#GrupoNATA – Antônio Marcelo estreia “As Balas Que Não Dei Ao Meu Filho”


ANTÔNIO MARCELO - AS BALAS QUE NÃO DEI AO MEU FILHO
Foto: Andreia Magnoni

Antônio Marcelo estreia o terceiro espetáculo solo do projeto NATAS EM SOLOS, nesta sexta (20), no Teatro Gregório de Mattos: As Balas Que Não Dei Ao Meu Filho.

O solo aborda a temática do genocídio da juventude negra nas periferias das grandes cidades através da história de um policial negro, morador de periferia, que não encontra seu filho em casa no dia de uma “ação” policial no bairro onde vive.

O projeto Natas em Solos é um projeto artístico-investigativo-formativo que consiste na investigação, montagem e apresentação de seis solos concebidos e realizados pelos intérpretes/criadores do NATA a partir das pesquisas cênicas individuais destes artistas. As temáticas abordadas por estas investigações surgiram através de experimentos cênicos e inquietações artísticas realizadas em paralelo as construções dos espetáculos do grupo.

Deste modo após dezoito anos de pesquisas e trabalhos cênicos continuados o NATA decide colocar em cena as inquietações artístico-filosóficas de seus intérprete/criadores.

Confira aqui toda programação dos demais espetáculos. 

AS BALAS QUE NÃO DEI AO MEU FILHO

TEATRO GREGÓRIO DE MATTOS

20/01 – 19h

21/01 – 17h e 19h

22/01 – 17h

ingressos: R$ 20 e R$ 10

Projeto “Além do Canto” reúne Elpídio Bastos, Nadjane Souza e grupo Coro de Cor


Além do Canto
Foto Jorge Wilson

O projeto “Além do Canto”, reunirá pela primeira, a musicalidade dos artistas Elpídio Bastos, Nadjane Souza e do grupo Coro de Cor. O encontro acontecerá às quartas e sextas-feiras de janeiro, no Botequim São Jorge (Rio Vermelho) e no Restaurante Além do Cais (Santo Antonio), respectivamente.

Elpídio Bastos, diretor musical e baixista do Olodum há quase duas décadas, concilia sua careira solo, na qual atua como cantor, violonista e compositor. Atualmente, vem trabalhando em seu terceiro álbum recém lançado “Sem tirar nem por” e cultiva sucessos autorais.

Já o Coro de Cor vem, há quase dez anos, mostrando suas composições pelo Brasil e em grandes festivais. Destaque em três edições do Festival de Música da Educadora FM, com o prêmio de música mais votada, o Coro de Cor é formado pelas vozes de Geysa Maiana, Bruno Maiky e Armando Lui.

A cantora Nadjane Souza já emprestou a força e personalidade de sua voz para bandas como o Olodum, onde permaneceu por quase seis anos e a banda afro-percussiva Egregora’s – com a qual percorreu países da Europa. A cantora transita pelo samba-funk, samba, MPB, samba reggae, reggae explorando os ritmos de matriz africana. Hoje, em carreira solo, está prestes a lançar seu primeiro álbum que traz também canções autorais.

SERVIÇO – 01:

Projeto “Além do Canto”

Data: 18 e 25 de janeiro de 2017, às 21h

Local: Botequim São Jorge – R. Borges dos Reis, 16 – Rio Vermelho – SSA/BA

Couvert: R$15

Informações e reservas: 71 3334.8181

SERVIÇO – 02:

Projeto “Além do Canto”

Data: 13, 20 e 27 de janeiro de 2017, às 21h

Local: Restaurante Além do Cais –  rua Direita do Santo Antonio Além do Carmo – 97 – SSA/BA

Couvert: R$15

Informações e reservas: 71 3497.5578

ExperimentandoNUS Cia. de Dança se apresenta no Teatro Gregório de Mattos


Da própria pele não há quem fuja.
Da própria pele,não há quem fuja. Foto Shai Andrade

Nos dias 17 e 18 de Janeiro, às 19h, a ExperimentandoNUS Cia. de Dança retorna ao palco do Teatro Gregório de Mattos com a obra “Da própria pele, não há quem fuja” e a exibição do documentário “Raimundos: Mestre King e as figuras masculinas da dança na Bahia”, dentro da programação da Mostra Retrô-Verão, dos Espaços Culturais da FGM.

