Mulheres em cárcere receberão ação especial nos 21 Dias de Atvismo Contra Violência


Foto: Pedro Moraes/GOVBA
Foto: Pedro Moraes/GOVBA

Até dia 10 de dezembro, Salvador e Lauro de Freitas receberão ações tendo como pauta o combate à violência de gênero que vitima uma mulher a cada 2 minutos no país.

Junto ao Instituto AVON e à Prefeitura de Salvador na campanha dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, o Coletivo de Entidades Negras (CEN) também incluirá uma população especial destas estatísticas: as mulheres encarceradas. Elas são 115 no Presídio Feminino, em Salvador.

A situação de abandono afetivo e o recorrente quadro de baixa autoestima nestas mulheres serão os alvos do Dia de Cuidado, nesta segunda (28).

Momento em que será ofertado a estas mulheres, oficinas de estética com cursos de auto maquiagem com produtos da AVON, cortes e cuidados com os cabelos. Além disso, elas terão uma roda de conversas sobre racismo e violência de gênero.

“As mulheres que cumprem penas privativas de liberdade, ou mesmo as restritivas de direitos são, em sua maioria, negras e provenientes de comunidades populares. São historicamente vulnerabilizadas pela ausência de políticas de atenção que discutam a violência e seus desmembramentos de forma aprofundada”, enfatiza Andréa Mércia, coordenadora geral da Central de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (CEAPA).

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Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

“Apesar de termos avanços nas discussões de gênero e uma discreta queda no índice de violência nos últimos 10 anos, ainda somos vítimas contumazes do feminicídio, alimentado pelo machismo, misoginia e patriarcalismo arraigados na sociedade brasileira”, pontua Andreia Mércia.

“Sabemos que a maioria aqui é tão vítima que se transformam em rés. Isso é muito triste. Debates como estes são necessários para estas mulheres pra que elas possam se conscientizar, abrir seus olhos. Muitas estão tão acostumadas a serem mal tratadas que acham que não tem direitos ou alternativas diante das violências que sofrem. Então, tudo que possa vir a trazer esclarecimento para elas é muito bem vindo na unidade. Sempre as digo que o direito do qual estão privadas é o de ir e vir, os demais elas devem estar cientes de quem tem.” – Luz Marina, diretora do Presídio Feminino.

Já no dia 5/12, o CEN realiza a Roda de diálogos sobre Racismo e Gênero, na sede a OAB, em Salvador, onde 25 mulheres que cumprem pena alternativa estarão presentes.

A Campanha pelos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, conta anda com parceria da Prefeitura de Salvador e começou na última sexta (25), com a iluminação especial do Elevador Lacerda na cor laranja, que simboliza o ativismo em todo o mundo. O mesmo assim ficará até o dia 10 de dezembro, quando finda a Campanha.

O Coletivo de Entidades Negras realizará, ainda, debates com policiais e comandantes militares, órgãos públicos do Poder Executivo, jovens de Lauro de Freitas.  Saiba mais das ações aqui.

Após vandalismo, Busto de Mãe Gilda, em Itapoan, será restaurado com Ato Religioso


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Banco de Imagens

Iniciada no Candomblé em 1976, Tobojinan (Gildásia dos Santos) inaugurou o Ilê Axé Abassá de Ogum, em Itapoan, no ano de 1988. Doze anos depois, em 21 de janeiro de 2000, ela faleceu. Um dia depois de iniciar uma ação contra a igreja Universal do Reino de Deus, após esta utilizar sua imagem associada ao charlatanismo. Nestes 16 anos, Mãe Gilda vem sendo homenageada a cada ano, com a instituição desta data como o Dia de Combate à Intolerância Religiosa.

No dia 28 de novembro (segunda), um Ato Religioso será realizado em torno do Busto de Mãe Gilda, construído há dois anos (28 de novembro de 2014) no Abaeté, no intuito de marcar, naquela comunidade, a luta contra a intolerância religiosa que ceifou a vida da ialorixá.

Hoje, liderado por sua filha, a ialorixá Jaciara Ribeiro, o Ilê Axé Abassá de Ogum encabeça o Ato, que contará com rituais religiosos e programação cultural a partir das 8h. É aberto ao público e tem apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade (SEPROMI) e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN).

