Projeto Baianambiental transforma azeite de dendê em sabão


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O processo químico que transforma azeite de dendê em sabão está sendo compartilhado com baianas de acarajé de Salvador. A iniciativa é do Instituto de Ciências da Saude(ICS) da Universidade Federal da Bahia, que, com isso, quer contribui para evitar o descarte do azeite de dendê já utilizado no meio ambiente e ainda ajudar no orçamento dos profissionais que atuam nesta área, economizando nos gastos diários com sabão.

Denominado Baianambiental, o projeto tem coordenação da professora Ângela Rocha, do ICS, em parceria com o laboratório de Síntese Orgânica e Nanopartículas do Instituto de Química, coordenado pelo professor José Roque Mota Carvalho, e com a Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivos e Similares do Estado da Bahia (ABAM).

O professor José Roque Carvalho explica que o processo de reutilização do azeite para fazer sabão envolve uma fórmula simples e de baixo custo financeiro, composta apenas por soda cáustica, ou hidróxido de sódio (reagente), azeite de dendê filtrado (gordura ou ácidos graxos) e água. No processo de filtragem e decantação do azeite, são retiradas as impurezas para produzir um sabão de melhor qualidade. Os sabonetes produzidos podem também variar com a adição de diferentes corantes e aromatizantes como alecrim e baunilha.

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Segundo a coordenadora da Associação das Baianas de Acarajé (Abam), Angelimar Trindade, são atualmente mais de 4 mil baianas associadas, e cada uma gera em média 5 litros de óleo por dia – o que, numa conta rápida, resulta em 20 mil litros descartados diariamente. Ela explica que existem alguns locais que recolhem esse material na cidade, mas o problema, para muitas baianas, é transportar o azeite que é gerado todos os dias. Existem algumas empresas que também recolhem o azeite de dendê utilizado, mas essas geralmente só têm interesse em grandes quantidades do produto.

“As baianas de acarajé vêm sofrendo pressão quanto ao descarte do azeite reciclado, após o preparo do acarajé. Daí a ideia de reciclar este material, fazendo sabão artesanal”, conta a professora Ângela Rocha. Ela observa que a baiana de acarajé é uma trabalhadora que muitas vezes está solitária e sobrecarregada, e acaba, por vezes, descartando o azeite em bueiros, despejando em vasilhames ou até mesmo na área da praia, provocando danos ambientais.

O projeto Baianambiental surge com o objetivo sensibilizar baianas e baianos de acarajé de Salvador sobre os sérios problemas ambientais causados pelo descarte indevido do azeite de dendê usado. Ao mesmo tempo, apresenta proposições para que essas/esses profissionais possam adequar-se ao decreto que regulamenta relação à gestão e gerenciamento do azeite da fritura do acarajé, com estímulo ao aproveitamento e reciclagem desse material para a produção de sabão artesanal.

A Abam selecionou 25 baianas para participar das atividades no laboratório 508 do Instituto de Química, que foram programadas para acontecer em cinco encontros, sempre às terças-feiras, com a participação de cinco baianas a cada dia. O projeto conta com a participação de estudantes bolsistas de Biotecnologia, Sociologia e Química e oferece ainda orientação jurídica e administrativa às baianas, que recebem informações, por exemplo, sobre como concorrer em editais públicos. O projeto Baianambiental foi contemplado pelo edital do Programa de Apoio ao Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA (ProCEAO), idealizado para estimular a pesquisa e a extensão ligadas às culturas africana e do Oriente.

Ator baiano, Ângelo Flávio, faz participação especial na série global “Carcereiros”!


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A série Carcereiros (Rede Globo) estreou a sua segunda temporada nesta terça-feira (16/04) e contou com uma forte e impactante cena de abertura, protagonizada pela luta entre os presidiários Nego Boi, interpretado pelo ator baiano Ângelo Flávio e Paraíba, vivido pelo ator José Loreto. O capítulo ainda contou com a participação da rapper Karol Conka.

