Teatro Jorge Amado celebra 22 anos com o espetáculo Identidade Ancestral!


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O Teatro Jorge Amado celebra 22 anos com o espetáculo Identidade Ancestral, produzido pelos alunos do Teatro Escola.O Espetáculo aborda a cultura negra e indígena, traz uma visão de ancestralidade e destaca a atualidade dos povos indígenas e africanos.

Em 22 anos de atuação no cenário cultural de Salvador, o Teatro Jorge Amado trouxe ao público grandes espetáculos nacionais como Três Dias de Chuva, Gonzagão, a lenda, Doce de Leite, A cabra ou quem é Sylvia?, Caixa de Areia, entre outras.

PROGRAME-SE!

ESPETÁCULO IDENTIDADE ANCESTRAL

Local: Teatro Jorge Amado

Data: 09 de Agosto

Horário: 20h

Ingressos: Pague quanto puder

 

Profissionais de Comunicação: está aberto cadastro da Rede Afronte, participe!


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Jornalistas negros e negras, e outros profissionais de Comunicação de Salvador se reuniram por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp para dar início à Rede Afronte a Comunicação, um cadastro colaborativo que será divulgado amplamente nas Redes Sociais para reunir mais destes profissionais, elencar suas especialidades e serviços que disponibilizam na área.

Jornalistas, Publicitários, Designers, Relações Públicas, Webdesigners e demais profissionais da área poderão se cadastrar gratuitamente por meio de Formulário Online. O grupo de WhatsApp – denominado Afronte a Comunicação -, foi criado em novembro de 2015 e, hoje, reúne 51 participantes.  O intuito é aproximar estes profissionais, trocar contatos, indicações e informações sobre eventos, ações, atos e pautas variadas em torno das questões raciais, além de servir como fonte de indicação de profissionais negros e negras para oportunidades de trabalho.

“Na mesa do bar, eu, Juliana Dias e Alane Reis (Revista Afirmativa) discutíamos como faltava um grupo de comunicação entre nós, pra trocarmos pautas, nos ajudarmos de forma colaborativa. E assim criamos o grupo Afronte. A ideia é um contribuir com o trabalho do outro, fazer essa mesa girar e combater o racismo com nosso trabalho, que é a disseminação de conteúdo”, lembra Midiã Noelle, jornalista, criadora do Site Lista Negra, que pauta o empreendedorismo negro. 

O resultado do cadastramento – a Rede Afronte a Comunicação – será lançada em evento durante o mês da Consciência Negra – dia 6 novembro, quando completa três anos do grupo de WhatsApp. É profissional de Comunicação, negro ou negra?

Mais informações, mande email para [email protected]!

 

PARTICIPE DO CADASTRAMENTO:

ACESSE FORMULÁRIO AQUI. 

Instituto Steve Biko celebra 26 anos e apresenta avanços na obra de sua nova sede!


Ao longo destes 26 anos – completados em 31 de julho de 2018 – o Instituto Steve Biko já passou pelos bairros da Piedade, Barris, Barra, Nazaré, locais de Salvador em que o sonho se instalou para chegar até aqui: Edifício Joe Beasley, localizado no Campo Grande – logo ali, na curva da Casa D’Itália. A lembrança veio à tona nesta manhã (31), durante a entrega da primeira etapa da construção da nova sede do Instituto, uma sede própria que abrigará também um outro sonho:  a Faculdade Steve Biko.

A previsão é de que a Faculdade abrigue quatro salas de aula, uma Biblioteca, Brinquedoteca e salas administrativas, além de uma área verde. Ao todo, a Faculdade poderá receber 200 estudantes por dia e, dentre os pilares que guiarão a unidade, está a promoção de iniciativas que valorizem a diversidade étnicoracial, que contemplem os saberes e fazeres da cosmovisão africana e suas diásporas na produção de conhecimento. “A Biko é um patrimônio do movimento negro. Nosso trabalho e história são verdadeiros. Não podemos deixar a Biko sem um legado concreto, firme, pra que nossa juventude possa dizer que lutamos e que nossa luta vai continuar, pois essa cidade é nossa”, afirmou a diretora executiva da Biko, Jucy Silva.

