Filme “Mulheres Negras: Projetos de Mundo” é lançado nesta quinta (26)


Day Rodrigues
Day Rodrigues – Reprodução Facebook

Acontece na próxima quinta-feira (26), a partir das 20h – no Instituto Cultural Brasil-Alemanha (ICBA), o lançamento do filme Mulheres Negras: Projetos de Mundo.

Dirigido pela feminista negra, Day Rodrigues em parceria com Lucas Ogasawara, o documentário conta com depoimentos de Djamila Ribeiro, Ana Paula Correia, Aldenir Dida Dias, Preta Rara e Nenesurreal, Francinete Loiola, Luana Hansen, Monique Evelle e Andreia Alves. Após a exibição, será realizado bate papo com a diretora.

O documentário traz também contribuições sobre o feminismo negro e sua importância, revela nove vozes femininas negras que falam da suas experiências de sobrevivência calcadas na raça, gênero e classe.

“Há poucas coisas tão poderosas e transformadoras no mundo do que a união entre mulheres. Quando se tratam de mulheres negras, as experiências coletivas regem as trajetórias desde a vinda forçada para o Brasil; a resistência e luta pela liberdade, e quando livres, ainda padecem do racismo persistente na sociedade brasileira”, conta Day Rodrigues.

Pra quem não puder ir nesta quinta, terá ainda a chance de assistir no dia 3 de fevereiro (sexta), no Terreiro Vintém de Prata (Estrada Velha do Aeroporto), às 19h. Também gratuito, com bate papo.

QUEM FAZ

Day Rodrigues é produtora cultural, escritora e feminista negra. Tem Licenciatura em Filosofia e Especialização em Gestão Cultural, pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Em audiovisual, produziu e escreveu para o documentário “Ouro Verde: a Roda de Samba do Marapé” e o curta-metragem “Ponto Final” (baseado em seu conto-poético “Decupagem”).

Lucas Ogasawara
Banco de Imagens

Lucas Ogasawara é diretor e montador de cinema formado em Midialogia pela UNICAMP. Com o curta “A Despedida” circulou pelos melhores festivais do país, como o Festival Internacional de Curtas de São Paulo, Festival do Rio, Mostra Internacional de Tiradentes, Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão, e muitos outros.

Serviço

Mulheres Negras: Projetos de Mundo – O Filme (25 min.)

Dia: 26 de Janeiro de 2017(quinta-feira)

Local: Goethe Institut – Vila/Sul (ICBA)

Av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória

Grátis

 

Ficha técnica

Direção: Day Rodrigues e Lucas Ogasawara

Argumento, entrevistas, roteiro e produção: Day Rodrigues

Roteiro, fotografia e montagem: Lucas Ogasawara

Música: Sandro Bueno e Mauro Marianno

Color grading: Maísa Joanni

Mixagem: Laurent Mis

Maquiagem: Gabriela Souza

Diagramação: Tatiana Cardoso

Espetáculo “Anoitecidas” faz suas duas últimas apresentações em janeiro


espetáculo anoitecidas teatro da queda
Foto – Andrea Magnoni

O espetáculo “Anoitecidas”, do grupo Teatro da Queda, apresenta-se nas terças-feiras de janeiro, 24 e 31/01, sempre às 20h, no Teatro Vila Velha. A montagem, dirigida por Thiago Romero, integra a programação do Amostrão Vila Verão 2017, festival que ocupa o Vila de terça a domingo, com mais de 50 apresentações de teatro, música e dança. Nas terças-feiras de fevereiro, dias 7 e 14/02, “Anoitecidas” cede espaço para outra montagem do Teatro da Queda, o solo “Kaiala”, com o ator Sulivã Bispo, indicado ao Prêmio Braskem de Teatro 2016 de melhor ator por este e outros trabalhos.

Em “Anoitecidas”, três personagens recriam a África, o Brasil, o homem, a mulher, o mito, o amor, o batuque do candomblé e desadormecem histórias. As personagens Koanza Aundê, Dandara Byonce e Mamma interpretadas pelos atores Anderson Danttas, Diogo Teixeira e Sulivã Bispo, encontram-se em um tempo imaterial e lançam mão de suas memórias. Segundo o diretor Thiago Romero, são vozes que ocupam o espaço, vozes muitas vezes caladas, silenciadas, que tornam o espetáculo lírico, passeando entre o drama e a comédia para discutir temas urgentes como racismo, intolerância religiosa, ancestralidade e homofobia.

