#DiálogosInsubmissos – Debates serão encerrados com Conceição Evaristo e sua “Escrevivência”


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Em uma favela da Zona Sul de Belo Horizonte, em 1946, a história da literatura brasileira ganhava mais uma estrela. Dali sairia, Conceição Evaristo, rodeada de palavras.

E não é pura simbologia aqui: sua mãe guardava em um diário as memórias de suas dificuldades no dia a dia do ofício de lavadeira. Conceição foi empregada doméstica e, aos 25 anos, concluiu o Curso Normal. As palavras sempre a acompanharam e a fizeram. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.

“A nossa Escrevivência não pode ser lida como histórias para ninar os da casa grande e sim para incomodá-los em seus sonos injustos!” (C.Evaristo)

Conciliando seus estudos com os afazeres, Conceição veio a se tornar uma das principais expoentes da Literatura Brasileira e Afro-Brasileira. Hoje ela é estrela junto a outras tantas mulheres negras que fazem da arte literária uma bandeira de afirmação – pessoal e coletiva.

Esta luta, trajetória e “escrevivência”, como ela intitula, estarão no centro dos Diálogos Insubmissos, ciclo de debates em que intelectuais negras baianas se debruçarão sobre os contos de sua obra “Insubmissas lágrimas de mulheres”, lançada em 2011. Será em Salvador, no mês de julho e a programação já está fechadinha. A própria Evaristo virá para encerrar os debates – em agosto, então já se programem. Os Diálogos acontecerão no Espaço Cultural da Barroquinha, no Sarau da Onça (Sussuarana) e no PAFF III da UFBA, em Ondina.

Insubmissas lágrimas de mulheres

Serão nos dias 11, 15 e 20 de julho e no dia 11 de agosto. Este último dia, com Evaristo. Em “Insubmissas lágrimas de mulheres”, Evaristo traz um retrato de solidariedade e afeição feminina, em especial, mulheres negras. Seus afetos, reflexões e deslocamentos são desenrolados ao longo dos contos.

“Então, as histórias não são inventadas? Mesmo as reais, quando são contadas. Desafio alguém a relatar fielmente algo que aconteceu. Entre o acontecimento e a narração do fato, alguma coisa se perde e por isso se acrescenta. O real vivido fica comprometido. E, quando se escreve, o comprometimento (ou o não comprometimento) entre o vivido e o escrito aprofunda mais o fosso. Entretanto, afirmo que, ao registrar estas histórias, continuo no premeditado ato de traçar uma escrevivência”. (Evaristo, 2011)

Convidadas

Os debates tem como intuito identificar violação dos direitos das mulheres no texto literário de Conceição Evaristo e como elas representam o cenário social brasileiro. Já estão confirmadas presenças como as da mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela.
Não será necessário inscrição. Na mediação, a graduanda em Letras Vernáculas e Língua Estrangeira Moderna (Inglês/UFBA), Maiana Silva e a Youtuber, Samira Soares. Confira toda a programação:
diálogos insubmissos

 

#Cabaré20Anos – “Já que é questão de costume, se acostume a me chamar de negra!” – Dra. Janaína


Cabaré da Raça

Ela é negra, já usou dreads, tranças, cabelo black para cima, é advogada e, quando entra no Fórum para advogar, a mandam acessar o elevador de serviço. Essa é a vida da Dra. Janaína, constantemente discriminada. A personagem – criada e interpretada pela atriz Merry Batista pro espetáculo Cabaré da Rrrraça – trazia à tona, há 20 anos, o racismo no dia a dia dos advogados e advogas [email protected] na cidade. “Há 20 anos havia uma grande polêmica sobre quais os trajes ou looks que os advogados negros teriam que usar para adentrar nos setores de Justiça e advogar”, lembra Merry.

“Eu tô o tempo todo perguntando porque esse negócio de me chamar de morena. “Ah, mas é questão de costume”. Então, se é questão se costume, se acostume a me chamar de negra, porque esta é a minha raça!” – Dra. Janaína

Dra. Janaína foi criada com este intuito. Levar ao palco – do mesmo modo irreverente e polêmico que contempla todo espetáculo Cabaré da Rrrraça, do Bando de Teatro Olodum – a resistência diária de ser negra, advogada, bem sucedida, e estar sempre sendo posta em lugares de subalternidade.

