Já ouviu falar do Puxadinho MassaLarica e seus encontros no Rio Vermelho?


puxadinho massalarica

Neste domingo (12), acontece mais uma edição do Puxadinho MassaLarica – encontros artísticos no Rio Vermelho criados pela jornalista Juliana Dias. O encontro desta vez é do duo BAVI Berimbau Aparelhado e Violão Inventável, formado pelos músicos Anderson Petti e João Almy, com o músico irlandês Paddy Groenland e o DJ Jamil Godinho. Já no campo da performance, a arte educadora e fundadora da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV, Micaela Cyrino apresenta pela primeira vez em Salvador, a performance “Cura”, abordando o corpo negro diante da epidemia de Aids.

puxadinho massalaricaNesta edição, o público além de saborear as pizzas “MassaLarica” vai poder provar do tempero de uma feijoada preparada especialmente para o evento. O Puxadinho MassaLarica tem entrada gratuita e começa às 10h com a participação de microempreendedores das marcas As Brecholettes, Agudá Moda & Artes e Fumos e shás Shaddai, e a oferta do seviço de reflexologia podal. As apresentações artísticas iniciam às 12h e seguem até às 20h.

Além de música, esta quarta edição conta com a participação das poetisas Lely Carmo e Negreiros Souza, da artista visual e grafiteira Isabela Pita, e da drag queen Rosa Morena, que apresenta uma performance marcada pela espontaneidade, sedução e alegria. Desde novembro, quando começou o projeto, mais de 20 artistas já se apresentaram no Puxadinho.

puxadinho massalarica
Brecholettes

Serviço

O que: Puxadinho Massalarica 4ª edição

Onde: Rua Ari Pereira de Oliveira, n 34, Rio Vermelho

Quando: 12 de fevereiro (domingo), das 10h às 20h

Atrações: Música – BAVI Berimbau Aparelhado e Violão Inventável, DJ Jamil Godinho e Paddy Groenland ; Poesia – Negreiros Souza e Lely Carmo; Arte visual – Isabela Pita; Performance – Rosa Morena (Cris Cirqueira) e Micaela Cyrino.

Entrada gratuita

Fotos:  Filipe Louzado

Solo “Rosas Negras” encerra projeto Natas em Solo em Salvador


FABÍOLA JULIA - ROSAS NEGRAS_FOTO DE DIANA RAMOS
Foto: Diana Ramos

O projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo”, com apresentações do Grupo NATA, em Salvador, se despede este mês com o solo “Rosas Negras”, da intérprete-criadora Fabíola Júlia com direção de Diana Ramos. O espetáculo homenageia a mulher negra, faz uma ode à afirmação de sua autoestima em todas as instâncias.

Nele, a atriz Fabíola Júlia traz uma contribuição para a discussão e rompimento dos estereótipos associados às mulheres negras, com destaque para uma homenagem à atriz do Bando de Teatro Olodum, Auristela Sá (1969-2013) e à socióloga e ex-ministra da igualdade racial Luiza Bairros (1953-2016).

O projeto Natas em Solos é um projeto artístico-investigativo-formativo que consiste na investigação, montagem e apresentação de seis solos concebidos e realizados pelos intérpretes/criadores do NATA a partir das pesquisas cênicas individuais destes artistas. Nele, desde 10 de janeiro, foram lançados outros cinco espetáculos solos dos atores Antônio Marcelo, Daniel Arcades, Nando Zâmbia, Sanara Rocha e Thiago Romero.

São resultado de 18 anos de pesquisas e trabalhos cênicos continuados do NATA a partir das inquietações artístico-filosóficas de seus intérprete/criadores.

ROSAS NEGRAS

ESPAÇO CULTURAL DA BARROQUINHA

07, 08, 14 e 15/02 – 19H

Ingressos: R$ 20 e R$ 10

Mãe Runhó – Comunidade do Engenho Velho recebe escultura restaurada


Mãe Runhó
Busto Mãe Runhó

A comunidade do Engenho Velho da Federação receberá, nesta sexta (10), a escultura recuperada de Mãe Runhó. Além do restauro fiel da escultura, agora em fibra de vidro, de autoria do artista Félix Sampaio, e da imagem de São Lázaro instalada em nicho próximo, houve a recomposição do piso da praça, instalação de bancos, gradis, paisagismo e refletores para iluminação.