Amostrão de Verão Vila Velha
Anoitecidas Foto Andreia Magnoni

Teatro da Queda

O ano de 2016 foi de intensa produção artística para o grupo Teatro da Queda e rendeu indicações ao Prêmio Braskem de Teatro por diferentes trabalhos. Além da categoria melhor ator para Sulivã Bispo, pelo desempenho em “Kaiala” e “Rebola”, a companhia foi indicada em melhor espetáculo adulto, melhor direção (Thiago Romero) e melhor texto (Daniel Arcades) pelo espetáculo “Rebola”.

O Teatro da Queda foi criado em 2004 na cidade do Rio de Janeiro, e em 2007 veio para Salvador. O grupo vem se aprofundando em pesquisas que possibilitem uma linguagem cênica reveladora no teatro, desafio proposto pelo diretor e ator Thiago Romero. As pesquisas visam também o diálogo entre as múltiplas linguagens artísticas como performance, dança contemporânea, cinema, artes plásticas e literatura, com o objetivo de suprir uma necessidade de estudar e experimentar novas possibilidades e fronteiras.

SERVIÇO

 

ANOITECIDAS | Teatro da Queda

24 e 31/01 // terças // 20h

R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 9/01)
Teatro Vila Velha

Sulivã Bispo traz KAIALA de volta aos palcos neste fim de semana (20 e 21)


sulivabisbokaiala

KAIALA é a divindade das grandes águas, dos mares e oceanos. Na visão Bantu ela é o útero materno que gera todas as espécies, inclusive a raça humana. Esta é a inspiração do ator Sulivã Bispo no espetáculo “KAIALA”, que volta em cartaz em duas apresnetações especiais neste final de semana.

O público terá duas chances de ver este espetáculo, pelo qual Sulivã foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor Ator: dias 20 e 21 – sexta e sábado, às 19h no Espaço Cultural da Barroquinha. No solo, será contada a a história de uma menina de 10 anos assassinada em uma invasão ao seu terreiro.

É a menina Kaiala, que terá sua vida contada a partir de três pontos de vista: o da avó, do irmão de santo e de uma evangélica. Neles, serão levantados temas como racismo, intolerância religiosa e a morte de jovens negros no Brasil. O solo é dirigido por Com direção de Thiago Romero e faz parte do Projeto de Extensão e Experimentação artística PibiexA – UFBA 70 ANOS, que tem Maurício Pedrosa como tutor.

Confira aqui crítica feita pelo ator Ricardo Gonzaga, especial para o Portal SoteroPreta.

kaiala sulivã bispo
Serviço:
Datas: 20 e 21 de janeiro
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
Valor: R$20 | R$10

*Ficha Técnica*
Direção/cenografia: Thiago Romero
Orientação: Maurício Pedrosa
Figurino: Tina Melo
Iluminação: Alisson Sá
Coreografia: Nildinha Fonseca
Direção Musical: Luciano Bahia
Instrumentista: Sanara Rocha
Direção de Produção: Luiz Antônio Sena Jr.
Produção Executiva: Bergson Nunes, Ícaro Piton e Diego Moreno
Produção: DAGENTE PRODUÇÕES

Desing Gráfico: Diego Moreno
Fotos: Andréa Magnoni

Instituto Steve Biko abre vagas e celebra 25 anos do Pré-Vestibular


Instituto Steve Biko
Divulgação

Estudantes que concluíram ou ainda cursam o último ano do ensino médio podem concorrer a uma das 75 vagas disponíveis para o Curso Pré-Vestibular do Instituto Cultural Steve Biko.

O curso preparatório é conhecido por possibilitar que jovens de escolas públicas concorram em igualdade nas provas dos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Este ano, o  Curso completa 25 anos promovendo a ascensão da comunidade negra por meio de projetos na área de educação.

A ficha de inscrição e edital está disponível no site (www.stevebiko.org.br) até 10 de fevereiro. A entrega da documentação, comprovante de pagamento da taxa  e ficha preenchida deverá ser realizada exclusivamente na sede da instituição, somente no dia 13 de fevereiro, de acordo com o Edital.

As aulas serão realizadas no período noturno e se estendem até o mês de novembro, período que antecede as provas. Dentre as etapas classificatórias da seleção está a participação em aulas de Cidadania e Consciência Negra, além da prova que avalia conhecimentos em Língua Portuguesa, Matemática e Redação.

Instituto Steve Biko – Rua do Paço, n°4 – Pelourinho

Informações: (71) 3241-8708

Ato no Abaeté marcará o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa


Dia Nacional de Combate à Intolerância religiosa

Um ato no Parque Metropolitano do Abaeté, em Salvador, marcará a passagem do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, neste sábado (21), a partir das 8 horas. A atividade reunirá representações de diversas religiões, em frente ao busto da yalorixá Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda, considerada como um dos símbolos de resistência e afirmação das religiões de matriz africana, inspirando a criação da data.O evento é realizado pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).

