Tem Caruru da Diversidade este sábado (9), Mainha e Djs!


Vai rolar a IX edição do Caruru da Diversidade! Será no palco da Residência Universitária (R1), localizada o Corredor da Vitória, neste sábado (9), às 20h, com organização do Grupo de Dissidência Sexual e de Gênero das Residências da UFBA (GDR).

O GDR propõe pensar a afetividade da comunidade LGBTQIA+ diante desse cenário político. Assim nasce a ideia de fazer dessa edição um musical para falar do futuro da afetividade da comunidade.

 

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Mainha – Sulivã Bispo

A madrinha dessa edição é Mainha (Frases de Mainha), além de outras surpresas como o anúncio da Fada-madrinha e a coroação da Rainha da edição. Além do tradicional caruru distribuído às vésperas da Celebração do Orgulho LGBT de Salvador, o evento conta com as drags: Tereza Skyper, Ah Teodoro!, Malayka SN, Sasha Heels e tem apresentação e hostess de Mila Kokaev.

Os dj’s Alan Costa (Coletivo Afrobapho), Carol Neves (Batekoo), Pedro Henrique Granja e o dj residente do caruru, Roberto Jr. Ainda o show “Núbia”, recém estreado por Kiki Soares e os Amores Clandestinos, e artistas, que participaram da chamada aberta do grupo para tocar em temáticas como dissidências sexuais, racismo e assédio às mulheres.

O QUE: Caruru da Diversidade: Afete-se!

QUANDO: 09/09/2017, às 20h
ONDE: Av. Sete de Setembro, 2382 – Corredor da Vitória – Residência Universitária (R1), 40.008-005
QUANTO: Entrada franca

Poeta Indemar Nascimento prepara Festival Arte Invade a Soronha!


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Indemar Nascimento

 

Conhece a Soronha, em Itapuã?! É de lá que vem o poeta e rapper Indemar Nascimento que, junto ao Grupo de Capoeira Raça, organizam – para outubro – o “Festival Arte Invade a Soronha”. Os detalhes ainda estão sendo firmados, mas vai ser um domingo inteiro e já se pode antecipar algumas coisas: vai rolar corte de cabelo gratuito, oficinas de turbante, apresentações musicais convidadas, pintura de grafite, uma grade artística e muito mais.

E ainda vai ter almoço para todos os presentes. Na ocasião, Indemar também lançará seu EP “Mundo dentro de outro mundo”.

“O trabalho é baseado na minha relação e visão do que é a minha favela. tudo que eu vi, senti, participei, tá nesse EP. Temos que olhar mais pra o social, olhar mais pelo povo que, em formato de genocídio, tá sendo dizimado. Pelas mulheres que são violentadas, esse guerra contra o tráfico de drogas, armas etc… o EP é grito de quem não pode gritar mais. Aos 12 do Cabula, da chacina do Cosme de Farias, Luquinhas, Amarildo, Cláudia, dentre outras e outras”, diz Indemar.

“A Soronha é um lugar é visto como um quilombo urbano. A arte você pode ver em cada olhar atento de um moleque onde, infelizmente, se torna homem muito cedo. E é neste imenso lugar-sonho que vive o poeta sonhador e semeador de poesias Indemar Nascimento. É ali onde ele pretende realizar o projeto, unir mãos e braços em apertos e abraços, para concretizar a poesia da vida”, descreve o escritor e poeta, Valdeck Filho, que lançou na plataforma Kikante uma campanha pra realização do Festival. A meta é de R$1mil! 

 

Acesse aqui e contribua com o Festival Arte invade a Soronha!

Cia. João Perene estreia espetáculo de dança “Sobre a Reta do Fim” no Xisto!


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A Cia. João Perene – Núcleo de Investigação Coreográfica estreia no próximo dia 2 de setembro, às 20h, no Teatro Xisto Bahia, o espetáculo Sobre a Reta do Fim, montagem inédita que reflete os desafios de viver a dança nos atuais contextos econômico, político e social.

