Jovens de Lauro podem se inscrever nas oficinas de Grafitte do Coletivo Cultural Ibomin!


Coletivo_Cultural_Ibomin

Até do dia 6 de dezembro, adolescentes do município de Lauro de Freitas poderão se inscrever nas oficinas de Grafitte do Projeto Ancestralidade e Novas Narrativas: a iconografia do candomblé na estética do Grafitte. Tem que ter entre 12 e 18 anos, ser negro/a, residir no município e pertencer a alguma comunidade religiosa de matriz africana.

O Projeto, que tem a co-realização do Coletivo Cultural Ibomin, realizará 20 horas de oficinas teóricas e práticas da linguagem, além de bate-papos com representantes da religião sobre os significados dos símbolos, cores, números, etc. Ao final, os adolescentes produzirão peças artísticas que resultará na produção de uma mostra itinerante.

As inscrições são presenciais e devem ser realizadas entre segunda e quarta-feira, das 10 às 16hs, no Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin, localizado na rua Bela Vista, 21, Queira Deus, Portão, Lauro de Freitas. Para tanto, o adolescente deve comparecer ao local portando carteira de identidade ou certidão de nascimento e comprovante de residência.

O Projeto Ancestralidade e Novas Narrativas tem o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do edital Calendário das Artes 2017, Fundação Cultural do Estado Bahia – FUNCEB e Secretaria de Cultura da Bahia – SECULT.

 

Serviço:

O que: Inscrições para Oficinas de Grafitte

Quando: Até o dia 06 de dezembro, das 10 Às 16 horas

Onde: Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin (rua Bela Vista, 21, Queira Deus, Portão, Lauro de Freitas – próximo ao Galpão Malibu I)

Quem: adolescentes entre 12 e 18 anos, residentes em Lauro de Freitas, negros/as e pertencentes a religiões de matriz africana.

Contatos:

Coletivo Cultural Ibomin – (71) 3369-2698

Programa Corra pro Abraço promove Sarau com poetas, escritores e músicos nesta quinta (30)!


corra_pro_abraço
Foto: Camila Souza/GOVBA

O Programa Corra pro Abraço realiza hoje (30) de novembro, o evento Poesia Marginal – Quem sou eu? Negritude nasce e gira arte!, das 15h às 19h, na Praça do Campo da Pólvora, Nazaré, em Salvador (BA). O objetivo é a partir de diversas expressões, despertar, conhecer e visibilizar a produção artística negra nas ruas, trabalhando resistência, voz, protesto e protagonismo destas pessoas, promovendo reflexões sobre identidades e pertencimento.

O evento contará com batalhas de poesia e rap e a participação de artistas e coletivos. Também haverá concurso de poesia entre os assistidos do programa.

Já confirmaram participação a poeta Livia Natália, o escritor Jairo Pinto, a escritora Joana Flores, a jornalista e idealizadora do Mais Amor Entre Nós, Sueide Kintê, o poeta Tiago Gato Preto, o grupo JAER – Juntos pela Arte e Educação na Rua, o artista Antônio Costa, os atores Leno Sacramento e Sergio Laurentino, do Bando De Teatro Olodum, os grupos Batalha no Park e Arte Popular A Pombagem, o Coletivo Atuar e o Coletivo ZeferinaS.

Para Trícia Calmon, coordenadora pedagógica do Corra pro Abraço, um dos principais intuitos a ser alcançado com essa intervenção urbana é refletir sobre os sentidos da poesia marginal, partindo de onde vem e sua construção. “É importante fomentar a produção artística junto aos assistidos do programa, visibilizar a produção de quem já se expressa a partir da poesia e da música na rua e reunir artistas, poetas e músicos, negros, junto a esses sujeitos que a partir da rua vão contando suas histórias”, conclui.

O Programa Corra pro Abraço, iniciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SJDHDS), já utiliza em sua metodologia de trabalho cotidiana debates sobre enfrentamento ao racismo e relações raciais. E, neste mês, intensifica a discussão em suas atividades de arte-educação e comunicação, como leitura e interpretação de músicas, contação de histórias e leituras de poesia marginal.

12ª Caminhada da Unesamba pede branco e pauta a paz este domingo (3)!


caminhada_do_samba
Foto Margarida Neide (A Tarde)

O Dia do Samba (2/12) será celebrado até domingo – 3 de dezembro – quando será realizada a 12ª Caminhada do Samba da Unesamba. Será nas ruas do Centro de Salvador e terá como tema o combate a toda forma de violência. Começará às 13h, com nove trios dos blocos que integram a União das Entidades de Samba da Bahia (Unesamba), saindo do Campo Grande.

