Elza Soares e Larissa Luz se apresentam em entrega do XV Festival de Música Educadora FM.


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 A “voz do milênio” – Elza Soares _ vem a Salvador no dia 10 de dezembro, na Concha Acústica do TCA, com o luxuoso show “Elza Canta Lupi”, com canções de Lupicínio Rodrigues. A apresentação marca a entrega da premiação do XV Festival de Música Educadora FM. O evento terá ainda o show de abertura da baiana Larissa Luz.

Com o show “Elza Canta Lupi”, a cantora ganhou o prêmio de “Melhor Álbum do Ano” na 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira, em julho de 2017, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O show é inédito na Bahia. Neste show, alguns dos maiores sucessos incluem “Se Acaso Você Chegasse”, “Boato”, “Cadeira Vazia”, “Só Danço Samba”, “Mulata Assanhada” e “Aquarela Brasileira”.

A atriz e cantora Larissa Luz abre a cerimônia da XV Festival de Música Educadora FM, com as músicas do álbum “Território Conquistado”, segundo da sua carreira. Larissa compõe o júri especializado desta edição do festival.

XV Festival de Música Educadora FM – Ele chega à décima quinta edição mantendo o objetivo original de estimular a produção musical independente baiana. O evento conta com uma premiação de 62 mil reais e dá visibilidade ao trabalho de jovens artistas – com pouco espaço na mídia tradicional – através da veiculação na rádio. Neste ano o Festival teve 285 participantes com 401 obras inscritas, entre músicas com letra e instrumentais. Saiba mais!

Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Guiguio Shewell faz show no Pelô e celebra 38 anos de carreira!


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Foto Edgar de Souza

No próximo dia 07 de dezembro, o Largo Tereza Batista, no Pelourinho, será palco do “Guiguio Pérola Negra – ano II”, com o cantor e compositor Guiguio Shewell. É pra celebrar seus 38 anos de carreira. A noite trará participações de cantores como Cristiano Leão, Lazinho do Olodum e Marquinhos Marques e as cantoras Graça Onasilê a Vanessa Borges. O show, agendado para 20h, tem ingressos por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Guiguio Shewell reúne histórias por suas passagens pelas alas de cantores dos Badauê, Apaches do Toróró, Olodum e Ilê Aiyê (por onde ficou 27 anos e ganhou o nome artístico de Guiguio do Ilê). As vivências nesses blocos refletiram-se nas composições do músico: “O Mais Belo dos Belos”, “Por Amor ao Ilê”, “Pérola Negra” e “Musa Calabar”, sucessos gravados por Daniela Mercury; “Adeus Bye Bye”, que está em um dos primeiros discos de Ivete Sangalo ainda na Banda Eva; “Candelária”, “Tequila” e “Valente Nordeste”, gravados pelo Olodum. São canções que marcaram grandes momentos da história da música baiana.

“Guiguio é um patrimônio do povo da Bahia ofertado ao mundo , dono de uma voz marcante, inconfundível, com maestria no estilo e suingue afro”, comenta o rapper Mr. Armeng, filho de Guiguio. A primeira edição do evento foi promovida em 2016, também no Pelourinho. “Beirou a lotação da praça e foi uma mistura de sorrisos, lágrimas, encontros e celebração”, lembra.

O show da próxima quinta-feira vai marcar o começo de uma série de ações em homenagem à carreira de Guiguio do Ilê. No início de 2018, serão gravados um disco e um documentário sobre o trabalho do cantor. A partir de um site de financiamento coletivo, apoiadores poderão adquirir kits, que oferecem produtos como cd, ingressos, camisetas e vestidos. Os valores arrecadados subsidiarão o projeto “Guiguio do Ilê – CD + Documentário”.

SE ADIANTE, VEJA COMO COLABORAR AQUI!