“Da própria pele, não há quem fuja”, tem direção e coreografia de Bruno de Jesus e parte da pesquisa sobre a diversidade no contexto cultural afro-brasileiro. As coreografias exploram ideias de elementos como a simbologia de orixás e aspectos das manifestações populares, como Zambiapunga e Mandus, através de um olhar contemporâneo.

Já o filme Raimundos: Mestre King e as figuras masculinas da dança na Bahia” homenageia um dos criadores da dança afro-brasileira. O mesmo será exibido logo após o espetáculo, às 20h.

 

Raimundos Mestre King
Fotos Thyago Bezerra

O legado deixado pelo precursor da dança afro na Bahia e no Brasil é o ponto de partida do documentário dirigido pelo bailarino e coreógrafo Bruno de Jesus, com roteiro de Gabriel Machado, Direção de Fotografia e Câmera de Moisés Victório, 1º Assistente de Fotografia Thyago Bezerra, Som Direto e Desenho de Som Vicente Gongora e produção de Inah Irenam. 

“O filme resignifica, religião, politica, ancestralidade, meio é a mensagem nessa historia, onde se juntam nessa encruzilhada o Mestre King e seu legado” acrescenta o roteirista, Gabriel Omuz Machado.

 

SERVIÇO:

“Da própria pele, não há quem fuja”

Data:  17 e 18 de Janeiro, às 19h

Quanto: R$ 20/10

Exibição do documentário  “Raimundos: Mestre King e as figuras masculinas da Dança na Bahia”
Data: 17 e 18 de janeiro, 20h

Coletivo de Entidades Negras convida jovens empreendedores e artistas para Sarau no Pelourinho


nucleo de juventude CEN (2)
Divulgação

O Coletivo de Entidades Negras (CEN), organização nacional do movimento negro com sede em Salvador, inicia o ano de 2017 afirmando seu compromisso com três pilares importantes: juventude, diversidade e cultura.

Para tanto será realizado, neste sábado (21), das 10 às 20hs, o Sarau CENmeando Pretitude. O evento acontecerá na Praça do Estacionamento, Pelourinho e é aberto ao público.

O Sarau prevê extensa agenda cultural, incluindo poesia, música, oficinas de turbante e outras atrações, tudo coordenado pelo Núcleo de Juventude do Coletivo.

nucleo de juventude CEN
Divulgação

Será um dia inteiro de atividades com o objetivo de integrar os associados e novos participantes do CEN, além dos demais coletivos, jovens empreendedores e artistas que se dedicam à valorização e manutenção da cultura afro-brasileira e soteropolitana.

Estão dentre as atividades: oficinas de maquiagem e turbante, batalha de MCs, recital de poesia, dança afro, música, além de uma praça de alimentação. Entre os artistas que farão participação especial estão Ricardo Correia, Dão, Xarope MC, RBF, Nóis por Nóis e Black Atitude.

A Praça do Estacionamento está localizada no fim da Rua das Laranjeiras, no Pelourinho, onde está a nova Sede Nacional do CEN.

SERVIÇO

O quê: Sarau CENmeando Pretitude

Quando: 21 de janeiro de 2017

Horário: 10h às 20hs

Onde: Rua das Laranjeiras – Pelourinho (Praça do Estacionamento)

Gratuito

Grupo NATA estreia seis espetáculos em Salvador entre janeiro e fevereiro


NATA Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas
Thiago Romero em Mundareu. Foto – Giovani Rufino

Depois do grande sucesso com “Exu, a Boca do Universo”, espetáculo que se apresentou em 36 cidades brasileiras, o NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas, volta em cartaz com o projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo.

O projeto prevê a estreia de seis espetáculos solos dos atores Antônio Marcelo, Daniel Arcades, Fernanda Júlia, Nando Zâmbia, Sanara Rocha e Thiago Romero.  A iniciativa é do NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas e da Modupé Produtora.

“Em 2017, o NATA comemora 19 anos e empretece-se cada vez mais, tencionando ampliar e aprofundar a poética do Teatro Negro, com suas pesquisas e questões. Estar em Salvador com este projeto é mais uma ação no nosso objetivo de colocar em diálogo o teatro do interior e da capital”, diz a diretora do grupo, Fernanda Júlia.

Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas
Nando Zambia-Gbagbe. Foto – Andrea Magnoni

Os espetáculos serão apresentados no Teatro Gregório de Mattos e no Espaço Cultural da Barroquinha, de 10 de janeiro a 15 de fevereiro e a direção é dos próprios atores ou de um diretor convidado. É o caso de Andreá Martins, Antônio Fábio, Diana Ramos, Fábio Vidal, Jarbas Bittencourt, Luiz Antônio Jr. e Susan Kalik, sob a coordenação artística da diretora do grupo NATA, Fernanda Júlia.

“É um projeto de profundo amadurecimento artístico, pessoal, espiritual, ético e político. Estrear seis espetáculos diferentes, onde cada atriz/ator expressa suas inquietações, pensamentos, aspirações cênicas é colocar em cena a nossa diversidade teatral e a amplitude da nossa necessidade de expressão e discussão. Para nós é um momento ímpar. Desde 1999 que enceno as peças do grupo, pela primeira vez não estou dirigindo, e o grupo passou a dialogar com outros encenadores e outros colaboradores poéticos para a construção dos seus solos. Isso oxigena, revitaliza, mostra outras formas de fazer e enriquece o grupo, pois cada um descobriu neste encontro com outros parceiros de trabalho novas possibilidades para a cena” – Fernanda Júlia

Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas
Fabíola Julia em Rosas Negras. Foto de Diana-Ramos

Com ingressos a R$ 20 e R$ 10, o público poderá conferir os espetáculos:

Espaço Cultural da Barroquinha

Iyá Ilu de Sanara Rocha (10,11,17 e 18/01 – 19h)

Um ritual afro futurista de saudação a Ayan – a deusa do tambor. Propõe uma discussão acerca das mulheres e o tambor, suas relações e inter-relações ambiciona trabalhar teatro e música a partir das inquietações de Sanara Rocha com o universo da música e das cerimônias sagradas. 

Impostor de Daniel Arcades (24,25,31/01 e 01/02 – 19h)

O solo convida a plateia a participar de um dia crucial na vida de um show-man religioso. Dentro do programa televisivo “Valor Global”, a espera pela chegada da família de Luttero Lúcius, para uma importante participação ao vivo, faz com que toda a plateia reconheça as facetas de sujeitos que entendem como funciona o Mercado da Fé.

Rosas Negras de Fabíola Julia (07, 08, 14 e 15/02 – 19h)

O solo ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra. A pesquisa consiste na criação de um espetáculo-dança que terá sua dramaturgia construída a partir das histórias de vida de algumas mulheres negras com relevantes contribuições para a luta contra a discriminação e a violência contra a mulher e principalmente contra a mulher negra.

Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas
Antônio Marcelo em As balas que nao dei ao meu filho. Foto de Andrea Magnoni

Teatro Gregório de Mattos

Gbagbe de Nando Zâmbia (13/01 – 19h | 14/01 – 17h e 19h |15/01 – 17h

O espetáculo estabelece ligações com o ritual da “árvore do esquecimento” e traz à cena questionamentos acerca da vida cotidiana que vivemos produzindo diversas provocações e reflexões sobre o tempo, memória, ancestralidade, afirmação e afro-brasilidade.

As Bala Que Não Dei Ao Meu Filho de Antônio Marcelo – 20/01 – 19h | 21/01 – 17h E 19h | 22/01 – 17h

O solo aborda a temática do genocídio da juventude negra nas periferias das grandes cidades através da história de um policial negro, morador de periferia, que não encontra seu filho em casa no dia de uma “ação” policial no bairro onde vive.

Mundaréu de Thiago Romero – 03/02 – 19h | 04/02 – 17h e 19h | 05/02 – 17h

Mundaréu é um convite a acompanhar as andanças de Cascudo. memória, partidas, saudades, ancestralidade e encontros são mais importantes que o percurso feito pelo andarilho relatado durante a peça.

Josi Acosta e Gabriel Carneiro apresentam “Bahia em Cantos e Contos” no MAM


 ‘Bahia em Cantos e Contos’

A Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) será palco da apresentação musical ‘Bahia em Cantos e Contos’, nos dias 18 (quarta-feira) e 22 de janeiro (domingo), às 16h, como ação da mostra Hiperfoto-Salvador, que se encontra em cartaz no espaço até o dia 29 de janeiro. Com entrada gratuita, o evento será comandado pela atriz Josi Acosta acompanhada do músico Gabriel Carneiro, ambos integrantes do Grupo Iwá.