“Essa resistência me ajudou a pensar sobre o assunto e, também, no auxílio da construção do perfil do personagem bem como no figurino. Meu personagem, logo no início, usava um dread para, justamente, combater a questão racista daquele momento”, enfatiza Merry.

O Bando de Teatro Olodum, com este espetáculo – junto a “Ó Paí, Ó”, o que mais seguidamente esteve em cartaz – conseguiu colocar negros e não negros pra pensar. Rir muito, mas pensar acima de tudo. O racismo, este sempre em pauta em cada uma das falas.

“O cabelo que usava, fortalecia uma identidade e não mudava o seu jeito de pensar. Até hoje vivemos em uma sociedade que lhe diz o que você é sem te conhecer, criando estereótipos”, diz a atriz que, em muitas cenas questiona justamente esses estereótipos.

Cabaré da raça

Os personagens criados pelos atores do Bando sempre são construídos na base de muito laboratório e de pesquisas. “Tive um encontro com uma advogada que me inspirou bastante. Uma das minhas falas, a do elevador, foi um fato que ocorreu com ela”, disse. Dra. Janaína já foi interpretada pelas atrizes Érica Ribeiro, Jamile Alves e Valdineia Soriano.

#Cabaré20Anos – Jaqueline…“Eu faço 2º ano de Formação Geral…!”

A felicidade em ter um espetáculo tão respeitado e aclamado se divide com o lamento dele ser ainda tão necessário. “O Cabaré ainda tem muito o que dizer, infelizmente. Falta ainda quebrar, conscientizar, desconstruir comportamentos racistas. Há vinte anos atrás eu falava de uma advogada que era constantemente discriminada e que até hoje isso acontece”, diz .

#Cabaré20Anos – De volta ao Vila Velha

De 12 a 27 de agosto, Cabaré da Rrrrraça volta ao palco do Vila para mais apresentações – com mais atualidades e com mais polêmica. Até lá, acompanhe a série no Portal Soteropreta sobre alguns de seus personagens! Lembre um pouco desse espetáculo histórico:

 

Centro Cultural Plataforma recebe espetáculo em homenagem a Elza Soares


espetáculo “Se Acaso Você Chegasse

Nesta quinta (13), o Centro Cultural Plataforma vai receber a Arte Sintonia Companhia de Teatro, que fará uma única apresentação do  espetáculo SE ACASO VOCÊ CHEGASSE – uma homenagem a Elza Soares.  O espetáculo reverencia a artista, que é ícone da cultura negra no Brasil..

Será às 20h e é inspirado na história de vida da cantora Elza Soares, dirigida por Antônio Marques. Se Acaso Você Chegasse mostra as diversas facetas que a cantora teve que assumir ao longo da sua trajetória. Entre canções do repertório de Elza, a peça traz a atuação de quatro atrizes: Denise Correia, Lívia França, Josi Varjão e Clara Paixão, que vivem diversos momentos de sua biografia.

Produzida pela Arte Sintonia Companhia de Teatro, única companhia baiana a trabalhar com musicais, a peça ‘Se Acaso Você Chegasse’ acontece pela quarta vez em Salvador.

A peça recria, justamente, a época em que a ‘Elza’ no singular não existia e, a partir daí, vai construindo uma narrativa que se baseia na trajetória da estrela. O resultado é uma obra rica em detalhes que leva o espectador a se colocar no lugar da cantora e a refletir sobre certas atitudes tomadas ao longo da vida.

espetáculo “Se Acaso Você Chegasse

NÃO PERCA!

O quê: Espetáculo “Se Acaso Você Chegasse – uma homenagem à Elza Soares”.

Quando:  13 de julho, quinta-feira.

Horário: 20h.

Local: Centro Cultural Plataforma

Valor: R$ 10 (Inteira) e R$ 5 (meia)

Informações: (71) 98846-1928/  99269-8274

Vendas: No local.

Fotos: Genilson Coutinho

 

 

#Entrevista – Dayse Sacramento e os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras!