A escultura é uma homenagem a Maria Valentina dos Anjos Costa – Doné Runhó ou Mãe Ruinhó (Salvador, 1877 – 1975) – Doné do Terreiro do Bogum, filha de escravos, iniciada para o Vodun Sobô. Passou para o grau de sacerdotisa aos 21 anos de idade, e assumiu a direção do terreiro em 1925, onde permaneceu por 50 anos, até sua morte.

“Significa a valorização da memória, não só da religião, mas principalmente do povo jeje e da preservação da Natureza. Mãe Runhó já era ecologista antes de se falar no assunto. Em 1925, quando assumiu o sacerdócio, já clamava pela preservação do que é a base de vida do nosso povo. Ela não defendia apenas as pessoas, ela defendia  o respeito e a vida em todos os sentidos. Dizia que ‘não existe vida sem a natureza. O jeje não sobrevive sem o verde, sem as águas limpas, sem o ar para respirar, o jeje não sobrevive sem a natureza viva.’ E, por isso, todos nos sentimos felizes com essa homenagem. Não apenas como um pedido de respeito e tolerância às pessoas, mas como um alerta da importância da preservação da base para vida que é a natureza que nos acolhe e nutre, independente de religião.” – Ogan Edmilson, integrante do Terreiro Bogum. 

 

Fonte: Fundação Gregório de Matos

 

#DICADoc: “Samba as Dores – A roda de resistência e preservação da cultura popular”


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Foto Aline_Simonetti

Conhece Samba de Roda? Gosta do ritmo e de suas manifestações? Conheça o documentário “Samba as Dores – A roda de resistência e preservação da cultura popular”, dos formandos em Jornalismo da Faculdade Anísio Teixeira (FAT). .

Ao longo dos pouco mais de 16 minutos, eles reconhecem a importância do samba de roda para a manutenção e valorização da cultura afro-brasileira. O foco principal do projeto foi o estudo da visibilidade do gênero como fonte em produções jornalísticas.

QUEM FAZ PARTE

No documentário tem os grupos Quixabeira da Matinha, União de Bonfim de Feira, Sufoco da Fumaça de Riachão do Jacuípe e Sambadores do Nordeste, além do jornalista cultural Jânio Rêgo e o radialista e produtor cultural Elsimar Pondé. Tudo sob a orientação da Prof. Ma. Daniela Ribeiro, condução e produção de  Ana Carolina Macêdo, Antônio Carlos Sales, Ester Soares Passos e Polyane Oliveira.

Assista “Samba as Dores – A roda de resistência e preservação da cultura popular”

Claudya Costta e Menelaw 7 juntos nesta sexta (10)!


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Divulgação

A cantora Claudya Costta e  artista, Menelaw 7 reúnem, nesta sexta, dia 10, no Casarão das Artes, Música e Pintura no Show “Cantando e Pintando o Samba”. Ambos prometem um ambiente de diálogos artísticos e mergulho nas raízes da identidade cultural Brasileira, trazendo o Samba como maior fonte de inspiração.

O show é para público adulto, mas atrai crianças em razão de seu mergulho em cores e um enriquecimento nestes contatos entre dois tipos diferentes de pensamentos artísticos: a música e a pintura, mostrando que todas as artes estão interligadas.

 

SERVIÇO

O que? Show Claudya Costta e Menelaw 7 – Cantando e Pintando o Samba

Quando? Sexta –Feira, dia 10, às 21h

Onde? Casarão das Artes – Rua João de Deus, N. 8, Pelourinho.

Quanto? Entrada Gratuita

Realização: Botica das Artes

Bando de Teatro Olodum faz sessão extra de “Ó paí, ó!”


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Divulgação

Depois de lotar o Teatro Vila Velha na programação do Amostrão de Verão, o Bando de Teatro Olodum retorna para edição extra do espetáculo “Ó paí, ó!”, nesta quarta (8), no Vila. É uma edição comemorativa de 25 anos em cartaz deste que é um dos principais espetáculos do Bando.

Um quarto de século levando aos palcos a mensagem do genocídio de jovens negros, o espetáculo “Ó paí, ó! é, sem dúvida, um dos maiores sucessos de público do teatro baiano, mantendo ainda hoje boa parte de seu elenco original. O sucesso já levou a peça para a TV e pro cinema, confirmando a boa aceitação do público. Em cena, os atores do Bando trazem a realidade do Pelourinho Antigo, as alegrias e sofrimentos de um conjunto de moradores de um pequeno cortiço. No ambiente, temáticas sensíveis são levadas ao palco por meio do humor e do drama.

