Lane Silva fotografa amores possíveis em ensaio contra preconceitos


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Hisan e Pedro

“Antes de tudo, amor”. Esse é o nome do projeto da fotógrafa e poetisa Lane Silva, que reuniu casais amigos, mais próximos dela, pelos quais nutre admiração. A poesia que Lane expressa no Grupo Ágape pode ser sentida, literalmente, nas 10 imagens disponibilizadas em sua Rede Social, nas quais se podem ver heteros, gays, lésbicas, idosos, jovens…todos expressando um elemento que os une: o amor. “Em minha militância, sempre questiono nossos direitos e o mais forte deles, pra mim, é o amor. Vi isso no ensaio, que todos têm o amor em comum, que transborda e é lindo”, reflete Lane.

A fotografia é uma das paixões desta jovem fotógrafa, além de seu amor, Ricardo, que também entra no projeto. São 10 imagens que trazem o explícito ato de amar, traz carícias, trocas, olhares, beijos, em especial entre casais negros. “Como sou de periferia, todos meus amigos também moram lá, são negros, são eles que mais sofrem – não só com a homofobia, mas com o racismo”, diz Lane.

Um destes casais escolhidos é Hisan Silva e Pedro Batalha que, em se tratando de expor seu relacionamento, o enfrentamento e a militância estão à frente. “Eu nunca pensei que conseguiria desenvolver um relacionamento e muito menos tê-lo exposto como obra de arte. Após diversas fases de repreensão, repressão e luta, eu encontrei o amor, entre os passos com pulinhos que ele dá, no toque, no afeto, no carinho e cuidado. E o amor foi algo tão ardente e lindo que mantê-lo escondido seria uma violência pior que manter-se na defensiva contra a sociedade e na luta pela felicidade”, desabafa Hisan. Confira o artigo de Hisan Silva sobre esse amor fotografado. 

Rafaela e Polly
Rafaela e Polly

Outro casal é Rafaela e Polly, duas jovens negras que representam uma das mais belas fotos nesta série. “A fotografia de Lane é algo que vem da alma, é como se ela fotografasse de todo coração, lembro que falei isso pra ela, assim que vi as fotos. Fiquei muito feliz como lésbica e como mulher em participar desse ensaio, que trouxe visibilidade total à diversidade. Daniela Mercury já disse: Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar”, acredito que foi isso que Lane retratou, uma quebra de paradigmas”, afirma Rafaela.

Uma das razões que motivaram Lane neste projeto foi a tristeza de ver seus amigos serem silenciados e discriminados ao expressarem seus amores. “Se tem sentimentos essenciais em nossas vidas, o maior deles é o amor, mas por que ainda tem gente sofrendo preconceito pelo simples fato de amar? Porque colocam regras e padrões para viver um sentimento tão puro? Adoro fotografar, me sinto realizada com o projeto. Ele me fez perceber o quanto é grandioso o amor, ele mora em um sorriso, em um olhar acolhedor com o seu parceiro(a), em um beijo…”, desabafa Lane.

As fotos podem ser conferidas em sua Fanpage! Quem sabe um book com seu amor enfrentador? #Ficadica

 

Inaicyra Falcão compartilha suas memórias em dois shows no Gamboa Nova


Foto: Sidney Rocharte
Foto: Sidney Rocharte

Uma viagem às décadas de 1950 e 1960 através das canções de Ângela Maria, Nelson Gonçalves, entre outros artistas da época. Este é o objetivo da cantora Inaicyra Falcão, que apresentará seu concerto “Memórias” nos dias 3 e 9 de novembro,  Teatro Gamboa Nova, às 20h.

Memórias é o quarto projeto da cantora na Bahia, que viveu em São Paulo por 22 anos, retornou à terra natal em 2012.Com o show, Inaicyra compartilha com o público lembranças de quando acompanhava sua mãe, Edvaldina Falcão dos Santos, em seu hábito de cantar durante a ‘lida’ no cotidiano.

