Coletivo das Liliths apresenta Xica -a história de Francisco Manicongo


Xica Coletivo das Liliths,

Com direção de Georgenes Isaac, o Coletivo das Liliths chega ao Teatro Gamboa Nova em janeiro com o espetáculo Xica, que conta a história de Francisco Manicongo. Africano, escravizado, quimbanda, considerado como a primeira travesti não-índia do Brasil, Francisco – ou Xica – .morava na região da Baixa dos Sapateiros, lutou e resistiu para firmar sua sexualidade.

Em cartaz a partir do 13 de janeiro, o espetáculo traz sua história de quando foi denunciada à inquisição por recusar-se a usar roupas masculinas e a atender por seu nome de batismo. Ao longo de sua narrativa, a situação de travestis e transexuais é apresentada, fala de identidade de gênero “para além do sexo biológico”.

O espetáculo Xica estará no Gamboa às sextas e sábado de janeiro sempre às 20h.

Serviço:
Estreia Xica – Coletivo das Liliths
Quando: 13, 14, 20, 21, 27 e 28/01/2017 (sextas e sábados)
Horário: 20h
Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima, 03 (ao lado do Quartel dos Aflitos)
Valor: R$20,00 e R$10,00 (meia)
Classificação: 14 anos

Foto: Diney Araújo

Encontro “Lendo Mulheres Negras” será com Cidinha da Silva e seu novo livro


lendo mulheres negras
Divulgação

“Encontros Literários aberto para todxs que queiram se debruçar sobre obras literárias de escritoras negras.” Esta é a descrição do “Lendo Mulheres Negras”, eventos realizados mensalmente por interessadas pela produção literária de mulheres negras no Brasil e no mundo. Este mês, o encontro será na sexta-feira (27), no CEAO (Dois de Julho), às 17h. É aberto ao público e terá Sarau e Feira Preta.

A autora a ser lida será Cidinha da Silva, com seu mais novo livro #paremdenosmatar, que será lançado nesta quinta (26), na Katuka Africanidades, às 18h. Na obra, com 240 páginas, traz 72 crônicas escritas entre 2012 e 2016. “Trata-se de leitura densa que exige estômago e coragem. É um livro que exige mais do que o desgastado uso do termo “denúncia” para caracterizá-lo. Este #Paremdenosmatar! é testemunha de acusação do genocídio contemporâneo da população negra. É memória viva em transformação que se vale da crônica como suporte”, já disse Cidinha em entrevista ao Portal. Na ocasião, Cidinha dialogará com os presentes.

parem-de-nos-matar cidinha da silva

Os encontros literários “Lendo Mulheres Negras” visam refletir sobre a exclusão destas mulheres de vários espaços sociais, políticos, culturais, e também na literatura. Será abordado, a partir de leituras diversas, o cenário de esquecimento e invisibilidade de autoras negras, com o propósito de resgatar e conhecer sua vasta produção.

SERVIÇO

Lendo Mulheres Negras – Cidinha da Silva “#paremdenosmatar”

Quando: 27 de janeiro (sexta-feira), 17h

Local: CEAO, 2 de Julho

Gratuito

II Encontro Maníacas por Lace Salvador reúne ​blogueiras famosas neste domingo (29)


wigs perucas

Mona Bamburusema

Neste domingo (29), Salvador sediará o II Encontro Maníacas por Lace, destinado aos interessados no mercado das perucas, hoje mais conhecidas como “wigs” ou “laces”. O encontro será no espaço Maison Piatã, a partir das 16h e tem como objetivo elevar a autoestima da mulher através do uso de wigs. Criado pela youtuber e empresária do setor Mona Bamburusema, o encontro vai reunir fornecedores, usuários e especialistas do segmento, entre eles, Irlaine Tavares, Roberta Ormezinda e Iza Marques.

