Coletivo de Entidades Negras e Instituto AVON juntos em campanha contra violência de gênero


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Foto: Ruy Barbosa Pinto

A partir desta sexta (25), o Coletivo de Entidades Negras (CEN) inicia, em Salvador e Região Metropolitana, ações pautadas na campanha dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, em parceria com Instituto Avon e a Prefeitura de Salvador.

A campanha envolve uma extensa programação que começa com a iluminação especial do maior símbolo de Salvador – o Elevador Lacerda. Desta sexta até dia 10 de dezembro, o Elevador refletirá a cor laranja – em solidariedade à luta pelo enfrentamento a todas as formas de violência sofridas pelas mulheres.

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Banco de Imagens

Tradicionalmente, é de 16 dias, mas este ano, para evidenciar a maior incidência da violência de gênero que vitimiza mulheres negras, a Campanha foi antecipada para o dia 20 de novembro, culminando os 21 dias em 10 de dezembro. As ações que serão realizadas pelo CEN, a partir desta sexta (25), envolvem a sociedade civil, o aparato de segurança pública (Polícia Militar e Sistema Penitenciário), Universidades Públicas e órgãos do Legislativo e do Executivo.

“A mudança começa onde o silêncio termina”

Com este mote, a Campanha busca, nestes 21 dias, ressaltar a “violência invisível”, com o intuito de provocar uma mudança de comportamento, em especial dos homens. É voltada para a violência doméstica, propagada por companheiros, maridos, namorados, pais e demais familiares do sexo masculino, mais próximos das vítimas.

“Muitos homens justificam seus atos violentos contra as mulheres com base no amor, dizem que amam demais, que sentiram ciúmes demais e vários outros motivos, sempre baseados no amor. A imprensa costuma chamar esses casos de “crimes passionais”, como se eles tivessem sido motivados por amor. Mas amor não mata! O que mata é a sensação de poder que o agressor tem sobre a vítima”, diz Iraildes Andrade, coordenadora de Gênero do CEN.

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Banco de Imagens

Conforme dados do Ligue 180, no primeiro semestre de 2016 foram registrados cerca de 68 mil relatos de violências, sendo mais de 86% delas referentes situações previstas na Lei Maria da Penha. Na Bahia, criada em 2015 no âmbito da Polícia Militar da Bahia, a Ronda Maria da Penha – comandada pela Major Denice Santiago – tem atuado no policiamento ostensivo a estas chamadas.

Para sensibilizar os profissionais que atendem estas mulheres, em Delegacias ou ocorrências, o Coletivo de Entidades Negras, em parceria com a Ronda, promoverá formações junto a policiais e comandantes no dia 29 de novembro e 5 de dezembro. “Mulheres sofrem quando tentam fazer uma denúncia, são desanimadas pela atitude de alguns profissionais, então precisamos falar sobre isso”, enfatiza Iraildes.

“Quanto mais invisível for a violência, mais difícil dela ser identificada e mais prejudiciais e profundos são os danos causados por ela. Por isso, não podemos partir da premissa de que apenas apontar o erro já é suficiente para provocar uma mudança de comportamento. Precisamos que as pessoas sejam protagonistas e passem a reconhecer que existe um problema que é de todos nós e só pode ser enfrentado com mudanças de atitude”, afirma Mafoane Odara.

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O gênero no cárcere

As mulheres encarceradas também terão atenção especial ao longo desta Campanha. No Presídio Feminino, em Salvador, o Coletivo de Entidades Negras realizará, dia 28, uma “Oficina de Estética”. Na ocasião, serão ofertadas aulas de auto maquiagem – com produtos da AVON -, cuidados com os cabelos, além de conversa sobre violência de gênero.

“Fomentar estas discussões junto às mulheres do sistema penitenciário é trazer à baila uma discussão ainda incipiente e que precisa acontecer para que o chamado empoderamento feminino possa fortalecer as mulheres. É fazê-las, a cada dia, mais autônomas e capazes de refutar todas as formas de violência”, enfatiza Andréa Mércia, coordenadora geral da  Central de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (CEAPA).

