Josi Acosta e Gabriel Carneiro apresentam “Bahia em Cantos e Contos” no MAM


 ‘Bahia em Cantos e Contos’

A Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) será palco da apresentação musical ‘Bahia em Cantos e Contos’, nos dias 18 (quarta-feira) e 22 de janeiro (domingo), às 16h, como ação da mostra Hiperfoto-Salvador, que se encontra em cartaz no espaço até o dia 29 de janeiro. Com entrada gratuita, o evento será comandado pela atriz Josi Acosta acompanhada do músico Gabriel Carneiro, ambos integrantes do Grupo Iwá.

 “A ideia é costurar a história da Bahia com a música, se baseando na exposição Hiperfoto-Salvador. Durante a apresentação, que será sincrética, faremos contações de estórias a partir de pesquisas que realizei. Como sou uma atriz que canta em cena, farei dois papeis: uma mãe que conta estórias para a filha e também a filha ao mesmo tempo”, explica Josi Acosta.

Temas como porque Salvador tem 365 igrejas e a fundação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos mesclando memórias da afrobaianidade serão levantados durante o espetáculo, entoando canções que versam sobre a Bahia ou fazem parte da memória musical baiana, além do conto da mitologia Yorubá que será contado a partir da interação com o público.

‘Bahia em Cantos e Contos’Josi Acosta e Grupo Iwá

Josi Acosta é atriz, professora de teatro e produtora cultural, natural de Porto Alegre (RS) e está radicada em Salvador há cinco anos. Licenciou-se em teatro no ano de 2009 pelo Departamento de Arte da Dramática da UFRGS.

É proprietária da Acosta Produções Artísticas, empresa de produção cultural que se dedica a promover e apoiar, principalmente, eventos e projetos ligados as Artes Negras. Atualmente produz a cantora lírica Inaicyra Falcão, além de estabelecer parcerias com artistas e grupos de arte negra de Salvador.

O Grupo Iwá surgiu na cena teatral em 2010, com o objetivo de realizar espetáculos e oficinas de teatro inspirados em histórias e lendas africanas e afro-brasileiras, além de encenar peças de teatro negro.

 ‘Bahia em Cantos e Contos’

Atualmente integra o grupo a atriz, professora de teatro e produtora cultural Josi Acosta, o ator, contador de histórias, mestre em literatura e doutorando em artes cênicas pela UFBA Toni Edson, o ator, diretor e mestre em crítica teatral Antônio Marcelo, a diretora artística e musicista Sanara Rocha e Gabriel Carneiro, ator, músico e diretor musical. Mais informações no link: http://acostaproducoesartisticas.blogspot.com.br.

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) é um órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

 Fotos: Andréia Magnoni

SERVIÇO

Apresentação musical ‘Bahia em Cantos e Contos’ com a atriz Josi Acosta e o músico Gabriel Carneiro

Quando: Dias 18 (quarta-feira) e 22 de janeiro (domingo)

Onde: Capela do MAM-BA

Horário: Às 16h

*Entrada gratuita até a capacidade do local

SOBEJO volta em cartaz na Casa da Outra, com Eddy Veríssimo


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Foto: Andréa Magnoni

Violência física, psicológica, doméstica, violência que machuca o corpo e fere a alma, violência contra a mulher: este é o cerne de Sobejo, solo com a atriz Eddy Veríssimo, indicado ao Prêmio Braskem de Teatro, na categoria Melhor Atriz. A peça volta em cartaz do dia 20 de janeiro até 04 de fevereiro, sempre sextas-feiras e sábados, na Casa da Outra (Politeama), às 20h.

A peça, escrita e dirigida pelo ator, dramaturgo, diretor, figurinista, e também integrante do grupo, Luiz Buranga, retrata a biografia fictícia da personagem Georgina Serrat, uma dona de casa que depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e tem seus sonhos frustrados pelas agressões de um marido violento.

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Foto: Andréa Magnoni

A encenação que acontece num estreito corredor da Casa da Outra, no Politeama, possibilitando os espectadores sentir o ambiente caótico que simboliza a cabeça da personagem .