A programação conta com homenagem à Mãe Gilda, que liderou o Ilê Axé Abassá de Ogum até seu falecimento, vítima de intolerância, em 2000, cujo trabalho foi sucedido pela yalorixá Jaciara Ribeiro, sua filha biológica. Também ocorrerão saudações à ancestralidade e palavras das lideranças religiosas e autoridades presentes.

Em seguida, no mesmo local, será exibido o documentário Mulheres de Axé, que destaca a trajetória de personalidades femininas no enfrentamento à intolerância. O encerramento das atividades acontece com apresentações dos blocos afro Malê Debalê e Os Negões.

A data – O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído em 2007, pelo então presidente Lula, tendo o caso de Mãe Gilda como um dos mais emblemáticos na luta contra o racismo e o ódio religioso no país. Após ter a imagem maculada e o terreiro (Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador) invadido e depredado por representantes de outra religião, a sacerdotisa teve agravamentos de problemas de saúde e faleceu em 21 de janeiro de 2000.


Serviço:

O quê: Ato pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Quando: Sábado, 21 de janeiro, a partir das 8h.

Onde: Parque Metropolitano do Abaeté – Itapuã – Salvador.

Foto: Divulgação

Salvador recebe Mostra Nacional de Negras Autoras dias 21 e 22 de janeiro


 

Mais de 20 mulheres negras – artistas, compositoras, poetas – estarão reunidas durante dois dias, em Salvador, para a I Palavra Preta – Mostra Nacional de Negras Autoras, produzida pela cantora e compositora soteropolitana Luedji Luna e da poeta/cantautora brasiliense Tatiana Nascimento. A mostra acontecerá na Casa Preta, bairro do Dois de Julho e ingressos serão vendidos a R$5 no local (para cada dia), começando às 16h.

A Mostra Palavra Preta tem como objetivo ser mais um espaço negro de confluência, compartilhamento e visibilização do protagonismo de artistas afrobrasileiras com ênfase na produção cultural poética, musical, performática e plástica. Na ocasião, comidas serão vendidas pelo projeto La Frida e terá também exposição da artista, Annie Gonzaga.

 

 

tatiana nascimento
Tatiana Nascimento Foto: Priscilla Bertolucci

“A primeira Palavra Preta traz pra Salvador a confluência do sonho de muitas que trouxeram, de longe e de antes, nossos passos até aqui: sendo donas da nossa voz, da nossa palavra, do nosso canto e de nossa poesia, alimentamos a nós mesmas, e nutrimos também umas às outras” – Tatiana Nascimento. 

As organizadoras pretendem lançar um olhar crítico ao silenciamento e invisibilização que historicamente tem sido impostos às mulheres negras e seus fazeres culturais. Por meio do encontro, serão postos em diálogo – através das diversas artes – os papeis subalternos, exotizados, e/ou estereotipados associados às mulheres.

Luedji Luna
Luedji Luna – Foto Joice Prado

“Com Palavra Preta materializamos uma recusa frutífera e criativa aos lugares rasos que o racismo, o cissexismo, a lesbofobia, o classismo nos destinam: ao mercado artístico que nos carnavaliza, à mídia corporativa que exibe nosso sangue como troféu, respondemos com nossa própria voz, nossa própria canção, nossa própria poesia” – Tatiana Nascimento.

 

Confira a programação:

 

Dia 21/1 – Sábado

Compositoras:

Alexandra Pessoa

Aline Lobo

Aryani Marciano (SP)

Tatiana Nascimento (DF)

Emillie Lapa

Zinha Franco

 

Poetas:

Cidinha da Silva (MG)

Maiara Silva

Natália Soares

Sol (Dricca Silva)

 

Dia 22/1 – Domingo

Compositoras:

Jadsa Castro

Verona Reis

Luedji Luna

Marília Sodré

Vanessa Melo

A Intêra

 

Poetas:

Lívia Natália

Jamile Santana

Sys Fagundes

 

SERVIÇO

I Palavra Preta – Mostra Nacional de Negras AutorasQuanto:

Onde: Casa Preta (Rua Areal de Cima, 40 – Dois de Julho)

Quanto: R$5/dia

Horário: 16h

 

 

Ouriçadas – Quem ou o quê é bonito nessa cidade?


Crespas e Cacheadas“Qual a cara da beleza?”, ou melhor, “O que é beleza?” Ou ainda, “Quem ou o quê é bonito nessa cidade?”. Neste espaço “Ouriçadas”, queremos refletir sobre a complexidade e o conflito do “belo”, em uma cidade que apesar de sua maioria negra, nem sempre tem sua beleza representada.

