de Chão.

Serviço

O que: Lançamento do livro Capoeira Angola – Ginga e Ancestralidade e exposição fotográfica

Quando: Quinta-feira (12 de março), das 18h às 21h

Onde: Espaço Cultural Pierre Verger (Ladeira da Vila América, nº 18, Engenho Velho de Brotas – Salvador/Bahia. Contato: (71) 3203-8400)

Entrada gratuita!

As Monxtras ocupam o Goethe-Institut com exposição, show, mesas de debate e oficina!


Foto: Antonello Veneri

 

Coletivo artístico fundado em Salvador em 2016, As Monxtras usam o corpo como instrumento de militância, indo além dos modelos normativos de gênero. Entre março e abril, variadas atividades em torno deste grupo vão ocupar o Goethe-Institut Salvador-Bahia, iniciando, no próximo dia 19 (quinta-feira), às 19h30, com a abertura da exposição “As Monxtras – A Arte Através do Gênero”, do fotógrafo italiano Antonello Veneri. Nesta mesma data, o show “A Noite Mais Estranha do Mundo”, que se estende até a meia-noite, apresenta performances de artistas do coletivo e convida Mangifera, personagem criada por residente do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut. A entrada é gratuita, com classificação livre. A visitação seguirá até 18 de abril, de segunda a sábado, das 9h às 19h.

“As Monxtras – A Arte Através do Gênero” é composta por 24 fotos de grandes dimensões e retrata o cotidiano destas drag queens, ampliando o debate sobre gênero a partir da experiência de misturar elementos femininos e masculinos de acordo com as necessidades e desejos de cada integrante. Fundadora do coletivo, Malayka SN explica: “Somos corpos livres e dissidentes. Durante nossos shows, discutimos, através do ato performático e do uso lúdico do corpo, questões complexas que vão de sexualidade a política, da identidade de gênero à identidade racial”. Especificamente sobre a expressão de gênero, ela detalha: “Em nossa sociedade, as expectativas de gênero permanecem determinadas: o que podemos esperar de um homem ou de uma mulher. Na arte, no entanto, isto não é tão importante. Através de As Monxtras, queremos falar sobre gênero sem nos interessar por gênero. Não é importante se somos homens ou mulheres. Rompemos com a necessidade ou a ilusão de um modelo único de mulher, de feminino”, afirma Malayka.

Assim, ainda que a reflexão sobre gênero seja o mote principal, a ideia é também torná-la secundária, para que todos possam expressar livremente o que se é. Discutindo este assunto tão complexo e delicado através da ação artística e do elemento lúdico d’As Monxtras, a exposição, além de apresentar o pensamento do coletivo, amplia o diálogo com a sociedade a respeito de temas urgentes e atuais. E a fotografia serve, mais uma vez, como vetor social que traz essas questões para o campo do debate.

“Hoje, a questão de gênero é um dos assuntos mais importantes e As Monxtras, que vão além do gênero, representam algo de especial e inovador”, comenta o fotógrafo Antonello Veneri, atualmente radicado no Brasil. Desde 2017, ele acompanha o coletivo documentando sua atividade artística, social e política em Salvador. As fotos, de acordo com a prática de Veneri, preveem uma imersão documental, formando um conjunto narrativo que retrata diferentes momentos desta rotina, do cotidiano em casa até o momento da performance no palco.

Foto por Antonello Veneri

 

Mesas de debate – Para ampliar todo este debate, durante o mês em que a exposição estiver em cartaz, serão realizadas mesas de conversa com especialistas nas questões de gênero, com a participação d’As Monxtras e mediação do dramaturgo e apresentador Aldri Anunciação e da jornalista Mira Silva, que também assina a curadoria da mostra. Os debates são abertos ao público, com entrada franca.

