Leno Sacramento estreia monólogo “EN(CRUZ)ILHADA” no Vila Velha


Encruzilhada Leno Sacramento

Todos os sábados do mês de julho serão de EN(CRUZ)ILHADA, monólogo protagonizado pelo ator Leno Sacramento (Bando de Teatro Olodum), que estará em cartaz na Sala João Augusto, Teatro Vila Velha. Com texto do próprio Leno e segundo o mesmo, “En(cruz)ilhada é um monólogo onde a vítima não está isolada e é conduzida a várias formas de morte. Nesse processo você pode estar dos dois lados. Na encruzilhada da vida e da morte, não espera-se nada: o que se vê é uma aniquilação absoluta”, diz.

Os ingressos terão preço promocional de R$10 e a cada sábado será às 19h. O monólogo tem direção de Roquildes Júnior, Trilha de Gabriel Franco, Luz de Marcos Dede e Figurino de Agamenon de Abreu. E também tem participação especial de Nelson Maca na Poesia Final.

“A morte nos invade, nos extermina e nos põe em uma cruz de braços abertos. Ela nos deixa sem escolha, sem opção. Nos dilacera e nos abate pouco a pouco, nos levando a uma encruzilhada. No lugar onde se cruzam dois caminhos, também a morte se esbarra, nunca estaremos sozinhos.”

Monólogo EN(CRUZ)ZILHADA, com Leno Sacramento

Onde: Sala João Augusto, Teatro Vila Velha

Quanto: R$10

Quando: Todos os sábado de julho, a partir do dia 8, às 19h

Fotos: Heraldo de Deus

Revista Visor México busca fotógrafas latinas amadoras, estudantes ou profissionais


fotógrafa negra

Revista Visor México está com inscrições abertas para a convocatória Mujeres fotógrafas en Latinoamérica. Podem participar mulheres fotógrafas de toda a América Latina, amadoras, estudantes ou profissionais, de qualquer idade. As inscrições podem ser feitas até o dia 1º de julho de 2017.

Cada participante pode enviar uma única foto através do formulário ou uma série de 4 a 6 fotos através do email [email protected]. As imagens devem ser acompanhadas de um texto (com pelo menos 200 palavras) sobre a experiência da fotógrafa ou contexto em que foram tiradas as fotografias.

Serão avaliadas a qualidade técnica, estética, composição e o conceito. Quatro fotos serão selecionadas para publicação na Revista e todas as fotos finalistas serão publicadas no livro anual. O resultado será anunciados no dia 8 de julho de 2017 no site www.revistavisor.com.mx.

 Fonte: Iphoto Channel

Diretor baiano Diego Pinheiro seleciona estudantes e artistas negras(os) das Artes Cênicas


DIEGO PINHEIRO
Foto: Neemias Santana

Estão abertas as inscrições para a audição que selecionará estagiária(o) de direção do novo espetáculo do diretor baiano Diego Pinheiro, com estreia em novembro de 2017 na cidade de Salvador (BA).

A audição é voltada para estudantes e artistas negras(os) das artes cênicas. Os interessados deverão escrever para o email [email protected], solicitando a ficha de inscrição para a ação que contará com apenas 10 vagas. Elas serão preenchidas a partir da análise do currículo e motivação.

As inscrições vão até o dia 24 de junho (sábado) e os selecionados serão comunicados via email.

As atividades acontecerão no período de 26 a 29 de junho das 14h às 18h no Inspiratório (Rua Marechal Floriano, 482 D, Canela). O eixo metodológico será a criação de um projeto de encenação em Teatro, Dança e/ou Performance.

Cada participante comporá uma proposta durante a audição, a partir dos estudos em teatro, arte contemporânea negra e arte/descolonização.