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Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

O debate continuará no dia 5/12, com a Roda de diálogos sobre Racismo e Gênero, na sede a OAB, em Salvador, onde 25 mulheres que cumprem pena alternativa estarão presentes. Já em Lauro de Freitas – Região Metropolitana de Salvador -, no dia 7 de dezembro, o diálogo chegará à juventude.

“Temos percebido discursos e comportamentos por parte de jovens daquela região, que reproduzem violências de gênero, então precisamos também conversar com eles de forma mais direta”, aponta Iraildes, que coordena toda a programação que o Coletivo realiza neste período.

Ao longo dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres também serão realizadas diversas intervenções na cidade: a cor laranja estará nas gordinhas de Ondina, na Reitoria da UFBA, na Estação da Lapa, na Fábrica da AVON – em Simões Filho -, e na Caminhada do Samba, em Salvador, neste final de semana (27/11). No Shopping Barra, uma ação fotográfica reúne 42 personalidades, incluindo artistas, que aderiram à Campanha. O Portal SoteroPreta fará matérias especiais sobre a programação.

Confira aqui algumas das peças já criadas pelo Instituto AVON que podem ser compartilhadas nas redes sociais, com a hashtag #vamosconversar.

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#MAMcestralidade – Oficinas e Cursos de Artes Negras no MAM


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Foto: Eric Lopes

Durante a última semana do projeto MAMcestralidade, idealizado para celebrar o mês da consciência negra, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) segue com uma série de atividades gratuitas voltadas para a temática.

Entre os dias 29 de novembro e 02 de dezembro (terça a sexta-feira), serão ministradas oficinas de ‘Mosaico’ e ‘Xilogravura’ e o mini-curso ‘Ilustração e Ancestralidade’.  As inscrições são gratuitas para as 30 vagas disponibilizadas (cada oficina/mini-curso).

Para o mini-curso ‘Ilustração e Ancestralidade’, o artista e facilitador Roddolfo Carvalho explica que “será relatado como funciona o processo criativo, de planejamento e como é possível ser aplicado de forma prática ao trabalho. Vamos desenvolver um projeto de ilustração com um elemento textual, transformando-o em gráfico para depois disponibilizar em download”. Mais informações através do email [email protected] ou pelo telefone (71) 3117-6141. Todas as atividades serão nas Oficinas do MAM-BA.

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Foto: Eric Lopes

 SERVIÇO

OFICINAS:

Oficina de Mosaico

Dias: 30/11 a 02/12 (quarta a sexta-feira)

Horário: Das 14h às 17h

Facilitadoras: Geisiane Cordeiro e Patricia Anjos (parceria Museu Udo Knoff)

 

Inscrições pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfZlaFSwZY9e6x_m9A1W0CTz5ag-VBPPv-lWNE9WfL-Lg4J7w/viewform?c=0&w=1

 

Oficina de Xilogravura

Dias: 29/11 a 01/12 (terça a quinta-feira)

Horário: 14h às 17h

Facilitador: Ceceu Evangelista

Obs: Podem participar adolescentes a partir dos 16 anos

Inscrições pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSegkEopOo3QTdXFrYIBoPFzRsmk3cYectvL30weVb4FYUODew/viewform?c=0&w=1

 

MINI CURSOS:

 Ilustração e Ancestralidade

Dias: 29/11 a 01/12 (terça a quinta-feira)

Horário: Das 9h às 12h

Facilitador: Roddolfo Carvalho

Obs: Podem participar adolescentes a partir dos 14 anos

Inscrições pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdIoRYl1Mm21CCjaEgcC16iLYd9thjYMx0ixsmYfti8l3V6Fg/viewform?c=0&w=1

 

#21DiasAtivismo – Coletivo de Entidades Negras debate violência de gênero com policiais militares


“Ele nunca me agrediu, só me xinga as vezes mas, durante esses 13 anos, ele nunca me bateu. Quero que ele saia da minha casa e ele não quer sair”, relata C.S, que estava na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em Periperi na manhã desta terça (29).

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Iraildes Andrade (CEN) Foto – Ascom/Ronda

O relato dela é o de muitas outras que chegam à linha de frente do atendimento às vítimas de violência doméstica – seja em ocorrências atendidas nas Delegacias ou pela Ronda Maria da Penha, criada em 2015 no âmbito da Polícia Militar da Bahia.