O prédio de três andares e 630m² foi nominado hoje em homenagem ao seu principal patrocinador – o afro-americano, Joe Beasley (Coca Cola Foundation), presente no ato junto a familiares e ao amigo e também apoiador da Biko, o advogado, Richard Freeman. Para esta primeira etapa foram investidos R$1 milhão e precisarão ser investidos mais R$1milhão para finalizar a obra e R$ 500mil para móveis e equipamentos. “A missão da Biko é tornar sonhos possíveis e a gente precisa cada vez mais ter mãos para dar continuidade a este sonho. Já levantamos o prédio, mas não significa que eu tenha que estar aqui dentro. Tenho a certeza que outras mãos pela Biko lapidadas darão continuidade a esta história, passaremos este bastão, disse Tarry Cristina, diretora pedagógica. “Me formei educadora não na Universidade, mas no Instituto Steve Biko!” – Sandra Souza, professora de Linguagens do Pré-Vestibular.

A continuidade se une ao agradecimento. Na ocasião, professores e ex alunos também puderam expor a importância da Biko sem suas vidas. Como os ex-alunos Indira Nascimento e Augusto Cardoso, os professores Maria Durvalina Cerqueira, Sandra Souza e Antonio Lourival, que chegou na Biko em 1996, 4 anos após sua criação e passou por todas as diretorias. “Foi a Biko que me deu régua e compasso, marcou meu trabalho e, hoje, minha dissertação de Mestrado reflete essa vivência, pois ela aborda, justamente, a resignificação do discurso hegemônico pelos estudantes da escola pública. Quando a Biko me convida para lecionar naquela sala, me deixa lisonjeado pela contribuição que sempre posso fazer”, diz Lourival, que foi professor de Português no Pré-Vestibular.

O Instituto iniciará ainda este ano campanha para arrecadação de recursos com este fim, mas já aceita contribuições. 

Mais informações no telefone (71) 3241-8708 ou AQUI!

Fotos Jamile Menezes

Quer aprender inglês a partir de questões ligadas à Diáspora Africana?!INSCREVA-SE!


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Foto: Nappy

Pautar questões ligadas à Diáspora Africana por meio do idioma inglês. Este é o objetivo do Curso de Conversação: Inglês na Diáspora que começa este mês no Espaço Vale do Dendê (Shopping da Bahia, piso 02). As aulas iniciam dia 15/8 e terminam 19 de dezembro deste ano, sempre das 19h às 21h.

O investimento total do semestre, já com material incluso, é R$ 600 (a vista) e R$ 650 (em 3X no cartão). Mais informações podem ser obtidas por meio do e-mail [email protected]

Fruto da iniciativa da jornalista e educadora Donminique Azevedo e da bacharela em Letras com Inglês Nara Paixão, o Curso conta com o apoio do Instituto Mídia Étnica, do Portal Correio Nagô e do Coletivo Cacos. 

Com 14 anos de experiência de mercado como professora e consultora em cursos de Inglês, Nara Paixão explica que o objetivo principal da proposta é promover encontros, aulas de conversação destinados a tratar, discutir e permitir a troca de informações e a dialética  acerca da afrodescendência e diáspora, utilizando a Língua Inglesa para pautar essas intervenções.

“A gente percebe ainda muito receio e, às vezes medo, de muitas pessoas em falar inglês, mesmo depois de muitos anos de estudo do idioma. Considerando a estrutura de nossa sociedade e como o racismo opera dentro desse sistema, a gente sabe que povos afrodescendentes têm menos oportunidades de estudar Inglês, bem como de serem contemplados em cursos de conversação que pautem o componente racial como tema gerador de uma abordagem pedagógica”, finaliza Nara Paixão.

INSCREVA-SE!

 

Concurso premiará produções literárias do gênero Conto!


negro escrevendo
Banco de Imagens

 

Estão abertas as inscrições para a 29ª Edição do Concurso de Contos Paulo Leminski. O concurso é uma iniciativa da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e destina-se a todos os interessados em divulgar suas produções literárias que façam parte do gênero conto. Cada candidato poderá concorrer com apenas um trabalho, que ainda não tenha sido premiado em outro concurso ou publicado. O tema do conto é livre e a inscrição gratuita.

