Artista e performer paulistana Val Souza apresenta seu solo de dança “Bang!” no Pelô!


Pensando a diversidade de experiências discriminatórias vividas por corpos de negros em diferentes espaços e ambientes, a artista e performer paulistana Val Souza apresenta o solo de dança Bang!, resultado de suas percepções acerca das violências e do modo de viver dos corpos de negros no Brasil. A apresentação acontece na Praça da Cruz Caída, Pelourinho e será aberta ao público.

Nela a artista flutua com o auxílio de intervenções sonoras que, aliadas a sua presença física, se transformam em disparadores para uma discussão sobre a invisibilidade de corpos de negros, criminalização, violência e presença destes corpos marginalizados em todo o país incluindo a cidade de Salvador, onde Val Souza reside atualmente para cursar mestrado na Universidade Federal da Bahia.

Na sequência,o público é convidado para participar de um debate na Katuka Africanidades com a performer e a escritora Cidinha da Silva sobre o processo criativo e a estética de mulheres negras. Fruto de conversas entre ambas, o encontro nasce a partir das impressões de Cidinha da Silva sobre a performance Desbunde, apresentada por Val no Goethe, durante os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras e das inquietudes geradas por sua pesquisa.

“Eu tenho como processo artístico pensar a experiência da minha presença negra nesse mundo branco falocêntrico. Como resultado dessas relações venho elaborando produções não só no campo da performance como criação artística e de produção cultural, mas também em teatro, dança, educação, curadoria e comunicação. Minha poética está em criar constrangimento, afetações, e mostrar o racismo estrutural desse país. Eu não sou ingênua ao propor isso eu também estou disposta a agenciar e receber afetações e constrangimentos.” – Val Souza.

Local:

Onde: Katuka Africanidades – Rua Chile s/n° – Centro

Quando: 25 de agosto, às 18h

Quanto: Grátis

Escola Olodum oferece pré-vestibular gratuito: inscrições abertas!


estudantes-cotas

Quem estiver regularmente matriculado no 3º ano do ensino médio ou no quarto ano da educação profissional integrado ao ensino médio da rede pública de ensino da Bahia; tenha cursado, em escola pública municipal no Estado da Bahia, o ensino fundamental II (5ª à 8ª séries / atual 6º ao 9º anos) ou modalidades correspondentes pode concorrer a uma das vagas limitadas do pré-vestibular gratuito da Escola Olodum em parceria com a Universidade do Estado da Bahia – Uneb.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 09h às 17h, na Escola Olodum – Rua das Laranjeiras, nº 30, Pelourinho. As aulas têm início no dia 21 de Agosto, das 18hs e 22hs, até Dezembro. Para se matricular, o candidato deverá apresentar cópias do RG, CPF, histórico escolar (da quinta série ao terceiro ano) e comprovante de residência. Se menor de idade, a matrícula deverá ser feita pelos pais ou responsáveis. Caso o aluno esteja cursando o terceiro ano deverá levar uma declaração da escola como comprovação.

O curso é presencial, com carga horária de 20 horas semanais e aulas das disciplinas Português, Redação, Matemática, Física, Química, Biologia, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), História e Geografia, tendo como objetivo consolidar e aprofundar conhecimentos adquiridos pelos alunos, preparando-os para os processos seletivos de ingresso ao ensino superior.

 

Minissérie “Travessias Negras” pauta cotistas da UFBA e será lançada em Salvador!


Travessias Negras
Como as Políticas de Cotas transformaram as vidas de jovens negros e negras? Já parou pra pensar como é o dia a dia destes jovens que chegaram lá?! Em tempos de retrocessos e perdas de direitos conquistas pela luta negra em todo país, estes relatos trazem a certeza da necessidade de reparação e de que a única coisa que separa estes jovens de outros não-negros, é a oportunidade.
É isso que traz a minissérie documental “Travessias Negras” que, em cinco episódios, narra a trajetória de vida de quatro jovens negras/negros, moradores da periferia de Salvador (BA), que através das Cotas ingressaram na Universidade Federal da Bahia. E em cursos ditos de prestígio social: Comunicação, Medicina, Letras e Direito. São eles:

Daiane Rosário (Comunicação), Andre Luís Melo (Medicina), Hilmara Bitencurt (Letras) e Vitor Marques ( Direito). 