Vencedora do Grande Prêmio do Júri do MipDrama Screenings, em Cannes (2017), Carcereiros é uma série livremente inspirada na obra de Drauzio Varella, uma coprodução da Globo, com a Gullane e a Spray Filme, com direção geral de José Eduardo Belmonte.

“A preparação da cena foi muito intensa, tivemos dois dias de ensaios e mais dois dias de gravações, me acidentei em cena porque era tudo muito visceral e não podia ser de outra forma. Eu sabia desde o início que seria uma participação especial e me senti muito feliz e honrado pelo convite e pela participação. Amei a experiência de poder trocar em cena com José Loreto e Rodrigo Lombardi, ser dirigido por José Belmonte e poder, juntos, problematizar o regime carcerário em nosso país”, relata Ângelo Flávio.

O primeiro episódio de abertura da segunda temporada mostrou o agente penitenciário Adriano (Rodrigo Lombardi) cruzando novos limites. Já o presidiário Paraíba (José Loreto), apesar do conhecido – e temido – temperamento brigão que adotou para sobreviver à realidade imposta pela cadeia, é nas horas em que recebe as cartas da mulher, Rejane (Karol Conka), que o sujeito deixa de lado a atitude sisuda, e por conta de boatos, trava uma luta sangrenta com Nego Boi (Ângelo Flávio).

COMÉDIA
Carcereiros estreou em junho de 2018 e mistura momentos de ficção com relatos reais e entrevistas. A produção se vale de imagens do documentário Diários da Tranca, mostrando pessoas reais falando, misturando com os relatos dos personagens. A série será exibida todas as terças-feiras, a partir das 23h, na Rede Globo/TV Bahia.

Em maio, o ator Ângelo Flávio fará uma nova participação em uma produção televisiva. Desta vez será em uma série de humor que conta com importantes nomes da comédia brasileira como Miguel Falabella, Heloísa Pérrissé e Matheus Nachtergaele. “É muito bom poder apresentar ao público suas várias possibilidades como ator, seja no drama ou na comédia, experimentando em personagens que exigem diferentes abordagens de interpretação”, afirma Ângelo Flávio, que também é diretor e dramaturgo, com espetáculos premiados como A Casa dos Espectros, Dia 14, Casulo, entre outros.

Governo da Bahia muda nome de escola Victor Civita para Mestre Môa do Katendê!


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Através de portaria publicada nesta quarta-feira (17), o secretário de Educação do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues Souza, mudou o nome do Colégio Estadual Victor Civita para Colégio Estadual Mestre Môa Do Katendê. A escola fica na capital baiana, no bairro do Dique Pequeno, e  a mudança atende a uma solicitação da comunidade escolar, dos moradores do Engenho Velho de Brotas e do movimento negro.

 O mestre de capoeira e militante da cultura negra Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, foi esfaqueado e morto em um bar, em outubro do ano passado, na região do Dique do Tororó, em Salvador. O crime aconteceu logo após o capoeirista ter uma discussão sobre política com, segundo postagem de amigos e alunos nas redes sociais, “um eleitor do fascista ‘coiso’”, se referindo ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Em nome da família do Mestre Moa, a sobrinha Renilda Costa, falou sobre a mudança. “A homenagem circulou rápido, todo mundo nos parabenizando. Estamos muito felizes e vibrando com isto que, para nós, tem um significado enorme pela importância que foi meu tio, não só para a comunidade local, mas para todo o país. É um orgulho danado ter a escola onde estudaram tantos parentes, filhos e sobrinhos com o nome dele. Sou muito grata à diretora da unidade escolar, Rodrenice Borges, e à Secretaria da Educação pela sensibilidade de atenderem ao pedido da comunidade”, declarou Renilda, emocionada.