No primeiro encontro, “Entre a imaginação artística e a mobilização política”, no dia 27 de março (sexta-feira), às 19h30, a palestrante será a professora e pesquisadora Viviane Vergueiro, integrante do Coletivo De Transs pra Frente, doutoranda em Estudos sobre Mulheres, Gêneros e Feminismos na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestra em Cultura e Sociedade pela UFBA, graduada em Ciências Econômicas pela Unicamp e ativista transfeminista. Ao lado das monxtras Malayka SN e Jesiêke de Lundú, ela vai falar sobre os direitos de pessoas trans, travestis e não binárias, de maneira relacionada aos processos artísticos, teóricos e políticos que têm sido mobilizados e imaginados na defesa, promoção e resistência desses direitos.

Já em 3 de abril, também sexta-feira, no mesmo horário, será a vez de “Ativismos e estéticas da aparência”, com a artista visual, designer de moda autoral e professora Carol Barreto, que trabalha com a relação entre moda e ativismo político feminista e antirracista, construindo uma obra de visibilidade internacional. A mesa, com participação das monxtras Mamba Mavamba e Ah Teodoro, propõe pensar os modos como, partindo dos grupos minoritários em representatividade, compreendemos a dimensão discursiva da aparência e das corporalidades como marca de luta política antirracista, feminista e antiLGBTQIA+fóbica. Analisando as intencionalidades das ações que produzem corpos e imagens dissonantes, o debate pergunta como são interpretadas as produções artísticas daí elaboradas, buscando como se pode reivindicar uma narrativa construída por e para estas pessoas.

Oficina – Para encerrar o projeto, as monxtras Malayka SN e Mamba Mavamba vão realizar a oficina “Demonxtração”, no dia 18 de abril (sábado), das 14h às 19h. A atividade parte do processo de criação artística “monxtração”, que envolve a construção de personas, personagens ou estados performáticos, através de técnicas em maquiagem, indumentária, body modification e performance. Trata-se de uma possibilidade questionadora no contexto da cultura drag queen, onde, historicamente, através da utilização das performatividades de gênero, há um vasto campo de manifestações artivistas e socioculturais que contestam a hegemonia cisnormativa.

SERVIÇOS

 

EXPOSIÇÃO

As Monxtras – A Arte Através do Gênero

De Antonello Veneri

Abertura com o show “A Noite Mais Estranha do Mundo”

19 de março de 2020 (quinta-feira), 19h30

Visitação

20 de março a 18 de abril de 2020, segunda a sábado, 9h às 19h

MESAS DE DEBATE

= Entre a imaginação artística e a mobilização política

Com: Viviane Vergueiro, Malayka SN e Jesiêke de Lundú

Mediação: Aldri Anunciação

27 de março de 2020 (sexta-feira), 19h30

= Ativismos e estéticas da aparência

Com: Carol Barreto, Mamba Mavamba e Ah Teodoro

Mediação: Mira Silva

3 de abril de 2020 (sexta-feira), 19h30

OFICINA “DEMONXTRAÇÃO”

Com: Malayka SN e Mamba Mavamba

18 de abril (sábado), 14h às 19h

20 vagas

Inscrições serão abertas em 19 de março em http://bit.ly/demonxtracao

Todas as atividades acontecem no Goethe-Institut Salvador-Bahia

(Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória)

Com entrada franca

Classificação indicativa: Livre

Me Brega, Baile! volta a Sala do Coro do TCA a partir de 06 de março!