Em 13 contos, mulheres negras são protagonistas de relatos de dores, desejos, medos, mas também de resistência. Assim, a escritora Conceição Evaristo apresenta sua obra Insubmissas lágrimas de mulheres, lançada em 2011. Esta obra será foco de debates no mês de julho, em Salvador, na atividade intitulada “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”. 

A escrevivência  de Evaristo estará em análise por mulheres negras convidadas pela organizadora, a doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, cuja ideia surgiu a partir de sua pesquisa “Violências contra mulheres negras e as suas “insubmissões”, contemplada no PIBIC/IFBA em 2017, junto à orientanda – bolsista do PIBIC – Jilmara Santos de Jesus.

Serão três Mesas Temáticas, com a presença de pesquisadoras de diversas áreas, como Direito, Filosofia e Literatura.

dayse sacramento
Dayse Sacramento   Foto – Andréa Magnoni

Dayse Sacramento nos falou como surgiu todo este projeto:

Portal Soteropreta – Quem é Conceição Evaristo pra você?

Dayse Sacramento – Conceição Evaristo é uma das mulheres negras mais importantes da literatura afro-brasileira e que nos mostra que é possível um fazer literário com uma voz feminina negra Que esta é uma voz polissêmica, ela fala com a voz de muitas de nós. Este livro, em especial, sempre me chamou atenção pela forma como ela faz denúncias de como a sociedade brasileira direciona para as mulheres negras vários dispositivos de violência e estas mulheres não sucumbem. Resistem, caem, mas sempre levantam e até as suas lágrimas são insubmissas.

Portal Soteropreta –  E como surgiu a necessidade desta pesquisa?

Dayse Sacramento – Primeiramente, da necessidade de refletir sobre o cotidiano de mulheres negras que a autora nos apresenta através de suas personagens. Sobretudo em tempos de dados alarmantes de feminicídio lesbofobia, intolerância religiosa, e outras formas de opressão. Insubmissas Lágrimas de Mulheres é uma obra que contempla narrativas da realidade de muitas de nós. Trazer este debate através do texto literário é um compromisso que assumimos no estudo, aliado a uma crítica que legitime e visibilize o combate à violência contra mulheres negras. Assim, o Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras é uma atividade que buscará legitimar e consagrar a produção da autora.

Portal Soteropreta – Suas convidadas, Dayse, o que elas tem em comum?

Dayse Sacramento – São todas elas mulheres negras que, em alguma medida, dentro do seu campo de produção do conhecimento, discutem, combatem questões de gênero e raça. São sensíveis – tanto à produção de Conceição Evaristo, como assumem o compromisso de tornar o mundo melhor para as mulheres.

Portal Soteropreta – Como ela se deu e quais seriam seus principais legados para Literatura e Cultura negras?

Dayse Sacramento – Nós, negras e negros, precisamos, cada vez mais, acolher, apoiar, conhecer e distribuir as nossas produções, sobretudo entre nós. É inconcebível que autoras e autores negros permaneçam escondidos em detrimento de um cânone literário que é racista, classista, e que direciona muitos impedimentos a uma escrita negra. Desde as condições de produção e do fazer artístico literário, até a publicação e distribuição de livros.

Portal Soteropreta – O que você espera alcançar com os Diálogos?
Dayse Sacramento – Espero que as pessoas acessem o texto literário e que reconheçam a produção intelectual de mulheres negras. Afinal, se nós não nos lermos, não disseminarmos nossas vozes pretas, quem o fará? Deste modo, vamos conversar sobre a obra, dialogar sobre pontos de vista distintos, mediadas pela força-palavra de Conceição, que nos toca, inquieta e fortalece.

Veja aqui toda programação dos Diálogos, quem são as pretas convidadas para mediar estas leituras. O Portal Soteropreta é parceio deste projeto e divulgará, ao longo do mês, a programação completa!

#Cabaré20Anos – Jaqueline…“Eu faço 2º ano de Formação Geral…!”


