Abertas inscrições para Prêmio Malê de Literatura para jovens negros


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A literatura negra produzida e pensada pela juventude tem mais uma chance de ser reconhecida e registrada. Estão abertas as inscrições para o Prêmio Malê de Literatura – Jovens [email protected] [email protected], uma das ações da Editora Malê.

O prêmio tem como objetivo estimular a produção literária realizada por jovens negros, além de divulgá-la e promover a imagem positiva deste jovem. As inscrições são até 26 de maio. 

A Malê é uma editora que publica autores, com o objetivo de garantir-lhes visibilidade, assessoramento editorial e publicações com design, produção gráfica e impressão.

Autores poderão se inscrever nas categorias Conto e Crônica e é dedicado a jovens auto declarados negros ou negras, com idade entre 15 e 29 anos. para concorrer, devem ser inscritos 01 (um) conto ou crônica,  por cada concorrente, escrito em língua portuguesa e inédito no meio impresso, ou seja, que ainda não tenha sido publicado. 

Para tanto, é necessário preencher a ficha de inscrição e encaminhá-la, junto ao texto para o e-mail [email protected]em PDF. Saiba mais sobre este regulamento aqui. 

O resultado do concurso será divulgado no dia 1º de setembro no proprio site da editora e serão selecionados 10 autores. Seus textos publicados.

INSCRIÇÕES: 

Até 26 de maio

Autores  entre 15 e 29 anos

Gratuito

Autores já podem se inscrever no II Concurso Literário Sarau da Onça


 

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Foto: Lissandra Pedreira

Já estão liberadas as inscrições para o II Concurso Literário Sarau da Onça, que irá selecionar poemas e contos de cinquenta autores bahianos. O projeto foi contemplado com o edital Setorial de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), com patrocínio do Fundo de Cultura do Estado, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. As inscrições são gratuitas. 

O II Concurso Literário Sarau da Onça integra o Festival de Arte e Cultura, que será acontecerá em maio de 2017 com Oficinas de teatro, dança, Hip Hop e criação literária. Os vencedores terão seus textos publicados em um livro, sem custo para os participantes que vão receber cinco exemplares cada um, a título de direitos autorais.

Os escritores poderão se inscrever gratuitamente até as 23:59 do dia 20 de fevereiro, enviando seus textos através do email: [email protected]. Devem enviar a ficha de inscrição preenchida e os poemas ou contos. Cada autor só poderá se inscrever em uma das categorias.

Baixe aqui as regras de participação no concurso literário.

Baixe aqui a ficha de inscrição.

O SARAU

O Sarau da Onça atua há mais de cinco anos no bairro de Sussuarana, é fruto da iniciativa de jovens do bairro, no intuito de atuar como aliados no resgate de valores e na construção de uma sociedade mais igualitária, através da arte. O Sarau é uma das principais opções de atividades culturais e educativas para os moradores do bairro.

SERVIÇO
O quê: II Concurso Literário Sarau da onça
Inscrições pelo email: [email protected], de 10/01/2017 a 20/02/2017
Quanto: Gratuito

Jovens da Escola Olodum iniciam aulas de Percussão, Dança Afro e Canto


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Divulgação

O Projeto Escola Olodum: Pela Paz e Pela Vida – Educação, Cultura e Cidadania nas Comunidades terá sua aula inaugural na próxima sexta-feira, dia 13, a partir das 15 horas, no Núcleo sede da escola Olodum no Pelourinho. Cerca de 70 jovens, entre 15 e 19 anos, participam de cursos como Percussão Samba-reggae, Dança Afro e Canto. O evento contará com a presença do Secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), José Geraldo dos Reis Santos.

Esta é uma ação convergente do Programa Pacto pela Vida, através da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Governo do Estado. O projeto utilizará o poder da mobilização e conscientização dos tambores do Olodum como ferramenta estratégica para fornecer noções sobre cultura, cidadania, autoestima e defesa de direitos, também integra as ações da campanha Paz Absoluta (Olodum) e do Plano Juventude Viva.

