Projeto Cine Ibomin apresenta primeira mostra no bairro de Portão, em Lauro de Freitas


cinema negro

A Escola Municipal Pedro Paranhos no bairro de Portão, em Lauro de Freitas recebe a primeira mostra de vídeos do Projeto Cine Ibomin. O Evento, que ocorre no próximo sábado, 10, às 10 horas, exibirá três vídeos produzidos por estudantes do ensino fundamental e que trazem a ancestralidade, cultura e cooperativismo negro como temática central.

As produções são resultado das oficinas experimentais em audiovisual realizadas com cerca de 30 estudantes entre os meses de maio e junho. Facilitadas pela educadora Patty Sena, as oficinas serviram para sensibilizar os jovens na utilização de produções audiovisuais em processos de reflexão, aprendizagem e mobilização de pessoas.

Cada vídeo traz uma estética, tema e conteúdo definidos pelos estudantes e que versam, respectivamente sobre: mulher negra, discriminação no mundo do trabalho e preconceito racial em ambiente escolar. Ao final do projeto esses vídeos se juntarão a outras peças produzidas em outros ambientes e comporão uma coletânea e uma grande mostra audiovisual.

O Projeto Cine Ibomin é uma realização do Coletivo Cultural Ibomin e conta com o apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB, Secretaria de Cultura da Bahia – SECULT.

 

Serviço:

 O Que: I Mostra Cine Ibomin

Onde: Escola Municipal Pedro Paranhos (Queira Deus, Portão, Lauro de Freitas)

Quando: 10 de junho, às 10 horas

Para quem: aberto ao público (Gratuito)

Contatos: (71) 99275-8751 / 3369-2698

Foto: Divulgação

Vai ter festa de 2 anos da BATEKOO, afro! Vai perder?!


batekoo salvador
Fotografia: Matheus Thierry/Zebraa

Vai rolar festa de comemoração de 2 anos da festa BATEKOO! Será no dia 10 de junho (sábado), a partir das 22h, na Residência Universitária da UFBA (Corredor da Vitória). Mas se ligue, a entrada é FREE até as 23h, com nome na lista. Em todo país, a festa já se tornou ponto certo de encontro, libertação e representação de jovens negros de periferias.

A BATEKOO já tomou a cena de Salvador – onde tudo começou -, São Paulo e Rio de Janeiro e para cada cidade, existe um produtor responsável.

“É pra afrontar a classe média!” – Diz o convite. 

batekoo salvador
Lgbterrorista Fotografia: Matheus Thierry/Zebraa

 

Vai ter Feira de Empreendedorismo Negro e a proposta dos organizadores é de ter também “liberdade corporal e sexual, estética negra, empoderamento coletivo, crespo, suor, representatividade, ocupação preta e proibidão”. os ritmos na pista serão os já conhecidos da galera: hip-hop, rap, funk carioca, R&B, trap, twerk, bahia bass, ragga, dancehall, kuduro, e suas vertentes.

“A proposta é que seja uma festa democrática, livre de preconceitos, e que una todos os ritmos negros pra todo mundo se divertir muito e quebrar até o chão, até as pernas dizerem CHEGA!”

Olha quem vai tocar: JACK, Dj Belle (Part. Sasha Heels), BRUXABRABA, Tia Carol, Lord Breu e lgbterrorista. 

Vai ter também Batalha de BATEKOO/VOGUE/TRANÇA, valendo prêmios. A lista amiga tá rolando no evento do Facebook. Após as 23h e até as 00h, a entrada será R$15 (lista) e R$20 (sem lista). Já depois de 00h – com ou sem nome na lista – vai ser R$20. 

Prêmio Brasil Fotografia inscreve até 14 de junho


fotógrafa negra

Fotógrafxs brasileirxs e estrangeirxs residentes tem ate o dia 14 de junho pra se inscrever no Prêmio Brasil Fotografia. Podem ser inscritos ensaios, séries fotográficas e projetos que tragam a história social e estética do olhar contemporâneo.

São as categorias: Prêmio Brasil Fotografia Ensaios e Prêmio Brasil Fotografia Bolsa para Desenvolvimento de Projeto. A primeira possui duas modalidades (Ensaio Impresso e Ensaio Multimeios). Os participantes podem se inscrever em ambas as categorias e modalidades, desde que apresentem trabalhos distintos.