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Banco de Imagens

Acompanhe o caso

Em 28 de novembro de 2014, o Busto foi inaugurado no Abaeté com grande mobilização de comunidades de terreiro do entorno e de outras localidades. Para a ialorixá Jaciara Ribeiro, uma ação que marcou a luta contra o ódio à religião do Candomblé e seus adeptos.

Em maio de 2016, o monumento teve parte da placa de informações quebrada e as plantas ao redor arrancadas por pessoas até então não identificadas pelas câmeras de segurança do local. Por conta desta não identificação, a investigação foi interrompida, sem conclusão.

“Mãe Gilda foi desrespeitada e atacada duas vezes: quando teve uma bíblia arremessada na cabeça, dentro do Terreiro, e com essa depredação que sabemos que tem motivação religiosa por trás. Após nosso empenho, conseguimos, agora, restaurar o Busto e estaremos vigilantes”, enfatiza Jaciara Ribeiro

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Foto: Joana Brandão tavares (DW)

Ações

Para reforçar a mobilização em prol do respeito ao Candomblé, o Ilê Axé Abassá de Ogum (Itapoan), o Terreiro de Lembá (Camaçari) e o Terreiro Tanuri Junsara (Engenho Velho da Federação) se unirão no dia 26 (sábado), às 14h, no Museu de Artes da Bahia (MAB- Corredor da Vitória).

Estão convocados religiosos e militantes para debater estratégias diante da polêmica em torno da eminente decisão do STF quanto à proibição do sacrifício de animais nos rituais religiosos. O evento é aberto ao público.

SERVIÇO

Dia 26/11, 14h – Debate sobre proibição do sacrifício de animais nos rituais religiosos no MAB (Corredor da Vitória)

Dia 28/11, 8h – Ato Religioso em homenagem à restauração do Busto de Mãe Gilda em Itapoan

StartUp Vale do Dendê será lançada em Salvador esta terça (29)


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Hélio Santos

Falar de uma outra Salvador. Transformar a cidade em um pólo de investimentos a partir das periferias da cidade. Este é o objetivo do Vale do Dendê, que já foi anunciado aqui no portal Soteropreta, no Perfil com um dos idealizadores do projeto, o publicitário Paulo Rogério Nunes

O lançamento será nesta terça (29), no São Salvador Hotéis e Convenções (Costa Azul), em evento para convidados.

O Vale do Dendê é uma startup qiue nasce com o objetivo de liderar projetos econômicos e sociais que tenham como protagonistas os jovens empreendedores que atuam na capital baiana.

Com os conceitos de Economia Criativa, a startup terá sua primeira fase de atuação na Cidade Baixa/Pelourinho. Junto a Paulo Rogério, estão na direção desta iniciativa, o professor universitário e economista Hélio Santos, e o  jornalista e empreendedor Rosenildo Ferreira.

“Queremos ajudar a transformar a criatividade e o talento dos jovens baianos em negócios de alto impacto social e econômico no qual eles sejam os protagonistas. Para tornar esta ambição uma realidade, é preciso que seja articulado e implantado um ecossistema propício à inovação, também nas áreas mais carentes.” – Hélio Santos

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Paulo Rogério Nunes

A Vale do Dendê vai estruturar e liderar negócios nos quais o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) sejam as ferramentas principais. Elas viabilizarão empreendimentos que gerem renda e conhecimento. Dentre seus projetos, terá a instalação de FabLabs (espaço para incubação de empresas inovadoras) e de Casas de Cultura (destinadas a abrigar e qualificar escritores, poetas e músicos), além da realização de eventos (feiras POP-UP reunindo empreendedores de diferentes segmentos).

“Cada negócio será operado por um ou mais parceiros locais, sob a supervisão dos sócios do Vale do Dendê. A inspiração do Vale do Dendê vem de experiências de sucesso coletadas em diversas cidades dos Estados Unidos (Detroit, Oakley e Austin), da África (Kigali, Adis Abeba e Nairóbi) e também do Brasil (Recife, Curitiba e São Paulo). Queremos que a riqueza gerada neste processo seja a alavanca para o desenvolvimento da periferia da cidade.” – Paulo Rogério Nunes

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Rosenildo Ferreira

Para o jornalista, Rosenildo Ferreira, “O surgimento das impressoras 3D e o barateamento no custo de aquisição de ferramentas tecnológicas, de modo geral, estão tornando possível tirar mais rapidamente as ideias do papel. Essa economia baseada na criatividade, na co-criação e na colaboração é que deverá moldar o futuro do emprego e dos negócios, especialmente em cidades cuja atividade produtiva se baseia no setor de serviços.”.