A sua morte causou grande comoção mundial. O ex-Pink Floyd, Roger Waters, homenageou o capoeirista Moa do Katendê em sua apresentação em Salvador, na Arena Fonte Nova. Uma imagem no telão mostrou mestre Moa. O cantor foi ovacionado pela plateia. O cantor e compositor baiano gravou, na época, uma canção em homenagem ao capoeirista.

A diretora Rodrenice falou com entusiasmo sobre a mudança do nome da escola para Colégio Estadual Mestre Moa do Katendê. “Estou radiante, feliz demais. Ao contemplar uma solicitação da comunidade, a Secretaria da Educação está valorizando a mesma e enaltecendo a questão do pertencimento. Moa foi uma pessoa muito querida de todos nós e ele tinha uma ligação especial com o nosso colégio. Tanto que pouco tempo antes de morrer, ele veio aqui na escola para oferecer dar aula de capoeira gratuita para os estudantes. O colégio é um patrimônio dos estudantes e ao serem atendidos contribui para que eles se sintam ainda mais respeitados. Nossa unidade está passando por uma reforma geral, depois de 20 anos de existência, e isto também vai somar para a melhoria do ensino e aprendizagem”, ressaltou.

Mestre Moa do Katendê

 Mestre Moa do Katendê foi um compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira brasileiro. Considerado um dos maiores mestres de capoeira de Angola da Bahia, começou a praticar capoeira aos oito anos de idade, no terreiro de sua tia, o Ilê Axé Omin Bain. Foi campeão do Festival da Canção do bloco Ilê Aiyê em 1977. Promoveu o afoxé, fundando em 1978 o Badauê, e em 1995 o Amigos de Katendê. Defendia um processo de “reafricanização” da juventude baiana e do carnaval, seguindo as propostas de Antonio Risério.

Victor Civita

 Victor Civita, que dava o nome anterior ao colégio, foi um empresário que fundou a Editora Abril, que publica, entre outras a Revista Veja.
Originado da Revista Fórum
Com informações da SEC

#Dia25 – Dia Municipal das Ações Afirmativas será celebrado com aula pública!


Steve Biko

Para celebrar o Dia Municipal das Ações Afirmativas – data criada em 2015 por iniciativa de Sílvio Humberto (PSB) – , o mandato do edil, junto com o Instituto Cultural Steve Biko, realizarão uma Aula Pública sobre Cidadania e Consciência Racial a fim de ressaltar a importância da política de cotas raciais para os/as jovens negros/as e os avanços que ação provocou no ambiente acadêmico. O evento acontece na próxima quinta-feira (25), às 18h30, no Largo do Carmo – Pelourinho. Será em frente à sede da Biko.

Além da aula, também serão convidados/as estudantes cotistas para contarem sobre o processo da seleção por cota racial e da experiência acadêmica. Estão sendo esperados depoimentos de estudantes bikudos e bikudas, como Tatiana Damasceno – Biotecnologia (IFBA); Tayse Barros – História (UNEB); Gleisson Santos – Letras com inglês (UFBA); e Akkani Obatayie – BI Humanidades (UNILAB). Estarão presentes também representantes do Fórum de Quilombos Educacionais da Bahia (Foquiba).

O evento é gratuito e conta com o apoio da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima, onde é presente e ativo o ensino sobre a África e a cultura afro-brasileira, disciplina obrigatória nas escolas públicas – segundo a Lei 10.639/03.

SERVIÇO
O que: Aula Pública – Dia Municipal das Ações Afirmativas
Quando: Quinta-feira (25/04), às 18h30;
Onde: Largo do Carmo- Pelourinho- Rua do Paço, n°4 – Santo Antônio (em frente à sede do Instituto Steve Biko)

Grupo Novos Arteiros apresenta espetáculo ‘Tropicália’ em Plataforma!


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Em apresentação única, o espetáculo reestreia no Centro Cultural Plataforma no dia 27 de abril. Tropicália conta a história dos bastidores de uma companhia teatral que após ser patrocinada pelo governo entra em conflito com um diretor autoritário e oportunista.