A investigação – cujos princípios estéticos estão diretamente relacionados com a qualidade do fluxo contínuo do movimento, surge em um momento de grandes transformações sociais, crises políticas, desvalorização da arte e fechamento de Cias relevantes para a dança no Brasil e no mundo.

Contrapondo toda austeridade social e na tentativa de sair da “zona quase morta”, a encenação “trata de resistência e de sublimar a realidade de forma poética sem deixar que toda esta situação tire dos artistas envolvidos com a proposta o seu lugar de honra: o Palco”, afirma João Perene – idealizador, diretor e coreógrafo do espetáculo.

Após estreia, o espetáculo segue temporada de apresentações nos dias 3, 9, 10, 16 e 17, no Espaço Xisto Bahia – Rua General Labatut, 27 – Barris, aos sábados (20h) e domingos (19h), com ingressos a preços populares – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

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Fotos: Marcley Oliveira

Convocatória Doce Poesia Doce seleciona Poesias para distribuição gratuita na cidade


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De 17 de setembro a 8 de outubro o projeto DOCE POESIA DOCE distribuirá gratuitamente 10 mil “poesias doces” (poesias impressas embalando balas doces) em praças, escolas, hospitais e postos de atendimento em Salvador.

DOCE POESIA DOCE é um fruto simbólico e também literal do projeto PÉ DE POESIA, que em 2016 decorou as árvores de Salvador com 500 poesias de mais de 200 poetas de todo o Brasil. Os idealizadores de ambos os projetos, o escritor e músico Fabio Shiva e a fotógrafa Fabíola Campos, buscam sensibilizar as pessoas para o poder da Poesia de trazer doçura e beleza, para a vida, gerando transformações positivas.

Metade das 10.000 “poesias doces” celebrará a obra de poetas consagrados da língua portuguesa, como Castro Alves, Fernando Pessoa, Gregório de Mattos, Álvares de Azevedo, Florbela Espanca, Gonçalves Dias e muitos outros. Já a outra metade das poesias será selecionada a partir da Convocatória Doce Poesia Doce, que possibilita que poetas de todo o Brasil participem do projeto.

Os interessados devem enviar um poema de sua autoria (com no máximo 14 versos) e uma foto com boa resolução para o e-mail [email protected] até o dia 31/08/17. Os melhores poemas enviados serão impressos e distribuídos junto com balas doces em diversos pontos de Salvador, com direito também a publicação no blog (poesianasarvores.blogspot.com.br) e na página do projeto no Facebook (facebook.com/poesianasarvores). Todos os poetas participantes receberão por e-mail a arte digital de seus poemas incluídos no projeto.

Inaugurando e encerrando a distribuição das “poesias doces”, serão realizados dois saraus poéticos com recital em praça pública: na Praça da Sé (17/09) e no Campo Grande (08/10). Já está confirmada a participação dos poetas Adão Cunha, Edgar Velame, Ivan de Almeida, Lucas Ferreira, Marly RamosVanessa Cardoso no recital de poesias.

Tem edital aberto na área da Cultura em Salvador: serão recursos de R$ 3,8 milhões! INSCREVA!


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Foto: Rosilda Cruz

A Fundação Gregório de Mattos (FGM) publicou nesta terça-feira, 22 de agosto, o Edital de Chamamento Público para concessão de incentivos fiscais a projetos artísticos e culturais realizados em Salvador. Serão destinados recursos da ordem de R$ 3,8 milhões em renúncia fiscal, para projetos no valor máximo de R$ 300 mil, em todas as áreas culturais. As inscrições seguem até o dia 22 de novembro (enquanto houver recursos disponíveis) por meio do site, onde o edital completo pode ser consultado.

 Podem ser contemplados projetos das diversas áreas do campo da cultura, como Arquivos, Artesanato, Arte de rua, Artes visuais, Audiovisual, Bibliotecas, Circo, Cultura digital, Cultura popular, Culturas identitárias, Dança, Design, Espaços culturais, Festivais, Fotografia, Gastronomia, Hip-hop, Literatura, Moda, Museus, Música, Patrimônio e Teatro. Dúvidas poderão ser sanadas pelo e-mail [email protected].