Saiba tudo sobre este empreendimento aqui. 

Lazzo retorna com projeto “Nosso Jeito de Ser” no MAM este domingo (27)


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Foto: Mateus Pereira (Secom/BA)

A próxima edição do projeto ‘Nosso Jeito de Ser’ acontece dia 27/11 (domingo), no pátio do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) Terá feira às 13h (entrada franca) e shows logo após o pôr do sol, em área paga, com ingressos à venda no Sympla e no local.

Realizado pela Aláfia Produções & Eventos, ‘Nosso Jeito de Ser’ reúne múltiplas linguagens artísticas em um mesmo espaço. No pátio, jovens empreendedores exibem seus produtos e projetos ao público. No palco, Lazzo Matumbi apresenta grandes sucessos da sua carreira, faz releituras de canções consagradas na voz de outros intérpretes, recebe convidados que dialogam com a temática do projeto e mescla o tradicional ao moderno das muitas vertentes musicais.

A comercialização de produtos confeccionados pelos próprios expositores será feita na área livre do MAM, com acesso gratuito para o público, a partir das 13h. O show de Lazzo pretende, além de divertir, reforçar o empoderamento negro e debater importantes questões sociais.

Parte disso vem da força das imagens projetadas nas paredes e dos videografismos criados por VJ Gabiru. A proposta do evento é unir arte, informação e boa música em um só lugar.

SERVIÇO

“Nosso Jeito de Ser”

Quando: 27 de novembro (domingo)

Feira de afro empreendedores: 13h (entrada franca)

Show de Lazzo e convidados: 18h (começa ao pôr do sol)

Onde: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) – Avenida do Contorno, Salvador – BA

Ingressos: R$ 30 (Inteira) e R$ 15 (Meia)

Onde comprar: SYMPLA e no local

Classificação: Livre

Empreendimentos jornalísticos serão tema de debate na Unime


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Banco de Imagens

As novas narrativas jornalísticas na internet serão debatidas durante o evento Empreendedorismo em Jornalismo Digital, nos dias 28 e 29 de novembro, das 19 às 21h, no auditório da Unime Salvador. O evento é voltado para profissionais e estudantes de Comunicação, com inscrições gratuitas.

Dia 28/11

Participam do evento Paulo Oliveira, jornalista e membro Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que falará sobre as possibilidades de empreendedorismo em jornalismo no ambiente digital; Antônio Freitas Netto, que falará sobre o que é essencial em termos tecnológico para empreender em jornalismo digital; Ellen Guerra, mostrando os modelos de negócios em jornalismo digital, tema da pesquisa que realiza como mestranda na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Dia 29/11

Para pautar o jornalismo com foco na Cultura Negra, em Salvador, terá o coletivo Flor de Dendê, composto pelas jornalistas Cleidiana Ramos, Meire Oliveira, Susana Rebouças e a designer Ludmila Cunha e a também jornalista Jamile Menezes, que falará sobre a experiência do Portal Soteropreta, portal de notícias voltado, prioritariamente, para a produção cultural soteropolitana construída, formada, mobilizada e destinada à comunidade negra de Salvador. Terá também João Paulo Costa, ex-diretor geral do IRDEB, ex-secretário de Comunicação da Bahia e criador do portal Opinião e Política, que abordará o desafio de fazer jornalismo político no estado e Gabriel Carvalho, criador do site São João na Bahia.

O evento é aberto ao público e a programação completa pode ser obtida por meio do portal www.unime.edu.br. A Unime Salvador está localizada na Rua Prof. Jairo Simões, 3172, Imbuí.

AGENDA
Unime | Empreendedorismo em Jornalismo Digital
Data: 28 e 29 de novembro
Horário: das 19 às 21h
Local: Unime Salvador
Rua Prof. Jairo Simões, 3172, Imbuí

Edição internacional da Revista Acho Digno será lançada nesta sexta (25)


Camila de Moraes

A jornalista Camila de Moraes, responsável pela revista digital Acho Digno, traz mais um desdobramento do projeto Identidades Transatlânticas, que a proporcionou, nos meses de agosto e setembro, uma residência artística em Nova Iorque. Lá, conheceu outras mídias negras e um pouco da cultura e arte dos distritos do Bronx, Harlem e Brooklyn.