Atualmente, estes jovens estão vivenciando um processo inusitado como protagonistas de um movimento rompedor de barreiras históricas que bloquearam o acesso da juventude negra ao ensino superior no Brasil, estágio escolar tradicionalmente marcado pela sub-representação da população negra.
Travessias Negras
Dirigida por Antonio Olavo, a série “Travessias Negras” será lançada no dia 24 de agosto (quinta-feira), às 18h30 no Teatro ISBA (Ondina), com entrada aberta ao público. Conversamos com Antonio Olavo sobre esta produção, veja:
Portal Soteropreta – Como surgiu a ideia do doc e qual a importância dele no cenário atual de retrocessos?
Antonio Olavo – Dentro de uma linha natural de trabalhos da PORTFOLIUM, que agora em 2017 completa 25 anos dedicada a projetos que contribuem com a valorização da memória negra, na Bahia e no Brasil. Ele foi materializado graças ao Edital PRODAV 09 de 2015 promovido pela Agencia Nacional de Cinema – ANCINE, que selecionou seis obras audiovisuais no Nordeste e a nossa foi uma delas. Seu lançamento ocorre em um momento político muito peculiar onde efetivamente nos deparamos com um cenário nacional de extinção e questionamentos de conquistas sociais, ao tempo em que vejo também como um período desafiador em que colocaremos em teste nossa capacidade de indignação e reação. Então, Travessias Negras faz parte de um processo mais geral de posicionamento, de assumir lado, tomar partido. Em nosso caso, isso se efetiva com a criação de obras cujos conteúdos se colocam explicitamente em prol de uma sociedade democrática justa e diversa e isso somente será possível sem preconceito, sem racismo.
Travessias Negras

Portal Soteropreta – Quais são os planos para este documentário? Exibição, distribuição?

Antonio Olavo – A série foi produzida para, inicialmente, ser exibida na grande rede de televisão pública no Brasil, que é composta das televisões educativas, comunitárias, universitárias e culturais, e isso soma aproximadamente 235 emissoras em todo o Brasil. Posteriormente, ela irá circular em outras janelas importantes como Video sob demanda, TVs pagas entre outras. Mas eu quero mesmo é que as pessoas, principalmente os adolescentes e jovens negras e negros, se identifiquem, tomem conta e traga para si essa condição de ter o seu domínio sobre a série, exercendo também a cumplicidade com a sua veiculação. Eu quero que esses jovens se reconheçam nas histórias narradas e pensem: “me representa”. Tem sido assim com as outras obras anteriores da PORTFOLIUM e assim será com Travessias Negras.

Fotos: Divulgação

Projeto “Áfricas na Gente – Festival de Música nas Escolas” será aberto com show de Mateus Aleluia


Mateus Aleluia
Mateus Aleluia

A Rede Somus – Música Bahia realiza, em 20 escolas públicas estaduais de Cajazeiras e entorno, o projeto “Áfricas na Gente – Festival de Música nas Escolas”, projeto de democratização cultural, musicalização e cultura afro-brasileira. Serão festivais de música com atividades de arte educação e acontecerá durante o segundo semestre de 2017.

Para abrir as atividades do projeto, serão realizados shows gratuitos no dia 12 de agosto (sábado), das 16h às 20h, na Praça Regina Guimarães – Fazenda Grande III, Cajazeiras. O evento terá show de abertura com Mateus Aleluia e apresentações de alguns artistas da Rede Somus, como: Estevam Dantas; Danilo Fonseca; Thaíse Maciel; Ramon Lima; Áurea Semiséria; Filipe Lorenzo; Fábio Haendel e Victor Badaró.

Rede Somus - Música Bahia
Foto: Esperança Gadelha

Neste projeto serão apresentados aos jovens parte dos artistas da Rede que passeiam por diversos estilos musicais. Para isso, além dos shows musicais, também acontecerão oficinas artísticas e rodas de conversa. O projeto ocupará cada escola durante um dia com oito oficinas (ex: quadrinhos; canto; iniciação a teoria musical; som, ritmo e movimento; contrabaixo básico; criação de histórias; rádio web e violão básico), uma Roda de Conversa sobre Cultura Afro-brasileira com um estudioso da área e shows com artistas da Rede Somus.