Escola Olodum também vai abrir inscrições para o Núcleo do Nordeste de Amaralina e Uruguai, em janeiro de 2017, para atender 800 jovens destas Comunidades, assim os candidatos devem estar atento ao cronograma de inscrição e devem apresentar os documentos exigidos.

Mais Informações: 71 3322-8069

Lei 10.639/03 completa 14 anos: confira análise de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva


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Reprodução/UFPR TV

Nesta segunda-feira (9), a Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história da África e das culturas africana e afro-brasileira no currículo da educação básica, completa 14 anos. Indicada pelo movimento negro, a professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva integrou a comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) para as diretrizes curriculares da proposta. Em entrevista ao Brasil de Fato, ela afirmou que a preocupação dos professores com a temática étnico-racial aumentou, mas que a abordagem deste assunto segue dependendo da iniciativa individual dos docentes.

Confira:

Brasil de Fato – Qual era o contexto e como foi a recepção do movimento negro quando a lei foi promulgada?

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – A Lei 10.639 de 2003 modificou a Lei de Diretrizes de Base da Educação (LDB), de 1996. Se introduziu no artigo 26 a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas de ensino fundamental. Nesta época também que foi introduzido um outro artigo, que determinava que fosse celebrado o mês da Consciência Negra nas escolas.

Um dos papeis do Conselho Nacional de Educação (CNE) é interpretar a LDB e oferecer uma direção para que seja cumprido o que está determinado na legislação. Quando foi promulgada esta lei, eu era indicada pelo movimento negro no conselho. Eu propus, ainda em novembro de 2002, que o CNE se manifestasse justamente sobre as relações raciais, difíceis no Brasil e nas escolas. Em discussão com o movimento negro, se havia concluído que, para reeducar as relações étnico-raciais de forma a combater o racismo, seria necessário conhecer, estudar, aprender sobre a história e cultura dos povos que vieram da África e sobre a história e a cultura que produzem seus descendentes.

Então, em novembro de 2002, começamos a trabalhar neste sentido. Fizemos questionários, conversamos e consultamos pessoas, instituições, ativistas do movimento negro, comunidades negras, conselhos de educação estaduais e municipais, secretarias de Educação, professores negros e não-negros, e assim por diante. Quando a Lei 10.639 foi promulgada, já havia um movimento para que se trabalhasse a educação étnico-racial a partir do conhecimento da história e da cultura afro-brasileira e africana. E, para ela ser efetivada e implementada pelas escolas e seus professores, o parecer nº  3/2004 do CNE o teve também este papel.

Mas a lei foi construída durante anos por demanda do movimento social e também do movimento indígena. Ao longo do século 20, pelo país inteiro, houve professores e professoras negras e indígenas que, isoladamente na sua classe e, às vezes, sendo o único em sua escola, trabalhavam elementos da história e da cultura negra local ou em elementos nacionais. As diretrizes curriculares foram possíveis porque havia uma construção principalmente de professores negros, apoiados pelo movimento negro, que criaram condições para isso.

Brian Summers/First Light/Corbis
Brian Summers/First Light/Corbis

Brasil de Fato – Qual avaliação de sua aplicação e prática após 14 anos?

Petronilha Beatriz – Existe uma publicação do Ministério da Educação [MEC], solicitada pela Unesco e feita em todas as regiões do país. A pesquisa foi coordenada pela professora Nilma Limo Gomes, da Universidade Federal de Minas Gerais [UFMG], e mostra — e é também o que eu tenho observado — que aumentou consideravelmente o número de professores, negros e não-negros, preocupados com a educação das relações étnicos-raciais. Entretanto, ainda continua dependendo de uma iniciativa individual do professor ou de um grupo de professores. É raro, difícil que essa seja uma política das escolas, e que esta [disciplina] conste no plano político-pedagógico das instituições. O que é mais frequente é a celebração, em novembro, do mês da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares, o herói mais celebrado. Então eu diria que as iniciativas individuais permanecem.