QUEM

Diego Pinheiro é graduando do curso de Artes Cênicas – Habilitação em Direção teatral da Escola de Teatro da Universidade Federal Bahia (UFBA). Artista & Produtor na empresa ÀRÀKÁ – Plataforma de Arte, também foi assistente de direção do espetáculo Ogum, Deus e Homem, espetáculo de formatura de Fernanda Júlia e projeto vencedor do edital Palmares.  É também pesquisador PIBIC da UFBA, sendo orientado pelo professor Luiz Marfuz na pesquisa O Impulso Psicofísico como Prática Estruturante da Ação Cênica. Com o Teatro Base, dirigiu o experimento cênico SANGUE e o espetáculo ARBÍTRIO, espetáculo de estreia do grupo; que teve três indicações ao Prêmio Braskem de Teatro 2011 (Espetáculo Adulto, Grupo Revelação e Ator Revelação).

Mais informações: (71) 3484.8541

Inscrições abertas para Curso de Yorubá em julho


aulas de yoruba

Estão abertas as inscrições para o Curso de Língua e Cultura Yoruba do Centro de Idiomas Mário Gusmão, localizado na Praça da Sé. O Curso terá início imediato, em julho, e tem vagas limitadas.

As aulas serão divididas em Básico 1 e 2, com horários diferentes, pela manhã e pela tarde. O Programa Básico 1 terá 5 meses de duração, com ensinamentos de Fonologia, Morfologia, Tonalização e Vocabulário. Além de numeração e saudações. Já o Programa Básico 2, também com 5 meses de duração, os alunos aprenderão a desenvolver uma Conversação, nominar partes do corpo, família e cantigas do Orixás.Também haverá aulas de formação da afirmativa negativa e interrogativa.

Para participar, o investimento é de R$100 mensais. É necessário se dirigir ao Centro de Idiomas Mário Gusmão, no Edifício Themis, sala 215 – Praça da Sé.

Mais informações:  (71) 34972845

 

Diego Nascimento – Homem trans, preto, pansexual, 16 anos e ativista!


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Foto: Andréia Magnoni

Ele tem apenas 16 anos, uma “paixão incondicional” pelo poder transformador do Direito, se encontrou na militância desde os 12 anos de idade, acha que “o mundo está todo muito errado” e tem uma meta: “levar conhecimento, educar, debater e ensinar” no combate aos sistemas de violência. E ele é TRANS.

Diego Nascimento se define assim, desde os 12 anos: homem trans, preto, pansexual, soteropolitano, filho de Eunice do Santos. Mora no bairro periférico de Tancredo Neves, em Salvador, e estuda o 2º ano do Ensino Médio no IFBA. As certezas que Diego traz hoje surpreendem ao lembrarmos que ele nem chegou aos 18 anos. Ele é ativista do coletivo De Transs Pra Frente e da rede de adolescentes LGBTs da Unicef.

Mais ainda quando ele as manifesta publicamente, em eventos como os realizados pelo Coletivo De Transs pra Frente, do qual faz parte. Mas, talvez, não houvesse outro caminho: para ele infância lembra violências, solidão; e adolescência – onde está – significa luta, afirmação e metas.

Entrevistamos Diego, que será mediador do próximo encontro do De Transs pra Frente, nesta quarta-feira (7), a partir das 18h, no Teatro Gregório de Matos. O tema: Tensionando a Cisgeneridade. E de tensão, Diego sabe bem…conheça-o.

Portal Soteropreta – Como cresceu Diego Nascimento, o que você traz e sua infância?

Diego Nascimento – Então, falar da minha infância é falar de violência, pois ela é o principal marcador dessa fase da minha vida. Desde muito cedo, lá pros 6, 7 anos, eu já não me encaixava no estereótipo social do que é ser uma menina: minhas brincadeiras favoritas incluíam futebol, lutas e jogos de cartas, todas essas tradicionalmente associadas à masculinidade. No ambiente escolar, isso fez com que eu sofresse muita violência, tanto por parte de colegas como de professores e demais funcionários, inclusive gestores. Solidão também foi uma constante nessa fase da minha vida, já que eu não era aceito nem entre as meninas (com as quais eu não me encaixava mesmo), nem entre os meninos (que não me viam como igual). Violência psicológica e física fez parte dessa época da minha vida por longos anos, entre os 7 e os 13, em forma de piadas, xingamentos e, não raras, agressões.