Para capacitar agentes policiais quanto aos tipos de violência contra a mulher, o Coletivo de Entidades Negras (CEN) esteve na Deam de Periperi neste dia, para falar com policiais sobre o tema. Na ocasião, a coordenadora de Gênero do CEN, Iraildes Andrade, falou de violência psicológica, sexual, patrimonial e moral – cujas características ainda são desconhecidas por muitas mulheres.

A ação integra a Campanha dos 21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, encabeçada, em Salvador e Região Metropolitana, pelo CEN, em parceria com o Instituto AVON e Governo do estado. A Campanha segue até dia 10 de dezembro, já tendo realizado atividades junto a mulheres em situação de cárcere, intervenções em espaços públicos com distribuição de materiais informativos. As ações seguem durante a semana, veja aqui. Na ocasião, a Ronda Maria da Penha integrou seu projeto “Papo de Homem” à Campanha, reunindo seus policiais para a formação.

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Foto: Suzana Batista

O objetivo foi educar para a prevenção à violência doméstica e familiar, para que eles tenham o conhecimento das cinco formas de violência a que a mulher é vitima. A Ronda, comandada pela Major Denice Santiago, já vem acontecendo em outros municípios como Piritiba, Riachão de Jacuípe.

“Nós temos uma preocupação aqui na Ronda de atender a tudo que se configure a Lei Maria da Penha. Pela prática, nós percebemos que quando a Ronda também conversa com o agressor, ela explica para ele a medida protetiva e dialoga sobre sua violência. Aqui, o agressor tende a compreender mais a necessidade de seu afastamento da companheira (ou ex)”, explica major Santiago.

A violência não é só física

A violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral são as formas mais comuns de violência contra a mulher e são essas violências que a Ronda Maria da Penha vem tentando impedir que aconteça com tanta frequência.

 A denunciante que citamos no início deste texto, por exemplo, é retrato do que os policiais da Ronda Maria da Penha relatam, quando questionados sobre dificuldades neste tratar: lidar com a falta de informação dessas vítimas quanto ao que é violência. No caso, averiguado pelos policiais, ela sofre de dois tipos de violência: a moral e a patrimonial, uma vez que seu companheiro se nega a sair de sua casa, ameaçando seu patrimônio.

 

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Foto: Suzana Batista

A capitã Ana Paula Queiróz, subcomandante da Ronda Maria da Penha, fala sobre esta atuação. “O crime de violência doméstica é perpetuado pela cultura. Para além de atender à demanda dessas mulheres, a Ronda tem o compromisso de instruir as pessoas sobre o que são estas violências e como as mulheres podem não sofrê-las, não figurem como vítimas. É também para os homens, para que eles não comentam se tornem agressores”, explica.

“Os policiais foram receptivos à temática. Ouvimos relatos sobre patriarcado, cultura de machismo, de se colocar no lugar da mulher e entender suas dificuldades, o que nos deu a certeza de que há jeito de transformar a realidade que ainda encontramos, que é a da falta de acolhimento relatada pelas mulheres vítimas de violências. Eles são a porta da frente para elas, elas precisam enxergar nesta farda que há alguém do outro lado que pode ajudá-las. De eles estiverem conscientizados disso, sensibilizados, já teremos avançado”, afirma a coordenadora de Gênero do CEN, Iraildes Andrade. 

Estima-se que, no Brasil, cerca de 2 milhões de mulheres sofram agressão a cada ano e a Lei Maria da Penha descaracteriza esta agressão enquanto crime de menor poder ofensivo, punido com multa ou cestas básicas, tornando-a crime com pena de 1 a 3 anos de prisão. Além disso, o judiciário pode obrigar o agressor a participar de programas de reeducação ou recuperação.

Para o Cabo Djair, que é um dos primeiros integrantes da Ronda Maria da Penha, fazer parte desse projeto é muito importante ainda mais sendo homem. “Uma coisa que vem do patriarcado, uma coisa bem antiga de criar o homem com a bola, criar mulher com essa separação, essa falta de explicação de gêneros. Criou-se essa dificuldade hoje da aceitação masculina com relação à compreensão sobre a mulher e suas necessidades. Hoje, muitos homens não veem a mulher com a igualdade que elas merecem, mas a gente está tentando desconstruir isso”, afirma.