As Memórias também remontam dos programas musicais de rádio como o “Parabéns para você”, na Rádio Excelsior da Bahia. Além da coleção de LPs que seu pai, Deoscóredes Maximiliano dos Santos – Mestre Didi, ouvia. No palco, Inaicyra estará ao lado dos músicos, Dainho Xequerê e Gabriel Carneiro.

inaicyra-foto-sidney-rocharte-1SOBRE ELA

Na música, a artista é reconhecida por seu trabalho de intérprete original do CD Okan Awa, que articula a técnica do canto lírico aos cânticos tradicionais – os orikis, poemas míticos yorubá -, na sua maioria em estilo metafórico, ao relatarem situações diversas que envolvem o homem e sua história, o seu cotidiano, a sociedade na qual está inserida, apoiado pelas forças que regem o universo dos Orixás e dos ancestrais Eguns.

Serviço:

O que: Espetáculo Memórias, de Inaicyra Falcão.

Onde: Teatro Gamboa Nova, Bairro dos Aflitos – Salvador

Quando: dias 3 e 9 de novembro, às 20h.

Quanto: R$ 20 e R$10, a meia entrada

Bairro de Sussuarana terá Caminhada e Concurso de Beleza negra em novembro


11Que Sussuarana é um bairro rico, culturalmente efervescente e com grande potencial artístico e empreendedor, a gente já sabe e já viu muito por aqui. E ele também é fonte de beldades! É o que a intitulada “Comissão Organizadora de Sussuarana”propõe com a “VI Noite da Beleza Negra”, ação que integra o Novembro Negro Sussuarana. O Concurso de Beleza acontecerá no dia 19 de novembro, às 19h, na Escola Cantinho do Saber, lá no bairro. Inscrições gratuitas estão abertas até dia 16 de novembro.

O Novembro Negro Sussuarana propõe ações voltadas para a valorização e empoderamento da cultura negra, por ser este um bairro exemplo de mobilização comunitária, que utiliza a arte como instrumento de fortalecimento da cultura afro brasileira. O tema das ações deste ano é “A mulher negra tem história” e a VI Noite da Beleza Negra será para mostrar isso.

No evento concorrerão adolescentes e adultos de toda Salvador – homens e mulheres – e no corpo de jurados estão inseridos artistas, jornalistas e personalidades do cenário cultural de Salvador, a exemplo do ator Sulivã Bispo do Frases de Mainha.

sussu2A rainha, o príncipe e a princesa vencedores da noite serão os representantes da comunidade na “XV Caminhada da Consciência Negra”, um dia de junção dos grupos culturais para apresentar suas artes, cores e ritmos para toda a comunidade, que acontecerá dia 27 de novembro às 9h.

RESUMINDO:

VI Noite da Beleza Negra

Dia: 19 de novembro, às 19h

Local: Escola Cantinho do Saber (Rua Manoel Bispo, 33, Novo Horizonte-Sussuarana)

Inscrições: [email protected], ou através dos números: (71) 99318-4451/ 98124-6554. Os participantes só deverão se responsabilizar pelo seu figurino e maquiagem.


XV Caminhada da Consciência Negra

Dia: 27 de novembro, a partir das 9h

Saída: Av. Ulisses Guimarães em frente à Casa do Caminho (Rua direta de Sussuarana)

Tudo gratuito.

Mais informações: (71) 99219-1777 (Danubia Santos) ou 98124-6554 (Ronald Castro) |[email protected]

Coletivo Cultural Fábrica de Rimas prepara 4ª intervenção no Loteamento Vila Mar


rimas2Coletivo Cultural Fábrica de Rimas é uma iniciativa daquelas que refletem exatamente a realidade cultural negra independente de Salvador: resistência, ousadia e coragem.

Em novembro, no dia 12, o Coletivo realiza mais uma intervenção – esta será a 4ª -, das 9h às 20h, intitulada ‘’Ocupar vários espaços é o nosso plano de paz’’. Tudo acontece no A atuação no Loteamento Vila Mar, um dos bairros que margeiam a Estrada Velha do Aeroporto, periferia de Salvador.

Sem apoio financeiro e grandes estruturas físicas, o Coletivo vem mantendo sua atuação em comunidades de Salvador desde 2013, sob a coordenação do educador cultural Welber Santiago, do artista visual Josemar Oliveira (Sagaz) e apoio do Dj Stone Junior.