“Por conta de todo esse processo, me tornei uma criança extremamente solitária e só no início da adolescência, quando entrei em contato com a militância feminista, que isso veio mudar.”

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Reprodução Facebook

Portal Soteropreta – Como você define Diego Nascimento hoje?
Diego Nascimento – O Diego Nascimento de hoje é o resultado de uma infância conturbada e uma adolescência (na qual ainda me encontro) promissora. Hoje, posso dizer que eu sou um garoto feliz, apesar das violências que me cercam cotidianamente. Entrar para a militância deu um sentido a minha vida, um “algo” pra fazer no mundo, e isso é algo que eu sempre busquei. Diego hoje é um jovem militante preocupado com todas as causas sociais, que busca por meio das suas palavras e ações transformar a sociedade e fazer dela um local em que pessoas possam viver suas especificidades sem se tornarem vítimas de violência.

O mundo exterior é, e sempre foi, extremante violento, comigo e com qualquer pessoa trans, e isso me influenciou de diversas formas. A violência que sofri na infância, por exemplo, é o principal marcador de diversos traços da minha personalidade, como a agressividade.

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Foto: Andréia Magnoni

Portal Soteropreta – Como você chegou ao De Transs Pra Frente? O que este Coletivo significa pra você?
Diego Nascimento – O Coletivo De Transs pra Frente nasceu no seio de um outro projeto, o “Cores e Flores para Tita”, uma exposição fotográfica da fotoativista Andréa Magnoni. Ela falava de gênero e transgeneridade a partir da história do seu tio, o Tita, um homem trans suicidado por conta da transfobia. Eu fui um dos modelos e também monitor dessa exposição, e logo que ela saiu do Teatro Gregório de Mattos, onde foi lançada, surgiu nesse mesmo espaço o evento “De Transs pra Frente”, principal motivador do surgimento do Coletivo de mesmo nome. O De Transs pra Frente, enquanto Coletivo, só me remete a uma coisa: família. A minha relação com todas as pessoas do coletivo é, para além de tudo, de amizade. É um grupo de pessoas diversas que acreditam em um mesmo objetivo: uma sociedade menos violenta.

Enquanto evento, o “De Transs pra Frente” me é uma possibilidade de trazer à luz discussões sobre diversas temáticas ligadas à transgeneridade, que sempre são negligenciadas ou apagadas. É uma das raras oportunidades de ver pessoas trans falando de si e por si em primeira pessoa, e o mais importante: de ser ouvido.

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Foto: Andréia Magnoni

Portal Soteropreta – Quem são suas referências de vida?
Diego Nascimento – Essa é uma pergunta interessante, sempre que paro pra pensar nessa questão eu percebo uma coisa curiosa: todas as minhas referências de vida são mulheres ativistas. Citando as mais importantes: Andrea Magnoni, Line Pereira, Viviane Vergueiro, Daniela Andrade e Maria Clara Araújo.

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Portal Soteropreta – O que você gosta de fazer, quais são seus hobbies, paixões?
Diego Nascimento – Desde muito novo eu sou encantado por leitura e por esportes, em especial o basquete, que pratico desde os 8 anos. Mas, pra qualquer um que me conhece, a resposta à pergunta sobre qual é a minha maior paixão, hobbie e passatempo seria “conversar”. Como bom geminiano, troco qualquer coisa por uma boa conversa em um ambiente calmo e com pessoas inteligentes, dispostas a trocar conhecimentos e debater ideias e pontos de vista.