As propostas precisam ser apresentadas com um mínimo de 90 dias antes do seu início previsto. Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos, residentes em Salvador há pelo menos dois anos e que desenvolvam atividades culturais no mínimo por igual período; Microempreendedores Individuais (MEI) certificados para atividades do campo da Cultura; e instituições privadas de finalidade cultural, com atuação há no mínimo dois anos. Após habilitados, os projetos serão encaminhados para avaliação dos pareceristas credenciados. Cada proponente pode inscrever até duas propostas, mas só poderá ser contemplado em uma delas.

INSCREVA SEU PROJETO AQUI!

Sessão Especial na Câmara celebra 25 anos do Instituto Steve Biko e traz Sueli Carneiro a Salvador


 

Na próxima terça-feira (12), a partir das 18h30, o Plenário da Câmara dos Vereadores receberá a Sessão Especial “Instituto Steve Biko – 25 anos”, proposta pelo vereador e presidente de Honra do Instituto Steve Biko, Silvio Humberto (PSB). A Sessão – que também é uma homenagem aos 40 anos da morte de Steve Biko na África do Sul (12/9/1977) –  contará com a presença da filósofa, escritora e ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro, Sueli Carneiro. A Sessão será aberta ao público e contará com a abertura musical do cantor, Lazzo Matumbi.

 Na ocasião, o Instituto divulgará Campanha Biko + 25 Anos, destinada a angariar recursos para a finalização da primeira etapa da construção da nova sede da Biko, localizada no Campo Grande. Lá, um sonho está se tornando realidade a cada dia: a Faculdade Steve Biko. A construção – até então – conta com patrocínio da Coca Cola Foundation, que entregará o prédio já no terceiro pavimento. A partir daí, serão necessários recursos para acabamento das obras, para o que toda população, militantes e apoiadores da Biko poderão contribuir, marcando seus nomes nesta conquista.

Na Sessão Especial, estarão presentes representantes das Universidades Federais da Bahia e Recôncavo (UFBA/UFRB), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), além da presença de dirigentes da Biko e de estudantes – atuais e egressos. A Sessão também contará com homenagens a pessoas que contribuíram e ainda contribuem com o crescimento da Biko.

Com 630m², o prédio que abrigará a Faculdade Steve Biko – no Campo Grande – está em obras, que seguem a todo gás. São três andares, que vem sendo reestruturados do zero, uma vez que se precisou ruir toda estrutura anterior para dar início a novas construções. Com apoio da Coca-Cola Foundation, a Biko vem mantendo o trabalho físico das obras, que está na fase final de estrutura de concreto. Por lá, já se podem ver finalizadas as lajes e estão sendo feitas as paredes de alvenaria e recuperação da fachada e esquadrias.

A previsão é de que a Faculdade abrigue quatro salas de aula, uma Biblioteca, Brinquedoteca e salas administrativas. Estas salas acolherão um sonho antigo do Instituto, uma experiência que pautará a diversidade em todos os seus aspectos. Ao todo, a Faculdade poderá receber 200 estudantes por dia.

Dentre os pilares que guiarão esta Faculdade, está a promoção de iniciativas que valorizem a diversidade etnicorracial, que contemplem os saberes e fazeres da cosmovisão africana e suas diásporas na produção de conhecimento. Esta será a temática debatida pela ativista, Sueli Carneiro, a convite da Biko e do Mandato de Silvio Humberto.

 SERVIÇO

Sessão Especial “Instituto Steve Biko – 25 anos”, com Sueli Carneiro

Onde: Plenário Cosme de Farias – Câmara dos Vereadores (Praça Municipal)

Quando: 12 de setembro (terça-feira), 18h30

Proposição: Vereador Silvio Humberto (PSB)

Aberta ao público

#OcupA – Por que ser midialivrista é tão difícil? – Por Ícaro Jorge


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Ícaro Jorge – Foto: Gabriel Andrade

Este é um relato de um midialivrista jovem e negro numa sociedade  estruturada pelo privilégio branco.

