Fundação Gregório de Matos lança coletânea de Cantigas dos Orixás


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Sempre quis ter cantigas de Oxum, Oxossi, Nanã, Oxumarê, Obaluaê e o Xirê dos Orixás disponíveis para ouvir? A Fundação Gregório de Mattos (FGM) lançou a coleção de CDs Trilhas Urbanas, com cantigas religiosas executadas pelos grupos Ilê Fun Fun, do Terreiro da Casa Branca, e Mona Ngoma, do Terreiro Tumba Junçara.

São 12 volumes de músicas dos Orixás, sendo que o volume 10 traz as Cantigas de Oxum e Oxossi, o 11 as Cantigas de Nanã, Oxumarê e Obaluaê e o 12 é o volume especial que fecha a coletânea com Cantigas de Xirê. Além destes terreiros, integram a coletânea o Vodun Zo, na Liberdade, Ilê Axé Kalê Bokun, em Plataforma, e Ilê Axé Jitolu, também na Liberdade, entre outros.

Acesse aqui. 

Artista plástico Robson Poeta lança exposição ‘Por Dentro da Cor’


robson poeta

Em março o Teatro Jorge Amado recebe, no Espaço Calazans Neto, a primeira exposição do artista plástico Robson Poeta,intitulada ‘Por Dentro da Cor’. São 15 telas de arte abstrata que transcrevem as palavras poéticas do livro “Poesia Encantada”, obra ainda não publicada pelo artista, que também é poeta.

“Vejo-me em misturas de tintas, objetos e enlouquecido pela criação. Aprendi a colorir e a expor meus sentimentos nestas telas em tinta acrílica, cada qual com sua dimensão e sensação”, explica Poeta, e completa “O objetivo é aguçar os sentidos do público e fazer com que eles se deliciem com as interpretações possíveis”.

robson poeta
Reprodução facebook

BIO

Nascido e criado na comunidade do Pela Porco, em Salvador, Robson Poeta, 32, mudou o curso de sua vida quando ingressou no Projeto Axé aos 11 anos de idade. Mas foi aos 18 anos que o ímpeto artístico aflorou quando assumiu o cargo de técnico de som e luz no Teatro XVIII. Aos 29 anos, Robson ganhou sua primeira tela e descobriu que poderia, além de escrever poesia e canções, pintar telas. Chamou sua primeira obra de “Porto dos Ritmos”. Hoje, acumula mais de 20 obras artísticas, das quais escolheu 15 para fazer parte desta exposição.

A mostra entra em cartaz no próximo dia 3 de março e segue até 15 de abril. A visitação poderá ser feita de quarta a domingo, das 14h às 19h.

Serviço

Exposição ‘Por Dentro da Cor’, de Robson Poeta

Quando: De 3 de março a 15 de abril

Local: Teatro Jorge Amado, Pituba

Visitação: quarta a domingo, das 14h às 19h

Aberta ao público

Racismo e intolerância religiosa podem ser denunciadas no Carnaval


racismo no Carnaval de Salvador

A partir desta quinta-feira (23), o Centro Nelson Mandela Itinerante, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), inicia o atendimento a vítimas de racismo e intolerância religiosa no Carnaval, com orientação jurídica na sede do Procon (Rua Carlos Gomes, 746, Centro). O posto fixo, que reunirá diversos órgãos públicos e instituições do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, será aberto às 10h.

Foliões e trabalhadores poderão acessar o serviço até terça-feira (28), das 14h às 22h. As ações também incluem campanha de sensibilização nos circuitos da festa e equipes de técnicos especializados, que farão abordagem para o monitoramento das situações de violação de direito nesta área. Outro canal de denúncia é a Ouvidoria Geral do Estado (OGE), através do telefone 0800 284 0011, contando com pessoas qualificadas para o serviço. Os casos serão encaminhados para a Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia.

As denúncias também podem ser feitas no Plantão Integrado ou via telefone, disponibilizado especialmente para o Carnaval (3116-0567).

Olodum homenageia o Egito neste Carnaval


olodum
Foto: Magali Moraes

No ano em que a canção “Faraó Divindade do Egito” completa 30 anos, o Olodum volta seus olhos mais uma vez para África, precisamente ao Egito, um dos países mais enigmáticos do continente africano. Com o tema, “O Sol – Akhenaton: Os Caminhos da Luz”, , o pai de Tutacamom, Akhenaton, será homenageado no desfile de três dias:  2426 e 28 de fevereiro.

