INSCREVA-SE: I Workshop sobre comunidade LGBTQ+ para jornalistas e estudantes!


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Banco de Imagens

O site Dois Terços realiza na próxima terça-feira (12) o I Workshop sobre a comunidade LGBTQ+ para jornalistas e estudantes do curso de Jornalismo, que tenham interesse em ampliar o debate sobre o tema e contribuir para a construção de conteúdos diversificados nas redações. O encontro abordará equívocos observados pela comunidade, como o uso constante de “do travesti” e não “da travesti”, entre tantos outros, causando constrangimento e desconforto às pessoas LGBTQ+.

O workshop integra a quarta edição do projeto Dois Terços de Prosa, que tem como objetivo promover debates, seminários e ações afirmativas dentro dos pilares do veículo. Com o tema “Do GLS ao LGBT”, o encontro chega para contextualizar os profissionais da comunicação com as novas mudanças necessárias na luta contra preconceitos, capacitando esses profissionais para lidar com os novos modos de ver e falar da população LGBT, ao mesmo tempo abordando o modo como os LGBTs são vistos e tratados pela mídia. A atividade será certificada. 

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Dentre os convidados estão o professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) e coordenador do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), Leandro Colling, a professora de Comunicação da Católica, Beth Dantas, a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Keila Simpson, o jornalista e escritor Eder Santana, e Tedson Souza, doutorando em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

 

INSCREVA-SE, É FREE: AQUI! 

 

Programação:

9h – Abertura oficial

10h – Exposição “Do bê-á-bá das siglas à história do movimento LGBT no Brasil”

           Responsável Prof. Drº Leandro Colling (CUS/UFBA)

11h – As mídias sociais e os LGBT

           Responsável Profa. Msc. Beth Dantas (UCSAL)

14h – Como os LGBT são tratados na mídia

          Responsável: Jornalista e doutorando Tedson Souza (UFBA)

15h – Como lidar com a diversidade e as mudanças na prática jornalística

           Responsável Eder Santana (jornalista e escritor)

16h – Como a mídia pode ser um aliado nas lutas da comunidade LGBT

           Responsável: Keila Simpson (ativista LGBT e presidenta da ANTRA)

17h – Encerramento: Scarlet Sangalo

Serviço:

“Do GLS ao LGBT”: I Workshop para Estudantes e Jornalistas

Data: 12 de junho de 2018

Horário: das 9h às 17h

Local: Wish Hotel da Bahia

Inscrições AQUI!

Realização: Dois Terços

Gratuito

Últimas apresentações de “A BOFETADA” este final de semana!


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Foto Diney Araújo

 

A BOFETADA completa 30 anos de encenação nos palcos soteropolitanos desde que estreou na pequena Sala do Coro do TCA, em 1988, tendo sido assistida por mais de 2 milhões de espectadores até hoje. E ainda dá tempo de ver: a peça fica em cartaz até este domingo – 10 de junho – no Teatro ISBA (Ondina).

No espetáculo, os atuais desvios do dinheiro público brasileiro se transformam em piadas de protesto. As piadas se renovam toda semana e o atual cenário político brasileiro tem dado várias ideias aos patifes Mário Bezerra, Marcos Barretto, Rodrigo Villa e Lelo Filho.  O público pode esperar os bordões e cenas musicais que ljá levaram milhares de pessoas às gargalhadas: ‘é a minha cara’, ‘oxente’, ‘momento lindo, maravilhoso’, ‘adoro, chega choro’.

 

“Uma vez Chico Anysio me disse, quando fomos gravar com ele na Globo, a seguinte frase: ‘O humor é irmão da poesia. O humor é quem denuncia. Eu não tenho possibilidade de consertar nada, mas eu tenho a obrigação de denunciar tudo, porque essa é a obrigação primeira do humorista’”, declara Lelo Filho, ao falar sobre esse tipo de piada “que tem uma recepção maravilhosa do público, que aplaude o protesto e aproveita para rir”.