Há também professores que não se manifestam e outros que se dedicam apenas a algumas atividades e projetos restritos ao mês da Consciência Negra. O que temos que fazer é a avaliação da formação dos professores e também dos princípios que cada professor leva para sua docência: que tipo de projeto de sociedade cada professor está construindo. Os professores que lutam por uma sociedade democrática e igualitária evidentemente estão empenhados em trabalhar a educação das relações étnico-raciais por meio da cultura e história dos afro-brasileiros e africanos, bem como dos povos indígenas durante todo o ano.

Confira entrevista na íntegra aqui. 

Bloco Alvorada se prepara para Carnaval: missa e ensaios estão na programação


Bloco alvoradaNo próximo domingo (15), o Alvorada convida foliões e seguidores a celebrar os 42 anos do primeiro bloco de samba a desfilar na quinta do Carnaval baiano.

Este ano a comemoração será com missa na Igreja do São Francisco (Pelourinho). A mesma terá participação do Coral do Mosteiro de São Bento, é aberta ao público e começa às 11h.

Nestes mais de 40 anos de Carnaval, o Bloco Alvorada vem trazendo temas relevantes para a comunidade do samba na Bahia. Em 2017, o tema será “Alvorada das Mulheres”, pautando a força das mulheres e seu protagonismo cultural.

Neste contexto, em 2016, o Bloco realizou oficinas de produção para jovens empreendedoras, formando 50 mulheres em estratégias que vão de planejamento a finanças no campo da Cultura.

bloco alvorada

Ensaios

Na preparação para o Carnaval 2017, o Bloco Alvorada realiza, no mesmo domingo (15), a partir das 16h, o primeiro ensaio de verão com os grupos Na Média, Partido Popular e Bambeia. O samba será no Largo Teresa Batista (Pelourinho) e a entrada é R$10. Foliões poderão curtir mais dois ensaios até o Carnaval – dias 29/1 e 12/2.

Integram o coro os bambas da Ala de Canto do Alvorada – Valdélio França Marco Poca Olha e os convidados, Tiago (Grupo Relicário Samba Meu), Arnaldo Rafael (Samba de Cozinha) e Bira (Negros de Fé). O encontro terá ainda as participações especiais de Juliana Ribeiro, Gal do Beco, Raimundo Sodré, Roberto Mendes e Aloisio Menezes.

As vendas para desfilar com o Bloco na Avenida já começaram e interessados devem se dirigir aos Balcões de Ingresso em todos os shoppings de Salvador. Na sede (Ladeira da Independência, 68, Nazaré), abadás serão vendidos a partir do dia 16.  Mais informações no telefone (71)3322-3684.

SERVIÇO

O quê: Missa 42 anos do Bloco Alvorada

Quando: Dia 15/01/17 (domingo), 11h

Local: Igreja do São Francisco (Pelourinho)

Aberto ao público.

 

O quê: Ensaio Bloco Alvorada & Convidados

Quando: 15/01/17 (domingo)

Local: Largo Teresa Batista (Pelourinho)

Ingressos: R$10 (no local)

Luedji Luna faz temporada de shows em Salvador em janeiro e fevereiro


luedji-lunaA cantora baiana Luedji Luna retorna a sua cidade natal – Salvador – para uma temporada de shows. O primeiro será no dia 6 de janeiro, na Tropos, no Rio Vermelho. Será um Pocket Show com a cantora, compositora e poeta brasiliense, Tatiana Nascimento, a partir das 21h. Lá é “pague o quanto quiser”.

No dia 15, Luedji Luna levará seu trabalho para o restaurante Rango Vegan, no Pelourinho (Rua do Passo – Santo Antonio), a partir das 17hh. Aqui, os ingressos serão vendidos a R$10.

Já nos dias 4 e 5 de fevereiro, será a vez do lançamento de seu novo trabalho “Um Corpo no Mundo”, com apresentações no Teatro Gamboa Nova, às 21h. O show “Um Corpo no Mundo” será um espetáculo intimista, dialogando a busca por uma identidade.

“Eu nunca ansiei tanto por voltar e ainda não sei a dimensão do que esse retorno pode significar”, revela Luedji, que – atualmente – reside em São Paulo. Neste palco, a artista será acompanhada dos músicos Normando Mendes no trompete, Spike Bpl no violão e guitarra, Zinha Franco no baixo e Francisco Cerqueira na bateria.

