Bloco Alvorada inicia Carnaval 2018 com samba, caruru e promoção!


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Neste sábado (21), a partir das 16h, o bloco Alvorada dá início aos preparativos da folia do próximo ano com o tradicional caruru, lançamento do tema e do carnê com promoção, além da exposição Pilares de Matriz Africana. O evento que reúne gastronomia, música, dança e artesanato será na Casa de Angola, localizada na Praça dos Veteranos, Barroquinha. O ingresso custa R$ 10 (preço único) e será vendido na entrada da festa.

Agradecendo o ano de atividades que passou e renovando as energias para a próxima temporada até o desfile na Sexta-feira de Carnaval em 2018, o ensaio promete muito samba. E animação será embalada com atrações da ala de canto do bloco como Valdélio França, Negros de Fé, Relicário Samba Meu e Marco Poca Olho.

Além de curtir o melhor do samba, os associados já poderão garantir a fantasia para o próximo ano com promoção. Quem adquirir o carnê da promoção ‘No escuro’ – sem a confirmação de todas as atrações – pode dividir o valor de R$ 150, em até cinco vezes, mas a oportunidade é por tempo limitado. A fantasia está à venda nos balcões de ingressos de todos os shoppings.  Os interessados também encontram o  Alvorada na internet pelo site www.alvorada.org.br . Mais informações: 3322 3684 ou 3321 3675.

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Histórico :

Criado em 1975, por jovens estudantes do Colégio Severino Vieira, o bloco é um dos patrimônios culturais da Bahia e o mais antigo bloco de samba a desfilar no carnaval da cidade. Como o primeiro bloco dedicado exclusivamente ao samba, desde 1975 tem contribuído para a permanência do ritmo na programação do carnaval, além de estimular o surgimento de outras agremiações, priorizando os artistas da terra.

SERVIÇO

O que: Exposição Pilares de Matriz Africana, samba e distribuição de caruru

Quando:  21 de outubro, sábado

Atrações: Relicário Samba Meu, Negros de Fé, Valdélio França e Marco Poca Olho.

Horário: 16h

Local: Casa de Angola, Praça dos Veteranos, Barroquinha

Ingresso: R$ 10

Fotos: Fafá Araújo

“Preciso de olhos para ser artista!” – Ajude Annie Ganzala, nossa Aquarela!


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“Tenho glaucoma e cerotocone, já perdi 85% da visão do olho esquerdo e o direito está indo pelo mesmo caminho”.

Annie Ganzala é “afro sapatão, mãe, feminista decolonial, Candomblecista, Aquarelista e grafiteira”, como ela mesma se define. Nasceu em Salvador e tem um estilo único de fazer sua arte: ela usa a técnica da Aquarela para pintar suas memórias, encontros e experiências. Por conta do recente diagnóstico, seu trabalho e – por consequência – sua expressão em vida, está sob risco. 

Annie Ganzala: em Salvador e no mundo aquarelando mulheres negras

O estágio do Glaucoma e Cerotocone que Annie hoje apresenta é avançado – já comprometeu 85% de sua visão esquerda. Mas há tratamento que pode ser feito. O Ceratocone é uma doença que afeta o formato e a espessura da córnea, provocando a percepção de imagens distorcidas

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Em campanha online, Annie apela pela ajuda de quem a conhece e não conhece, de quem a admira e acompanha, de quem ama seu trabalho. A Vakinha online pretende arrecadar R$5mil – que custearão tratamento, medicações. Até o fechamento desta matéria, a Vakinho já havia arrecadado R$ 1.955.

“Faz seis meses que percebi que meus olhos não vem funcionando muito bem, mas não imaginei que fosse tão grave e passei muito tempo esperando vaga nos hospitais púbicos. Quando percebi que não conseguiria, pedi ajuda a uma amiga com os exames iniciais, mas não pude seguir o tratamento por falta de recursos financeiros.

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Fto: Helemozão Fotopoesia

Annie é autônoma, sua subsistência vem de sua arte e como intitula a campanha: “Preciso de olhos para ser artista”.

“Não tenho recursos para bancar o tratamento e medicamentos, mas acredito que com seu apoio posso recuperar a visão e continuar fazendo o que sei fazer de melhor que é arte”, apela na plataforma online.