Portal Soteropreta – Falando de afetividade, boas lembranças? Aspirações, desejos?
Diego Nascimento – Huum, questão complicada (risos). Falar de afetividade hoje me remete à pessoa com a qual eu exerço isso mais diariamente, minha namorada, Maria Mariana. Em certos aspectos, o acesso que a militância me dá me traz alguns privilégios, entre eles o de conhecer pessoas maravilhosas, que se tornam minha maior referência de afetividade. Apesar de tê-la conhecido em outro contexto (somos colegas de classe), nossos interesses em comum, inicialmente, giraram em torno – justamente – de questões sociais.

Na vida de uma pessoa trans, relacionamentos afetivos saudáveis são tão raros que os de nós que vivenciam isso se consideram privilegiados, e aqui eu me incluo. Quanto a boas lembranças, as melhores da minha vida também giram em torno do ativismo: ENUDSG (Encontro Nacional em Universidades pela Diversidade Sexual e de Gênero); o Encontro da Rede Nacional de Adolescentes LGBT´s, e por ai vai. À parte isso, só mesmo alguns momentos românticos com namoradas da vida, porque né, eu ainda sou um garoto de 16 anos (risos).

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Maria Mariana e Diego

Portal Soteropreta – Carreira, o que você quer para os próximos 20 anos?
Diego Nascimento – Essa é mais fácil: ser Advogado, com certeza. Pretendo terminar o Ensino Médio/Técnico no IFBA e iniciar a graduação em Direito, área pela qual nutro uma paixão incondicional. Não pela área em si, mas pelo potencial transformador que ela detém. Após terminar a graduação, meu objetivo é entrar para a Defensoria Pública e atuar na seção em que tramitam os processos relacionados aos Direitos Humanos.

Portal Soteropreta – O que ainda não está certo no mundo, Diego? E o que você está fazendo para mudar isso?
Diego Nascimento – Olha, sinceramente, eu acho que o mundo está todo muito errado. Nossa dificuldade enquanto seres humanos em aceitar e compreender o outro, a passividade que mantemos diante de tanta violência, a manutenção secular de sistemas opressores (como patriarcado e o capitalismo) – que existem para sobrepor um grupo aos outros, etc. Dentro de tudo isso, faço o que está ao meu alcance, que é o trabalho de formiguinha, de levar conhecimento, de educar, de debater, de ensinar. Eu acredito piamente que são ações assim que podem levar ao empoderamento coletivo das minorias sociais, ao mesmo tempo que faz com que uma parcela, mesmo que pequena, das maiorias sociais, compreenda seu papel na manutenção de sistemas de violência e, a partir dessa compreensão, entrem na luta contra esses sistemas.

Portal Soteropreta – Enfim, ser trans é….
Diego Nascimento – É existir e resistir, é lutar contra a invisibilidade e o preconceito, é estar no mundo como um afrontamento a normas de gênero impostas, é TRANSgredir, é TRANScender e, acima de tudo, é ter o potencial de TRANSformar a sociedade.

Nesta quarta (7), a partir das 18h, Diego será mediador da Mesa “Tensionando a Cisgeneridade”, que pretende aprofundar o assunto, questionando a identidade de gênero de quem não é trans, nem travesti. Saiba mais aqui. 

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Foto: Andreia Magnoni

#DialogosInsubmissos – Cristian Sales, Regina Anastácia e a rede de mulheres negras


cristian sales diálogos insubmissosMulheres negras, suas dores, desejos, medos e suas lutas por sobrevivência. Tudo sob a ótica da escrevivência de Conceição Evaristo, foco do projeto “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”, que em julho vai reunir intelectuais negras de diferentes áreas de pesquisa e atuação em Salvador. O projeto é de autoria da doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento. 

Uma delas é a a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, que nos antecipa o que vem por aí…

Portal SoteroPreta – Pra você, qual a importância de Conceição Evaristo para mulheres negras hoje?