Por mais ‘Grandes Otelos e Ruths de Souza’ em nossos palcos e telas: Lelo Filho, mais de 30 anos em cena!

A concepção original é de Fernando Guerreiro e os três esquetes que compõem o espetáculo são de Mauro Rasi, Miguel Magno e Ricardo de AlmeidaLelo Filho assina a direção, com o diretor assistente Odilon Henriques.

 

Serviço

O quê: A Bofetada

Quando: até 10 de junho, sábados e domingos às 20h.

Onde: Teatro ISBA – (Av. Oceânica, 2717 – Ondina – 71 4009-3622)

Ingressos: inteira R$ 60,00/ meia R$ 30,00 – a bilheteria funciona de terça a quinta, das 14h às 19h, e de sexta a domingo, de 15h às 20h ou pelo site ingressorapido.com.br

Recomendação etária: 14 anos

Pelô recebe Arrastão Gomes & Family comandado por Edson Gomes!


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Nesta sexta-feira (08), a partir das 20h, o Largo Tereza Batista (Pelourinho) receberá a Reggae Family – Edson Gomes, Tim Tim Gomes, Jeremias Gomes, Isaque Gomes, Natanael Gomes, para o Ensaio Geral do bloco Arrastão Gomes & Family. Com entrada a preço popular e a entrega de 1Kg de alimento não perecível, que serão doados para famílias carentes do município de São Félix, os admiradores do ritmo que foi surgiu na Jamaica dançarão e cantarão ao som do melhor do Reggae Music.
Na ocasião, será vendida a camisa do Bloco por R$20.
Bloco Arrastão Gomes & Family 
Idealizado pelo Rasta Man Edson Gomes, referência nacional do Reggae no país, comemora este ano, 10 anos do Arrastão junino com a família Gomes, que já se tornou tradição , e faz parte do calendário de eventos da cidade de São Felix.

 

SERVIÇO:
O QUE: Ensaio Geral do Bloco Arrastão Gomes & Family
QUANDO: 6ª feira, oito de junho, às 20h
ATRAÇÕES: Edson Gomes, Tim Tim Gomes, Jeremias Gomes, Isaque Gomes e Natanael Gomes.
ONDE: Largo Teresa Batista (Pelourinho, Salvador/Bahia)
QUANTO: Preço único R$ 20 + 1 Kg de alimento não perecível (exceto sal e açúcar). Ingressos à venda no Planeta Olodum (Rua Maciel de Baixo, nº 22, Pelourinho) e no local, antes de começar o evento.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Livre

Salvador receberá Festival Hype a partir de junho: música da Ribeira a Stella Maris! Inscreva-se! 


Curadores – Divulgação

 

Salvador vai receber, a partir de junho, o Festival HYPE – encontro de sonoridades programado para acontecer em oito edições – entre os meses de junho/2018 e janeiro/2019. O intuito é resgatar a cultura de rua, buscando melhorar a relação da população com os espaços públicos. Serão encontros musicais em oito diferentes bairros de Salvador – da Ribeira a Stella Maris – , apresentando artistas que representam a cena musical contemporânea.

Por meio de edital e seleção, artistas, grupos e bandas com DNA baiano poderão se inscrever via formulário online (consulte regulamento) e passarão por uma curadoria artística assinada por Juliana RibeiroDuda Diamba e Morotó Slim, responsáveis pelo garimpo curatorial e revelação de novos talentos da musica local.

COMO SERÁ?

A cada edição, serão selecionados quatro artistas/bandas/grupos via curadoria, 2 (dois) artistas/bandas/grupos via curadoria no Mapa Musical – Bahia/SecultBA que objetiva mapear, reconhecer e difundir a diversidade da música produzida no estado. Também será selecionado e 1 (uma) atração infantil e todas se apresentarão no Palco Sounds, totalizando sete apresentações artísticas divididas em dois dias de evento. Além dos artistas inscritos e selecionados, o Festival Hype contará também com a presença de músicos e bandas reconhecidos nacionalmente (headlines).

ARTISTAS E PRODUTORES: INSCREVAM-SE!

