Dão, Lazzo, Denise Correia e Juliana Ribeiro celebram 1 ano do Culinária Musical!


Afrochef Jorge Washington

 

Reunir amigos com boa música e arte em um lugar legal onde possam ser servidas as delícias da Culinária Afetiva o Afro-Chef, Jorge Washington. Esse é o intuito do Culinária Musical, evento artístico-gastronômico com pegada afro que rola em Salvador há um ano.

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Denise Correia

O sucesso é garantido, já virou ponto de encontro. E pra celebrar os 12 meses de música, arte e afro-culinária, Jorge Washington anuncia: vai ter Culinária Especial de Aniversário, com um grande encontro de artistas que contribuíram para a solidificação do projeto.

 

A edição ocorre no Casarão Barabadá, no Santo Antônio Além do Carmo e vai ter show de Dão e participações de Denise Correia, Lazzo Matumbi, Juliana Ribeiro, além de um desfile de moda da PJT Models.

O DE COMER!

Desta vez, das mãos habilidosas e cheias de afeto do afrochef Jorge Whashington estão garantidos a feijoada de feijão preto e o arrumadinho. Tudo aprendido desde a infância nos almoços em família – daqueles que ficam eternizados na memória afetiva– quando recebia as notas para ir à feira comprar os ingredientes para a mãe, Georgina Rodrigues da Silva.

“Comecei de forma despretensiosa para receber os amigos e exercitar uma coisa que amo que é cozinhar e fazer isso com festa, com alegria. Ver isso um ano depois, com essa proporção, a acolhida do público e dos artistas, essa energia de misturar linguagens. Além de fazer essa coisa colaborativa importante para a cultura. Toda vez que termina o Culinária termina eu saio feliz, casa cheia ou não. É o tipo de festa que eu iria me divertir, conta o afrochef.

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Dão – Divulgação

SERVIÇO
O que: Aniversário de 1º ano do Culinária Musical
Quando: 4 de março de 2018, das 13h às 17h
Onde: Casarão Barabadá, Rua Direita do Santo Antônio 65
Quanto: R$15 (entrada em espécie) e prato R$ 30 (em espécie e no cartão de débito)
Atrações: Dão com participação de Denise Correia, Juliana Ribeiro e Lazzo Matumbi
Cardápio: feijoada de feijão preto e arrumadinho

Filme sobre a “Maestrina da Favela” será exibido em Salvador!


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Elem De Jesus Silva         Fto Catarine Brum

 

Elisete “Elem” De Jesus Silva. Uma jovem soteropolitana com a missão de libertar crianças de uma vida de drogas e violência no Pelourinho. Essa história será contada por meio do filme “Maestrina da Favela”, dirigido por Falani Afrika – cineasta afro-americana que se dividiu entre Salvador e EUA por 10 anos para filmar o documentário de 80 minutos. Nele, a garota Elem, de 8 anos se torna a jovem de – hoje – 23, líder artística e social de mais de 25 garotos e garotas que vivem na favela da Rocinha, localizada no Centro Histórico de Salvador. Falani e Elem cresceram juntas neste processo, hoje são grandes amigas e preparam a exibição do resultado disso tudo, em 24 de fevereiro, aqui em Salvador. O Portal Soteropreta entrevistou Falani, conheça essa história:

 

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Elem da Silva de Jesus  Fto Marcelo de Troi

Portal SoteroPreta – Como você conheceu Elem e seu trabalho?

Falani Spivey – Cerca de dez anos atrás, enquanto estudava na Universidade Howard, conheci Rosana Chagas, que era uma estudante de intercâmbio e me convidou para visitá-la em Salvador. Eu vim durante o mês da Consciência Negra, com uma câmera semi-profissional para documentar minha experiência. Na minha primeira noite em Salvador, Rosana levou-me a Rocinha para vislumbrar uma comunidade que era muito resistente no processo de gentrificação. Fui recebida por Dona Nilzete,que me fez sentir em casa. Passei um mês em Salvador fazendo entrevistas e, na época, eu queria muito fazer um filme sobre 9 jovens da diáspora de volta ao Gana. Mas na minha última noite em Salvador, voltei para Rocinha para dizer a dona Nilzete adeus e foi quando conheci sua filha Elem. Pedi-lhe que me acompanhasse pela comunidade na manhã seguinte antes do meu voo. Quando eu apareci com a câmera, não tinha ideia de que ela teria uma banda.

Ela começou a organizar as crianças e fizeram um show, fiquei cativada porque essa jovem estava no comando de um grupo de percussão. A entrevistei e posso dizer que ela era sábia para além de seus poucos anos. Saí no mesmo dia em que a filmamos e, assim que voltei aos EUA, comecei a angariar fundos para voltar e continuar filmando seu trabalho como ativista da comunidade.

