Inscrições abertas para oficina de “AfroJazz” com Luiz Bokanha


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Luiz Bokanha
Pensa em uma aula que misture a dança afro e o jazz? Imagina ela sendo dada por uma sumidade no assunto? É o que vai acontecer no período entre 9 de janeiro e 5 de fevereiro, às segundas e quartas pela manhã. São as “Oficinas de AfroJazz”, com Luiz Bokanha, que acontecerão no Teatro Vila Velha no Verão. A aula é indicada para a partir dos 14 anos.
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Divulgação
Em sua trajetória o professor e bailarino, Luiz Bokanha, acumulando experiência na área de Dança. Quando morava na Holanda, resolveu em uma aula unir o aprendizado da dança afro, que o formou e projetou na Bahia, e a dança jazz que o inspirava nos palcos e salas de aula de New York, onde também residiu. Em uma única aula nasceu a junção da dança afro e jazz, em uma mistura rítmica dançante – que resulta em uma oficina de AfroJazz.
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Divulgação
A oficina pretende desenvolver – por meio de exercícios práticos -, habilidades de comunicação voltadas para a dança, capacidade de improvisação e de encontro com a linguagem do seu próprio corpo. 
Bokanha tem como objetivo auxiliar artistas e não dançarinos na sua capacidade de desenvolver um trabalho em grupo ou solo, com o entendimento do que é o corpo na dança. Para tanto os alunos serão estimulados a usar seu próprio processo criativo, despertando a consciência para o valor do AfroJazz.
Serviço
Oficina: Afrojazz com Luiz Bokanha
Período: 9/01 a 05/02
Horário: Segundas e quartas-feira das 10h30 às 12h
Inscrições :R$140
Faixa Etária: a partir de 14 anos

Duda Almeida leva seu show “Cavaco Afro” para o Espaço D’Venetta (5)


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Acervo Pessoal

O cavaquinista Duda Almeida leva seu trabalho solo para o Espaço D’Venetta (Santo Antonio) nesta quinta (5), às 20h. O show “Cavaco Afro” explora o cavaquinho além do samba e choro. Sua base é o Percussivo Baiano (UPB, método desenvolvido pelo maestro Letieres Leite e seriamente estudado e difundido no projeto Rumpilezzinho –  Laboratório Musical de Jovens).

Duda Almeida ingressou no curso de graduação em Música Popular na UFBA em 2013, e lá também ensinou cavaquinho no curso de Extensão. Participou do Strawberry Festival (Burien, USA, 2014) com o Grupo Show Brazil! na formação Brazilian Jazz. Em 2014, passou a integrar o projeto RUMPILEZZINHO, com o qual gravou com a cantora Maria Rita uma faixa do seu novo DVD “Coração a Batucar”.

Atualmente é integrante da Banda Alma (samba), do Grupo Engenho (instrumental), Duoiá, faz parte do trio do percussionista e cantor Jeã de Assis, e acompannha as cantoras Iara Canuto e Ione Papas.

No show, Duda aposta na improvisação e em temas fora do contexto tradicional do cavaquinho, tendo como base o Universo Percussivo Baiano. Com o cavaquinho de 5 cordas, pedal de loop e efeitos, “Cavaco Afro: Claves, improvisos e a sensação de pertencimento”, é um show de música instrumental inspirado nos ritmos de matriz africana.

“No show, o público poderá conferir um repertório de música instrumental inspirado nos ritmos de matriz africana (vassi, ijexá, cabila, ilú…). Grande parte do repertório é autoral, com algumas releituras de músicas de compositoress baianoss, como Virgínia Luz, Iara Canuto, Laura Cardoso, Letieres Leite e Caetano Veloso. Associar o cavaquinho ao estilo afro foi um processo de inspiração, aprendizagem e empoderamento que começou em 2014, quando passei pelo Rumpilezzinho. Fazer parte desse projeto me fez querer utilizar o meu instrumento além do samba/choro e começar uma longa pesquisa dentro do que foi deixado por nossos ancestrais”, diz Duda. 