Tem também as categorias: Prêmio Brasil Fotografia Especial e Prêmio Brasil Fotografia Revelação. A primeira delas é destinada a fotógrafos indicados, por um Colégio Eleitoral, que tenham ensaios relevantes em seu percurso criativo. Já a segunda reconhecerá um fotógrafo inédito no circuito institucionalizado de arte, inscrito nas modalidades Ensaios Impressos e Multimeios e que tenha apresentado um conjunto singular de obras.

Das premiações:

— 01 Prêmio Brasil Fotografia Especial (aquisição), no valor de R$ 55.000,00 (cinquenta e cinco mil reais).

— 01 Prêmio Brasil Fotografia Ensaio Impresso (aquisição), no valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).

— 01 Prêmio Brasil Fotografia Ensaio Multimeios (aquisição), no valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).

— 02 Prêmios Brasil Fotografia Bolsa para Desenvolvimento de Projeto (aquisição), no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) cada um.

— 01 Prêmio Brasil Fotografia Revelação (aquisição), no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Os prêmios apresentam o valor bruto e estão sujeitos à tributação, conforme legislação.

Todos os artistas premiados participarão de mostra coletiva no Espaço Cultural Porto Seguro, na cidade de São Paulo, no período de 17 de agosto a 8 de outubro de 2017. As inscrições devem ser feitas pelo site. Em caso de participação de coletivos, a inscrição deverá ser realizada com o CPF de um de seus integrantes, sendo que no currículo devem ser citados os demais integrantes do grupo.

Fonte: Prosas

Foto: Banco de Imagens

#Entrevista – Dayse Sacramento e os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras!


Em 13 contos, mulheres negras são protagonistas de relatos de dores, desejos, medos, mas também de resistência. Assim, a escritora Conceição Evaristo apresenta sua obra Insubmissas lágrimas de mulheres, lançada em 2011. Esta obra será foco de debates no mês de julho, em Salvador, na atividade intitulada “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”. 

A escrevivência  de Evaristo estará em análise por mulheres negras convidadas pela organizadora, a doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, cuja ideia surgiu a partir de sua pesquisa “Violências contra mulheres negras e as suas “insubmissões”, contemplada no PIBIC/IFBA em 2017, junto à orientanda – bolsista do PIBIC – Jilmara Santos de Jesus.

Serão três Mesas Temáticas, com a presença de pesquisadoras de diversas áreas, como Direito, Filosofia e Literatura.

dayse sacramento
Dayse Sacramento   Foto – Andréa Magnoni

Dayse Sacramento nos falou como surgiu todo este projeto:

Portal Soteropreta – Quem é Conceição Evaristo pra você?

Dayse Sacramento – Conceição Evaristo é uma das mulheres negras mais importantes da literatura afro-brasileira e que nos mostra que é possível um fazer literário com uma voz feminina negra Que esta é uma voz polissêmica, ela fala com a voz de muitas de nós. Este livro, em especial, sempre me chamou atenção pela forma como ela faz denúncias de como a sociedade brasileira direciona para as mulheres negras vários dispositivos de violência e estas mulheres não sucumbem. Resistem, caem, mas sempre levantam e até as suas lágrimas são insubmissas.

Portal Soteropreta –  E como surgiu a necessidade desta pesquisa?

Dayse Sacramento – Primeiramente, da necessidade de refletir sobre o cotidiano de mulheres negras que a autora nos apresenta através de suas personagens. Sobretudo em tempos de dados alarmantes de feminicídio lesbofobia, intolerância religiosa, e outras formas de opressão. Insubmissas Lágrimas de Mulheres é uma obra que contempla narrativas da realidade de muitas de nós. Trazer este debate através do texto literário é um compromisso que assumimos no estudo, aliado a uma crítica que legitime e visibilize o combate à violência contra mulheres negras. Assim, o Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras é uma atividade que buscará legitimar e consagrar a produção da autora.

Portal Soteropreta – Suas convidadas, Dayse, o que elas tem em comum?

Dayse Sacramento – São todas elas mulheres negras que, em alguma medida, dentro do seu campo de produção do conhecimento, discutem, combatem questões de gênero e raça. São sensíveis – tanto à produção de Conceição Evaristo, como assumem o compromisso de tornar o mundo melhor para as mulheres.

