Exposição Benssangana homenageará ialorixás no Shopping Liberdade esta sexta (11)


exposicaobessananga-2Nesta sexta (11), às 18h, no Shopping Liberdade, será lançada a nova edição da Exposição Bessangana, uma homenagem fotográfica a cinco ialorixás do bairro da Liberdade.

Dentre elas: Mãe Hildelice, filha carnal e sucessora de Mãe Hilda Jitolu, matriarca do Ilê Aiyê, comemorando 40 anos de iniciação no Candomblé; a Nengua de Inkice, Mãe Xagui de Oxaguiã, que também comemorará 80  anos de iniciação religiosa.

O evento contará com o show de Carla Lis, vocalista da Banda Didá. O acervo traz fotografias inéditas feitas por Patricia Pinheiro Crisóstomo, autora da Exposição Benssangana e curadora do acervo, e tem como objetivo contemplar o universo feminino de mulheres dedicadas ao sagrado afrobrasileiro e a preservação do legado religioso e cultural do povo negro baiano.

Sarau da Onça prepara II Festival de Arte, Cultura e Concurso Literário


saraudaoncaA onça vai ganhar mais fôlego agora! O Sarau da Onça foi contemplado no edital Setorial de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) com o projeto “II Festival de Arte, Cultura e Concurso Literário Sarau da Onça”.

Ele que propõe uma série de ações culturais no bairro de Sussuarana, onde o Sarau atua.

Dentre elas está o Concurso Literário Sarau da Onça, que selecionará 90 poemas e 10 contos de autores locais, além da publicação em 5 mil exemplares desta Antologia Poética.

A publicação será entregue aos poetas participantes e também vendida, cuja renda será revertida para financiar ações culturais do Sarau da Onça em Sussuarana. O lançamento da publicação será no Espaço CENPAH – Centro de Pastoral Afro – Anfiteatro Abdias do Nascimento (Sussuarana – Novo Horizonte), onde o Sarau atua, em maio de 2017.

“A gente se integra assim, fazendo com que elas entendam que a Sussuarana é um local positivo, trazendo a boa visibilidade para o bairro, promovendo nelas o orgulho, a partir daí elas divulgam, participam” – Sandro Sussuarana

saraudaoncasussuaranaProgramação – Além do concurso literário, serão oferecidas oficinas de Teatro, Dança, Hip Hop, Criação Literária, que vão ser ministradas por membros do Sarau da Onça e convidados, aos sábados ou domingos.

O Festival terá encontro no qual poetas, dançarinos, músicos e atores. E, claro: terá o Sarau da Onça, no qual serão feitas homenagens a pessoas e entidades ligadas à cultura popular, educação e história do bairro e do seu entorno.

Sarau da Onça

As ações do Sarau da Onça ocorrem quinzenalmente na comunidade de Sussuarana e integram uma rede de ações afirmativas fundada nas questões sociais. Veja aqui entrevista com um dos membros do Sarau, Sandro Sussuarana.

Fotos: Lissandra Pedreira

Balé das Iyabás e #MaisAmorEntreNós – Encontros de afeto entre SSA e RJ


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Ludmilla Almeida e Sinara Rúbia, duas mulheres negras cariocas à frente do Grupo Cultural Balé das Iyabás (RJ). Elas estiveram em Salvador para participar de mais um Encontro de Auto Cuidado e Segurança de Ativistas (últimos domingos do mês), uma iniciativa pautada no movimento #MaisAmorEntreNós, idealizado pela jornalista soteropreta, Sueide Kintê.

A programação deste Encontro é definida a partir da necessidade de um grupo de mulheres ou de uma mulher. Fazemos tudo que ela gosta, além de fazermos, em grupo, a Técnica de Redução de Stress (TRE), reflexologia e conversar bem descontraidamente sobre as intempéries da militância e da nossa vida”, explica Sueide.

