Produção audiovisual feminista negra é destaque na Mostra MAR em Cachoeira!


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Performer e pesquisadora Ana Beatriz Almeida

 

MAR – Mulheres Ativismo e Realização! Este é o nome da Mostra que acontecerá entre 16 e 20 de maio, em Cachoeira, um projeto que tem a produção audiovisual de mulheres negras como destaque. Um dos exemplos é o documentário O Caso do Homem Errado, da diretora Camila de Moraes, que será exibido no dia 18 de maio, das 19 às 21h, na comunidade de Santiago do Iguape. Na oportunidade, a cineasta e a roteirista e produtora Mariani Ferreira participarão de uma roda de conversa com a comunidade para debater sobre o genocídio, a violência racial e a luta para a superação do racismo dentro e fora da tela.

A MAR recebeu 332 curtas metragens de mulheres brasileiras e 23 foram selecionados pela curadoria da mostra, apontando para uma produção diversa e que passeia por temas como a solidão da mulher negra, ancestralidade, transfeminismo, e cinema experimental.

De acordo com dados da Ancine, das 2.583 obras brasileiras lançadas no circuito comercial, no ano de 2016, apenas 17% foram dirigidas e 21% foram roteirizadas por mulheres, embora representem mais da metade da população brasileira (mais especificamente 51%). Dentro desse percentual, nenhuma mulher negra foi elencada.

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O Caso do Homem Errado

Entre os curtas selecionados, uma parcela significante é de realizadoras negras: Em Busca de Lélia, de Beatriz Vieirah (BA), Travessia, de Safira Moreira (RJ), Fotográfica, de Tila Chitunda (PE), Do QUE Aprendi Com Minhas Mais Velhas, de Fernanda Onisajé e Susan Kalik, Solidão da Mulher Preta, Fabíola silva (BA), Experimentando Vermelho Em Dilúvio, de Michele Mattiuzzi (BA/SP). A temática LGBTTQIA também está bem representada com as obras Azul Vazante, de Juliana Alqueres(SP), Transvivo, de Tati W. Franklin (ES),  Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento(AM) e As Verdade de Ale Em Nós, de Juslaine Abreu-Nogueira (PR).

 

CURADORIA

A curadoria da mostra é composta por Amaranta Cesar, Cintia Cruz, Daniela Galdino, Laís Lima e Luara D.  “Num país que bate recordes mundiais em extermínios motivados por ódio – lgtbfobia, misoginia, racismo – ergue-se esse corpo robusto, diverso, desafiador e resistente de filmes (e) de mulheres, como um punho cerrado para o alto, como um coro de multidão a romper o silêncio do golpe, como um sopro de liberdade a contrariar os arames farpados do patriarcado, como um passo de dança na cara do fascismo, como palavras de amor a desafiar a morte e a dor. Somos muitas e nossos corpos estão vivos, são inventivos e seguem firmes na luta”, dizem as curadoras.

 

Serviço

MAR – Mulheres Ativismo e Realização

16 a 20 de maio  | Cachoeira-BA

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Ou acesse nosso site: www.marderealizadoras.com