“Ao fazer este espetáculo, tocamos numa ferida da sociedade coberta de gases e esparadrapos sem cicatrização, que a cada dia sangra mais e colocamos paliativos, maquiamos, suportamos a dor de um grito que não ecoa por muitos motivos: medo, status, dinheiro e a família apesar de tudo”, revela o autor e diretor.

Eddy Veríssimo, que também assina a produção do espetáculo, embarca em seu primeiro espetáculo solo após integrar o elenco de diversas produções teatrais como Ruína de Anjos (2015), Remendo Remendó (2011), e Arlequim – servidor de dois patrões (2004), montagem de fundação d’A Outra Companhia e que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

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Foto: Andréa Magnoni

“Fazer Sobejo tem sido muito desafiante e aborda um tema tão caro para as mulheres de todos os lugares, em todos os tempos: a violência a qual nós, mulheres, somos submetidas o tempo inteiro. Fazer a peça mostra que precisamos gritar e não nos conformarmos nunca com essa situação”, conta Eddy Veríssimo.

 

Grupo Quabales increve pra oficinas de dança e percussão em Salvador


Quabales

A CAIXA Cultural Salvador promove, até o dia 27 de janeiro, uma série de oficinas gratuitas do projeto socioeducativo Quabales. Sempre de terça a sexta-feira, elas terão duas turmas diárias de 15 participantes, nos horários de 14h e 16h.

De 17 a 20 de janeiro, acontece a oficina de percussão eletrônica, que vai explorar o uso de instrumentos eletrônicos por meio de controles e sensores com o professor Mikael Mutti. Já entre os dias 24 e 27 de janeiro, será ministrada a oficina de percussão corporal e performática, que transforma o corpo dos participantes em instrumento percussivo.

Os interessados deverão se inscrever presencialmente na recepção da CAIXA Cultural Salvador, localizada na Rua Carlos Gomes, 57, Centro. As inscrições serão abertas com uma hora de antecedência ao início de cada uma das oficinas.

Quabales

Ao final das três semanas de oficinas, o grupo Quabales fará um show especial no pátio externo da CAIXA Cultural Salvador no dia 29 de janeiro (domingo), às 18h. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes, na bilheteria do espaço.

O Quabales é um projeto socioeducativo que, desde 2012, reúne mais de 50 jovens do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Idealizado e fundado pelo multi-instrumentista, compositor, produtor e performer baiano Marivaldo dos Santos, o Quabales mantém parceria com o grupo STOMP, companhia que se mantém em cartaz na Broadway (Nova Iorque) há mais de duas décadas.

Serviço:
Quabales – Oficinas de break dance e percussão
Período: até 27 de janeiro
Horários: de terça a sexta-feira, às 14h e 16h (duas turmas diárias)
Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador (BA)
Inscrições: gratuitas e presenciais. Realizadas com uma hora de antecedência ao início de cada oficina.
Informações: 3421-4200
Classificação indicativa: livre

Afoxés: Por diferentes pontos de vista, os primeiros passos!


afoxés carnaval de salvador
Foto Fafá Araújo

Falar sobre a presença do Afoxé no carnaval é pensar sobre a relação entre os toques de matriz africana e a sociedade de Salvador. É entender a expressão musical a partir das cantigas e instrumentos das religiões de matriz africana, orientados pela fé e pelo culto. E compreender estas entidades carnavalescas como extensões dos Terreiros que levam ao carnaval, suas cores, letras, crenças e promovendo um verdadeiro “candomblé de rua”.

Do ponto de vista carnavalesco, o Afoxé é uma manifestação derivada do ijexá – toque nagô/iorubá presente em parte significativa dos candomblés da Bahia e produzida a partir dos sons dos atabaques, agogôs e xequerês. Do ponto de vista etimológico, dos vários entendimentos, seguiremos o professor Antônio Godi que apresenta o “Afoxé”, a partir da fusão de expressões de origem nagô e sendo, (sopro) e axé (poder de realização).

afoxés carnaval de salvador
Embaixada Africana – Banco de Imagens

Já pelo olhar histórico e carnavalesco, posso sintetizar com o pioneirismo de duas entidades que se adequaram aos padrões do período, conservando valores e tradições negras.