SERVIÇO:

Guiguio Pérola Negra – ano II

Quando: 17 de dezembro de 2017

Onde: Largo Tereza Batista (Rua Gregório de Matos, 6, Pelourinho, Salvador – BA)

Ingressos: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira)

Pontos de venda: Salão Negra Jhô (Pelourinho), Loja N Black (Rua Carlos Gomes) e Loja Black Atitude (Rua Quinta dos Lázaros). Ou no evento, na bilheteria do Largo Tereza Batista.

Banda Afrocidade comanda mais um Afrobaile no Barra 33!


Afrocidade
Afrocidade

É sábado agora (09)! Vai rolar mais uma edição do Afrobaile, no Barra 33, a partir das 22h. A festa, que é idealizada e comandada pela banda Afrocidade, convida para esta edição, os artistas Hiron, Xarope Mc, Mis Ivy (SP), Eric Melo e Pivoman. Na pista rola Dancehall, Ragga, Shatta, Twerk, Afrohouse, Kuduro, Rap, Hip Hop, Pagodão e Funk Carioca.

No repertório do Afrocidade, músicas já conhecidas do público como “Que Swing é Esse?” e “Afrocidade na Pixta”, entre outras que ainda não foram lançadas oficialmente, como “Aduba” e “Tá Mó Barril”. A banda traz uma mistura de letras politizadas, com ritmos populares como o arrocha e o pagode, além da música afro, dub jamaicano, o reggae, o ragga e o afrobeat.

SERVIÇO 
O que? Afrobaile – 4ª edição
Quem? Afrocidade convida Hiron, Xarope Mc, Mis Ivy (SP), Eric Melo e Pivoman
Onde? Barra 33 (Rua Dias D’ávila, 33, Barra, próximo ao farol)
Quando? Sábado, 09 de Dezembro, às 22h
Quanto?
15 reais | com nome na lista até 0h ou antecipado pelo sympla
20 reais | no local, até 0h
25 reais | após 0h

 

Jovens de Lauro podem se inscrever nas oficinas de Grafitte do Coletivo Cultural Ibomin!


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Até do dia 6 de dezembro, adolescentes do município de Lauro de Freitas poderão se inscrever nas oficinas de Grafitte do Projeto Ancestralidade e Novas Narrativas: a iconografia do candomblé na estética do Grafitte. Tem que ter entre 12 e 18 anos, ser negro/a, residir no município e pertencer a alguma comunidade religiosa de matriz africana.

O Projeto, que tem a co-realização do Coletivo Cultural Ibomin, realizará 20 horas de oficinas teóricas e práticas da linguagem, além de bate-papos com representantes da religião sobre os significados dos símbolos, cores, números, etc. Ao final, os adolescentes produzirão peças artísticas que resultará na produção de uma mostra itinerante.

As inscrições são presenciais e devem ser realizadas entre segunda e quarta-feira, das 10 às 16hs, no Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin, localizado na rua Bela Vista, 21, Queira Deus, Portão, Lauro de Freitas. Para tanto, o adolescente deve comparecer ao local portando carteira de identidade ou certidão de nascimento e comprovante de residência.

O Projeto Ancestralidade e Novas Narrativas tem o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do edital Calendário das Artes 2017, Fundação Cultural do Estado Bahia – FUNCEB e Secretaria de Cultura da Bahia – SECULT.

 

Serviço:

O que: Inscrições para Oficinas de Grafitte

Quando: Até o dia 06 de dezembro, das 10 Às 16 horas

Onde: Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin (rua Bela Vista, 21, Queira Deus, Portão, Lauro de Freitas – próximo ao Galpão Malibu I)

Quem: adolescentes entre 12 e 18 anos, residentes em Lauro de Freitas, negros/as e pertencentes a religiões de matriz africana.

Contatos:

Coletivo Cultural Ibomin – (71) 3369-2698

Programa Corra pro Abraço promove Sarau com poetas, escritores e músicos nesta quinta (30)!


