CEAO realiza Colóquio sobre pesquisas na África Contemporânea


Nos dias 6 e 7 de outubro o Centro de Estudos Afro Orientais (Ceao/UFBA) realiza o “Colóquio Desafios da Pesquisa na África Contemporânea”, em sua sede, no Largo Dois de Julho. O evento começa às 9h no auditório Milton Santos e terá a Conferência de Abertura com o professor Cláudio Furtado (UFBA). O momento também será de homenagem a Yeda Pessoa de Castro. O Colóquio é aberto ao público.

No encontro será debatido, a partir de experiências de diferentes cientistas sociais com Trabalho de Campo realizado em África qual tem sido o sentido dessas mudanças, em que novos contextos se têm produzido, que desafios encontraram e que estratégias inovadoras têm utilizado para ultrapassar as dificuldades da pesquisa.

Aberto a outros cientistas sociais e de Humanas, o Colóquio pretende ser um espaço de partilha de experiências e troca de pontos de vista entre pesquisadores.

Confira abaixo toda a programação do Colóquio “Desafios da Pesquisa na África Contemporânea”:

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Vai ter Batekoo e AfroBapho no Bazar Solidário da ONG Gina este sábado (8)


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No próximo sábado (8), o Passeio Público (Campo Grande) receberá o Bazar Solidário realizado pela ONG Gina, que atua junto a grupos em situações de risco em Salvador. A ONG tem foco na diminuição dos impactos da violência social e riscos a saúde e no desenvolvimento de questões que permeiam o empoderamento das classes subalternizadas.

O nome “Gina” é de origem africana e significa “Mãe Poderosa do povo Negro” e baseada nesta missão é que a ONG promoverá o Bazar no intuito de cobrir os custos de suas atividades de auxílio social. Quem pintar por lá terá várias atividades para participar. No Bazar terá peças nos valores fixos de R$5, R$10 e R$15. A partir das 13h, as atividades culturais começam com Oficinas de Dança Afro e Turbantes, seguidas de Roda de Capoeira. Às 15 acontece o Sarau, para o qual a ONG convida a todos levar sua Poesia e participar livremente. Logo depois vai ter Batekoo, Tombo e Afrobapho, com encerramento às 18h. Durante todo o evento, haverá exposição fotográfica e cortes de cabelo.

A ONG Gina funciona na rua São Paulo, nº 109, em Cosme de Farias. Mais informações no telefone (71) 3258-5494

Foto: Éverton Carvalho
Produção: Adelmo Filho
Modelos: Hanna Carolina, Hebert Gonçalves e Gabriel Nascimento

Lazzo Matumbi retorna ao Vila Velha pra 2ª edição do projeto “Nosso Jeito de Ser”


13661837_1380670321947619_1729430381203872713_o“Nosso Jeito de Ser” é o novo projeto do cantor Lazzo Matumbi, que estreou com casa cheia em setembro no Teatro Vila Velha. Unindo música e afro-empreendedorismo sempre em uma quarta-feira, o projeto também propõe encontros singulares, que começou com a cantora norte-americana Michaela Harrison. Para o próximo dia 5, a segunda edição trará o cantor Dão. ingressos custam R$ 40,00 (inteira)e estarão à venda no site Ingresso Rápido e na bilheteria do local.

Quem for também vai poder circular pela feira de empreendedores negros com venda de produtos diversos, como roupas, acessórios de moda e obras de arte. A feira funciona a partir das 16h e o show acontece às 19h. Esta edição é dedicada a ex-Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil e doutora em Sociologia, Luiza Bairros, que faleceu em julho deste ano.

Lazzo Matumbi

Dono de uma rica musicalidade, que vai do samba ao jazz, passando por ritmos como o reggae, soul e tantos outros batuques de origem africana, Lazzo Matumbi é um dos maiores expoentes da música brasileira. Ao longo dos seus 35 anos de carreira, iniciados nos anos 70, quando se consagrou como cantor do Ilê Aiyê, coleciona grandes sucessos, a exemplo das canções ‘Alegria da Cidade’, ‘Do Jeito que seu Nego Gosta’, ‘Me Abraça e me Beija’ e ‘Abolição’. Nos anos 90, fez turnê mundial ao lado de Jimmy Cliff e depois regressou ao Brasil para gravar seu disco solo. Até hoje encanta plateias pelo mundo com sua voz marcante e interpretações cheias de emoção, todas feitas com groove inconfundível e personalizado.