“As intervenções, que deveriam acontecer uma vez a cada mês, acontecem uma vez por ano e não contam com apoio ou incentivo financeiro. Tiramos do próprio bolso pra fazer acontecer, mas o desejo de fazer mais e melhor persiste em sua essência”, diz Welber Santiago.

rimasO principal objetivo do Coletivo é descentralizar as atuações e mobilizações artísticas da cidade, educando e incentivando a juventude negra dentro das comunidades periféricas.

Para tanto, são utilizados elementos da cultura Hip-Hop, tais como: Grafite, Break Dance, Poesias, Música. Sob os holofotes estão artistas locais, que realizam bate-papos, promovem o entretenimento e aprendizado dos jovens.

Dia 12 – Loteamento Vila Mar

Na ocasião do dia 12 de novembro, terá Grafitti com a Nova10Ordem Crew, Ufa, Zaca Oliveira, a partir das 9h; música com Indemar Nascimento, MC Xarope, Denison Dória (African Trinity), Noko do Morro, A Rua se Conhece, RBF, É Sim, Estilo Livre, Fiel Alenkr, Admiral, Discotecagem, Dj Stone Junior, Dj Bandido.

rimassNos versos, o público poderá acompanhar recitais com Marina Lima, o Instituto de Cultura Brasil Itália Europa (ICBIE) e desfrutar do microfone aberto para recitar suas próprias criações.

Já na Dança, o Coletivo Cultural Fábrica de Rimas convida os B-boys Katatal e Felix Pureza. Para um bate-papo com a galera sobre Cultura, terá a presença do Coletivo de Entidades Negras (CEN). No encontro do dia 12 também terá a Feira Empreendedora, com Sagaz, Pipino One, IPÁ Turbantes. Tudo a partir das 9h.

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Mais informações: (71) 99207-8694

Email: [email protected]

#SoteroRelato – Val Benvindo, jornalista, negra e o dever cumprido


val4Quando ingressei na Facom, em agosto de 2010, sempre soube que o meu Trabalho de Conclusão de Curso seria um produto. Naquele momento não estava tão nítido qual seria meu objeto, mas outra certeza que tinha era que falaria sobre algo ligado às questões raciais.

Passados seis anos, eis que no dia 25 de outubro de 2016, adentro a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da UFBA pela última vez como estudante do curso de Jornalismo.

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Foto: Divulgação

Toda de branco, cheguei certa de que tinha feito a melhor escolha da minha vida: ter como TCC um documentário sobre a Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê, o “Outra Face”.

Abri minha fala, inclusive, quebrando os protocolos, já que falei antes do orientador abrir os trabalhos – pedindo a benção aos meus mais velhos e aos meus mais novos e saudando a mesa de examinadores, composta pela Mestre em Estudos Étnicos e Africanos  e professora substituta da UFBA, Cleidiana Ramos e pela Mestre em Estudo de Linguagens e educadora para relações étnico-raciais e de gênero, Lindinalva Barbosa, juntamente com meu orientador, o Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas, Guilherme Maia.

“Saí da Facom com a sensação de dever cumprido! Saí ao som do Ilê e acompanhada pelas Deusas do Ébano e sob as bençãos de Mãe Hilda Jitolu.”

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Foto: Fabio Bouzas

Peguei o microfone e a voz embargou por olhar para aquele auditório tão cheio de gente preta, de gente que acreditou em mim e que estava ali para vibrar junto comigo (e com Iasmin Sobral, minha dupla no TCC), qualquer que fosse o resultado.

Aquele ambiente, que por vezes foi tão hostil comigo e com os meus, tão racista e elitista, foi obrigado a engolir que ia ter jornalista preta formando e falando sobre mulher preta também. A produção do documentário foi muito tranquila e prazerosa em todas as suas etapas e isso não foi diferente na construção da apresentação, e nela em si. Passado o nervosismo inicial, me senti muito à vontade em falar sobre algo que me é muito comum, o Ilê Aiyê e sua (na verdade, nossa) Noite da Beleza Negra.

 

 

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Foto: Fabio Bouzas

A minha intenção sempre foi mostrar para os espectadores, sobretudo os espectadores pretos, o que eu sempre vi nas Noites da Beleza Negra. Como aquele concurso, e o Ilê em si, me formaram e me fizeram crescer sem nóias, com muito orgulho do meu cabelo crespo, da minha pele preta e valorizando minha história.