“Extensões, mega-hair, alisantes e demais produtos e técnicas fizeram muitas mulheres terem os seus cabelos maltratados. As wigs possibilitam criar um look à beira da perfeição, sem prejudicar nem adoecer seu cabelo. Temos o poder de mudar de estilo, tamanho ou cor dos cabelos sem a necessidade de um profissional ao lado. E tudo isso sem gastos altíssimos”, explica Mona Bamburusema.

 

 

wigs percucas
Irlaine Tavares

As wigs são perucas usadas já há bastante tempo por muitas mulheres nos Estados Unidos, entre elas, muitas famosas como Naomi Campbell, Beyoncé e Rihanna, artistas que estão antenadas com essa nova tecnologia em perucas que vem transformando a vida de muitas mulheres por todo o mundo.

“É muito importante nos reunirmos, mas o mais relevante é incentivarmos as mulheres a usarem as wigs sem preconceito. Não é só uma questão de camuflar os efeitos de uma doença, mas as perucas são acessórios que podem ser usados para que elas se sintam diferentes, que elas usem quando tiverem vontade de ser loira, ruiva ou qualquer outra coloração. Muita gente não pinta o cabelo por medo do estrago que a tintura pode causar. Com as wigs fica tudo mais fácil!”, diz Irlaine Tavares.

tiama
Tia Má

“Vimos diversos depoimentos de mulheres que mudaram sua vida, seja depois da quimioterapia, da alopecia genética ou adquirida, ou simplesmente usuárias comuns, sobre como a vida profissional, sexual ou social mudou depois de se sentirem mais bonitas e mais seguras para enfrentar os desafios. Depois disso, entendemos que o nosso Encontro vai muito além do que a venda de perucas”, destaca Mona.

Para participar do II Encontro Maníacas por Lace, ingressos serão vendidos a R$10 na portaria do evento e no Portal Sympla. O encontro vai contar com a presença de expositores do segmento das wigs, oficinas de maquiagem e moda, consultoria com a Tia Má (também usuária de wigs), além de shows musicais dos artistas Sérgio Dau, Van Divo e Luana Assiz.

wigs percucas
Iza Marques

“Vamos abrir a cabeça das mulheres e tirar o preconceito delas. O encontro proporcionará um momento de transformação, de mudanças. As mulheres quando decidem usá-las, imediatamente recebem elogios. Queremos criar mais usuárias e dar a elas esse poder de transformação!” – Iza Marques

PROGRAMAÇÃO

16h – Abertura do II Encontro das Maníacas por Lace Salvador-Bahia 2017

Palestrante: Mona Bamburusema

16h20 – Wigs, empoderamento e valorização da beleza negra

Palestrante:  Irlaine Tavares

17h – Buffet + Sorteios

17h15: Consultoria com Tia Má (Maíra Azevedo)

17h30 – Feira de Expositores + Show de Sérgio Dau – Visitação aos stands dos fornecedores de wigs, moda e estética com um super show ao vivo.

18h – Oficinas

  • AutoMaquiagem com Priscila Souza Ramos;

  • Trançado e Manutenção de Wigs com Alberto Alves;

  • Tranças com Ana Cláudia Telles.

19h40 – Show da Drag Queen Van Divo

20h – Show de Luana Assiz

DATA: 29 de Janeiro de 2017

LOCAL: Maison Piatã

INGRESSO: R$10

Fotos: Divulgação

Pré-Vestibular Social Zeferina abre 300 vagas com oportunidade de bolsas


pre vestibular zeferina
Divulgação

O Pré-Vestibular Social Zeferina está com vagas abertas para as novas turmas preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e vestibulares. Os interessados devem realizar matrícula até dia 3 de fevereiro na sede da Associação dos Ex-Alunos da UNEB (UNEX), localizada no Campus I da Universidade do Estado da Bahia, no bairro do Cabula, em Salvador.