A proposta é que todo folião vá de branco para cobrir todo o trajeto do desfile com a energia da paz. A troca de camisetas por uma lata de leite em pó já pode ser realizada na sede do Reduto do Samba (R. Amparo do Tororó, nº 101, Nazaré), na sede do Bloco Alvorada (R. da Independência, 68 2º andar, Nazaré. Contato: 3322-3684) e na do Alerta Geral.

“Além da nossa história de resistência em manter a tradição e fortalecer a presença do samba baiano no Carnaval de Salvador, a Caminhada do Samba também levanta a discussão sobre temas que, também, estão incluídos na nossa bandeira de luta como o combate à violência contra a mulher”, disse o diretor de eventos do Proibido Proibir, Luizinho.

A concentração será no Campo Grande e o encerramento acontece na Praça Castro Alves. A Unesamba foi criada em 2005 com o objetivo de preservar a origem e essência do samba na Bahia, profissionalizar e fortalecer as entidades que atuam no gênero e são destaques da quinta, sexta e sábado de Carnaval.

Atrações:

Alvorada (Bambeia), Alerta Geral (Miudinho), Pagode Total (Pagode Total e É o Tchan), Amor & Paixão (Movimento), Reduto do Samba (Deny Palma), Vem Sambar (Fora da Mídia), Samba Popular (A Grande Família), Proibido Proibir (Fuzukda) e Q Felicidade (Patrulha do Samba).

SERVIÇO

O que: 12ª Caminhada do Samba da Unesamba

Onde: Campo Grande até a praça Castro Alves

Quando: 3 de dezembro, domingo, a partir das 13h

Festival Samba de Beco em Beco tem edição especial neste sábado (2)!


Gal do Beco

Seguindo a tradição da Bahia há 45 anos, 2 de Dezembro será comemorado mais um dia do Samba. Nesta data tão importante realizaremos uma edição especial do projeto “Festival Samba de Beco em Beco”, às 19h, no Casarão 26 (Ladeira do Passo, Nº 26 – Sede do Afoxé Filhos do Korim Efan), com entrada gratuita, no Pelourinho.

Com muita música, alegria e samba no pé, Gal do Beco, receberá como convidados o Grupo Botequim, Carla Lis, Melodia Costa e o Samba de Roda do Recôncavo. A noite promete reafirmar que o samba nasceu na Bahia, nas rodas de samba e batucadas realizadas nas senzalas do Recôncavo Baiano, além de resgatar e salvaguardar nossas origens, mantendo viva a memória nacional da cultura brasileira.

O “Festival Samba de Beco em Beco” conta com o patrocínio do Fundo de Cultura, através das Secretarias de Cultura e da Fazenda do Governo do Estado da Bahia e com apoio do Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI.

 

SERVIÇO:

“Festival Samba de Beco em Beco”

Gal do Beco e Convidados 

Grupo Botequim, Carla Lis, Melodia Costa e o Samba de Roda do Recôncavo

02 de Dezembro (sábado) de 2017 às 19h, entrada franca

Ladeira do Passo, Nº 26 – Sede do Afoxé Filhos do Korim Efan – Pelourinho

Doc “Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá” revive a história do mestre!


Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi (Foto Hans Herold)
Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi (Foto Hans Herold)

Dirigido por Emilio Le Roux, Hans Herold e Silvana Moura – com produção executiva de Djane Moura Cruz – o documentário Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá revive a história do sacerdote através das memórias e relatos dos membros do terreiro Asipá e de sua família, pessoas que conviveram bem de perto com ele.

Com apoio da SEPROMI, da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá e da Associação Beneficente Cultural e Carnavalesca Bloco Afro Idará, o lançamento do filme será no dia 30/11, às 19h30, na Sala Walter da Silveira – Barris. Entrada Franca.

Os diretores conheceram Mestre Didi (1917-2013) há alguns anos, começaram a frequentar o Asipá e ficaram fascinados com a sua sabedoria, elegância e grandeza. Incentivados por José Félix neto do escultor, aceitaram o desafio da homenagem.

“Mestre Didi é um dos grandes nomes da cultura brasileira, um sábio, conhecedor profundo do culto aos egungus, do candomblé. Tentamos mostrar esses talentos múltiplos do Mestre: sacerdote, artista, escritor, dramaturgo, educador… É um dos grandes brasileiros do século XX, precisa ser conhecido nesse país. Sua vida é um exemplo! Ele viveu para preservar a herança dos seus ancestrais, logo temos que preservar o legado desse ser incrível”, explica a jornalista e diretora Silvana Moura.