Na ocasião, alunos e alunas da Rumpilezzinho estão confirmados: Karen Fernanda (trompete), Ruan Santos (Guitarra), Paulo Pitta (sax), Gabriela Santos (Baixo). Ingressos serão vendidos a R$10. No dia 20 de janeiro, Duda se apresenta com a RUMPILEZZINHO no TCA.

“Se Deus fosse preto” retorna em cartaz no Teatro Solar Boa Vista


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Foto – Guilherme Malaquias/Max Fonseca

Em uma atuação marcante, inquietante, com um cenário e ambiente angustiantes, o ator Sergio Laurentino (Bando de Teatro Olodum) propõe uma intensa reflexão sobre uma série de questionamentos.

 

Em “Se Deus Fosse Preto – O Legado de LHOID”, seu primeiro solo,Sérgio apresenta Lhotam Omi Imbó do Dendê (Lhoid), um homem negro preso injustamente pelo assassinato de sua filha e de sua esposa.

 

Nos dias 13 (sexta), 19 (quinta) e 20 (sexta) de janeiro, o solo chegará ao Teatro Solar Boa Vista (Engenho Velho de Brotas), com apresentações às 19h30 e ingressos a R$20/10.

 

Ao longo do solo, Lhoid escreve textos baseando e fundamentando uma nova religião universal. Entre ficção e realidade, sua escrita chega aos anos 3 mil, um futuro que prenuncia a queda das religiões vigentes e o surgimento de um novo messias.

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Foto: Lúcio Adeodato

O solo é a inquietude de ser negro e não se ver representado, perceber que todo e qualquer passo que a sociedade dá a um futuro próximo e “próspero”, um passado ancestral é colocado de lado por estórias dominantes que vem se fortalecendo assustadoramente.  A injustiça vista na peça é a forma de se discutir o quanto de intolerância religiosa, racial, de gênero – diria humana – nós praticamos nos dias de hoje. Isso nos afasta das questões mais importantes de conviver com o outro: o amor, o cuidado, a justiça, a sobrevivência. Nosso templo é o nosso corpo, é o Deus que habita aqui e enxerga o deus que habita aí”, reflete Jean Pedro, diretor da peça.

SoteroPreta está nas listas Think Olga e Blogueiras Negras em 2016


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Foto: Jamile Coelho

Há três anos, o projeto feminista OLGA, da jornalista Juliana de Faria, surgia com o objetivo de ser uma plataforma de conteúdo que refletisse a “complexidade das mulheres”, que tivesse como missão “empoderar mulheres por meio da informação” e que estivesse pautada na luta “para que as mulheres possam ter mais escolhas, de maneira informada e consentida”. Assim, junto a sua própria criação, foi lançada a lista Mulheres Inspiradoras, que desde 2013 vem elencando mulheres de todo o país que inspiram outras por seus trabalhos e trajetórias de vida.

Em 2016, com apenas três meses de criação do Portal SoteroPreta, integro a lista junto a outras mulheres – baianas, brasileiras – que também resolveram “colocar a cara no sol”, e reverberar suas opiniões, suas estratégias, suas ações pelos múltiplos cantos do mundo. A lista Think Olga vem com o intuito decombater a falta de reconhecimento de trabalhos protagonizados e desenvolvidos por mulheres”, e assim o faz, listando aquelas que não se calaram diante de qualquer opressão às suas existências, tão pouco às suas ideias.

O Portal SoteroPreta nasceu desta necessidade: reverberar ideias e estratégias que, há muito, inquietam esta que vos fala. Visibilizar a Cultura realizada por nós, negros e negras, em nossa cidade – Salvador – foi o start deste projeto, que só cresce, só galga novos espaços e reconhecimento. O mais recente, de mais uma grande e importante iniciativa de mulheres negras: Blogueiras Negras, plataforma coordenada pela militante baiana, Larissa Santiago, que também lista nomes e iniciativas de mulheres negras “incríveis”! A lista do 25Webnegras “foi, é e sempre será composta por pretas da web, das artes, da música, da academia e da comunidade”.