Quer ajudar? Acesse o site e contribua: “Preciso de olhos para ser artista”.

#OparáSaberes – Shirlei Sanjeva, o Opará e a ascensão ao Mestrado!


 

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“Um divisor de águas, literalmente!” Assim a pesquisadora e agora Mestranda, Shirlei Sanjeva define o que foi o Opará Saberes em sua vida. Idealizada pela Assistente Social e Doutoranda, Carla Akotinere, Opará Saberes é uma iniciativa que visa auxiliar estudantes negros e negras nos cursos de nível superior nas Universidades estaduais e federais.

Na primeira edição, em 2016, Shirlei estava lá, na plateia. Nesta segunda edição, que começa na próxima terça – feira (24), ela será uma das formadoras. Shirlei é Mestranda em Estudos Interdisciplinares Sobre Mulheres, Gênero e Feminismo no Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a mulher/UFBA.

Veja o que ela nos conta sobre o Opará:

 

Portal Soteropreta – O que o Opará significou pra você?

Shirlei Sanjeva – Eu estava na caminhada de estudos para o Mestrado, fazendo o projeto, no qual o Opará foi afinador. Poder estar com grandes referências como Zelinda Barros, Claúdia Pons, Ana Claúdia Pacheco, e tantas outras professoras, amigas e colegas que também estavam no processo de escrita do projeto, me possibilitou grandes trocas, até o ponto de compreender por onde realmente seguir. Eu já sabia com o que iria trabalhar, mas quando Zelinda Barros, em um dos Ciclos formativos, discutindo sobre os projetos, falou que: “não era sobre o que iriamos falar, mas a partir de que ângulo iriamos abordar”, tive a certeza de que definitivamente não precisava inventar a roda. Ela falava que não precisávamos ficar [email protected] sobre ter que escrever sobre algo necessariamente novo ou ter medo de falar sobre uma proposta já muito abordada, mas buscar dentro dos trabalhos que já existiam o que ainda não havia sido apontado ou utilizar uma outra metodologia para abordar.

Zelinda foi pontuando referências relacionadas aos nossos projetos, como teses e dissertações, que falavam sobre questões que estávamos pontuando, como exemplo. Foi incrível como saí de lá aliviada e, ao mesmo tempo, pensando em como a partir de então, meu projeto tomaria novo corpo, hoje intitulado: “Subalternizados/as políticos”: uma etnografia da sub-representação de mulheres, negros, lgbt, indígenas e deficientes nas eleições brasileiras de 2014 e 2016″.

Portal Soteropreta – Qual sua expertise para retornar agora como formadora?
Shirlei Sanjeva – Trabalho com a temática desde 2014, junto ao Observatório Feminista das Eleições do [email protected] de Estudos Feministas em Política e Educação/UFBA, onde os estudos sobre feminismo negro e interseccional, principalmente, começaram a ser parte da minha rotina. Como Mestranda, estou tendo uma grande oportunidade de aprofundar meus estudos sobre as teorias feministas, e teorias decoloniais, que hoje é minha área de ênfase e suporte do meu projeto de mestrado e minhas produções. Hoje, todas estruturadas a partir das teorias decoloniais.

 Veja programação deste mês:

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#SlamBA – Poetas e Poetizas se enfrentarão em Batalha Final de Poesia Falada!


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Foto Tamires Allmeida.

Que Salvador está fervilhando de batalhas de poesia por todas as periferias, ninguém duvida! E agora é chegada a hora do Slam BA – Campeonato Baiano de Poesia Falada – a reta final!

No dia 29 de outubro (domingo), os campeões das edições classificatórias dos Slam’s Da Onça, Deixa Acontecer, Da Quadra, Da Esquina, Das Minas, Força Feminina e Da Raça se enfrentarão em uma batalha épica em Sussuarana. O encontro será no Cenpah – Centro de Passtoral Afro, casa do Sarau da Onça.

De lá sairão dois nomes que representarão a Bahia em São Paulo, no Slam BR – batalha de poesia nacional. A Bahia já deu recado por lá, com os representantes de 2016 – Evanilson Alves (Sarau da Onça) e Fabiana Lima (Slam das Minas). Aliás, a preta voltou de lá com o vice-campeonato – em disputa acirrada.

