Vale do Dendê e Qintess se unem para fomentar ecossistema negro de inovação no Brasil!


 

Nascido em Gana na África Ocidental, Nana Baffour, CEO (Chairman e Chief Culture Officer), da Qintess uma das dez maiores empresas de tecnologia do Brasil anuncia que irá investir no ecossistema da diversidade no país em ações próprias e com parceiros estratégicos.

A primeira organização a receber um apoio estratégico para sua operação será a Vale do Dendê, centro de inovação para as periferias da cidade de Salvador. A Qintess será a empresa mantenedora da organização pelos próximos cinco anos. Estão previstos recursos para treinamentos e capital semente destinados a jovens afrodescendentes e negócios que trabalham com o tema da diversidade

Para Rosenildo Ferreira, cofundador e diretor de inovação e marketing da Vale do Dendê, o investimento irá fortalecer a rota do desenvolvimento sustentável aos jovens afro-brasileiros. “A parceria com a Qintess confirma nossa aposta e nosso diagnóstico sobre a importância das periferias de Salvador, em particular, e do Nordeste, em geral, no desenvolvimento da Economia Criativa e da Inovação, no Brasil.

 “Estamos muito felizes em fechar esse acordo com a Qintess. Acreditamos que, por ser uma grande empresa de tecnologia e com grande capacidade de investimento, a Qintess possa garantir que nosso sonho continue por muitos anos, ampliando ainda mais o trabalho que fizemos até aqui”, conta Paulo Rogério Nunes, cofundador e diretor executivo da Vale do Dendê.

A meta da Qintess  é que em 5 anos, 2.000 jovens de periferias sejam treinados (as) de maneira virtual em tecnologias como Java, .Net, Phyton (entre outras); 500 empresas sejam aceleradas com mentorias de profissionais com grande experiência de mercado, conectando-se com investidores e, 50 empresas tenham acesso a um fundo da empresa Qintess de 2,5 milhões de reais como capital semente para tornarem seus negócios mais escaláveis, podendo atravessar esse momento de dificuldades que estão passando.

Segundo Lauro Chacon, Vice-Presidente de Capital Humano da Qintess, esta iniciativa vai ao encontro às estratégias da companhia, que considera as práticas ESG para o crescimento sustentável da empresa. “Somos uma organização orientada às pessoas e usamos as boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa para direcionar o nosso negócio. Firmar uma parceria como esta, reforça o nosso comprometimento em promover a diversidade, acelerar a inovação e contribuir com todo o nosso ecossistema de clientes, colaboradores, stakeholders e a sociedade como um todo”, diz.

O time de executivos e os colaboradores da Qintess trarão novas tecnologias digitais e técnicas de gestão para aumentar a capacidade de escala da Vale do Dendê, que mantém um programa de aceleração desde 2018, que já beneficiou 90 empresas, e um hub físico em uma das maiores estações rodoviárias e de metrô do Brasil na cidade de Salvador, onde passam cerca de 500 mil pessoas por dia.

#COVID19 – Edital da Sepromi apoiará população negra e segmentos tradicionais!


Está aberto, a partir desta sexta-feira (24), o prazo de inscrições de projetos no Edital da Década Afrodescendente, lançado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), em sintonia com as estratégias estabelecidas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. A chamada pública, de número 002/2020, foi publicada no Diário Oficial do Estado e está disponível no site da Sepromi (www.sepromi.ba.gov.br).

O investimento total é de R$ 1,2 milhão, oriundo do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, com previsão de contemplar até 30 projetos. O edital visa selecionar propostas voltadas à prevenção e enfrentamento aos efeitos do coronavírus, com ações de sustentabilidade e geração de renda para a população negra, povos e comunidades tradicionais.

Serão selecionados projetos de até R$ 40 mil nas seguintes modalidades: Práticas Empreendedoras Solidárias, visando apoiar segmentos autônomos, a exemplo das baianas de acarajé, cadeias produtivas de licores, derivados da mandioca, dentre outras dos segmentos tradicionais; Tecnologias de Venda e Escoamento, com o objetivo de estimular a produção de tecnologias convencionais e sociais, criando redes de comercialização no contexto de isolamento social; além de Assessoria Técnica e Distribuição de Insumos, com apoio às práticas de produção de alimentos para subsistência dos segmentos tradicionais, através do estimulo ao plantio, aquisição e distribuição de insumos.