Serviço:
Lançamento do documentário Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá
Local: Sala Walter da Silveira – Biblioteca Pública dos Barris – Rua Gen. Labatut, 27 – Salvador – Bahia
Dias: 30/11
Horário: 19h30
Entrada franca

Projeto Latitudes Latinas reunirá artistas das periferias em diversas linguagens!


la_frida
La Frida

Difundir as artes, as culturas e o pensamento crítico latino americano é parte dos objetivos do projeto Latitudes Latinas (IHAC/UFBA) nos seus 10 anos de atividade. O projeto comemora uma década de existência com um festival entre 30 de novembro a 2 de dezembro, no Centro Cultural Plataforma, na praça São Braz, no bairro de Plataforma. O evento acontece junto à iniciativa Rede ao redor: encontro de artes das/nas periferias, que é um dos desdobramentos das ações que conectam coletivos artísticos de bairros periféricos de Salvador.

 

A iniciativa pretende reunir artistas de diversos bairros da capital baiana, com linguagens que transitam pela música, performance, dança, poesia, oficina e roda de conversa. Na programação, estão entre os destaques a mostra de curta-metragens Cine Dendê, intervenções poéticas do Coletivo Sarau do Cabrito e do Sarau da Onça, performances com Salt n´Jazz, Moover Dance, The Black’s, uma feirinha de marcas (de roupas e acessórios) criadas nas periferias e atrações musicais como A Corda Samba de Roda, MamaSónika (México) e Tallowah.

PROGRAMAÇÃO

Quinta, 30 de novembro de 2017

15h às 17h — Papo (p)reto: “Só quem passou fome pra chegar nesse apetite”

(De que forma a periferia mata as fomes que não são de comida? (bate-papo sobre as artes das/nas periferias)

Convidados: Cairo Costa + Marcos Paulo Silva (juventude ativista de Cajazeiras) | Pedro Maia (biblioteca Zeferina) | José Eduardo Ferreira (Acervo da Laje) | Heraldo de Deus e Leno Sacramento (Ouriçado Produções) | Fátima Gavião (Calabar) | Marcio Bacelar (Centro Cultural Plataforma) | Fabricio Cummings | Marina Lima + Vaguiner Bráz (Coletivo Cutucar) | Marise Urbano + Ihago Allech (Copecine) | Coletivo Sarau do Alto do Cabrito | Valdeck Almeida de Jesus | Sandro Sussuarana (Sarau da Onça) | Natureza França (A Corda Samba de Roda) | Eduardo Alves + Bruno Novais + Dimmy Oliveira (diáspora: Núcleo Negro de Pesquisa Artística).

17h — Mostra dialogada de curtas Cine Dendê (Curadoria: Copecine)

Deus — Vinicius Silva | RJ | 25 min. | 2016 | Livre.

Estamos todos aqui — Rafael Mellim e Chico Santos | SP | 21 min. | 2017 | 14 anos.

18h — Sarau de Plataforma e de outras Latitudes

Eduardo Alves + Bruno Novais + Dimmy Oliveira (Negras Utopias) | Cairo Costa + Marcos Paulo Silva (Juventude Ativista de Cajazeiras) | Coletivo Sarau do Alto do Cabrito | Valdeck Almeida de Jesus | Sandro Sussuarana (Sarau da Onça) | A Corda Samba de Roda.

a corda samba de roda
A Corda Samba de Roda

Sexta, 1 de dezembro de 2017

10h às 12h — Bate-papo musicado: Mamasónika — Dança que Canta (México).

15 às 17h — Papo de mulher preta:”Se eu for pra essas mina um espelho, eu venci”

(bate-papo sobre trajetórias de mulheres negras)

Convidadas: Ananda Santana | Samira Soares | Marina Lima (Coletivo Cutucar) | Lívia Natalia | Justina Santana | Ana Vaneska |  Dandara Baldez |  Joyce Mello | Amanda Rosa | Lívia Suarez + Luise Reis + Jamile Santana (La Frida Bike) | Yuna Sant’anna | Marise Urbano (Cine Dendê) | Áurea Semiséria | Taíssa Cazumbá | Inajara Diz Santos (Flor de Milho Quilombo de Artes).