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Foto: Camila Souza/GOVBA

O Programa Corra pro Abraço realiza hoje (30) de novembro, o evento Poesia Marginal – Quem sou eu? Negritude nasce e gira arte!, das 15h às 19h, na Praça do Campo da Pólvora, Nazaré, em Salvador (BA). O objetivo é a partir de diversas expressões, despertar, conhecer e visibilizar a produção artística negra nas ruas, trabalhando resistência, voz, protesto e protagonismo destas pessoas, promovendo reflexões sobre identidades e pertencimento.

O evento contará com batalhas de poesia e rap e a participação de artistas e coletivos. Também haverá concurso de poesia entre os assistidos do programa.

Já confirmaram participação a poeta Livia Natália, o escritor Jairo Pinto, a escritora Joana Flores, a jornalista e idealizadora do Mais Amor Entre Nós, Sueide Kintê, o poeta Tiago Gato Preto, o grupo JAER – Juntos pela Arte e Educação na Rua, o artista Antônio Costa, os atores Leno Sacramento e Sergio Laurentino, do Bando De Teatro Olodum, os grupos Batalha no Park e Arte Popular A Pombagem, o Coletivo Atuar e o Coletivo ZeferinaS.

Para Trícia Calmon, coordenadora pedagógica do Corra pro Abraço, um dos principais intuitos a ser alcançado com essa intervenção urbana é refletir sobre os sentidos da poesia marginal, partindo de onde vem e sua construção. “É importante fomentar a produção artística junto aos assistidos do programa, visibilizar a produção de quem já se expressa a partir da poesia e da música na rua e reunir artistas, poetas e músicos, negros, junto a esses sujeitos que a partir da rua vão contando suas histórias”, conclui.

O Programa Corra pro Abraço, iniciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SJDHDS), já utiliza em sua metodologia de trabalho cotidiana debates sobre enfrentamento ao racismo e relações raciais. E, neste mês, intensifica a discussão em suas atividades de arte-educação e comunicação, como leitura e interpretação de músicas, contação de histórias e leituras de poesia marginal.

12ª Caminhada da Unesamba pede branco e pauta a paz este domingo (3)!


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Foto Margarida Neide (A Tarde)

O Dia do Samba (2/12) será celebrado até domingo – 3 de dezembro – quando será realizada a 12ª Caminhada do Samba da Unesamba. Será nas ruas do Centro de Salvador e terá como tema o combate a toda forma de violência. Começará às 13h, com nove trios dos blocos que integram a União das Entidades de Samba da Bahia (Unesamba), saindo do Campo Grande.

A proposta é que todo folião vá de branco para cobrir todo o trajeto do desfile com a energia da paz. A troca de camisetas por uma lata de leite em pó já pode ser realizada na sede do Reduto do Samba (R. Amparo do Tororó, nº 101, Nazaré), na sede do Bloco Alvorada (R. da Independência, 68 2º andar, Nazaré. Contato: 3322-3684) e na do Alerta Geral.

“Além da nossa história de resistência em manter a tradição e fortalecer a presença do samba baiano no Carnaval de Salvador, a Caminhada do Samba também levanta a discussão sobre temas que, também, estão incluídos na nossa bandeira de luta como o combate à violência contra a mulher”, disse o diretor de eventos do Proibido Proibir, Luizinho.

A concentração será no Campo Grande e o encerramento acontece na Praça Castro Alves. A Unesamba foi criada em 2005 com o objetivo de preservar a origem e essência do samba na Bahia, profissionalizar e fortalecer as entidades que atuam no gênero e são destaques da quinta, sexta e sábado de Carnaval.

Atrações:

Alvorada (Bambeia), Alerta Geral (Miudinho), Pagode Total (Pagode Total e É o Tchan), Amor & Paixão (Movimento), Reduto do Samba (Deny Palma), Vem Sambar (Fora da Mídia), Samba Popular (A Grande Família), Proibido Proibir (Fuzukda) e Q Felicidade (Patrulha do Samba).