Cabaré da Rrrrraça

Há 20 anos, o Teatro baiano recebia a estreia de um espetáculo que ficaria marcado na memória desta arte. O espetáculo mais popular e que mais vezes esteve em cartaz, na trajetória do Bando de Teatro Olodum. O Cabaré da Rrrrraça conseguiu – com sua abordagem polêmica e irreverente – entrar para a história. Esta que será celebrada no mês de agosto no Teatro Vila Velha.

Até lá, e em parceria com o Bando de Teatro Olodum, o Portal Soteropreta vai resgatar alguns dos personagens que compõem esta peça, tão aclamada e respeitada por sua verdade nua, crua e afirmativa. A ideia é trazer um pouco do que esteve – e até hoje está – por trás destas criações.

Uma delas é Jaqueline, criação da atriz Valdineia Soriano. A personagem, que já foi interpretada por Maria Gal, Patt de Carvalho, é uma jovem estudante que sempre lembra o público: “Eu faço 2º ano de formação geral…”. “Como de costume ao Bando, fiz uma pesquisa de rua mesmo, com meninas em várias profissões, manicures, professoras, vendedoras. Jovens que frequentavam, assiduamente, shows de pagode. Todas negras”, afirma Valdineia Soriano. Jaqueline, em meio ao pagode, se encontra, se perde e se manifesta.

#Cabaré20Anos – “Essa galera do Movimento Negro é muito radical!” – Jorge Washington explica Taíde!

“Tive que aprender coreografias das bandas de pagodes (risos), que era o bum do momento, e falar daquelas meninas era importante. Suas vivências, suas visões a cerca do racismo. A partir de leituras, como da Revista Raça, que se destacava na época, fui construindo o texto e fortalecendo nas improvisações dos ensaios”, conta Valdineia.

Para a atriz, a realidade de 20 anos atrás ainda é tão atual quanto se mostra no palco. Os improvisos dos atores é notável, sempre atualizados com o que se vive no cotidiano. Letras de músicas – como dos pagodes, por exemplo – estão sempre atualizadas nas falas. E o que pauta cada uma delas ainda é tão atual quanto – o racismo. “Infelizmente, muito infelizmente, ainda se faz necessário questionar, brigar, gritar contra o racismo”, conta.

Cabaré da Rrrrraça
Foto – Marcio Lima (Jamile Alves, Auristela Sá (In memorian), Valdineia Soriano

A interação é forte. Aquele momento tenso que quem já foi sabe: quando os atores e atrizes perguntam à plateia sobre racismo. O espetáculo/musical – que arranca risos – também, e ao mesmo tempo, busca estimular a reflexão da plateia. Com ironia e polêmia, o debate vai ganhando o público. “Quando interagimos com a plateia, vemos a ânsia que todos têm em relatar as experiências e como reagiram ou pensaram em reagir”, conta.

#Cabaré20Anos – “Já que é questão de costume, se acostume a me chamar de negra!” – Dra. Janaína

Valdineia Soriano também já interpretou outras personagens, como a advogada Dra. Janaína, criada por Merry Batista e a Rosie Marie, criação da atriz Rejane Maia. De 12 a 27 de agosto, Cabaré da Rrrrraça volta ao palco do Vila para mais apresentações – com mais atualidades e com mais polêmica. Até lá, acompanhe a série no Portal Soteropreta.

Lembre um pouco desse espetáculo histórico:

Luiza Bairros será homenageada em Sessão Especial nesta quinta (13)


Luiza Bairros
Foto Fernando Vivas | Ag. A TARDE | Arquivo

Em 12 de julho de 2016, a militância negra em todo país perdia uma líder feminista, mulher que referenciou muitas outras e que hoje está no rol das ancestrais que ainda referenciam o Movimento negro brasileiro: Luiza Bairros. Ela faleceu neste dia e, nesta quinta (13), um ano depois, sua luta e memória será celebrada no Plenário da Câmara Municipal. A iniciativa é do vereador Silvio Humberto (PSB), que reunirá, em Sessão Especial, a militância negra soteropolitana – em especial as mulheres. A Sessão começa às 18h e será aberta ao público.

Por articulação das mulheres negras de Salvador e a convite do mandato, algumas mulheres foram convidadas para falarem sobre o convívio com Luiza Bairros, sobre a inspiração que sua trajetória legou. De como – a partir de seus lugares de fala e de construção, mulheres continuam lutando contra o machismo, a misoginia, o racismo e ainda constroem redes de apoio e de empoderamento.

