Cantor Juraci Tavares celebra 10 anos de carreira com shows no Gamboa Nova!


juraci tavares

O Teatro Gamboa Nova recebe, nos dias 18 e 25 de fevereiro, o cantor Juraci Tavares, que celebrará 10 anos de carreira com o show Juraci Tavares: Dez Anos Umbilicando Música e Poesia Afro Diaspórica e Carnaval.

Além de canções de sua autoria e parceiros, Juraci também cantará músicas do maestro Moacir Santos e de Milton Nascimento. No palco, através dos ritmos e letras das canções, o cantor mostrará a importância do continente africano para o mundo.

Juraci convidará para o palco, os blocos Rodante, DHojeaOito, Segura e Ataca e Tambores do Mundo.

 

Teatro Gamboa Nova
Horário – 17h
Dias – 18 e 25 (domingos)
R$20 /10
Livre

Coro Oyá Igbalé está com inscrições abertas para para 20 cantores!


Coro Oyá Igbalé

O Departamento de Educação do Campus I da UNEB abre vagas para o Coro Oyá Igbalé, projeto vinculado ao Grupo de Estudos em Estética e Contracultura (GEEC) e ao Grupo de Estudos e Pesquisas da Memória Afro-baiana (GEEPMAB). Serão selecionados 20 cantores voluntários (homens e mulheres), que serão integrados ao grupo a partir do dia 1º de março. As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas até dia 17 de fevereiro. A participação no Coro é voluntária.

A seleção será coordenada pela professora Julice Oliveira será realizada em três etapas: pré-seleção mediante análise dos formulários, entrevista e audição. Os selecionados na primeira etapa terão a possibilidade de participar de oficina de canto.

Podem se inscrever pessoas com idade mínima de 18 anos – professores, alunos e funcionários da Uneb, além de integrantes da comunidade. Os candidatos não precisam ter experiência em canto ou ter participado de outros corais.

Oportunidades

Em 2018, o Coro Oyá Igbalé montará os espetáculos: Águas de Flor (dezembro), Encantados: Amor e Devoção (maio) e O Coro Oyá Igbalé canta os Ticoãs (setembro). O Coro Oyá Igbalé também fará uma apresentação em março no Fórum Mundial Social, dia 14 de março.

Quando

Os ensaios regulares acontecerão sempre às quintas-feiras, das 13h30 às 17h. Os ensaios extras e demais atividades nos outros dias da semana. A inscrição é gratuita e pode ser realizada aqui. 

O Coro

O Coro Oyá Igbalé é uma ação afirmativa que defende a difusão e popularização da música sacra afro-brasileira. Atua nas áreas de educação e cultura e, desde a sua fundação, integra a comunidade acadêmica da UNEB e a comunidade externa, em especial pessoas das comunidades tradicionais do Candomblé e docentes da educação básica.

I Sarau De Boa leva música, artistas e a Feira Yá Elegbara pra Lagoa do Abaeté!


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Neste domingo (18), a partir das 15h, a Lagoa do Abaeté, em Itapoan, receberá a primeira edição do Sarau De Boa, uma iniciativa do Ilê Axé Abassá de Ogum e da cantora Savannah Lima.

O Sarau tem o objetivo de chamar a atenção das autoridades para o abandono cultural e social do local a partir de uma ocupação artística. Na ocasião, estarão presentes as cantoras Savannah Lima, Carla Lis e os cantores e musicistas, Jubiraci Bastos, Amadeu Alves, Jonga Lima, Vérciah, e Jakaré Batera, além da participação do palhaço Raphael Ruvenal. O convite é pra toda família, terá música e mais uma edição da Feira Yá Elegbara, projeto da ialorixá Jaciara Ribeiro que reúne artesãs e empreendedoras da região.

“O intuito é realizar o Sarau a cada 15 dias em pontos de Salvador que julgamos ser importantes e carentes de incentivo à manifestação cultural por parte dos órgãos de cultura, da Prefeitura e Estado”, diz a cantora Savannah Lima. 

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Savannah Lima

Se ligue!

O que: Sarau de Boa no Abaeté

Onde: Lagoa do Abaeté – Itapoan

Quando: Dia 18 de fevereiro (domingo), a partir das 15h

Gratuito

O Rappa se despede da Bahia com show na Arena Fonte Nova!


O-Rappa em Salvador
Divulgação

Depois de 25 anos de carreiraO Rappa anunciou sua parada. O último show em Salvador acontece no dia 23 de março, na Arena Fonte Nova, com abertura dos portões às 20h30. A noite ainda contará com o sound system da BaianaSystem.

“Parar está sendo uma decisão unânime e de muita maturidade. Entendo que todos devemos inclinar nossos esforços para mostrar aos nosso fãs novos projetos, álbuns e parcerias. O público terá muito para se deleitar e descobrir em cada um de nós, individualmente, o que soava como um todo.” Afirma Xandão, guitarrista e fundador do O Rappa.