SERVIÇO

O que: 12ª Caminhada do Samba da Unesamba

Onde: Campo Grande até a praça Castro Alves

Quando: 3 de dezembro, domingo, a partir das 13h

Festival Samba de Beco em Beco tem edição especial neste sábado (2)!


Gal do Beco

Seguindo a tradição da Bahia há 45 anos, 2 de Dezembro será comemorado mais um dia do Samba. Nesta data tão importante realizaremos uma edição especial do projeto “Festival Samba de Beco em Beco”, às 19h, no Casarão 26 (Ladeira do Passo, Nº 26 – Sede do Afoxé Filhos do Korim Efan), com entrada gratuita, no Pelourinho.

Com muita música, alegria e samba no pé, Gal do Beco, receberá como convidados o Grupo Botequim, Carla Lis, Melodia Costa e o Samba de Roda do Recôncavo. A noite promete reafirmar que o samba nasceu na Bahia, nas rodas de samba e batucadas realizadas nas senzalas do Recôncavo Baiano, além de resgatar e salvaguardar nossas origens, mantendo viva a memória nacional da cultura brasileira.

O “Festival Samba de Beco em Beco” conta com o patrocínio do Fundo de Cultura, através das Secretarias de Cultura e da Fazenda do Governo do Estado da Bahia e com apoio do Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI.

 

SERVIÇO:

“Festival Samba de Beco em Beco”

Gal do Beco e Convidados 

Grupo Botequim, Carla Lis, Melodia Costa e o Samba de Roda do Recôncavo

02 de Dezembro (sábado) de 2017 às 19h, entrada franca

Ladeira do Passo, Nº 26 – Sede do Afoxé Filhos do Korim Efan – Pelourinho

Doc “Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá” revive a história do mestre!


Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi (Foto Hans Herold)
Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi (Foto Hans Herold)

Dirigido por Emilio Le Roux, Hans Herold e Silvana Moura – com produção executiva de Djane Moura Cruz – o documentário Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá revive a história do sacerdote através das memórias e relatos dos membros do terreiro Asipá e de sua família, pessoas que conviveram bem de perto com ele.

Com apoio da SEPROMI, da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá e da Associação Beneficente Cultural e Carnavalesca Bloco Afro Idará, o lançamento do filme será no dia 30/11, às 19h30, na Sala Walter da Silveira – Barris. Entrada Franca.

Os diretores conheceram Mestre Didi (1917-2013) há alguns anos, começaram a frequentar o Asipá e ficaram fascinados com a sua sabedoria, elegância e grandeza. Incentivados por José Félix neto do escultor, aceitaram o desafio da homenagem.

“Mestre Didi é um dos grandes nomes da cultura brasileira, um sábio, conhecedor profundo do culto aos egungus, do candomblé. Tentamos mostrar esses talentos múltiplos do Mestre: sacerdote, artista, escritor, dramaturgo, educador… É um dos grandes brasileiros do século XX, precisa ser conhecido nesse país. Sua vida é um exemplo! Ele viveu para preservar a herança dos seus ancestrais, logo temos que preservar o legado desse ser incrível”, explica a jornalista e diretora Silvana Moura.

Serviço:
Lançamento do documentário Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá
Local: Sala Walter da Silveira – Biblioteca Pública dos Barris – Rua Gen. Labatut, 27 – Salvador – Bahia
Dias: 30/11
Horário: 19h30
Entrada franca

Projeto Latitudes Latinas reunirá artistas das periferias em diversas linguagens!


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La Frida

Difundir as artes, as culturas e o pensamento crítico latino americano é parte dos objetivos do projeto Latitudes Latinas (IHAC/UFBA) nos seus 10 anos de atividade. O projeto comemora uma década de existência com um festival entre 30 de novembro a 2 de dezembro, no Centro Cultural Plataforma, na praça São Braz, no bairro de Plataforma. O evento acontece junto à iniciativa Rede ao redor: encontro de artes das/nas periferias, que é um dos desdobramentos das ações que conectam coletivos artísticos de bairros periféricos de Salvador.