As propostas precisam ser formalizadas até o dia 24 de agosto, apresentadas por organizações da sociedade civil, exclusivamente através do e-mail: [email protected]

Intelectual baiana Carla Akotirene é a nova colunista da Vogue!


A feminista negra, intelectual, assistente social e doutoranda em estudos de gênero Carla Akotirene estreia nesta sexta-feira (24), como colunista da Vogue. E sua chegada se dá justamente no mês de Julho, em que se comemora, no dia 25, a data marco da Mulher Afro-Latino Americana e Caribenha. Todos os meses, ela comandará lives com convidados especiais e produzirá textos discutindo gênero, mulheres e pautas interseccionais como racismo policial, Lgtbfobia, afetividade, intelectualidade negra e autocuidado.

A sua live de estreia chama-se “A Mulher Negra na América Latina – Desafios e Possibilidades” e será ao lado da editora de Atualidades, Claudia Lima. Carla Akotirene é autora dos livros “Ó Paí Prezada: Racismo e Sexismo Institucionais Tomando Bonde nas Penitenciárias Femininas”, da editora Pólen e “O que é interseccionalidade?”, lançado pela coleção Feminismos Plurais, coordenada pela filósofa Djamila Ribeiro. Este último aliás, ganhará tradução para o italiano com lançamento previsto para dezembro.

Em depoimento em suas mídias sociais, Carla destacou: “Minhas irmãs, amigos, pessoas que gostam de mim, admiram minha existência e torcem pelo nosso progresso, venho agradecer imensamente pelas oferendas em forma de palavras. Não existe na modernidade nenhum aparato público ou privado ausentes do racismo”, diz.

Ela disse ainda que a população negra precisa reconhecer a importância de “aprender a gostar de dinheiro”. “Eu tenho sérios problemas com hipossuficiência, com certeza um aprendizado colonialista, já que fomos sequestradas e sequestrados de nossa abundância”, conta a intelectual que teve sua conquista celebrada por diversas pessoas negras de referências, tais como: Taís Araújo, Djamila Ribeiro, entre outras.

Colunista do Soteropreta coordena campanha nacional “Negras que Movem”!


Nas últimas semanas, uma ação iniciada pela atriz Taís Araújo mobilizou famosas e fez surgir, também, um movimento que reúne profissionais de todo o Brasil em busca de um único objetivo: representatividade.

Por meio da campanha “Negras que Movem”, um grupo de 26 mulheres de diferentes estados e carreiras se uniram para divulgar seus projetos, fazer negócios entre si e influenciar mais profissionais para fazerem o mesmo.

“Nós vimos a publicação que Taís Araújo fez nas redes sociais homenageando a atriz Isabel Fillardis e percebemos como isso ganhou força. Muitas atrizes negras entraram na campanha e também falaram sobre a importância de Isabel e da própria Taís em suas trajetórias. Então, pensamos: por que não criarmos essa rede e mostrarmos mulheres negras que estão por aí movendo diversas áreas profissionais. Explica a publicitária Luciane Reis, colunista do Portal Soteropreta criadora do canal “Mercafro” e uma das integrantes do projeto. Ao lado da designer Taís Nascimento e da marketeira digital Vitorí da Silva, ela organiza o primeiro mês de ações do grupo.

Luciane Reis

No perfil do Instagram @negrasquemovem, são compartilhadas as histórias dessas profissionais. Além disso, também é disponibilizada uma forma de contato, para viabilizar as possíveis parcerias que venham a surgir. “No grupo há mulheres das mais diferentes carreiras, então é muito provável que você se identifique com alguma delas ou que necessite de algum serviço oferecido. É muito importante também mostrar essas histórias, de profissionais negras que estão fazendo sucesso pelo país, para que cada vez mais mulheres negras saibam que o local delas também é naqueles espaços”, comenta a jornalista Jaqueline Fraga, autora do livro “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho” e que ao lado da educadora física Jéssica Remédios apoia as ações de comunicação do grupo.

 

As profissionais que fazem parte do projeto se conheceram por meio do Programa Marielle Franco, promovido pelo Fundo Baobá para a Equidade Racial. “O programa busca acelerar o desenvolvimento de lideranças femininas negras. Muitas de nós não nos conhecemos pessoalmente, já que é um grupo nacional, mas sentimos a necessidade de compartilhar nossas histórias e assim incentivar mais mulheres a se enxergarem em profissões que muitas vezes ainda são mais ocupadas por pessoas brancas”, comenta Taís Nascimento.