Conheça mais um pouco do Balé (fotos de Safira Moreira):

baledasiyabasPortalSoteroPreta – Como o Balé tem atuado no RJ? 
Elas – O Grupo Cultural Balé das Iyabás é um grupo de Mulheres Negras que propõe a reflexão sobre o protagonismo da mulher na sociedade a partir da mitologia dos Orixás. Pensando a arte de forma política, trabalhamos com as questões de gênero e raça, tendo como missão o fortalecimento, emancipação e empoderamento de mulheres, sobretudo Mulheres Negras. Desde o início do trabalho, sobretudo das oficinas que começaram em 2013, temos um público frequente de mulheres que reconhecem a nossa vivência como o espaço que ela se propõe: um espaço permanente de diálogo, resistência, manutenção da nossa cultura, combate ao racismo, ao machismo, à violência contra a mulher e empoderamento feminino.
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PortalSoteroPreta –  Como as mulheres têm interagido com as vivências?
Elas – Devido à dinâmica e forma como conduzimos a oficina, a Vivência se torna um espaço de acolhimento, em que muitas mulheres se sentem motivadas a compartilhar suas experiências, mesmo as mais traumáticas. As mulheres vão em busca de conhecimento, trocas de experiências, afetividade, empoderamento, identidade. Já presenciamos filhas que levaram as mães, mães que levaram filhas e filhos, mulheres com seus companheiros e mesmo empreendimentos que surgiram inspirados no nosso trabalho.

“Todo esse retorno nos impulsiona para seguir com a missão do nosso trabalho, que traz resultados importantes e gratificantes!”

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PortalSoteroPreta – Onde vocês atuam e qual tem sido o alcance do Balé?
Elas – As Vivências do Balé acontecem uma vez por mês em um espaço fixo, que se reveza entre o Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo e o Sindsprev/RJ. Por sermos apoiadas pelo Fundo Fale Sem Medo – parceria entre o ELAS Fundo de Investimento Social e o Instituto Avon -podemos, desde 2014, ampliar nossa área de atuação, levando a oficina para um abrigo de mulheres em situação de violência doméstica e algumas comunidades/favelas do Rio de Janeiro como, Morro dos Prazeres, Cidade de Deus, Batan, Vidigal e Maré. Além disso, levamos as Vivências para outras cidades, como Salvador , Redenção (CE), São Paulo, Vitória (ES), Brasília (DF).
baledasiyabasPortalSoteroPreta – Como se dá as vivências propostas por vocês?
Elas – A Vivência do Balé é uma oficina com dinâmicas de interação entre a mitologia das Iyabás e suas manifestações e ressignificações em nosso cotidiano, propondo analisar aspectos políticos, sociais e culturais das mulheres no nosso dia-a-dia. Trazemos também para o corpo, movimentos inspirados na gestualidade das Iyabàs, propondo uma leitura que dialogue com este universo no contemporâneo e nos fortaleça através do balé dessas Orixás. Já as performances desenvolvidas pelo grupo, correspondem a uma linha de pesquisa e criação que aborda a semelhança entre os Itans – “mitos”ancestrais – e as vivências da vida cotidiana das mulheres de nossa sociedade contemporânea.
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Encontro em Salvador
PortalSoteroPreta – Qual importância de Encontros como este proposto pelo #MaisAmorEntreNós aqui em Salvador?
Elas – Esse encontro entre nós mulheres negras, nos fortalece para continuarmos abrindo espaço, caminhando e nos empoderando juntas. Consideramos ainda, a importância de reconhecer na nossa ancestralidade, história, religiosidade e cultura negra, a força e o conhecimento que atuam como alicerces para toda nossa compreensão de mundo.
A ida para Salvador, além contribuir com a missão do nosso trabalho, possibilita a ampliação de uma rede de afetividade, autocuidado e conhecimento entre mulheres de diferentes estados, que se encontram por questões semelhantes: sermos mulheres, sobretudo mulheres negras, numa sociedade racista e patriarcal como a nossa.

baledasiyabasPortalSoteroPreta – Como vocês vêem a crescente preocupação quanto à afetividade das mulheres negras?