Portal Soteropreta – Como ela se deu e quais seriam seus principais legados para Literatura e Cultura negras?

Dayse Sacramento – Nós, negras e negros, precisamos, cada vez mais, acolher, apoiar, conhecer e distribuir as nossas produções, sobretudo entre nós. É inconcebível que autoras e autores negros permaneçam escondidos em detrimento de um cânone literário que é racista, classista, e que direciona muitos impedimentos a uma escrita negra. Desde as condições de produção e do fazer artístico literário, até a publicação e distribuição de livros.

Portal Soteropreta – O que você espera alcançar com os Diálogos?
Dayse Sacramento – Espero que as pessoas acessem o texto literário e que reconheçam a produção intelectual de mulheres negras. Afinal, se nós não nos lermos, não disseminarmos nossas vozes pretas, quem o fará? Deste modo, vamos conversar sobre a obra, dialogar sobre pontos de vista distintos, mediadas pela força-palavra de Conceição, que nos toca, inquieta e fortalece.

Veja aqui toda programação dos Diálogos, quem são as pretas convidadas para mediar estas leituras. O Portal Soteropreta é parceio deste projeto e divulgará, ao longo do mês, a programação completa!

Kenia Maria fala sobre estreia de stand up “DOUBLE BLACK” com Érico Brás, em Salvador


Double Black Kenia maria e erico bras
Divulgação

O stand up DOUBLE BLACK, encenado pelo casal Kenia Maria e Érico Brás terá estréia nacional em Salvador – Teatro Jorge Amado neste fim de semana (3 e 4 de junho). É um espetáculo que mescla humor e reflexão, uma análise do cotidiano das pessoas.

Mas quem acompanha os dois, sabe que engajamento é uma constante em suas atuações, posicionamentos e presença no business do entretenimento. Érico veio do Bando de teatro Olodum, projeto politicamente engajado e comprometido com a causa negra. Kenia Maria, por exemplo, é atriz, youtuber e escritora, além de ter sido recentemente nomeada pela ONU, Defensora dos Direitos da Mulher Negra – a primeira, aliás.

É com ela que o Portal Soteropreta fala, com exclusividade, nesta entrevista sobre o DOUBLE BLACK, que estréia nacionalmente em Salvador. Veja o que ela nos diz sobre o DOUBLE e muito mais…

Portal Soteropreta – DOUBLE BLACK: como e quando surgiu a idéia?

Kenia Maria –  A ideia de fazer essa peça – que é um stand up, peça de teatro, tem ficção e muito mais – veio logo depois do Canal no Youtube “Tá bom pra você?” (produzida por Érico, Kenia e que teve seus filhos no início – Gabriela e Mateus). Que fala da nossa experiência no Rio de Janeiro – eu vindo de fora do Brasil e o Érico vindo da Bahia pra Rede Globo, morando num bairro da Zona Sul do Rio. Uma mulher negra já com dois filhos e um homem negro que a recebe e com troca com ela – sem ser algo milagroso ou misericordioso, como as pessoas falam. É uma relação de muita troca, contrária a de muitas mulheres negras no Brasil, onde vivemos o abandono, a solidão, em especial quando temos filhos pretos. Então, é um privilégio tê-lo como companheiro. E o DOUBLE BLACK traz isso pro palco, traz o “Tá bom pra você” pro Teatro.

Portal Soteropreta – Porque o formato de stand up e o que de inovação vocês estão trazendo?

Kenia Maria – Stand Up é uma forma nova que veio dos pretos americanos – importante falar isso – é algo que nos sentimos muito à vontade de fazer. Como nós gostamos de inventar moda, essa é mais uma ousadia nossa, uma coisa que a gente nunca viu. Eu não sabia, mas me disseram que o “Tá bom pra você?” é a primeira webserie negra do Brasil, então agora nós estamos inventando isso também. Acho que o artista tem que fazer isso e o artista preto, minha irmã, se não inventar, morre de fome.

double black erico bras kenia maria
Divulgação

Portal SoteroPreta – Como a questão racial será levantada neste projeto?