O público também contará com o Mercadão da Música, espaço de trocas e qualificação do mercado musical baiano, com expositores selecionados por edição para estimular o empreendedorismo musical através da comercialização de itens e serviços relacionados à música, e atividades voltadas para a integração, difusão e potencialização da cadeia produtiva da música local. Para participação no Mercadão, produtores da música poderão se inscrever com materiais que demonstrem a relação do produto/serviço com o segmento musical, tudo via formulário online disponível no site www.festivalhype.com.br. A curadoria artístico-material será assinada pelos jornalistas Luciano Matos e Isa Lorena.

 

PROGRAMAÇÃO 

16 e 17/06 – Pituba

07 e 08/07 – Av. Centenário

11 e 12/08 – Lauro de Freitas

15 e 16/09 – Paripe

06 e 07/10 – Campo Grande

10 e 11/11 – Ribeira

01 e 02/12 – Stella Maris

12 e 13/01 – Pelourinho

 

Saiba mais aqui!

Única apresentação de “Obsessiva Dantesca” neste sábado (9)!


Integrando a programação da ocupação artística, feminista e negra Fórum Obìnrin, a atriz Laís Machado realiza única apresentação do espetáculo Obsessiva Dantesca neste sábado (9) no Espaço Cultural da Barroquinha. O espetáculo foi o motivador da ocupação artística do espaço cultural, local que foi o primeiro palco da obra e onde pôde conhecer a história de Iyá Nassô, Iyá Detá e Iyá Katá, fundadoras do primeiro candomblé da Bahia, no interior da Igreja da Barroquinha.

Ocupação – Além do espetáculo Obsessiva Dantesca, a programação ainda conta com uma residência artística reunindo artistas negras  de quarta a sexta, das 13h às 19h, com práticas abertas ao público. A atriz, MC e pesquisadora Roberta Estrela D’Alva (São Paulo) e a diretora cinematográfica Keila Serruya (Amazonas) são as convidadas da videoconferência Produções em Espaços Urbanos e não Urbanos, debatendo o tema Mediações Tecnológicas nas Artes Negras Contemporâneas, nesta quinta-feira, dia 07 de junho, às 19h.  Terámediação da multi-artista baiana Sanara Rocha. 

Já na sexta-feira, dia 08 de junho, às 19h, a exposição Obínrin chega a sua segunda etaparealizando uma instalação e registros de performances que tiveram como objetivo trazer a memória das três Iyás fundadoras do candomblé da Barroquinha: Iyá Nassô, Iyá Kala e Iyá Adeta.

 

Roberta Estrela D’Alva Fto Renato Nascimento

O FÓRUM

O Fórum Obìnrin tem o intuito de visibilizar produções de artistas negras contemporâneas brasileiras e de outras localidades da América Latina. A mostra vem promovendo espetáculos, performances, exposição, conferências e residência artística e objetiva criar um espaço para experimentação de artistas negras em arte contemporânea, seja no teatro, na dança ou na performance.  A iniciativa é uma realização de ÁRÀKÀ – Plataforma de Criação Artística, com produção da Giro Planejamento Cultural, viabilizada por meio do Edital Setorial de Dinamização de Espaços Culturais – 2017, do Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia e conta com o apoio institucional da Fundação Gregório de Mattos.

Rei de Ifé convida Povo de Santo para Solenidade de Doação da Estátua de Odùdúwà!


Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi Ojaja II
Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi Ojaja II

 

Considerado o maior representante dos yorubás no mundo, o rei de Ifé, Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi Ojaja II, descendente direto de Odùdúwà, virá a Salvador para estreitar laços com religiosos de matrizes africanas. O rei detém o poder da coroa de Odùdúwà e chega primeiro à Bahia para declarar o estado como capital yorubá das Américas.