Elas – As mulheres negras no Brasil, ainda sofrem as consequências de uma sociedade escravagista, em que foram objetificadas enquanto mercadoria de trabalho braçal, doméstico e sexual. Aprendemos desde cedo que somos mulheres fortes, que devemos servir ao trabalho e nunca nos foi ofertado o lugar de fragilidade dado às mulheres brancas. Aprendemos desde cedo também, o que é o abandono e solidão, já que a realidade de muitas mulheres negras é de conduzirem sozinhas suas vidas, famílias, filhas e filhos; ou com a ajuda de mães, avós e outras mulheres que formam essa rede de cuidado e sororidade. Aprendemos a odiar nossos traços, nosso cabelo, nossa cor. Como pensar em amor, com toda essa realidade imposta de dor?

“Acreditamos que os diversos grupos e coletivos de mulheres negras que promovem diferentes iniciativas e encontros, são fundamentais neste processo de autoconhecimento, autocuidado e transformação, colaborando assim para a mudança desse quadro estrutural e possibilitando a consciência que nos estimula a lutar pelo nosso direito à vida, à felicidade e ao amor.”

 

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Júlia Couto

POR Júlia Couto, presente no Encontro realizado em Salvador:

Um balé de emoções!

As Ayabás se fizeram presentes

Bussoladas por águas raras, caras de Kinté

Ela trouxe um batalhão de flores, borboletas, cores

Os sabores sentidos, vistos, tocados no olfato

Duas belas rainhas bailando as sentimentalidades do meu ser

Senti Orisá perto, junto, tranquilo, feliz

O #MaisAmorEntreNós me faz sentido

Pois “Eu sou ela e ela sou eu!”

Fui dormir sonhando auto-cuidado!

Sonhos bons!

Encontro Mafro e Você pauta fotografia, dança e literatura às quartas-feiras


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Foto: Alberto Lima
Renata Trindade

O Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia – MAFRO promove nas quartas-feiras de novembro (9, 16 e 23), às 16h30, o Encontro O Mafro e Você 2016, uma série de diálogos aberta ao público para tratar do tema da Década Internacional de Afrodescendentes (2015/2024).

Instituída pela ONU, a Década reforça a cooperação global para uma participação igualitária em todos os setores da sociedade.

O Mafro e Você 2016 começa com o fotógrafo Alberto Lima, que apresentará seu último trabalho, o Projeto Stillos. Nele, Alberto Lima aborda o empoderamento negro através da fotografia, mostrando oportunidades no mercado da moda de Salvador e propondo um contraponto ao conceito eurocêntrico de beleza.

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Luiz Bokanha

No dia 16, terá bate papo com o professor e coreógrafo Luiz Bokanha, de carreira internacional que já passou pelo Balé Brasileiro da Bahia, pelo Gran Theatre de Géneve (Suíça), a Companhia Balé do Século XX (de Maurice Béjart) e no Balé da Cidade de São Paulo. Foi também coreógrafo e diretor da casa de show Maracanã, em Firenze (Itália), por 20 anos.

O encontro O Mafro e Você 2016 termina com o Papo de Senzala Navio Negreiro, projeto coletivo que revisita o poema de Castro Alves, através de performances de canto, dança e poesia.

O papo será com a professora Vanda Machado, a socióloga Sandra Maria Bispo e os músicos Juraci Tavares e Marcos Santana.

AGENDE-SE 

Dia 9/11/2016, 16h30

Painel: Empoderamento negro através da fotografia

Facilitador: Alberto Lima (Afro Stillos)

Dia 16/11/2016, 16h30

Painel: Por que o negro dança?