A obra poderá ser apresentada em apenas uma via, escrito em língua portuguesa ou espanhola, digitado em espaço 1,5, fonte Arial, tamanho 11, podendo ser impresso na frente e verso do papel, paginado, com no máximo de 20 páginas.

Premiação:

– Primeiro prêmio: R$ 2.500,00

– Segundo prêmio: R$ 1.800,00

– Terceiro prêmio: R$ 1.500,00

– Melhor Conto Toledano: R$ 1.000,00

As inscrições vão até dia 31 de agosto. Para que sejam consideradas inscritas, as obras deverão ser entregues (devidamente envelopadas) nos seguintes endereços:

  • (Preferencialmente) Biblioteca Pública Municipal de Toledo Av. Tiradentes, 1165 CEP:85900-230 – Toledo – PR.
  • Unioeste – Campus de Toledo – Rua da Faculdade, 645; CEP: 85903-000 C.P 320 – Toledo, PR.

Para mais informações, clique aqui.

Fonte Posas.

#Flipelô – Jarid Arraes e Djamila Ribeiro debaterão “Literatura feminista negra no Brasil”!


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Jarid Arraes

 

“Literatura feminista negra no Brasil: as vozes da vez” é o tema da mesa debate que reúne de Jarid Arraes, poeta e cordelista cearense, autora dos livros “As Lendas de Dandara” e “Heroínas Negras Brasileiras e a paulista Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política e autora das obras “O que é lugar de fala?” e “Quem tem medo do feminismo negro?”, lançado neste ano.

O bate-papo será mediado por Rodrigo Casarin no sábado e acontece às 11h do dia 11.8, no Teatro Sesc-Senac (Pelourinho), no quarto dia da 2ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – FLIPELÔ. A Festa, de 8 a 12 de agosto, promoverá diversos encontros, debates, palestras, manifestações culturais e muita literatura nas ruas do Centro Histórico de Salvador.

SOBRE JARID

Em Julho de 2015, Jarid Arraes publicou “As Lendas de Dandara”, seu primeiro livro em prosa e em edição independente que contou com ilustrações de Aline Valek. Em menos de 1 ano, a tiragem foi completamente esgotada e a obra foi republicada em dezembro de 2016 pela Editora de Cultura. O livro nasceu da necessidade de resgatar a história de Dandara dos Palmares, contada como esposa de Zumbi dos Palmares, e tem a proposta de misturar lendas e fantasia com fatos históricos sobre a luta quilombola no período da escravidão no Brasil.

 

FLIPELÔ

“Literatura feminista negra no Brasil: as vozes da vez

Data: 11/8, 11h

Onde: Teatro Sesc-Senac (Pelourinho)

Aberto ao público

Agosto chegou e vai ter show de Liniker e os Caramelows em Salvador, bb!


Este vídeo tem mais de 18 milhões de views no perfil de Liniker e os Caramelows no YouTube. Quase três anos depois, o grupo de Araraquara (SP) inicia uma extensa turnê internacional, e consegue encaixar Salvador no meio dela para um show dia 10 de agosto!

World Tour 2018 contempla Estados Unidos, Canadá, Colômbia e países da Europa e teve início em julho. Serão trinta apresentações em quase todos os fins de semana e outros dias de semana ao longo de três meses, e uma data no final de outubro, entre festivais e casas de show. Algumas datas, no entanto, foram reservadas para shows no Brasil em agosto, como o de Salvador.

Para abrir e encerrar a noite do dia 10 no Pelourinho, o DJ e produtor musical Telefunksoul promete groovar  e aproveita para apresentar algumas tracks de seu trabalho Re_con Ba$$, um tributo ao recôncavo da Bahia, que será lançado em setembro. Desta vez, o show de Liniker será realizado no Largo Quincas Berro D’Água.