Em ano político, o elenco realiza a montagem de um novo espetáculo que traz o nome de “Tropicália” onde homenageia o movimento que eclodiu na década de 60 e compara o atual processo político com a ditadura vivida numa época passada.

SERVIÇO:

O quê: Tropicália

Onde: Centro Cultural Plataforma

Quando: 27/04

Horário: 18h

Entrada: R$ 10,00 / R$ 5,00

Mostra Etnográfica Subversiva terá solos de dança que abordam o cenário periférico, negro e lgbtq+!


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O ABRIL O CORPO 2019,  mês da dança do Teatro Gamboa Nova, realiza no sábado (20),  a MOSTRA ETNOGRÁFICA SUBVERSIVA, com solos de dança que abordam o cenário periférico, negro e LGBTQ+.

São trabalhos autorais de dança em interfaces com outras linguagens, que  propõem o encontro e interação de artistas criadores que mergulham nesses temas e suas intersecções, desenvolvendo uma rede de colaboração que constrói visibilidade e circulação dessas obras e artistas. 

Inserido nas comemorações do mês da dança, o evento aponta para questões de afetividade, ancestralidade e arte periférica, problematizando classe, raça e gênero, no ambiente de produção artística da dança.

A Mostra apresenta atividades que trazem como característica comum as experiências de ser, em comunidades periféricas, de indivíduos negros e LGBTs, se apropriando do termo “etnografia” para apontar a generalidade destas experiências, em sua maioria violentas e traumáticas, nas tentativas de circulação nos centros urbanos. Ao mesmo tempo sugere e tenta subverter esta ordem com estratégias de agrupamento, para ocupação de novos espaços para a arte e artistas.

Serviço:

O que: 1ª Mostra Etnografias Urbanas Subversivas – Núcleo EUs

Quando: 20 e 27/04 (sab)- 17h e 19h

Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia com comprovante/ aceita cartão de débito e crédito) – bilheteria abre às 15h

Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos              (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)

Informações: 71 3329 2418/ Leo Luz –  71-988393908

Grupo cultural A Corda Samba de Roda promove Encontro de Samba de Roda de Tubarão!


a corda samba de roda

 

O grupo cultural A Corda Samba de Roda promove, desde 2017, o Encontro de Samba de Roda de Tubarão, evento cultural, artístico, educacional que promove a valorização de manifestações populares entre Salvador e o recôncavo baiano. O evento busca promoção de atividades ligadas ao samba de roda, através da articulação de grupos locais.

Em sua terceira edição, serão 05 dias de atividades em diversos espaços da cidade, como na comunidade de Tubarão e na Universidade Federal da Bahia , na Escola de Dança e no Centro Cultural Mata Inteira.

Devido à sua perspectiva colaborativa, as atividades irão percorrer experiências tradicionais, culinárias e educomunicativas, pois além das rodas de samba e conversa, os participantes poderão participar da realização da mariscagem (catação de mariscos), preparo da maniçoba (comida típica do recôncavo baiano) e oficinas de gestão de produção cultural. No último dia do encontro será realizada uma grande roda de samba com grupos e mestras(es) do samba de roda de Salvador, Ilha de Itaparica, sertão e recôncavo baiano, com a expectativa de receber 500 pessoas.