Facilitador: Luiz Bokanha (Coreógrafo)

Leitura dramática: Lindete Souza (Atriz e jornalista)

Dia 23/11/2014, 16h30

Painel: Papo de senzala Navio Negreiro

Facilitador: Marcos Santana e os convidados Profa. Vanda Machado, Socióloga Sandra Bispo e Juraci Tavares (Centro de Estudos Miguel Santana, Camerata Castro Alves, Núcleo de Cultura Popular, Quilombo Clementina de Jesus e Projeto Aruá).

Serviço:

Onde: Museu Afro Brasileiro da UFBA (Sala Rotunda)  – Largo do Terreiro de Jesus

Quando: 9, 16 e 23 de novembro de 2016, 16h30

Quanto: Gratuito| Informações: 3283-5540

Teatro Gamboa tem shows e espetáculos negros este mês


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Isso Não É Uma Mulata – Foto Andréa Magnoni

E o Teatro Gamboa Nova denegriu sua programação neste novembro! Re-apresentações e estreias estão entre os espetáculos e shows que serão apresentados ao longo do mês.

Vai ter a intérprete lírica Inaicyra Falcão, cantando músicas que marcaram época no concerto “Memórias”, nesta quarta (9), às 20h. É um show especial, com obras conhecidas nas vozes de cantores como Nelson Gonçalves e Ângela Maria, trazendo cancões que falam da beleza e diversidade das relações humanas.

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Se Deus Fosse Preto – Fto Max Fonseca

Entre as atrações também terá a performance Coisas do Povo Preto, da Bumbá Escola de Formação Artística, que reúne uma série de intervenções artísticas sempre às sextas e sábados, antes dos espetáculos, que começam às 20h. Nas performances serão abordados temas como o empoderamento da mulher negra, cotas raciais, juventude negra e ancestralidade.

No dia 22, o Teatro Gamboa Nova sediará um bate-papo sobre questões sociais e de gênero, com o tema Mulher, Negra e Feminista. O encontro é gratuito e começa às 19h. Terá a participação de ativistas e convidadas. Esta ação é promovida pela Coletiva Muitas, em parceria com o Teatro, uma abertura para entender a relação da mulher negra com o movimento feminista.

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Eles não sabem de nada – Festival Ubuntu

A Coletiva Muitas é um grupo autogestionado de feministas que atuam em diferentes frentes, desde apoio jurídico e psicológico até ações de conscientização e formação voltadas para as mulheres soteropolitanas.

FESTIVAL

Já entre os dias 23 e 26 de novembro, estreando em Salvador, um grupo de jovens artistas e ativistas negros se reunirão em um festival totalmente dedicado à cultura negra e o protagonismo das mulheres: o Ubuntu – Festival de Negras Artes (saiba mais).

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TEATRO

Com direção de Jean Pedro e protagonizado por Sergio Laurentino (Bando de Teatro Olodum), o espetáculo Se Deus Fosse Preto – O Legado de LOID volta a cartaz no Teatro Gamboa Nova no dia 30 de novembro e nos três dias seguintes 1, 2 e 3 de dezembro, às 20h.

E antes de cada espetáculo, o Teatro Gamboa Nova exibirá vídeos do Coletivo Frases de Mainha durante todo o mês.

AGENDE-SE

PERFORMANCE
Coisas do Povo Preto – Bumbá Escola de Formação Artística
sextas e sábados antes dos espetáculos
Empoderamento da mulher negra, juventude e ancestralidade, em intervenções artísticas realizadas por Antônia Costa, Islânia Almeida, Ícaro Oliveira, Jessy Andrade, Marcela Lima, Rafael Carvalho, Vânia de Jesus, Vânia de Oliveira e Osvaldo Oliveira, com direção de Eugênio Lima e produção de Roberto Filho.

BATE PAPO
Mulher, negra e feminista
22/11 (terça) – 19h – GRATUITO
Último bate papo da série em parceria com a Coletiva Muitas, que será centrado na relação das mulheres negras com o movimento feminista, os lugares de tensão, aproximação e suas vivências.