Buscaremos uma revalorização deste conceito, que por vezes insiste em nos incomodar. Inevitavelmente, falaremos de ancestralidade africana, identidade negra, reconhecimento racial e de uma estética própria. Entenderemos e discutiremos o contexto deste novo levante de empoderamento e aceitação – e o quanto isso incomoda alguns.

Onde o cabelo e o corpo são pensados como cultura, sendo suportes para uma nova construção histórica, social, política e econômica. Juntxs enfrentaremos os padrões de frente, afirmando nossa auto identificação e politização. Entenderemos/explicaremos generalizações e comportamentos estabelecidos historicamente pela sociedade e hoje amplamente contestados por todos nós.

Cacheadas e Crespas de Salvador

O Grupo Cacheadas e Crespas de Salvador acredita na beleza como essência e defende essa causa. Por termos visto tantas belas personalidades ressurgindo depois de anos de sofrimentos, alicerçadas na segurança e na força que toda decisão maturada proporciona, escreveremos em conjunto. Para que os textos sejam sempre mais fortes e tenham diferentes pontos de vista. Este espaço no Portal SoteroPreta será o  “OURIÇADAS”

 

O que passa pela sua cabeça? O que ouriça o seu pensamento?                                    Queremos respostas, queremos soluções, mas não esperaremos sentadas de braços cruzados. Vamos buscar, vamos à luta, desejamos um mundo melhor e faremos a nossa parte!  #NenhumPassoAtrás

Cacheadas e Crespas de Salvador
Ana Paula Couto, Fernanda Borges e Sâmara Azevedo.

O coletivo Cacheadas e Crespas de Salvador é um grupo formado nas redes sociais em 2014, contando hoje com mais de 80 mil membros.

Os textos da coluna “Ouriçadas” serão uma produção conjunta entre algumas de suas moderadoras: Ana Paula Couto, Fernanda Borges e Sâmara Azevedo. Acompanhem, sugiram temas pelo email [email protected] ou lá no Grupo do Facebook

 

Música de Quinta reúne artistas performers no Teatro Gregório de Matos


Música de Quinta no Teatro Gregório de Matos

Artistas performers vão tomar conta das noites do Teatro Gregório de Matos nos dias 19 e 26 de janeiro e 9 e 16 de fevereiro.É o Música de Quinta, que revisitará músicas do Axé Music de ontem e de hoje, com a banda formada por membros d’A Outra Companhia de Teatro. Além deles, terá ainda a participação do ator e performer Thiago Romero e dos músicos Gabriel Carneiro e Moisés Rocha. Eles apresentarão o show “Luau de Quinta”, a partir das 19h.

O Lual contará também com a participação de artistas convidados locais e de fora da Bahia. O grupo passeia pela música, teatro e performance. O Música de Quinta foi criado há dois anos com o intuito de convocar o olhar da cidade para o bairro do Politeama, onde fica a Casa d’A Outra.

Música de Quinta no Teatro Gregório de Matos

“Queremos dinamizar a circulação de pessoas na área, aproximar moradores, comerciantes e pessoas do entorno da sede do grupo, estabelecendo diálogos mais afetivos. No Teatro Gregório de Matos, um ambiente mais intimista, iremos apresentar arranjos que exploram a sonoridade e estética de luau”, conta Roquildes Júnior, diretor musical da banda e fundador d’A Outra Companhia de Teatro.

Serviço

O Quê: Música de Quinta– show Luau de Quinta

Quando: 19 e 26 de janeiro; 09 e 16 de fevereiro, às 19h

Onde: Teatro Gregório de Matos – Praça Castro Alves, Centro

Quanto: R$ 20 (Inteira) e R$ 10 (meia)

 

Fotos: Andrea Magnoni

Vila Velha prepara 14ª edição do Amostrão de Verão entre janeiro e fevereiro


Amostrão de Verão Vila Velha
“Ó Paí ó”!  Foto: João Milet Meireles

 

O Teatro Vila Velha apresenta o tradicional Amostrão Vila Verão, que em sua 14ª edição, trará 15 espetáculos e shows, em um total de 50 apresentações de teatro, dança e música. O Amostrão acontece de 7 de janeiro e 18 de fevereiro e, este ano, apresenta um panorama da produção artística baiana realizada em 2016, além de espetáculos consagrados pelo público.