O valor da matrícula é de R$150 mais 1kg de alimento não perecível, que será doado para organizações que realizam trabalhos sociais na periferia de Salvador. A mensalidade do curso custa R$150. No total, estão sendo oferecidas 300 vagas para as turmas regulares, com opções nos turnos matutino, vespertino ou noturno. As aulas vão de 6 de fevereiro a 1º de dezembro. A matrícula somente será feita mediante apresentação de cópias do RG e CPF, comprovante de residência, histórico escolar ou atestado de conclusão do ensino médio e duas fotos 3×4,

BOLSAS

Além das matrículas regulares, o Pré-Vestibular Social Zeferina disponibiliza 10 bolsas para estudantes de escolas públicas moradores de bairros populares. Para concorrer a uma dessas vagas é necessário comparecer à Unex, até esta quinta-feira (26), e apresentar os seguintes documentos: original e cópia do RG e CPF; original e cópia do Histórico Escolar do 1º e 2º grau, atualizado; comprovante de residência; comprovante de renda do candidato e dos familiares.

SERVIÇO
O que – Inscrições para o Pré-Vestibular Social Zeferina
Quando – Alunos regulares, até o dia 3 de fevereiro; Candidatos ao edital de bolsas, até o dia 26 de janeiro
Onde: Associação dos Ex-Alunos da UNEB, Cabula
Outras informações: 3257-9228/3117-2408 / unex @uneb.br

Treemonisha – primeira ópera escrita por um compositor negro nesta quinta (26) no TCA


Ópera Treemonisha_Foto Hirosuke Kitamura
Foto Hirosuke Kitamura

A primeira ópera escrita por um compositor negro falando do período da escravidão estará em Salvador na próxima quinta-feira (26), no Teatro Castro Alves. A ópera Treemonisha é interpretada por cantores negros e sua tradução e a orquestração estão sendo preparadas especialmente para a estreia em Salvador/BA.

ópera Treemonisha
Scott Joplin

Treemonisha é uma ópera em três atos composta pelo pianista norte americano, Scott Joplin, com duração de 90 minutos. Joplin, além de ser considerado o ”pai do jazz”, é criador de extensas composições, como óperas e sinfonias.

“Em uma plantação no sul dos Estados Unidos, em 1884. Há dezoito anos, Ned e sua mulher Monisha, dois negros que vivem na plantação , acharam uma criança embaixo da árvore na frente da cabana onde moravam. A todos fizeram crer que a menina era filha deles e a chamaram Monisha, como a mãe. Mas, como a menina costumava brincar em torno desta árvore quando havia 3 anos, começaram a chamá-la de Treemonisha . Os pais da menina queriam que ela fosse instruída, mas não havia escolas próximas, então, Monisha e Ned fizeram um acordo com uma família de brancos: eles trabalhariam para a família e, em troca, Treemonisha seria educada como os filhos das típicas famílias ricas da época.”

Ópera Treemonisha_Foto Crescencio Leite (3)
Foto Crescencio Leite

Joplin criou, em toda sua carreira, 44 peças, dentre as quais uma de suas primeiras – Maple Leaf Rag – que foi a primeira peça instrumental a vender mais de um milhão de cópias de partituras.

Esta será a estreia mundial da versão em Português da ópera, com orquestração de Aldo Brizzi. A apresentação exalta a junção da arte afro-brasileira com a cultura da música erudita.

Treemonisha – apesar de seguir a forma de uma ópera tradicional – traz uma mistura de ritmos e melodias, que se fundem à mensagem principal.

A estreia marca também a criação do Núcleo de Ópera em Salvador, voltado para o estudo, produção e montagem de espetáculos em não convencionais na Bahia.

A apresentação será às 21h, ingressos podem ser adquiridos nos valores de R$ 30/R$ 15 (filas A a P), R$ 20/R$ 10 (Q a Y) e R$ 10/R$ 5 (Z a Z11).

Confira aqui a ópera original. 