Elas consolidaram-se enquanto as primeiras entidades carnavalescas negras (os clubes negros) que desenvolveram visibilidade na história do carnaval.

Primeiramente, o Embaixada Africana que, surgido em 1885, foi considerado por Nina Rodrigues como ‘negro de alma branca’ e ficou conhecido por um manifesto, no qual questionava ao governo brasileiro indenização pelos africanos castigados na Revolta do Malês.

afoxés carnaval de salvador
Mercadores de Bagdá – Banco de Imagens

E o clube “Os Pândegos da África” nascido no ano seguinte, que desfilou com alegorias e carros, levando negros às ruas vestidos de reis, gurus e feiticeiros africanos, cantando em iorubá.

Estas entidades fizeram das ruas um espaço de contestação, indicando que carnaval não seria espaço exclusivo “dos brancos”. E não estavam sozinhas. Seus caminhos deixaram o legado para o surgimento de outras entidades, como “Nagôs em Folia”, “Lembranças da África”, “Mercadores de Bagdá”, “Cavalheiros de Bagdá”, “Filhos de Obá”, “Filhos de Odé”, “Chegada Africana” e “Ideal Africano”.

Os primeiros toques dos Afoxés no carnaval foram os primeiros passos da sociedade no combate à intolerância religiosa, ocupando as ruas e reverenciando a herança religiosa.

Com roupas de candomblé, cantigas de candomblé, ‘ginga’ de candomblé e é claro, a fé no candomblé, o desfile de um Afoxé – muito mais do que integrar o carnaval – levava e ainda leva o interesse de uma entidade, de uma casa ou de uma liderança em ocupar a rua e reverenciar sua religião publicamente. Isso é enfrentamento. Isso é empoderamento da cultura afro. Isso é reparação!

afoxés carnaval de salvador
Korin Efan – Banco de Imagens

Sabemos que as maiores transformações negras foram construídas através do campo cultural e o entendimento da religião não foi diferente.

Se hoje falamos de orixás, inquisses e voduns, usamos contreguns, contas e saudamos publicamente às divindades, parte do espaço foi aberto pelas entidades de afoxé, que levam o xirê ao Carnaval de Salvador.

Estas entidades permitiram o começo de uma longa caminhada dos filhos, filhas, mães, pais e irmãos do candomblé na luta contra a criminalização da religião e o ódio contra a mesma. E são estes os foliões que todos os anos levam dezenas de entidades e suas reverências ao carnaval de Salvador, principalmente no circuito Batatinha.

afoxés carnaval de salvador
Filhos de Gandhy – Arquivo Roosewelt Pinheiro

O desfile das entidades de afoxé é – portanto – um objeto concreto de enfrentamento e combate ao racismo. E não é pretensioso afirmar que: falar da presença dos afoxés no carnaval de Salvador também é falar de umas das primeiras formas de resistência negra na Bahia.

camilla-francaCamilla França, jornalista, mestranda em Cultura e Sociedade, com pesquisa sobre a participação de entidades negras no Carnaval de Salvador, sob orientação de Paulo Miguez . Este é o segundo artigo da série “Carnaval de Ouro & Negro”, que o Portal SoteroPreta trará até a folia, resgatando a história negra no Carnaval soteropolitano. 

Centro de Pesquisas Moinhos Giros de Cultura e Arte abre inscrições para oficinas artísticas


moinhos giro de arte

O Centro de Pesquisas Moinhos Giros de Cultura e Arte abre inscrições para suas oficinas artísticas de verão. Interessados em Teatro, Música, Grafite e Dança do Ventre, dentre outras linguagens, tem de 16 de janeiro a 4 de fevereiro para se inscrever nos cursos que são destinados a variadas faixas etárias. Os cursos destinados a jovens e adultos tem supervisão da atriz do Bando de Teatro Olodum, Cássia Valle e os destinados às crianças são coordenados por Débora Landim.

As aulas serão pelos períodos da manhã, da tarde e da noite, com coordenação de Jéssica Duarte. Informações e inscrições podem ser realizadas pelo Facebook do Moinhos Giros de Arte, ou pelos telefones 3037-0700 ou 99127-1284.