17h — Mostra dialogada de curtas Cine Dendê (Curadoria: Copecine)

Fervendo — Camila Gregório | BA | 16 min. | 2017 | Livre.

A Invisibilidade da Identidade Negra na Educação — Taís Amordivino | BA | 16 min. | 2016 | Livre.

18h — Sarau de Plataforma e de outras Latitudes (poesia + música + dança + performances)

Convidadas: Livia Natália, Amanda Rosa, Yuna Sant’anna, Joyce Mello, Áurea Semiséria, Dandara Baldez.

 

Sábado, 2 de dezembro de 2017

10h às 12h — Preta, vem de bike — La Frida + Kaleidokleta — Leika Mochán (México).

15 às 17h — Somos Semente (bate-papo sobre genocídio da juventude negra e re-existências)

A paz: performance de Vera V./Marcos Araújo.

Convidados: Itala Herta (Vale do Dendê) | Enderson Araújo (Movimentos) | Reaja ou Será Morto/a | Camila Fiúza | Gabriel Swahili | Jaguaraci Aragão (Mídia Étnica) | Icaro Jorge (Ocupapreto + Coletivo Ousar), Gleide Davis (Coletivo Sarau do Cabrito), Busta Mavi Tallowah).

17h — Mostra dialogada de curtas Cine Dendê (Curadoria: Copecine)

Rapsódia para um homem negro — Gabriel Martins | BH | 25 min. | 2015 | 12 anos.

Peripatético — Jéssica Queiroz | SP | 15 min. | 2017 | Livre.

A partir das 17h: feirinha de marcas das periferias

Empoderamente (Turbantes) | Yabá Acessórios | Carlos Oluyê (roupas).

Laissa Ferreira (sequilhos e biscoitos caseiros) | Matias Romani (pastéis veganos).

18h — Shows e performances de encerramento

Salt N’Jazz | Moover Dance | The Blac’s  | Mamasónika |Tallowah

 

SERVIÇO:

O quê? 3º Festival Latitudes Latinas / Rede ao Redor.

Quando? De 30 de novembro a 2 de dezembro.

Onde? Centro Cultural Plataforma. Praça São Braz, Plataforma.

Quanto? Gratuito.

 

#NegrasRepresentam – Ilka Danusa, mulher de negócios, comunidades e sustentabilidade!


negras_representam_ilka_danusa

Publicitária, especialista em Gestão da Comunicação Organizacional Integrada com MBA em Gestão de Negócios Sustentáveis. Ela é uma destas mulheres futuristas que te convida a pensar a longo prazo e que vale a pena passar horas refletindo sobre como se espera estar a 5, 10 ou 15 anos.

Uma das fundadoras do Instituto Mídia Étnica, ela já coordenou diversos projetos de relacionamento comunitário em empresas do segmento de óleo e gás. Estamos falando de uma mulher negra que acumula experiência junto a setores que não se tem muita representatividade. Com vocês, uma profissional em responsabilidade social, que com seu trabalho colabora para uma mudança social em comunidades do interior do Brasil, Ilka Danusa.

#PortalSoteroPreta – Você é uma das Fundadoras do Instituto Mídia Étnica, e tem uma ampla experiência com a comunicação corporativa empresarial. Como ambas as experiências dialogam com a pauta racial?

Ilka Danusa – Estar com o IME fez toda diferença em minha carreira. O Instituto Mídia Étnica sempre foi para mim um espaço de aprendizado, retaguarda e para traçar estratégias de empoderamento. A formação que tive me fez reconhecer os nossos e planejar estar mais próxima deles, para apoiar e aprender. Em uma das empresas que atuo até hoje, fiz questão de formar uma rede forte com os/as profissionais negros/as que conheci, uma rede de cuidado. Isso só foi possível graças aos aprendizados no Instituto, que sempre nos passou a importância do apoio e do fortalecimento entre nós.

 

A experiência no IME também me ajudou a ser mais firme e dura com as situações de racismo que percebia, a pautar a necessidade de visibilizar as nossas lutas, o nosso povo e no respeito às comunidades que trabalho. Sempre briguei internamente por estas questões, com fornecedores, nos grupos de trabalho que atuava e nas reuniões comunitárias que participo.

#PortalSoteroPreta – Em suas palestras você fala sobre planejamento pessoal e projeto de vida. Como o planejamento estratégico pessoal pode contribuir para redução das vulnerabilidades vividas por um (a) jovem negr(o) a? Como desenvolver um?