Foi emocionante poder falar um pouco dessa experiência para aquele público e depois de ter recebido a nota máxima – e com louvor! – ter a Band’Aiyê tocando em comemoração à minha aprovação. Chorei! Choramos! Abracei! Abraçamos! Foi uma linda cerimônia e repleta de quebras de protocolos por conta das fortes emoções. Após tudo isso, o documentário foi finalmente exibido e a sensação de dever cumprido veio com a aceitação do público.

Aquele ambiente, que por vezes foi tão hostil comigo e com os meus, tão racista e elitista, foi obrigado a engolir que ia ter jornalista preta formando e falando sobre mulher preta também.”

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Foto: Divulgação

No decorrer da exibição, o público se divertiu, emocionou e se encantou com as falas das Rainhas Mirinha Cruz (1975), Gerusa Menezzes (1998), Edilene Alves (2009) e Daiana Ribeiro (2013), além de Vânia Oliveira, que concorreu duas vezes e foi princesa nas ocasiões.

Alguns dirigentes da entidade, Vovô, Vivaldo, Dete e Arany, também foram entrevistados e contaram muito sobre a história do bloco e da noite de escolha das Deusas.

Além deles, o idealizador do concurso, Sergio Roberto, falou sobre suas motivações para criar e pensar o evento. Para mim, o momento que mais esperei para ver a reação do público foi do bloco dedicado à minha avó, Mãe Hilda Jitolu. E foi emoção forte!

“Saí da Facom com a sensação de dever cumprido! Saí ao som do Ilê e acompanhada pelas Deusas do Ébano e sob as bençãos de Mãe Hilda Jitolu.”

Val Benvindo é Jornalista, Produtora do Bloco Afro Ilê Aiyê e Produtora Executiva do Coletivo Criativo N.

Abertas inscrições para Oficina Teatro e Democracia com Leo Rocha


01-oficina-de-teatro-e-democracia-imagem-de-divulgac%cc%a7a%cc%83oEstão abertas, até 5 de novembro as inscrições para a Oficina Teatro e Democracia, que ocorrerá na Casa da Música, no Parque Metropolitano do Abaeté, quartas e sextas, das 18h às 21h. A iniciativa é do Coletivo Cacos, será realizada pelo ator e musicista Leo Rocha, e visa promover um olhar teatral sobre a democracia no Brasil, por meio de vivências cênicas colaborativas.

Sob a mediação do professor Leo Rocha, a oficina pretende ampliar as discussões que envolvem o tema democracia. Para participar, é necessário investimento único de R$ 150,00 para os três meses de atividades (novembro e dezembro de 2016 e janeiro 2017).
Ao todo serão 20 encontros com carga horária de 60h. A oficina tem como resultado final um espetáculo teatral com a temática abordada, encenado pelos participantes, que terão certificado.
Foto: Dominique Azevedo
Foto: Dominique Azevedo

LEO ROCHA

Com formação em Artes Cênicas e Música, Leo Rocha realiza atividades de formação e capacitação há 16 anos. Traz no currículo projetos como O Cidadão de Papel (Cidadania e Teatro), Vozes em Gesto (Teatro para surdos e ouvintes), A Dengue Dengosa (Teatro em combate ao Aedes Aegypti), ProJovem (Formação complementar de jovens),Escola Aberta (Teatro para a comunidade nas escolas), Mais Educação (Escola em tempo integral).  Já atuou em mais de 25 montagens teatrais, dirigiu 11 espetáculos e tem oito textos dramatúrgicos autorais já encenados.

Em peças como “Canto de Ossanha” e “Fome”, recebeu prêmio de melhor direção do Festival Ipitanga de Teatro (2007), indicado ainda nas categorias Texto e Trilha. No cinema, participou de longas como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” sob a direção de Pedro Vasconcelos (2016), “Irmã Dulce” de Vicente Amorim (2014), “Contracorrente” do Italiano Max Maggino (2013), entre outros.