Foto: Caio Lírio
A Sala do Coro do Teatro Castro Alves voltará a ser palco de um grande baile de dança de salão e política com o espetáculo Me Brega, Baile!com estreia no dia 06 de março, às 20h. Produzido pelo Coletivo Casa 4, cinco bailarinos intérpretes-criadores homossexuais utilizam a dança de salão como discurso político para reivindicarem a liberdade de serem e de existirem. O espetáculo fica em cartaz até 15 de março, de sexta a domingo, e os ingressos pode  ser adquiridos antecipadamente nas Bilheterias do SAC ou pela plataforma da Ingresso Rápido.
Em Me Brega, Baile!, o público pode esperar uma diversidade de sonoridades: da música disco ao forró nordestino, que recria sucessos internacionais de forma brilhante – e brega! Clássicos nacionais e internacionais das décadas de 70 e 80 ganham destaque na trilha sonora. Estas músicas, por sua vez, reúnem a carga dramática e o sentimentalismo exacerbado deste gênero musical. Foram excluídas canções e artistas assumidamente lgbtfóbicos.
Serviço
O quê? Me Brega, Baile!
Quando? 06, 07, 08, 13, 14 e 15 de Março, às 20h
Onde? Sala do Coro do Teatro Castro Alves
Ingresso? R$30 (inteira) e R$15 (meia) – venda antecipada nas Bilheterias do SAC ou www.ingressorapido.com.br

Musical “A Cor Púrpura” chega a Salvador com quatro apresentações no TCA!


O musical “A Cor Púrpura” chega a Salvador nos próximos dias 5, 6, 7 e 8 de março. As apresentações serão no Teatro Castro Alves, a partir das 20h, e os ingressos já estão à venda. Os valores vão de R$ 20 a R$ 80.

Em 1986, um filme dirigido por Steven Spielberg tornou conhecidos o romance publicado por Alice Walker e a protagonista, a atriz Whoopi Gold­berg. Com essas credenciais, A Cor Púrpura ganhou versão brasileira, assinada por Artur Xexéo e inspirada no musical de Marsha Norman, Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray, lançado na Broadway em 2005.

A temática racial, base óbvia da trama, ambientada na primeira metade do século XX, tem o reforço de carregadas tintas referentes à opressão feminina e ao longo caminho rumo ao empoderamento.

SERVIÇO:

Data: 05, 06, 07 e 08 de Março
Local: Teatro Castro Alves
Horário: Quinta e sexta, 20h – Sábado e Domingo, 16h e 20h
Duração: 180 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Gênero: Musical

Ingressos:

R$ 80,00 / 40,00 (filas de A a P)
R$ 60,00 / 30,00 (filas de Q a Z6)
R$ 40,00 / 20,00 (filas de Z1 a Z7)

VENDAS:
Bilheteria do Teatro: de segunda a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 9h às 21h
SAC do Shopping Barra, de segunda a sexta, das 10h às 16h; sábado, das 9h às 12h
SAC do Shopping Bela Vista, de segunda a sexta, das 10h às 16h; sábado, das 9h às 12h
Pela internet: ingressorapido.com.br (sem cobrança da taxa de conveniência)
Por telefone: (71) 4003.1212

Núcleo de Ópera da Bahia apresenta “Ópera dos Terreiros” na Concha Acústica!


O Núcleo de Ópera da Bahia apresenta pela primeira vez em Salvador, no dia 14 de março (sábado), às 18h30, no projeto Concha Negra da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, a sua “Ópera dos Terreiros” – uma história de amor entre um negro banto e uma negra nagô, com música e libreto de Aldo Brizzi, e letras de Jorge Portugal. A abertura da noite será feita pelo projeto Casalabê. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia) e já estão à venda na bilheteria do TCA, nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista ou pelos canais Ingresso Rápido.

Com oito personagens principais, além do Coro do NOP, “Ópera dos Terreiros” gira em torno do amor de Nzailu e Dara, uma espécie de “Romeu e Julieta” na história das pessoas negras, que foram escravizadas para construir o Brasil. A relação é complicada desde que os bantos, primeiras populações negras a chegarem ao país, foram destinados ao trabalho pesado nas lavouras de cana-de-açúcar, café e mineração. Também foram os primeiros a montarem as resistências quilombolas.

Já os nagôs, chegados depois, sobretudo as mulheres, seguiram para os trabalhos na casa grande e se dedicaram aos serviços domésticos. Por isso, a família de Dara, que é nagô, jamais consentiria seu casamento com o banto Nzailu, que eram vistos como “afeitos ao trabalho braçal” e cultuadores de inquices, não dos orixás.