Nesta sexta (25), a partir das 19h, na sede do Instituto de Mídia Étnica (Dois de Julho), será lançada a primeira versão Acho Digno Internacional / New York, resultado destes encontros.

Na ocasião, a jornalista paulista Cristiane Guterres, que esteve junto em Nova Iorque no festival AfroPunk e escreveu para essa edição, fará uma explanação dessa experiência. “O meu encantamento naquele parque do Brooklyn era imenso. Foi a minha a primeira vez em Nova Iorque e eu escolhi, justamente, o mês de agosto de 2016 porque eu queria viver está emoção. Poder estar em um festival pra chamar de meu. Um festival feito pra gente preta e por gente preta, com cantores pretos, com público preto, com alma preta”, afirma.

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“No momento em que uma Secretaria de Cultura acredita e apoio um projeto de mídia negra e cultura digital, ela possibilita a nossa existência e permanência no cenário. Buscamos trabalhar em coletivo, então poder ir para Nova Iorque e respirar, sentir e ouvir outras experiências e poder colocar em prática na revista é fazer com que o correio nagô continue ecoando, é compartilhar conhecimento e introduzir em nossos leitores o pensamento de que a informação é poder e com posse disso podemos fazer tudo que queremos e chegar a todos os lugares”, ressalta.

Também irão participar do lançamento da revista a comunicadora e mestre em História Social, Maria Luiza Junior, que estava na cidade no período da residência artística do projeto Identidades Transatlânticas, e escreve sobre a igreja da Etiópia em Nova Iorque.

Já a presença internacional, será da cineasta Falani Afrika, de Washington D.C., que faz parte da segunda edição Acho Digno/NY, falando sobre o seu documentário “Maestrina da Favela”, prevista para ser lançada no final do mês de dezembro. No evento haverá o pocket show da banda A Intêra.

a-interaPor meio da revista Acho Digno, a proposta é poder continuar o diálogo entre as comunidades afro brasileira e afro estadunidense.

O projeto Identidades Transatlânticas foi contemplado com apoio financeiro do Edital Mobilidade Artística 2016, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

SERVIÇO

O Quê: Lançamento da revista eletrônica Acho Digno Internacional / New York

Quando: 25.11.2016 (sexta-feira)

Onde: Instituto Mídia Étnica (Dois de Julho/ Salvador/Bahia)

Horário: 19 horas

Entrada Franca

Fotos: Divulgação

#SoteroRelato – Dôra Almeida, um desfile, 16 celebrações


Há quase sete dias, o Teatro Vila Velha recebeu mulheres diversas. ⁠⁠⁠Era o Espetáculo FAIYA que proporcionava ao público o encontro entre a Moda, a Literatura e a Música Negra. A concepção do projeto foi do ator, Jorge Washington e o brilho ficou por conta das 16 clientes da Negrif, liderada pela estilista Madalena Negrif, como é conhecida. A Madá. E, ao final, ela perguntou a uma destas 16 se ela tinha “gostado”. A resposta de Dôra Almeida foi…

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Dora Almeida

Se eu gostei…Afff…muitooo!!

Parabenizo você, juntamente com Jorge e toda a equipe (costureiras, transportador, passadeira, maquiador,  maquiadoras e produção envolvida) até a conclusão do objetivo final, o desfile. ARRASARAM!

E você, Madá, possibilitou o desabrochar de novas mulheres, a partir do potencial da arte da moda e tudo que ela envolve. Colaborando para a desconstrução de mitos, estereótipos, preconceitos que habitam o mundo da “moda negócio”, da “moda mercado”. Que servem à logica do capital e que, por seus interesses, impossibilitam a participação de uma diversidade maior de pessoas, a partir de exigências discriminatórias, seletivas que promovem exclusão.

E você, ousadamente, e a partir de um posicionar-se político tão caro, mas imprescindível para a atual conjuntura do Brasil, promoveu no palco do Teatro Vila Velha um verdadeiro resgate da grandiosidade que é a arte da moda.

Tão expropriada pela lógica do mercado. Levando para o palco mulheres negras acima dos 35 anos, com diversos tons de pele e de cabelos crespos, de constituição corporal e altura, com profissões diferenciadas e etc.

E nesse seu ousar, ao nos convidar para participar de um DESFILE, nos disse:”Vocês também podem ousar comigo, VAMOS… vocês também são lindas e poderosas, vocês também podem e devem estar na passarela!”