MÚSICA
Concerto Memórias – Inaicyra Falcão
03 e 09/11 (qua e qui) – 20h –  R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Um resgate das memórias da intérprete, que valoriza a música brasileira e o canto erudito, através de um repertório que inclui nomes como Nelson Gonçalves e Ângela Maria, além de outras canções das décadas de 50 e 60.
CLASSIFICAÇÃO 12 ANOS

B.A.V.I – Anderson Petti e João Almy
04 e 05 (sexta e sábado) – 20h  –  R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Berimbau Aparelhado Violão Inventado é um duo musical que une o berimbau e o violão na construção de texturas, ambiências e melodias, explorando sonoridades incomuns e referências musicais populares, regionais e urbanas.
CLASSIFICAÇÃO LIVRE
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Uma visita aos antigos carnavais – Lucas Ribeiro
13 e 20/11 (domingo) – 17h –  R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Um GamBoaMúsica Pôr do Sol recheado de marchinhas, cirandas, ijexás, frevos, galopes, sambas-reggae, resgatando sons tradicionais carnavalescos com muita cor e alegria.
CLASSIFICAÇÃO LIVRE

TEATRO 

Se Deus Fosse Preto – Sérgio Laurentino
30/11 (quarta) + 01,02 e 03/12/2016-  20h –  R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Um homem negro, preso injustamente pelo assassinato de sua filha e de sua esposa, escreve textos que, após a sua morte, se revelarão como base para a criação de um novo paradigma mundial.
CLASSIFICAÇÃO – 16 ANOS

FESTIVAL
UBUNTU FESTIVAL DE NEGRAS ARTES (UFNA) – R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Espetáculos que promovem a visibilidade sobre a realidade e cultura negras.

CINEGAMBOA
Frases de Mainha 03 a 30/11 – antes dos espetáculos – GRATUITO
O humor baiano continua por aqui, trazendo para o teatro um pouco do sucesso dos curtas protagonizados por Sulivã Bispo e Thiago Almasy nas redes sociais.

Nara Couto lança clipe “Linda e Preta” nesta quarta (9)


 naracoutolindaepretaEla é preta e linda. Ou “Linda e Preta”, como intitula seu primeiro single, a cantora Nara Couto. A música, composta por Jarbas Bittencourt e interpretada em seu show “Outras Áfricas”, ganha agora um clipe, que será lançado na Katuka Africanidades (Praça da Sé) nesta quarta (9), às 18h.

O lançamento será embalado por um pocket show de Nara, que apresentará, em primeira mão seu videoclipe, dirigido pelo ator Lázaro Ramos e Elísio Lopes Jr.

Ele foi gravado nas ruas do Curuzu, onde a beleza da mulher negra é tema de concurso anualmente, onde reside o Mais Belo dos Belos – o Ilê Aiyê.

Na música, “Linda e Preta”, Nara traz elementos do jazz, referências sonoras africanas e um toque percussivo com a marca da Bahia. O trabalho tem produção musical assinada por Jorge Solovera.

Nara Couto usa a música contra os estereótipos em torno das mulheres negras. “A canção convoca as mulheres negras a falarem por si, protagonizem suas histórias”,diz.

No clipe, a cantora aparece como representante da força feminina negra, cantada nos versos do Ilê. Após lançamento, o clipe estará disponível a partir das 19h30 no Youtube.

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Ela começou como bailarina e já é especializada em Dança Afro Contemporânea. Foi no Balé Folclórico da Bahia que Nara Couto obteve a formação rítmica e o entendimento da música africana. Dançou para artistas como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Margareth Menezes e, após nove anos, enveredou como vocalista, passando a cantar com artistas como Daniela Mercury, MagaryLord e Mateus Aleluia, até ingressar como vocalista da Orquestra Afrosinfônica, na qual atua há seis anos.

Serviço

Lançamento videoclipe “Linda e Preta”

Quando: 9 de novembro (quarta-feira),às 18h

Local: Katuka Africanidades (Praça da Sé – Centro Histórico)

Entrada gratuita.

