Funceb lança Circuito Luiz Orlando de Exibição Audiovisual com “1798: Revolta dos Búzios”, de Antonio Olavo!


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Acervo Zumvi – Luiz Orlando
Neste mês, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBa) realiza uma série de atividades gratuitas em todas as sete linguagens artísticas abarcadas pela instituição através do Novembro das Artes Negras. Integrando a provação do Novembro Negro, a Funceb – por meio da Diretoria de Audiovisual (DIMAS) lança o Circuito Luiz Orlando de Exibição, que homenageia o ativista e cineclubista negro Luiz Orlando.
Será no dia 28 de novembro, às 19h, na Escola Estadual Luiz Viana, em Brotas e, na ocasião, será exibido o longa-metragem 1798: Revolta dos Búzios, do diretor Antonio Olavo, que conta a história do levante dos negros baianos que marcou importante episódio de luta pela independência e pelo fim da escravidão. A ação de lançamento será restrita a convidados.
Circuito – O Circuito Luiz Orlando de Exibição se constitui como uma política de acesso ao cinema através da constituição de pontos de exibição gratuitos voltados para exibição de obras brasileiras, em especial, baianas. Inicialmente o projeto acontecerá nas 85 Escolas Culturais do estado, distribuídas nos 27 territórios de identidade. O Circuito chegará a outros pontos de exibição, como pontos de cultura e centros culturais no interior e na capital. Os mesmos são formados por filmes patrocinados pelo Fundo de Cultura. A ação – coordenada pela Diretoria de Audiovisual da Funceb – DIMAS – pretende difundir a produção baiana no segmento, ampliar o acesso e estimular reflexões e diálogos em torno de temas relevantes da agenda contemporânea a partir da perspectiva audiovisual.

 

Serviço:
Lançamento do Circuito Luiz Orlando de Exibição + sessão do filme 1798: Revolta dos Búzios
Quando: 28 de novembro, às 19h
Onde: Escola Estadual Luiz Viana (rua Waldemar Falcão, 7, Brotas)

Funceb encerra Novembro Negro com debates sobre artes LGBTQI+ e Dança Afrobrasileira!


Hilda Furacão
Hilda Furacão – Fto Jacson Espírito Santo
A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBa) – por meio do Centro de Formação em Artes (CFA) –  encerra Novembro das Artes Negras na próxima semana com o Workshop Afrontosas: Corpos Invisibilizados, propondo um debate sobre corpos fora dos padrões hegemônicos no âmbito artístico da cena cultural baiana. Aberto ao público, o evento será no dia 28 de novembro, das 9h às 12h, e terá a participação de Paulett Furacão, Valerie O´rarah, Hilda Furacão e Priscila Nepomoceno.
Priscila Nepomuceno
Priscila Nepomuceno – Divulgação
O debate será em torno dos elementos que contribuíram historicamente com a invisibilização de um conjunto de artistas que transitam pelo campo da dança, das artes performáticas e culturas LGBTQI+ (Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo e mais. Na ocasião, o artivista Elivan Nascimento mediará o debate e apresentará seu workshop de Danças Urbanas, com participação de artistas locais.
Malayka SN – Divulgação
À tarde, das 15h às 17h, será a vez da Oficina Demonxtração, com a Drag Queen, Malayka SN, na qual os participantes terão aprendizados em maquiagem cênica, tendo como base as referências do movimento estético-político das Drags Monster Queen. O intuito é fomentar a experimentação cênica de outras possibilidades de pesquisa e criação no campo das artes visuais. Também gratuito, sem inscrição prévia.
Denilson Oluwafemi
Denilson Oluwafemi

Dança Afrobrasileira e suas origens

Finalizando as ações do dia, o Centro de Formação em Artes realizará o Seminário História da Dança Afro Brasileira: Os desafios da contemporaneidade, com o dançarino, professor e pesquisador, Denilson Oluwafemi, das 18h30 às 20h. No debate, ações de pesquisa, difusão e memória sobre o contexto sócio, político e cultural presentes na construção de um conjunto de expressões, movimentos que transversalizam o campo da dança.
Na oportunidade, serão abordados os saberes ancestrais dos povos africanos e elementos da cultura popular brasileira na construção de uma forma de dançar, posteriormente denominada como dança afro-brasileira. Também aberto ao público. Todas as atividades acontecem na Escola de Dança da Funceb – Pelourinho.