As ações do CEN na Campanha dos 21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher – em parceria com o Instituto AVON – continuam em Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas. Saiba tudo aqui.

#21DiasAtivismo – Ação leva beleza e cuidado a detentas do Presídio Feminino


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Os olhos brilhavam ao se ver no espelho, invariavelmente um abraço e um beijo marcavam a despedida entre a encarcerada que havia acabado de ser maquiada e a pessoa que a estava maquiando ou fazendo seu cabelo. Gestos de afetividade assim marcaram a ação especial Dia de Cuidado, promovida pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), em parceria com o Instituto AVON. A parceria resultou em uma série de atividades em torno dos  21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que acontecem em Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas. Nesta segunda, 28, a ação foi Presídio Feminino de Salvador.

Esta ação visou trabalhar a noção do resgate da auto-estima de mulheres, em sua maioria, encarceradas por motivos de certa forma ligados às mais distintas formas de violência contra a mulher.

mulheres presas

Andréa Mércia, coordenadora geral da Central de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (Ceapa), falou de sua emoção em participar desta atividade atuando pela primeira vez como maquiadora. “O contato, o tocar, a troca de energia, tudo isso faz parte de um elo de confiança que acho fundamental que seja construído com essas mulheres. No trabalho que faço, a busca pela reassocialização é constante e acho extremamente significativo que ações como essas sejam cada vez mais desenvolvidas”, ressaltou.

Estavam presentes, a diretora do Presídio, Luz Marina Ferreira Lima, a professora Iole Macedo Vanim, da Ufba e integrantes do CEN. Mais de 20 mulheres foram maquiadas com produtos da AVON e tiveram seus cabelos feitos.

Joselita Gavião, uma das detentas que está há mais tempo na unidade falou da importância de eventos como estes “para ocupar a mente, aprender e se capacitar quando cumprir a pena”. Joselita afirmou que participa de todas as atividades, sonha em estudar Literatura – para isso fez o Enem neste ano – e escreve sobre o cotidiano da prisão e dos eventos mais marcantes.do seu período no sistema.

AVON

Em agradecimento, ela presenteou a equipe com este escrito:

“Consciência Negra

“O negro sofre diversos tipos de violência e o mecanismo de inclusão da sociedade nas práticas sociais ainda são pouco consideradas. A melhora das condições de vida das pessoas negras são de compromisso político que assegure o enfrentamento do racismo. O cabelo pixaim e a cor da pele infelizmente ainda é colocada como empecilho até para conseguir um bom emprego e, com o passar do tempo e a luta constante seremos vencedores, porque o negro é lindo e acima de tudo merece todo respeito”. (Joselita G47).

Ao fim da atividade foram distribuídas gargantilhas às detentas e agentes, com o símbolo da campanha. No dia 5 de dezembro, 25 mulheres que cumprem pena alternativa participarão de roda de conversa na OAB/BA, sobre racismo e violência de gênero. Confira toda a campanha aqui. 

Texto de Marcio Gualberto – Coordenador Nacional de Política Institucional do CEN

Fotos: Ivana Flores

Direitos da juventude brasileira será tema de Encontro este sábado (3)


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Foto: Militão

CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço, em parceria com CIPÓ – Comunicação Interativa,Levante da Juventude, MCPS – Movimento de Cultura Popular do Subúrbio,  REPROTAI – Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe e Visão Mundial promovem o Debate Juventude no Foco – Nenhum Direito a Menos, no dia 03 de dezembro, sábado, das 8h às 19h, no SINDAE (Rua General Labatut, 64 – Barris – Salvador).

O evento vai contar com mesas de trabalho discutindo temas como a efetivação do Estatuto da Juventude, direito à participação, igualdade entre outros, divididos em 11 eixos e debatidos por mesas de trabalho. A programação também contará com intervenções poéticas, apresentações musicais e trocas de experiências.

A expectativa das organizações envolvidas é promover o debate conjunto entre jovens de diferentes contextos e origens, convidando à reflexão sobre as lutas, enfrentamentos, sonhos e conquistas da juventude.