Os festivais nas escolas (com oficinas artísticas, rodas de conversa e shows) serão realizados entre os meses de agosto e novembro. Já o encerramento do projeto culminará em um grande show no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras com o lançamento da coletânea musical de artistas de Rede Somus, no dia 25 de novembro.

SHOW DE ABERTURA DO PROJETO “ÁFRICAS NA GENTE” – FESTIVAL DE MÚSICA NAS ESCOLAS

Data: 12 de agosto (sábado)

Local: Praça Regina Guimarães – Fazenda Grande III, Cajazeiras

Horário: das 16h às 20h

Ingresso: gratuito

Programação

Abertura: Mateus Aleluia

Artistas da Rede Somus: Estevam Dantas; Danilo Fonseca; Thaíse Maciel; Ramon Lima; Áurea Semiséria; Filipe Lorenzo; Fábio Haendel e Victor Badaró

Caminhada Azoany celebra 20 anos do Pelourinho a São Lázaro!


Caminhada Azoany

A 20° Caminhada Azoany tomará as ruas do Pelourinho no dia 16 de agosto (quarta-feira). O cortejo sairá do Pelourinho  até Igreja de São Roque, em São Lázaro (Federação). sentido  Será a partir das 9h, com uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos na ladeira do Pelourinho e concentração às 12 horas, no Negros Bar – próximo à Delegacia do Turista (DELTUR).

A caminhada tem saída marcada para às 13 horas com o Afoxé Mojubá e convidados e seguirá pedindo paz, saúde encerrando aos pés de Iroko, árvore sagrada das religiões de Matriz Africana. Os interessados em participar do cortejo devem estar com a camisa oficial do evento, que  podem ser adquiridas na Sede da Associação Alzira do Conforto (Rua das Laranjeiras, n° 14, – Pelourinho).

A Azoany surgiu a partir de uma caminhada organizada por Seo Martinho, morador do Pelourinho. Azoany é uma divindade ligada à terra – na tradição jeje. Se assemelha à Kavungo do Candomblé de tradição angola e Obaluaê da ketu.

As camisas começam a ser vendidas (R$15) neste sábado (5) das 9h às 12h e das 14h às 18h. Além da Caminhada Azoany, no dia 19 de agosto (sábado seguinte à Caminhada), terá a Ressaca da Caminhada, com samba e afoxés. Para entrar, o acesso será a camisa da Caminhada.

Caminhada Azoany

Memória

A Caminhada Azoany é um cortejo religioso realizado por um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e à Igreja Católica, que  comemora o Dia de São Roque (Catolicismo) e  Azoany (Omolú) para os adeptos do Candomblé. Durante o percurso, os fiéis reverenciam o orixá e o santo católico, cumprindo suas promessas, agradecendo pelas graças alcançadas ou renovando seus pedidos.

Mais de 3.500 pessoas acompanham a Caminhada, tradicionalmente nestes 20 anos de tradição, percorrendo os 6Km de percurso. Ao longo deste, são entoados cânticos de louvor para o Orixá, Inkisse) e orações de agradecimento ao santo católico.

AGENDE-SE!

O que:  20 ° Caminhada e Ressaca Azoany

Onde: Pelourinho a igreja de São Lázaro

Quando:  16 e 19 de Agosto

Contatos: Albino Apolinário – 71-98802-3837 \ Sede da Alzira do Conforto –  3321-6220

Fotos Leo Ornelas

Prêmio Culturas Populares inscreve projetos de expressões culturais de todo país!


Afoxé Filhas de Olorum | Divulgação
Afoxé Filhas de Olorum | Divulgação

A 5ª Edição do Prêmio Culturas Populares do MinC vai agraciar 500 artistas e iniciativas com R$ 10 mil cada, em todo o país. O Prêmio busca fortalecer as expressões culturais populares brasileiras como o Cordel, a Quadrilha, o Maracatu, o Jongo, o Cortejo de Afoxé, o Bumba-Meu-Boi e o Boi de Mamão, entre outros.