Kenia Maria – Tá na gente, né. Trata-se de uma mulher preta que nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, de uma família de militantes e um homem negro que vem do Bando de Teatro Olodum, então não tem como não nos envolvermos com as questões do negro no Brasil, esse país racista em que a gente vive. Hoje nós ocupamos um lugar interessante pro que nos propusemos a fazer, que é falar do que tá errado, e daí vem o “Ta bom pra você?”. Hoje temos eu e a Camila Pitanga na ONU Mulheres, falando de igualdade de gênero, de direitos da mulher negra, então é impossível não falarmos da questão racial. O espetáculo vem todo falando dos padrões estabelecidos pela sociedade brasileira.

Portal SoteroPreta – Qual é a grande complexidade da sociedade hoje, na sua opinião?

Kenia Maria – A questão racial, definitivamente. A morte dos jovens negros, aumento da violência de 54% contra a mulher negra, estamos vivendo retrocessos. Mesmo com quase duas décadas de Cotas Raciais e Estatuto da Igualdade Racial, ainda existe um grande problema, existe um projeto que vem dando certo, muito eficaz, que mata a população negra. Com todas as conquistas, continuamos morrendo muito, então o racismo é muito lá embaixo. Temos que tentar entender a raiz disso tudo. Com todo empoderamento das mulheres negras, crescimento dos alertas e denúncias de violências, mas mesmo assim é assustador como estão nos matando. Estamos num momento muito estranho, grave, pra todas nós.

double black erico bras kenia maria

Portal Soterpreta – Você e Érico, junto a Taís e Lázaro compõem hoje casais de referência à população negra brasileira. Referências de sucesso, representatividade positiva e afirmativa aos jovens, crianças, adultos. Como você encara isso?

Kenia Maria – O mais importante é que vivemos uma época diferente, né.  Tenho 41 anos e vivi uma adolescência na qual homens negros – na sua grande maioria -, em ascensão, casavam com mulheres brancas. Ainda que muito tímido, porque o racismo aqui foi muito bem aplicado. É importante ligarmos a TV – não podemos subestimar, pois ela está em 97% dos lares – e ver a Michele Brau desfilando poder no horário nobre. É uma conquista pra todas nós, me orgulha. Uma mulher negra que está como quer, falando o que quer, com a cabeça em pé…tem criança vendo isso. A próxima geração vai ser insuportável – aguentem (risos).

O Érico e o Lázaro, em um país que mata homens negros, nos mostrando que são humanos, que nos representam na arte e a arte é opinião. Negro tem que tá na arte pra ter opinião. Pra mim, uma menina de favela, que já milito desde os 13 anos em Blocos Afros, em ONGs que atuaram nas chacinas do RJ, com meninas em situação de risco como eu era, hoje estar na ONU Mulheres como defensora das mulheres negras, é dar continuidade a tudo que minhas mestras me ensinaram como Vilma Reis, Sueli Carneiro, Maíra Azevedo…que deixa racista de cabelo em pé logo pela manhã na TV,  isso é bom demais.

érico bras e kenia maria double black
Érico, Kenia, Gabriela e Mateus: webserie chamando a atenção para a falta de negros na publicidade e na TV. Foto: Renee Rocha

 

Portal SoteroPreta – Tia Má estreou no stand up com sucesso aqui em Salvador e segue pelo Brasil. Agora, Double Black. O Stand Up está, enfim, chegando entre nós, negros, com nossas mensagens, nossas pautas, nosso lugar de fala – para além dos estereótipos. Como você vê esse movimento?

Kenia Maria – Pô, um momento especial nosso. Estamos pulando da Internet pro palco, fazendo um caminho diferente, como o foi nosso caminho pra cá pro Brasil, né. Mas, apesar de parecer um espaço democrático, nós ainda não vendemos os produtos que os youtubers brancos vendem. Nossa mente ainda é colonizada, tem muita mulher preta youtuber com sucesso, mas exploradas, que vemos depois em produtos brancos imitando coisas criadas por nós. Não tem democracia nesse espaço, senão teríamos também o mesmo espaço na publicidade, pois queremos falar de dinheiro.

 Kenia Maria e Érico Brás estão em plena rotina de ensaio, preparando o DOUBLE BLACK para estrear no Teatro Jorge Amado. Os ingressos já estão à venda aqui!

NÃO PERCA – DOUBLE BLACK!