Em época de fim de semestre, Universidade lotada de pessoas preocupadas, complicadas, amarguradas e atrasadas, fui convidado para participar de um trabalho de final que abordava “A mídia livre como uma saída para as opressões”.  Felizmente, é um assunto que eu gosto muito de abordar e tenho um pouco de prática. Diante disso, pensei algumas questões que acho interessante para inserir nessa coluna.

Normalmente, costumo abordar a mídia negra e as possibilidades de inserção das nossas vivências no conteúdo jornalístico, blogs, canais no youtube e em outras ferramentas de comunicação. Mas, percebendo a atual conjuntura que, ao invés de democratizar a Comunicação, nos priva de acessar conteúdos, pensar a mídia negra, somente nas redes é um erro. 

Pensando através do senso comum, “mídia é todo suporte de difusão da informação que constitui um meio intermediário de expressão capaz de transmitir mensagens; o conjunto dos meios de comunicação social de massas”. Diante disso, o rádio, a televisão, a imprensa, seriam exemplos de mídia. Mas será que com as pessoas negras isso se materializa?

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Foto: Ester Souza

Somos bem vindas?

Historicamente, a mídia foi um espaço negado às pessoas negras. Nas novelas se criou uma perspectiva de “Black Face”, inicialmente, colocando pessoas brancas para representar as pessoas negras, nos jornais nem se cogitava e, inclusive, até hoje é tabu quando vemos negros e negras em grandes jornais, no cinema.

Raríssimo era a produção e elenco com pessoas negras.  Ao decorrer do tempo, fomos conquistamos mais espaços e mesmo assim, ainda somos folclorizados, hiperssexualizados, desrespeitados e ignorados.

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Na novela “A Cabana do Pai Tomás”, o ator Sérgio Cardoso viveu o protagonista negro. Na cena, ele ao lado da atriz Ruth de Souza (Foto: reprodução)

As telenovelas ainda não os maiores espaços de representação na sociedade e tem dentro da sua estrutura uma perspectiva de reprodução das opressões. Como traz a professora de antropologia da ECA-USP Solange Martins Couceiro de Lima, no artigo “A personagem negra na telenovela brasileira: alguns momentos” (Revista USP, 2001):

“A telenovela é, pois, a narrativa que veicula reprepresentações da sociedade brasileira, nela são atualizadas crenças e valores que constituem o imaginário dessa sociedade. Ao persistir retratando o negro como subalterno, a telenovela traz, para o mundo da ficção, um aspecto da realidade da situação social da pessoa negra, mas também revela um imaginário, um universo simbólico que não modernizou as relações interétnicas na nossa sociedade”.

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Monalysa Alcântara – Foto: Reprodução / BE Emotion / Facebook)

Recentemente, passamos pela exposição da jornalista Maju Coutinho, da atriz Taís Araújo, da miss Brasil Monalysa Alcântara, todas desrespeitadas por serem negras e estarem ocupando espaço na mídia.

Além disso, cabe relatar sobre as séries que recebem poucos investimentos e/ou são cortadas, por conta de um protagonismo criado e sustentado pelo privilégio branco, como é o caso de “Cara gente branca”, que praticamente foi ignorada pela população e não recebeu o investimento devido por ter personagens negros e falar sobre a realidade do racismo.

Outra série que exemplifica bem o privilégio branco é a série Friends, que se tornou a série que representa o ano 2000 e que nada mais era que uma cópia da série Living Single, estrelada por Queen Latifah, mas que foi ignorada e apagada pelo sucesso da sua cópia. Enfim, diversos momentos históricos que demonstra a não aceitação de negros na mídia.

Quais estratégias para se desestruturar essa construção?

Provavelmente, não sou a melhor pessoa para escrever ou falar sobre esse assunto, por não ter formação, mas cabe avaliar as atuais estratégias que tomamos que vão de encontro a essa estrutura midiática que silencia a população negra.