Através desse romance proibido, o espetáculo consegue abordar duas das diversas correntes étnicas e culturais que aportaram no Brasil, e a rivalidade que existia entre elas. Tematizando, também, como a busca da liberdade era um ponto em comum a todos. A música segue como norte da narrativa, pelos sons da afro-descendência, misturando canto lírico e alabês. Trechos da ópera foram apresentados, no final do ano passado, em Roma e Grenoble, que terá sua estreia completa agora.

SERVIÇO
O QUÊ: “Ópera dos Terreiros” – Concha Negra
ONDE: Concha Acústica do Teatro Castro Alves
QUANDO: 14 de março (sábado), às 18h30
QUANTO: R$ 30 e R$ 15 (meia)

“Mariar: Um Mar de Poesias” estreia em março no Teatro Gamboa Nova!


Foto Maria Isabel

O manguezal é o universo por trás do espetáculo “Mariar: Um Mar de Poesias”, que estreia no dia 06 de março (sexta), às 19h, no Teatro Gamboa Nova (Largo dos Aflitos). As apresentações seguirão todas as sextas-feiras do mês de março (13, 20, 27), com ingressos no valor de R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia) e classificação livre.

No palco, música e poesia se encontram a partir das vivências e trajetórias das atrizes Natalyne Santos e Emillie Lapa, também cantoras e percussionistas. Ambas dão voz, corpo e sentido a histórias que se passam no manguezal, vivenciadas por mulheres negras — marisqueiras que tem o mangue como meio de subsistência. A tradição africana da oralidade é um dos recursos que as atrizes utilizam para revelar as histórias que falam de pertencimento e ancestralidade.

 

SERVIÇO

O que: Espetáculo “Mariar: Um Mar de Poesias”

Onde: Teatro Gamboa Nova (Rua Gamboa de Cima, Largo dos Aflitos, nº03)

Quando: Estreia (06 de março); todas as sextas-feiras de março (13, 20, 27), às 19h

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação:  Livre

Vendas: Na bilheteria do teatro (quarta a sábado a partir das 16h, domingo às 15h)

Culinária Musical celebra 3 anos com homenagem às mulheres!


Maíra Guedes

O Culinária Musical, projeto do ator e produtor, Jorge Washington, fará aniversário em março. São 3 anos de muita gastronomia afetiva do afrochef, consagrando o Culinária como ponto certo na agenda cultural da cidade. Na edição comemorativa, que será realizada no dia 8 de março (domingo), a festa será especial e dedicada às mulheres.

No cardápio musical, a cantora Denise Correia e a Banda Na Veia da Nêga vai garantir a animação do público já fiel do projeto. Terá como convidada a cantora Maíra Guedescompositora no projeto de música e poesia “Ebó de boca pra Oyá”, lançado em 2019. Além da performance poética de Jacquinha Nogueira, professora, poeta e  filha do Recôncavo Baiano,  de Sapeaçu. O dia também será de desfile da grife Nega Negona. Tudo isso na ancestral Casa do Benin, no Pelourinho.

Jacquinha Nogueira

Na cozinha, sob o comando do afrochef Jorge Washington, terá a premiada, consagrada e tradicional Maxixada de Carne Seca e a Moqueca de Carne com Mamão Verde . Para entrar, o acesso é R$25 (na porta, no dia), ou R$20 na lista amiga (enviar email com RG para [email protected]). O prato é R$30 e $15 meia porção (o local aceita cartão de débito e crédito).

SERVIÇO

O que: Aniversário do Culinária Musical – 03 anos

Quando: 08 de março de 2020, das 12h às 17h30

Onde: Casa do Benin, Rua Padre Agostinho Gomes,17, Pelourinho

Quanto: Acesso R$25 (na porta, no dia), ou R$20 na lista amiga (enviar email com RG para [email protected]). | Prato R$30 e $15 meia porção (o local aceita cartão de débito e crédito).