 “A ideia é costurar a história da Bahia com a música, se baseando na exposição Hiperfoto-Salvador. Durante a apresentação, que será sincrética, faremos contações de estórias a partir de pesquisas que realizei. Como sou uma atriz que canta em cena, farei dois papeis: uma mãe que conta estórias para a filha e também a filha ao mesmo tempo”, explica Josi Acosta.

Temas como porque Salvador tem 365 igrejas e a fundação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos mesclando memórias da afrobaianidade serão levantados durante o espetáculo, entoando canções que versam sobre a Bahia ou fazem parte da memória musical baiana, além do conto da mitologia Yorubá que será contado a partir da interação com o público.

‘Bahia em Cantos e Contos’Josi Acosta e Grupo Iwá

Josi Acosta é atriz, professora de teatro e produtora cultural, natural de Porto Alegre (RS) e está radicada em Salvador há cinco anos. Licenciou-se em teatro no ano de 2009 pelo Departamento de Arte da Dramática da UFRGS.

É proprietária da Acosta Produções Artísticas, empresa de produção cultural que se dedica a promover e apoiar, principalmente, eventos e projetos ligados as Artes Negras. Atualmente produz a cantora lírica Inaicyra Falcão, além de estabelecer parcerias com artistas e grupos de arte negra de Salvador.

O Grupo Iwá surgiu na cena teatral em 2010, com o objetivo de realizar espetáculos e oficinas de teatro inspirados em histórias e lendas africanas e afro-brasileiras, além de encenar peças de teatro negro.

 ‘Bahia em Cantos e Contos’

Atualmente integra o grupo a atriz, professora de teatro e produtora cultural Josi Acosta, o ator, contador de histórias, mestre em literatura e doutorando em artes cênicas pela UFBA Toni Edson, o ator, diretor e mestre em crítica teatral Antônio Marcelo, a diretora artística e musicista Sanara Rocha e Gabriel Carneiro, ator, músico e diretor musical. Mais informações no link: http://acostaproducoesartisticas.blogspot.com.br.

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) é um órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

 Fotos: Andréia Magnoni

SERVIÇO

Apresentação musical ‘Bahia em Cantos e Contos’ com a atriz Josi Acosta e o músico Gabriel Carneiro

Quando: Dias 18 (quarta-feira) e 22 de janeiro (domingo)

Onde: Capela do MAM-BA

Horário: Às 16h

*Entrada gratuita até a capacidade do local

SOBEJO volta em cartaz na Casa da Outra, com Eddy Veríssimo


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Foto: Andréa Magnoni

Violência física, psicológica, doméstica, violência que machuca o corpo e fere a alma, violência contra a mulher: este é o cerne de Sobejo, solo com a atriz Eddy Veríssimo, indicado ao Prêmio Braskem de Teatro, na categoria Melhor Atriz. A peça volta em cartaz do dia 20 de janeiro até 04 de fevereiro, sempre sextas-feiras e sábados, na Casa da Outra (Politeama), às 20h.

A peça, escrita e dirigida pelo ator, dramaturgo, diretor, figurinista, e também integrante do grupo, Luiz Buranga, retrata a biografia fictícia da personagem Georgina Serrat, uma dona de casa que depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e tem seus sonhos frustrados pelas agressões de um marido violento.

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Foto: Andréa Magnoni

A encenação que acontece num estreito corredor da Casa da Outra, no Politeama, possibilitando os espectadores sentir o ambiente caótico que simboliza a cabeça da personagem .

“Ao fazer este espetáculo, tocamos numa ferida da sociedade coberta de gases e esparadrapos sem cicatrização, que a cada dia sangra mais e colocamos paliativos, maquiamos, suportamos a dor de um grito que não ecoa por muitos motivos: medo, status, dinheiro e a família apesar de tudo”, revela o autor e diretor.

Eddy Veríssimo, que também assina a produção do espetáculo, embarca em seu primeiro espetáculo solo após integrar o elenco de diversas produções teatrais como Ruína de Anjos (2015), Remendo Remendó (2011), e Arlequim – servidor de dois patrões (2004), montagem de fundação d’A Outra Companhia e que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

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Foto: Andréa Magnoni

“Fazer Sobejo tem sido muito desafiante e aborda um tema tão caro para as mulheres de todos os lugares, em todos os tempos: a violência a qual nós, mulheres, somos submetidas o tempo inteiro. Fazer a peça mostra que precisamos gritar e não nos conformarmos nunca com essa situação”, conta Eddy Veríssimo.