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Foto: Milla Carol

E mais uma vez o Portal SoteroPreta me leva a integrar uma lista de grandes nomes, de grandes idealizadoras, mulheres negras que referenciam outras a – mais uma vez – colocarem a cara no sol. O que me define, após estas citações, reconhecimento? Orgulho, gratidão, mas, sobretudo, a certeza de que muito trabalho me espera nesta lida diária da notícia.

Dar visibilidade a outras mulheres que fazem Cultura nesta cidade, a coletivos de jovens que chegam quebrando paradigmas, conquistando territórios, mostrando novas narrativas e lutando por elas a cada evento, cada projeto e proposta tem sido o extrato que fundamenta este Portal e que o levará adiante. “Não é por falta de mídia que estaremos invisíveis”, costumo dizer. E não é mesmo: temos portais de notícias (“Correio Nagô”, do Instituto de Mídia Étnica), revista impressa (“Quilombo”, de Alana Sena), revista digital (“Acho Digno”, de Camila de Moraes), programa de rádio (“Evolução Hip Hop”, de Dj Branco), além do portal SoteroPreta e outros canais que surgem a cada dia.

São muitas narrativas, canais de reverberação de nossas vozes que há alguns poucos anos, não nos era possível. Hoje é, e só tendemos a crescer. O Portal SoteroPreta, em 2017, estará em novos espaços, que brevemente serão divulgados aqui. Fruto de trabalho, do acreditar que é possível e que somos empreendedores desde que nascemos. Negros e negras, apossemo-nos do que é nosso, a comunicação é nosso maior trunfo e é nela que nos fazemos ouvir, ver, reconhecer.

Jamile Menezes – Jornalista, diretora da Ayo Comunicação & projetos, editora-chefa do Portal SoteroPreta, criado em outubro de 2016. 

Documentário sobre Mestre King será exibido no Teatro Gregório de Matos


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Divulgação

Dirigido pelo bailarino e coreógrafo Bruno de Jesus, o documentário Raimundos: Mestre King e as figuras masculinas da Dança na Bahia, será exibido nos dias 17 e 18 de janeiro no Teatro Gregório de Matos. Com roteiro de Gabriel Ormuz Machado e produção de Inah Irenam, o filme homenageia um dos criadores da dança afro-brasileira: Mestre King.

Precursor da dança afro na Bahia e no Brasil, a história de vida e trajetória artística de Mestre King é o ponto de partida do filme que foi lançado em julho de 2016, em Salvador. Raimundo Bispo dos Santos, conhecido como Mestre King, foi o primeiro homem negro formado pela Escola de Dança da UFBA, tendo ingressado em 1971. O artista formou os principais nomes da dança afro-brasileira na Bahia, tais como Zebrinha, Paco Gomes, Armando Pequeno, Augusto Omolu e tantos outros. O Portal SoteroPreta entrevistou Mestre King, confira aqui.
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Foto: Divulgação
O documentário surgiu da constatação de que havia muito pouco escrito e documentado sobre o legado de Mestre King, formador de  gerações de dançarinos que difundiram e ainda difundem a dança originária dos terreiros de candomblé pelo mundo afora. O documentário traz entrevistas com pessoas próximas do mestre, a exemplo de Clyde Morgan,Jorge Silva, Paco Gomes, José Ricardo, Anderson Rodrigo, Matias Santiago, Gaby Guedes, Amilton Lino, Luis Deveza, Carlos Antônio Pereira (Neguinho), Ricardo Costa.
O filme Raimundos: Mestre King e as figuras masculinas da Dança na Bahia nasceu durante o processo de realização do espetáculo coreográfico “Raimundos”, lançado na comemoração dos 50 anos de palco do mestre. A escolha foi por ouvir homens bailarinos, todos negros e que tem dado continuidade ao legado de King.
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Foto: Divulgação / Funceb
SERVIÇO
Exibição do documentário  “Raimundos: Mestre King e as figuras masculinas da Dança na Bahia”
Data: 17 e 18 de janeiro, 20h
Onde: Teatro Gregório de Matos
Quanto: R$20/10

Lázaro Ramos leva mais da Bahia para Mister Brau em 2017


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Banco de imagens Mister Brau

Uma série capitaneada por dois atores que encabeçam, hoje, o rol da representatividade negra na TV brasileira. Estamos falando de “Mister Brau”, programa pensado e produzido por Lázaro Ramos e Taís Araújo que se prepara agora pra sua terceira temporada. Após grande sucesso nas duas primeiras – mais de 20 pontos de audiência em média -, a série trará, em 2017, novidades e ainda mais participação de representantes da Bahia. Aliás, segundo Lázaro, “Mister Brau já é uma série, praticamente baiana”.