 

O “Negras que Movem”, aliás, nasce em meio ao movimento “Julho das Pretas”, que celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, comemorado no próximo dia 25. Segundo as organizadoras, o objetivo é que no futuro mais mulheres integrem a equipe e tenham seus trabalhos divulgados na plataforma.

 

“Começamos com esse grupo de 26 mulheres, mas sabemos o potencial que podemos alcançar, justamente por sabermos que somos milhares de mulheres negras movendo o país. Queremos contar essas histórias e queremos que elas se multipliquem cada vez mais”, destaca Vitorí da Silva.

 

Por se tratar de um movimento coletivo, a ideia é que nos próximos meses outras integrantes estejam à frente da coordenação do projeto. “Nós fazemos tudo em conjunto. Somos dezenas de mulheres atuando em diversas áreas e produzindo diferentes conteúdo. Tivemos uma equipe coordenando as ações para o ‘Julho das Pretas’ e nos próximos meses outras mulheres devem assumir essa função”, explica Jéssica Remédios.

Tem “Seminário Biopolíticas e Mulheres Negras: Práticas e Experiências contra o Racismo e o Sexismo” este mês!


O Ministério Público estadual realiza mais uma edição do “Seminário Biopolíticas e Mulheres Negras: Práticas e Experiências contra o Racismo e o Sexismo”, que acontece na próxima sexta-feira (24),  das 9h às 12h e das 14h às 18h. O fórum de discussão é integrado por mulheres negras de diversas áreas do conhecimento que vão discutir e avaliar questões raciais e de gênero.

Coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação, a promotora de Justiça e coordenadora do evento, Lívia Vaz, explica a relevância do tema em um país como o Brasil, onde as mulheres negras são as maiores vítimas de todos os tipos de violência. “É preciso que haja um olhar especial, tanto por parte do poder público, quanto por parte da Justiça”, reforça. 

Lívia Vaz lembra que o MP-BA possui uma promotoria específica para o combate ao racismo e à intolerância religiosa, a primeira dessa natureza no país, instituída em 1997, após um pleito de movimentos negro. Ela reitera que, além da missão constitucional de oferecer a denúncia nos casos de racismo, o promotor é também um agente importante no impulsionamento de políticas públicas sobre o tema.

“É por isso que o evento é realizado desde 2016, o MP realiza esse seminário com mulheres negras de todas as áreas do conhecimento, para que essa discussão no seu lugar de fala possa suscitar um debate mais esmerado, abrangendo toda essa diversidade”.

Debatedoras e programação

A Bahia é um estado com a maior população negra do Brasil e, portanto, a mesa de debate do Seminário terá representantes negras como: a criadora do Movimento Afropop Brasileiro, Margareth Menezes; da designer de moda autoral e professora do Departamento de Estudos de Gênero e Feminismo da Ufba, Carol Barreto; da jornalista e comentarista da GloboNews,Flávia  Oliveira, da ex- Ministra das Mulheres, da Igualdade e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes e da Mestra em Relações Étnico-Raciais, jornalista, empresária e fundadora e diretora executiva do Instituto Identidades do Brasil, Luana Genót. No encerramento haverá um bate-papo com a cantora Mariene de Castro.

Assuntos como estética negra, identidade e representação social, desigualdades de raça e gênero na esfera do trabalho, literatura negra pós-colonial, mulheres negras nos espaços de poder: experiências e novas epistemologias serão amplamente discutidos pelas debatedoras.

A idealizadora do projeto Lívia Vaz enfatiza ainda, “o Seminário que, nas edições anteriores reuniu centenas de pessoas no MP, em Nazaré, este ano vai ser diferente. Por conta da pandemia, o evento será transmitido ao vivo pela plataforma Microsoft Teams. Os interessados podem se inscrever no site do MP – www.mpba.com.br.

Grupo de Mulheres do Subúrbio Ginga promove lançamento de projeto no Julho das Pretas!


O Movimento de Mulheres do Subúrbio Ginga realiza no dia 20, às 17h, o lançamento do projeto MULHERES NEGRAS: ELABORANDO ESTRATÉGIAS, FORTALECENDO SABERES, com transmissão ao vivo pelas redes sociais institucionais do grupo. O projeto conta com apoio do FUNDO BAOBÁ, organização pró Equidade Racial, que é o primeiro e único fundo dedicado, exclusivamente, para a promoção da equidade racial para a População Negra no Brasil. O projeto conta também com o apoio da Universidade Federal da Bahia – UFBA, Rede de Mulheres Negras da Bahia.