Serviço

Encontro Debate Público “Juventude no Foco – Nenhum Direito a Menos”

Quando: dia 03 de dezembro, das 8h às 19h

Onde: SINDAE (Rua General Labatut, 65, Barris)

INSCRIÇÕES NO LINK: https://goo.gl/AITknt

Programação

Programação Geral:

8h – 9h Credenciamento / Cortejo Levante + Grupo de Capoeira + Grupo de Dança

9h – 10h Mesa de Abertura

10h – 10h30 Intervalo + Grupo de Poesia Sarau da Onça

10h30 – 12h30 Trabalho em Grupo sobre os eixos do Estatuto da Juventude

12h30 – 14h Almoço + Grupo de Rap Evolução

14h – 15h30 Apresentação dos Grupos

15h30 -16h Intervalo da tarde + Peça em Defesa da Petrobrás (Levante)

16h – 17h Mesa de encerramento

17h – 18h Apresentações culturais: Grupo de Rap Contenção 33 + Grupo de Samba

 

Mesa de abertura – Eixo de Direito à Cidadania, à Participação Social e Política e à Representação Juvenil

Representantes: a) Daniel Souza, do Conselho Nacional de Juventude

  1. b) Elen Rebeca – Levante Popular da Juventude

 

GT / Oficinas/Eixos:

Diversidade e Igualdade / Território e Mobilidade / Segurança Pública e Acesso à Justiça

Facilitador (a) do GT: Sirlene Assis

Representantes: Sirlene Assis, da UNEGRO

Fabiana Mendes da Associação Quilombola de Conceição das Crioulas 

Maurílio Truká do Conselho Estadual da Juventude de Pernambuco

Rafaela Borges, Fórum das Juventudes de Pernambuco; Sabiá

 

Educação/ Cultura/ Comunicação e Liberdade de Expressão

Facilitador (a) do GT: Nilton Lopes

Representantes: a) Cipó – Nilton Lopes

Nadja Santos, do Empoderamento Crespo

Branco, CMA Hip Hop

Genilson Taquary – Pataxó

  

Saúde/ Direitos sexuais e reprodutivos

Facilitador (a) do GT: Mayara Silva

Representantes:

Ana Carolina Cruz

Diogo Souza, representante do Odara

Mayara Silva – Secretaria de Saúde de Salvador

 

Profissionalização, Trabalho e Renda

Facilitador (a) do GT: Luiz Paixão – Movimento de Cultura Popular do Subúrbio

Representantes: a) Roseli Cordeiro de Souza – Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos – Coopercuc

Jabes Soares – Conselho Estadual de Juventude

Cristiane Patinho (CUT)

Terreiro do Bate Folha abre as portas para celebrar 100 anos


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Foto: Marisa Vianna

Um Terreiro centenário, com muitas histórias de resistência religiosa e cultural negra. É o Terreiro do Bate Foilha, que celebrará esta trajetória com Seminário no próximo sábado (3) e domingo (4), no Terreiro, localizado no bairro da Mata Escura.

Na ocasião, a Casa vai abrir suas portas para debater e apresentar sua história, tendo como foco a salvaguarda o culto afro-brasileiro de Nação Congo-Angola (ou apenas Angola) na Bahia. É aberto ao público e são esperadas cerca de 200 pessoas.

Terão conferências e palestras com a proposta de preservar o legado histórico dos 100 anos do Terreiro. No sábado (3), a programação será iniciada às 9h30 com as falas dos zeladores do terreiro Nengua Gaguanssesse, Tata Muguanxi e Tata Kissendu, presidente da Sociedade Beneficente Santa Barbara.

Terreiro Bate Folha
Foto: Marisa Vianna

Às 10h40, o diretor geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, Zulu Araújo – que apoia o Centenário do Bate Folha – fará palestra com o tema “Preservação de espaços sagrados: a importância da memória para terreiros de candomblé”. Na ocasião, será oficializado convênio entre a Fundação e o Terreiro para a constituição do Memorial Terreiro Bate Folha. 