A Sessão – intitulada “Negras Mulheres, Femininos Poderes – Luiza Bairros, um Poder que Nos Move” – acontece no Julho das Pretas, mês emblemático e estratégico para as mulheres negras por conta do Dia da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha – 25 de julho.

Estarão na Mesa: Valdina Pinto, Makota do Terreiro Tanuri Junsara; Vilma Reis, ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia; Maíra Azevedo, jornalista e personagem Tia Má;  Naira Gomes, organizadora da Marcha do Empoderamento Crespo e Teresinha Barros, educadora e militante feminista.

Chegue lá….

Sessão Especial Negras Mulheres, Femininos Poderes – Luiza Bairros, um Poder que Nos Move

Data: 13 de julho, 18h (quinta-feira)

Local: Plenário da Câmara Municipal

Aberta ao público

Grupo Iwá leva oficina e performance de contos africanos para o Xisto este mês!


‘Bahia em Cantos e Contos’

A 2ª edição do projeto Em Cena Nossas Histórias, realizado pela grupo Iwá, estreia nos palcos do Espaço Xisto Bahia em duas apresentações e uma oficina de performatização coletiva de contos africanos. O espetáculo acontece nos dias 13, 14 e 15 de julho, com ingressos que custam R$10 (inteira) e R$5 (meia) e a oficina no valor único de R$150. A classificação é livre.

O projeto tem início no dia 13 de julho, às 15h30, com a sessão de contos Histórias da Chuva. A atriz Josi Acosta, acompanhada dos músicos Gabriel Carneiro e Sanara Rocha, sob direção de Antônio Marcelo, apresentam ao público uma livre adaptação de contos da Angola e Botsuana, que tem origem na tradição oral e foram reescritos por autores contemporâneos em português. Os contos versam sobre a chuva e tratam de temas como solidariedade e amor.

‘Bahia em Cantos e Contos’

Já nos dias 14 e 15, acontece a Oficina de Performatização Coletiva de Contos Africanos ministrada pelo professor doutor Toni Edson. Na oportunidade, serão trabalhadas a expressão corporal e vocal com técnicas de improvisação voltadas para a contação de histórias africanas em grupo.

Podem participar da oficina pessoas a partir dos 16 anos, com ou sem experiência artística, mediante a inscrição prévia e pagamento da taxa de R$150. Serão disponibilizadas 20 vagas. As Inscrições são feitas através do formulário on-line.

Além da oficina, no dia 15 (sábado), às 15h30, Toni Edson apresenta a sessão de contos Bichos, Cantos e Encantos, uma adaptação dos contos da tradição oral indígena e africana. Esse trabalho parte de princípios do teatro de animação, técnicas de manipulação de objetos e máscara, tendo como objetivo fortalecer o lúdico já presente nos contos e nas canções originais compostas para a apresentação.

 Fotos: Divulgação

O 26º Sarau da Praça ocupará orla de Itapuã com música, poesia e artes!


sarau da praça

No próximo sábado (15), a orla de Itapuã será ocupada pelo Sarau da Praça! A partir das 17h, a 26º edição do Sarau terá diversas atrações culturais. Será tudo gratuito e terá música com Gazumba, Bloco Afro Malê Debalê, Girasounds, DJ Duende (Bruno Santos) e Vanessa Diana (MPB), além de Capoeira com a Vadiação Capoeira Cluj.

A poesia ficará por conta de Inaê Reis, além da Oficina da História Cantando da Reciclagem, ministrada pela educadora Cassandra Benevides Azevedo. Segundo organizadores, desde janeiro de 2015, o evento já levou ao público mais de 80 apresentações musicais, inúmeros poetas, artistas circenses, exposições fotográficas, grafite, grupos de capoeira, lançamentos de livros, dentre outras manifestações artísticas.

Nesta 26º edição, o evento se inova com uma proposta itinerante e mantém os objetivos de dinamizar a cultura, formar de público, apresentar novos e consagrados artistas.

QUER COLAR?