Além de Luiz Miranda, Marcelo Flores, Zebrinha (coreógrafo do programa) e do próprio Lázaro, um dos rostos conhecidos que veremos mais em cena nesta nova temporada – com estreia em abril – é o da atriz do Bando de Teatro Olodum, Valdineia Soriano. Ela que interpreta Enaura, a avó das crianças adotadas pelo casal Brau e Michele (Taís Araújo) no último episódio da segunda temporada.

Valdineia Soriano Msiter Brau
Reprodução Gshow – Enaura e as crianças

Ela já gravou quatro capítulos em dois episódios. “A avó volta agora mais chique, mais interesseira e envolvida com o sucesso dos Brau e das crianças. Está cuidando das finanças dos meninos, já com namorado, toda moderninha, até dos shows ela participa”, diz Valdineia. Estes shows serão uma das novidades da terceira temporada: Brau e Michele terão um programa de auditório na TV, com muita música e entrevistas com cantores. Em entrevista ao Portal SoteroPreta, Lázaro Ramos antecipa alguns deles. “Teremos Liniker, Bochecha, Elza Soares e Pablo, sempre trazendo a Bahia para a série”, diz.

“Val é minha grande amiga, minha atriz inspiração. Quando apareceu esta personagem, que tem um pouco de vilania e ao mesmo tempo de humanidade, precisava de uma atriz que tivesse estas características. Sugeri ela à equipe, mostrei vídeos de “O Paí, Ó”, e então a convidamos para o papel, o que ela fez muito bem. As gravações tem sido uma delícia, exaustivas como sempre, com muita música e danças. Uma rotina de seis dias por semana de gravação, mas o prazer da convivência é tão bom que vale a pena. Estamos fazendo uma coisa em que acreditamos, e isso nos alimenta” – Lázaro Ramos.

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Reprodução Instagram Lázaro Ramos – Gravações Mister Brau

Mister Brau – O negro na TV

Para a atriz Valdineia Soriano, além de aprendizado enquanto atriz, gravar Mister Brau é mais que uma felicidade:

“A série foi mais uma conquista para nós negros, que precisamos estar o tempo todo falando sobre nossa representatividade. Lazinho é incrível, assim como sua forma de nos representar, sempre puxando em tudo o debate sobre o racismo. Mister Brau – um programa apresentado por dois negros – faz sucesso por sua conotação popular e por sua representatividade. Nos bastidores, há uma enorme equipe fantástica que gira em torno deles dois, fico encantada com isso, por ser eles à frente de tudo. Estar perto dos meus – Lazinho, Zebrinha, que é o coreógrafo do programa – me deixa feliz e aind amais por ter fechado o ano com este trabalho, representando o Bando de Teatro Olodum nestes 26 anos. Onde tem um, tem todo o Bando junto!”

  

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Foto: AGNews/ Globo/ Divulgação/ Reprodução

Confira o que diz Lázaro Ramos ao Portal SoteroPreta sobre a série:

Portal SoteroPreta – Como você avalia o ano de 2016 para Mister Brau?

Lázaro Ramos – O ano do Brau foi de transição. No primeiro ano, conquistou o público, onde mostrou esta família que não era vista há muito tempo na televisão brasileira e, talvez, nem tenha sido vista. Eram episódios que brincavam mais com o humor, mas que nos ensinou uma coisa pra terceira temporada: de que a família Brau tinha que ser vista para além de Michele e Brau e acho que trouxe os valores que vão aparecer nesta terceira – pais, mães, filhos. O tema família foi o que mais o público pedia.

Portal SoteroPreta – O que o público pode esperar de Mister Brau em 2017?