 

A iniciativa pretende reunir artistas de diversos bairros da capital baiana, com linguagens que transitam pela música, performance, dança, poesia, oficina e roda de conversa. Na programação, estão entre os destaques a mostra de curta-metragens Cine Dendê, intervenções poéticas do Coletivo Sarau do Cabrito e do Sarau da Onça, performances com Salt n´Jazz, Moover Dance, The Black’s, uma feirinha de marcas (de roupas e acessórios) criadas nas periferias e atrações musicais como A Corda Samba de Roda, MamaSónika (México) e Tallowah.

PROGRAMAÇÃO

Quinta, 30 de novembro de 2017

15h às 17h — Papo (p)reto: “Só quem passou fome pra chegar nesse apetite”

(De que forma a periferia mata as fomes que não são de comida? (bate-papo sobre as artes das/nas periferias)

Convidados: Cairo Costa + Marcos Paulo Silva (juventude ativista de Cajazeiras) | Pedro Maia (biblioteca Zeferina) | José Eduardo Ferreira (Acervo da Laje) | Heraldo de Deus e Leno Sacramento (Ouriçado Produções) | Fátima Gavião (Calabar) | Marcio Bacelar (Centro Cultural Plataforma) | Fabricio Cummings | Marina Lima + Vaguiner Bráz (Coletivo Cutucar) | Marise Urbano + Ihago Allech (Copecine) | Coletivo Sarau do Alto do Cabrito | Valdeck Almeida de Jesus | Sandro Sussuarana (Sarau da Onça) | Natureza França (A Corda Samba de Roda) | Eduardo Alves + Bruno Novais + Dimmy Oliveira (diáspora: Núcleo Negro de Pesquisa Artística).

17h — Mostra dialogada de curtas Cine Dendê (Curadoria: Copecine)

Deus — Vinicius Silva | RJ | 25 min. | 2016 | Livre.

Estamos todos aqui — Rafael Mellim e Chico Santos | SP | 21 min. | 2017 | 14 anos.

18h — Sarau de Plataforma e de outras Latitudes

Eduardo Alves + Bruno Novais + Dimmy Oliveira (Negras Utopias) | Cairo Costa + Marcos Paulo Silva (Juventude Ativista de Cajazeiras) | Coletivo Sarau do Alto do Cabrito | Valdeck Almeida de Jesus | Sandro Sussuarana (Sarau da Onça) | A Corda Samba de Roda.

a corda samba de roda
A Corda Samba de Roda

Sexta, 1 de dezembro de 2017

10h às 12h — Bate-papo musicado: Mamasónika — Dança que Canta (México).

15 às 17h — Papo de mulher preta:”Se eu for pra essas mina um espelho, eu venci”

(bate-papo sobre trajetórias de mulheres negras)

Convidadas: Ananda Santana | Samira Soares | Marina Lima (Coletivo Cutucar) | Lívia Natalia | Justina Santana | Ana Vaneska |  Dandara Baldez |  Joyce Mello | Amanda Rosa | Lívia Suarez + Luise Reis + Jamile Santana (La Frida Bike) | Yuna Sant’anna | Marise Urbano (Cine Dendê) | Áurea Semiséria | Taíssa Cazumbá | Inajara Diz Santos (Flor de Milho Quilombo de Artes).

17h — Mostra dialogada de curtas Cine Dendê (Curadoria: Copecine)

Fervendo — Camila Gregório | BA | 16 min. | 2017 | Livre.

A Invisibilidade da Identidade Negra na Educação — Taís Amordivino | BA | 16 min. | 2016 | Livre.

18h — Sarau de Plataforma e de outras Latitudes (poesia + música + dança + performances)

Convidadas: Livia Natália, Amanda Rosa, Yuna Sant’anna, Joyce Mello, Áurea Semiséria, Dandara Baldez.

 

Sábado, 2 de dezembro de 2017

10h às 12h — Preta, vem de bike — La Frida + Kaleidokleta — Leika Mochán (México).