Serviço:

‘Nosso Jeito de Ser’ – Show e projeto sociocultural de Lazzo Matumbi. Participação especial do cantor Dão.

Data: 05 de outubro de 2016 (quarta-feira), às 19h.

Local: Teatro Vila Velha (Av Sete de Setembro, s/n, Passeio Público, Salvador)

Valor: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia).

Ingressos: à venda no site www.ingressorapido.com.br e no local.

Exposição e vendas de objetos: foyer do Teatro Vila Velha, a partir das 16h.

Observação: horários de funcionamento da bilheteria: durante a semana, em dias de espetáculos, das 15h até o início da apresentação.
Tel para informações: 71 3083-4617

Audiência Pública no MP-BA debate implementação da Lei 10.639/03


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Foto: Elói Corrêa | AG. A TARDE

Em maio deste ano, entidades do Movimento Negro de Salvador entregaram ao Ministério Público do Estado representação para sua devida atuação em prol da efetivação da Lei nº 10.639/03, que altera a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo a obrigatoriedade do ensino da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena” nas redes escolares.

Resultando deste encontro com a procuradora geral do estado, Ediene Lousado, será promovida, no próximo dia 22 de setembro, Audiência Pública para debater a atuação do Estado nesta implementação. A audiência acontece no Auditório JJ Calmon de Passos, em Nazaré e contará com a participação das Secretarias Municipais (SMED e SEMUR) e Estaduais (Secretaria Estadual de Educação e SEPROMI), bem como a UNEB e a UFBA, convidadas a apresentar suas ações em prol da efetivação da Lei.

Para a promotora Lívia Vaz, que coordena o Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (GEDHDIS), o debate é necessário para o momento. “Já se trata de uma preocupação do Ministério Público em âmbito nacional, porque se nota que mesmo após 13 anos de promulgação da lei, a sua efetiva implementação ainda requer muitos esforços de todas as instituições envolvidas”, enfatizou. O procedimento instaurado a partir da representação está sob a presidência da promotora Lívia Sant Anna Vaz. Para saber mais sobre a atuação em nível nacional do MP quanto à efetivação desta lei, clique aqui.

“Teremos três palestrantes que irão expor aspectos relevantes referentes à implementação das leis, além do debate aberto para, ao fim da audiência, encaminhar a proposta de criação do Comitê Interinstitucional de Monitoramento da Implementação da Lei nº 10.639/2003”, conclui Lívia Sant Anna Vaz.

Ciclo de debates na Casa do Benin aborda mulher negra e espaços de poder


Foto: PalomaCarvalho
Foto: PalomaCarvalho

Nos dias 16, 23 e 30 de setembro, a Cepafro convoca mulheres negras de Salvador a participar do “Ciclo de Palestras: A Mulher negra e os espaços de poder”, um debate que acontecerá em três encontros para abordar diversos pontos que tocam a vida destas mulheres. O Ciclo acontecerá no Museu Casa do Benin, localizado no Pelourinho.

O primeiro dos Encontros será sobre o “Empoderamento”. Neste debate, no dia 16/9, a ideia é falar do conceito de “Empoderar”, o que é estar nos espaços de poder e lutar por empoderamento. Também será um espaço de reflexão sobre poder dentro dos espaços negros de militância.

No dia 23, será a vez do debate girar em torno das militâncias e resistências. Neste dia, a reflexão será sobre o tema “Militância e resistência: chinelo, salto e coturnos… as mulheres negras à frente dos movimentos sociais e a luta pelos espaços”, abordando também os muitos tipos de violências contra as mulheres negras.

Já no dia 30, encerrando o ciclo, o tema será “Responsabilidade social e política”, sobre as que as mulheres negras carregam e que não são distribuídas entre as mesmas.

Cidinha Silva e Nelson Maca estão na programação da Primavera Literária


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De 23 a 25 de setembro, o Teatro Gregório de Matos e o Espaço Cultural da Barroquinha serão cenários para a Primavera Literária, evento que busca fazer da literatura um convite para o debate de temas atuais e propõe o diálogo entre a cena editorial local e o mercado editorial brasileiro.

A feira literária é promovida pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), que já realiza evento similar e de grande adesão de público há 15 anos no Rio de Janeiro, sendo esta a segunda edição em Salvador.