Ficha Técnica

MÚSICA E LIBRETTO:  Scott Joplin

DIREÇÃO MUSICAL E REGÊNCIA: Aldo Brizzi

DIREÇÂO CÊNICA: Hebe Alves

COREOGRAFIA: Matias Santiago

FIGURINO E CENÁRIO: Alberto Pitta

DESIGN DE FIGURINO AFRO: Rosangela Nascimento

DESENHO DE LUZ: Irma Vidal

FOTOGRAFIA E VÍDEO: Hirosuke Kitamura

EDIÇÃO MUSICAL: Vito Lo Re

ARTE GRÁFICA: Luciano Martinis

PRODUÇÃO GERAL: Renata Campos – Com Arte Produções Artísticas

PRODUÇÃO LOCAL: ONG Roda Baiana

 

SERVIÇO

Ópera Treemonisha

Data: 26/01/2017

Horário: 21:00

Local: Teatro Castro Alves (Campo Grande)

Valor: R$ 30/R$ 15 (filas A a P), R$ 20/R$ 10 (Q a Y) e R$ 10/R$ 5 (Z a Z11)

 

Ilê Aiyê escolherá Deusa do Ébano dentre 15 finalistas em fevereiro


No dia 4 de fevereiro, sábado, o Ilê Aiyê realizará sua tradicional Noite da Beleza Negra, quando escolherá a rainha que reinará o Carnaval do bloco. São 15 mulheres finalistas que disputarão o título de Deusa do Ébano 2017. O Portal SoteroPreta compartilha a matéria produzida pela jornalista, Meire Oliveira, para a Revista Flor de Dendê, trazendo uma breve descrição de cada uma das candidatas. Conheça as finalistas:

Ana Paula da SilvaAna Paula da Silva Santos, 25 anos, vendedora. Bairro: Curuzu
Em sua primeira tentativa, em 2012, Ana não esquece que a vencedora já havia concorrido em cinco edições do concurso. Assim ela vai para a quarta seleção para realizar o sonho de criança. “O meu primeiro desfile de Ilê ainda foi no ventre da minha mãe”, disse. No preparo, Ana conta ajuda de amigos e parentes para montar a coreografia e não deixa de ver suas apresentações anteriores para não repetir os deslizes, além da confecção da roupa. “A apresentação nunca sai igual ao ensaio. A emoção conta muito. Este ano pretendo me soltar mais”.

Camila CruzCamila Cruz Silva, 25 anos, assistente de vendas. Bairro: Plataforma
Ficar pelo menos entre as três primeiras colocações é a meta inicial de Camila que concorre pelo segundo ano. Para tanto, ela vai se esforçar para sorrir mais e mostrar simpatia no palco. “O Ilê mostra a nossa realidade e mostra que podemos estar onde queremos e devemos. Me sinto representada”. Em seu dia a dia, a dança está sempre presente. “Ensaio em casa, faço aula na Funceb (Fundação Cultural do Estado da Bahia) para me sentir mais segura na dança”.

cibele da silvaCibele da Silva Santos, 28 anos, afro-empreendedora. Bairro: Fazenda Garcia
Para conceder essa entrevista, Cibele saiu do meio do cortejo puxado pelo Ilê na Lavagem do Bonfim. “É o quarto ano que participo. Além da educação que tive dos meus pais, o Ilê ajudou na construção da minha identidade  e  consciência”. Ao contrário da maioria, ela fica mais nervosa durante as primeiras seleções do que na noite da escolha. ” A cada ano saio mais fortalecida. Esse não é um concurso qualquer. Tem a ver com ancestralidade e com os orixás”. Os amigos e a comunidade o terreiro onde é líder religiosa, ajudam na escolha dos passos que irá executar e na composição do figurino.

daiane souzaDaiane de Souza Conceição, 22 anos, auxiliar administrativo. Bairro:Itapuã
Depois do posto de Rainha Malê 2013, Daiane passou a desejar a coroa de Deusa do Ébano e lá se vão quatro anos.  Por causa do Ilê ela garante que começou a firmar sua identidade, pois gostou do sentido do empoderamento, parou de ter receio de usar cores que antes não pareciam adequadas à tonalidade da sua pele. “Só deixo de concorrer quando ganhar. A vontade de ser rainha ajuda a nossa luta em todos os aspectos. Na ficha do primeiro ano que concorri, fiquei com vergonha de não ter o que colocar na escolaridade. Voltei a estudar, faço pedagogia”. O penteado ainda não foi definido. Enquanto isso ela se divide em adquirir condicionamento físico e recebe orientações do profissional que lhe auxilia.