Atração: Denise Correia e Banda Naveiadanega

Participações especiais: Jacquinha Nogueira (poeta), Maíra Guedes, Desfile da grife Nega Negona

Cardápio:  Maxixada de carne seca e  Moqueca de Carne com Mamão Verde

Poeta com P de Preto, Rilton Júnior lança primeiro livro em Salvador!


Foto: Adeloya Magnoni

A Antologia Poética “A Poesia é o Alimento para quem tem Fome de Conhecimento” é o primeiro livro do escritor, poeta e ator Rilton Junior, também conhecido como Poeta com P de Preto.

O livro conta com mais de 40 poemas autorais, um conto e uma Carta aos Homens Pretos, de Rilton Junior e alguns poemas em coaturoria com parceiros(as) de caminhada cultural. Nele o leitor poderá ver diversas vertentes da literatura preta do poeta, problematizando a Masculinidade Tóxica imposta aos homens pretos através do processo de colonização.

Falando do Amor Preto, o autor expõe suas composições que narram sua vivência afetiva e também suas escrevivências, relatando como é a Paternidade Afrocentrada. O livro também tem um capítulo dedicado a denunciar o Racismo Estrutural na cidade de Salvador, intitulado “City Racist”, enaltecendo “Afrika” como sendo o berço da Humanidade e fonte de todo conhecimento.

Rilton Junior propõe uma reconexão com o saber afro-ancestral numa compilação de escritas sensitivas e expressivas acerca da sua caminhada com a literatura, desde o Resistência Poética até a realização do projeto autoral o Poeta com P de Preto. “Este livro é uma arma de alta periculosidade, violentamente pacífica, verídica, política e antirracista”, afirma o poeta. 

Rilton_Junior
Foto Dayse Cardoso

 

Para Nelson Maca, que escreveu a orelha do livro, “Rilton é mesmo um Poeta com P de Preto. Fato. Não se enganem. 3P maiúsculos. Assim ele assina e assim seus poemas o representam. Não passa pano pra racistas e opressores de nenhuma espécie. Seus versos ditam a todos que queiram ler, de nosso jeito, nossos próprios traços e sentimentos. Como nós, pretos e pretas, nos vemos e exigimos que nos identifiquem. Representatividade, como se diz hoje. Sem chance para estereótipos que nos jogam para trás.”

A capa e o prefácio 1 foram criados por Marcos Paulo e o prefácio 2 escrito por Luz Marques. A orelha leva o nome de Nelson Maca, a correção das poesias ficou por conta de Fernando Gonzaga e Rose Oliveira, a organização de Valdeck Almeida de Jesus e recebe o selo da Editora Galinha Pulando.

Durante o coquetel de lançamento, o autor vai falar sobre as parcerias ao longo do caminho, seu processo de escrita, a experiência da organização e publicação do livro, bem como a a experiência do livro impresso e lançado.

PROGRAMAÇÃO DE LANÇAMENTO

05.03.2020 (quinta-feira), às 18hs, no Foyer do Teatro Jorge Amado, avenida Manoel Dias da Silva, 2177 – Pituba
Música: Nitorê Akadã
Dança: Deusa Gisele Soares
Poesia: Poeta com P de Preto

08.03.2020 (domingo), das 15h às 19hs, no SITOC, Rua do Passo, 40, Peloutinho, Salvador-BA
Música: Nitorê Akadã
Imperatriz Beatriz
Dança: Deusa Gisele Soares
Poesia: Poeta com P de Preto
Percussão: Vitor Navar
Exposição de Desenhos: Luz Marques

Serviço:

O quê: Lançamento do livro A poesia é alimento para quem tem fome de conhecimento, de Rilton Junior

Quando e Onde: 05.03.2020, às 18hs, no Foyer do Teatro Jorge Amado, avenida Manoel Dias da Silva, 2177 – Pituba / 08.03.2020, 15 às 19hs, no SITOC, Rua do Passo, 40 – Pelourinho, Salvador-BA

Quanto: R$ 30,00 (valor do livro)

Carnaval – Projeto Aya Bass estará no Circuito Barra Ondina!