Confira abaixo as disponibilidades:

JOVENS E ADULTOS

Teatro Para Jovens e Adultos (com Carlos Betão) – segundas e quartas, das 19h ás 21h45m. Investimento: R$100.

Teatro e Dança Para Jovens e Adultos (com Artur Moura) – segundas e quartas, das 15h às 17h. Investimento: R$100,00.

Musicena Para Jovens e Adultos (com João Victor Soares) – terças e quintas, das 9h30 às 11h30. Investimento: R$100,00.

Teatro Para Jovens e Adultos (com Ridson Reis e Roquides Junior) – terças e quintas, das 15h às 17h. Investimento: R$100,00.

Conexões Cênicas para Jovens e Adultos (com Victor Hugo Sá) – terças e quintas, das 19h às 21h. Investimento: R$100,00.

Dança do Ventre (com Isabela Daltro) – sábados, das 15h às 17h. Investimento: R$100,00.

moinhos giro de arte

CRIANÇAS

Teatro e Música Para Criança (com Jeff Soares) – segundas e quartas, das 9h30 às 11h30. Investimento: R$100,00.

Grafite (com Marcos Costa) – sábados, das 9h30 às 11h30. Investimento: R$200,00 (esta oficina disponibiliza material didático).

Fotos: reprodução Facebook

Abertas inscrições para Prêmio Malê de Literatura para jovens negros


Banco de Imagens
Banco de Imagens

A literatura negra produzida e pensada pela juventude tem mais uma chance de ser reconhecida e registrada. Estão abertas as inscrições para o Prêmio Malê de Literatura – Jovens [email protected] [email protected], uma das ações da Editora Malê.

O prêmio tem como objetivo estimular a produção literária realizada por jovens negros, além de divulgá-la e promover a imagem positiva deste jovem. As inscrições são até 26 de maio. 

A Malê é uma editora que publica autores, com o objetivo de garantir-lhes visibilidade, assessoramento editorial e publicações com design, produção gráfica e impressão.

Autores poderão se inscrever nas categorias Conto e Crônica e é dedicado a jovens auto declarados negros ou negras, com idade entre 15 e 29 anos. para concorrer, devem ser inscritos 01 (um) conto ou crônica,  por cada concorrente, escrito em língua portuguesa e inédito no meio impresso, ou seja, que ainda não tenha sido publicado. 

Para tanto, é necessário preencher a ficha de inscrição e encaminhá-la, junto ao texto para o e-mail [email protected]em PDF. Saiba mais sobre este regulamento aqui. 

O resultado do concurso será divulgado no dia 1º de setembro no proprio site da editora e serão selecionados 10 autores. Seus textos publicados.

INSCRIÇÕES: 

Até 26 de maio

Autores  entre 15 e 29 anos

Gratuito

Autores já podem se inscrever no II Concurso Literário Sarau da Onça


 

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Foto: Lissandra Pedreira

Já estão liberadas as inscrições para o II Concurso Literário Sarau da Onça, que irá selecionar poemas e contos de cinquenta autores bahianos. O projeto foi contemplado com o edital Setorial de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), com patrocínio do Fundo de Cultura do Estado, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. As inscrições são gratuitas. 

O II Concurso Literário Sarau da Onça integra o Festival de Arte e Cultura, que será acontecerá em maio de 2017 com Oficinas de teatro, dança, Hip Hop e criação literária. Os vencedores terão seus textos publicados em um livro, sem custo para os participantes que vão receber cinco exemplares cada um, a título de direitos autorais.

Os escritores poderão se inscrever gratuitamente até as 23:59 do dia 20 de fevereiro, enviando seus textos através do email: [email protected]. Devem enviar a ficha de inscrição preenchida e os poemas ou contos. Cada autor só poderá se inscrever em uma das categorias.

Baixe aqui as regras de participação no concurso literário.

Baixe aqui a ficha de inscrição.

O SARAU

O Sarau da Onça atua há mais de cinco anos no bairro de Sussuarana, é fruto da iniciativa de jovens do bairro, no intuito de atuar como aliados no resgate de valores e na construção de uma sociedade mais igualitária, através da arte. O Sarau é uma das principais opções de atividades culturais e educativas para os moradores do bairro.