daniele nobreDaniele Nobre Nascimento, 31 anos, secretária executiva e empreendedora. Bairro: Bonocô
Há sete anos, Daniele adora se produzir para conquistar essa coroa. E já chegou bem perto com o 2º lugar (2013 e 2016) e o 3º (2008) desfilando no carro da rainha no Carnaval.  Com toda a família seguindo o Ilê, o sonho é partilhado com amigos e parentes, inclusive o namorado que é personal trainner e os amigos que ajudam na aula de dança. “Me sento deusa naquele palco”. Ela também não abre mão de participar de todas as escolhas da roupa. “Faço tudo junto com o estilista. A roupa tem que ser bonita, mas tem que ter efeito no girar, descer, quebrar”.

edmeire cerqueiraEdmeire Cerqueira do Rosário, 32 anos, técnica administrativa. Bairro: Liberdade
Na primeira vez não achou que ia alcançar. “Não queria ser rainha, queria ganhar fantasia”. Mas quando viu que ficou com o terceiro lugar na primeira participação, em 2006, a vontade cresceu e essa é a sua sétima tentativa. A Muzembela 2016 segue persistindo. “Um dia alcanço. Enquanto tiver idade e saúde vou tentando”. A roupa é pensada pela mãe e confeccionada pela cunhada da mãe. Já nos ensaios se vira sozinha com vídeos e música e se sente mais preparada.

elaine cristinaElaine Cristina Silva Lima de Jesus, 27 anos, esteticista afro. Bairro: Santa Mônica
Deixar a vergonha de lado e fazer tudo que realiza nos ensaios é a meta para a apresentação de Elaine em seu segundo ano no concurso. Ela conheceu o Ilê em um curso profissionalizante, em 2009, de estética afro. “O Ilê que me profissionalizou e me conscientizou formando a minha identidade, mostrando o que é ser negro. Aprendi que a mulher negra pode estar onde ela quiser”. Para a roupa ela conta com apoio profissional.

gisele soaresGisele Santos Soares, 24 anos, professora de dança. Bairro: Itapuã
A mãe e as tias sempre quiseram concorrer ao título, mas a iniciativa de encarar a seleção ficou para Gisele que estreia este ano. ” O título fortalece nossa afirmação e luta contra o racismo, traz representatividade. Foi uma emoção ser selecionada e estou recebendo ajuda de vários amigos. Qualquer uma que ganhe, vai representar a melhor forma”, disse ela que alia a preparação física a espiritual.

honara paixãoHonara Santos da Paixão,20 anos, universitária. Bairro:  Fazenda Garcia                                                                                                                               Após desfilar como foliã por 10 anos, Honara acha que é a hora de bailar em cima do trio com rainha. Em sua primeira tentativa ela que já se sentiu representada por várias Deusas do Ébano, quer representar outras mulheres. “É o lugar onde pessoas comuns se tornam rainhas.  A preparação já dura um ano. Na dança conta com amigas e a roupa será feita por um irmão de santo. ” Só precisava ficar entre as quinze e estou. Foi difícil dormir e acreditar”.

juciara espírito santoJuciara do Espírito Santo Silva,35 anos, promotora e universitária. Bairro: Nordeste
Sair da zona de conforto e intensificar as aulas de dança para inovar nas evoluções são as ações de Juciara para sentir a sensação de carregar o título em seu oitavo concurso. Ela ficou na 3ª colocação em 2009 e treina muito em casa. “O Ilê me ensinou a garantir o meu espaço sendo mulher guerreira e negra. Alcançar e sempre garantindo o meu espaço”.