O lançamento compõe a Agenda do Julho das Pretas,idealizada pelo Odara instituto da Mulher Negra. A finalidade do curso é a formação de mulheres negras que atuam com organizações da sociedade civil organizada, no sentido de captarem recursos financeiros para manutenção de suas atividades coletivas, elaborando estratégias e fortalecendo saberes, com ações de combate ao racismo e machismo, através do curso de elaboração de projetos de intervenção social. ]

O curso terá aulas e atividades mensais, totalizando 11 encontros (2020/2021), em formato EAD.

Serão 40 vagas e estão entre os critérios de seleção: ter segundo grau completo; fazer parte de movimento social ou organização da sociedade civil ligada ao recorte da proposta; comprovar do vínculo institucional (carta da coordenação da instituição indicando a inscrição e ata de eleição da coordenação); preenchimento do formulário com dados pessoais, institucionais e manifestação sobre a contribuição do curso para entidade. Será considerada a adequação da inscrição aos critérios acima expostos e as necessidades e alinhamentos da organização diante da proposta, sendo a ordem de inscrição critério de desempate.

Serão admitidas no máximo duas pessoas de cada entidade e as vagas serão divididas 50% para a cidade de Salvador e 50% para demais municípios da região metropolitana (em caso de número de inscrições inferior, as vagas serão remanejadas e preenchidas).

Serviço:

O que:Lançamento do Projeto MULHERES NEGRAS: ELABORANDO ESTRATÉGIAS, FORTALECENDO SABERES;

Quando: Dia 20 de Julho, 17h;

Onde:  Transmissão ao vivo no Facebook

Quanto: Acesso Livre

Livro com traduções inéditas de peças de Frantz Fanon é lançado no Brasil!


 

A editora brasileira Segundo Selo lança às 19h da segunda-feira, 20 de julho, data em que o filósofo Frantz Fanon comemoraria 95 anos se estivesse vivo, o livro de tradução inédita, em português, das peças “O Olho Se Afoga / Mãos Paralelas – Teatro Filosófico”, ambas escritas pelo psiquiatra e pesquisador francês da Martinica. Fanon é referência global no campo da descolonização dos pensamentos. Para simbolizar o momento, será realizado  um webinário gratuito sobre a Vida e a Obra de Fanon, através do link.

Estão confirmadas no webinário as presenças de: Jorge Augusto, poeta e professor; de César Sobrinho, tradutor do livro e interlocutor com a editora francesa parceira do projeto, a Editions La Découverte; Fernanda Júlia Onisajé, orelhista da publicação e dramaturga referência do teatro; e o cientista social Deivison Faustino, também conhecido como Deivison Nkosi, que divulgará seu novo livro: “A disputa em torno de Frantz Fanon: a teoria política em torno dos fanonismos contemporâneos”. O livro é traduzido por César Sobrinho. Conta com projeto gráfico e diagramação de Daniel Santana.

A pré-venda da tradução inédita com 236 páginas pode ser feita AQUI.

 

SERVIÇO

O que: Lançamento da tradução inédita das peças “O Olho Se Afoga/Mãos Paralelas – Teatro Filosófico” de Frantz Fanon e Webinário Vida e Obra de Frantz Fanon.

Quando: 20 de Julho, segunda-feira, 19h.

Pré-venda Valor: R$ 79,90

#OpiniãoPreta: Os diversos EUS que vivem dentro de uma mulher negra! – Por Luciane Reis


É interessante como construir nossos legados e memória passa pelo processo de auto aceitação e derrubada da condição de asfixia social que nos colocam. São tantos marcadores determinantes do ser uma mulher negra que aprender a ter inteligência emocional é fator primordial de construção de nossa identidade diária. Aprender a ser feliz sem a presença de um companheiro ou, num contexto de maternidade, como mãe solo, é algo naturalizado na vida feminina negra. Muitas vezes romantizando como força, um sofrimento que muitas vezes é invisibilizado na luta cotidiana. Aprendi a não deixar me retratarem como “a guerreira que suporta tudo”, afinal, ao fazerem isso tiravam de mim a afetividade.