Luedji Luna

A canção “Um Corpo no Mundo”, que dá nome ao novo álbum da cantora também ao show, nasceu do encontro com os imigrantes africanos em São Paulo e do anseio em saber qual África pode chamar de sua. No início do mês o clipe da música foi lançado no youtube (confira aqui)

SERVIÇO

Luedji Luna em Salvador

 

O QUE:  Pocket Show com Luedji Luna e Tatiana Nascimento (BSB)

QUANDO: 6 DE JANEIRO DE 2017

ONDE: TROPOS, 21h – Paque o que quiser.

 

O QUE:  Pocket Show com Luedji Luna 

QUANDO: 15 DE JANEIRO DE 2017

ONDE: RANGO VEGAN, 17h – R$10

 

O QUE:  “UM CORPO NO MUNDO”, com Luedji Luna

QUANDO: 4 E 5 DE FEVEREIRO DE 2017

ONDE: TEATRO GAMBOA NOVA, 21h – R$20/10

Fotos: Joice Prado

 

Mestre King – Aulão, reconhecimento e 53 anos de Dança Afro


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Há quase 30 anos, todo mês de dezembro, apaixonados pela Dança Afro tem um encontro especial com uma das maiores personalidades da modalidade no país e no mundo, o Mestre King. Assim é conhecido o professor e coreógrafo Raimundo Bispo dos Santos, que já contabiliza 53 anos de carreira. Seu “Aulão” de Dança Afro – aberto ao público – será neste sábado (31), aos pés da estátua de Zumbi dos Palmares (Pelourinho), a partir das 10h.
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O Aulão é para reunir seus alunos e ex-alunos – que são muitos mundo afora – na Europa e Estados Unidos. Respeitado e premiado internacionalmente, King é um dos mais importantes precursores da dança afro-brasileira, com cursos e oficinas em diversas cidades do Brasil e pelo mundo. Foi o primeiro homem da América Latina a fazer vestibular de Dança. Ele diz que não criou a Dança Afro, mas “transformou a forma de dançar daquela época”.
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“O artista não pode ficar parado, a Dança me anima e há 30 anos, lá no vão do TCA, primeiro aulão, nós começamos a nos reunir. Gosto de estar entre meus alunos, estar próximo da Dança de alguma forma”, diz Mestre King, que por motivos de saúde já não dá mais aulas. O aulão, hoje, é organizado e conduzido por ex-alunos, que não deixam a tradição acabar, com a presença do Mestre. “Vou lá, faço minhas firulas, meus movimentos..(risos). Depois nós vamos todos tomar um banho de mar, é o que está programado” , diz King, alegre.
“Com eles me sinto realizado, me sinto Rei (risos). Eu comecei esse trabalho com Dança Afro no empirismo, pois ela não existia. O Ilê, Olodum, estavam começando àquela época. Hoje tenho alunos pelo mundo, divulgando a dança afro, o que me deixa feliz, cada um com sua maneira, sua forma. Hoje tem estudos sobre ela, sobre a África, o que eu sonhava. Entreguei o bastão, o trabalho continua” – M. King. 
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Mestre King foi aluno de Emilia Biancardi, etnomusicóloga e pesquisadora da música folclórica brasileira e Clyde Morgan, pesquisador e professor da Universidade Estadual de Nova York. Foi  – e ainda é – Mestre de reconhecidos dançarinos e professores, como Augusto Omolú, Rosangela Silvestre, Zebrinha, Paco Gomes e Luiz Badaró, dentre outros nomes.
É reconhecido por seu trabalho e estilo peculiares, que inovaram a Dança, inserindo a ancestralidade africana em passos, gestos e movimentos. Seu estudo tem como base os movimentos dos Orixás, consolidando coreografias que misturam estes movimentos à dança popular.
“King  foi o meu primeiro professor de Dança, quem me deu régua e compasso e direcionamento pra eu ser tudo isso que sou hoje. Aos 73 anos de idade, ultrapassa os 50 anos de carreira, Mestre King é pura vitalidade e bom humor. Dedicou todos esses anos à Dança e, mesmo com a idade que tem, continua dando aulas. A mestre King deixo toda a minha admiração, respeito e gratidão. A presença dele foi de fundamental importância para a minha trajetória de vida como artista e como homem.” – Luiz Bokanha, professor e coreógrafo, que já foi assistente de King. 
Em 2014, King recebeu a Comanda 2 de Julho, a mais alta honraria concedida pelo legislativo baiano, por iniciativa do deputado Marcelino Galo (PT). O Mestre promete para o Aulão número 30: “será um reencontro de arte, de alegria e de muito movimento”.
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Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE
Em janeiro – dias 17 e 18 -, no Teatro Gregório de Matos, às 19h, será exibido o documentário “Raimundos: Mestre King e as figuras masculinas da dança na Bahia”, dirigido pelo bailarino e coreógrafo Bruno de Jesus, com roteiro de Gabriel Omuz Machado e produção de Inah Irenam. Nele, há entrevistas com pessoas próximas ao Mestre, como Clyde Morgan,Jorge Silva, Paco Gomes, José Ricardo, Anderson Rodrigo, Matias Santiago, Gaby Guedes, Amilton Lino, Luis Deveza, Carlos Antônio Pereira (Neguinho), Ricardo Costa, além do registros de Mestre King,  seu corpo que ainda dança e guarda a memória de anos de conhecimento construído. Ingressos serão vendidos a R$20/10.
“Tenho King como um grande Mestre, sempre flexionei meus joelhos diante dele, pois seu valor é ímpar. Raimundo Bispo dos Santos, um grande Mestre que reconhecia nos corpos “duros e imaturos”, como ele dizia, grandes autoridades da dança – que somos nós hoje. Tenho muito orgulho de fazer parte da história deste grande homem.” – Tania Bispo, Graduada em Dança Profissional (Ufba), Terapeuta Holística e Egbomi (Ile Axé Kale Bokun). 
SERVIÇO
Aulão com Mestre King – 30 ANOS
Quando: Dia 31/12/16
Horário: 10h
Local: Praça da Sé – em frente à Coelba, aos pés da estátua de Zumbi dos Palmares.