SLAM BA

Este ano para estas duas vagas, seis candidatos (as) disputarão as vagas, divididos em duas chaves: A e B, com três participantes cada. Será a partir das 18h e pra participar precisa só de energia e fôlego, porque promete! É gratuita a entrada, mas sujeita à lotação do espaço. Então, programe-se:

 

 

Batalha final dos Slam’s (Slam -Ba)

Quando: 29 de Outubro (domingo), 18h

Onde: Cenpah (Centro de Pastoral Afro), Novo Horizonte – Sussuarana.

Entrada Gratuita

#OparáSaberes – Carla Akotirene, da revolta à ascenção negra em Mestrados e Doutorados!


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Foto Andreia Magnoni

Ela é assistente social, recém integrada no quadro de docentes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), pesquisadora da Epistemologia Feminista Negra, Mestra, Doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo (UFBA) e idealizadora do Opará Saberes.

Opará é uma iniciativa que visa auxiliar estudantes negros e negras nos cursos de nível superior nas Universidades estaduais e federais. Carla Akotirene é nossa entrevistada e falou pra nós sobre a iniciativa, que chega a sua 2ª edição na próxima terça-feira (24). Confira:

Portal Soteropreta  – De onde veio a ideia do Opará Saberes?

Carla Akotirene – Duma revolta intelectual, vontade de superar aquela inércia política durante o Mestrado, quando eu era única negra da turma e perdia nas disputas de cosmogonias e pensamento. Apesar de ter feito dissertação denunciando o racismo institucional imposto às mulheres negras encarceradas, nada de substancial estava fazendo para trazer outras negras para o Mestrado/Doutorado e, assim, aumentar o front. Na graduação havia idealizado o NUMAR – Núcleo Matilde Ribeiro, proporcionando discussões curriculares antirracistas e de gênero para o Serviço Social mas, no Mestrado, a apatia impediu de ajudar com unhas e dentes outras mulheres.

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Portal Soteropreta  – O que te deu o gatilho para criar esta formação?!

Carla Akotirene – Quando a jornalista Sueide Kintê lançou a “Campanha Mais Amor em Nós”, fiquei tocada no espírito. Após um banho de rio comentei com a historiadora Viecha Vinhático sobre a ideia de fomentar outras epistemologias às candidaturas de Mestrado e Doutorado, especialmente àquelas dedicadas nas pesquisas sobre racismo institucional, violência letal e encarceramento de mulheres negras. Sonhei, então, com a ideia do Opará Saberes, como yabá disposta a enxergar outros conhecimentos, não olhando exclusivamente para mim. Escrevi para as professoras Zelinda Barros, Ana Flauzina, Denise Carrascosa, Claudia Pons, Emanuelle Góes, Denize Ribeiro, Ana Claudia Pacheco e Elisabete Pinto, que aceitaram prontamente a instrumentalizar candidaturas negras para seleções de Mestrado e Doutorado. Ainda com Josane Silva, Dayse Sacramento, as parcerias foram se estabelecendo.

Portal Soteropreta  – O que o Opará Saberes trouxe para nós?

Carla Akotirene  – Estima-se 20 aprovações no Mestrado e Doutorado após a iniciativa. Dentre elas, Vagner Rocha no Doutorado CEAO/UFBA, Monica Santana em Artes Cênicas e Shirlei Sanveja no Mestrado PPGNEIM, esta que agora será uma das formadoras nesta segunda edição.

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Portal Soteropreta  – O que você espera deste novo Ciclo?

Carla Akotirene – Consolidar a plataforma moodle criada pelo Grupo Gira- UFBA, parceiro da Opará Saberes, como ferramenta colaborativa para revisar projetos e socializar glossário de conceitos chave nas provas teóricas dos estudos feministas e das ciências sociais aplicadas. Nesta ferramenta, vamos direcionar os projetos para pesquisadorxs afins. A prova de proficiência em língua inglesa, por exemplo, contará com a Dra. Raquel Luciana, tão conhecida pela tradução política. Outro ponto é a abordagem psicossocial da Rede Dandaras. Laura Augusta foi uma das parceiras no primeiro ciclo e agora vem como psicóloga nesta edição.