E nós, fomosssssssss, nos jogamos, abraçamos e realizamos. Você possibilitou um novo vir a ser às 16 mulheres, desde o recebimento do convite, o tirar de medidas, o ensaio..(risos). Nos levando ao palco, à passarela, ao camarim, à realidade de uma  produção de moda, aos bastidores e ao mundo encantado e real de um teatro.

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Dora Almeida e Denise Correia

Esse momento histórico ficará nas nossas vidas por mexer com tantas questões, como: auto estima, auto imagem, compreensão e consciência corporal,  tempo e  espaço, receios, vontades, disponibilidade, compromisso, responsabilidade, consciência de classe e racial.

VOCÊ E NÓS BROCAMOS, é lógico, com a colaboração de muitas e muitos, inclusive da animadora de platéia, tão acolhedora. Você não tem noção de como foi importante todo esse processo para mim nesse momento da minha vida. A cada dia que passa, lhe admiro e respeito mais.

Você é uma grande referência para tantas outras pessoas, para as mulheres e, sobretudo, para as mulheres negras. Como defendia Vygotsky, “através dos outros nos tornamos nós mesmos”. E NÓS, MADAAAAAAAAAA…  sabemos que só a partir de muitos de nós.

Muito Obrigada, Poderosa!          

Viva as artes para além do capital!                       

Viva o eterno Pinduca e a arte da Palhaçaria!                       

Viva Mada e a arte da moda!                       

Viva as mulheres negras!                                         

Viva as 16 mulheres que desfilaram!

 

Texto de Dôra Almeida – Professora de Educação Física, Pesquisadora e Musicoterapeuta. Dedica-se ao estudo das relações entre a Cultura Corporal e a Sociedade, a partir da do materialismo histórico dialético, da Psicologia Histórico Cultural e Pedagogia Histórico Crítica. Filha do Eterno Palhaço Pinduca e da Poderosa Dona Seré.

Fotos: Andréia Magnoni 

MAMcestralidade terá debate sobre “Música afro-baiana e o jazz da Bahia”


Foto: Ligia Rizério
Foto: Ligia Rizério

“Música afro-baiana e o jazz da Bahia” é o tema do penúltimo encontro de 2016 do ciclo “Perspectivas da improvisação no âmbito da JAM no MAM”. Será no próximo sábado, dia 26/11, a partir das 17h.

O encontro será coordenado pelo professor, compositor e musicista Ivan Bastos e participação dos músicos Leitieres Leite, Gabi Guedes e Ivan Huol, entre outros artistas convidados. A ação integra a programação do projeto MAMcestralidade, que buscou promover – ao longo deste mÊs – encontros que pautassem elementos estéticos, de música, religiosidade e culinária (entre muitas outras ações) relacionados à Consciência Negra.

Como nos seis encontros anteriores já realizados, após uma introdução será aberto espaço para perguntas do público presente, transformando o ciclo num rico bate-papo sobre música afro-baiana.

Para participar, não é preciso se inscrever; basta comparecer ao MAM-BA a partir das 17h. Logo depois do bate papo, será dado início à tradicional JAM no MAM.

SERVIÇO:

PERSPECTIVAS DA IMPROVISAÇÃO NO ÂMBITO DA JAM NO MAM

Data: Dia 26 de novembro de 2016, com o tema “Música afro-baiana e o jazz da Bahia”.

Local: Museu de Arte Moderna da Bahia (Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão).

Horário: Das 17h às 18h.

Ingresso: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia) – O acesso ao bate-papo garante a permanência na JAM no MAM, e vice-versa.

Ocupa Preto convida jovens para falar de afetividade no Campo Grande (26)


ocupapretoNo próximo sábado (26),  a partir das 14h, a praça do Campo Grande será ponto de encontro do evento “Ocupa e Conversa”, realizado pelo Coletivo Ocupa Preto. O encontro será sobre afetividade negra, tema tão recorrente e tão caro à juventude negra nos dias atuais. A proposta é ser um espaço e momento de de formação.

O Ocupa Preto surgiu na Capelinha, bairro periférico de Salvador, com a ideia de se criar um espaço de mídia e produção alternativa que promovesse o combate ao racismo e às opressões. A partir disso, vem criando pontes entre as vivências das mulheres, crianças, LGBTTs e trabalhadores negros.