SERVIÇO
O quê: II Concurso Literário Sarau da onça
Inscrições pelo email: [email protected], de 10/01/2017 a 20/02/2017
Quanto: Gratuito

Jovens da Escola Olodum iniciam aulas de Percussão, Dança Afro e Canto


escola olodum
Divulgação

O Projeto Escola Olodum: Pela Paz e Pela Vida – Educação, Cultura e Cidadania nas Comunidades terá sua aula inaugural na próxima sexta-feira, dia 13, a partir das 15 horas, no Núcleo sede da escola Olodum no Pelourinho. Cerca de 70 jovens, entre 15 e 19 anos, participam de cursos como Percussão Samba-reggae, Dança Afro e Canto. O evento contará com a presença do Secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), José Geraldo dos Reis Santos.

Esta é uma ação convergente do Programa Pacto pela Vida, através da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Governo do Estado. O projeto utilizará o poder da mobilização e conscientização dos tambores do Olodum como ferramenta estratégica para fornecer noções sobre cultura, cidadania, autoestima e defesa de direitos, também integra as ações da campanha Paz Absoluta (Olodum) e do Plano Juventude Viva.

Escola Olodum também vai abrir inscrições para o Núcleo do Nordeste de Amaralina e Uruguai, em janeiro de 2017, para atender 800 jovens destas Comunidades, assim os candidatos devem estar atento ao cronograma de inscrição e devem apresentar os documentos exigidos.

Mais Informações: 71 3322-8069

Lei 10.639/03 completa 14 anos: confira análise de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva


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Reprodução/UFPR TV

Nesta segunda-feira (9), a Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história da África e das culturas africana e afro-brasileira no currículo da educação básica, completa 14 anos. Indicada pelo movimento negro, a professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva integrou a comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) para as diretrizes curriculares da proposta. Em entrevista ao Brasil de Fato, ela afirmou que a preocupação dos professores com a temática étnico-racial aumentou, mas que a abordagem deste assunto segue dependendo da iniciativa individual dos docentes.

Confira:

Brasil de Fato – Qual era o contexto e como foi a recepção do movimento negro quando a lei foi promulgada?

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – A Lei 10.639 de 2003 modificou a Lei de Diretrizes de Base da Educação (LDB), de 1996. Se introduziu no artigo 26 a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas de ensino fundamental. Nesta época também que foi introduzido um outro artigo, que determinava que fosse celebrado o mês da Consciência Negra nas escolas.

Um dos papeis do Conselho Nacional de Educação (CNE) é interpretar a LDB e oferecer uma direção para que seja cumprido o que está determinado na legislação. Quando foi promulgada esta lei, eu era indicada pelo movimento negro no conselho. Eu propus, ainda em novembro de 2002, que o CNE se manifestasse justamente sobre as relações raciais, difíceis no Brasil e nas escolas. Em discussão com o movimento negro, se havia concluído que, para reeducar as relações étnico-raciais de forma a combater o racismo, seria necessário conhecer, estudar, aprender sobre a história e cultura dos povos que vieram da África e sobre a história e a cultura que produzem seus descendentes.

Então, em novembro de 2002, começamos a trabalhar neste sentido. Fizemos questionários, conversamos e consultamos pessoas, instituições, ativistas do movimento negro, comunidades negras, conselhos de educação estaduais e municipais, secretarias de Educação, professores negros e não-negros, e assim por diante. Quando a Lei 10.639 foi promulgada, já havia um movimento para que se trabalhasse a educação étnico-racial a partir do conhecimento da história e da cultura afro-brasileira e africana. E, para ela ser efetivada e implementada pelas escolas e seus professores, o parecer nº  3/2004 do CNE o teve também este papel.

Mas a lei foi construída durante anos por demanda do movimento social e também do movimento indígena. Ao longo do século 20, pelo país inteiro, houve professores e professoras negras e indígenas que, isoladamente na sua classe e, às vezes, sendo o único em sua escola, trabalhavam elementos da história e da cultura negra local ou em elementos nacionais. As diretrizes curriculares foram possíveis porque havia uma construção principalmente de professores negros, apoiados pelo movimento negro, que criaram condições para isso.