Pela tarde, a programação retorna com a conferência “Terreiro Bate Folha – espaço de salvaguarda da memória afrodescendente”, com a participação de Yeda Pessoa de Castro e de Ordep Serra, ambas da UFBA. A mediação será de Rogério Lima Vidal, da Uneb. Às 16h30, será lançado Selo Comemorativos aos 100 anos do Terreiro Bate Folha e, encerrando o primeiro dia do evento, às 17h, terá a presentações do Bloco Alvorada e do músico Gerônimo.

Domingo – 4 de dezembro 

Neste dia, as atividades começam com a mesa “Protagonismos das religiões de matriz africana”, às 9h30, com Erivaldo Nunes, da UFBA, Camilo Afonso, Adido cultural de Angola, e Tata Tauá, do Terreiro Bate Folha. A mesa “O candomblé de Angola e sua resistência cultural” será apresentada às 14h com os palestrantes Tata Nzazi, do Terreiro Tumbansé, João Monteiro, do Ilê Ogum Maata, e Carla Nogueira, do Terreiro Bate Folha.

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Foto: Marisa Vianna

A conversa será mediada pelo professor da UFBA, José Roberto Severino. Por fim, encerrando a programação de atividades comemorativas do terreiro, será realizado o show de encerramento, às 17h30, com apresentação do Maracatu Nação Raízes de Pai Adão.

Exposição

Com a curadoria da fotografa Marisa Vianna, de 3 a 18 de dezembro, estará aberta à visitação uma exposição fotográfica sobre os 100 anos do Terreiro. Nela, são apresentados documentos, fotos antigas e atuais, estabelecendo uma linha do tempo neste centenário. Estão retratadas lideranças religiosas, além da da área geográfica do Terreiro – conhecida pelo amplo espaço de vegetação, são 16,5 hectares de Mata Atlântica – além das casas e outros aspectos arquitetônicos. A exposição é resultado do acompanhamento da fotógrafa, nos últimos dois anos, das atividades do Terreiro.

Terreiro Bate Folha
Foto: Marisa Vianna

 