O tema do carnaval do Bloco Olodum em 2017 marca a celebração dos 30 anos da canção Faraó Divindade do Egito, de Luciano Gomes. Além da canção que completa 30 anos, o Olodum também apresenta as canções vencedoras do Femadum. O primeiro lugar do festival ficou com a canção de Juka Maneiro, Sandoval Melodia e Roberto Cruz, batizada de Olodum Fonte de Energia. O segundo lugar ficou para Genivaldo Evangelista e Katia Show com a música Reino Maior. Ambas fazem referência ao Egito e à história de Akhenaton.

Figurino – Baseados no tema do Carnaval do Olodum, o figurino egípcio tem como base o ouro, o branco e o amarelo para representar o Faraó iluminado e místico.Responsável pelas roupas dos cantores, Tania Regina usou no seu figurino materiais como pedrarias, tecidos e couro ecológico dourado, nemes coloridos com as cores da África, colares e braceletes  bordados com as cores do Olodu.

 

 

 

Carnaval 2017

Dia 24 de fevereiro – Bloco Olodum – Circuito Batatinha  – concentração 15h
Dia 24 de fevereiro – Bloco Olodum – Circuito Osmar – Campo Grande – concentração 19h

Dia 26 de fevereiro – Bloco Olodum – Circuito Dodô – Barra – concentração 15h

Dia 28 de fevereiro – Pipoca Olodum – Circuito Osmar – Campo Grande – concentração 19h

Jovens percussionistas da Escola Olodum estarão no Carnaval


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Divulgação

Os Jovens do Projeto Escola Olodum – Pela Paz e Pela Vida, que participaram das oficinas de percussão realizadas nos bairros do Uruguai, Nordeste de Amaralina e Pelourinho em janeiro desse ano, terão pela primeira vez a oportunidade de se apresentar no carnaval da Escola Olodum e Bloco. Neste sábado, dia 18, adolescentes entre 7 e 21 anos dos cursos de percussão, dança, tranças e turbantes fazem o último ensaio pelas ruas do Pelourinho.

Na próxima quarta-feira, dia 22, a 35 jovens percussionistas da banda percussiva Juvenil da Escola Olodum participa do Cortejo de Abertura do Carnaval 2017, da Praça Municipal à Castro Alves. Os jovens do projeto participarão, ainda, do desfile do bloco no dia 24 de fevereiro no circuito Osmar (Campo Grande).

Já no dia 27, no tradicional Circuito Batatinha – Pelourinho, cerca de cem alunos, com faixa etária entre 7 e 21 anos, realizam uma amostra da aprendizagem ao participarem pela primeira vez do carnaval do Pelourinho, sob a batuta do Mestre Gilmario Marques e da Maestrina Andreia Reis.

Danielle Anatólio traz Flor de Lótus de volta a Salvador


Lótus danielle anatóllio

A Flor de Lótus que encantou centenas de mulheres – e homens também – com sua performance homônima, está de volta a Salvador! O solo da atriz Danielle Anatólio encerra a programação do 1º Fórum Negro de Artes Cênicas, nesta sexta (17) no Teatro Martim Gonçalves (Canela).

LÓTUS é uma performance teatral fundamentada na poética da mulher negra, traz em seu roteiro uma série de reflexões e provocações atinentes a sua sexualização, resistência e (não) amor.  Em sua fala, Danielle trata de superação, beleza e vida, dentro de um contexto de solitude em que está  inserida esta mulher contemporânea, além de contar seus caminhos para resistir e reexistir.

Lótus tem como base pesquisas feitas no livro  Mulher Negra: Afetividade e Solidão, de Ana Cláudia Lemos Pacheco e nas poesias das escritoras Lívia Natália, Mel Adún e Cristiane Sobral, dentre outras autoras. Junto à atriz, a percussionista Mafá Santos compõe a trilha sonora e efeitos, que fazem de Lótus uma apresentação para ser sentida.

Ao final, o público poderá bater um papo com a atriz sobre sua criação. A apresentação é gratuita e será precedida da Conferência de Encerramento do Festival, que começará às 18h.

Veja aqui Perfil feito com Danielle Anatólio. 

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Foto: Lis Pedreira

SERVIÇO

LÓTUS no 1º Fórum Negro de Artes Cênicas

Quando: 17/2 (sexta-feira), 20h

Onde: Teatro Martim Gonçalves (Canela)

Quanto: Free

#Paremdenosmatar é Letramento Racial em crônicas! – Por Valdeck Almeida


parem-de-nos-matar cidinha da silva

O livro #Paremdenosmatar, de Cidinha da Silva, composto de crônicas publicadas antes em sites e blogs na internet, chama a atenção por vários aspectos. Dentre eles, a alta qualidade editorial (papel, fontes, coloridos) e o esmero, na leve e cuidadosa linguagem da escrita e na promoção da humanidade das pessoas negras.