O quê: Workshop Afrontosas: Corpos Invisibilizados
Onde: Escola de Dança da Funceb, Pelourinho
Quando: 28 de Novembro das 09h às 12hO quê: Oficina Demonxtração Workshop
Onde: Escola de Dança da Funceb, Pelourinho
Quando: 28 de Novembro das 15h às 17h

O quê: Seminário História da Dança Afro Brasileira
Onde: Escola de Dança da Funceb, Pelourinho
Quando: 28 de Novembro das 18h30 às 20h

Fazenda Grande do Retiro receberá primeira edição do Festival FG EnCena!


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Banco de Imagens

 

Previsto para acontecer entre os dias 30 de novembro e 02 de dezembro em espaços de arte, cultura e educação da Fazenda Grande do Retiro, o Festival FG EnCena abriu inscrições, até 15 de novembro, para artistas e empreendedores negros interessados em compor a programação. O evento, que é uma iniciativa da DiPreta Produções, vai encerrar o Mês da Consciência Negra celebrando o Dia Municipal da Cultura Afro.

A proposta é mapear grupos e artistas negros da Fazenda Grande do Retiro e região interessados em participar do evento, que pretende visibilizar projetos autorais de quem já vem desenvolvendo trabalho artístico e cultural.

“A Fazenda Grande é realmente muito grande e aqui temos um caldeirão de artistas e produtores culturais. Além disso, temos bairros vizinhos também com essa efervescência. O FG EnCena vem com essa proposta de aglutinar esses atores numa verdadeira Ocupação Cultural do Bairro. A gente precisa disso, precisamos resignificar a visão de que a Fazenda Grande é apenas mais um bairro perigoso. Nós produzimos cultura e arte e precisamos mostrar isso pra dentro e pra fora”, diz Geise Oliveira, moradora da comunidade e idealizadora do projeto.

A programação do Festival conta com roda de conversa, apresentações artísticas, sarau, mostra cultural, cortejo performático, oficinas e uma feira de empreendedores negros. As inscrições para grupos e artistas ficam abertas até 10 de novembro, já aquelas e aqueles que querem expor na Feira FG EnCena, tem até 15 de novembro para fazer a inscrição. Veja como abaixo!

SERVIÇO

O que: Festival FG EnCena

Quando: Inscrições até 10 de novembro (artistas) e 15 de novembro (empreendedores) | Festival de 30 de novembro a 02 de dezembro

Onde: Colégio Estadual Dois de Julho (Rua Mello Moraes Filho, 311 – Fazenda Grande do Retiro)

Quem: DiPreta Produções – (71)99292-8702 | [email protected]

Diálogos Insubmissos lança novo livro de Cidinha da Silva: “Um Exu em Nova York”!


“Uma perspectiva contemporânea e ficcional do cotidiano, sobre temas como política, crise ética, racismo religioso, perda generalizada de direitos (principalmente por parte das mulheres), negros e grupos LGBT.” Essa é a definição do novo livro de Cidinha da Silva, autora que lança, no próximo dia 29 de novembro, o seu primeiro livro de contos, intitulado “Um Exu em Nova York”.

 

Cidinha já escreveu 13 obras literárias – sendo oito de crônicas e seus textos pautam as relações raciais e de gênero, publicados no Brasil e no exterior., O novo livro será lançado no Diálogos Insubmissos, iniciativa que vem, durante o ano, uma série de lançamentos e debates de mulheres negras autoras.

“O livro mexe fundo no racismo religioso, ambientando-o em situações ficcionais. Tenho muito interesse em empregar a lupa das africanidades e das relações de gênero para ampliar os sentidos do mundo. E nessa mesma trajetória, “Um Exu em Nova York” é uma experiência diferente na forma como venho propondo o tema em minha obra”, explica Cidinha da Silva.

O livro reúne contos que já estavam prontos, como ‘Meia Noite’, ‘O velho e a moça’, ‘Meta-metal’, ‘Válvulas’ e ‘Jangada é pau que boia’, e outros que a autora escreveu para compor a temática que costura os textos do livro, são os casos de ‘Mameto’, ‘Farrina’, ‘Tambor das Minas’ e ‘Sábado’, entre outros contos curtos e longos. Os contos de “Um Exu em Nova York” mostram acontecimentos do dia a dia.