As Bodas de Prata de “Ó paí, ó!” poderá ser celebrada junto ao Bando nesta sessão extra, que começa às 20h. Ingressos serão vendidos a R$40/20, na bilheteria do Vila Velha ou no site Ingresso Rápido.

“Vivências negras: negação, aceitação….” – Por Mirella Lima


Vivências negras: negação, aceitação....Em seu livro “Branca Negra Negra Negra”, a escritora e jornalista nascida em Juazeiro (BA) e criada em Pernambuco,  Shirlene Marques, reúne crônicas que contam a história de negação e aceitação da sua herança negra, ao mesmo tempo em que relata casos de algumas personalidades negras deste país.

Com uma leitura simples, a autora descreve o processo que a fez renascer e identificar-se com a sua própria essência. Esta que foi negada e camuflada pela mídia opressora, pelo preconceito e padrões estabelecidos pela sociedade. Ser negro no Brasil é se despir de todo o preconceito que possa existir e está atrelada às esferas religiosas raciais e, sobretudo, culturais.

Nas histórias contadas por Shirlene, existe a real possibilidade de que o leitor se identifique com uma criança que cresceu ouvindo falar que tinha o cabelo ruim e que precisava estar sempre “alisada” para ser aceita.

Shirlene Marques
Banco de Imagens

Também é possível ler sobre fatos dos seus primeiros momentos de aceitação, como ser confundida com uma garçonete, a professora negra da faculdade que usa tranças ou sendo chamada de Globeleza e outras inúmeras situações que estão ligadas à ideia de que “ser negro é sinônimo de inferioridade”.

A obra nos leva a refletir as inúmeras vezes que a mulher negra é discriminada e levada à exclusão. Somente aos 37 anos, a autora nasceu negra e possui desejos infinitos de entender o mundo ao qual sempre pertenceu. E, hoje, fala com muito orgulho : “A empoderada está aí”!

Esta é uma resenha do livro “Branca Negra Negra Negra”, de Shirlene Marques. A resenha é uma colaboração da jornalista, Mirella Lima (PE) para o Portal SoteroPreta.

Duda Almeida retorna com seu “Cavaco Afro” no D’Venetta


Duda Almeida Cavaco Afro
Foto: Divulgação

O cavaquinho para além do samba e do chorinho. Essa é a proposta de  Duda Almeida, cavaquinista que apresentará pela quarta vez seu show “Cavaco Afro”, no Espaço D’Venetta (Santo Antonio) na próxima quinta (9).

Por acreditar na versatilidade do seu instrumento, Duda aposta na improvisação e em temas fora do contexto tradicional do cavaquinho, tendo como base o Universo Percussivo Baiano (UPB, método desenvolvido pelo maestro Letieres Leite e difundido no projeto Rumpilezzinho – Laboratório Musical de Jovens).

“Esse show foi uma maneira que encontrei de expressar o quanto  a música afro tem sido fundamental pra eu me entender enquanto músico negro nesse cenário musical que não é nada fácil. Fazer os shows no D’Venneta deixa tudo com mais sentido. É importante tocar em um lugar que comunga com seus ideias. Essa vai ser a quarta edição e tenho fica muito satisfeito com os resultados.”

Nesta edição, Duda Almeida convida o trio “Nó de três”, a trompetista Karen Fernanda e a cantora Iara Canuto. Com o cavaquinho de 5 cordas, pedal de loop e efeitos, o novo trabalho, “Cavaco Afro: Claves, improvisos e a sensação de pertencimento”, é um show de música instrumental inspirado nos ritmos de matriz africana.

SERVIÇO

Show “Cavaco Afro”, com Duda Almeida

Local: Espaço D’ Venneta (Rua dos Adôbes, n 12. Santo Antônio Além do Carmo)

Data: 09/02/2017

Hora: 20h

Valor: R$10,00

Bando de Teatro “Sem Nome” comemora 10 anos com atividades gratuitas


 Bando de Teatro Sem Nome
Foto Diney Araújo

O Barracão das Artes, situado no Forte do Barbalho, em Salvador, será palco da comemoração dos 10 anos do Bando de Teatro “Sem Nome”, com uma programação artístico-cultural especial durante o mês de fevereiro. Nos dias 10, 11,13 e 14, o Bando e o Núcleo de Teatro Físico Poético do Barracão das Artes apresentam o segundo ciclo do Experimento e exercício cênico “República dos Poetas”. Será às 19h30, com entrada franca e distribuição de senhas de acesso 30 minutos antes do início da apresentação.