No dia 24 de outubro, o 2º Ciclo Formativo Opará Saberes será aberto pela conferência “Teoria do Pensamento Branco: Branquitude e Branquidade”, com o professor Lourenço Cardoso, às 14h. Será no auditório do Pavilhão de Aulas I (PAF I), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro Ondina. Só chegar!

 

Tem muito mais, veja programação: 

#OparáSaberes – Djamila Ribeiro trará o “Pensamento de Simone de Beauvoir sob o olhar de uma filósofa negra”!

#OparáSaberes – Djamila Ribeiro trará o “Pensamento de Simone de Beauvoir sob o olhar de uma filósofa negra”!


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Foto Loiá Fernandes

Dar suporte teórico e metodológico a estudantes negros e negras nos cursos de nível superior nas universidades estaduais e federais. Este é o objetivo do projeto Opará Saberes, que chega a sua 2ª edição com palestras focando epistemologias feministas, afrocêntricas e decoloniais.

No dia 24 de outubro, o 2º Ciclo Formativo Opará Saberes será aberto pela conferência “Teoria do Pensamento Branco: Branquitude e Branquidade”, com o professor Lourenço Cardoso, às 14h. Será no auditório do Pavilhão de Aulas I (PAF I), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro Ondina. Só chegar!

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Neste mesmo dia, às 17h, será a vez da feminista Djamila Ribeiro, com o tema “O Pensamento de Simone de Beauvoir sob o olhar de uma filósofa negra”.  Já no dia 6 de novembro, será a vez do Dr. Hélio Santos abordar a discussão sobre “O Feminismo Negro como vetor para o Desenvolvimento do Brasil: um contraponto ao racismo institucional”. Com o apoio do Opará Saberes, 20 estudantes foram aprovados em seleções.

Nesta edição, terá a participação da Rede Dandaras, que auxiliará na abordagem psicossocial junto às candidaturas. Já a preparação instrumental para provas de inglês e língua portuguesa terá orientação da tradutora, Dra. Raquel Luciana Souza. 

A Opará Saberes vem como  fonte contra o epistemicidio, para valorizar o pensamento decolonial, as epistemologias feministas das africanas,  os astros e todo céu  sabendo que aquele símbolo fêmea, chamado de vênus, na verdade é Osum. Lutamos por monografias, teses e dissertações capazes de responder pautas como aborto, feminicídio, encarceramento, mas para isso as ferramentas teóricas não podem mais ser as da Casa Grande. – Carla Akotirene

Terá suportes teóricos sobre Criminologia Crítica, Direito e Racismo, sob o comando das formadoras – e advogadas – Gabriela Ramos e Tatiana Emília Dias, ambas do Programa Direito e Relações Raciais da UFBA. Terá também Dr. Cristiano Rodrigues, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que irá colaborar e acompanhar projetos voltados aos estudos feministas, gênero e mulheres, ao lado das Dras. Ângela Figueiredo, Zelinda Barros e Cristiane Souza.

QUER PARTICIPAR?

O evento é aberto ao público com inscrições até 9 de novembro (lá no local), e contribuirá para que outras pessoas, assim como as vinte aprovadas após a primeira edição do Opará Saberes, possam encarar o desafio e permanecer nessa luta política contra a invisibilidade negra.

PROGRAME-SE!

Quando?  24 de outubro a 09 de novembro de 2017

Onde? Faculdade de Arquitetura (outubro) e PAF I, Auditório da UFBA, Ondina, Salvador/BA (novembro)

Quem pode participar? Aberto ao público – Inscrições lá no local, nos dias. 

Certificação:  Oito horas (08h) por módulo

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Vai ter novo show de Luedji Luna no Teatro Vila Velha!


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No dia 22 de outubro, a cantora Luedji Luna apresentará seu novo show “Cais e Sais”, com releituras das canções do compositor baiano Cal Ribeiro, além de canções de autoria própria. Grande referência para sua música, o cantor e compositor Cal Ribeiro tem mais de 20 anos de carreira e várias indicações a prêmios e festivais.