Sobre Cidinha

Autora de 13 livros de literatura entre crônicas para adultos, conto e romance para crianças e adolescentes, Cidinha se destaca no conjunto de escritoras e escritores negros, notadamente aqueles pertencentes a sua geração editorial, ou seja, os que começaram a publicar no século XXI, pelo fato de dedicar-se prioritariamente à crônica, gênero controverso e pouco explorado por escritores negros ao longo da história da literatura brasileira no período contemporâneo.

Um Exu em Nova York – Cidinha da Silva
Conto | Pallas Editora
Público: adulto e juvenil
80 páginas | R$ 28,00 14 x 21 cm

 

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras – Com Cidinha da SIlva, mediação de Mônica Santos

Data: 29 ddenovembro,19h

Onde: Reitoria do IFBA – Canela ( antigo Colégio Maristas)

Apresentação poética do Grupo Ágape

Aberto ao público, sujeito à limitação do espaço.

Ajude o Acervo Zumvi: “Precisa ser preservado e conhecido – um rico patrimônio do Brasil”, afirma Lázaro Roberto!


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O Acervo Zumvi guarda mais de 30 mil fotogramas que registram  momentos marcantes da luta negra nas últimas quatro décadas, bem como expressões artísticas e do cotidiano da população mais negra fora do continente africano.

“Meu objetivo era fotografar o hoje para o amanhã, depois eu entendi que meu trabalho era de documentação e memória do povo preto”, diz Lázaro Roberto, 60 anos, fotógrafo e documentarista que registrou a memória da população negra desde 1978.

Biblioteca Virtual Consuelo Pondé expõe fotografias de Lázaro Roberto sobre festejos negros

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Lázaro Roberto é o responsável pelo Acervo e pela campanha de financiamento coletivo para catalogação e digitalização do acervo, que já está aberta para contribuições públicas no site Benfeitoria: 

Salvador recebe mostra que retrata a beleza e a força dos penteados afros

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Zumvi em nossa História…

As primeiras marchas de denúncia do racismo, da intolerância religiosa e do extermínio do negro, os primeiros ensaios dos bloco afro e afoxés, o início da trajetória artística de nomes como Carlinhos Brown, Margareth Menezes e Lazzo Matumbi e momentos históricos ocorridos na Bahia, como a campanha para libertação do líder sul-africano, Nelson Mandela, que esteve em Salvador em 1991, além de ocupações estudantis, na Reitoria da Universidade Federal da Bahia para a implementação da Lei de Cotas Raciais, tudo registrado pelos fotógrafos que integram o Acervo Zumvi.

Lázaro Roberto

Através da campanha, Lázaro Roberto busca arrecadar R$ 50 mil reais no período de 60 dias para digitalizar e colocar à disposição do público o acervo produzido pela entidade de fotógrafos. Com as doações, o investimento será aplicado urgentemente para resguardar o acervo da ação do tempo.

Além disso, a intenção é catalogar as fotografias para que o Zumvi permaneça em ação contínua. Também é prevista a criação de um museu virtual que será chamado de Plataforma Zumvi, em que poderão ser solicitadas imagens.

A campanha – que fica aberta até o dia 19 de dezembro -, segue com recompensas para apoiadores e demais informações podem ser consultadas através do site da Benfeitoria.

Quer saber mais sobre como ajudar o Acervo Zumvi? Nos números: (71) 99205-5179 / 9137-7814.

 

Fotos Acervo Zumvi

 

Lazzo Matumbi canta “Luiz Melodia” no TCA! Ingressos à venda!


Foto: Sdney Rocharte

 

O show ‘Lazzo canta Melodia’ volta a ser apresentado em Salvador em sessão única, na Sala Principal do Teatro Castro Alves. O show integra as comemorações promovidas pelo Governo do Estado da Bahia em prol do Dia da Consciência Negra, com ingressos a preços populares.

A estreia deste projeto deu-se no último setembro, no Café-Teatro Rubi, com três dias de apresentações que tiveram ingressos rapidamente esgotados. O show foi aplaudidíssimo pelo público e elogiado por produtores culturais, artistas e imprensa. O repertório, composto exclusivamente por canções de Melodia, traz “JuventudeTransviada”, “Surra de Chicote”, “Ébano”, “Negro Gato” e outros sucessos reinterpretados de modo particular, com arranjos refeitos e assinados pelo próprio Lazzo.

