Documentário “AIUÊ: Escutando o som dos quilombos” será lançado em novembro!


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Com o intuito de colaborar para a preservação da memória sonora de comunidades quilombolas, o Coletivo Cacos está produzindo o documentário “AIUÊ: Escutando o som dos quilombos”. Formado por quatros jovens documentaristas baianos, o Coletivo já roda o doc desde agosto.

“Trata-se de uma experiência imersiva para revelar as mais diversas expressões sonoras e musicais presentes em comunidades remanescentes de quilombos. Nasce justamente do desejo de saber mais sobre minhas origens, uma vez que minha descendência paterna é quilombola. Como militante na luta antirracista, acredito que o documentário é uma oportunidade a mais para fazermos disputa de narrativas”, explica Donminique Azevedo, idealizadora da iniciativa.

A equipe é formada por cineastas negros baianos: Donminique Azevedo (documentarista, jornalista e educadora), Danilo Umbelino (cineasta e diretor de fotografia), Leo Rocha (musicista e cineasta),  e Uiran Paranhos (cineasta e técnico de som direto). A primeira fase do Projeto – que resultará em um filme gravado com quilombos de Salvador e Região Metropolitana – estreará em novembro deste ano, com o apoio da Fundação Gregório de Matos, por meio do edital Arte Todo dia – Edição 2017.

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O PROJETO

Em Kimbundo (língua da família banta), “AUIÊ” é também uma expressão de espanto, alegria, festa. Assim, o Projeto visa apresentar, por meio de uma – abordagem etnográfica, linguística e musicológica – expressões sonoras quilombolas. Neste sentindo, busca estabelecer diálogos culturais com comunidades remanescentes, a fim de apresentar – por meio da linguagem audiovisual – os sons e sonoridades presentes nesses espaços.

 

Futuramente, o Projeto abrangerá comunidades quilombolas de outras regiões do país.

Fotos: Divulgação