Serviço​

 O Rappa com apresentação do BaianaSystem

Data: 23 de março

Local: Arena Fonte Nova

Endereço: Ladeira da fonte das pedras s/n

Abertura dos portões: 20h30

Censura: 16 anos 

Ingressos 1º lote: 

PREÇOS POR SETORES MEIA-ENTRADA INTEIRA
Frontstage R$120,00 R$240,00
Arena R$ 60,00 R$ 120,00

– Valores de Ingressos referente a meia entrada sujeitos a alteração de preços sem aviso prévio.

 – Meia-entrada: Obrigatória a apresentação de documento que comprove o benefício na compra e na entrada do show. Estudantes, professores, idosos e deficientes físicos.

-Para compras realizadas através do site, é aceito, como forma de pagamento, somente os seguintes cartões de crédito: VISA, MasterCard, Diners, American Express e ELO.

– Os ingressos poderão ser parcelados em até 3X.

 PONTOS DE VENDAS

 Vendas on-line:  http://www.eventim.com.br/

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BR – 41510-000 Salvador

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Rolê “Bonde Preto” mobiliza ativistas e cinéfilos pra estreia de “Pantera Negra”!


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O Coletivo Pantera Negras, em parceria com o Espaço Glauber Rocha de Cinema, realiza, nesta quinta-feira (15), o
Bonde Preto na Estreia Do Filme Pantera Negra, em Salvador. Será um rolezinho para a estréia do filme Pantera Negra, que traz a história de T’Challa, príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as habilidades do herói, estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados.
Em SP, no último dia 6, a iniciativa ganhou o Cinépolis JK Iguatemi. Veja aqui análise de Dominique Azevedo sobre o evento, no Portal Correio Nagô.
Em Salvador, o rolê será no Glauber Rocha, ali na Castro Alves. Será às 20h e ingressos estão sendo vendidos com condições especiais pra quem está no Grupo do Facebook.
“Dessa forma, apesar de obviamente ainda não podermos construir uma crítica consistente ao filme Pantera Negra, sabemos que o fato de ser construído colocando negrxs nos mais diferenciados papéis e nas mais diversas etapas de construção, ou seja, na condição de sujeito, faz dessa produção um diferencial de extrema relevância sobretudo para a população soteropolitana que é majoritariamente negra. Ir de forma lúdica, porém, ideologicamente e simbolicamente organizada, para a estreia de Pantera Negra é se posicionar sobre a relevância de preencher uma lacuna no que tange a disputa por narrativas e de que a representatividade importa!”, dizem as organizadoras.
O Coletivo Panteras Negras foi criado pelas ativistas: Paula Nascimento, Alessandra Novaes, Mariana Queiroz, com a colaboração de Aline Silva.

 

COMO VAI SER EM SSA:
Quem vai pro Rolê tem que prestar atenção no Grupo criado no Facebook para organizar. Clique aqui!

Filme sobre a “Maestrina da Favela” será lançado em Salvador!


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Elem De Jesus Silva         Fto Catarine Brum

 

Elisete “Elem” De Jesus Silva. Uma jovem soteropolitana com a missão de libertar crianças de uma vida de drogas e violência no Pelourinho. Essa história será contada por meio do filme “Maestrina da Favela”, dirigido por Falani Afrika – cineasta afro-americana que se dividiu entre Salvador e EUA por 10 anos para filmar o documentário de 80 minutos. Nele, a garota Elem, de 8 anos se torna a jovem de – hoje – 23, líder artística e social de mais de 25 garotos e garotas que vivem na favela da Rocinha, localizada no Centro Histórico de Salvador. Falani e Elem cresceram juntas neste processo, hoje são grandes amigas e preparam o lançamento do resultado disso tudo, em 24 de fevereiro, aqui em Salvador. O Portal Soteropreta entrevistou Falani, conheça essa história:

 

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Elem da Silva de Jesus  Fto Marcelo de Troi

Portal SoteroPreta – Como você conheceu Elem e seu trabalho?

Falani Spivey – Cerca de dez anos atrás, enquanto estudava na Universidade Howard, conheci Rosana Chagas, que era uma estudante de intercâmbio e me convidou para visitá-la em Salvador. Eu vim durante o mês da Consciência Negra, com uma câmera semi-profissional para documentar minha experiência. Na minha primeira noite em Salvador, Rosana levou-me a Rocinha para vislumbrar uma comunidade que era muito resistente no processo de gentrificação. Fui recebida por Dona Nilzete,que me fez sentir em casa. Passei um mês em Salvador fazendo entrevistas e, na época, eu queria muito fazer um filme sobre 9 jovens da diáspora de volta ao Gana. Mas na minha última noite em Salvador, voltei para Rocinha para dizer a dona Nilzete adeus e foi quando conheci sua filha Elem. Pedi-lhe que me acompanhasse pela comunidade na manhã seguinte antes do meu voo. Quando eu apareci com a câmera, não tinha ideia de que ela teria uma banda.