 

SERVIÇO:

 LINIKER E OS CARAMELOWS

Abertura e encerramento: Telefunksoul

Local: Largo Quincas Berro D’Água, Pelourinho

Data: 10 de agosto de 2018, sexta-feira

Horário: 20h (abertura)

Realização: InsPire Music e Let’s GIG Booking & Music Services

Página no Facebook: Liniker e os Caramelows em Salvador

Ingressos:

1º Lote – R$ 20 (meia) / R$ 40 (inteira)

2º Lote – R$ 25 (meia) / R$ 50 (inteira)

3º Lote – R$ 30 (meia) / R$ 60 (inteira)

4° Lote – R$ 35 (meia) / R$ 70 (inteira) / R$ 30 (combo meia – promocional)

Vendas:

  • Sympla (sympla.com.br/linikersalvador)
  • Salvador Express Praia Hotel (Rua Conde da Castanheira, 269, Amaralina – 71 3045-8100)
  • Haus Kaffee (Av. Sete de Setembro, 1.809, Vitória – 71 3013-9638)
  • Restaurante Di Lucca (Rua Minas Gerais, 339, Pituba – 71 4141-4341)

#FalaPreta – Carla Akotirene fala de seu livro na coleção “Feminismos Plurais”, de Djamila Ribeiro!


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Foto: Antonio Terra

 

Carla Akotirene. Mulher negra, assistente social, pesquisadora da Epistemologia Feminista Negra, Doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo (UFBA) e coordenadora do projeto de Extensão da UFBA Opará Saberes, uma iniciativa que visa auxiliar estudantes negros e negras nos cursos de nível superior em Universidades estaduais e federais. E ela tem mais uma conquista pra acrescentar: autora do livro “O que é Interseccionalidade?”, da Coleção Feminismos Plurais, coordenada pela Mestra em Filosofia Política e feminista negra Djamila Ribeiro. Como foi isso? Carla Akotirene nos conta:

Portal Soteropreta – Carla, como surgiu o convite para a Coleção e o que você sentiu com ele?

Carla Akotirene – Ele veio ano passado, quando Djamila Ribeiro -ao proferir a Conferência de abertura da segunda edição da Opará Saberes – ratificou, publicamente, a necessidade do volume “O que é interseccionalidade”, deixando-me tomada pelo medo de escrever; aumentando o trabalho de si, coordenadora, que precisou lidar, muitas vezes, com as minhas autosabotagens. Sem dúvida, o racismo é o maior inviabilizador da escrita de uma mulher negra, conforme já explicou a mestiza Gloria Anzáldua. Para nós, mulheres negras do terceiro mundo, o medo de escrever pode fazer o “sangue coagular na caneta”.

Fomos condicionadas pela insignificância racial imposta às nossas epistemes africanas e, por mais que irmãs negras estejam ali, dizendo o contrário, temos dificuldade de apostar na Orientação do Sul global. Pra você ter ideia, à época, minhas alunas da UFBA fizeram rituais de incentivo espiritual, deixaram recados nos quadros e registraram depoimentos dizendo: Eu já li “o que é lugar de fala” da Djamila Ribeiro, agora quero ler Akotirene. “Professora, comprei “O que é Encarceramento em Massa”, da Juliana Borges, ela até cita a senhora”. “Professora, a Joice Berth lançou o que é empoderamento, escreva para nós, vamos nos sentir empoderadas coletivamente.”

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Portal Soteropreta – Seu tema nesta Coleção é “Interseccionalidade”. O que mais você pauta neste debate, e qual a urgência de tratá-los desta forma?

Carla Akotirene – A interseccionalidade é uma ferramenta metodológica pensada pelas feministas negras da diáspora africana, a fim de manifestar que, politicamente, a luta dos negros não escapa do caráter masculinista e do regime nacional heterossexista, bem como as pautas feministas só são possíveis graças ao racismo. Propriamente dito o conceito de interseccionalidade foi nomeado por Kimberlé Crenshaw, jurista estadunidense, no âmbito das leis antidiscriminação. Ela evidenciou o colonialismo, produtor do acidente estrutural sofrido por humanidades colonizadas, tendo em vista que o racismo, capitalismo e cis-heteropatriarcado se cruzam inseparadamente, repetidas vezes, atingindo frequentemente as mulheres negras posicionadas nas avenidas identitárias.