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Falani e Briana Johnson – Dir.Fotografia/Prod.Executiva   Fto Marcelo de Troi

OUÇA ELEM: 

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Fto Marcelo de Troi
Portal SoteroPreta – Como Elem marcou você e o que a levou a ter a ideia do doc?
Falani Spivey –  Nos conectamos porque me senti muito ligada a sua mãe, Dona Nilzete, de quem era amiga antes de conhecê-la, então nosso relacionamento começou como amigas da família. Antes de mim, muitas pessoas filmaram seu trabalho, eu sou apenas aquele que escolheu continuar filmando ano após ano. Para ser sincera, não tinha ideia do que estava fazendo, pois esse é o meu primeiro filme. Me sentia conectada a Elem como uma mulher negra que cresceu na epidemia de crack em uma cidade de maioria negra, Washington, DC. Compartilhamos experiências similares.
Quando a vi aos 13 anos de idade, vivi de forma indireta por meio de seu trabalho.O crack é uma guerra química que o governo implantou em nossas comunidades e testemunhei três gerações nos EUA serem destruídas por essa droga. Ver uma jovem que combate a epidemia de crack e o racismo através da música, foi muito inspirador e foi o que provocou o documentário Maestrina da Favela.
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Acervo Pessoal de Elem

 

Portal SoteroPreta – Como você realizou este filme, quem a apoiou e como se deu essa filmagem BRASIL-EUA?
Falani Spivey –  Estou fazendo esse filme com a força da minha família e comunidade. Até hoje não recebi apoio financeiro de grandes instituições. Utilizei meus próprios fundos, tive amigos que abriram suas casas para que eu ficasse em Salvador. Eu também tenho feito “fish fries” com minha mãe nos EUA, que é uma tradição negra norte-americana para levantar fundos para projetos, contas, taxas escolares ou funerais. Nos últimos três anos, trabalhei com um coletivo de cineastas de mulheres negras que investiram seu próprio dinheiro, habilidades e equipamentos para tornar o filme mais profissional. Há cerca de seis meses, fui ao Blackstar Film Festival na Filadélfia, Pensilvânia, e uma linda senhora – Dra. Derby – patrocinou a pós-produção. Nunca tive um “orçamento” para trabalhar com o filme, mas os fundos chegaram pouco a pouco. Mais importante ainda, foi com o apoio de pessoas da Bahia, como Rosana Chagas, Urânia Munzanzu, Iris de Oliveira, Patrícia Magalhães, Felipe Brito, Renata Dias e Luedji Luna, que continuei o projeto. Todos entendem que eu sou uma mulher negra marginalizada em uma indústria de filmes masculinos dominados por brancos.
Estou tão agradecida por ter nascido uma mulher negra e saber que pessoas como Marcus Garvey abriram o caminho para que nos juntemos globalmente para fazer a diferença. Eu não me vejo como americana, sou uma pessoa de descendência africana nascida na América, há uma grande diferença em ser americana e afro-americana. Eu acho que tanto Elem quanto as pessoas que me ajudaram a fazer esse filme entenderam que somos todos um, com apenas uma língua diferente.
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Portal SoteroPreta – O que este filme significa pra você?

Falani Spivey – Este documentário significa muito para mim porque é um filme criado por uma equipe de mulheres negras contando a história de outra negra. Embora tenha sido um desafio financiar o filme, estou muito feliz por ter controle total sobre o projeto e orgulhosa de dizer que este é o nosso filme. Durante muitos anos, nossas histórias foram contadas e controladas por pessoas brancas. Os tempos mudaram e estamos escrevendo nosso próprio destino. Este filme é dedicado a todas as mulheres negras em todo o mundo lutando para fazer uma vida melhor para as gerações futuras. Este filme não é exclusivamente meu, pertence à África e seus filhos da diáspora.

OUÇA ELEM: 

 

SERVIÇO

Exibição do filme “Maestrina da Favela”, um filme de Falani Spivey (EUA)

Quando: Dia 24 de fevereiro (sábado), 17h

Onde: Sala Walter da Silveira (Barris)

Aberto ao público

Saiba mais sobre o filme aqui: maestrinadafavela.com

Professor e diretor, Marcos Oliveira, abre inscrições para Curso de Iniciação Teatral!


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Inscrições abertas para a nova turma do curso de Iniciação teatral, ministrada pelo professor e diretor Marcos Oliveira. As aulas acontecem todos os sábados, no espaço Xisto Bahia (Barris), das 9h às 12h. O curso acontece até junho de 2018, com aulas sempre aos sábados.  A inscrição pode ser feita até o dia 10 de março.

podem participar pessoas maiores de 16 anos e, ao final do curso, os participantes receberão o certificado e participarão da montagem de um espetáculo teatral. Para integrar o Curso, o investimento mensal é de R$170. O curso tem apoio institucional do Governo do Estado, através do Ocupe Seu Espaço, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

QUEM FAZ:

Marcos Oliveira é formado em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em Metodologia do Ensino da Arte pela UNINTER e ministra aulas de teatro há mais de 18 anos. Atua como diretor e ator da Companhia Total de Teatro, além de lecionar teatro no SESI e fazer a direção e a preparação de atores dos espetáculos: Minha Irmã, Besame Mucho, Perfídia, Domingo no Parque, O Cidadão de Papel, A Eleição… Entre Outros.

Coletivo Cultural Ibomin realiza Iª Mostra de Projetos em Portão!


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A Iª Mostra de Projetos do Coletivo Cultural Ibomin acontece nos próximos dias 23 e 24 de fevereiro no Centro Social Urbano de Portão (Lauro de Freitas). Na ocasião, serão apresentados resultados das ações promovidas pelo Coletivo em 2017. As atividades ocorrem sempre das 13 às 17h. 

No dia 23, data de abertura do evento, as pessoas poderão conferir as peças de artes visuais produzidas por jovens negros e negras de Lauro de Freitas durante o Projeto Ancestralidade e Novas Narrativas: a iconografia do candomblé na estética do grafite. São mais de 20 produções que permanecerão expostas até do dia 24.

 Neste dia, além da exposição, ocorrerá a Mostra de Audiovisual do Projeto Cine Ibomin. Na lista, vídeos experimentais de curta-metragem produzidos por adolescentes e jovens negros e negras da Região Metropolitana de Salvador. 

Ibomin

Serão apresentados oito vídeos documentários e de ficção, resultantes de cinco oficinas realizadas durante o ano de 2017. O Projeto Cine Ibomin é uma realização do Coletivo Cultural Ibomin e conta com o apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB, Secretaria de Cultura da Bahia – SECULT. S

 

Para completar a lista de celebrações, compõe a programação do dia 24, um sarau de finalização do Projeto Letras D’Africa: incentivo à leitura na comunidade negra de Lauro de Freitas, debates sobre literatura e cinema negro e exposição da Cooperativa de Empreendedoras do Ibomin.

Inscreva seu curta, média ou longa-metragem na Mostra Cine Favela Brasil!


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Foto Raul Spinassé | Ag. A TARDE

 

Estão abertas as inscrições para a mostra Cine Favela Brasil, exibição de curtas, médias e longas-metragens produzidos por realizadores das periferias brasileiras. A Mostra tem o objetivo de difundir as produções oriundas das comunidades e inscreve até o dia 1º de março.

Os filmes serão submetidos à análise pela equipe de curadoria que levará em consideração o impacto social e cultural, qualidade narrativa, abordagem cinematográfica, relevância conceitual e temática e a legitimidade dos realizadores da periferia. 

A mostra Cine Favela Brasil apresentar um panorama sobre a produção audiovisual das comunidades periféricas das cidades brasileiras nos dias 09,10 e 11 de março, no Centro Cultural Alagados, bairro do Uruguai,  em Salvador.

As submissões dos filmes são gratuitas e devem ser realizadas através do formulário disponível no site . 

A iniciativa Cine Favela Brasil

A mostra de cinema Cine Favela Brasil é uma iniciativa que visa à promoção e  projeção da diversidade de sujeitos emergentes das periferias através da sétima arte. Fomentada pela Lei de Incentivo à Cultura, realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal e patrocinada pelo Banco do Nordeste, o Cine Favela Brasil busca a descentralização cultural dando maior acesso aos bens e serviços culturais à comunidade.

Serviço:

O que: Inscrições da mostra Cine Favela Brasil

Onde : No site www.cinefavelabrasil.com.br

Quando:  Até o dia 1º de março de 2018

Quanto: Gratuito.

Cantor Juraci Tavares celebra 10 anos de carreira com shows no Gamboa Nova!


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O Teatro Gamboa Nova recebe, nos dias 18 e 25 de fevereiro, o cantor Juraci Tavares, que celebrará 10 anos de carreira com o show Juraci Tavares: Dez Anos Umbilicando Música e Poesia Afro Diaspórica e Carnaval.

Além de canções de sua autoria e parceiros, Juraci também cantará músicas do maestro Moacir Santos e de Milton Nascimento. No palco, através dos ritmos e letras das canções, o cantor mostrará a importância do continente africano para o mundo.

Juraci convidará para o palco, os blocos Rodante, DHojeaOito, Segura e Ataca e Tambores do Mundo.

 

Teatro Gamboa Nova
Horário – 17h
Dias – 18 e 25 (domingos)
R$20 /10
Livre