Luciana Souza e Carlos Pereira promovem Oficina de Teatro pra iniciantes


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Bando de Imagens – Luciana Souza

Mais uma oportunidade para quem quer aprender as técnicas de Teatro. A Companhia de Interesse Popular, entidade com fins artístico, cultural e educacional, promove entre 17 de janeiro e 9 de fevereiro, a Oficina de Teatro para Iniciantes, no Pelourinho. Dirigida pelos artistas Carlos Pereira e Luciana Souza, a oficina está com inscrições abertas até o preechimento das vagas e tem idade mínima de 14 anos. O investimento é de R$100 para todo a Oficina e para aulas avulsas será cobrada a taxa de R$20. 

“O objetivo é trabalhar as práticas corporais com jogos teatrais, improvisação, dança afro, canto e ritmos. Com isso, queremos propiciar o exercício da expressão artística, através das linguagens de teatro, dança e música, culminando num espetáculo final”, diz Luciana Souza, que é atriz do Bando de Teatro Olodum.

As aulas acontecerão às terças e quintas, das 16h às 19h, na Rua Gregório de Mattos (55), Pelourinho, 2º andar. É ao lado da sede dos Filhos de Gandhy. Nas aulas os alunos poderão estimular a desinibição, experimentar as linguagens de teatro, dança e música, improvisar a partir de experiências do cotidiano e produzir cenas. “Também será trabalhado o uso da palavra e entonação,  noção espacial, memória emocional, alongamento e respiração”, diz a atriz.

Mais informações: (71) 992136162/ 85537227

SERVIÇO:

Oficina de Teatro para Iniciantes

Inscrições abertas: R$100 (curso), R$20 (aula)

Oficinas: de 17/1 a 9/2, terças e quintas, das 16h às 19h

Local: Rua Gregório de Mattos (55), Pelourinho, 2º andar. Ao lado da sede dos Filhos de Gandhy.