A interseccionalidade proporciona a articulação entre teoria, metodologia e prática aos acidentados durante esta colisão, amparando-os intelectualmente na própria avenida do acidente, ou seja, na encruzilhada discursiva.  Abordagens eurocêntricas por vezes chegam à contramão para darem socorro epistemológico, ignorando o contexto do acidente e causando, por conseqüência, mais fluxos no cruzamento de raça, nação, gênero e classe. É o modismo acadêmico da interseccionalidade. Estabeleço sete críticas ao conceito, dialogando com Angela Davis, Ochy Curiel, Gilza Marques, Jasbir Puar, Sueli Carneiro, Patrícia Hill Collins e Houria Bouteldja.

Portal Soteropreta – Como única preta nordestina nesta Coleção, o que significa pra você esta representatividade e como isso tangência sua temática?

Carla Akotirene – Vou responder usando a própria interseccionalidade. Assim como as negras estadunidenses sofrem o racismo epistêmico das branquitudes do Norte Global mas publicam assertivamente as teorias do ponto de vistas feministas negros acerca de nós, suas irmãs de barcos noutra América, as mulheres negras do nordestes são contempladas pela publicação da intelectualidade negra independentemente da fronteira. No entanto, sabemos que a publicação e autoridade discursiva das regiões sul e sudeste do Brasil marcam a diferenciação epistêmica entre quem pensa e quem faz o trabalho pesado. Então, Djamila Ribeiro, sem dúvidas, é uma brilhante feminista negra ao reconhecer que, mesmo sendo todas nós, independentemente de escolaridade, grandes intelectuais negras, somos atravessadas pelas encruzilhadas regionais de saber-poder.

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Portal Soteropreta – Você está à frente do Opará Saberes, uma iniciativa que pauta a presença feminina negra no campo acadêmico. Quais tem sido os frutos deste trabalho?

Carla Akotirene – A Opará Saberes descoloniza a teoria e rompe com a dependência epistemológica ocidental. Elaboramos nossas teses e dissertações, pleiteamos projetos acadêmicos sem as correntes da Europa. Como a academia é uma espaço de manutenção da colonialidade,desde a primeira edição a Opará nunca recebemos um centavo da universidade, também não acessamos quaisquer recursos governamentais formalmente instituídos. Particularmente guardo recursos espirituais para esta finalidade política, aliás, não restrita a mim. As formadoras são inúmeras, cito aqui Zelinda Barros, Denise Carrascosa e Dayse Sacramento que desde a primeira edição tem feito a proposta acontecer como pancada de água no epistemicídio. Este ano 70% das candidaturas aprovadas no mestrado e doutorado, nos estudos feministas da Universidade Federal da Bahia fizeram formação na Opará Saberes. Digo mais: As novas mestrandas e doutorandas foram assistir minhas aulas do Bacharelado em Gênero e Diversidade do início ao fim. Somos Extraordinárias e cheias de segredos para minar a Casa Grande.

Portal Soteropreta – Carla Akotirene e os Feminismos Plurais: que resultado podemos apreender deste encontro?

Carla Akotirene – Odé acertou, através do Orí de Djamila. Não teremos mais fome epistemológica. Estamos publicando, e assim como as yabás conseguem ser lindas e aguerridas, nós conseguimos evitar essencialismos, porque a noção identitária de ser de casa ou da rua, já explicada por Sueli Carneiro e Jurema Werneck, cabe à cosmogonia eurocêntrica, cuja visão é ocidental e apressada em levantar hipóteses fáceis sobre nós. Temos outros sentidos epistêmicos para dar conta. A rainha Osum trabalha fora de casa e manda bem na cozinha sem hierarquias, afinal, ela é ialodê.

A Coleção Feminismos Plurais aborda os feminismos, tendo como pilar principal mulheres negras e indígenas e homens negros como sujeitos políticos. Acesse aqui!

“Madame Satã”: mais um espetáculo unindo Thiago Romero e Sulivã Bispo, em cartaz!