Entre os critérios avaliados para obter a premiação, estão: contribuição sociocultural que o projeto proporcionou às comunidades; melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de suas práticas culturais; e impacto social e contribuição para a preservação da memória e para a manutenção das atividades dos grupos.

As inscrições podem ser via correio ou pelo hotsite do prêmio e vão até o dia 28 de Agosto. Para se inscrever pelo correio, endereçar a correspondência da seguinte forma: Ministério da Cultura/Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural – Prêmio Culturas Populares, aos cuidados da Coordenação-Geral de Mobilização. Endereço: Setor Hoteleiro Sul, quadra 2, bloco B, Edifício Telex – térreo, Caixa Postal 8591, Brasília-DF, CEP 70312-970.

Fonte: Prosas

Coletivo De Transs Pra Frente pauta a despatologização trans e travesti nesta quarta (9)!


Despatologização trans
Viviane Vergueiro Foto: Andreia Magnoni

Falta de cobertura e acolhimento, discriminação, assédio, invasão de privacidade e falta de capacitação dos profissionais de saúde são alguns dos obstáculos que formam a realidade de pessoas trans e travestis. Neste sentido, o Coletivo De Transs Pra Frente promove na próxima quarta-feira, 9, 18h, no Teatro Gregório de Mattos, um debate aberto a todos os profissionais da saúde da Bahia, buscando aproximar o campo das necessidades reais da comunidade trans e travesti, e da discussão a nível internacional sobre a despatologização das identidades de gênero.

Segundo a pesquisadora e referência no debate sobre saúde trans, Viviane Vergueiro, “não é possível pensar a despatologização de pessoas trans e travestis sem pensar nas violências, exotificações e apagamentos delas na saúde integral e suas relações com a linguagem utilizada na Classificação Internacional de Doenças (CID) para nos descrever”.

Para dialogar sobre estes conflitos, a mesa do próximo De Transs Pra Frente terá como tema a “Despatologização trans e travesti: autonomia, cuidado, conhecimento”. Para pensar o assunto no campo prático, do acesso à saúde, também serão discutidos elementos da próxima revisão do Código Internacional de Doenças (CID), como a retirada das identidades trans da seção de transtornos da identidade sexual (F64 — Transtornos da identidade sexual), e sua relação com os direitos das pessoas trans e travestis à saúde, bem-estar e à identidade.

A mesa contará com a mediação da psicóloga Bila Brandão, psicóloga clínica; e participação de Carlos Porcino, transativista, psicóloga voluntária na ATRAS e doutoranda pela UFBA; Fernando Meira, médico de família e articulador do Transaúde; e Viviane Vergueiro, ativista transfeminista e pesquisadora do CuS-UFBA. A abertura fica por conta da cantora Yuretta Sant’Anna, que apresentará um pocket show.

#PoesiaSoteroPreta – Yuretta e sua Trans-Poesia! – Valdeck Almeida

 

SERVIÇO:

O que: 14ª edição do De Transs Pra Frente – Despatologização trans e travesti.

Quando: 9 de agosto de 2017, 18h

Onde: Teatro Gregório de Mattos.

Quanto: Pague quanto puder.

Não viu?! Vai ter Leno Sacramento com “En(cruz)ilhada” no Gamboa este mês!


encruzilhada

Sempre em duas sessões, 16h e 20h, nos dias 09, 16 e 23, o espetáculo En(cruz)ilhada, solo de Leno Sacramento, entra em cartaz no Teatro Gamboa Nova no mês de agosto. Um monólogo onde a vítima não está isolada e é conduzida a várias formas de morte. Nesse processo você pode estar dos dois lados. Na encruzilhada da vida e da morte, não se espera nada: o que se vê é uma aniquilação absoluta.

“Assim que nascemos nossas cabeças são colocadas na mira de uma bala que segue nos matando lentamente: a morte social, a morte cultural, a morte financeira, a morte estética, a morte psicológica” – explica Sacramento, que procura deixar o entendimento completo da obra para o público que a acompanha.