“Esse é o projeto Ocupa Preto, que atua nas redes e nas ruas, fortalecendo o empoderamento das pretas e pretos e defendendo a ocupação de espaços de poder. Percebemos o quanto a afetividade foi, historicamente, anulada nas pessoas negras. A animalização e objetificação do homem e da mulher preta termina criando esteriótipos e uma falsa identidade sem afeto”, explica Ícaro Jorge, jovem idealizador do projeto.

Com o evento, o jovem pretende, ainda, arrecadar alimentos para doações no Natal.

“Amar e ser amado, para nós, pretas e pretos, é revolucionário.Tragam sua preta, seu preto, seu filho, neto, amigo, primo, quem cada um ama ou tem afeto para essa bela tarde”, convida o Ocupa Preto.

Quem vai estar lá:

Lorena Ifé – jornalista, empreendedora e mãe. Criou um grupo nas redes sociais chamado “Amor Preto” com a proposta de dialogar a afetividade da população negra.”

Ubuntu Festival de Negras Artes terá teatro, música e bate papo no Gamboa Nova


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Eles não sabem de nada – Festival Ubuntu

Festival de Artes Negras? Salvador tem de sobra. Vai rolar o primeiro Ubuntu Festival de Negras Artes, idealizado pela Ouriçado Produções.

Será entre 23 e 26 de novembro e no dia 4 de dezembro, um Festival multiartístico protagonizado por artistas negros e negras com ações em categorias diversas. Tudo acontecerá no Teatro Gamboa Nova.

Nomes como Mônica Santana (vencedora do Prêmio Braskem por Isto Não é uma Mulata), Naira da Hora, Shirlei Sanjeva, Vera Lopes, Sanara Rocha e Verona Reis, estarão no palco.

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Vania Dias

As linguagens serão as da Música e do Teatro e terão como temática central “Mulheres Negras no protagonismo das artes”. Para tanto será realizado bate papo com referências soteropretas neste campo, a exemplo de Carla Akotirene, Cássia Valle, Denise Carrascosa, Denize Ribeiro, Iane Gonzaga, Valdinéia Soriano, Vania Dias e Vilma Reis. Cada uma delas conversará com o público após cada espetáculo.

Além de três espetáculos teatrais e um recital poético-musical, de quarta a sábado às 19h, o Festival traz também um show musical no encerramento, domingo dia 4 de dezembro, às 17h, com uma banda formada só por mulheres, a Verona’s. Ingressos serão vendidos a R$ 20 (inteira) | R$10 (meia). 

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23 Quadros – Foto Fafá Araújo

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

Eles não Sabem de Nada – Naira da Hora e Shirlei Sanjeva

23/11 (quarta) – 19h

Para abrir o Festival, o espetáculo que estreou no Gamboa Nova com grande sucesso e mostra duas mulheres negras, independentes, militantes, empoderadas, cercadas de um senso de humor relativamente tendencioso. Com direção de Leno Sacramento, as atrizes prometem arrancar boas gargalhadas e reflexões do público.

Quadros – Vera Lopes

24/11 (quinta) – 19h

O recital poético musical dialoga com a vida e a obra da escritora mineira Carolina Maria de Jesus, que na década de 60 ficou nacional e internacionalmente conhecida por sua obra “Quarto de despejo – diário de uma favelada”. Na equipe Emillie Lapa, Maurício Lourenço e Jessé Oliveira, artistas que, junto com a intérprete e pesquisadora Vera Lopes, garantem que o espetáculo abranja diversas manifestações artístico-culturais, como as artes cênicas, visuais, música e literatura.

Isto não é uma Mulata – Mônica Santana

25/11 (sexta) – 19h

Vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2015, na categoria Revelação, o solo teatral Isto Não É Uma Mulata é uma obra que provoca reflexões sobre a representação da mulher negra.Com criação e atuação de Mônica Santana.

Antônia – Sanara Rocha

26/11 (sábado) – 19h

O espetáculo teatral aborda a violência contra a juventude negra brasileira, livremente inspirado na obra Antígona, de Sófocles. No elenco, Andreia Fábia, Diego Alcântara, Felipe Dias, Jamile Alves e Shirlei Sanjeva. 

Verona´s

4/12 (domingo) – 17h

A banda traz mistura inusitada de MPB com Rock e passeia pelo samba, afoxé e Ijexá, nas composições da vocalista Verona Reis. Na formação somente mulheres musicistas: Amanda Cerqueira, Sâmara Rosa, Aline Santana e DeyseFatuma.

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Verona’s