Aprendi a respeitar e não ter vergonha de minha intensidade nos vínculos emocionais. Gosto de gostar de alguém, de contar as horas pra sua chegada, de pensar as grandes perversões que uma relação com afetividade permite. Tenho investido em novas narrativas, nas quais não deixo de ser protagonista e não permito perder de vista minha  voz,  poder e identidade. Sou passional, amo e só faço o que acredito. Não sei ficar entusiasmada com o que não gosto ou admiro.

Tenho construído estratégias de inserção na sociedade, inclusive aprendendo a vibrar com o sucesso de outras mulheres enquanto não chega minha hora. Exercitar a mudita, é uma tarefa hercúlea quando se é uma mulher construindo sua história. Tenho construído narrativas para um mercado distante da minha marca e realidade, e buscado perder a vergonha de ser protagonista. Tenho perdido eo medo d ser chefa. Procuro fazer isso sem explorar o aspecto de “mulher guerreira”, batalhando para sair de condições desprivilegiadas. Armadilha que vai nos levando pra procrastinação e faz com que sejamos vistas como inteligentes emocionais.

Detesto ser representada apenas pelas dificuldades, afinal meus fracassos moldaram quem sou hoje. Busco narrativas positivas sobre essas andadas, acertos e erros por que foram por conta dessas lentes que consigo pensar soluções e cria contextos aspiracionais.  Busco como qualquer outra pessoa ser e me sentir inspirada por histórias de sucesso, e isto tem moldado uma mulher dona de si e de suas vontades sem medo de perder o outro.

São nos desafios de pensar valores globais localmente que venho encontrando vantagens e olhando com generosidade para locais considerados terra arrasada.  Me sinto em vantagem por estar inserida em um ecossistema gigante que gera e troca aprendizados em uma velocidade incrível. Isto pra mim é o ponto chave da minha busca em  promover iniciativas de diversidade e inclusão emocional financeira.

Ninguém é capaz de dar conta de tudo sozinha, esta é uma lição importante a ser aprendida. Não se chega a lugar algum sem envolver parceiros e novas habilidades, não é possível gerar demandas ou se construir, seja no mercado econômico ou afetivo, sem de fato se transformar coletivamente.  Perder o medo de falar, assumir o peso dos resultados, não apenas do que tenho adquirido de conhecimento, é o fator de diversidade necessário que tenho buscado nesta minha caminhada para mover determinados olhares e provocar mudanças. O que fica de lição de um dos meus EUS? Que é preciso fortalecer nosso processo de retratação enquanto mulheres negras importantes para a história e organizações brasileiras e, para isso, é preciso que não tenhamos medo de  assumir  a responsabilidade de ser uma mulher negra que tem voz e sabe o que quer!

 

Me_despache
Luciane Reis

Luciane Reis é publicitária, idealizadora do Mercafro, Bolsista do Programa Marielle Franco de lideranças negras, mestranda em Gestão Pública – UFBA e Conselheira do Olodum

 

 

 

 

 

 

Pele Negra – Escola de Teatro Preto divulga programação do segundo módulo do curso online!


Foto Adeloya Magnoni

PELE NEGRA – ESCOLA DE TEATRO PRETO, devido ao afastamento social provocado pela pandemia da COVID-19 e as violências sofridas pelos corpos negros durante a mesma), antecipou e realizou (nos meses de abril, maio e junho) o primeiro módulo do seu curso ESTUDOS EM TEATRO NEGRO com o objetivo de contribuir na manutenção da saúde mental das pessoas negras em diálogo com as produções acadêmicas e o desenvolvimento científico sobre as artes do corpo nesta modalidade teatral.

Módulo 2

Este módulo terá como eixo temático o espetáculo e seus fazeres artísticos como pedagogias do ensino do teatro por entendermos que a produção de um espetáculo teatral (desde a elaboração do seu projeto, passando pela seleção de elenco, definição de texto ou tema, encenação, técnicas, apresentações públicas e desprodução) pode ser sistematizada como um percurso de produção de conhecimentos tanto teórico quanto práticos, além da criação de novas tecnologias. Daí, ele terá 8 encontros de 2 horas cada, onde artistas entrevistarão artistas sobre o processo de construção e desconstrução de seus espetáculos, dificuldades e desafios do teatro negro no Brasil.