Lázaro Ramos – Mister Brau 2017 vem mostrando mais um pouco essa família cheia de autoestima, que celebra a vida, mas ampliando as relações. Brau e Michele adotam três filhos, tem um programa de televisão, com cantores de verdade. Cada programa terá uma participação. Com muito humor, como sempre, mas nunca deixando de levar reflexão pra as pessoas.

Sarau da Onça abre inscrições para II Concurso Literário de Poemas e Contos


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A Poesia está criando muitas asas em Sussuarana. O grupo Sarau da Onça, idealizado por jovens do bairro, realiza – em maio de 2017 – o II Festival de Arte, Cultura e Concurso Literário Sarau da Onça. Serão realizadas oficinas de teatro, dança, Hip Hop e criação literária, além do Concurso Literário que abre suas inscrições no dia 10 de janeiro. O festival é fruto do edital Setorial de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), patrocinado pelo Governo do Estado, através do Fundo de Cultura do Estado, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

O concurso literário vai selecionar Poemas e Contos de 50 autores de Salvador. Os vencedores terão seus textos publicados em 5 mil exemplares de uma antologia, sem custo para os participantes, que vão receber cinco exemplares cada um, a título de direitos autorais.

Escritor, escritora que queira integrar esta Antologia deve se inscrever de 10 de janeiro  a 20 de fevereiro, enviando seus textos para o email [email protected] Neste email, devem ser anexados a ficha de inscrição preenchida e os poemas ou contos que serão avaliados. Cada autor só poderá se inscrever em apenas uma das categorias.

A ficha de inscrição será disponibilizada aqui no dia 10 de janeiro. 

sarau da onça

Quem se inscrever na categoria “Poesia” pode enviar no máximo cinco textos de até 25 linhas, sendo selecionados apenas dois textos de cada autor. Já na categoria “Conto”, cada escritor poderá enviar até três textos de até 25 linhas, e será selecionado somente um conto de cada autor.

O SARAU

O Sarau da Onça, que atua há mais de cinco anos no bairro de Sussuarana, é fruto da iniciativa de jovens do bairro que insatisfeitos com a situação de violência vivida pelos jovens negros, pobres e periféricos, resolveram atuar como fortes aliados no resgate de valores e na construção de uma sociedade mais igualitária, através da arte. O Sarau é uma das principais opções de atividades culturais e educativas para os moradores do bairro. Confira aqui entravista com um dos organizadores do Sarau, Sandro Sussuarana. 

sarau da onça

SERVIÇO

O quê: II Concurso Literário Sarau da onça

Inscrições pelo email: [email protected], de 10/01/2017 a 20/02/2017

Quanto: Gratuito

Informações: (71) 99331-5781 (Sandro Sussuarana) / (71) 98315-0515 (Evanilson Alves)

Fotos: Lis Pedreira

#OcupA – Portal terá espaço para juventude negra, com Ícaro Jorge


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Ocupa, preto!

A juventude negra terá um espaço mais que especial no Portal SoteroPreta, em 2017. A coluna “OcupA!” chegará para informar, mobilizar e dar voz a jovens negros e negras de Salvador e Região Metropolitana que fazem Cultura nos seus variados aspectos. Ela será comandada por Ícaro Jorge, 19 anos,estudante do BI de Humanidades (UFBA), fundador e conciliador de histórias do Ocupa Preto, blogueiro, youtuber e mobilizador social.

A iniciativa surgiu do próprio ìcaro, que já escreveu para sites como o Desabafo Social, Tirabanha.O movimento Ocupa Preto foi iniciado há cinco meses em Salvador, mais especificamente no bairro da Capelinha. A ideia é criar um espaço de mídia e produção alternativa que promova o combate ao racismo e às opressões.

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Ocupa, Salinas!

A partir disso, o Ocupa vem criando pontes entre as vivências das mulheres, crianças, LGBTTs e trabalhadores negros, promovendo encontros formativos mobilizados por jovens. Recentemente, foi realizado em Salinas da Margarida.