#SoteroRelato – “Eu Sopapo, Tu Sopapas”, por Juraci Tavares


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Este texto foi escrito alguns dias após a realização da grande festa noturna da Poesia Negra, do Sopapo Poético, da Associação de Cultura Negra, no Centro Referencial de Cultura Negra Nilo Feijó. Certamente você, leitor atento e amante da língua portuguesa, está se perguntando porque foi usado o verbo no presente, e não o passado concluído, uma vez que o evento foi realizado antes desta escrita.
A língua portuguesa no Brasil, apesar de ser fruto do entrelaçamento construtivo das culturas indígenas – os donos da terra – africanas e europeia, também divide o tempo em fatias: passado, presente e futuro, distanciando os fatos, abrindo a possibilidade de deixá-los estanques.
Na minha visão, a poesia Sopapo Poético, do 25 de outubro, contrariou a lógica da divisão temporal, pois poetizou se transformando em verbo Sopapear com a capacidade de unificar o tempo em uno, tempo sankofiano. Passado e presente caminham juntos, no mesmo instante: ancestralidade e contemporaneidade entrelaçando-se circularmente, sem rupturas temporais, abrindo possibilidades  de transformar a poesia negra do Sopapo Poético em perene herança cultural.
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Quando a minha produtora, a jornalista, professora e militante negra, Camila Lopes de Moraes  e a atriz e militante negra Vera Lopes, uma das fundadoras do Sopapo Poético convidaram-me para participar como homenageado da edição do mês de outubro a fim de sopapear com os meus parceiros e parceiras porto-alegrenses, fiquei muito feliz. O dia vinte e cinco chegou, perenizando-se em mim. Foi uma noite de muita poesia negra, marcando a singularidade da cultura, confirmando-se como construção no aqui e agora.
O Centro de Referência da Cultura Negra Nilo Feijó se transformou em uma grande e compacta nuvem negra poetizando. Senti-me entrelaçado dentro dela, porque todos os olhares, saberes e sonoridades poéticas formaram um grande círculo aberto, cabendo- me. Aquela noite  histórica, memorável e atemporal foi se transformando e vestindo roupas poéticas. 
À medida que as poetas e os poetas foram tornando as suas poesias em Verbo Sopapear, o Tambor Sopapo acenou e tocou para mim, Juraci Tavares, o homenageado da noite, expressando o seu lirismo e a sua expressão de felicidade. A grande mistura de música, olhares, saberes, poesias e outras expressões que não cabem na escrita foram me abraçando e sopapeando-me. As expressões citadas tornam-se fundantes, fundentes, transformando-se em nuvem poética negra sopapeada.
juraci-tavares
A noite e o Sopapo Poético, melaninas fortes, se conheceram em 2012, ano da fundação deste. Sopapo Poético, fundição de valores, como: atmosfera densa, negra e escura, desaguando toda última terça-feira do mês, no Centro de Referência da Cultura Negra Nilo Feijó em Porto Alegre. Fomos inundados por água poética negra que a cada momento foi penetrando pelos nossos poros, hidratando os nossos seres, particularmente, o meu, repleto de poesia e felicidade. Inundação muito profícua, salutar, permitindo-me contrariar, nos versos abaixo, uma das armadilhas do racismo, quando diz que eu sou um negro bonito, negro inteligente: 
NEGRO LINDO É PLEONASMO,
 NEGRO LINDO É EXCLUSÃO
O NEGRO LINDO AÍ É DISPENSÁVEL
É EXCESSÃO É CONTRAMÃO
Esta poesia busca desarmar o racismo quando este afirma que eu sou um negro  bonito. Fiquemos atentos, pois o suposto elogio é uma exaltação à exclusão. Sopapo Poético, Cecune, Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre, amigos e amigas da capital gaúcha também me proporcionaram afirmar naquela noite: TROUXEMOS O BRASIL  NO FUNDO DO NAVIO.  
juraci-tavares
A perenidade é utopia e busca constante nos meus fazeres. Aproveito para ratificar a minha fala no início do texto, dizendo que a poesia daquela noite, 25 de outubro, me levou a transformar o poético Sopapo Poético  em verbo,  conjugando-o e perenizando-o em mim. Além disso, as minhas participações nos inúmeros espaços porto-alegrenses trouxeram-me grandes prazeres, alegrias e aprendizagens, fortalecendo a minha utopia de continuar percebendo-me e construindo-me na condição de sujeito inacabado, não pronto.
Finalizo agradecendo à produção do Sopapo Poético, aos participantes e simpatizantes as homenagens que me foram oferecidas. Neste momento estendo, particularmente, estes agradecimentos  a Vera Lopes e Camila de Moraes, minha produtora, que foram as setas e pontes que me levaram a Porto Alegre.
                                            
Ah! Noite de 25 de outubro de 2016! Ainda me sinto poetizando,
cantando e o Sopapo em mim tocando!  Abraços sopapeados.
                                                                                                                                             Texto do compositor, poeta, Juraci Tavares
Fotos: Divulgação Sopapo Poético

Intervenção “Corra pro Abraço” atuará com pessoas em situação de rua na cidade


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Foto: Camila Souza/GOVBA

O Programa Corra pro Abraço, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Governo da Bahia (SJDHDS),  realiza em 29 e 30 de novembro, nas localidades do Aquidabã e Comércio, respectivamente, em Salvador (BA), a intervenção urbana “De Reis e Rainhas na África aos Quilombos no Brasil”, para levar ludicidade, reflexão e informação sobre esse contexto social à toda população baiana.

A ação ocorre no âmbito das comemorações do Novembro Negro, adaptado pelo Corra pro Abraço de “Novembro Negro na Rua”. Haverá atividades de arte educação, como escrita ou declamação de poesias, expressões musicais, dança e teatro, tanto na Praça Tiradentes (conhecida como Praça das Mãos), no Comércio, quanto na Estação do Aquidabã na Baixa dos Sapateiros.

Cada circuito terá o nome de personalidades negras inspiradoras:  o líder quilombola Zumbi dos Palmares, a intelectual Lélia Gonzalez, a escritora Carolina Maria de Jesus (foto abaixo) e “Professor Arnaldo” – Arnaldo Farias de Santana, pessoa em situação de rua que faleceu em 2015 e era conhecido pelos companheiros de sobrevivência como “paizão conselheiro”.