Dentre eles está o espetáculo Ó Paí, Ó!, do Bando de Teatro Olodum, com apresentações aos sábados de janeiro, sempre às 20h. Dirigido por Marcio Meirelles, é um dos maiores sucessos de público do teatro baiano e completa 25 anos de trajetória com versões no cinema e na televisão.

A cada dia da semana, sempre de terça a domingo, o público pode assistir a uma atração diferente. Os ingressos já estão à venda pelo site do Vila Velha com preços promocionais para quem comprar antecipadamente.terá ainda a peça “Anoitecidas” (terças de janeiro, 20h) e “Kaiala” (terças de fevereiro, 20h), do Teatro da Queda, ambas dirigidas por Thiago Romero, esta última pela qual o ator Sulivã Bispo foi indicado ao Prêmio Braskem de melhor ator.

Amostrão de Verão Vila Velha
“Anoitecidas” Foto Andreia Magnoni

O público também poderá conferir Mamba Negra (27/01 e 03/02, 20h), de Diego Alcântara, que bebe na estética afropunk e atmosfera dos quadrinhos e cria uma anti-heroína do mundo underground; e o Sarau do Poeta, espetáculo musical liderado por Jackson Costa a partir das obras de Caymmi, Amado, Gregório e Castro Alves, acompanhado de Joaquim Carvalho no violão e voz, Eddie Santana (Dinho) no violão e violino, e Sidney Argolo na percussão.

Amostrão de Verão Vila Velha
“Mamba Negra” Foto: Taylla de Paula

No Amostrão, há ainda espaço para quem quiser experimentar o fazer artístico através das Oficinas Vila Verão, que oferecem experiências em teatro, dança, música, audiovisual, circo, games, gastronomia, entre outras áreas, com inscrições no site www.sympla.com.br/oficinasvilaverao.

Amostrão Vila Verão

7 de janeiro e 18 de fevereiro de 2017 no Teatro Vila Velha

Programação completa e venda de ingressos no site www.teatrovilavelha.com.br

 

SERVIÇO

Ó PAÍ, Ó! | Bando de Teatro Olodum
7, 14, 21 e 28/01 // sábados // 20h
R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 6/01)

ANOITECIDAS | Teatro da Queda 
10, 17, 24 e 31/01 // terças // 20h
R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 9/01)

MAMBA NEGRA |  Diego Alcântara, Projeto Trilogia Da Encruzilhada 
27/01 e 03/02 // sextas // 20h
R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 26/01)

KAIALA 
7 e 14/02 // terças // 20h
R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 6/02)

SARAU DO POETA | Jackson Costa 
10 e 17/02 // sextas // 20h
R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 9/02)

Violonista Thon Nascìmêmtos abre chamada para criação da “Camerata Wa Bayeke”


Jean Bosco Mawenda
Jean Bosco Mawenda – Banco de Imagens

Já imaginou um grupo de estudos em violão no estilo africano, formado por músicos negros, estudantes e interessados, impulsionada por uma proposta de formação teórica e prática? É a Camerata Wa Bayeke, idelaizada pelo violonista, professor de Música e pesquisador de Música Africana, Thon Nascìmêmtos. Interessados podem se inscrever até o final deste mês e participar da seleção. 

“O nome “Wa Bayeke”, é inspirado em Jean Bosco Mwenda (1930–1991), um importante guitarrista africano que influenciou várias gerações de músicos na África. Nascido no Congo viveu a maior parte da vida no Zaire e usava o pseudônimo de Mwenda wa Bayeke (que significava um título de nobreza), alegando uma ascendência nobre do povo Sanga de Bayeke. Portanto, Camerata Wa Bayeke: Camerata de Bayeka (Província de Katanga, sul do Congo)”, explica Thon.

thon nascimemtos
Thon Nascìmêmtos – Reprodução facebook

Segundo ele, ainda é escasso o conhecimento dos brasileiros a cerca da produção científica, cultural e artística dos povos africanos, sendo um dos intentos da Camerata contribuir para a mudança deste quadro. “No Brasil, as músicas de origem africana sofrem uma grande invisibilidade, já que são geralmente tratadas e percebidas a partir de visões estereotipadas, generalistas e pouco apoiadas em conhecimentos empíricos consistentes ou pesquisas científicas da área. É neste sentido que se faz necessário um olhar sobre as culturas afro-brasileiras e africanas, capaz de estimular o conhecimento e o orgulho dos nossos jovens para os seus antepassados, de si mesmos e do grande futuro que lhes pertence como brasileiros que são”, diz.

Os encontros estão acontecendo todas as quarta-feiras, das 18h às 20h, na sede do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), R. do Passo, 42 – Pelourinho. Mais informações podem ser obtidas nos telefones(71) 99288-3995 / 98546-2556.