SERVIÇO:
Inscrições – Oficina Teatro e Democracia
Quando: Até 5 de novembro
Quanto: R$ 150,00

Djs comandam RAVE com ritmos africanos no Casarão do Lord dia 5


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Imagina uma RAVE somente com músicas de origem africana, que estão fazendo sucesso na África Subsaariana, por exemplo? Tipo Kuduro, Kizomba…e imagina que vai rolar em Salvador. É a AFRO RAVE (Misturas & Ritmos Africanos), comandada pelos DJ Elton Santos, DJ Jack Nascimento e DJ Fabio Lima (Angola), que vai acontecer no primeiro sábado de novembro – dia 5 – a partir das 21h no Casarão do Lord (Pelourinho).

Além de dançar muito, o público poderá fazer pinturas étnicas com cores em neon, promovidas pelo artista visual e tatuador Carlos Tattoo. A AFRO RAVE é destinada a jovens e adultos interessados na cultura africana contemporânea, aqueles que a admiram, fortalecem e promovem. “A proposta da RAVE é mostrar que nós também temos condições de produzir um grande evento regado a musica eletrônica de qualidade, tendo como foco nossas raízes, mas deixando bem claro que o Afro Rave é um evento para jovens e adultos interessados em trocar experiências culturais”, dá o recado, Elton Santos – Dj e idealizador do projeto.

afrorave2Tá rolando lista amiga: acesse www.afrorave.com.br, cadastre seu nome, garanta sua presença e ganhe desconto no ingresso que está no valor de R$20. Além disso, quem for ao evento “O Poder da Minha Cor” (saiba mais deste evento), no mesmo sábado (5) e levar o panfleto da Rave, carimbado com “Passaporte de Meia Festa Afro Rave”, garantirá desconto de R$10 no valor do ingresso.

SERVIÇO

Festa AFRO RAVE (Misturas & Ritmos Africanos)

Quando: 5 de novembro, 21h

Onde: Casarão do Lord – Pelourinho

Quanto: R$20, R$15 (lista amiga)

Fotos: Débora Monteiro

Novo single da Banda Ifá já tá disponível: “Sava Dor”


Foto: Heder Novaes
Foto: Heder Novaes

“Uma sonoridade que remete às contradições de uma cidade. Quem ouve tem a sensação de percorrer as vias engarrafadas e becos estreitos da cidade que pulsa de forma intensa por todos os cantos.” É o que promete a banda IFÁ, já bem conhecida pelo público soteropreto, que lota suas apresentações com seu novo single: “Salva Dor” (ouça abaixo).

Com lançamento previsto para novembro, o novo disco propõe um diálogo musical: de um lado o Ijexá, do outro ,a música da diáspora africana, a exemplo do Funk de James Brown e o Afrobeat de Fela Kuti.

O projeto foi selecionado pelo Edital Natura Musical 2015, e inclui a gravação do disco e show de lançamento. Desde 2012, o edital Bahia já contemplou 22 projetos, dentre eles a digitalização do acervo de Batatinha e o primeiro DVD do Ilê Aiyê, além dos novos trabalhos de Russo Passapusso, Larissa Luz, Manuela Rodrigues e agora IFÁ.

Ficha técnica: “Salva Dor” Átila Santtana, Jorge Dubman, Fabricio Mota, Junix, Prince Áddamo,Vinicius Freitas, Juliano Oliveira Fabricio Mota: Baixo Jorge Dubman: Bateria e Agogô Vinicius Freitas: Sax Barítono Normando Mendes: Trompete Léo Couto: Sax Tenor Alexandre Espinheira: Percussão Junix: Guitarra Átila Santtana: Guitarra Prince Áddamo: Guitarra Juliano Oliveira: Teclados

OUÇA: 

 

#SoteroRelato – Laísa Gabriela sobre ser de Candomblé


laisagabriela“Deus é mais!”, “Você está cultuando o demônio?”, “Logo você, que já foi da igreja se envolvendo com essas coisas? Sai disso!”, “Você tem que procurar Deus, porque esse Deus aí que você diz que cultua não é o meu”, “Jesus disse que os feiticeiros não teriam o reino dos céus, vá buscar Jesus, ele é o único que salva”.

Essas foram algumas das coisas que após passar por um resguardo, usando roupas brancas por 21 dias. Ouvi isso de pessoas na rua, familiares e até mesmo de um rapaz no ônibus que nunca vi na vida.