#ACenaTaPreta – Ridson Reis estreia direção com “O Contêiner”


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Ridson Reis

Há três anos ele conheceu um texto do angolano José Mena Abrantes, que contava a história de três africanos que saem de suas casas, cada um por seu motivo, em busca de uma vida melhor, em busca da ascensão social.

A leitura mexeu com o ator de 28 anos – 11 dos quais compartilhados com o Bando de Teatro Olodum. É a convite deste que ele chega ao Festival A Cena Tá Preta, que começa nesta sexta (4), no Teatro Vila Velha.

ridsonreisoconteinerbandodeteatroolodumEstamos falando de Ridson Reis, que levará aos palcos do Vila, nos próximos dias 12 e 13 de novembro, seu primeiro trabalho como diretor teatral na peça O Contentor (O Contêiner).

Na trama, os três africanos querem chegar à Europa e, para isso, entram clandestinamente no porão de um cargueiro português. Daí em diante, os atores Cell Dantas e Edy Firenzza conduzem o espectador pela viagem dos sonhos destes imigrantes, mas que talvez não tenha chegado a um final feliz.

“Nós pretos saímos de um lugar (físico ou abstrato) em busca de ascender e melhorar nossas condições de vida porque acreditamos e sonhamos. Mas os donos de navio não querem, e nos aprisionam em seus contêiner’s”, nos aprisionam e não nos deixam sonhar”, explica Ridson.

ridsonreisbandodeteatroolodumImigração africana, direitos humanos, tensões raciais são alguns dos temas que Ridson  dirige na peça.

“O texto, escrito em 94 por Mena Abrantes, é baseado em fatos reais. Tudo aconteceu no porto de Lisboa em 1988, entretanto não há nada mais contemporâneo. Hoje, nos é tirada nossa educação – que é a peça base e mais importante na busca da realização desses sonhos”, afirma.

Ridson contextualiza: “Isso está acontecendo nesse momento. Só neste ano já morreram quase 4 mil pessoas tentando sair da África pra Europa. Os que conseguem fazer a travessia, não têm a certeza de que realmente terão uma vida melhor, ou serão mandados de volta”, diz.

ridsonreisoconteinerbandodeteatroolodumO Contentor (O Contêiner) já foi encenado em Salvador em 2006 pela “Outra Cia de Teatro”. Uma coisa Ridson promete: esta é uma versão completamente diferente, “fiel ao texto de José Mena Abrantes”.

O Contentor (O Contêiner)

Quando: 12 e 13/11, sábado às 20h, domingo às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 12 anos

Fotos: Divulgação

O Poder da Minha Cor começa este sábado (5) e segue todo mês


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Maíra Vilas Boas

Durante todos os sábados do mês de novembro, o Espaço Cultural Casa 14 – Pelourinho promoverá o evento “O Poder da Minha Cor”, um encontro multilinguístico de manifestações artísticas pela valorização da Cultura Negra. Começa este sábado (5), às 17h.

O evento reunirá artistas e bandas locais como Som de Crioulas, Banda Lama e Dj Elton Santos além dos grupos e membros de movimentos culturais que lutam pela representatividade e empoderamento negro, especialmente os jovens, como o Grupo Desabafo Social e a Marcha do Empoderamento Crespo de Salvador, e contará também com a presença da editora chefe do Portal SoteroPreta, Jamile Menezes e da Superintendente de Políticas para Mulheres, Mônica Kalile, que abordará sobre: violência contra mulher x direitos humanos, entre outros temas atuais voltados para a mulher.

No dia 05 de novembro às 17h, primeiro dia do evento, será marcado pelo lançamento da Exposição Coletiva de três jovens estudantes, que abordará a temática do negro na sociedade atual, além do som do Dj Elton Santos da Festa Afro Rave, que fará um esquente do seu evento que acontecerá no mesmo dia.