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Foto Diney Araújo

 

Negro, homossexual e marginal. Este é um brevíssimo perfil de João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã. O mito carioca é a personagem do próximo espetáculo de Thiago Romero: a montagem Madame Satã, que estará em cartaz  no Teatro Martim Gonçalves, em agosto. Quem dá vida ao personagem é o ator, Sulivã Bispo.

Com dramaturgia de Daniel Arcades, coreografia de Edeise Gomes e direção musical de Filipe Mimoso, o espetáculo busca desvendar um complexo processo em que se imbricam a apropriação (e ressignificação) simbólica do malandro e a aplicação de estratégias biopolíticas sobre os corpos “fora da norma”.

Madame Satã é uma biografia musicalizada, que pensa a música como instrumento de debate e discurso da negritude. Apesar de ter um caráter biográfico, o musical não tem um compromisso de contar cronologicamente a vida da personagem Madame Satã.

A escolha por Sulivã surgiu quando Romero o assistiu em “Troilus e Créssida”, dirigida por Márcio Meirelles, montagem do curso livre teatro da UFBA, em 2014. Com recurso financeiro irrisório, o espetáculo é pré-formatura de Thiago Romero pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. “Montar sem recurso é muito difícil, por conta da estrutura do espetáculo e da quantidade de profissionais envolvidos. Mas, a Madame me fez lembrar das rodas de samba, dos batuques na casa de Tia Ciata, das rodas de Jongo na serrinha, do cais do Valongo, do Curuzu, da Feira, do Candomblé”, enfatiza Romero.

 

Serviço

O quêMadame Satã 

Quando: 02 a 12 de agosto – quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h

Onde: Teatro Martim Gonçalves, Avenida Araújo Pinho – Canela

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) – www.sympla.com.br e na bilheteria (02 horas antes do espetáculo). Os estudantes dos cursos de Artes da UFBA têm acesso gratuito, sendo reservada uma cota de 20% da capacidade do espaço, neste caso, a retirada deve ser feita diretamente na bilheteria do Teatro até meia hora antes do início da apresentação, apresentando devida comprovação de matrícula na instituição.

 

Vai rolar o maior encontro de Reggae da cidade neste sábado(4)! É no Periperi Hall!


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Zabah_Bush

Neste sábado (4 de agosto) a partir das 21h, o Clube Periperi Hall (Periperi) vai receber o evento Reggae no Subúrbio, que contará com as participações dos grandes nomes do gênero no estado da Bahia: Edson Gomes, Jeremias Gomes, Sine Calmon, Edy Vox, e participações especiais de: Banda Family Reggae, Renata Bastos, Mosiah, Zabah Bush, Igor Salify, Isaac Gomes, Thomé Vianna, Leda Chaves, Monte Sião, Reverbação, Prince Ádammo, DJ Raiz, Natanael Gomes, Diamba, Igor Salify, Dissidência, Tallowaw, A Unidade, Cativeiro e Força Rasta.

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Jeremias Gomes

Esta será a primeira vez que Salvador receberá tantos nomes de destaque do gênero, na Bahia, num mesmo evento. E aproveitando esta oportunidade, o cantor e compositor Jeremias Gomes, gravará ao vivo o 2º CD de carreira, intitulado de “Ao Vivo em Salvador”, que será uma coletânea de composições que fizeram parte da sua vida. Como explica o próprio artista:

“Este CD será o registro de músicas que fizeram parte da minha vida, nestes últimos dez anos. Canções que me influenciaram para o crescimento artístico. Tenho certeza que o público que for ao evento, curtirá muito!”

SERVIÇO:

O que: Reggae no Subúrbio

Quando: sábado, 04 de agosto de 2018, às 21h

Atrações: Edson Gomes, Jeremias Gomes, Sine Calmon, Edy Vox e muito mais.

Onde: Clube Periperi Hall (Rua Anibal Cajado, Praia Grande, Periperi, Salvador/Ba)

Quanto: R$ 30 (pista/meia), R$ 50 (pista/casadinha), R$ 60 (camarote)

Classificação: 18 anos

Outras informações: (71) 99953-0162 / 98815-7702