Tudo isso, apesar de tratar de temas áridos como as mortes simbólica e cultural, massacres, extermínios, genocídio do povo negro, homofobia, apagamentos e invisibilizações de negros e negras, crimes bárbaros, racismo institucional, racismo velado, intolerância religiosa, violência policial, violência de gênero, negação da condição humana para negros e negras, etc. Para além do registro humanizado, é ferramenta de insubmissão e incentiva a autoestima, memórias, estética, beleza, histórias, humanidades, religiosidades, cultura.

O título, na primeira pessoa do plural, já nos inclui e chama para o coletivo (ninguém nasce só, vive só, morre só): o grito uníssono, o afetivo, o convívio comunitário, familiar, o desespero dos que morrem e dos que podem estar na fila. Evoca um chamado por socorro, para que cada um/a de nós atente para o perigo real e iminente que acomete negros e negras todos os dias. Principalmente jovens das periferias de todo o Brasil.

Denuncia chacinas orquestradas pelo racismo institucionalizado, sofisticado, engendrado e enraizado nesse país desde sua fundação, em que negros e negras são subjugados, subalternizados e mortos. O mesmo racismo mantido até hoje, disfarçado, mascarado de democracia racial – propalado, inclusive, por redes nacionais de mídia, como a Rede Globo -, que exclui e elimina, nega direitos, encarcera e aniquila.

O mesmo racismo que sonega informações, direitos inalienáveis como o direito à vida; o mesmo racismo exercido pelo Estado, através do seu braço armado, a Polícia, que acusa, julga e executa com “balas perdidas”, sob a justificativa do “Auto de Resistência”, sem direito a apelação, muitas vezes sem direito a um funeral digno. O mesmíssimo racismo genocida do povo negro, cujos corpos são numerados para estatística e dos quais se retira a alma.

parem de nos matar
Banco de Imagens

São enterrados como indigentes, em valas comuns, ou desovados em pontos bem conhecidos de todos; o mesmo racismo midiático que sequer cita nome e sobrenome dos assassinados e que serve carne negra em banquetes macabros na hora do almoço, em que pseudojornalistas justiceiros são coniventes com o linchamento de corpos e subjetividades e com essa barbárie, equivalente à queda de um grande avião por dia.

#Paremdenosmatar sangra em cada parágrafo, rememora o massacre de Ruanda (1994), o genocídio e crimes sexuais praticados pelo Boko Haram, na Nigéria (2014/15), que causam menos comoção que um atentado a um jornal satírico em Paris. O massacre dos treze rapazes do Cabula, em Salvador, em 2015.

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Banco de Imagens

#Paremdenosmatar faz a denúncia da morte física, mas também a espiritual e das subjetividades, da morte em vida, dos choros engolidos, do medo de depor e ser o/a próximo/a da lista. Escancara os crimes de ódio, que destroem e invadem casebres, ofendem em redes sociais ou em bancadas de jornais em rede nacional – caso Maju: Maria Júlia Coutinho. Humilham em estádio de futebol – Mário Lúcio Duarte Costa, o goleiro Aranha.

Mas o livro é também a resistência, trincheira e porta-voz de mães/pais, filhos/as, irmãos/ãs, amigos/as desses jovens mortos a cada dia. Nas crônicas, linhas e entrelinhas, a dignidade do ser humano é resgatada, não cai no esquecimento. As mortes não são contadas como meros números, muito menos comparadas às partidas de futebol, nem coisificadas. A beleza do livro é demostrar a luta contra toda sorte de preconceitos: racial, de classe, de gênero, religioso. Nos chama à responsabilidade, através da literatura de Cidinha da Silva. Denunciemos os criminosos, façamos justiça a cada gota de sangue, a cada agressão. E matemos o racismo!

valdeck almeida de jesus
Reprodução facebook

Texto produzido, especialmente, para o Portal SoteroPreta.

Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, escritor, ativista cultural, poeta e blogueiro.

Bloco Os Negões oferece oficinas de Estamparia, Alegoria, Corte, Costura e Modelagem


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Foto: Rosilda Cruz

Quer conhecer os bastidores de criação de um Bloco Afro, com suas alegorias, figurinos e beleza? O Bloco os Negões, celebrando 35 anos neste Carnaval 2017, dará esta oportunidade. Serão promovidas, em parceria com a marca de sandálias Ipanema, as “Oficinas de Verão”, a partir do dia 12 de fevereiro. As inscrições são gratuitas.