“Será uma homenagem à vida e obra de um amigo, criador de canções incríveis e que,infelizmente, nos deixou ano passado”, destaca Lazzo. “Tive a inspiração deste show a partir do convite de Zé Maurício Macheline para integrar o time de artistas que homenagearam Luiz Melodia na 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Quando voltei do Rio, achei que uma música só é muito poucodiante do universo maravilhoso criado por Luiz”, relata.

Com realização assinada pela Aláfia Produções e Eventos, o evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT-BA), Teatro Castro Alves e da Fundação Cultural do Estado (FUNCEB).

Ingressos

Os ingressos serão vendidos a preços populares a partir do dia 07/11, sendo: fileiras de A a W: R$50,00(inteira) e R$25,00(meia entrada); e fileiras de X a Z11: R$30,00(inteira) e R$15,00(meia). Podem ser adquiridos no site www.ingressorapido.com.br , na bilheteria do TCA e postos dos SACs nos Shoppings Barra e Bela Vista.
Informações: (71) 4000-1139

 

Joice Berth, Djamila Ribeiro, Carla Akotirene, Rita Batista e Lívia Natália – JUNTAS!


Djamila Ribeiro

O terceiro ano do projeto Mulher com a Palavra terá a presença da filósofa Djamila Ribeiro, da assistente social e pesquisadora de Gênero Carla Akotirene e a arquiteta e escritora Joice Berth. Com mediação de Rita Batista, as três autoras da bem sucedida coleção Feminismos Plurais irão conversar com o público baiano, no dia 21 de novembro, às 20h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves. A noite ainda contará com uma performance da escritora baiana Lívia Natália. 

#MulherComPalavra – Carla Akotirene lança livro “O que é Interseccionalidade?” em Salvador!

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Carla Akotirene Foto: Lucas Seixas

Organizada pela Mestre em Filosofia Política e feminista negra, Djamila Ribeiro, a coleção visa abordar em uma série de pequenos livros diversos aspectos e perspectivas dos feminismos, tendo como pilar principal mulheres negras e indígenas e homens negros como sujeitos políticos. Comumente, esses sujeitos são tratados como implícitos ou relegados à condição de “mero recorte” dentro de uma história única e excludente. Feminismos Plurais segue a responsabilidade histórica de romper silêncios.

A intenção de pautar o tema #feminismos ao longo do ano parte da compreensão de que há uma diversidade de perspectivas de luta por igualdade, o que é perceptível por meio do uso uso da internet e das redes sociais, uma arena pública, onde todos emitem opiniões, compartilham experiências e posicionamentos.

PROGRAME-SE!

Mulher com a Palavra – Djamila Ribeiro, Carla Akotirene, Joice Berth e Lívia Natália
Dia 21 de novembro, às 20h
Palco Principal do Teatro Castro Alves
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada) (disponíveis nas bilheterias do Teatro Castro Alves, Balcões SAC e no site http://www.ingressorapido.com.br

TRANSMISSÃO – Carla Akotirene lança livro “O que é Interseccionalidade?” em Salvador!


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Foto: Antonio Terra

Na noite do dia 21 de novembro, às 19 horas, a pesquisadora baiana Carla Akotirene lança seu primeiro livro autoral, intitulado “O que é Interseccionalidade?”, o quinto volume da Coleção Feminismos Plurais. As primeiras 200 pessoas ganharão o livro.

VEJA AQUI TRANSMISSÃO DO LANÇAMENTO E COLETIVA COM DJAMILA RIBEIRO E CARLA NA FANPAGE DO SOTEROPRETA!

A Coleção Feminismos Plurais apresenta conceitos e debates fundamentais articulados por pensadoras e pensadores negras/os numa linguagem acessível e pedagógica. Impulsionada e coordenada pela filósofa Djamila Ribeiro, foi inaugurada com o best-seller “O que é lugar de fala?”, da própria Djamila Ribeiro, obra indicada ao Prêmio Jabuti em 2018. Os livros seguintes: “O que é empoderamento?”, de Joice Berth; “O que é encarceramento em massa?”, de Juliana Borges; e o “O que é racismo estrutural?”, de Silvio Almeida; já firmaram a Coleção como uma referência de produção intelectual negra no Brasil.