Cidinha da Silva
Cidinha da Silva

A programação inclui sete mesas temáticas, com a participação de nomes como a escritora Cidinha da Silva, o poeta militante Nelson Maca, o poeta carioca Chacal, o ilustrador e autor paulistano Renato Moriconi, a editora paraense Ivana Jinkings, as escritoras Goli Guerreiro e o poeta Ricardo Aleixo, a professora do Instituto de Letras da Ufba Milena Brito, o autor carioca Otávio Junior, e outros.

A escritora, Cidinha da Silva nos conta como será sua participação na mesa “Escrecever…verbo Feminino”, que dividirá com Goli Guerreiro: “O título da mesa é um convite para que discorramos sobre nossa produção literária, nosso lugar de emissão de voz, nossa dicção como mulheres pautadas por diferentes pertencimentos (racial, de orientação sexual, de classe). Em minha apresentação inicial é provável que aborde como esses pertencimentos são vocalizados no meu texto, notadamente nas publicações mais recentes do gênero em que mais produzo, a crônica”. Ainda haverá oficinas, contação de histórias e show do baiano Lucas Santana, no sábado (24/9) à noite.

Nelson Maca - Foto Leo Ornelas
Nelson Maca – Foto Leo Ornelas

Tá rolando evento no Facebook, corre lá: https://www.facebook.com/events/1817073021846038/

Políticas de saúde para população negra será tema de debate e lançamento de livro na Uneb


Jaqueline Gomes de Jesus
Jaqueline Gomes de Jesus

Nesta quinta (15), na I Semana de Ciências Sociais da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Salvador, será realizado debate sobre a “Prática e política de saúde para população negra”, com a presença da Profª. Ms.Deise Queiroz da Silva (UFBA) e da Profª. Drª. Jaqueline Gomes de Jesus (IFRJ), autora dos livros “O que é racismo?” e “O que é Saúde Mental” (Escolar Editora, Portugal). As obras serão lançadas na ocasião, que terá mediação da Ms. Elisia Santos – Sepromi. O evento acontece a partir das 8h.

Na oportunidade, serão debatidas abordagens sobre a implantação e implementação da política e procedimentos práticos de saúde para a população negra, que serão avaliadas quanto a atual realidade. A mesa também levará a discussão sobre a participação dos movimentos sociais neste embate político-social, apresentando um olhar transversal e interseccional.

Sinopse:

 

[…] os seres humanos não nascem racistas, etnicistas ou xenofobistas. Tornam-se nisso devido às lógicas combinadas de três fenómenos: interacção social, disputa de recursos de poder e educação. É aqui que se tecem os sistemas de

referência e os meandros categoriais, é aqui que crescem, se consolidam e se naturalizam os jogos de alteridade, adesão e repulsa.

Veja aqui toda programação: http://www.seciso.uneb.br/index.php/nossa-programacao

 

Coletânea “Antinegritude” é lançada na Katuka Africanidades dia 22


vargasOs pesquisadores Osmundo Pinho (UFRB), Luciane Rocha (Universidade do Texas/EUA), Carla Matos (UERJ) e Beatriz Giugliani (UFBA) estarão na Katuka Africanidades (Praça da Sé) dia 22 de setembro, às 19h. O encontro é para lançar a coletânea Antinegritude: O Impossível Sujeito Negro na Formação Social Brasileira, organizada por Osmundo e João H. Costa Vargas (Universidade/Texas). A obra integra a coleção UNIAFRO, que reúne 22 obras organizadas por pesquisadores (as) de diversos estados e países. A coleção tem como tema central a Lei nº 11.645, que torna obrigatório o ensino de História, Cultura Afro-brasileira e Indígena nas escolas de educação básica.

 

No livro, o leitor vai encontrar textos reunidos nessa coletânea abordam o sobre RAP dos Racionais MC’s e o pagode baiano; a “sujeição criminal” na favela e a luta das mães que perderam seus filhos para a violência no Rio de Janeiro. Além isso, os autores escreveram sobre a escola pública e a reprodução das desigualdades de raça e gênero no Recôncavo Baiano; as categorias raciais no MST, a produção teatral negra e as politicas raciais de patrimônio no “berço do samba” carioca; as representações da masculinidade no filme Cidade de Deus e o significado do “rolezinho”. Conheça abaixo os autores.