Luedji estará na VIII edição do Festival A Cena Tá Preta, projeto do Bando de Teatro Olodum, que este ano será marcado pela forte presença da arte produzida por mulheres e dos discursos pela diversidade de gêneros e orientações sexuais. Serão 10 dias de programação (de 13 a 22 de outubro de 2017), reunindo no Teatro Vila Velha artistas da música, literatura, teatro, dança, moda, cinema e performance.

#ACenaTáPreta – Festival no Vila Velha terá oficinas diversas! Inscreva-se!

Neste show, Luedji revisita as músicas que embalaram sua infância,a partir do contato direto com o compositor. Cais e Sais traz na sua formação os músicos Francisco Cerqueira (bateria), Zinha Franco (baixo), Marlon Silva (violão) e Spike Bpl (guitarra). Um show intimista onde a compositora expõe o seu lado intérprete, além de trazer canções próprias tão queridas pelo público.

VAMOS!?

INGRESSOS: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)

Quando: 22/10 (domingo), 19h

Compre AQUI SEU INGRESSO!

Vai ter “Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo” no Teatro Sesc Senac Pelourinho!


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O Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas volta a Salvador para apresentar o Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo, ação com seis espetáculos solos interpretados pelos atores Antônio Marcelo, Daniel Arcades, Fabíola Júlia, Nando Zâmbia, Sanara Rocha e Thiago Romero.

Parte do projeto OROAFROBUMERANGUE, Natas em Solos é um projeto artístico-investigativo-formativo que consiste apresentação de seis solos concebidos e realizados pelos intérpretes/criadores do NATA a partir das pesquisas cênicas individuais destes artistas.

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Os espetáculos

As Balas Que Não Dei Ao Meu Filho de Antônio Marcelo (09/11), Iyá Ilu de Sanara Rocha (10/11), Impopstor de Daniel Arcades (11/11), Rosas Negras de Fabíola Nansurê (16/11), Mundaréu de Thiago Romero (17/11) e Gbagbe de Nando Zâmbia (18/11).

Os ingressos das apresentações estão a preços populares R$ 20 e R$ 10,00. O Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo e o OROAFROBUMERANGUE têm a produção executiva da Modupé Produtora.

O Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo ocorrerá de 9 a 18 de novembro (quinta-feira, sexta-feira e sábado, às 20h), no Teatro Sesc Senac Pelourinho.

Youtuber do “Fala aí, Ninha?!” lança quadro para crianças no canal!


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Fala aí, Ninha?!

Já viu esse canal do Youtube? É da youtuber, Mariana Brito, que publica vídeos novos todas as quintas-feiras há mais de um ano. Com temas polêmicos, Mariana agora investe no público infantil.

Às terças-feiras, os vídeos serão para este público. “Sabendo que elas estão cada vez mais conectadas e os seus ídolos também são Youtubers e/ou Influenciadores, questionei como eu poderia contribuir de forma positiva na vida deles”, diz.

Com o quadro “Canto dos Contos”, Mariana trará um novo cenário com referência ao nordeste: terá trilha sonora especial e elementos que ajudarão a contar as histórias. “Nesses vídeos serão contadas histórias africanas e afro-brasileiras,como o “Porque o Sol e a Lua foram morar no Céu” e a do moço que se chama “Exu”. Todas as histórias foram selecionadas buscando conteúdos educativos e informativos, como por exemplo, “A história da menina que não respeitou a tradição Ntonjane e o que aconteceu com ela.”, que mostra a consequência da falta de obediência de forma linda e pura”, explica Mariana.

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Quer conhecer?!

No próximo dia 20 de outubro (sexta-feira), a youtuber lançará este novo quadro em evento na Casa do Benin (Pelourinho), a partir das 18h. Vamos lá, conferir? Free!

 

Fala aí, Ninha?!

#OpiniãoPreta – A multiplicidade discursiva da Flica 2017! – Por Manuela Barreto


Convidada pelo amigo e pesquisador, Marielson Carvalho, fui à Flica – Festa Literária Internacional de Cachoeira. Encontrei um espaço de diversidade cultural de tal riqueza que abarcava até mesmo os corpos artísticos extraoficiais, aqueles que não são esperados, mas que, como comunidades que se aglomeram em organismos próprios, identitários, afirmam-se na qualidade de movimentos da cultura.