Programação

Data: 24/04/2019

Local: Centro Cultural Mata Inteira (Ufba – Ondina)

Atividades:

Saudade que bate no peito. Canto em homenagem ao Mestre Nelito e Mestra Zelita (em memória);

Samba na Mata. Samba de roda com os grupos A Corda e Mata Inteira;

Data: 25/04/2019

Local: Escola de Dança (Ufba – Ondina)

Atividades:

A Corda Samba de Roda: Corpo, Memória e Poder na comunidade

de Tubarão. Apresentação da Pesquisa por Natureza França e Daniela Amoroso;

Você conhece Tubarão?! Roda de saberes com a presença de matriarcas e jovens lideranças da comunidade de Tubarão. Mediação: Natureza França;

“Minha mãe que samba é esse?” Instalação audiovisual com Fanny

Oliveira e Paulo Correia;

Data: 26/04/2019

Local: Praia de Tubarão, Boteco da Mari, Paripe

Atividades:

Banho de Mar e Mariscagem em Tubarão. Catação de marisco e contação de histórias da comunidade à beira da Baía de Todos os Santos;

Preparo coletivo de moqueca com os mariscos catados na praia;

Data: 27/04/2019

Local: Sede do Grupo A Corda Samba de Roda,Tubarão, Paripe

Atividades:

Preparo da Maniçoba. Fervura e lavagem das folhas para o preparo do  alimento ancestral, que será servido no domingo, dia 28/04;

Práticas de Gestão de Produção Cultural com os jovens de Tubarão;

Data: 28/04/2019

Local: Espaço Dona Nilda, Tubarão, Paripe

Atividades:

III Encontro de Samba de Roda de Tubarão. O dia inteiro de samba de roda com A Corda Samba de Roda, grupos e mestras (es) convidadas (os): Mestre Luisão da Mata e o grupo Mata Inteira, Mestra Aurinda do prato, Grupo Voa Voa Maria (Ilha de Itaparica), Mãe Graça de Mapele, Samba do Rosário (Saubara), Mestra Rita da Barquinha de Bom Jesus dos Pobres, Mestra Nicinha e Mestre Primeiro de Santo Amaro, Mestra Ana Olga, Mestre Gilson e o Samba de Dona Dalva (Cachoeira), Mestre Plínio e Mestra Joseane do Samba Chula Filhos de Oyó, de Camaçari;

Almoço Coletivo. A partir do meio dia a maniçoba é servida gratuitamente para [email protected] presentes, iniciando o serviço para os mestres e mestras e/ou mais velhos presentes;

Nós que Faz. Feira de alimentos e produtos artísticos, artesanais de artistas e empreendedores locais e/ou envolvidos com o fortalecimento da cultura popular

Preto. Muito preto. Yuri Marçal concede entrevista exclusiva ao Portal Soteropreta!


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Anunciadas as vendas dos bilhetes para sua apresentação em Salvador, em menos de 15h, Yuri Marçal esgotou os ingressos. Mas este não é um privilégio da apresentação de seu stand up, Acendam as Luzes.
Quem o acompanha nas redes sociais, vem observando este fenômeno ocorrer em todos os locais onde se apresenta. De fato, o youtuber Yuri Marçal é a revelação do momento e vem se destacando pela abordagem de temas contemporâneos, por meio de um humor crítico.
Ele fala de homofobia, racismo e intolerância religiosa em um stand-up comedy que vem rodando o país com bilheterias esgotadas desde 2018. Numa rápida conversa exclusiva com o Portal Soteropreta, Yuri conversou sobre a concepção das ideias do s e suas expectativas com a apresentação de Salvador.

Portal Soteropreta – Como surgiu a ideia de ter um stand up para falar de coisas do seu cotidiano?Yuri Marçal – Comecei a fazer standy comedy em 2016, assim que terminei a faculdade, falando de intolerância, sobre racismo, sobre meu filho, sempre com uma pegada racial e sobre ser único negro em determinados espaços. Percebi que tinha um público comprando a ideia e as críticas feitas através de piadas. Então, decidi investir mais nisso, a partir de coisas que penso e de como sou de verdade, aí construo a mensagem do que eu quero levar para meu público.

Portal Soteropreta – Ao criar as falas e o roteiro, de onde vem suas maiores inspirações?Yuri Marçal – Minhas maiores inspirações surgem da visão crítica que tenho, atreladas à ironia (eu uso muito da ironia no meu cotidiano), das vivências que tenho de família, de observação, da visão política. Daí, comentar estes assuntos de forma cômica ou até mesmo irônica, acaba se tornando texto e um material de trabalho.