Nas oficinas, que acontecerão na sede do Bloco, na Vasco da Gama, o público poderá aprender conceitos e práticas de Estamparia, Alegoria, Corte, Costura e Modelagem, com artistas plásticos, costureiras, designers, entre outros criadores.  Além do conhecimento, serão dadas fantasias aos participantes das oficinas, que desfilarão em ala exclusiva no cortejo do Campo Grande. Este ano, o Bloco Os Negões virá com o tema “O Mensageiro”, em referência à entidade Exú., conhecido como o que se comunica entre os Orixás.

“Trazendo isso para nossa realidade, pensamos em conectar mensageiras e mensageiros sociais que movem o carnaval de tradições e os movimentos culturais da cidade de Salvador” – Paulo Roberto Nascimento, presidente do Os Negões.

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Dresscoração – Banco de Imagens

As “Oficinas de Verão” também ocorrem no âmbito do projeto #SouDessas, da Ipanema, que já ocorre no Rio de Janeiro e tem como objetivo dar visibilidade para “mulheres incríveis que fazem o carnaval”.  Para se inscrever, interessados tem até dia 21/02 e devem ser feitas pela internet.

Veja o que será oferecido: 

  • Oficina I – Estamparia manual

           Técnicas e prática mediada pela designer e estilista Loo Nascimento da Dresscoração Conectores: Tamara Nascimento da Ofá Bèmin, Tiago Ramsestencil, artista visual especializado em estêncil, Lucas Batatinha, artista plástico especializado em arte gráfica de estamparia)

 

  • Oficina II – Alegoria e peças alegóricas

A oficina será mediada por Julio Costa do Projeto MUSAS (Museu Street Art de Salvador). Conectores: Ananda Santana, grafiteira e ilustradora, Alan Costa e Rogério Teodoro, da AfroBapho, performance e peças alegóricas.

 

  • Oficina III – Corte, costura, modelagem e finalização de peça

Mediado por Tamara Nascimento da Ofá Bèmin. Conectores: Jaci Mendes e Hilda Correia, ambas costureiras da comunidade do Dique do Tororó, Loo Nascimento, da Dresscoração,  Rey Vilas Boas – designer e Vinicius Carmezim da Ziê.

 

Mais informações em (71) 991279607 / 988361271

Seleção contemplará filmes de curta, média e longa metragens produzidos por negros


Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul
O 10º Encontro do Cinema Negro Brasil, África e Caribe Zózimo BulBul está com inscrições abertas até 18 de fevereiro. O Encontro contempla filmes de curta, média e longa metragens que tenham sido produzidos por realizadores e produtores negros e será realizado em maio e junho no Rio de Janeiro, .

A programação contemplará filmes, oficinas e espaços de intercâmbio entre o cineastas brasileiros, africanos e caribenhos.As inscrições são gratuitas e as produções selecionadas serão divulgadas até o dia 31 de março de 2017. Elas integrarão o acervo do Centro Afro Carioca de Cinema Zózimo Bulbul. Para esta edição, serão aceitas, preferencialmente, produções realizadas a partir de 2015. Confira estas e outras informações do Regulamento aqui. 

A Outra Companhia de Teatro inscreve para Laboratório de Atores


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Foto Andréa Magnoni

Para celebrar 13 anos de produção artística, a Outra Companhia de Teatro lançamento seu novo site, no qual se pode encontrar histórico do grupo; a agenda de espetáculos, intercâmbios e oficinas e outras informações. Por meio dele também é possível se inscrever para o Laboratório de Atores. Os interessados podem se inscrever até 02 de março.

As oficinas iniciarão dia 06 de março e ocorrerão de segunda à sexta, no turno noturno (19h às 22h), na sede do grupo: Casa d’A Outra (Polietama). O Laboratório de Atores, durante os quatro meses, irá compartilhar as ferramentas de criação e gestão de grupo, resultando numa encenação dirigida por Luiz Antônio Sena Jr..

Direcionado a artistas ou não, o laboratório ocorrerá entre março e junho, com inscrições gratuitas, e a seleção ocorrerá em duas etapas: preenchimento do formulário de inscrição; em seguida, uma audição com práticas do cotidiano de criação d’A Outra. Ao final, 20 pessoas serão selecionadas.

SERVIÇO

Onde fica: Rua Politeama de Cima, 114, Ed. Centro Comercial Politeama, 1º andar

Onde se inscrever: Site da Outra Companhia de Teatro

Até quando: 02/3/2017

Gratuito

Aulas começam: 6/3/2017