Primeiro, a Mídia Livre se torna nossa aliada, mesmo sendo necessário ocuparmos espaços na grande mídia, pensar formas alternativas e independentes de se criar possibilidades de compartilhar as nossas vivências é essencial. A partir disso, nasce espaços como o SoteroPreta, Ocupa Preto, Dois Terços, Narrativas negras, Ashismos, Mais íntimo, Mídia Períférica, Desabafo social, Etnomídia, Instituto Mídia Étnica, Maia Vox, todas, ferramentas de comunicação e mídia livre necessárias para construímos uma mídia numa perspectiva decolonial.

Segundo, parcerias são extremamente necessárias. É só pensar que o privilégio branco é mantido historicamente por parcerias. São pessoas, famílias e marcas que fazem trocas e concessões diariamente, a fim de criar possibilidades para que eles garantam o seu poder e defendam seus privilégios. Nessa perspectiva, também precisamos nos articular e conectar, afim de criarmos pautas e possibilidades revolucionárias de ir de encontro à estrutura colonial, capitalista e racista em que vivemos.

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É só pensar que, independente de concorrências, briga de egos e o estresse para que seu projeto tenha visibilidade, você não vai dominar o mundo sozinho e que não existe projeto de mundo feito por apenas dois braços. Então, a Mídia Livre, negra e periférica precisa se organizar e se unir, a fim de criar novas narrativas. E vale lembrar: isso não significa que todo mundo pensará igual, mas que ter pautas e ações unificadas geram possibilidades de criação de um programa maior e mais eficaz para o que queremos.

Terceiro, a grande mídia também precisa de pessoas como nós na sua estrutura, para que da nossa forma, possamos criar possibilidades de mudanças internas que possam criar novas narrativas. Por exemplo, a rede globo de televisão, hoje, assume uma perspectiva mais aberta, onde se debate temas como machismo, racismo, LGBTTfobia.

E foi fruto de um debate interno grande com as pessoas que trabalham na empresa e que perceberam a necessidade de utilizar esse espaço para debater e tentar novas possibilidades de diálogo com a população. Isso não apaga as opressões históricas da empresa, mas demonstra que há possibilidade de se discutir uma nova visão de mundo, para isso, pessoas como nós precisam ocupar esses espaços, também.

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Ocupa e Conversa no Instituto de Mídia Étnica

Novos horizontes para novas narrativas

Pensar a comunicação e a mídia livre é ter o entendimento que estamos indo de encontro a uma plataforma de mídia que se estruturou durante anos para executar os mandos de uma burguesia. Diante disso, é muito difícil criar ferramentas e possibilidades alheias a essa estrutura e por conta disso, temos muitas dificuldades.

Principalmente quando os espaços onde utilizamos para conseguir nos estruturar é interpelado pelo mercado e pela estratégia elitista de compartilhar seus objetivos, como por exemplo, o Facebook, que é bastante utilizado para compartilhar nossos trabalhos e fazer ecoar os nossos gritos, hoje assume uma perspectiva mercadológica privilegiando quem tem dinheiro devido a implementação de patrocínio.

Enfim, é preciso ter consciência das barreiras que são criadas todos os dias para nós que somos comunicadores e midialivristas e procurarmos estratégias de embate a essa estrutura.

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A coluna OcupA! é assinada por Ícaro Jorge, 19 anos, fundador e conciliador de histórias do Ocupa Preto, blogueiro, youtuber e mobilizador social.

 

 

Grupo de Teatro Finos Trapos abre inscrições gratuitas para Oficinão de Teatro!


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O Grupo de Teatro Finos Trapos abre inscrições gratuitas, no período de 01 a 15 de setembro, para interessados que desejem participar da sétima edição do Curso Oficinão Finos Trapos, que será realizado na cidade de Salvador, 40h/aula. Serão ao todo 30 vagas e as inscrições serão realizadas através do site.
 