Dói ter que ouvir essas coisas. E o que mais dói é lembrar que um dia fui evangélica e também preconceituosa, então, agora consigo entender o que as pessoas sentiam quando eu agia de forma ignorante e desrespeitando a fé delas.

Acho que na nossa vida tudo serve como aprendizado, aprendi da pior forma, passando pelo mesmo e estando no lugar daqueles que um dia ofendi.

A situação quanto à intolerância religiosa está tão alarmante no país, que só em 2015 o Disque 100 registrou 556 casos. Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos, vinculada ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, de 2011 até 2015 o número de denuncias subiu de 15 para 556 (http://bit.ly/1T6EzeX e http://bit.ly/1TKJtg3). Esse aumento pode ter se agravado devido à coragem das pessoas de denunciar.

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No Brasil, já tivemos diversos casos conhecidos nacionalmente. Desde casas de candomblé queimadas (http://glo.bo/2buXccK), imagens das divindades queimadas (http://glo.bo/2buZ3y8), casos de intolerância dentro do coletivo (http://bit.ly/2aZYbho) e pasme, até criança sendo apedrejada (http://glo.bo/1Ce1hUV). Diante de tudo isso, me pergunto: onde vamos parar e o que vai ser feito pelo nosso povo? Esses são apenas alguns tristes exemplos, mas por aí a fora tem muito mais!

Fico incomodada quando as pessoas usam o que creem como verdade absoluta, desmerecendo as demais religiões, desrespeitando e sendo intolerante e muitas vezes, sendo racista também, associando a nossa cultura a algo ruim.

Vivemos em um mundo onde existem milhares de culturas, religiões, sendo que todos precisam aprender a conviver no mesmo espaço e respeitando as diferenças de cada um, não é o que acontece.

Meu desejo é que um dia as pessoas entendam que para mim Orixá é amor, respeito, união, é o ar que respiro, é o vento que toca meu rosto, é a coragem que surge em mim para enfrentar as mais diversas situações é o desejo de justiça que tenho quando vejo alguém injustiçado, é a força ao acordar, é vida!

Não cultuo ao diabo, cultuo divindades e exijo respeito, não só para mim, mas para todos os irmãos de Asè! Desejo força para cada um de nós que precisa lidar diariamente com essas situações.

Não nego minha fé, sou candomblecista sim e não tenho vergonha disso. Asè ooo!

Laisa Gabriela de Sousa é SoteroPreta, estudante de Jornalismo, candomblecista e doceira.

O #SoteroRelato é um espaço aberto a todos e todas que queiram relatar uma experiência em algum campo da Cultura Negra vivenciada em Salvador: eventos, projetos, ações formativas, etc. Participe, conte-nos seu relato: [email protected]

Vilma Reis recebe Comenda 2 de Julho na Assembleia Legislativa esta quinta (27)


vilmaReferência em ações de defesa e garantia de direitos da população negra, mulheres, jovens e da comunidade LGBT, a socióloga e ouvidora da Defensoria Pública da Bahia, Vilma Reis, recebe nesta quinta-feira, 27, às 10h, no Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a Comenda 2 de Julho. A honraria é proposta pelo deputado estadual Gika Lopes (PT).

Em agosto deste ano, Vilma recebeu a Medalha Zumbi dos Palmares, proposta pelo vereador Sílvio Humberto (PSB). A Medalha é a maior condecoração no município que pode ser outorgada a pessoas que se destaquem na luta contra o racismo e intolerância.

Vilma Reis

Entre 2009 e 2012, participou do Movimento de Defesa das Comunidades Quilombolas na Chapada Diamantina. A socióloga Vilma Reis foi coordenadora executiva do Ceafro e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN). Atuou na coordenação do Centro de Combate ao Racismo do Estado da Bahia. Natural de Nazaré das Farinhas, Recôncavo Baiano, é ativista do Movimento de Mulheres Negras, foi professora da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), pesquisadora associada do projeto Raça e Democracia nas Américas e da Associação Nacional de Cientistas Políticos Negros (as) dos EUA.

Foto destaque: Lúcio Távora (A Tarde)