Portal Soteropreta – Quais são expectativas para apresentação em Salvador?Yuri Marçal – É a maior que já tive na carreira. Primeiramente, por amar a cidade – sonho em morar aí. E, em segundo lugar, por ser o local onde se encontra mais preto fora da África, e isto faz com que eu me sinta em casa. Vai ser uma apresentação com muita piada regional, criadas a partir de minha paixão que tenho pela cidade e pelas experiências que tive na cultura. Meu objetivo é que a galera fique impactada mesmo com o espetáculo.

 

Portal Soteropreta – Você falou que para Bahia teria um roteiro adaptado, inspirado em o que da cultura?Yuri Marçal – É mais uma questão de algumas observações minhas, enquanto preto carioca e macumbeiro, que tem na Bahia uma matriz de estudo. Serão abordadas algumas singularidades que observo, somado ao meu amor. Não é uma mudança total de roteiro, mas serão intervenções que promoverão quebras neste sentido.

Portal Soteropreta – Quem são suas referências temáticas?
Yuri Marçal – Minhas referências vem muito de lá de fora. Dave Chappelle, Michael Jr, Kevin Hart, Trevor Noah são algumas das inspirações que encontro de negada lá de fora, que é fantástica. Aqui no Brasil e hoje em dia, minhas inspirações vem de amigos como Fábio Porchat, Thiago Ventura que falam uma linguagem que admiro demais aqui no Brasil.
Portal Soteropreta – E pra quem não conseguir um ingresso até lá, quando pretende retornar a Salvador!?
Yuri Marçal – Meu sonho é moral em Salvador, ter um apartamento no Rio Vermelho. Mas, por enquanto, fico apenas com viagens. No meio do ano, minha mãe estará em Salvador, por questões religiosas e estou me organizando para ir também. E também já penso em uma temporada… quem sabe!?

Inscrições abertas para Edital Setorial de Audiovisual: mulheres e [email protected] terão pontuação diferenciada!


mulher negra no audiovisual
Banco de Imagens
O Governo do Estado através da Secretaria de Cultura da Bahia investe cerca de R$ 20 milhões com objetivo de fomentar o desenvolvimento, a difusão e a produção do audiovisual baiano no ano de 2019.
São diversas categorias divididas por origem de recursos, cerca de R$ 5 milhões diretos do Fundo de Cultura da Bahia e, R$ 15 milhões captados pela Fundação Cultural do Estado (Funceb/SecultBA ) do Fundo Setorial do Audiovisual (ANCINE) e que serão geridos pela Funceb.

O primeiro edital que é oriundo do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), conta com recursos de cerca de R$ 5 milhões e vai selecionar propostas em nove categoriasProjeto de desenvolvimento de roteiro; Festivais, mostras e eventos; Cineclube; Projeto de formação; Curta metragem; Memória; Web; Projeto de pesquisa; Games. Para estas categorias poderão se inscrever associações, fundações, sociedades simples, empresariais e empresas de responsabilidade limitada (EIRELI); além de pessoas físicas maiores de 18 anos, micro empreendedores individuais, grupos e coletivos culturais, e cooperativos.

ANCINE e Ações Afirmativas
O segundo edital, com recursos de R$ 15 milhões captados junto a ANCINE, originário do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vai selecionar propostas para concessão de apoio cultural para projetos de Produção de obras audiovisuais baianas inéditas, e para projetos de Distribuição para comercialização das obras.

O grande diferencial deste edital esta na inserção de indutores que permitirão que as propostas contemplem profissionais negros e indígenas; profissionais mulheres; empresas produtoras do interior do estado, que terão na sua avaliação acréscimos na pontuação final. Esses indutores de Diversidade de Etnia/Raça, de Diversidade de Gênero e de Territorialização são ações afirmativas que tem como objetivo eliminar desigualdades historicamente acumuladas e avalizar a igualdade de oportunidades.