Cristian Sales – Considero que o trabalho da escritora e intelectual negra Conceição Evaristo tem sido indispensável para refletir e visibilizar uma série de demandas ligadas à vida das mulheres negras na diáspora. Através de sua escrita ficcional, Evaristo reescreve histórias e trajetórias de mulheres negras sob a perspectiva de um olhar feminino negro. Com uma vasta publicação, entre romances, antologias de conto e poesia, a escrita de Evaristo é uma das mais poderosas da literatura afro-diaspórica, pois coloca em cena outros modos de narrar e contar nossas subjetividades. É uma poética da insubmissão, pois, nela, Evaristo rasura imagens, discursos e formas hegemônicas de representação de nossos corpos negros femininos. Em Insubmissas lágrimas de mulheres ela questiona a posição social de subalternidade imposta pela intersecção de gênero e raça, ressalta a importância de uma práxis de empoderamento no que diz respeito às estratégias de enfrentamento contra o racismo e sexismo. Evaristo escreve sobre as nossas dimensões afetivas, amores, desilusões, dores e solidão. Quando leio seus contos, sinto as suas lágrimas se misturarem às minhas…

Além de dividir suas experiências cotidianas, a autora tem reforçado a importância do trabalho intelectual desenvolvido pelas mulheres negras e, ao mesmo tempo, reivindicado espaço para as nossas produções.

diálogos insubmissos conceição evaristo

Portal SoteroPreta – O que pode ser dito sobre o conto que você mediará, quais links com a nossa realidade você prepara para o público?

Cristian Sales – Farei a mediação do último conto do livro intitulado Regina Anastácia. A narrativa chama atenção por causa de um dos nomes da personagem-protagonista: Anastácia. Escolhi este conto a partir do que observo na escrita de Conceição Evaristo: sim, as mulheres negras têm história para contar! Histórias que precisam ser visibilizadas. Segundo a escritora, precisamos lembrar de nossas “rainhas”, princesas, heroínas, guerreiras. Lembrar de uma rede mulheres negras insubmissas que vieram antes! Precisamos falar de “várias mulheres negras e irmãs do outro lado Atlântico”. E, então, a autora começa citando vários nomes de mulheres negras espalhadas pela diáspora. Um processo de resgate histórico-cultural das mulheres negras dentro e fora do Brasil. Na narrativa, os discursos literário e histórico formam uma teia e constroem uma leitura possível de nossa realidade composta por heranças, estigmas e superações. Não quero antecipar questões, mas a trajetória de Regina Anastácia toma outra direção.

Conceição Evaristo surpreende suas leitoras ao identificar os elementos constitutivos do pensamento das mulheres negras na diáspora quanto às nossas demandas afetivas. Há, sim, possibilidade de finais felizes! Precisamos encontrar personagens negras com experiências afetivas bem sucedidas…Evaristo prepara um terreno de possibilidades.

insubmissas lágrimas de mulheres negras

Portal SoteroPreta – Diálogos Insubmissos, imprescindível debate?

Cristian Sales – Olha… Quando Dayse Sacramento me chamou para formar esta de roda-diálogos, eu entendi que estava atendendo não apenas um chamado de uma irmã, mas a uma convocação poderosa de nossas ancestrais. Dayse nos chamou para formar um Xirê de mulheres negras insubmissas cheias de herança. Penso que os Diálogos Insubmissos também reverenciam as nossas Yabás: sua força, beleza, altivez e rebeldia. São várias as mulheres negras convidadas que, em transe, dançam e escrevem de espadas nas mãos (risos). Será a primeira vez que falarei ao lado de Lindinalva Barbosa, uma mais velha poderosa em todos os sentidos. Assim como nutro um imenso respeito pelas trajetórias de Dayse Sacramento, Denise Carrascosa e Carla Akotirene. Veja a importância de formar uma rede de mulheres negras! Precisamos dialogar sobre as nossas demandas. Precisamos aprender a caminhar juntas! Acho que se coloca um desafio… Formar outras rodas-diálogos! Isso também contribui para o nosso fortalecimento individual e coletivo.