O público alvo são jovens e adultos a partir de 18 anos, que já possuem algum envolvimento com a área teatral, sendo priorizada a participação de artistas do subúrbio ferroviário e estudantes da rede pública de ensino (básico ou superior).
AULAS
As aulas teóricas e práticas serão distribuídas nos seguintes eixos:
Eixo I – Colaboração no treinamento do ator;
Eixo II – Dramaturgia da sala de ensaio;
Eixo III – Gestão e produção colaborativa.
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Os interessados deverão ter disponibilidade para participar das aulas que ocorrerão de 18 de setembro até 18 de outubro, sempre as segundas e quartas-feiras, das 18h às 21h, na Casa do Benin (Rua Padre Agostinho Gomes, 17, Pelourinho).
Ao final desta oficina, haverá apresentação dos resultados para o público, numa mostra cênica, nos dias 20 e 21 de outubro no Teatro Gregório de Matos, além da oportunidade de dois alunos serem escolhidos para integrarem o elenco do novo espetáculo do grupo, com estreia prevista para março de 2018.
Fotos: Aldren Lincoln
SE INTERESSOU?!
O que: Curso Oficinão Finos Trapos

Quando:  Setembro/Outubro de 2017

Quanto: Gratuito

Onde: na Casa do Benin (Rua Padre Agostinho Gomes, 17, Pelourinho).

Inscrições:  www.grupofinostrapos.com.br

Olodum faz turnê na Argentina pra celebrar 30 anos do sambareggae!


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Crédito: Globo/ Luiz C. Ribeiro

Os 30 Anos de Samba Reggae também vão ser comemorados na Argentina. O Olodum leva a canção “Eu Falei Faraó” entre os dias 06 e 11 de setembro para o país portenho. Esta não é a primeira vez que a banda faz show para os argentinos. No ano passado, tocou para mais de 50 mil pessoas na Grande Buenos Aires.

O repertório musical da tour 30 Anos de Samba Reggae “Eu Falei Faraó” será compostos pelos  clássicos do Olodum, a exemplo de Faraó, Avisá Lá, Rosa, Alegria Geral, Vem Meu Amor, Berimbau, Madagascar Olodum, Ladeira do Pelô, Protesto Olodum, Canto ao Pescador, Deusa do Amor, Olodum Pra Balançar, mesclando com músicas cujo conteúdos nos levam a refletir sobre a importância de uma cultura de paz, a exemplo de Mel Mulher, Manifesto Pela Paz, Mãe Mulher Maria Olodum, e Eu Digo Jah”.

Este show proporcionará ao povo da América Latina aprofundar e passar a conhecer de forma particular como o Olodum mistura Samba Reggae, com as diferentes linguagens artísticas brasileiras. O Olodum se transformou em um dos grupos musicais brasileiros de maior prestígio internacional, já tendo se apresentado em trinta e sete países, em todos os continentes e com grandes sucessos de público e vendas de música e cultura por onde se apresentou no mundo.

Tia Má está de volta com a língua solta no Teatro Módulo!


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A jornalista e youtuber Maíra Azevedo, mais conhecida como Tia Má, volta aos palcos baianos com o stand up Tia Má com a Língua Solta para curta temporada no Teatro Módulo, em Salvador, nos dias 09, 16, 23 e 30 de setembro, sempre às 20h.

Maíra Azevedo e Tia Má: amor, irreverência e sinceridade na receita do sucesso

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Foto: Fafá Araújo

Sucesso de público na primeira temporada, o stand up traz à tona assuntos que não são brincadeira, como o racismo, machismo e a violência contra a mulher, porém utilizando o humor como ferramenta de reflexão. Considerada um fenômeno na internet, Tia Má, resolveu se aventurar pelos palcos e apresentar o espetáculo de stand up, Tia Má com a Língua Solta, o primeiro do Brasil apresentado unicamente por uma mulher negra.

Na estreia, em Salvador, o espetáculo teve os ingressos esgotados três dias antes da primeira apresentação e foi considerado sucesso de público e crítica. Em sua primeira temporada, todos as sessões foram lotadas e, por conta disso, o público pediu que o stand up voltasse para mais um temporada, depois de no interior da Bahia e se preparar para seguir pelas principais capitais do país.

SERVIÇO:

Evento: Tia Má com a Língua Solta

Data: 09, 16, 23 e 30 de setembro  

Horário: 20h  

Local:  Teatro Módulo

Preços: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)

Pontos de venda: bilheteria do teatro

Vendas on line AQUI!

Produção nacional: Toca Tudo Produções