Datas: 3 e 4 de junho
Horário: 21h (Sábado) | 19h (Domingo)
Local: Teatro Jorge Amado – Pituba
Ingressos: R$ 76 (Inteira) | R$ 38 (Meia)

De Transs pra Frente celebra 1 ano e debate a Cisgeneridade nesta quarta (7)


De Transs pra frente
Jenny Muller

O Coletivo de Transs pra Frente comemora  um ano do evento De Transs Pra Frente na próxima quarta-feira (7). A 12ª edição fará o seguinte questionamento no debate “Tensionando a Cisgeneridade: “Será que nascemos mesmo homens ou mulheres?

O evento começa às 18h, com a performance “Emoldurada”, da artista Jenny Müller, que usa a musicalidade para retratar as violências sofridas por pessoas trans e travestis. O debate será mediado por Diego Nascimento, ativista do coletivo De Transs Pra Frente e da rede de adolescentes LGBTs da Unicef; e contará com as convidadas Line Pereira, fotógrafa, feminista negra interseccional e pesquisadora em gênero; Fran Demétrio, professora adjunta da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), doutora em Saúde Coletiva pelo ISC/UFBA e coordenadora e pesquisadora do LABTrans/UFRB/CNPq. Terá também Diego Alcântara, integrante do coletivo Casa Monxtra, formada em artes cênicas pela Ufba, drag, figurinista, que encontra nas artes integradas uma forma de unir as linguagens a favor de seu discurso “desgenerado”.

“Então assim, como a gente nomeia transgeneridade pra fazer dela uma marcação, a gente também precisa nomear a cisgeneridade, para não cair no “normal” e no diferente. Compreende, assim, as duas como possibilidades de se vivenciar o gênero” – Diego Nascimento.

De Transs pra Frente
Foto: Andrea Magnoni

 

Diego Nascimento – Homem trans, preto, pansexual, 16 anos e ativista!

Informe-se!

O termo cis ou cisgeneridade surgiu entre os movimentos trans há alguns anos, com o objetivo de destacar que os homens e mulheres ditos “normais” também têm identidade de gênero. Que normas sociais e culturais produzem – por meio das violências – a suposta normalidade dentro da qual mulheres trans, homens trans, travestis e pessoas não binárias não podem existir. Desta maneira, ser homem ou mulher cis significa estar em alinhamento (em diferentes formas e graus) com padrões de gênero socialmente legitimados/respeitados.

 

A noite é aberta para pessoas cis, trans e travestis e segue com o formato de Pague Quanto Puder.

Serviço:

O quê: 1 ano do De Transs Pra Frente, com a mesa Tensionando a Cisgeneridade.

Quando: 7 de junho.

Onde: Teatro Gregório de Mattos.

Quanto: Pague Quanto Puder.

Vai ter exibição de doc sobre a fé no Candomblé e batepapo com Makota Valdina e Egbomi Vanda Machado!


o que aprendi com minhas mais velhas
Makota Valdina

O média-metragem Do que aprendi com minhas mais velhas, dirigido por Fernanda Júlia Onisajé e Susan Kalik, será exibido no dia 11 de junho, às 18h, na Sala Walter da Silveira (Barris). O documentário fala como a fé no Candomblé é transmitida de geração em geração. Nenguas, Yalorixás e Egbomis contam como aprenderam com seus mais velhos e como ensinam aos seus mais novos.

Após a exibição,o público poderá conversar com a líder comunitária e religiosa Makota Valdina e a Egbomi Vanda Machado (Ilê Axé Opô Afonjá), sobre a sabedoria feminina  e seus olhares sobre o mundo.

“A mais velha foi aquela que percorreu maior parte do caminho. É mediadora entre os mais novos, as divindades e os ensinamentos do processo iniciático. É por meio da experiência dessas Yás que nós mais novos aprendemos”, explica Fernanda Júlia, que dirige seu primeiro documentário e, atualmente, é diretora teatral e dramaturga do Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA.

Produções

Diretora na Modupé Produtora, empresa com outros projetos ligados ao Candomblé e Ancestralidade Afro-brasileira, Susan Kalik começou a filmar mais um documentário que vai falar dos 20 anos do NATA, grupo teatral vem rodando o Brasil com seus espetáculos, como Sire Obá e Exu – A Boca do Universo, e neste momento divide suas ações entre Alagoinhas e Salvador com o projeto OROAFROBUMERANGUE.