O Aya Bass é o encontro de Larissa Luz, Luedji Luna e Xênia França. A proposta é homenagear vozes negras de diferentes gerações do Brasil e da diáspora. O projeto vai puxar o Trio Respeita as Mina, no dia 22 de fevereiro, sábado, no circuito Barra-Ondina, às 23h.

Idealizado por Larissa Luz, o Aya Bass no trio elétrico funciona como mais uma das novidades no Carnaval de Salvador. O repertório acaba reunindo músicas das três cantoras, então é certo ouvir hits como “Bonecas Pretas”, “Banho de Folhas” e “Preta Yayá”. Além disso, a homenagem às cantoras negras que adicionam outras referências pouco óbvias dentro da festa.

 

SERVIÇO

22.fev – Sábado

Trio Respeita as Mina
Circuito Dodô – Barra-Ondina – 23h

Empreendedores! Inscrições abertas para o “Vozes do Afroempreendedorismo”!


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Empreendedorismo feminino, startups, associativismo e mentorias. Esses são os pilares do ‘Vozes do Afroempreendedorismo’, evento realizado pela Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (AJE-BA) no dia 5 de março, a partir das 18h, no Centro de Convenções. A iniciativa tem inscrições gratuitas e se destaca por trazer nomes relevantes do cenário afroempreendedor para falar sobre as suas experiências e desafios.

O momento marca também o lançamento do ‘prêmio Mário Nelson Carvalho’, uma homenagem ao economista que tem significativa participação nas questões do afroempreendedorismo no Brasil. Nesta 1ª edição, receberão o prêmio os empreendedores Alaíde do Feijão, do restaurante de mesmo nome, e Clarindo Silva, do restaurante Cantina da Lua, ambos localizados no Pelourinho.

A programação conta com a participação de referências como Najara Black, da N Black; Fau Ferreira, do Afroempreendendo; Karine Oliveira, da Wakanda Warriors; Glaucia Souza, coordenadora de Responsabilidade Social da AJE e Eurides Nascimento da Libras +. As atividades dão continuidade com a participação das startups blacks – La Frida Bike, Zênite, Afrodengo, Afrosaúde e encerra com o painel ‘A importância das Associações e das Mentorias’.

Para garantir a participação no evento é necessário realizar inscrição através do link: http://bit.ly/vozesdoafroempreendedorismo. O evento conta com apoio financeiro do Banco do Nordeste e co-realização do Sebrae.

Fau Ferreira

Elas Impactam – Empreendedorismo feminino

Glaucia Souza – Coordenadora de Responsabilidade Social da AJE

Fau Ferreira – Afroempreendendo

Karine – Wakanda Warriors

Najara Black – N Black

Eurides Nascimento – Libras +

Startups Blacks

José Soares – SEBRAE

Lívia Suarez – La Frida Bike

Barbara Ferreira – Zênite

Lorena Ifé – Afrodengo

Igor Leonardo – Afrosaúde

Najara Black

A importância das Associações e das Mentorias

Flávia Paixão (CONAJE)

Tiago Azeviche – (Mentoria)

Jaqueline Oliveira – (AJE)

Igor Rocha – Choice / UNEB

Leandro Fiuza – (Abocaboca / AJE)

SERVIÇO:

O que: Vozes do Afroempreendedorismo

Quando: quinta-feira, 5 de março, das 18h às 22h

Onde: Centro de Convenções

Inscrições: http://bit.ly/vozesdoafroempreendedorismo

ENTRADA GRATUITA.