 

Grupo Quabales increve pra oficinas de dança e percussão em Salvador


Quabales

A CAIXA Cultural Salvador promove, até o dia 27 de janeiro, uma série de oficinas gratuitas do projeto socioeducativo Quabales. Sempre de terça a sexta-feira, elas terão duas turmas diárias de 15 participantes, nos horários de 14h e 16h.

De 17 a 20 de janeiro, acontece a oficina de percussão eletrônica, que vai explorar o uso de instrumentos eletrônicos por meio de controles e sensores com o professor Mikael Mutti. Já entre os dias 24 e 27 de janeiro, será ministrada a oficina de percussão corporal e performática, que transforma o corpo dos participantes em instrumento percussivo.

Os interessados deverão se inscrever presencialmente na recepção da CAIXA Cultural Salvador, localizada na Rua Carlos Gomes, 57, Centro. As inscrições serão abertas com uma hora de antecedência ao início de cada uma das oficinas.

Quabales

Ao final das três semanas de oficinas, o grupo Quabales fará um show especial no pátio externo da CAIXA Cultural Salvador no dia 29 de janeiro (domingo), às 18h. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes, na bilheteria do espaço.

O Quabales é um projeto socioeducativo que, desde 2012, reúne mais de 50 jovens do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Idealizado e fundado pelo multi-instrumentista, compositor, produtor e performer baiano Marivaldo dos Santos, o Quabales mantém parceria com o grupo STOMP, companhia que se mantém em cartaz na Broadway (Nova Iorque) há mais de duas décadas.

Serviço:
Quabales – Oficinas de break dance e percussão
Período: até 27 de janeiro
Horários: de terça a sexta-feira, às 14h e 16h (duas turmas diárias)
Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador (BA)
Inscrições: gratuitas e presenciais. Realizadas com uma hora de antecedência ao início de cada oficina.
Informações: 3421-4200
Classificação indicativa: livre

Afoxés: Por diferentes pontos de vista, os primeiros passos!


afoxés carnaval de salvador
Foto Fafá Araújo

Falar sobre a presença do Afoxé no carnaval é pensar sobre a relação entre os toques de matriz africana e a sociedade de Salvador. É entender a expressão musical a partir das cantigas e instrumentos das religiões de matriz africana, orientados pela fé e pelo culto. E compreender estas entidades carnavalescas como extensões dos Terreiros que levam ao carnaval, suas cores, letras, crenças e promovendo um verdadeiro “candomblé de rua”.

Do ponto de vista carnavalesco, o Afoxé é uma manifestação derivada do ijexá – toque nagô/iorubá presente em parte significativa dos candomblés da Bahia e produzida a partir dos sons dos atabaques, agogôs e xequerês. Do ponto de vista etimológico, dos vários entendimentos, seguiremos o professor Antônio Godi que apresenta o “Afoxé”, a partir da fusão de expressões de origem nagô e sendo, (sopro) e axé (poder de realização).

afoxés carnaval de salvador
Embaixada Africana – Banco de Imagens

Já pelo olhar histórico e carnavalesco, posso sintetizar com o pioneirismo de duas entidades que se adequaram aos padrões do período, conservando valores e tradições negras.

Elas consolidaram-se enquanto as primeiras entidades carnavalescas negras (os clubes negros) que desenvolveram visibilidade na história do carnaval.

Primeiramente, o Embaixada Africana que, surgido em 1885, foi considerado por Nina Rodrigues como ‘negro de alma branca’ e ficou conhecido por um manifesto, no qual questionava ao governo brasileiro indenização pelos africanos castigados na Revolta do Malês.

afoxés carnaval de salvador
Mercadores de Bagdá – Banco de Imagens

E o clube “Os Pândegos da África” nascido no ano seguinte, que desfilou com alegorias e carros, levando negros às ruas vestidos de reis, gurus e feiticeiros africanos, cantando em iorubá.

Estas entidades fizeram das ruas um espaço de contestação, indicando que carnaval não seria espaço exclusivo “dos brancos”. E não estavam sozinhas. Seus caminhos deixaram o legado para o surgimento de outras entidades, como “Nagôs em Folia”, “Lembranças da África”, “Mercadores de Bagdá”, “Cavalheiros de Bagdá”, “Filhos de Obá”, “Filhos de Odé”, “Chegada Africana” e “Ideal Africano”.