Resumindo…

Exibição do média-metragem Do que aprendi com minhas mais velhas

Onde: Sala Walter da Silveira – baris

Quando: Dia 11 de junho, 18h

Aberto ao público

Observatório Popular de Políticas sobre Drogas será lançado com debate sobre genocídio e encarceramento


jovem negro vivo
Banco de Imagens

“Desvelando a guerra às drogas através de uma perspectiva popular: desigualdades, encarceramento em massa e mortes”. Este é o tema da mesa de lançamento oficial do Observatório Popular de Políticas sobre Drogas – OPPD Racial. Será nesta segunda (5), no Campus I da Uneb – Cabula.

A partir das 14h, o debate terá a presença do presidente do Ilê Aiyê, Antônio Vovô, do coordenador-geral do CEN e coordenador executivo do OPPD Racial, Marcos Rezende, do reitor da Uneb, José Bites de Carvalho, da presidente da Unegro, Ângela Guimarães, e de representantes governamentais.

Segundo dados do Mapa da Violência, os seis estados do país com crescimento de mortes superior a 100% na taxa de homicídios são da região: Rio Grande do Norte (308%), Maranhão (209,4%), Ceará (166,5%), Bahia (132,6%), Paraíba (114,4%) e Sergipe (107,7%).

O Observatório é uma iniciativa desenvolvida pelo CEN, entidade nacional do movimento negro, e apoiada pela Pró-Reitoria de Extensão e pelo Centro de Referência em Desenvolvimento e Humanidades da Uneb, além da Open Society Foundations. O objetivo da ação é mapear as políticas públicas sobre drogas nos 13 estados das regiões Sudeste e Nordeste.

“A Uneb tem se consagrado pelo seu caráter popular e inclusivo, o que amplia a nossa responsabilidade de fortalecer os debates entre os diversos setores e a pesquisa científica, principalmente neste cenário alarmante que vincula elevação da pobreza, mortes e violência, muitas vezes praticadas por agentes estatais, sob o manto da guerra às drogas”, afirma o reitor.

genocídio da juventude negra

Nessas viagens aos estados, garantidas a partir da parceria com a Uneb, a equipe do projeto participará de audiências públicas em assembleias legislativas estaduais, para apresentá-lo às instâncias de Estado, a fim de fortalecer o advocacy (pressão feita nas instituições públicas) e tentar reverter posições conservadoras do Executivo e do Legislativo sobre o assunto.

“Nós queremos que isso vá sendo propagado, que essas pessoas, com essa iniciativa, recebam subsídios para continuarem atuando sobre essa questão que afeta tanto a população negra, sobretudo os jovens que são assassinados e encarcerados”, afirma Marcos Rezende, para quem a universidade e os demais setores sociais têm o dever, mais que o desafio, de relacionar drogas com a questão racial, marcador de opressões e desigualdades.

ONLINE

Quando estiver no ar, essa ferramenta digital receberá informações sobre o tema por diferentes fontes e pessoas interessadas, como estatísticas, projetos, leis, iniciativas de ativistas, entre outras contribuições, que serão avaliadas pelos pesquisadores do projeto e aberta ao acesso público.

O resultado desse mapeamento será apresentado entre os dias 8 e 10 de dezembro, na capital baiana, em um grande seminário internacional que reunirá ativistas e autoridades no debate sobre drogas para formar um comitê de governança do projeto, responsável por dar encaminhamentos às informações colhidas.

“Pensar essas questões de forma constelacional, juntando debate racial, de segurança, de identidade dos sujeitos, repercute no debate sobre a liberação ou não das drogas, mas também na evolução de outros debates e ajuda a pensar modelos que garantam o direito das pessoas à liberdade”, afirma a coordenadora técnica do projeto, a professora da Uneb, advogada e ativista de defesa dos direitos humanos, Anhamona de Brito.

SERVIÇO

Mesa ‘Desvelando a guerra às drogas através de uma perspectiva popular: desigualdades, encarceramento em massa e mortes’ marca o lançamento do Observatório Popular de Políticas sobre Drogas – OPPD Racial
Quando: Dia 5 de junho, segunda-feira, a partir de 14h
Onde: Campus I da Uneb, em frente à biblioteca, Cabula
Aberto ao público

Artistas abrem inscrições para Oficina Pesquisa de Teatro no Ogunjá


Quer fazer Teatro? Já faz e quer ampliar os estudos? Quer aprender Dança também?