15 às 17h — Somos Semente (bate-papo sobre genocídio da juventude negra e re-existências)

A paz: performance de Vera V./Marcos Araújo.

Convidados: Itala Herta (Vale do Dendê) | Enderson Araújo (Movimentos) | Reaja ou Será Morto/a | Camila Fiúza | Gabriel Swahili | Jaguaraci Aragão (Mídia Étnica) | Icaro Jorge (Ocupapreto + Coletivo Ousar), Gleide Davis (Coletivo Sarau do Cabrito), Busta Mavi Tallowah).

17h — Mostra dialogada de curtas Cine Dendê (Curadoria: Copecine)

Rapsódia para um homem negro — Gabriel Martins | BH | 25 min. | 2015 | 12 anos.

Peripatético — Jéssica Queiroz | SP | 15 min. | 2017 | Livre.

A partir das 17h: feirinha de marcas das periferias

Empoderamente (Turbantes) | Yabá Acessórios | Carlos Oluyê (roupas).

Laissa Ferreira (sequilhos e biscoitos caseiros) | Matias Romani (pastéis veganos).

18h — Shows e performances de encerramento

Salt N’Jazz | Moover Dance | The Blac’s  | Mamasónika |Tallowah

 

SERVIÇO:

O quê? 3º Festival Latitudes Latinas / Rede ao Redor.

Quando? De 30 de novembro a 2 de dezembro.

Onde? Centro Cultural Plataforma. Praça São Braz, Plataforma.

Quanto? Gratuito.

 

#NegrasRepresentam – Ilka Danusa, mulher de negócios, comunidades e sustentabilidade!


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Publicitária, especialista em Gestão da Comunicação Organizacional Integrada com MBA em Gestão de Negócios Sustentáveis. Ela é uma destas mulheres futuristas que te convida a pensar a longo prazo e que vale a pena passar horas refletindo sobre como se espera estar a 5, 10 ou 15 anos.

Uma das fundadoras do Instituto Mídia Étnica, ela já coordenou diversos projetos de relacionamento comunitário em empresas do segmento de óleo e gás. Estamos falando de uma mulher negra que acumula experiência junto a setores que não se tem muita representatividade. Com vocês, uma profissional em responsabilidade social, que com seu trabalho colabora para uma mudança social em comunidades do interior do Brasil, Ilka Danusa.

#PortalSoteroPreta – Você é uma das Fundadoras do Instituto Mídia Étnica, e tem uma ampla experiência com a comunicação corporativa empresarial. Como ambas as experiências dialogam com a pauta racial?

Ilka Danusa – Estar com o IME fez toda diferença em minha carreira. O Instituto Mídia Étnica sempre foi para mim um espaço de aprendizado, retaguarda e para traçar estratégias de empoderamento. A formação que tive me fez reconhecer os nossos e planejar estar mais próxima deles, para apoiar e aprender. Em uma das empresas que atuo até hoje, fiz questão de formar uma rede forte com os/as profissionais negros/as que conheci, uma rede de cuidado. Isso só foi possível graças aos aprendizados no Instituto, que sempre nos passou a importância do apoio e do fortalecimento entre nós.

 

A experiência no IME também me ajudou a ser mais firme e dura com as situações de racismo que percebia, a pautar a necessidade de visibilizar as nossas lutas, o nosso povo e no respeito às comunidades que trabalho. Sempre briguei internamente por estas questões, com fornecedores, nos grupos de trabalho que atuava e nas reuniões comunitárias que participo.

#PortalSoteroPreta – Em suas palestras você fala sobre planejamento pessoal e projeto de vida. Como o planejamento estratégico pessoal pode contribuir para redução das vulnerabilidades vividas por um (a) jovem negr(o) a? Como desenvolver um?