Osmundo Pinho

Professor no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e no Mestrado Profissional em Historia da África, Da Diáspora e dos Povos Indígenas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; e no Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da Universidade Federal da Bahia.

Luciane Rocha

Doutora em Antropologia Social e Estudos da Diáspora Africana pela Universidade do Texas em Austin (2014). Pesquisadora de pós-doutorado no NEPP-DH/NECVU/UFRJ. Pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre a Violência na Baixada Fluminense da UFRRJ.

Carla Mattos

Pós-doutoranda no Instituto de Estudos Sociais e Políticos – IESP UERJ (2016) e no Na Margem – Núcleo de Etnografia Urbana da UFSCar (2015). Doutora em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro com apoio da FURS – Fundation for Urban and Regional Studies.

Beatriz Giugliani

Doutoranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Coordenadora de campo do Projeto “Brincadeira de Negão”: Subjetividades e Identidade de Jovens Homens Negros na Bahia.

Malê de Balê lança tema de 2017 homenageando o povo negro sertanejo


14212048_1111935632187915_6534153689705467254_nO Carnaval 2017 do Malê de Balê já começou e, no último domingo (11), na sede do Bloco no Abaeté (Salvador), foi lançada seu tema “Okê Malê: Sou sertanejo, sou negro forte”, em seminário que acontece na sede do bloco, no Abaeté. Na ocasião, compositores, moradores, apaixonados pelo Malê ouviram explanações sobre o povo sertanejo, caboclos, boiadeiros e índios, além de saberem o que o Bloco prepara para o desfile do próximo ano.

Na programação teve palestra com o Babalorixá do Ilê Axé Opô Oyá Soju, Igor Mascarenhas, com o diretor de Educação do bloco afro malê debalê, Eduardo Santana e o vice-presidente do Malê Debalê, Miguel Arcanjo.

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Programação Semana Nacional de Democratização da Comunicação do Mídia Étnica


PROGRAMAÇÃO COMPLETA 

Rodas de Diálogos (aberta ao público)

19/10, 19h às 21h – Educação e Comunicação: Racismo e Direitos Humanos na Formação do Comunicador, com as jornalistas e professoras Márcia Guena e Ceres Santos (UNEB)

20/10, 19h às 21h – Mídia Étnica nos Estados Unidos: relatos de intercâmbio, com as jornalistas Camila de Moraes, Alane Reis e Cristiana Fernandes

21/10, 19h às 21h, Veículos Negros de Salvador: resistência e sustentabilidade, com Pedro Caribé (Bahia 1798), Jamile Menezes (Portal SoteroPreta), Dj Branco (Evolução Hip Hop), Ivana Sena (Revista Quilombo) e Heraldo de Deus Borges (Canal Ouriçados e NegrXs Digitais)

Oficinas (vagas limitadas)

Dia 19/10, quarta-feira, das 14h às 18h

Oficina de Fotoetnografia (registro do patrimônio cultural afrobrasileiro)

Com a jornalista, fotógrafa e Profa. Dra. Márcia Guena (UNEB)

Dia 20/10, quinta-feira, das 14 às 18h

Oficina de Vídeo Reportagem

Videomaker, bacharel em Humanidades e graduanda em Jornalismo (Ufba) Cristiana Fernandes, da equipe da TV Pelourinho e do Correio*

Dia 20/10, quinta-feira, das 17h às 19h

Oficina de Educomunicação e a Tecnologia Vojo

Jornalista e Professora Mestre (UNEB), Ceres Santos

Dia 21/10, sexta-feira, das 14h às 18h

Mobilização por Políticas de Comunicação e o Marco Civil da internet

Jornalista Pedro Caribé, doutorando UNB e criador do coletivo de Mídia Livre Bahia 1798.

Inscrição gratuita nas oficinas pelo email: [email protected]

Encerramento das aulas da Formação em Mídia Étnica

Dia 22/10, sábado, das 9 às 12h

Imprensa Negra no Brasil e na Diáspora (via hangout)

  • 9h às 9h40 – Imprensa Negra no Brasil, com a Profa. Dra. Ana Flávia Magalhães Pinto
  • 10h às 10h40 – Imprensa Negra na Colômbia, com os criadores do portal Afro Estilo
  • 11h às 11h40 – Imprensa Negra nos Estados Unidos com David Wilson, The Grio