Estão abertas as inscrições para a Oficina Pesquisa de Teatro, com o o objetivo principal de iniciar pessoas no fazer Teatral através do mote: “Qual é a nossa História?”. As oficinas acontecerão no dia 10 de junho (sábado), na Associação dos Moradores da Vila Viver Melhor, localizada no bairro do Ogunjá. É tudo gratuito!

Terá turmas para Idosos (9h às 10h30), Crianças (10h às 12h30) e Adolescentes (14h30 às 16h30). ao final do dia, haverá apresentação de resultados. A ideia é fruto do convite dos atores do Bando de Teatro Olodum, Leno Sacramento e Rejane Maya aos artistas Gilberto Reys, Victor Fernandes e Jamile Dionísia Ferreira, para que compartilhassem suas experiências. 

Oficina Pesquisa de Teatro
Foto: Diney Araújo

“A oficina-pesquisa de Teatro surgiu da necessidade de compartilhar processos individuais e coletivos de criação cênica com objetivo de dinamizar a iniciação de jovens e curiosos na arte Teatral. Não serão cobrados valores, mas em troca disso uma pesquisa será feita a fim de responder outra questão: “Queremos fazer Teatro, quando e por quê?”, explica a atriz Jamile Dionísia Ferreira, que organiza a Oficina junto aos atores, Gilberto Reys e Victor Fernandes.

Além das aulas, às 17h, terá também o lançamento do CD-Poesia do poeta, Marcio Uills, intitulado “Poemas sem fim”. “Comecei a escrever com 17 anos, quando ganhei do meu pai um violão. Cresceu meu gosto pelo ritmo e letras da periferia da Jamaica e do Brasil. O CD tem produção de Elpídio Bastos e participação especial de Nadjane Souza”, diz o poeta.

Já às 18h, terá a reapresentação da conclusão do último curso de Teatro do Grupo Moinhos. 

RESUMINDO…

Oficina-Pesquisa de Teatro
Quando: 10 de Junho (sábado), a partir das 9h
Local: Associação dos Moradores da Vila Viver Melhor,Ogunjá

Inscrições por email e telefone
Email:[email protected]
Telefone: (71) 99200-4886 (Tim) e (71) 99129-6739 (tim e zap)

ATENÇÃO!
Para se inscrever: Mande um email com nome e idade e um breve relato sobre porque quer fazer teatro.

Fórum realiza I Conferência Livre de Saúde da Mulher Negra este sábado (3)


saúde da mulher negra

Com o objetivo de esclarecer e alertar a população baiana sobre os riscos de doenças que mais acometem as mulheres negras, o Fórum Nacional de Mulheres Negras (FNMN-Ba), realiza no próximo sábado (03) a I Conferência Livre de Saúde da Mulher Negra.

Das 8h às 14h, a Conferência será no auditório da Escola de Enfermagem da UFBA  (Canela) e tem carga horária de 6h.

O evento tem o intuito de aumentar a compreensão das doenças que invisibilizam e matam em sua maioria o gênero feminino aliado ao racismo e ao preconceito.

Devido o grande número de mulheres com doenças relativamente associadas a raça, o FNMN pretende, com o evento, abordar e alertar a comunidade negra para os riscos e prevenção de doenças como a Hipertensão Arterial, Anemia Falciforme, dentre ouras.

Conhece o Fórum Nacional de Mulheres Negras?

Surgiu em 1991, a partir da inquietação de mulheres negras, idosas e profissionais de diferentes setores do governo, pesquisadoras e organizações sociais, que pensaram em desenvolver medidas para alcançar melhor qualidade de vida para as mulheres negras, por meio do do Plano Nacional de Mulheres Negras.

Serviço:

O quê? I Conferência Livre de Saúde da Mulher Negra

Quando? 03 de junho de 2017.

Onde? Auditório da Escola de Enfermagem da UFBA – (R. Dr. Augusto Viana, s/n – Canela, Salvador – BA)

Horário? Das 8h às 14h.

Quanto? Gratuito com direito a certificado de 6h.