Ilka Danusa – Sim! Eu defendo sempre a necessidade de planejamento. Precisamos pensar a longo prazo, porém eu sei que pensar a longo prazo sendo negro/a no Brasil é difícil. Um planejamento começa por uma análise de cenário, se formos fazer uma matriz de SWOT para a juventude negra, os fatores externos não nos favorecem. As oportunidades são mínimas e as ameaças são muitas. Isso é muito triste. O planejamento pessoal pode ajudar numa carreira mais sólida, numa vida financeira mais segura, num negócio mais rentável e numa vida pessoal mais tranquila. Quando falamos de jovens negros/as, estamos falando também em famílias negras, se pensarmos de forma mais planejada, podemos promover uma mudança do pontual para o sistêmico. É uma estratégia.

#NegrasRepresentam – Renata Dias, preparada para repensar a Cultura!

Costumo dizer que para planejar é preciso sonhar, não deixe ninguém roubar de você este direito. A partir do seu sonho trace estratégias de curto, médio e longo prazo. Se afaste do que te adoece, fale menos e faça mais! Poupe energia. Foque, estude, seja ousado/a. Leia coisas diferentes do que gosta. Ocupe espaços. Em alguns momentos vai ser necessário o silêncio, a ausência, mas pense na recompensa, no sonho realizado.

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#PortalSoteroPreta –  O que contribui para que algumas pessoas negras fracassem em seus planejamentos pessoais? Como você contribui para que eles tenham sucesso?

Ilka Danusa – Não vou falar de fatores externos (viver num país racista, por exemplo), mas estes não podem deixar de ser considerados. Como disse, todo planejamento passa por uma análise de cenário e os fatores externos (aquilo que não depende de nós) pode inviabilizar um objetivo/projeto de vida. Acredito que alguns fatores pessoais contribuem para um planejamento malsucedido. Vou citar uns: falta de paciência, prazos inexequíveis, falta de foco, falta de cuidado pessoal, baixa autoestima e a não cultura do planejar. Sobre este último, vou contar minha experiência: eu cresci vendo minha mãe sendo a administradora da casa, ela fazia o dinheiro e o seu tempo multiplicar. Ela planejava e explicava para nós o que estava fazendo: “com 15 anos vou abrir uma poupança para você”; “com 17 anos eu vou te colocar na autoescola”. Éramos uma família com limitações financeiras, e ela participava de “caixas” para realizar estas coisas. Eu aprendi muito com ela.

Sobre como contribuo, sempre falo da importância do planejamento nos projetos que coordeno, nos diálogos que tenho, nos espaços onde atuo. Tenho projetos para 2018 voltados para organizações negras e feministas, de desenvolver oficinas acessíveis para este público; e quero falar mais sobre isso com os/as jovens também.

#NegrasRepresentam – Zelinda Barros, o ciberativismo contra o racismo!

#PortalSoteroPreta –   Em um dos seus artigos, você fala como as organizações feministas e o setor privado dialogam e se percebem. Fale um pouco sobre esse olhar.  

Ilka Danusa – Nestes 10 anos trabalhando e estudando de forma mais intensa sobre temas ligados a sustentabilidade, duas coisas me incomodaram: a ausência de profissionais negros pensando projetos de relacionamento comunitário e a falta de alinhamento da Sociedade Civil com as estratégias corporativas. Os setores não estão alinhados e os esforços são isolados e se continuarem assim demoraremos muito tempo para conseguirmos a equidade racial e de gênero que queremos. O 3º setor precisa se atualizar e o segundo setor precisa melhorar sua comunicação com a Sociedade Civil.

As organizações negras precisam planejar estratégias para atuação em diversas frentes. Necessitamos entender as estruturas que concentram recursos e brigar por elas. Percebo que as nossas organizações concentram suas energias negociando apenas com o poder público e esquecemos que quem financia o país é o setor privado. Precisamos preparar nossos jovens para ser tanto presidente/a da república como para ser CEO de grandes empresas.

#NegrasRepresentam – Lilian Rose, o cuidado, a literatura e a música!