Ela começou a organizar as crianças e fizeram um show, fiquei cativada porque essa jovem estava no comando de um grupo de percussão. A entrevistei e posso dizer que ela era sábia para além de seus poucos anos. Saí no mesmo dia em que a filmamos e, assim que voltei aos EUA, comecei a angariar fundos para voltar e continuar filmando seu trabalho como ativista da comunidade.

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Falani e Briana Johnson – Dir.Fotografia/Prod.Executiva   Fto Marcelo de Troi

OUÇA ELEM: 

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Fto Marcelo de Troi
Portal SoteroPreta – Como Elem marcou você e o que a levou a ter a ideia do doc?
Falani Spivey –  Nos conectamos porque me senti muito ligada a sua mãe, Dona Nilzete, de quem era amiga antes de conhecê-la, então nosso relacionamento começou como amigas da família. Antes de mim, muitas pessoas filmaram seu trabalho, eu sou apenas aquele que escolheu continuar filmando ano após ano. Para ser sincera, não tinha ideia do que estava fazendo, pois esse é o meu primeiro filme. Me sentia conectada a Elem como uma mulher negra que cresceu na epidemia de crack em uma cidade de maioria negra, Washington, DC. Compartilhamos experiências similares.
Quando a vi aos 13 anos de idade, vivi de forma indireta por meio de seu trabalho.O crack é uma guerra química que o governo implantou em nossas comunidades e testemunhei três gerações nos EUA serem destruídas por essa droga. Ver uma jovem que combate a epidemia de crack e o racismo através da música, foi muito inspirador e foi o que provocou o documentário Maestrina da Favela.
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Acervo Pessoal de Elem

 

Portal SoteroPreta – Como você realizou este filme, quem a apoiou e como se deu essa filmagem BRASIL-EUA?
Falani Spivey –  Estou fazendo esse filme com a força da minha família e comunidade. Até hoje não recebi apoio financeiro de grandes instituições. Utilizei meus próprios fundos, tive amigos que abriram suas casas para que eu ficasse em Salvador. Eu também tenho feito “fish fries” com minha mãe nos EUA, que é uma tradição negra norte-americana para levantar fundos para projetos, contas, taxas escolares ou funerais. Nos últimos três anos, trabalhei com um coletivo de cineastas de mulheres negras que investiram seu próprio dinheiro, habilidades e equipamentos para tornar o filme mais profissional. Há cerca de seis meses, fui ao Blackstar Film Festival na Filadélfia, Pensilvânia, e uma linda senhora – Dra. Derby – patrocinou a pós-produção. Nunca tive um “orçamento” para trabalhar com o filme, mas os fundos chegaram pouco a pouco. Mais importante ainda, foi com o apoio de pessoas da Bahia, como Rosana Chagas, Urânia Munzanzu, Iris de Oliveira, Patrícia Magalhães, Felipe Brito, Renata Dias e Luedji Luna, que continuei o projeto. Todos entendem que eu sou uma mulher negra marginalizada em uma indústria de filmes masculinos dominados por brancos.
Estou tão agradecida por ter nascido uma mulher negra e saber que pessoas como Marcus Garvey abriram o caminho para que nos juntemos globalmente para fazer a diferença. Eu não me vejo como americana, sou uma pessoa de descendência africana nascida na América, há uma grande diferença em ser americana e afro-americana. Eu acho que tanto Elem quanto as pessoas que me ajudaram a fazer esse filme entenderam que somos todos um, com apenas uma língua diferente.
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Portal SoteroPreta – O que este filme significa pra você?

Falani Spivey – Este documentário significa muito para mim porque é um filme criado por uma equipe de mulheres negras contando a história de outra negra. Embora tenha sido um desafio financiar o filme, estou muito feliz por ter controle total sobre o projeto e orgulhosa de dizer que este é o nosso filme. Durante muitos anos, nossas histórias foram contadas e controladas por pessoas brancas. Os tempos mudaram e estamos escrevendo nosso próprio destino. Este filme é dedicado a todas as mulheres negras em todo o mundo lutando para fazer uma vida melhor para as gerações futuras. Este filme não é exclusivamente meu, pertence à África e seus filhos da diáspora.

OUÇA ELEM: 

 

SERVIÇO

Lançamento filme “Maestrina da Favela”, um filme de Falani Spivey (EUA)

Quando: Dia 24 de fevereiro (sábado), 17h

Onde: Sala Walter da Silveira (Barris)

Aberto ao público

Saiba mais sobre o filme aqui: maestrinadafavela.com