O projeto O Poder da Minha Cor é uma iniciativa colaborativa mas que tem sua idealização pela produtora cultural Cris Rodrigues e a designer e artesã Maíra Vilas Boas. A realização é do Espaço Cultural Casa 14 – Pelourinho.

Os ingressos serão cobrados apenas para os shows, que começam a partir das 19h e custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), os acessos podem ser adquiridos no local, a partir das 17h.

PROGRAMAÇÃO

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Cris Rodrigues

DIA 05/11

17h – Conversas Empoderocriativas com a Superintendente Mônica Kalile (SMP – Superintendência de Políticas para Mulheres de Salvador), Nadja Santos, membro da Marcha do Empoderamento Crespo de Salvador, e Jamile Menezes, autora do Portal SoteroPreta.

19h – Show da Banda Lama 20h – Dj Elton Santos e a Festa Afro Rave

20h40 – Show da Banda Som Crioulas e Convidados

DIA 12/11

17h – Conversas Empoderocriativas com Grassyela Nobre (Campanha Jovem Negro Vivo), e poesias em rimas com o grupo Militância Poética.

19h – Show da Banda Lama 20h – Dj Elton Santos e a Festa Afro Rave

20h40 – Show da Banda Som Crioulas e Convidados

DIA 19/11

17h – Conversas Empoderocriativas com Lívia Soares, Jamile e Maylu Isabel (Projeto La Frida – Bike Café Poético), e com o grupo Desabafo Social.

19h – Show da Banda Lama 20h – Dj Elton Santos e a Festa Afro Rave

20h40 – Show da Banda Som Crioulas e Convidados

DIA 26/11

17h – Conversas Empoderocriativas com o grupo Ágape (Sarau da Onça) e o Rapper Preto Joy.

19h – Show da Banda Lama 20h – Dj Elton Santos e a Festa Afro Rave

20h40 – Show da Banda Som Crioulas e Convidados

II Pré-Balada Literária homenageia Noémia de Souza na Biblioteca dos Barris


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Noémia de Souza

Balada Literária. Esse é o conceito de um evento que já rola em São Paulo e que, pela segunda vez terá uma prévia aqui na Bahia. A II Pré-Balada Literária é organizada pelos curadores Marcelino Freire e Nelson Maca, escritores que, este ano, irão homenagear a poeta moçambicana Noémia de Sousa (1926-2002).

A Pré-Balada da Bahia acontece nos dias 11 e 12 de novembro, no Quadrilátero da Biblioteca Pública dos Barris e também terá lançamento da edição brasileira de Sangue Negro, único livro publicado por Noémia em vida. O conterrâneo de Noémia, Aldino Muianga, é um dos convidados da Pré Balada.

A obra seguirá pelo Brasil iniciando em terras soteropolitanas neste evento. O livro conta com ilustrações da artista Mariana Fujisawa, prefácio da brasileira Carmen Tindó e estudos dos moçambicanos Fátima Mendonça, Francisco Noa e Nelson Saúte.

Editora responsável pela primeira publicação brasileira, Rosana Morais Weg destaca que o conjunto oferece uma seleção de poemas, ao mesmo tempo “doces e fortes”. Ela afirma que um dos desafios da edição brasileira foi a formalização ortográfica. “A Kapulana optou por manter a grafia original dos textos, sem atualizações, de forma a que as particularidades da poesia de Noémia não se perdessem”.

Quem foi Noémia de Sousa

“Haja emoção. Ver o livro da Noémia finalmente lançado no Brasil. E ver este lançamento nacional acontecer na Bahia. Terra que a poeta moçambicana amou. Onde teve amigos como Jorge Amado. Onde ouviu samba. Encheu de música ainda mais a sua poderosa poesia. Grande acontecimento literário do ano este, que devemos celebrar”, diz Marcelino freire, divulgador da poesia de Noémia de Sousa no Brasil.

