#PoesiaSoteroPreta – Julianx França Lima: A Poeta das quebradas!


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Julianx França Lima: A Poeta das quebradas, conhecida como Juh França, escreve desde que se entende por gente. Em tenra idade, a menina já tateava nas letras, e foi evoluindo, chegou a incluir nos textos análises sobre fatos históricos e, a partir daí, a poesia marginal cruzou seu caminho. A descoberta de um novo horizonte na arte de escrever. A própria Juh reconhece a força do gênero na sua atividade literária:

“Desde então não me separei mais” (da poesia marginal), assume!. E continua: “A poesia é a minha forma de transcender os meus; quando recito, levo comigo uma legião. A minha escrita blasfêmica é pra apontar e denunciar toda a opressão e sofrimento vividos principalmente por mim e pelos meus”, conclui!Juh_França

Juh carrega em si o significado de viver por si e pelo coletivo. Segundo ela, as lutas diárias, suas e de seus pares, principalmente da galera esquecida pela “cultura”, é que dá o tom e a inspiração para sua resistência na poesia. E é por meio da arte que ela demonstra, claramente, que a luta poética é persistência, e que jamais haverá desistência.

Para a poetisa, a poesia é a própria essência de sua vida, sem a qual ela declara não ser ninguém. “Sem poesia eu não sou nada nem ninguém, poesia é vida”, resume Juh França. A luta pela sobrevivência é a prática da poesia, na carne e na alma, por isso Juh se define como arte por inteiro. A escrita é sua melhor e mais poderosa arma.

“Quando recito e canto ecoam comigo gritos de amor e dor, não só meus, mas de todos que me permitiram estar aqui”, declama, em forma de verso livre.

A poeta declara seu amor pela vida, pela família, o “nós por nós” e observa que a poesia não é para ser compreendida, mas, sim, sentida, na pele, na emoção. Ainda sem texto publicado, a poetisa trilha os caminhos dos registros formais antes de se aventurar pelos papeis. Entretanto, nas formas virtuais, Juh França tem o seu fã-clube nas redes sociais, nos saraus e nas apresentações que faz por esta cidade do Salvador.

Sou Poeta!

Sou arte

Sou face

Sou heresia

Sou canto

Encanto

Sou poesia

Sou imoral

Sou Real

Sou inventor

Nas letras me faço eterno

Sou marginal versador (Juh França)

Valdeck Almeida

Por Valdeck Almeida de Jesus para o espaço “Poesia Soteropreta”, que vai evidenciar, divulgar e fortalecer a Poesia Preta, Periférica e de Resistência do cenário literário de Salvador. Veja aqui outros artigos dele!