Ilka Danusa – Sim! Eu defendo sempre a necessidade de planejamento. Precisamos pensar a longo prazo, porém eu sei que pensar a longo prazo sendo negro/a no Brasil é difícil. Um planejamento começa por uma análise de cenário, se formos fazer uma matriz de SWOT para a juventude negra, os fatores externos não nos favorecem. As oportunidades são mínimas e as ameaças são muitas. Isso é muito triste. O planejamento pessoal pode ajudar numa carreira mais sólida, numa vida financeira mais segura, num negócio mais rentável e numa vida pessoal mais tranquila. Quando falamos de jovens negros/as, estamos falando também em famílias negras, se pensarmos de forma mais planejada, podemos promover uma mudança do pontual para o sistêmico. É uma estratégia.

#NegrasRepresentam – Renata Dias, preparada para repensar a Cultura!

Costumo dizer que para planejar é preciso sonhar, não deixe ninguém roubar de você este direito. A partir do seu sonho trace estratégias de curto, médio e longo prazo. Se afaste do que te adoece, fale menos e faça mais! Poupe energia. Foque, estude, seja ousado/a. Leia coisas diferentes do que gosta. Ocupe espaços. Em alguns momentos vai ser necessário o silêncio, a ausência, mas pense na recompensa, no sonho realizado.

ilka_danusa

#PortalSoteroPreta –  O que contribui para que algumas pessoas negras fracassem em seus planejamentos pessoais? Como você contribui para que eles tenham sucesso?

Ilka Danusa – Não vou falar de fatores externos (viver num país racista, por exemplo), mas estes não podem deixar de ser considerados. Como disse, todo planejamento passa por uma análise de cenário e os fatores externos (aquilo que não depende de nós) pode inviabilizar um objetivo/projeto de vida. Acredito que alguns fatores pessoais contribuem para um planejamento malsucedido. Vou citar uns: falta de paciência, prazos inexequíveis, falta de foco, falta de cuidado pessoal, baixa autoestima e a não cultura do planejar. Sobre este último, vou contar minha experiência: eu cresci vendo minha mãe sendo a administradora da casa, ela fazia o dinheiro e o seu tempo multiplicar. Ela planejava e explicava para nós o que estava fazendo: “com 15 anos vou abrir uma poupança para você”; “com 17 anos eu vou te colocar na autoescola”. Éramos uma família com limitações financeiras, e ela participava de “caixas” para realizar estas coisas. Eu aprendi muito com ela.

Sobre como contribuo, sempre falo da importância do planejamento nos projetos que coordeno, nos diálogos que tenho, nos espaços onde atuo. Tenho projetos para 2018 voltados para organizações negras e feministas, de desenvolver oficinas acessíveis para este público; e quero falar mais sobre isso com os/as jovens também.

#NegrasRepresentam – Zelinda Barros, o ciberativismo contra o racismo!

#PortalSoteroPreta –   Em um dos seus artigos, você fala como as organizações feministas e o setor privado dialogam e se percebem. Fale um pouco sobre esse olhar.  

Ilka Danusa – Nestes 10 anos trabalhando e estudando de forma mais intensa sobre temas ligados a sustentabilidade, duas coisas me incomodaram: a ausência de profissionais negros pensando projetos de relacionamento comunitário e a falta de alinhamento da Sociedade Civil com as estratégias corporativas. Os setores não estão alinhados e os esforços são isolados e se continuarem assim demoraremos muito tempo para conseguirmos a equidade racial e de gênero que queremos. O 3º setor precisa se atualizar e o segundo setor precisa melhorar sua comunicação com a Sociedade Civil.

As organizações negras precisam planejar estratégias para atuação em diversas frentes. Necessitamos entender as estruturas que concentram recursos e brigar por elas. Percebo que as nossas organizações concentram suas energias negociando apenas com o poder público e esquecemos que quem financia o país é o setor privado. Precisamos preparar nossos jovens para ser tanto presidente/a da república como para ser CEO de grandes empresas.

#NegrasRepresentam – Lilian Rose, o cuidado, a literatura e a música!

Katuka Africanidades lança nova coleção “De amor e dengo”!


katuka-africanidaes

Estampas que comunicam mensagens de afeto. Este é o mote da nova coleção da Katuka Africanidades, “De amor e dengo”, assinada pelo designer e diretor da marca, Renato Carneiro. O lançamento será no dia 1º de dezembro (sexta-feira), às 19h, na loja da marca (em frente ao Museu da Misericórdia).