Brian Summers/First Light/Corbis
Brian Summers/First Light/Corbis

Brasil de Fato – Qual avaliação de sua aplicação e prática após 14 anos?

Petronilha Beatriz – Existe uma publicação do Ministério da Educação [MEC], solicitada pela Unesco e feita em todas as regiões do país. A pesquisa foi coordenada pela professora Nilma Limo Gomes, da Universidade Federal de Minas Gerais [UFMG], e mostra — e é também o que eu tenho observado — que aumentou consideravelmente o número de professores, negros e não-negros, preocupados com a educação das relações étnicos-raciais. Entretanto, ainda continua dependendo de uma iniciativa individual do professor ou de um grupo de professores. É raro, difícil que essa seja uma política das escolas, e que esta [disciplina] conste no plano político-pedagógico das instituições. O que é mais frequente é a celebração, em novembro, do mês da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares, o herói mais celebrado. Então eu diria que as iniciativas individuais permanecem.

Há também professores que não se manifestam e outros que se dedicam apenas a algumas atividades e projetos restritos ao mês da Consciência Negra. O que temos que fazer é a avaliação da formação dos professores e também dos princípios que cada professor leva para sua docência: que tipo de projeto de sociedade cada professor está construindo. Os professores que lutam por uma sociedade democrática e igualitária evidentemente estão empenhados em trabalhar a educação das relações étnico-raciais por meio da cultura e história dos afro-brasileiros e africanos, bem como dos povos indígenas durante todo o ano.

Confira entrevista na íntegra aqui. 

Bloco Alvorada se prepara para Carnaval: missa e ensaios estão na programação


Bloco alvoradaNo próximo domingo (15), o Alvorada convida foliões e seguidores a celebrar os 42 anos do primeiro bloco de samba a desfilar na quinta do Carnaval baiano.

Este ano a comemoração será com missa na Igreja do São Francisco (Pelourinho). A mesma terá participação do Coral do Mosteiro de São Bento, é aberta ao público e começa às 11h.

Nestes mais de 40 anos de Carnaval, o Bloco Alvorada vem trazendo temas relevantes para a comunidade do samba na Bahia. Em 2017, o tema será “Alvorada das Mulheres”, pautando a força das mulheres e seu protagonismo cultural.

Neste contexto, em 2016, o Bloco realizou oficinas de produção para jovens empreendedoras, formando 50 mulheres em estratégias que vão de planejamento a finanças no campo da Cultura.

bloco alvorada

Ensaios

Na preparação para o Carnaval 2017, o Bloco Alvorada realiza, no mesmo domingo (15), a partir das 16h, o primeiro ensaio de verão com os grupos Na Média, Partido Popular e Bambeia. O samba será no Largo Teresa Batista (Pelourinho) e a entrada é R$10. Foliões poderão curtir mais dois ensaios até o Carnaval – dias 29/1 e 12/2.

Integram o coro os bambas da Ala de Canto do Alvorada – Valdélio França Marco Poca Olha e os convidados, Tiago (Grupo Relicário Samba Meu), Arnaldo Rafael (Samba de Cozinha) e Bira (Negros de Fé). O encontro terá ainda as participações especiais de Juliana Ribeiro, Gal do Beco, Raimundo Sodré, Roberto Mendes e Aloisio Menezes.

As vendas para desfilar com o Bloco na Avenida já começaram e interessados devem se dirigir aos Balcões de Ingresso em todos os shoppings de Salvador. Na sede (Ladeira da Independência, 68, Nazaré), abadás serão vendidos a partir do dia 16.  Mais informações no telefone (71)3322-3684.

SERVIÇO

O quê: Missa 42 anos do Bloco Alvorada

Quando: Dia 15/01/17 (domingo), 11h

Local: Igreja do São Francisco (Pelourinho)

Aberto ao público.

 

O quê: Ensaio Bloco Alvorada & Convidados

Quando: 15/01/17 (domingo)

Local: Largo Teresa Batista (Pelourinho)

Ingressos: R$10 (no local)