Bando de Teatro Olodum celebra 25 anos de “Ó Paí, Ó!” com apresentações em janeiro


Amostrão de Verão Vila Velha
Ó Paí ó!
Foto: João Millet Meireles

Há 25 anos, estreava em Salvador o espetáculo “Ó Paí, Ó!”, um dos maiores sucessos de público do teatro baiano, encenado pelo Bando de Teatro Olodum. A montagem – que até ainda hoje mantém boa parte de seu elenco original – já ganhou série de TV e filme, levando uma mensagem muito debatida nos dias atuais: o genocídio de jovens negros. Para marcar esta trajetória de sucesso de público, o Bando traz a peça de volta, no 14º Amostrão de Verão do Teatro Vila Velha, a partir deste sábado (7).

No palco, os atores do Bando trazem a realidade do Pelourinho Antigo, as alegrias e sofrimentos de um conjunto de moradores de um pequeno cortiço. No ambiente, temáticas sensíveis são levadas ao palco por meio do humor e do drama.

“Quando construímos esse texto foi a partir de laboratórios, pesquisas e observação da comunidade do Pelourinho com suas mazelas sociais. Não tínhamos ainda essa realidade tão reverberadas em outros cantos. Hoje, infelizmente, isso se propagou, e uma de nossas armas pra lutar contra isso é através do teatro”, diz Luciana Souza, atriz que interpreta D. Joana, dona do cortiço.

Ó Paí Ó bando de teatro olodum
Foto João Millet

O ambiente é de 1992, em meio ao Carnaval, mas a atualidade das falas e situações é o que torna “Ó Paí, Ó!” um espetáculo tão atual, segundo os atores. Em cena estão representados músicos, artistas plásticos, prostitutas, travestis, baianas de acarajé, proprietários de pequenos bares, associações comunitárias, blocos afros.

  “É uma história que se passou em 92, mas o racismo se recicla. O extermínio, a ocupação de território, desapropriação e a desagregação do Centro Histórico são temas que ainda hoje estamos discutindo e este espetáculo consegue falar deles e atingir o público, fazendo refletir. Hoje somos atores mais experientes, temos um legado que reflete no espetáculo. Fortalecemos o compromisso com o fazer bem a cada temporada e usamos o Teatro como ferramenta para tratarmos de questões que incomodam” – Jorge Washington, ator que interpreta Sr. Matias.

Maturidade e Autogestão  

A cada sábado de janeiro (7,14, 21 e 28/01), às 20h, o público poderá assistir “Ó Paí, Ó!”, mas devem chegar cedo, pois toda temporada em cartaz é certeza de casa cheia, o que reflete a aprovação do público à forma de ser e atuar do Bando. “Amadurecemos como atores, nos fortalecemos enquanto grupo.Cada vez mais, temos propriedade do que falamos no palco. Estamos juntos há muito tempo, então conhecemos os códigos de cada colega em cena, o que resulta em qualidade de interpretação”, diz a atriz Valdineia Soriano, que interpreta Dona Maria, mulher de Reginaldo.

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Foto João Millet

A direção do espetáculo é de Márcio Meirelles, coreografia de Zebrinha e direção musical de Jarbas Bittencourt. Em 26 anos de muitos palcos, o Bando de Teatro Olodum hoje se consolida no cenário cênico baiano e do Brasil como um grupo de teatro negro autogerido, fortalecido e dirigido pelos próprios atores, o que também reflete na direção dos espetáculos.

“O tempo de maturação de nós, atrizes e atores, nos deu a experiência de também reger esse espetáculo, de assumir e trilhar caminhos que nos fortificam também enquanto diretores. Não tão fácil, mas desafiante e queremos mais”, afirma Luciana Souza.

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Foto João Millet

“Hoje em dia, nós atores e atrizes em colegiado, nos reunimos para pautar o que vamos discutir e de que forma vamos atuar em determinado período, o que é levado para o grupo maior para decisões. Nossos espetáculos continuam com as direções originárias, mas a gestão do Bando de Teatro Olodum hoje é do grupo. Mesmo nas adversidades, nós mostramos, assim, que é possível sim este protagonismo”, explica Jorge Washington.

O colegiado é formado pelo próprio, os atores Ridson Reis e Fábio Santana, além das atrizes Cassia Valle e Valdineia Soriano.