E o que é cultura? Do latim, cultus, ato, efeito ou modo de cultivar. Neste festival, plantando-se, tudo dá, e é por esse caminho que transito por alguns espaços que cultivam outras culturas, as quais não estão necessariamente no repertório temático oficial da Flica.

Aconteceu sua sétima edição,embora não tenha dito, não tive o privilégio de estar nas edições anteriores, tive o de presenciar uma revolução na ordem do discurso hegemônico, patriarcalista, etnocêntrico da cultura, pois mulheres negras predominaram nos atos enunciativos do dia 07/10/17, sábado, na cidade de Cachoeira-Ba, sem deixar de dar licença às outras vozes.

No entanto, seguirei o roteiro de minha própria viagem pela Cachoeira Cultural. Na chegada, beijo o chão de Cachoeira, e vou direto ao encontro de“Residências artísticas: o impacto criativo na vida dos artistas da palavra”, com escritores selecionados nos editais de residência artística para escritores no Instituto Sacatar nos anos de 2014, 2015 e 2016.

Depoimentos sobre a experiência de produção artística no Instituto Sacatar, com residência na Ilha de Itaparica-Ba, deixam-me com a sensibilidade aguçada, artistas que estiveram ali, experimentando o fazer artístico de corpo e alma, desafiando as próprias fronteiras de ser artistas e residir, durante três meses, num espaço de encontro entre sujeitos com uma mesma meta e percursos peculiares, o projeto de intercâmbio cultural num espaço baiano é de extrema produtividade e interação.

De primeira, perscruto as vivências de Marielson Carvalho na Ilha, em que surge, além de uma obra publicada sobre Dorival Caymmi e Xavier Marques, uma personagem nativa, Marieta, que relata sobre suas experiências com o mundo de lá do outro lado da ilha. E o que dizer da escritora sacatarinense, Luciany Aparecida, que, através de performances diárias, do cotidiano, viveu esse fazer artístico até suas últimas consequências, atuando em cada espaço imaginário por ela inventado.

Por sua vez, Deisiane Barbosa, em busca de suas Teresas, encontrou a acolhedora Tesesa Ilha, uma maré poética!  E demais artistas, que se tornam sacatarianos, Bruce Odland, Sam Auinger, GlebSkubachevski, Joseph Cavalieri, Mauricio Adinolfi, Pedro Lemes, Tom Correia.

Despeço-me do Sacatar com a sensação de que produzir cultura através das artes tem seus espaços de acolhimento e licença para o fazer artístico, em plena Bahia.

Após almoçar uma típica maniçoba, no restaurante Pai Thomas, cuja senha do wi-fi – não deixo de atentar para esse fato – é o vocábulo literatura, e o próprio nome é inspirado no romance de Harriet Beecher Stowe – que trata da questão do negro, do ser humano como propriedade do outro – saboreio um bolinho de maniçoba típico da região de cultura de matriz, essencialmente, africana.

Transito entre as praças de Cachoeira, onde acontecem recitais poéticos, coletivos de poesia, e todo tipo de ação livre voltada para cultura e arte popular. Encontro com o Coletivo Atuar e outros coletivos, poetas da praça, do fazer literário em centros de cultura e formações identitárias nômades.Eis o outro lado da Flica, menos formal, pouco patrocinado e resistente, visto que as culturas renascem da própria cultura.

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Palmas! Mas o espetáculo ainda não terminou, direciono-me à mesa temática Escrita de Resistência Contra os que Desejam Sufocar a Nossa Voz, de extrema importância para conferir visibilidade ao debate sobre a condição do negro e da mulher no Brasil atual.

Fim de tarde. Deparo-me com uma dissonante música eletrônica, espanto-me diante de todo aquele cenário, é o Street dance, é o EX13 Dança de Rua, formado por, aproximadamente, 30 jovens do município de Cachoeira–Ba, estudantes da rede pública, de ensino fundamental e médio, e da universidade pública. Ouço alguém dizer‘aqui é festa literária e não de cultura eletrônica’. Pensei comigo mesma, a literatura de resistência do Festival em Cachoeira-Ba ainda irá abarcar territórios mais vastos, hip-hop, rap, slams, a cultura da periferia e demais potências criativas ainda pouco legitimadas.

Texto de Manuela Barreto

Email: [email protected]