Composta por peças de modelagem ampla que privilegiam o conforto, a nova coleção da Katuka foi pensada como suporte para a poesia da escritora Cidinha da Silva, que casadas com as ilustrações de Lumena Adad – reinterpretadas pelo designer gráfico Bruno Costa- criam estampas exclusivas que comunicam mensagens de amor e afeto.

“Eu acredito que roupa é linguagem e é também uma ferramenta de comunicação muito forte. Os textos delicados que escolhemos de Cidinha nem sempre vão aparecer literalmente sobre as peças. A partir do entendimento de sua escrita, desenvolvemos uma série de peças que está além da estampa, mas que comunica em todos os aspectos, seja no tecido ou na apresentação da roupa”, explica Renato Carneiro.

Para a escritora Cidinha da Silva, a coleção “De amor e dengo” busca delicadeza e suavidade, através das expressões do amor e a partir de elementos naturais, água, flores, pássaros, ar, terra, fogo brando.

“Procuramos trilhas menos óbvias para imprimir o texto no tecido, em letra cursiva, potencializando o movimento. Leitoras e leitores atentos perceberão que os pássaros e flores de Lumena Adad, reinterpretados por Bruno Costa, fazem a marcação da voz, definem as pausas necessárias para respirar numa leitura”, completa a autora dos livros Canções de amor e dengo (2016) e Baú de miudezas, sol e chuva (2014), que inspiraram a nova coleção da Katuka Africanidades.

Serviço:

O que: Lançamento da nova coleção da Katuka Africanidades “De amor e dengo”

Quando: 1º de dezembro, às 19h,

Onde: Loja Katuka Africanidades, na Praça da Sé, nº 1 (em frente ao Museu da Misericórdia).

O Afro-Chef Jorge Washington convida: Sarapatel, Botequim e Clécia Queiroz este sábado!


_culinaria_musical

Culinária Musical – iniciativa do afro-chef Jorge Washington – comemora o Dia do Samba, neste sábado (2), com o grupo otequim com participação da cantora Clécia Queiroz. No cardápio: aquele sarapatel.

Com 11 anos de carreira, o Botequim, tem base no samba tradicional, traz uma boa roda de samba e repertório com composições autorais e de ícones como Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Candeia, Dona Ivone Lara, além dos baianos Batatinha, Roque Ferreira, Edil Pacheco, Riachão, Nelson Rufino, Walmir Lima, dentre outros.

Clecia_Queiroz_culinaria_musical (1)

Já a cantora e compositora, Clécia Queiroz traz seu ritmo e voz fortes para o Culinária Musical, ela que também é pesquisadora do ritmo, tendo trabalhos musicais voltados para o gênero. E o palco é o mesmo: o reduto do samba no bairro do Garcia, em Salvador: a Casa de Pedra.

SERVIÇO

O que: Culinária Musical, encontro de música e gastronomia popular

Quando: 2 de dezembro, das 13h às 17h

Onde: Casa de Pedra, Rua Prediliano Pita, final de linha do Garcia

Quanto: R$15 (entrada) prato R$ 30 (o local aceita cartão de crédito e débito)

Atrações: Botequim e Clécia Queiroz

Cardápio: sarapatel

Casa do Benin recebe lançamento da Cartilha “Brincadeira de Capoeira”!


cartilha_capoeira_infantil

Nesta quinta (30), será lançada a segunda edição da cartilha “Brincadeira de Capoeira”, que propõe estimular a preservação e resgate das tradições em meio às crianças. Será na Casa do Benin, a partir das 18h30, com a roda de conversa “Patrimônio Cultural e Ludicidade”, além da distribuição das cartilhas aos mestres e lideres dos grupos de capoeira.

Ao todo serão distribuídas 5 mil cartilhas a grupos, associações, ONGs de capoeira, além das escolas municipais de Salvador. Com pesquisa da capoeirista e mestra em Educação pela UFBA,  Franciane Simplicio (Bizonha), juntamente com Dayse Simplício (Formiga), que é capoeirista e socióloga pela Unifacs, a Cartilha teve ainda orientação do mestre Nal, fundador e presidente da Associação Cultural de Capoeira Gangara.

Ela integra a série “Minha Bahia”, de educação patrimonial com ações educativas ligadas à valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Quer saber mais?! Vai lá!

O que? Cartilha “Brincadeira de Capoeira” (lançamento)

Quando?  30/11 (Quinta)

Local? Casa do Benin

Que horas? Às 18h30