Não viu ainda? QUASEILHAS ocupa Mercado Iaô de 10 de abril a 04 de maio!


QUASEILHAS
Foto por Patricia Almeida

 

É a primeira obra cênica autoral brasileira integralmente em yorùbá, por meio da literatura do oríkì, gênero que se faz vivo quando declamado ou cantado. Estamos falando de QUASEILHAS, uma realização da Plataforma Araká, rede de conexão para a arte negra contemporânea criada por Diego Pinheiro e Laís Machado. Pra quem não viu esta obra prima, estará em segunda temporada com concepção, direção e oríkì’s de Diego Pinheiro (A Bunda de Simone, Oroboro e Arbítrio). O Mercado Iaô, no bairro da Ribeira, receberá a obra de 10 de abril a 04 de maio.

Criar nos vazios da memória afrodiaspórica. Esta é o convite de QUASEIILHAS ao espectador e nessa busca de estabelecer e renovar conexões em mergulhos profundos, essas memórias que parecem isoladas em uma ilha estão conectadas por algo invisível.

QUASILHAS
Foto Shai Andrade

“Em QUASEILHAS buscamos presentificar a ancestralidade que está no DNA do povo preto. No filme Filhas da Poeira, de Julie Dash, tem uma frase que exemplifica nosso objetivo: ‘O antepassado e o útero são a mesma coisa’. Um útero atlântico repleto de correntezas e de lacunas a respeito da memória afrodiaspórica. Vazios criados no processo escravagista e pós-escravagista, que tirou do povo afro-brasileiro o direito de construir de maneira positiva suas árvores genealógicas e suas memórias ao longo desses quatro séculos de diáspora.”, explica Pinheiro.

QUASEILHAS
[Foto por Patricia Almeida]

A busca de QUASEILHAS pelo preenchimento destes vazios e lacunas é política. O uso do oríkì vem para ser uma tentativa de conexão com esses vazios, por meio dos sentidos, das vibrações melódicas existentes neles, por mais que sejam cantadas em outra língua. Laís Machado acrescenta que o oríkì tem um aspecto místico. “Independentemente da língua que estamos usando, existem vibrações que são comuns e captadas, que vão ativar memórias que tem a ver com essa vibração”, pontua.

E o mais legal de QUASEILHAS…

São três os espaços de ação: Camamu-BA, Quebra Machado-BA e Pantaleon (Guatemala). Cada alárìnjó ocupa um e circulam entre os três, num eterno movimento do despertar das memórias. O público escolhe um a cada sessão. A instalação cenográfica tem concepção de Diego Pinheiro e do cenógrafo Erick Saboya.

QUASILHAS
Foto Shai Andrade

QUEM FAZ QUASEILHAS…

Direção, concepção e oríkì de Diego Pinheiro

Alárìnjó: Diego Alcantara, Laís Machado e Nefertiti Altan

Tradução e consultoria em yorùbá:  Misbah Akanni

Trilha Sonora Original: Diego Pinheiro, Laís Machado, Diego Alcantara,

Nefertiti Altan e Ubiratan Marques

Direção Musical: Ubiratan Marques e André Oliveira

Desenho de Som: André Oliveira

Musicistas: Sanara Rocha, Mayale Pintanga e Nai Sena.

Técnico de Som: Moisés Victório

Concepção Cenográfica: Diego Pinheiro e Erick Saboya Bastos

Concepção de Luz: Luiz Guimarães

 Figurino, maquiagem e cabelos: Tina Melo

 CoNcepção Videográfica: Nina La Croix

Vídeomaker: Ani Haze

 Projeto Gráfico:  Laíza Ferreira

 Assessoria de Comunicação: Preta Pretinha Comunicação – Juliana Almeida

 Assessoria de Imprensa: Théâtre Comunicação – Rafael Brito

 Produção e administração financeira:  Giro Planejamento Cultural

REALIZAÇÃO da ÀRÀKÁ – Plataforma de Criação em Arte

 

Serviço

O quê: QUASEILHAS – obra cênica de Diego Pinheiro

Quando: 10 de abril a 04 de maio – quarta, às 20h, e quinta a sábado, às 19h

Onde: Mercado IAÔ – Praça General Osório, 33, Final de Linha da Ribeira – Ribeira

iNGRESSOS ANTECIPADOS NO SYMPLA. – A PARTIR DE 29 DE MARÇO