No auge desta maturidade de 26 anos, o Bando de Teatro Olodum convida a todos e todas que apreciam a arte negra para conferir um dos seus mais aclamados espetáculos nos sábados de janeiro, às 20h. Ingressos serão vendidos no site do Vila e no local (R$ 40 e 20).

 

ELENCO:

Arlete Dias – Merry Star

Cássia Valle – Dona Raimunda

Ednaldo Muniz – Roberto Pitanga

Fábio Santana – Peixe Frito

Gerimias Mendes – Seu Gereba

Jamile Alves – Pisilene

Jorge Washington – Sr. Matias

Leno Sacramento – Maicon Gel

Merry Batista – Neuzão da Rocha

Rejane Maia –Maria – a baiana de acarajé

Ridson Reis – Raimundinho

Sergio Laurentino – Guarda

Valdinéia Soriano – Dona Maria, mulher de Reginaldo

 

ATORES CONVIDADOS:

Edvana Carvalho – Dona Lúcia

Edy Firenzza – Lord Black

Fabiana Milhas – Professora

Shirlei Sanjeva – Carmem

Lázaro Machado – Iolanda

Luciana Souza – Dona Joana

Renan Mota – Reginaldo

Tainara Silva – Menina do bar

MÚSICOS:

Yan Sant’ana

Turan Dias

Serviço:

“Ó Paí, Ó!” no Amostrão Vila Verão

Dias 7, 14, 21 e 28/01 // sábados // 20h

R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 6/01)

Juliana Ribeiro e Fernando Marinho retornam com show “Na Batucada da Vida” em janeiro


Juliana Ribeiro Ary Barroso
Divulgação

A cantora e compositora Juliana Ribeiro reestreia seu show ‘Na Batucada da Vida’ em uma temporada com seis edições. Serão quatro apresentações no Teatro Sesi Rio Vermelho, todas as quartas-feiras de janeiro, a partir do dia 4, às 20h, e no Café Teatro Rubi, dias 20 e 21, às 20h30.

No espetáculo musical, Juliana apresenta-se ao lado do ator e pianista Fernando Marinho, que também assina a direção do espetáculo. Voz, piano e percussão dão vida a sambas de Ary Barroso em releituras modernas. No repertório dessa temporada está “Os Quindins de Ya Ya”, “Rancho Fundo” (1931), numa releleitura inusitada, “Risque” (1952), que ganha uma versão urbana em arrocha, “Boneca de Pixe” (1938) que vem em forma de esquete teatral.

Juliana Ribeiro Ary Barroso
Foto: Dôra Almeida

Além dos clássicos: “Aquarela do Brasil” (1939) e “Sandália de Prata” (1941), que criaram o subgênero samba-exaltação. O show destaca também algumas suas modas de viola, cantigas de roça, marchinhas carnavalescas, valsas, xotes e maxixes.

Com dados pitorescos da vida do Ary Barroso, além da discografia, casos interessantes da vida de Ary, como seu trabalho de locutor esportivo e apresentador polêmico de programas de calouros, são trazidos ao palco por Juliana e Marinho. As histórias inspiram performances e duetos teatrais, reservando boas risadas para a plateia.

Em Salvador, o “Na Batucada da Vida” passou pelo Teatro Gregório Mattos, Café Teatro Rubi, Teatro Vila Velha e Aliança Francesa. No Rio, os artistas se apresentaram no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon, e no Teatro OTTO, na Tijuca. Em março de 2017, o projeto será apresentado no Teatro Castro Alves.

SERVIÇO:

“Na Batucada da Vida”

Teatro SESI Rio Vermelho

Data: Todas quartas-feiras (4, 11, 18 e 25) de janeiro

Horário: 20h

Ingresso: R$ 40/20

Informações: (71) 3616-7064

 

Café-Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel

Data: 20 e 21/01 (sexta e sábado)
Horário: 20h30
Couvert artístico: R$60
Tel: (71) 3013-1011
Bilheteria:  Segunda-feira a sábado, das 14h às 19h (em dias de apresentação, até às 20h30) ou www.compreingressos.com