O quê: Sarau da Praça -Itinerante
Atrações: Gazumba, Bloco Afro Malê DeBalê, Girasounds, DJ Duende, Vanessa Diana (MPB), Vadiação capoeira, Inaê Reis (poesia), Oficina da História Cantando da Reciclagem, pintura facial e exposições.
Quando: 15 de julho (sábado), a parti das 17h
Onde: Anfiteatro da Nova Orla de Itapuã (ao lado da quadra).

Denise Carrascosa, Manoela Barbosa e Dayse Sacramento iniciam os Diálogos Insubmissos!


Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras
Denise Carrascosa

O Espaço da Barroquinha ficará pequeno para tanta preta no próximo dia 11, terça-feira. A partir das 19h, todos os caminhos de quem não dispensa um bom encontro literário levarão para lá, onde vai começar o projeto Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras. A expectativa é grande para os quatro dias de debates sobre a obra da escritora Conceição Evaristo intitulada “Insubmissas lágrimas de mulheres”, que reunirão intelectuais negras baianas.

 

Os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras são o resultado de um projeto de pesquisa em Literatura, desenvolvido no IFBA, campus Salvador, que se propôs a criar uma cena de debates e reflexões sobre a violência contra as mulheres negras, aliada à uma ótica das insubmissões destas mulheres que entrecortam as narrativas dos contos de Conceição Evaristo.

Os diálogos da noite de abertura serão comandados pela professora de Literatura da Ufba, Doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa e a graduada em Filosofia pela UESC e Mestra em Crítica Cultural pela UNEB, Manoela Barbosa.

Denise se debruçará sobre o conto “Shirlei Paixão”, enquanto Manoela terá como tema o conto “Lia Gabriel”. São histórias que traduzem afetos, reflexões e vivências de mulheres negras sob a escrevivência de Evaristo. Minutos antes serão feitas inscrições e certificados de ouvinte serão dados, com carga horária de 3h.

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras
Manoela Barbosa

Os diálogos serão mediados pela idealizadora do projeto, a feminista negra, graduada em Letras e mestra em Crítica Cultural, Dayse Sacramento.

Julho das Pretas!

O projeto está dentre os inúmeros que inundarão a cidade nos próximos dias dentro do “Julho das Pretas”, quinta edição de uma programação coletiva articulada pela organização Odara – Instituto da Mulher Negra com outras entidades de mulheres negras da Bahia. Este ano, o Julho traz como temática central “Negras Jovens e as lutas de enfrentamento ao racismo, a violência e pelo bem viver” e tudo gira em torno do 25 de Julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

#DiálogosInsubmissos – Debates serão encerrados com Conceição Evaristo e sua “Escrevivência”

PROGRAME-SE!

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras – Abertura

Quando: 11/7 (terça), às 19h
Onde: Espaço Cultural da Barroquinha
Quanto: Entrada Gratuita – Inscrições no local minutos antes da atividade
+ Sujeito a lotação do espaço

Grupo Sambagolá resgata Riachão, Batatinha e Panela em show no Barroquinha (14)


Sambagolá
Foto: Ana Luiza Abre

O grupo Sambagolá estreia, no próximo dia 14 (sexta-feira), o show: “Vou chegando da Bahia”, uma reverência aos mestres, com um repertório autoral. Será no Espaço Cultural da Barroquinha!

O show traz a marca da ancestralidade do cancioneiro baiano e propõe um resgate do encontro de Riachão, Batatinha e Panela em 1973 – imortalizado no disco “Samba da Bahia”. O Sambagolá é um projeto musical concebido pelos músicos e pesquisadores Gabriel Batatinha (Voz, Violão) e Seraina (Voz, Violino), idealizadores do novo Centro Cultural Batatinha.

O grupo é composto também por Diana Maris Panela (Voz, Violão), Julio Caldas (Bandolim, Voz, Viola), Valdo Marques (Percussão), Moisés Macêdo (Bateria) e o mestre da percussão Gabi Guedes.

Se ligue!

Sambagolá: Eu vou chegando da Bahia com Mestre Bule-Bule
Quando : Dia 14/7, sexta-feira, 19h
Espaço Cultural da Barroquinha
R$20/ R$10 (meia)