jucineide ferreiraJucineide Ferreira dos Santos,31 anos, técnica em segurança do trabalho. Bairro: Pero Vaz
No bloco ela desfila desde os 13 anos de idade  e conta com o apoio da família até realizar o desejo de ser Deusa do Ébano. Na quinta tentativa de comandar o desfile do Ilê Aiyê, Jucineide quer radicalizar. “Vou mudar em tudo. Na roupa, na dança. Vejo os vídeos antigos, ensaio em casa e não quero repetir nada dos anos anteriores”.

juliana da silvaJuliana da Silva Conceição,29 anos, recepcionista. Bairro: Acupe de Brotas
Se tornar referência para mulheres e crianças é o sonho de Juliana que está em sua sexta participação no concurso. Gostou da experiência de ser princesa em 2012 e o empoderamento cresceu, além do incentivo de  amigos e familiares. “É mais que um título, é autoafirmação. Nossa dança fala muito, mostra a cultura”. Além do preparo espiritual, ela faz o curso de dança oferecido pelo Ilê na Funceb, um amigo formado em moda faz a roupa. “Venho com mais ousadia, investindo em nova técnicas de evolução e um diferencial na roupa”.

suana emileSuana Emile Góis de Jesus,24 anos, auxiliar administrativa. Bairro: Santo Antônio Além do Carmo
Sempre assistiu ao concurso, mas a antiga moradora da Liberdade  tinha vergonha por conta do seu corpo. “Aí percebi que não tinha isso. Não existe diferença, todas são valorizadas e sem precisar ser rotulada”. A familiaridade com a dança é antiga. Ela integra o grupo residente da Funceb , o Valse D’amor, além da quadrilha Capelinha do Forró. A figurinista que trabalha com ela, vai ajudar na roupa.

viviane lopesViviane Lopes de Santana,25 anos, baiana de acarajé. Bairro: Itapuã
Ainda não deu para se acostumar com a vivência com mulheres que admirava de longe e bem mais experientes. “É a minha primeira vez e já me sinto vitoriosa por ser finalista. O Ilê tem um legado que fortalece e impulsiona nossas vitórias”. A 2ª colocação no Negra Malê 2014 sem nunca ter participado de uma seleção, deixa a candidata mais tranquila. “Me sinto em casa no palco”, disse ela que conta com apoio da família biológica e de axé em sua trajetória.

thuane vitoriaThuane Vitória Pereira Santana,19 anos, estudante. Fazenda Grande do Retiro

Ela ainda não acredita que, em sua primeira participação, está as quinze finalista da edição de 2017 do concurso. ” Sempre tive esse sonho. O Ilê mostra nossos valores políticos, étnicos e tenho muito respeito pela história da entidade. A família de axé e a biológica estão na  torcida. “Meu pai de santo é quem mais me incentiva”. Um amigo dançarino vai ajudar na coreografia e na roupa que também vai contar com o auxílio dos irmãos do terreiro.

 

 

Texto: Meire Oliveira (Flor de Dendê)

Fotos: André Frutuoso

 

Quabales abre inscrições para oficina de percussão corporal e performática


Quabales
Foto Divulgação

Unir as linguagens percussivas do grupo nova iorquino de percussão STOMP e da percussão tradicional e orgânica da Bahia, tudo isso, trabalhando corpo, performance e utilizando instrumentos não convencionais na produção de boa música. É essa a proposta da oficina de percussão corporal e performática do grupo Quabales que abre inscrições gratuitas nesta terça-feira (24), na CAIXA Cultural Salvador.

As aulas acontecem entre os dias 24 e 27 de janeiro e serão ministradas pelo percussionista Marivaldo dos Santos, fundador e idealizador do Quabales, que integra o elenco do STOMP há mais de 20 anos. Serão duas turmas de 15 participantes cada, nos horários de 14h e 16h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na terça-feira, primeiro dia da oficina, uma hora antes do início da aula. 