Os Diálogos Insubmissos são imprescindíveis e devem ter vida longa. Eles evidenciam que precisamos pensar em uma política de produção de conhecimento feita por mulheres negras. Vamos colocar em movimento ideias, produzir saberes e modos de ler os contos de Conceição Evaristo. Vamos produzir gestos e afetividades com os nossos corpos negros insubmissos.

Saiba mais sobre o projeto aqui. 

Inscrições abertas pra Oficina de Contos Africanos!


grupo Iwá

Nos próximos dias 14 e 15 de julho, o Espaço Xisto Bahia nos Barris receberá o Grupo Iwá, com a 2ª Edição do Projeto EM CENA NOSSAS HISTÓRIAS. De Maceió para Salvador, o professor Doutor em Artes Cênicas e experiente Contador de Histórias, Toni Edson, realizará a Oficina de Performatização Coletiva de Contos Africanos

Na ocasião, a Oficina – que é direcionada a pessoas a partir dos 16 anos – trabalhará com a expressão corporal/vocal dos inscritos e com técnicas de improvisação voltadas para a contação de histórias africanas em grupo. Serão disponibilizadas 20 vagas. 

Toni Edson
Toni Edson

Toni Edson é ator fundador do Grupo Iwá, dramaturgo, diretor, compositor, contador de histórias, licenciado em artes cênicas (UDESC), Mestre em Literatura Brasileira (UFSC) e Doutor em Artes Cênicas (UFBA), tendo pesquisado procedimentos e tradição oral de contadores de história africanos como inspiração para rodas de história

No conteúdo, terá ainda introdução à noção de contação de histórias e o lugar do contador na construção da performance, jogos teatrais de concentração, presença cênica e improvisação. O público aprenderá, ainda, a construir a relação criativa na contação.

Para participar, não é necessária experiência artística. “O que importa é o desejo de ouvir e contar histórias”, diz a organizadora, Josi Acosta. Os participantes cumprirão uma carga horária de 12h/a e receberão certificado ao final da oficina.

INSCRIÇÕES AQUI. 

PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS

Dia 14/07 (sexta-feira)- 19h às 22h

Dia 15/07 (sábado)- 9h às 13h e das 19h às 22h

Dia 15/07 (sábado)- 15h30 apresentação do espetáculo “Bichos, Cantos e Encantos”- Atuação e Direção Toni Edson- Os alunos da oficina terão acesso livre.

INVESTIMENTO

Interessados deverão –  após o preenchimento do formulário e recebimento  de e-mail de confirmação – fazer o depósito em conta corrente no valor de R$ 150. O email de confirmação trará informações para tanto.  A inscrição só será confirmada após o envio do comprovante de pagamento. Dúvidas podem ser retiradas pelo e-mail  [email protected]

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras debaterá obra de Conceição Evaristo


29Insubmissas lágrimas de mulheres

“(…) E, quando se escreve, o comprometimento (ou o não comprometimento) entre o vivido e o escrito, aprofunda mais o fosso. Entretanto, afirmo que, ao registrar estas histórias, continuo no premeditado ato de traçar uma escrevivência.”

Assim introduz Conceição Evaristo a sua obra Insubmissas lágrimas de mulheres, lançada em 2011. Os relatos de mulheres negras ao longo dos contos escritos por Evaristo serão estudados e analisados na atividade intitulada “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”, que será realizada em julho, em Salvador.

Fliesquié
Dayse Sacramento

A atividade faz parte do projeto de pesquisa da doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, “Violências contra mulheres negras e as suas “insubmissões”, contemplado no PIBIC/IFBA em 2017, junto à orientanda – bolsista do PIBIC – Jilmara Santos de Jesus.