Foto: Banco de Imagens
Foto: Banco de Imagens

“O objetivo das intervenções urbanas no Corra pro Abraço é chamar atenção da cidade para os espaços de concentração dessa população, para suas condições de vida e para o abandono e degradação desses locais”, destacou Jamile Carvalho, coordenadora do programa. Ao longo dos três anos de existência, o Corra pro Abraço já realizou seis intervenções nesses espaços, sempre em parceria com a população em situação de rua e a comunidade local.

As mesmas atividades serão realizadas em cada bairro, com início previsto para às 14h, com abertura da Banda Som na Praça, seguida de apresentações do poeta, ativista e escritor Nelson Maca e dos MCs Xarope e Gug. A intenção é que toda e qualquer pessoa com interesse em participar da intervenção compareça para somar e conhecer o potencial criativo surgido das ruas, como as canções “Maloqueiro Não” e “Correria da Rua”.

Corra pro Abraço

O Programa Corra pro Abraço tem como objetivo a promoção da cidadania de usuários de substâncias psicoativas, baseado nas estratégias de redução de danos físicos e sociais e prevenção ao uso abusivo de substâncias psicoativas, junto às pessoas em situação de rua, aproximando-os das políticas públicas existentes, entendendo que o estigma e a vulnerabilidade  social interferem na sua capacidade de busca, acesso e acolhimento pelos serviços públicos.

SERVIÇO

O quê?

Intervenção Urbana “De Reis e Rainhas na África aos Quilombos no Brasil”

Quem?

População em situação de rua, poeta Nelson Maca, Xarope (Mc e Dj), Gug (Mc), artistas e educadores do Corra pro Abraço, transeuntes e quem quiser somar.

Quando?

29 de novembro (Estação do Aquidabã, Baixa dos Sapateiros) e 30 de novembro (Praça Tiradentes – Praça das Mãos – Comércio)

Horário?

A partir das 14h. | Informações: (71) 3493-3004

Banda Verona’s encerra o Ubuntu Festival de Negras Artes neste domingo (4)


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Foto : Gerson Garibalde

 

Ubuntu Festival de Negras Artes, idealizado pela Ouriçado Produções, continua até o próximo domingo (4), no Teatro Gamboa Nova. Neste dia, a partir das 17h, subirá ao palco a banda Verona’s, formada por cinco mulheres negras, sob a liderança da cantora Verona Reis.

A banda traz mistura inusitada de MPB com Rock e passeia pelo samba, afoxé e Ijexá, nas composições da vocalista Verona. Na formação somente mulheres musicistas: Amanda Cerqueira, Sâmara Rosa, Aline Santana e Deyse Fatuma.

O festival já teve bate papo, teatro, e muita arte, protagonizado por artistas negros e negras. Veja aqui.

Show da banda Verona´s

4/12 (domingo) – 17h

Teatro Gamboa Nova

Ingressos serão vendidos a R$ 20 (inteira) | R$10 (meia).

Coletiva MUITAS realiza bate papo “Mulher, Negra, Feminista” no Gamboa


Banco de Imagens
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O Teatro Gamboa Nova, nos Aflitos, recebe, nesta terça (29), o bate papo “Mulher, Negra e Feminista”, centrado nas experiências e vivências das mulheres negras dentro do movimento feminista.

Nesta edição, estarão no papo a advogada feminista e presidenta da TamoJuntas, Laina Crisóstomo, a jornalista, produtora, poetisa e integrante do Mais Amor Entre Nos Brasil, Sueide Kintê, a socióloga e presidenta da UNEGRO, Ângela Guimarães e Aíla Oliveira, estudante e integrante do Enegrecer – Coletivo Nacional de Juventude Negra

A realização é da Coletiva MUITAS, organização plural e suprapartidária,que reúne mulheres de diferentes áreas, criando uma rede de articulação estratégica e colaborativa, com diferentes frentes de atuação. O evento começa às 19h e a entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço, de 60 lugares.

A Coletiva MUITAS tem como prioridade dialogar diretamente com as mulheres, promovendo atividades formativas, encontros e discussões que aproximem, empoderem e fortaleçam mulheres, de forma individual e coletiva. A Coletiva também articula uma rede de amparo a mulheres em situação de vulnerabilidade, através de assessoria jurídica e apoio psicológico e à saúde feminina.