Carla atravessa o Atlântico, propondo uma encruzilhada discursiva para a interseccionalidade. Apresenta sete críticas ao conceito, dialogando com Angela Davis, Ochy Curiel, Gilza Marques, Jasbir Puar, Sueli Carneiro, Patrícia Hill Collins e Houria Bouteldja. Filiando-se ao método diásporico, ela busca explicar como esta “sensibilidade analítica”, cunhada pela estadunidense Kimberlé Crenshaw, no âmbito das leis antidiscriminação e pensada pelas feministas negras, está sofrendo maus usos pelas branquitudes acadêmicas, especialmente do Norte Global.

Temas como homonacionalismo, matripotência iorubá, racismo religioso, LGBTfobia e colonialismo moderno são enunciados centrais deste volume.

VEJA AQUI TRANSMISSÃO DO LANÇAMENTO E COLETIVA COM DJAMILA RIBEIRO E CARLA NA FANPAGE DO SOTEROPRETA!

 

QUEM É ELA

Doutoranda pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Carla Akotirene é referência nacional em estudos sobre gênero, raça e feminismo e sua obra foi a quarta mais vendida da FLICA – Festa Literária de Cachoeira.  O livro conta com escritas consagradas no campo acadêmico, como a doutora em sociologia, Ângela Figueiredo, responsável pelo texto de orelha, e a doutora em estudos étnicos e africanos, Zelinda Barros, que assina a nota introdutória.

No lançamento, serão distribuídos 200 (duzentos) exemplares, uma cortesia da Lola Cosmetics. A noite contará com a participação da coordenadora da Coleção Feminismos Plurais, Djamila Ribeiro, e também com a arquiteta e escritora Joice Berth.

Joice Berth, Djamila Ribeiro, Carla Akotirene, Rita Batista e Lívia Natália – JUNTAS!

Serviço

O que? Lançamento do livro “O que é interseccionalidade?”, de Carla Akotirene.

Quando? Dia 21 de novembro, às 19 horas.

Onde? TCA – Teatro Castro Alves.

Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) realiza a XXXIX Marcha da Consciência Negra no Campo Grande !


Fto Ivone Bonfim

Na tradicional Marcha da Consciência Negra, em Salvador, as homenagens da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) irão para as memórias de lideranças negras de importantes frentes políticas históricas e contemporâneas, a exemplo de Osvaldo Orlando da Costa (1938 – 1974) mais conhecido como “Osvaldão”, líder revolucionário da guerrilha do Araguaia; Marielle Franco;  Mestre Moa do Katendê, o jovem negro Charlione Lessa Albuquerque, assassinado a tiros em Pacajus no Ceará.

A CONEN se une ao Instituto Quilombo; o Coletivo Artivistas; Frente Povo Sem Medo; Frente Brasil Popular; Associação Cultural Aspiral do Reggae; dentre outras entidades. 

Durante o ato, artistas engajados nas discussões afro culturais também são convidados a integrar a ação, apresentando canções de protesto e que elevam a autoestima dos seguidores da Marcha, num repertório que canta as Revoltas e as lideranças negras na diáspora. 

SERVIÇO:

O Quê: XXXIX Marcha da Consciência Negra Zumbi dos Palmares

Quando: 20 novembro, a partir das 14h

Onde: Concentração no Campo Grande, encerramento na Praça da Sé

#Entrevista – Henrique Duarte e o doc “Orin – Música para os Orixás” no XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema!


Após exibir o documentário Orin – Música para os Orixás em sessões especiais em terreiros de candomblé de Salvador, na sede da Unesco em Paris e no Festival de Brasília, o diretor Henrique Duarte apresenta seu primeiro longa-metragem no XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema, nesta sexta-feira (16), às 21h, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha.

Selecionado para a Competitiva Baiana do festival, o documentário mostra como as músicas tocadas nos terreiros de candomblé tiveram grande influência na formação da MPB.

Henrique conversará com o público do festival após a exibição do documentário, mas conta um pouco sobre o processo de realização do filme na entrevista abaixo.

PSP – O que te motivou a escolher esse tema para a realização do seu primeiro longa-metragem?