Dayse organiza a atividade, que trará Mesas Temáticas com a presença de pesquisadoras negras em três encontros. Em cada um serão debatidos dois contos, que serão mediados também por mulheres negras de diversas áreas, como Direito, Filosofia e Literatura.

“A partir destas atividades, buscaremos refletir sobre como as relações que são tecidas na sociedade  impõem  às  mulheres  negras  (e  a  outros segmentos  discriminados)  condições  de  vulnerabilidades, no que se refere aos  direitos humanos,  acesso  à  bens  culturais,  inclusive  no  que tange as políticas públicas”.

Convidadas

Os debates tem como intuito identificar violação dos direitos das mulheres no texto literário de Conceição Evaristo e como elas representam o cenário social brasileiro.
Para tanto, já estão confirmadas presenças como as da mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela.
Na mediação, a socióloga e doutora em Sociologia, Marcilene Garcia e a poetiza e estudante de Jornalismo, Joyce Melo. 

Insubmissas lágrimas de mulheres Conceição Evaristo

A escrevivência de Conceição Evaristo

Ela escreve sobre exclusão, racismo, sexismo, violências. Em seus textos, a autora denuncia com sua Literatura que aborda o universo das mulheres negras.

Prosa ou pela poesia, Evaristo é aclamada por sua narrativa forte e ao mesmo tempo sensível, que busca sempre a realidade e a dureza do cotidiano.
Oriunda de uma favela da zona sul de Belo Horizonte, conciliou seus estudos com trabalho de empregada doméstica. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.
Em breve mais informações aqui no Portal. Até lá, segue a página do evento. 

Abertas inscrições para projetos de Animação, Ficção Infantojuvenil e Documentário!


cinema negro

Estão abertas as inscrições de projetos no edital Arte na TV – Ano II, da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Recursos da ordem de R$ 2,25 milhões serão distribuídos entre sete projetos nas modalidades de Animação, Ficção Infantojuvenil e Documentário.

Os interessados têm até o dia 22 de julho para inscrever seus projetos, por meio do site, onde o edital completo também está disponível. Outras informações podem ser obtidas pelo email [email protected]. O resultado final da seleção será divulgado até o dia 03 de outubro.

SAIBA TUDO AQUI. 

SERVIÇO:

Edital Arte na TV – Ano II

Até 22/07/2017

Inscrições:

Informações: [email protected]

Vai rolar “Rimas de Resistência – Batalha de Mc’s na Era da Informação” em julho!


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Um espaço lúdico com obra de diversos autores, além de local de encontros com autores, contação de histórias, palestras e oficinas gratuitas. Este é Cantinho da Leitura Livres Livros, que no dia 1º de julho promoverá encontros entre poetas da periferia de Salvador e rappers – o Rimas de Resistência – Batalha de Mc’s na Era da Informação. Tudo vai rolar lá no Parque da Cidade – Itaigara, a partir das 10h.
Serão realizadas batalhas de rimas e poesias tensionando questões sociais, identitárias e culturais. Estarão na mesa o ritmo, a oralidade, a performance e a poesia. As batalhas serão mediadas pelo rapper e articulador cultural do bairro de Nordeste de Amaralina Mr. Armeng e Bruno Suspeito, do Coletivo A Rua se Conhece, de São Caetano.
“Originada no bairro de São Caetano, em Salvador Bahia, a “Batalha de Mcs Era da Informação” é um projeto/evento que tem como objetivo levar entretenimento, educação e arte ao público de várias faixas etárias, abordando temas atuais que precisam ser discutidos para o fortalecimento e desenvolvimento da comunidade e da juventude, ajudando no processo de diminuição da violência, racismo, intolerância religiosa e homofobia.”
Armeng
O Cantinho
O Cantinho da Leitura Livres Livros reúne em um espaço lúdico obras de diversos autores, além de receber ao longo do ano encontros com autores, contação de histórias, palestras e oficinas gratuitas.
 Fotos: Reprodução Facebook