Sua chegada ao Brasil se dá com o mesmo objetivo de estreitar os laços culturais e religiosos entre os afrodescendentes do povo yorubá, em particular, com o povo de Ilé Ifẹ̀. Para tanto, neste domingo (10), o rei convida o Povo de Santo de Salvador para a Solenidade de Doação da Estátua de Odùdúwà pelo Ooni à capital e apresentação do “Diálogo dos Tambores África-Bahia”, com percussão nigeriana. A Cerimônia acontecerá no Espaço cultural da Barroquinha.

 

PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Dia 07 (quinta-feira)

8H30 – Ritual simbólico da benção da terra baiana e apaziguamento das almas dos negros escravizados com participação das autoridades cívicas e das comunidades de candomblé, na *Avenida Lafayete Coutinho – Comércio (Praia ao lado do Restaurante Amado)

10h30 – Solenidade de Declaração da Bahia como Capital Yorubá das Américas

15h30 – Assinatura do Memorando do Protocolo de cooperação entre as culturas iorubana e brasileira – Salão Nobre da Câmara Municipal de Salvador (Praça da Sé)

Dia 8 (sexta-feira)

14h00 – Colóquio Internacional Odùdúwà – Língua, Literatura e Epistemologias Iorubanas –  Auditório da Faculdade de Medicina da UFBA (Terreiro de Jesus- Pelourinho)

Dia 09 (sábado)

10h às 12h – Visita ao Santuário Pedra de Xangô, onde será erguida a estátua de Odùdúwà para povo de candomblé  – Cajazeiras

Dia 10 (Domingo)

9h às 12h – Solene do Ooni de Ifé para Povo de Santo e comunidade baiana no “Diálogo dos Tambores com África-Bahia” – Espaço culturalmente da Barroquinha

Olodum apresenta Forródum


Olodum2018
foto: Magali Moares

 

A batida do samba reggae vai ganhar o tempero do forró. Isso porque, neste domingo, dia 3, o Olodum apresenta seu projeto que foi batizado Forródum. A partir das 14 horas, no Largo Quincas Berro D´Aguá, com Narcizinho, Lazinho e Mateus Vidal apresentam um repertório eclético e com o tempero do ritmo mais nordestino, o forró.  Com participação de Zelito Miranda, o “Rei do forró temperado”.

Em 20 anos, o Olodum fez com que o samba reggae característico da banda  convivesse com o forró. Em 1991, no CD “Do Deserto do Saara ao Nordeste Brasileiro”, lançou “Olodum, Oh’ Luar do Sertão”, dois anos depois um novo flerte e em 1993 a banda do Pelourinho lançou “Te amo” no álbum “O Movimento”.

Em um dos mais famosos discos “Filhos do Sol”, foram duas investidas “Poético Olodum” e “Valente Nordeste”. Em 2001 “Declaração de Amor” foi à aposta do Olodum e em 2003 foi a vez de “Olodum, Venha Me Amar”, em 2007 também foram duas canções “Olodum, Verdadeiro Amor” e “Toque Digital”. Todas estas canções formam o repertório do projeto “Forródum”.

 

 

 

 

 

 

FORRÓDUM
​Participação: Zelito Miranda  e Beto Vieira

Dia​?​​ ​​03 de junho (​domingo​)
Horário: ​abertura dos portões ás ​14 horas até 18 horas
Onde​?​  Largo Quincas Berro D’água
Endereço: Rua do Açouguinho, 12 – Pelourinho, Salvador – BA
Censura​:​16 anos
Ingresso​?​R$ ​5​0,00 (meia ​promocional​)
Vendas no local
​Informações: ​(​71​)​ 3321-​5010/3321-4154

Rei de Ile-Ife (Nigéria) vem a Salvador e Colóquio Literário Internacional Odùdùwa receberá também Wole Soyinka!


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Ojaja II

Organizado pelo Programa de Pós-graduação em Literatura e Cultura da UFBA, o I Colóquio Internacional Odùdùwa – Língua, Literatura e Epistemologias Iorubanas acontece em junho, em Salvador. O Colóquio será realizado por ocasião da visita do  rei de Ile-Ife (Nigéria), berço da civilização iorubana, à cidade de 6 a 10 de junho.