Os primeiros toques dos Afoxés no carnaval foram os primeiros passos da sociedade no combate à intolerância religiosa, ocupando as ruas e reverenciando a herança religiosa.

Com roupas de candomblé, cantigas de candomblé, ‘ginga’ de candomblé e é claro, a fé no candomblé, o desfile de um Afoxé – muito mais do que integrar o carnaval – levava e ainda leva o interesse de uma entidade, de uma casa ou de uma liderança em ocupar a rua e reverenciar sua religião publicamente. Isso é enfrentamento. Isso é empoderamento da cultura afro. Isso é reparação!

afoxés carnaval de salvador
Korin Efan – Banco de Imagens

Sabemos que as maiores transformações negras foram construídas através do campo cultural e o entendimento da religião não foi diferente.

Se hoje falamos de orixás, inquisses e voduns, usamos contreguns, contas e saudamos publicamente às divindades, parte do espaço foi aberto pelas entidades de afoxé, que levam o xirê ao Carnaval de Salvador.

Estas entidades permitiram o começo de uma longa caminhada dos filhos, filhas, mães, pais e irmãos do candomblé na luta contra a criminalização da religião e o ódio contra a mesma. E são estes os foliões que todos os anos levam dezenas de entidades e suas reverências ao carnaval de Salvador, principalmente no circuito Batatinha.

afoxés carnaval de salvador
Filhos de Gandhy – Arquivo Roosewelt Pinheiro

O desfile das entidades de afoxé é – portanto – um objeto concreto de enfrentamento e combate ao racismo. E não é pretensioso afirmar que: falar da presença dos afoxés no carnaval de Salvador também é falar de umas das primeiras formas de resistência negra na Bahia.

camilla-francaCamilla França, jornalista, mestranda em Cultura e Sociedade, com pesquisa sobre a participação de entidades negras no Carnaval de Salvador, sob orientação de Paulo Miguez . Este é o segundo artigo da série “Carnaval de Ouro & Negro”, que o Portal SoteroPreta trará até a folia, resgatando a história negra no Carnaval soteropolitano. 

Centro de Pesquisas Moinhos Giros de Cultura e Arte abre inscrições para oficinas artísticas


moinhos giro de arte

O Centro de Pesquisas Moinhos Giros de Cultura e Arte abre inscrições para suas oficinas artísticas de verão. Interessados em Teatro, Música, Grafite e Dança do Ventre, dentre outras linguagens, tem de 16 de janeiro a 4 de fevereiro para se inscrever nos cursos que são destinados a variadas faixas etárias. Os cursos destinados a jovens e adultos tem supervisão da atriz do Bando de Teatro Olodum, Cássia Valle e os destinados às crianças são coordenados por Débora Landim.

As aulas serão pelos períodos da manhã, da tarde e da noite, com coordenação de Jéssica Duarte. Informações e inscrições podem ser realizadas pelo Facebook do Moinhos Giros de Arte, ou pelos telefones 3037-0700 ou 99127-1284.

Confira abaixo as disponibilidades:

JOVENS E ADULTOS

Teatro Para Jovens e Adultos (com Carlos Betão) – segundas e quartas, das 19h ás 21h45m. Investimento: R$100.

Teatro e Dança Para Jovens e Adultos (com Artur Moura) – segundas e quartas, das 15h às 17h. Investimento: R$100,00.

Musicena Para Jovens e Adultos (com João Victor Soares) – terças e quintas, das 9h30 às 11h30. Investimento: R$100,00.

Teatro Para Jovens e Adultos (com Ridson Reis e Roquides Junior) – terças e quintas, das 15h às 17h. Investimento: R$100,00.

Conexões Cênicas para Jovens e Adultos (com Victor Hugo Sá) – terças e quintas, das 19h às 21h. Investimento: R$100,00.

Dança do Ventre (com Isabela Daltro) – sábados, das 15h às 17h. Investimento: R$100,00.

moinhos giro de arte

CRIANÇAS

Teatro e Música Para Criança (com Jeff Soares) – segundas e quartas, das 9h30 às 11h30. Investimento: R$100,00.

Grafite (com Marcos Costa) – sábados, das 9h30 às 11h30. Investimento: R$200,00 (esta oficina disponibiliza material didático).

Fotos: reprodução Facebook