Considerada uma das vozes mais importantes da literatura africana de Língua Portuguesa, Noémia de Sousa, que chegou a morar no Brasil, é conhecida como a mãe dos poetas moçambicanos. Sangue Negro reúne 46 poemas escritos entre 1948 e 1951 e foi publicado, originalmente, em 2001, pela Associação dos Escritores Moçambicanos. No Brasil, seus poemas só tinham sido publicados em poucas antologias. na ocasião o livro Sangue Negro estará disponível para compra, no valor de R$ 39,90.

Além do lançamento de Sangue Negro, a Pré-Balada conta ainda com mesas de bate-papo e performances poéticas. Por exemplo: a mesa “Palavra e Corpo em Movimento”, mediada pela professora Milena Brito (UFBA), que conversará com os escritores Alex Simões, Jocélia Fonseca e Mc Aspri, do grupo de rap RBF. 

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Após os debates no evento, os organizadores preparam a leitura de poemas da autora pelas jovens Lúcia Santos e Luíza Santos, que integram o Sarau Bem Black e a equipe do Slam Lonan. A sessão contará com a presença da editora Rosana Morais Weg, responsável pela Editora Kapulana, que editou o livro. Completando a homenagem, o grafiteiro Zezé Olukemi e o artista plástico Pablo Dinada pintam a imagem e versos de Noémia de Sousa.

Sarau Bem Black Especial

No dia 11, em homenagem à Independência de Angola, o Sarau Bem Black de novembro prestará  homenagem à Independência de Angola, comemorada neste dia. Haverá recital e exibição do filme “Papa Cèsaire”, da cineasta guadalupense Sarah Maldoror. O documentário narra sobre a vida e obra do escritor e militante martiniquense Aimè Cèsaire, criador do conceito Negritude.

Depois da exibição, a programação poética e musical da noite segue com  o lançamento do livro Por Onde Começar – Antologia de Verso e Prosa (Cogito), do poeta baiano Jairo Pinto. Permeando o sarau como um todo, a discotecagem ficará por conta do Dj André Lopes, que traz expoentes da música angolana.  O sarau será encerrado com  pocket- show da artista soteropolitana Alexandra Pessoa.

Vai ter muito mais, confere a programação completa aqui! 

Ilê Aiyê convida banda Olodum e vocalistas de Blocos Afros para ensaio este domingo (6)


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Foto: Shai Andrade

No próximo domingo, dia 6 de novembro, a Senzala do Barro Preto, no Curuzu,estará em festa para comemorar mais um aniversário do Ilê Aiyê – 43 anos. A Senzala do Barro Preto, no Curuzu, receberá a Banda Olodum, que se unirá à anfitriã Band’Aiyê a partir das 14h.

A banda Filosofia de Quintal abrirá a noite que também terá a participação dos vocalistas dos blocos Filhos de Ghandy, Muzenza, Malê de Balê, Araketu e Cortejo Afro.

Beleza Negra

As inscrições para a 38ª Noite da Beleza Negra seguem abertas até o dia 09 de janeiro de 2017. As candidatas, que devem ter entre 18 e 30 anos, podem se inscrever através do site do bloco (www.ileaiyeoficial.com) ou presencialmente na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê (Ladeira do Curuzu), de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h30.

Tanto virtualmente quanto presencialmente, é necessário o envio de uma foto que pode ser de corpo inteiro ou 3×4, porém não são aceitas fotos em trajes de praia ou roupa íntima. A pré-seleção irá acontecer no dia 10 de janeiro, às 18 horas, na Senzala do Barro Preto.

Já a grande Noite da Beleza Negra, quando será eleita a nova Rainha do Ilê Aiyê, será no dia 04 de fevereiro, com show da Band’aiyê e convidados.

|SERVIÇO|

Aniversário do Ilê Aiyê

Atrações: Olodum, Band’Aiyê, vocalistas de blocos afros e Catadinho do Samba

Data: Dia 6/11

Horário: 14h

Local: Senzala do Barro Preto – Curuzu

Ingressos: R$ 30 (pista) e R$ 50 (camarote)