“Nós reformulamos este certame para qualificá-lo em relação aos anteriores em três dimensões: dividi-lo em dois atos para facilitar a prestação de contas futuramente, a incorporação de novas categorias e a continuação de outras antes descontinuadas, além da ação afirmativa que democratiza ainda mais o acesso à política pública”, diz Renata Dias, diretora geral da Funceb.

O certame vai selecionar no mínimo 24 projetos em nove categoriasLonga metragem – documentário; Longa metragem – ficção; Longa metragem – animação; Telefilme – documentário; Série de TV – documentário; Série de TV – ficção; Série de TV – animação (duração 7 minutos); Série de TV – animação (duração 3 minutos); Distribuição.

Para este edital podem concorrer as pessoas jurídicas com fins lucrativos e proponentes com situação de registro no Sistema Ancine Digital como “deferido” e com classificação de “agente econômico brasileiro independente”. A novidade é que empresas proponentes devem estar estabelecidas no estado da Bahia há pelo menos um ano, antes, eram três anos.

A inscrição das propostas e o envio de documentos obrigatórios, para ambos editais, será realizada pela internet através do Sistema de Informações e Indicadores em Cultura – Clique Fomento (SIIC/Clique Fomento), disponível em www.siic.ba.gov.br até o dia 2 de maio de 2019. Os proponentes podem inscrever até três propostas, mas só uma será selecionada. Mais detalhes podem ser acessados nos sites da SecultBA (www.cultura.ba.gov.br) e pelo hotsite da Funceb 

Serviço:
Editais Setoriais de Audiovisual
Período de Inscrições: de 3 de abril a 02 de maio de 2019
Inscrições:  www.siic.ba.gov.br

Sarau na Biblioteca do Goethe-Institut convida Maria Izabel Nascimento Muller!


O Sarau na Biblioteca do Goethe-Institut Salvador acontece pela segunda vez no dia 24 de abril. A escritora convidada desta edição será a escritora Maria Izabel Nascimento Muller, autora de “Os contos de fadas na realidade afro-baiana”.

Além do bate-papo com a escritora, haverá também recital de poesia e leitura de textos literários com a participação de Jeane Sanchéz, Michelle Saimon, Ametista Nunes, Gabriel Lopes Pontes, Rosana Paulo, Marcos Peixe, João Fernando Gouveia, Mauro Lúcio, Marcos Peralta, Valdeck Almeida, Cacau Novaes, Rita Pinheiro e Alvorecer Santos.

Também acontecerão apresentações musicais com Evandro Correia, Magno Estevam, Walter Rozados, Lícia Souza, Marcos André e Conexão Estalos & Faíscas. No local, também acontecerá uma exposição e venda de livros e CDs dos participantes.

 

Maria Izabel Nascimento Muller
Maria Izabel Nascimento Muller

Maria Izabel Nascimento Muller

Maria Izabel Nascimento Muller nasceu em Jacobina, cidade localizada na Chapada Diamantina, onde se formou em Magistério. Após prestar concurso para professor da rede pública de ensino da Bahia, ela se mudou para Salvador, onde fez o curso de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal). Depois, Izabel fez pós-graduação em Estudos Afro e Tradição e Cultura, nas Universidades Federal (UFBA) e do Estado da Bahia (Uneb). Após casamento, passou a viver na Suiça, onde estudou alemão e trabalhou como voluntária em um programa da Organização das Nações Unidas (Onu). Muller mora atualmente em Portugal.

Serviço:

O quê: Nosso Sarau

Onde: Biblioteca do Goethe-Institut Salvador – Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória

Quando: 24 de abril – 18h

Quanto: Gratuito

Classificação indicativa: Livre