Quabales

Em Salvador

Esta será a terceira oficina realizada pelo Quabales gratuitamente na CAIXA Cultural Salvador. Nas semanas anteriores, foram realizadas oficinas de break dance e percussão eletrônica. Ainda nessa semana, no dia 29 de janeiro (domingo), às 18h, o grupo fará um show especial e gratuito encerrando as três semanas de projeto. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes, na bilheteria do espaço.

O Quabales é um projeto socioeducativo que, desde 2012, reúne mais de 50 jovens do Nordeste de Amaralina, em Salvador. O projeto contempla teoria musical, violão, percussão, break dance, performance percussiva, canto e percussão eletrônica, o Quabales tem ainda como diferencial a produção de instrumentos musicais não convencionais a partir de material reciclado.

SERVIÇO


Quabales – Oficina de percussão corporal e performática com Marivaldo dos Santos
Período: de 24 a 27 de janeiro (terça a sexta-feira)
Horários: duas turmas: 14h e 16h
Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador (BA)
Inscrições: gratuitas e presenciais. Realizadas com uma hora de antecedência ao início de cada oficina.
Informações: 3421-4200
Classificação indicativa: livre

Lazzo Matumbi encerra projeto Nosso Jeito de Ser este domingo no MAM


Lazzo Matumbi
Foto – Ludmila Senna e André Lima

O projeto artístico e social intitulado ‘Nosso Jeito de Ser’ realizará sua terceira e última edição no dia 29 de janeiro (domingo), no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), a partir das 13h. Contando com feira de negócios que tem entrada franca, o público acessa produtos, comidas e serviços dos afro empreendedores baianos.

Em seguida, a partir do pôr-do-sol, Lazzo Matumbi se apropria do palco montado no Pátio Unhão, onde recebe convidados e realiza show dançante. Para esta parte do evento os ingressos são vendidos na Mídia Louca (Rio Vermelho), no site Sympla e no local, por R$30 (inteira) e R$15 (meia).

Durante as duas edições realizadas, mais de 2 mil pessoas circularam pela feira de afro empreendedores. Desde a 1ª edição do projeto, realizado no Teatro Vila Velha, Lazzo recebeu Michaela Harrison como convidada especial. Nesta terceira e última edição, o Nosso Jeito de Ser terá novidade: a banda belga Les Fanfoireux, de Bruxelas, que fará a abertura do show. Eles, que cantam em diversos idiomas, inclusive o português – por causa das pesquisas sobre a música negra realizadas nos países latinos, abrirão o evento, que visa promover também o intercâmbio cultural.

Lazzo Matumbi
Foto – Ludmila Senna e André Lima

Em seguida, é a vez de Lazzo subir ao palco e apresentar show em versão pop e dançante. Para esta última edição, contará com a participação especial de Aiace Felix, que já gravou com ele algumas músicas, como Nega Margarida, composição de Lazzo e Ray César.

 

SERVIÇO

Lazzo Matumbi e convidados em ‘Nosso Jeito de Ser’

Quando: Dia 29 de janeiro (domingo)

Feira de afro empreendedores: 13h (entrada franca)

Shows de Les Fanfoireux e Lazzo Matumbi (part especial: Aiace Félix). 18h (mediante

ingresso).

Local: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) – Avenida do Contorno, s/n –

Centro, Salvador.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia); à venda na loja Mídia Louca (Rua Fonte do

Boi, 81, Rio Vermelho), Sympla e bilheteria no local.