O quê?
Estudos em teatro negro II – O ESPETÁCULO NEGRO
Quando?
de 7 a 30 de julho de 2020
Onde?
Canal ESTUDOS EM TEATRO NEGRO no YouTube
Realização?
PELE NEGRA – ESCOLA DE TEATRO PRETO e PROEXT UFBA

Programação (esboço)

Dia 7 de julho:
Espetáculo: 1 – PELE NEGRA, MÁSCARAS BRANCAS; 2 – ELES NÃO USAM TÊNIS NIKE; 3 – indicação de Leda Martins
Tema: Crítica e teoria teatral
Convidada: Leda Martins
Entrevistador: Licko Turle ou Aldri Anunciação
Licko Turle entrevista Leda Martins

Dia 9 de julho
Espetáculo: VAGA CARNE OU GOTA D’ÁGUA PRETA
Tema: dramaturgia
Convidada: Greice Passô ou Jé Oliveira
Entrevistador: Aldri Anunciação
Dia 14 de julho
Espetáculo: NAMÍBIA, NÃO! GOTA D’ÁGUA PRETA
Tema: encenação
Convidado: LÁZARO RAMOS Jé Oliveira , Salloma Salomão, Aisha Nascimento, Juçara Marçal
Entrevistadora: Fernanda Júlia Onisajé
Dia 16 de julho
Espetáculo: CABARÉ DA RRRRRAÇA
Tema: produção
Convidados: Bando de Teatro Olodum, Fábio de Santana, Valdinéia
Entrevistador: Luiz Antônio Senna Júnior
Dia 21 de julho
Espetáculo: TOPO DA MONTANHA
Tema: atuação feminina
Convidada: Thaís Araújo
Entrevistadora: Valdinéia Soriano ou Mônica Santana ou Onisaje
Dia 23 de julho
Espetáculo: BALÉ FOLCLÓRICO DA BAHIA
Tema: Movimento do corpo negro
Convidado: Zebrinha
Entrevistadora: Edileuza Santos
Dia 28 de julho
Espetáculo: IVONE LARA UM SORRISO NEGRO
Tema: musicais negros
Convidado: Elísio Lopes; alternativamente, podemos ter Jarbas Bittencourt para falar especificamente de música no teatro negro
Entrevistadora: Sol Miranda (ou Gustavo Melo no caso de o entrevistado ser Jarbas Bittencourt)
Dia 30 de julho
Espetáculo: PEQUENO PRÍNCIPE PRETO
Tema: Empretecendo os clássicos
Convidado: Rodrigo França
Entrevistador: Licko Turle ou Márcia Lima
Dia 04 de agosto
Espetáculo: IVONE LARA OU TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO
Tema: Iluminação
Convidado: Valmyr Luz
Entrevistador: Nando Zâmbia
Dia 6 de agosto:
Espetáculo: QUASILHAS
Tema: Visualidade e direção de arte
Convidado: a definir
Entrevistadores: Tina Melo e Thiago Romero

Lançado Edital do Festival de Música da Rádio Educadora FM!


A Rádio Educadora FM lançou o edital da 18ª Edidoração do Festival de Música Educa FM nesta quarta-feira (15). As inscrições serão realizadas através do site www.festivaleducadora.com.br a partir do dia 27 de julho e seguem até 23 de agosto. Os interessados em participar do concurso, que abre espaço para obras musicais inéditas, concorrem a prêmios que variam de R$ 1.000,00 a R$ 12.000,00.

Na primeira etapa serão selecionadas as 50 gravações que estarão na programação da Rádio Educadora FM 107.5. Após essa fase, serão escolhidas 14 finalistas, sendo 05 músicas instrumentais e 09 músicas com letra. Por meio da internet, os ouvintes poderão escolher as melhores canções pelo voto popular nas categorias “Música com Letra” e “Música Instrumental”.

Ao final, a Comissão Julgadora vai selecionar 6 vencedores, que receberão os seguintes prêmios: melhor música com letra (R$ 12.000,00), melhor música instrumental (R$ 12.000,00), melhor intérprete vocal, cantor (a) ou grupo vocal, (R$ 6.000,00), melhor intérprete instrumental (R$ 6.000,00), melhor arranjo para música instrumental (R$ 6.000,00) e melhor arranjo para música com letra (R$ 6.000,00).

Pela primeira vez a inscrição do concurso será realizada exclusivamente de forma virtual através do site da rádio (veja aqui). Todos os documentos e músicas devem ser envidados até o dia 23 de agosto e só serão aceitos nos formatos .pdf, .jpg ou .png, e devidamente nomeados como indicados no edital. Serão aceitas gravações somente em formato “MP3”, em “320 kbps.

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