#PoesiaSoteropreta – Riick Lima, a voz contra a homofobia e a intolerância religiosa!


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Riick Lima é o nome social que Rian Henrique Lima usa nas redes sociais, e para se identificar como um poeta da quebrada. Ele se define como um jovem bem extrovertido, brincalhão e que luta pelos seus direitos, em busca de quebrar tabus e preconceitos.

Sua inserção no mundo poético foi iniciada em 2016, exatamente há um ano e as temáticas que aborda são várias, recorrentes, e que dizem muito de sua identidade na poesia: negritude, homossexualidade e intolerância religiosa.

Claro, os limites da escrita de Riick não estão todos aí. É somente o início de uma jovem e promissora carreira na escrita.

Como ele mesmo revela, “minha poesia é meio para conscientizar as pessoas e quebrar tabus sociais e familiares”, eis a deixa dos caminhos que sua inspiração pretende. E olhe que não há campo mais fértil para a inspiração, pois, em se tratando de barreiras, o nosso país, nos temas citados, é um dos mais injustos e reincidentes em tratar mal sua população.

 

Claro, o desejo do poeta não é se perpetuar nem que as intolerâncias permaneçam. Suas musas e musos migram e transmigram, e assim deve ser, para melhor, sempre. Mas enquanto houver qualquer resquício de desigualdade, ele, Riick Lima, estará a postos para combater, denunciar.

E tem dito e agido em saraus e encontros de luta. A expressão de Riick é coletiva, e luta por direitos individuais e da população, e suas armas são caneta e papel. Dança é outra arte que lhe move, sempre em busca de ocupar espaços que lhe são negados, e que são negados à grande parte dos habitantes das cidades brasileiras, principalmente para jovens negros e moradores das periferias. Sua luta, é, portanto, coletiva.

 

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Aliás, a poesia de Riick tem tudo a ver com coletividade, família. “A poesia e os poetas são uma grande família e reúnem várias outras pessoas, que, juntas, lutam por vários objetivos, querendo, assim, quebrar vários preconceitos”, convoca.

 

Um poema:

Fobia, já vi de várias pessoas, escuro, altura

a mais nova é de cultura

aonde a arte está sendo cassada

por uma sociedade que vem armada:

de palavras, covardia e comunicação

aonde a violência sempre passa na televisão

aonde também informou a mais nova lei, que sou doente por ser gay

tá bom, ser gay agora é doença

daqui a pouco vai ser minha cor, meu cabelo, minhas crenças

aí cê pensa

a sociedade prega igualdade e respeito

mas não te dá o direito de amar e ser amado

amar? menos se você for viado

é meio engraçado

ver toda sociedade testando criar uma cura favorável, para uma coisa incurável

aonde o padrão é clarear eu prefiro escurecer

se esse ditado certo

que tal clarear a mente da sociedade para ela perceber, que não há diferença entre eu e você

com esse mesmo assunto, mesmo ranço

porque na telinha existe um conto de fadas e uma menininha no balanço

enquanto para eles existiu magia

para os meus antepassados o mal agia

e até hoje eu sinto essa dor

 

aonde eu luto sem cessar

para minha brisa não acabar

porque eu fumo palavras

que te atingem como rajadas indo no seu subconsciente

minha fumaça? são os versos

que te revira do certo ao inverso

e meu trago? meu trago é a inspiração

aonde eu levo informação aos irmãos

divulgando meu trabalho de busão a busão

trazendo o caminho da cultura, tirando eles da prisão

aonde sempre canto com alegria

e digo não

à homofobia