O “República dos Poetas” é uma ode à poesia através de jovens intérpretes. Arte, amor, violência e liberdade são vivenciados em cenas/sequências/imagens inspiradas em Dora Ferreira, Roberto Piva, Jorge Mautner, Rimbaud e Glauber Rocha. O texto é uma livre transcrição do diretor teatral, arte educador e filósofo, Fábio Viana.

 Bando de Teatro Sem Nome
Foto Diney Araújo

O Bando de Teatro Sem Nome desenvolve uma linguagem particular e própria. Aulas/ensaios acontecem diariamente no Barracão das Artes, onde os participantes têm uma intensa preparação que inclui estudo de textos, artes circenses, preparação corporal (dança de contato, alongamento), dança afro e contemporânea, yoga, canto, capoeira e filosofia.

Bando de Teatro Sem Nome . Foto Diney Araújo
Foto Diney Araújo

Aulas gratuitas

Na programação, especial destaque para o início das aulas da Orquestra Juvenil Afroiorubaiana, no dia 8 de fevereiro (quarta-feira), das 13 às 18h. A Orquestra é residente do Barracão das Artes e abrirá vagas para suas aulas de percussão gratuitas para jovens e adultos. Os interessados podem solicitar informações através dos seguintes contatos: 3042-2904 / whats (71) 9 9999-9250 / [email protected].

SERVIÇO

Comemoração dos 10 anos do Bando de Teatro Sem Nome

Atração: Segundo Ciclo do Experimento e exercício cênico “República dos Poetas”

Quando:  10,11,13 e 14 de fevereiro de 2017

Horário: 19h30

Local: Barracão das Artes (no Forte do Barbalho,antigo quartel da PM, Rua Marechal Gabriel Botafogo, s/n).

Senhas distribuídas meia hora antes do início da apresentação.

Riachão será homenageado em primeiro livro de Vania Abreu


RiachãoA coleção infanto juvenil Eu Vim da Bahia homenageia, em sua nova publicação o sambista Riachão, no livro “Eu e meu lugar”, que marca a estreia da cantora Vânia Abreu como escritora. Editada pela Caramurê Publicações, a publicação será lançada nesta quinta-feira (9), às 19h, em sessão de autógrafos no estande da editora, no piso L1 do Shopping Barra.

Também terá tarde de autógrafos no domingo (12), a partir das 15h, no Mercado Iaô, na Ribeira. Nos dois momentos, o público contará com a presença do próprio Riachão. Com ilustração do artista plástico Mike San Chagas, o livro “Eu e meu lugar” mistura ficção e histórias da vida do sambista.

“A experiência de escrever “Eu e meu lugar” foi enriquecedora. Um convite literário que veio de encontro ao desejo de dizer outras coisas que não cabem na música e que haviam surgido junto ao trabalho musical que havia feito com Riachão”, explica a cantora. “Esse livro foi uma forma de mostrar meu amor por Salvador, meu respeito e admiração por Riachão e é também um novo lugar para o que sou hoje”, conclui a autora, cantora Vania Abreu.

“Eu e meu lugar” é o sétimo livro da coleção Eu vim da Bahia, lançada em 2015 pela Caramurê Publicações. Os livros anteriores retratam personalidades como: Anísio Teixeira, Ana Nery, Castro Alves, Milton Santos, Theodoro Sampaio e Tia Ciata.

Serviço

Lançamento do livro Eu e meu lugar, de Vânia Abreu

Noite de autógrafos: quinta-feira, dia 9/02, às 19h,

Local: estande da Caramurê Publicações, no Piso L1 do Shopping Barra

Tarde de autógrafos: domingo, dia 12/02, das 15 às 17h

Local: Mercado Iaô, na Ribeira

Valor: R$ 34

Vendas: No estande da Caramurê no Shopping Barra. Depois do lançamento nas livrarias da cidade.