“Ao falarmos de juventude em movimento, precisamos entender como o silenciamento afeta a juventude negra no Brasil. Toda a história desse país foi feita, estruturalmente, para silenciar, abafar, esconder e tornar inexistente a formulação e a criação da juventude negra. Quando os jovens sentem essa necessidade de se rebelar contra essa estrutura racista, várias criações são iniciadas e propagadas. O Ocupa e Conversa por exemplo – nasceu dessa expectativa, de dialogar e discutir sobre os mais diversos temas que sejam relacionados ao combate ao racismo e defesa dos direitos humanos. É como um bate-papo no passeio da rua, onde as pessoas sentam em círculo e conversam sobre algum tema”. – Ícaro Jorge.

pec 55 e negros
Foto: Joa Souza

Ícaro já escreveu para o Portal SoteroPreta, sobre as consequências da PEC 55 na vida dos negros e negras. Confere aqui. A Coluna “OcupA!” será atualizada a cada 15 dias.

Quer sugerir conteúdo para este espaço?

Envia para [email protected]

Fotos: Divulgação

Neney Santos ministrará oficina de percussão para crianças e adultos


neney santos percussão

O multpercussionista Neney Santos, nascido em Salvador, formado em percussão afrobrasileira será o condutor da “Oficina de Toques de Candomblé”, nos dias  21 e 22 de janeiro, das 9h as 11h.

A oficina será realizada no Espaço O Pulso e a Pele (Rua das Dálias 481, Pituba) e tem apenas 10 vagas. A oficina é para adultos e crianças, para quem Neney irá ensinar toques das nações Ketu,Jeje e Angola. A inscrição custa R$150,00

Ogan da Casa de Oxumaré, Neney, aos 20 anos, se mudou para Europa, onde se especializou em Percussão. Se aproximou do Pop, jazz, Funk e outros ritmos, tendo estudado diferentes instrumentos de percussão.

 participou de projetos e trabalhos junto a artistas renomados nacionais e internacionais como: Andrea Bocelli, Noemi, Tony Remis, Jovanotti, Alex Britt, Mario Venuti, Peter Gabriel.

Sobre inscrições, está sendo disponibilizado o número (71) 99384.5985.

Foto: Divulgação

“Domingo no TCA” inicia temporada com Lazzo Matumbi cantando samba (8)


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O cantor Lazzo abre a temporada do projeto “Domingo no TCA” no dia 8 de janeiro, com o show “Voltando às origens”. A proposta já está no nome, será uma homanagem ao samba, levando ao palco canções e compositores que fizeram parte do início de sua carreira artística, quando começou cantando samba. O show começa às 11h.

Dentre os escolhidos para compor o repertório deste especial, tem nomes como Ederaldo Gentil, Walter Lima, Edil Pachecho e Nelson Rufino. para compartilhar este momento, junto a Lazzo, estarão no palco do Teatro Castro Alves, Roberto Mendes, Aiace Félix e Tote Gira, que assina a direção musical do show.

Os ingressos serão vendidos na Bilheteria do TCA, a partir das 9h, a valores simbólicos de R$1 e R$ 0,50 (meia).

LAZZO MATUMBI

Há 35 anos Lazzo canta e compõe sucessos como “Alegria da Cidade” (em parceria com Jorge Portugal), “Me Abraça e me Beija” e “Do Jeito Que Seu Nego Gosta”. Seu último disco, lançado em 2013, e intitulado “Lazzo Matumbi”, lhe rendeu indicações ao 25º Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Álbum e Melhor Cantor. Recentemente, pelo seu histórico de luta e combate ao racismo, em reconhecimento ao seu trabalho de preservação e difusão da cultura afro-brasileira, Lazzo recebeu a Comenda Senador Abdias Nascimento, entregue no último novembro pelo Senado Federal do Brasil. No momento, Lazzo grava em estúdio um novo disco, com título ainda provisório de “Minha Paz”.

SERVIÇO
DOMINGO NO TCA
LAZZO MATUMBI – Voltando às origens
Participações de Roberto Mendes, Tote Gira e Aiace Felix
Quando: 08 de janeiro de 2017, às 11h.
Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves (Pça Campo Grande, s/n, Centro)
Ingressos: R$1,00 (inteira) e R$0,50 (meia). Vendas no local, a partir das 9h do dia do show, com acesso imediato do público ao teatro.