Henrique Duarte – Essa questão do transe dentro do candomblé e a função que a música tem dentro disso, de ajudar a gerar esse estado de transe, isso sempre me fascinou. Nas festas que fui, sempre me chamou muita a atenção essa importância da música, tanto no processo do transe quanto como estruturador da festa, pois a música conduz toda a dinâmica. Eu sou baixista, então tocando em alguma bandas em Salvador eu tinha contato com percussionistas que, de certa forma, bebiam um pouco dessa fonte, mesmo aqueles que não frequentavam terreiro, pois acho que a música que é tocada na Bahia, a parte ritmica dela, vem de ritmos de origem afro.

Eu comecei a fazer esse filme quando estava finalizando o curso de Jornalismo, em 2014, então grande parte das entrevistas eu já tinha filmado nesse período. Em 2016, eu escrevi um projeto com Letícia Campos, que é produtora do filme, e aí a gente conseguiu aprovar pela Fundação Gregório de Mattos, no edital Arte Todo Dia. Então a gente obteve recurso para finalizar o filme e, nesse momento, a gente acabou conhecendo outras pessoas e tivemos a oportunidade de filmar coisas novas.

PSP – Você acha que essa influência do som dos terreiros é reconhecida pelos artistas da música brasileira?

Henrique Duarte – A música do candomblé está presente na música baiana, quer queira, quer não. Mesmo que as pessoas não saibam a origem de determinados ritmos, isso está incorporado no som. Gabi Guedes fala no filme que ele foi gravar percussão no disco de um artista que logo falou que não queria que tocasse ritmo de candomblé. Gabi disse “tudo bem, mas posso tocar esse tambor aqui? (era um atabaque)”. O artista respondeu que podia e Gabi tocou ritmo de candomblé sem que ele se desse conta.

A cultura percussiva baiana é muito forte e grande parte dela vem dos terreiros de candomblé. Então, para os artistas que pesquisam, que vão querer entender a origem daquilo que ele está tocando, todos eles chegam no candomblé, então eles reconhecem a importância. Os que não pesquisam podem até discriminar, podem até ter preconceito, mas na prática isso está dentro da sua música porque é mais forte do que o trabalho de qualquer artista individualmente.

PSP – Como foi a receptividade da proposta entre o povo de santo?

Henrique Duarte – A receptividade foi muito boa, até me surpreendeu positivamente. Eu achei que poderiam surgir críticas porque o candomblé tem os seus aspectos que não podem ser mostrados, não podem ser revelados, então jogar luz em cima desse tema é delicado. Mas em todos os lugares que a gente exibiu o filme, a grande maioria do povo de santo gostou e reconheceu a importância de ter um filme com essa temática, exatamente pelo fato de haver muito preconceito contra a religião.

PSP – Como esses aspectos do candomblé definiram a realização do filme?

Henrique Duarte – Procurei ter todo o cuidado com o que podia ser mostrado ou não, a forma de mostrar, as imagens que a gente filmou em terreiro, a gente sempre teve o cuidado de não tratar pela linha do exotismo, mas sim integrado dentro do contexto. O que eu queria mostrar principalmente eram os alabês (os músicos) e a dança, então procurei dar muito detalhes nos pés durante a dança, nas mãos tocando atabaque…

Não quis em nenhum momento colocar a minha voz de maneira ativa no filme, não tem uma narração, não tem um texto em lettering, quis construir a narrativa do filme toda em cima das falas das pessoas que vivem aquilo ali, estudam e participam ativamente, quis extrair o que elas próprias falam. Lógico que de toda forma é um recorte que eu dou, que tem a minha visão, o que eu achei que é mais importante ou não.

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Henrique Duarte

PSP – Qual sua expectativa para a primeira exibição do filme na Bahia?

Henrique Duarte – Voltar para Salvador é voltar para a origem, pois o filme foi feito em Salvador e a cidade tem muitos terreiros. A expectativa maior é por ser no festival, no Panorama, que é um festival que eu acompanho há muitos anos, mesmo antes de entrar na área de audiovisual. É uma honra muito grande ser selecionado junto com cineastas já consagrados. Minha expectativa é de que a sessão vai dar muita gente. Estou em contato com as pessoas que participaram do filme, convidando todos para também participarem do debate.

 

Cineastas da Nigéria e do Quênia serão destaque no XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema!