Os Negões realiza concurso “Negro Lindo” este sábado (11)


negro mais lindo bloco os negões
Foto: André Frutuoso

O Bloco Os Negões promove, neste sábado (11), a etapa final da 10ª edição do concurso Negro Lindo, que elegerá a beleza negra masculina do Carnaval de 2017. Ao som da banda Os Negões e convidados, o evento ocorre na Praça Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, às 19 horas. Na oportunidade, a banda vai apresentar um pouco do que será mostrado na sexta-feira, no domingo e na terça-feira de carnaval, no circuito Osmar. A parceria é com a Dresscoração e um dos convidados é a Banda Opanijé.

Segundo o presidente do bloco, Paulo Roberto, o concurso é mais uma forma de enaltecer a beleza negra na capital com maior número de afrodescendentes do Brasil. “Nossa função é trazer a história do povo negro para conhecimento da população. Precisamos ter concursos que mostrem a beleza de nosso povo”, destacou.

 

Neste ano, o Bloco desfila com o tema “O mensageiro – Exu, fruto da vida e da transformação”. Além de dialogar com o empoderamento estético-político negro, o negro mais belo vai acompanhar o bloco carnavalesco durante o desfile, nos eventos culturais e ações sociais promovidas pela instituição. Nesta oportunidade, a instituição prestará homenagem a uma pessoa notável, dando-lhe o título de Personalidade negra do ano.

SERVIÇO

10ª edição do Concurso Negro Lindo – Os Negões

Dia: 11/2, 19h30

Local: Praça Quincas Berro D’Água – Pelourinho

Atrações: Banda Os Negões e convidados

Quanto: Gratuito

Rolezinho – Um Circuito feito para jovens e pelos jovens


Rolezinho circuito

“Vai ter rolezinho”! Se você já ouviu essa frase e linkou a algo negativo, perigoso em um espaço fechado, tá precisando rever seus conceitos! “Rolezinhos” são encontros marcados pela internet por adolescentes, que ganhou grande repercussão no país a partir de dezembro de 2013, em São Paulo, quando jovens de periferia, negros em sua maioria, querendo se divertir, marcaram para se encontrar no Shopping. Isso incomodou!

De lá pra cá, o movimento desta juventude cresceu e ganhou espaços pelo país inteiro, em uma atitude de bater na discriminação e questionar a segregação destes jovens. Em Salvador também tem e vai rolar a segunda edição neste sábado (11), na Oficina de Investigação Musical (Pelourinho). Na primeira vez, em dezembro de 2016, reuniu mais de 600 pessoas, de acordo com os organizadores, com 13h de programação cultural.

Rolezinho circuito

“O Circuito Rolezinho é uma iniciativa de produção cultural para ocupação de espaços e construção de novas narrativas através de diferentes linguagens: música, cinema, performance, moda, rodas de conversas entre outras. O objetivo é fazer circular uma produção cultural feita pela e para juventude negra, numa perspectiva de autossustentabilidades, desenvolvimento sociocultural e econômica geradora de renda.” – explica Luma Nascimento, uma das idealizadoras do Circuito.

Nessa segunda edição de Circuito Rolezinho, a programação cresceu: serão 20 horas de oficinas, gastronomia local e vegana, empreendedorismo, workshop, exibição do filme Cinzas da cineasta Larissa Fulana de Tal, virada da noite com festa e muito mais. “O circuito traz um número maior de horas para discutir as novas formas de diálogos através da arte! Uma programação que evidencie existências coletivas e protagonismos sem deixar de falar de autocuidado, moda, economia autossustentável, política e cenários culturais”, explicam Luma Nascimento e Yasmim reis, idealizadoras.

Rolezinho circuitoA festa ao final de tudo terá preço popular (R$10 e R$15) e, durante o dia (free), terá exposição do artista visual Tauan Carmo e do estilista Rey Vilas Boas. Além do SoundRolezinho, com a cantora norte-americana, Nia Nicole, e o B.A.V.I  Berimbau aparelhado + Violão Inventável, dentre outras surpresas na programação.

CONFIRA TEASER AQUI!

SERVIÇO

II Circuito Rolezinho

Dia: 11 de Fevereiro
Horário: 10h às 5h da manhã do dia 12/02
Local: Oficina de Investigação Musical – Pelourinho

Clã Rolezinho: Luma Nascimento, Hebert Gonçalves, Lucas Leto, Juh Almeida, Ingrid Ellen, Alan Costa, Loo Nascimento

Fotos: Juh Almeida e Helemozão Fotopoesia

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Rolezinho circuito

Companhia de Dança Moderna Tradições abre temporada na Casa 14


Companhia de dança moderna Tradições
De 17 de fevereiro a 28 de março, todas as terças-feiras, a Companhia de Dança Moderna Tradições se apresentará no Espaço Cultural Casa 14, localizada no Pelourinho. A temporada acontece sempre às 19h30, com ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
A Companhia traz, no espetáculo, a cultura popular, mitos e tradições que permeavam a vida dos baianos. A base para as apresentações vem de imagens de Pierre Verger e das telas coloridas de Carybé. Entre os aspectos destacados, a beleza e história dos orixás, as rodas de capoeira, a dança afro, a puxada de rede, o maculelê e o samba de roda.
SERVIÇO
Temporada da Companhia de Dança Moderna Tradições
Quando: De 17 de janeiro a 28 de março, terças-feiras, 19h30
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Onde: Espaço Cultural Casa 14 – Pelourinho
Coreografia e Direção // Denys Silva
Produção : PRETA PRODUÇÕES
Foto e Arte: Ricardo Fontes

Grife Ko Ade – Construindo Coroas lança coleção no MAM


Grife Ko Ade - Construindo Coroas

O Pátio das Mangueiras do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) se tornará passarela para um desfile de moda neste domingo (12), a partir das 15h, com entrada gratuita. A grife ‘Ko Ade – Construindo Coroas’ irá lançar sua coleção, desenhada sob a perspectiva de “resgatar todas as referências da ancestralidade no quesito moda afro-brasileira”, afirma o assessor comercial da grife, Pedro Barbosa.

O evento vai contar com a presença de sete modelos que apresentarão duas trocas de roupas. Os acessórios serão da linha étnica ‘Black Luxo’. “O projeto busca conscientizar aqueles que desconhecem o valor de um turbante, fazendo conhecer o significado de cada acessório e colaborando na formação de uma geração de afro-brasileiros conscientes de seu papel na sociedade”, ressalta a idealizadora e proprietária da Ko Ade, Maria Argôlo.

Grife Ko Ade - Construindo Coroas_

 O MAM-BA foi escolhido por ser um local rico em representatividade cultural. “O museu é localizado próximo à Baia de Todos os Santos, rodeado de natureza e cultura. Tudo isso enriquecerá o lançamento”, diz Pedro Barbosa. O museu também receberá um solo de dança contemporânea e apresentação teatral abrindo o desfile. Após o lançamento, a música entra em cena comandada pelo cantor Geovan Noronha.

Sobre a grife ‘Ko Ade’

A grife ‘Ko Ade – Construindo Coroas’, tem como foco resgatar todas as referências de ancestralidade possíveis no quesito moda afro-brasileira e com isso devolver a identidade do povo afrodescendente, tornando-os conscientes de si e de seus ancestrais,valorizando o uso de turbantes e do trançado nagô. A ideia é desmitificar o significado dos símbolos africanos, conhecendo o significado de cada cor e de cada acessório.

 Fotos: Jamile Neves

SERVIÇO

Lançamento da grife ‘Ko Ade – Construindo Coroas’

Quando: 12 de fevereiro (domingo)

Onde: Pátio das Mangueiras

Horário: Das 15h às 19h

Entrada gratuita

Já ouviu falar do Puxadinho MassaLarica e seus encontros no Rio Vermelho?


puxadinho massalarica

Neste domingo (12), acontece mais uma edição do Puxadinho MassaLarica – encontros artísticos no Rio Vermelho criados pela jornalista Juliana Dias. O encontro desta vez é do duo BAVI Berimbau Aparelhado e Violão Inventável, formado pelos músicos Anderson Petti e João Almy, com o músico irlandês Paddy Groenland e o DJ Jamil Godinho. Já no campo da performance, a arte educadora e fundadora da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV, Micaela Cyrino apresenta pela primeira vez em Salvador, a performance “Cura”, abordando o corpo negro diante da epidemia de Aids.

puxadinho massalaricaNesta edição, o público além de saborear as pizzas “MassaLarica” vai poder provar do tempero de uma feijoada preparada especialmente para o evento. O Puxadinho MassaLarica tem entrada gratuita e começa às 10h com a participação de microempreendedores das marcas As Brecholettes, Agudá Moda & Artes e Fumos e shás Shaddai, e a oferta do seviço de reflexologia podal. As apresentações artísticas iniciam às 12h e seguem até às 20h.

Além de música, esta quarta edição conta com a participação das poetisas Lely Carmo e Negreiros Souza, da artista visual e grafiteira Isabela Pita, e da drag queen Rosa Morena, que apresenta uma performance marcada pela espontaneidade, sedução e alegria. Desde novembro, quando começou o projeto, mais de 20 artistas já se apresentaram no Puxadinho.

puxadinho massalarica
Brecholettes

Serviço

O que: Puxadinho Massalarica 4ª edição

Onde: Rua Ari Pereira de Oliveira, n 34, Rio Vermelho

Quando: 12 de fevereiro (domingo), das 10h às 20h

Atrações: Música – BAVI Berimbau Aparelhado e Violão Inventável, DJ Jamil Godinho e Paddy Groenland ; Poesia – Negreiros Souza e Lely Carmo; Arte visual – Isabela Pita; Performance – Rosa Morena (Cris Cirqueira) e Micaela Cyrino.

Entrada gratuita

Fotos:  Filipe Louzado

Solo “Rosas Negras” encerra projeto Natas em Solo em Salvador


FABÍOLA JULIA - ROSAS NEGRAS_FOTO DE DIANA RAMOS
Foto: Diana Ramos

O projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo”, com apresentações do Grupo NATA, em Salvador, se despede este mês com o solo “Rosas Negras”, da intérprete-criadora Fabíola Júlia com direção de Diana Ramos. O espetáculo homenageia a mulher negra, faz uma ode à afirmação de sua autoestima em todas as instâncias.

Nele, a atriz Fabíola Júlia traz uma contribuição para a discussão e rompimento dos estereótipos associados às mulheres negras, com destaque para uma homenagem à atriz do Bando de Teatro Olodum, Auristela Sá (1969-2013) e à socióloga e ex-ministra da igualdade racial Luiza Bairros (1953-2016).

O projeto Natas em Solos é um projeto artístico-investigativo-formativo que consiste na investigação, montagem e apresentação de seis solos concebidos e realizados pelos intérpretes/criadores do NATA a partir das pesquisas cênicas individuais destes artistas. Nele, desde 10 de janeiro, foram lançados outros cinco espetáculos solos dos atores Antônio Marcelo, Daniel Arcades, Nando Zâmbia, Sanara Rocha e Thiago Romero.

São resultado de 18 anos de pesquisas e trabalhos cênicos continuados do NATA a partir das inquietações artístico-filosóficas de seus intérprete/criadores.

ROSAS NEGRAS

ESPAÇO CULTURAL DA BARROQUINHA

07, 08, 14 e 15/02 – 19H

Ingressos: R$ 20 e R$ 10

Mãe Runhó – Comunidade do Engenho Velho recebe escultura restaurada


Mãe Runhó
Busto Mãe Runhó

A comunidade do Engenho Velho da Federação receberá, nesta sexta (10), a escultura recuperada de Mãe Runhó. Além do restauro fiel da escultura, agora em fibra de vidro, de autoria do artista Félix Sampaio, e da imagem de São Lázaro instalada em nicho próximo, houve a recomposição do piso da praça, instalação de bancos, gradis, paisagismo e refletores para iluminação.

A escultura é uma homenagem a Maria Valentina dos Anjos Costa – Doné Runhó ou Mãe Ruinhó (Salvador, 1877 – 1975) – Doné do Terreiro do Bogum, filha de escravos, iniciada para o Vodun Sobô. Passou para o grau de sacerdotisa aos 21 anos de idade, e assumiu a direção do terreiro em 1925, onde permaneceu por 50 anos, até sua morte.

“Significa a valorização da memória, não só da religião, mas principalmente do povo jeje e da preservação da Natureza. Mãe Runhó já era ecologista antes de se falar no assunto. Em 1925, quando assumiu o sacerdócio, já clamava pela preservação do que é a base de vida do nosso povo. Ela não defendia apenas as pessoas, ela defendia  o respeito e a vida em todos os sentidos. Dizia que ‘não existe vida sem a natureza. O jeje não sobrevive sem o verde, sem as águas limpas, sem o ar para respirar, o jeje não sobrevive sem a natureza viva.’ E, por isso, todos nos sentimos felizes com essa homenagem. Não apenas como um pedido de respeito e tolerância às pessoas, mas como um alerta da importância da preservação da base para vida que é a natureza que nos acolhe e nutre, independente de religião.” – Ogan Edmilson, integrante do Terreiro Bogum. 

 

Fonte: Fundação Gregório de Matos

 

#DICADoc: “Samba as Dores – A roda de resistência e preservação da cultura popular”


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Foto Aline_Simonetti

Conhece Samba de Roda? Gosta do ritmo e de suas manifestações? Conheça o documentário “Samba as Dores – A roda de resistência e preservação da cultura popular”, dos formandos em Jornalismo da Faculdade Anísio Teixeira (FAT). .

Ao longo dos pouco mais de 16 minutos, eles reconhecem a importância do samba de roda para a manutenção e valorização da cultura afro-brasileira. O foco principal do projeto foi o estudo da visibilidade do gênero como fonte em produções jornalísticas.

QUEM FAZ PARTE

No documentário tem os grupos Quixabeira da Matinha, União de Bonfim de Feira, Sufoco da Fumaça de Riachão do Jacuípe e Sambadores do Nordeste, além do jornalista cultural Jânio Rêgo e o radialista e produtor cultural Elsimar Pondé. Tudo sob a orientação da Prof. Ma. Daniela Ribeiro, condução e produção de  Ana Carolina Macêdo, Antônio Carlos Sales, Ester Soares Passos e Polyane Oliveira.

Assista “Samba as Dores – A roda de resistência e preservação da cultura popular”

Claudya Costta e Menelaw 7 juntos nesta sexta (10)!


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Divulgação

A cantora Claudya Costta e  artista, Menelaw 7 reúnem, nesta sexta, dia 10, no Casarão das Artes, Música e Pintura no Show “Cantando e Pintando o Samba”. Ambos prometem um ambiente de diálogos artísticos e mergulho nas raízes da identidade cultural Brasileira, trazendo o Samba como maior fonte de inspiração.

O show é para público adulto, mas atrai crianças em razão de seu mergulho em cores e um enriquecimento nestes contatos entre dois tipos diferentes de pensamentos artísticos: a música e a pintura, mostrando que todas as artes estão interligadas.

 

SERVIÇO

O que? Show Claudya Costta e Menelaw 7 – Cantando e Pintando o Samba

Quando? Sexta –Feira, dia 10, às 21h

Onde? Casarão das Artes – Rua João de Deus, N. 8, Pelourinho.

Quanto? Entrada Gratuita

Realização: Botica das Artes

Bando de Teatro Olodum faz sessão extra de “Ó paí, ó!”


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Divulgação

Depois de lotar o Teatro Vila Velha na programação do Amostrão de Verão, o Bando de Teatro Olodum retorna para edição extra do espetáculo “Ó paí, ó!”, nesta quarta (8), no Vila. É uma edição comemorativa de 25 anos em cartaz deste que é um dos principais espetáculos do Bando.

Um quarto de século levando aos palcos a mensagem do genocídio de jovens negros, o espetáculo “Ó paí, ó! é, sem dúvida, um dos maiores sucessos de público do teatro baiano, mantendo ainda hoje boa parte de seu elenco original. O sucesso já levou a peça para a TV e pro cinema, confirmando a boa aceitação do público. Em cena, os atores do Bando trazem a realidade do Pelourinho Antigo, as alegrias e sofrimentos de um conjunto de moradores de um pequeno cortiço. No ambiente, temáticas sensíveis são levadas ao palco por meio do humor e do drama.

As Bodas de Prata de “Ó paí, ó!” poderá ser celebrada junto ao Bando nesta sessão extra, que começa às 20h. Ingressos serão vendidos a R$40/20, na bilheteria do Vila Velha ou no site Ingresso Rápido.