O ator, que estrelou obras no cinema e no teatro soteropolitano, ainda completa: “ a morte nos invade, nos extermina e nos põe em uma cruz de braços abertos. Ela nos deixa sem escolha, sem opção. Nos dilacera e nos abate pouco a pouco, nos levando a uma encruzilhada. No lugar onde se cruzam dois caminhos, também a morte se esbarra, nunca estaremos sozinhos”.

Serviço

O que: Espetáculo En(cruz)ilhada, com Leno Sacramento

Quando: 9,16 e 23/08 (quartas) – 16h e 20h

Quanto: R$20 e R$10 (meia c/ comprovante) –bilheteria abre às 17h (qua a sab) e às 15h (dom) /dinheiro

Onde: Teatro Gamboa Nova – Rua Gamboa de Cima 03, Aflitos (atrás do Passeio Público, ao lado do quartel)

Classificação etária: 14 anos

 

Fundo ELAS inscreve projetos que defendam direitos das mulheres!


Imagem: Pinterest
Imagem: Pinterest

Estão abertas as inscrições para o edital Building Movements – Feminismos Contemporâneos, que vai apoiar projetos de grupos de mulheres de todo o Brasil com enfoque na mobilização de mulheres para a defesa de seus direitos, formação política e ação feminista coletiva.

Podem participar grupos formais e informais de mulheres e também redes de ativistas ou de organizações de mulheres, todas que se dediquem democraticamente à promoção e a defesa dos direitos das mulheres e/ou aos direitos humanos com experiência de pelo menos um ano de atuação.

Para realizar inscrições, ao submeter uma proposta de projeto, os grupos deverão preencher o formulário de solicitação de apoio fornecido pelo Fundo ELAS e enviá-lo ao endereço postal do Fundo ELAS que se encontra no final do edital. O prazo termina no dia 25 de agosto de 2017.

O edital destina R$25 mil para doação direta a cada um dos 10 projetos selecionados.

Fonte: Prosas

#Cabaré20Anos – “Você é negro? E o que é ser negro no Brasil?!” – Wenley de Jesus!


Sergio Laurentino cabaré da raça 20 anos
Foto Giuseppe Roca

Por pouco mais de 1h, o espetáculo Cabaré da RRrraça está sendo preparado para voltar ao palco do Teatro Vila Velha neste mês de agosto! Será de 17 a 27 do mês, com promessa de casa cheia! E ele começa com Wenley de Jesus fazendo o questionamento central da peça: “Você é negro? E o que é ser negro no Brasil?”. Criado por Lázaro Ramos, e já interpretado por Vinicius Nascimento, Gustavo Melo, o personagem hoje é conduzido por Sergio Laurentino, e é o mais….”sisudo” no palco.

Ele é sério, não é de muitos risos e dá a real. “É um personagem que faço há 16 anos. Quando fui convidado por Márcio, fiquei assustado, pois era um personagem com outra vertente de atuação, a qual não sabia que podia fazer e, ao mesmo tempo, queria muito fazer”, conta Sérgio.

Sergio-Laurentino cabaré da raça 20 anos

Wenley tem Ensino Superior, é Mestrando em Filosofia e sua sisudez vem de um pensamento radical sobre o papel do negro na sociedade.

“O discurso dele eu carrego intrinsecamente em mim.Ele fala de negro no Brasil, de enegrecer a sociedade para perceber que o negro existe nesse país, e é o que eu penso também. Foi o começo de tudo pra mim no Bando de Teatro Olodum, daí comecei minha carreira de verdade como ator profissional”, Sérgio relembra.

Wenley já chega no início do espetáculo dando a ideia que o fundamenta: a sociedade separa mesmo, então ele cumprimenta: “Boa noite, público. Boa noite, brancos!” E não para por aí a força de seu discurso. Wenley critica até quem começou dirigindo a peça, branco, Márcio Meirelles.

“O Cabaré é crucial, importante no contexto atual. Falar de racismo hoje ainda é necessário, infelizmente. Hoje o racismo tem muitas vertentes e, no contexto de tudo, é a luta do negro ainda pela ascensão social no país, um personagem vanguardista com um pensamento estético social da raça negra”, reflete Sérgio.