Neste período, a viagem inédita doo rei Ooni Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi, Ojaja II, ao Brasil, terá como intuito de –  junto à administração pública nacional – declarar a Bahia oficialmente como a capital iorubana das Américas. A visita insere-se dentro da proposta do rei Ooni para reaproximar e reunir os descendentes do grande ancestral Oduduwa espalhados pelos quatro cantos do mundo.  O rei de Ifé é descendente direto de Oduduwa, responsável pela criação do mundo, de acordo com a tradição do povo iorubá.

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Wole Soyinka

Desde a sua ascensão ao trono de Oduduwa em outubro de 2015, o rei Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi já realizou visitas semelhantes a países como Estados Unidos, Canadá, Gana e Reino Unido, dentre outros. Este ano, será a vez da América Latina e, ciente da importância e centralidade do Brasil no cenário afro-latino-americano, o rei Ooni Ogunwusi resolveu iniciar com a Bahia. na comitiva do rei, virão à cidade personalidades africanas como o prêmio Nobel de Literatura Wole Soyinka; o Awise Agbaye, porta-voz mundial dos babalaôs, Prof. Dr. Wande Abimbola; o embaixador do Benin na UNESCO, Prof. Dr. Olabiyi Yai, dentre outras.

O evento é gratuito, aberto ao público. Programe-se!

Quando: 8 de junho de 2018 (sexta-feira), das 13h às 21h.

Onde: Auditório da Faculdade de Medicina (Pelourinho)

Por mais ‘Grandes Otelos e Ruths de Souza’ em nossos palcos e telas: Lelo Filho, mais de 30 anos em cena!


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Foto: Dedeco Macedo

Um ator. Quatro personagens em cena. Um misto de ficção e realidade. Este é o tempo, espaço e ação de “Fora da Ordem”, primeiro espetáculo solo do ator, diretor e escritor teatral baiano, Lelo Filho. Sua trajetória vem de mais de 35 anos nos palcos baianos, e seu primeiro espetáculo solo tem estréia para esta quinta (24), no teatro ISBA. O Portal Soteropreta entrevistou Lelo e traz sua análise enquanto artista negro na cidade. Confira:

Portal Soteropreta –  Lelo, você é um homem negro, ator, escritor e diretor teatral, artista. Pra você, onde estão os maiores desafios nestes caminhos?

Lelo Filho – A sensação que tenho é de que é uma conquista a cada dia. Sempre foi, mas espero que em algum dia consigamos tornar isso reconhecido com o talento de tantos artistas sem grande sofrimento. O desafio é ser artista num país que trata tão mal as artes, especialmente em tempos tão sombrios como o que estamos vivendo. Mas, as referências que tive e tenho são importantes. Por mais ‘Grandes Otelos e Ruths de Souza’ em nossos palcos e telas.

 

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Foto: Fabio Peixoto

Portal Soteropreta – A política e a arte se entrecruzam em sua trajetória. Como manter essa veia em tempos tão temerosos?

Lelo Filho – Nunca dissociei uma coisa da outra. Minha arte sempre foi política, desde que encenei, ainda no segundo grau, um trecho de “O Santo Inquérito”, uma peça tão polêmica de Dias Gomes. E logo depois ao escolher, para o teste do IV Curso Livre de Teatro do TCA, em 1982, um trecho de “Rasga Coração”, texto de Oduvaldo Vianna Filho, que foi proibido pela ditadura militar. Ali comecei minha carreira, inicialmente nos bastidores, que se estendeu para os  palcos como ator, diretor e autor também. Hoje em dia, apesar dos tempos temerosos, é muito positivo poder usar a liberdade conquistada lá atrás para falar de temas que são importantes para entendermos nossa história e tentar criar um futuro melhor.  Essa frase da cantora e ativista Nina Simone, guia todo meu trabalho: “Como você pode ser um artista e não refletir o momento em que vive?”

 

Portal Soteropreta – Na Cia Baiana de Patifaria são 30 anos de uma dramaturgia crítica, por meio da Comédia. Como você avalia estas décadas?