Classificação: Livre

Museu Afro Brasileiro comemora 35 anos e convida Yeda Pessoa de Castro


Museu-Afro-Brasileiro
Foto-Max-Haack_Ag-Haack

O Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia (MAFRO) celebra, no próximo dia 26 (quinta-feira), seus 35 anos de fundação. Na ocasião, a convidada especial será a professora Yeda Pessoa de Castro, que fará conferência de abertura do ciclo comemorativo, a partir das 16h30, no próprio Museu (Largo do Terreiro de Jesus). A atividade é aberta ao público

Com o ciclo, o MAFRO registrar seu legado pela valorização, preservação e divulgação das culturas africana e da diáspora. Atualmente coordenado pela museóloga Graça Teixeira, tem se consolidado como espaço de identidade e memória da população afro-descendente na Bahia.

yedapessoadecastro
Banco de Imagens

A etnolinguista, Yeda Pessoa de Castro, foi a primeira diretora do MAFRO. Ela é professora aposentada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), atualmente, Consultora Técnica e Professora na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), onde é dirigente fundadora do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros em Línguas e Culturas (NGEALC).

No Museu são desenvolvidas atividades de pesquisa, ensino e extensão universitário. O objetivo é difundir e socializar as informações oriundas do seu acervo por meio de cursos, exposições temporárias e publicações, além de painéis de debates e conferências.

Serviço:

Onde: Museu Afro-Brasileiro (MAFRO) – Largo do Terreiro de Jesus

Quando: 26 de janeiro de 2017, 16h30

Quanto: Grátis

 

Filme “Mulheres Negras: Projetos de Mundo” é lançado nesta quinta (26)


Day Rodrigues
Day Rodrigues – Reprodução Facebook

Acontece na próxima quinta-feira (26), a partir das 20h – no Instituto Cultural Brasil-Alemanha (ICBA), o lançamento do filme Mulheres Negras: Projetos de Mundo.

Dirigido pela feminista negra, Day Rodrigues em parceria com Lucas Ogasawara, o documentário conta com depoimentos de Djamila Ribeiro, Ana Paula Correia, Aldenir Dida Dias, Preta Rara e Nenesurreal, Francinete Loiola, Luana Hansen, Monique Evelle e Andreia Alves. Após a exibição, será realizado bate papo com a diretora.

O documentário traz também contribuições sobre o feminismo negro e sua importância, revela nove vozes femininas negras que falam da suas experiências de sobrevivência calcadas na raça, gênero e classe.

“Há poucas coisas tão poderosas e transformadoras no mundo do que a união entre mulheres. Quando se tratam de mulheres negras, as experiências coletivas regem as trajetórias desde a vinda forçada para o Brasil; a resistência e luta pela liberdade, e quando livres, ainda padecem do racismo persistente na sociedade brasileira”, conta Day Rodrigues.

Pra quem não puder ir nesta quinta, terá ainda a chance de assistir no dia 3 de fevereiro (sexta), no Terreiro Vintém de Prata (Estrada Velha do Aeroporto), às 19h. Também gratuito, com bate papo.

QUEM FAZ

Day Rodrigues é produtora cultural, escritora e feminista negra. Tem Licenciatura em Filosofia e Especialização em Gestão Cultural, pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Em audiovisual, produziu e escreveu para o documentário “Ouro Verde: a Roda de Samba do Marapé” e o curta-metragem “Ponto Final” (baseado em seu conto-poético “Decupagem”).

Lucas Ogasawara
Banco de Imagens

Lucas Ogasawara é diretor e montador de cinema formado em Midialogia pela UNICAMP. Com o curta “A Despedida” circulou pelos melhores festivais do país, como o Festival Internacional de Curtas de São Paulo, Festival do Rio, Mostra Internacional de Tiradentes, Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão, e muitos outros.

Serviço

Mulheres Negras: Projetos de Mundo – O Filme (25 min.)

Dia: 26 de Janeiro de 2017(quinta-feira)

Local: Goethe Institut – Vila/Sul (ICBA)

Av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória

Grátis

 

Ficha técnica

Direção: Day Rodrigues e Lucas Ogasawara

Argumento, entrevistas, roteiro e produção: Day Rodrigues

Roteiro, fotografia e montagem: Lucas Ogasawara

Música: Sandro Bueno e Mauro Marianno

Color grading: Maísa Joanni

Mixagem: Laurent Mis

Maquiagem: Gabriela Souza

Diagramação: Tatiana Cardoso