Lelo Filho – Vivenciamos eras em termos de políticas econômicas, ideologias, temas a serem inseridos nas entrelinhas dos oito espetáculos que decidimos montar, tanto em drama como no humor. Como dizia Chico Anysio: “O humor é irmão da poesia, o humor é quem denuncia, eu não tenho possibilidade de consertar nada, mas eu tenho a obrigação de denunciar tudo, o humor é tudo, até engraçado”.

 

Portal Soteropreta – Agora, com “Fora da Ordem”, o que a Cia trará para o público ao tematizar o racismo, a homofobia e a ditadura?

Lelo Filho – Em “Fora da Ordem” assumo a responsabilidade em escrever um texto que levou mais de 2 anos de pesquisa sobre um momento histórico do país, que muitos no Brasil desconhecem ou têm uma ideia distorcida. O golpe militar e como ele afetou a vida de tantos. Utilizo uma família, dramaturgicamente, para contar essa história – começando no ano de 1968 e vindo até os dias de hoje, atualizando sempre o texto a cada nova temporada ou apresentação. Casos de racismo, homofobia e intolerâncias diversas são abordadas para gerar algum tipo de reflexão e entendermos de onde viemos, o que estamos fazendo no presente, mas apontando para um futuro que só nós poderemos construir e transformar em algo melhor.

 

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Foto Fabio Lima

Portal Soteropreta – O que Lelo Filho tem a dizer aos artistas e produtorxs negrxs de Salvador? 

Portal Soteropreta – Temos muito trabalho para realizar, muitos temas para discutir, portanto precisamos estar ‘atentos e fortes’, como diria Caetano, nas escolhas do que estamos produzindo, amplificando para o público. E mais do que estarmos atuantes, não há melhor ferramenta que a informação, que  aprofundar esses temas antes de dividí-los com os outros. Ninguém nunca me disse que seria fácil, mas uma vez que o ofício nos apaixone, precisamos perseverar para que nossa arte cresça e possa se comunicar com o maior número de pessoas.

 

Serviço
O quê: FORA DA ORDEM, espetáculo solo com Lelo Filho
Quando: Quinta-feira, 24 de maio, às 19:30h – ÚNICA APRESENTAÇÃO
Onde: Teatro ISBA – (Av. Oceânica, 2717 – Ondina – 71 4009-3622)
Ingressos: R$ 50/25 (meia) na bilheteria ou pelo site www.ingressorapido.com.br
**A bilheteria funciona de terça a quinta, das 14h às 19h, e de sexta a domingo, de 15h às 20h.
Recomendação etária: 14 anos

Estão abertas inscrições para o Luxembourg Art Prize: desenho, instalação, pintura, fotografia e mais…!


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Estão abertas inscrições para o Luxembourg Art Prize – prêmio internacional anual, organizado pela Pinacoteca do Luxemburgo, um local de exposições privado e sem fins lucrativos, situado no Grão-Ducado do Luxemburgo.

O Prêmio busca revelar talentos – amadores ou profissionais – de qualquer idade e nacionalidade, que utilizem uma ou mais das seguintes técnicas: desenho, impressão, instalação, pintura, interpretação, fotografia, arte digital, escultura, arte sonora, vídeo, técnicas mistas e artes decorativas (têxtil e materiais, vidro, madeira, metal, cerâmica, mosaico, papel ou outras técnicas).

O intuito é promover a carreira de artistas desconhecidos através da exposição coletiva dos finalistas do Prémio e da rede internacional de finalistas do Prémio que foi criada em 2015.

O vencedor receberá uma bolsa de 25 mil euros, e toda a liberdade para utilizar esse dinheiro como melhor lhe convier. Todas as despesas dos artistas finalistas ficam a cargo da organização quando da exposição coletiva (transporte das obras, bilhetes de avião e comboio, alojamento em hotel 4 estrelas com pensão completa). Além disso, a organização também cobre as despesas de um acompanhante por cada finalista.

 

E aí, vai se jogar?

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