Bando de Teatro Olodum faz sessão extra de “Ó paí, ó!”


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Divulgação

Depois de lotar o Teatro Vila Velha na programação do Amostrão de Verão, o Bando de Teatro Olodum retorna para edição extra do espetáculo “Ó paí, ó!”, nesta quarta (8), no Vila. É uma edição comemorativa de 25 anos em cartaz deste que é um dos principais espetáculos do Bando.

Um quarto de século levando aos palcos a mensagem do genocídio de jovens negros, o espetáculo “Ó paí, ó! é, sem dúvida, um dos maiores sucessos de público do teatro baiano, mantendo ainda hoje boa parte de seu elenco original. O sucesso já levou a peça para a TV e pro cinema, confirmando a boa aceitação do público. Em cena, os atores do Bando trazem a realidade do Pelourinho Antigo, as alegrias e sofrimentos de um conjunto de moradores de um pequeno cortiço. No ambiente, temáticas sensíveis são levadas ao palco por meio do humor e do drama.

As Bodas de Prata de “Ó paí, ó!” poderá ser celebrada junto ao Bando nesta sessão extra, que começa às 20h. Ingressos serão vendidos a R$40/20, na bilheteria do Vila Velha ou no site Ingresso Rápido.

Luciana Souza e Carlos Pereira promovem Oficina de Teatro pra iniciantes


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Bando de Imagens – Luciana Souza

Mais uma oportunidade para quem quer aprender as técnicas de Teatro. A Companhia de Interesse Popular, entidade com fins artístico, cultural e educacional, promove entre 17 de janeiro e 9 de fevereiro, a Oficina de Teatro para Iniciantes, no Pelourinho. Dirigida pelos artistas Carlos Pereira e Luciana Souza, a oficina está com inscrições abertas até o preechimento das vagas e tem idade mínima de 14 anos. O investimento é de R$100 para todo a Oficina e para aulas avulsas será cobrada a taxa de R$20. 

“O objetivo é trabalhar as práticas corporais com jogos teatrais, improvisação, dança afro, canto e ritmos. Com isso, queremos propiciar o exercício da expressão artística, através das linguagens de teatro, dança e música, culminando num espetáculo final”, diz Luciana Souza, que é atriz do Bando de Teatro Olodum.

As aulas acontecerão às terças e quintas, das 16h às 19h, na Rua Gregório de Mattos (55), Pelourinho, 2º andar. É ao lado da sede dos Filhos de Gandhy. Nas aulas os alunos poderão estimular a desinibição, experimentar as linguagens de teatro, dança e música, improvisar a partir de experiências do cotidiano e produzir cenas. “Também será trabalhado o uso da palavra e entonação,  noção espacial, memória emocional, alongamento e respiração”, diz a atriz.

Mais informações: (71) 992136162/ 85537227

SERVIÇO:

Oficina de Teatro para Iniciantes

Inscrições abertas: R$100 (curso), R$20 (aula)

Oficinas: de 17/1 a 9/2, terças e quintas, das 16h às 19h

Local: Rua Gregório de Mattos (55), Pelourinho, 2º andar. Ao lado da sede dos Filhos de Gandhy.

Bando de Teatro Olodum celebra 25 anos de “Ó Paí, Ó!” com apresentações em janeiro


Amostrão de Verão Vila Velha
Ó Paí ó!
Foto: João Millet Meireles

Há 25 anos, estreava em Salvador o espetáculo “Ó Paí, Ó!”, um dos maiores sucessos de público do teatro baiano, encenado pelo Bando de Teatro Olodum. A montagem – que até ainda hoje mantém boa parte de seu elenco original – já ganhou série de TV e filme, levando uma mensagem muito debatida nos dias atuais: o genocídio de jovens negros. Para marcar esta trajetória de sucesso de público, o Bando traz a peça de volta, no 14º Amostrão de Verão do Teatro Vila Velha, a partir deste sábado (7).

No palco, os atores do Bando trazem a realidade do Pelourinho Antigo, as alegrias e sofrimentos de um conjunto de moradores de um pequeno cortiço. No ambiente, temáticas sensíveis são levadas ao palco por meio do humor e do drama.

“Quando construímos esse texto foi a partir de laboratórios, pesquisas e observação da comunidade do Pelourinho com suas mazelas sociais. Não tínhamos ainda essa realidade tão reverberadas em outros cantos. Hoje, infelizmente, isso se propagou, e uma de nossas armas pra lutar contra isso é através do teatro”, diz Luciana Souza, atriz que interpreta D. Joana, dona do cortiço.

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Foto João Millet

O ambiente é de 1992, em meio ao Carnaval, mas a atualidade das falas e situações é o que torna “Ó Paí, Ó!” um espetáculo tão atual, segundo os atores. Em cena estão representados músicos, artistas plásticos, prostitutas, travestis, baianas de acarajé, proprietários de pequenos bares, associações comunitárias, blocos afros.

  “É uma história que se passou em 92, mas o racismo se recicla. O extermínio, a ocupação de território, desapropriação e a desagregação do Centro Histórico são temas que ainda hoje estamos discutindo e este espetáculo consegue falar deles e atingir o público, fazendo refletir. Hoje somos atores mais experientes, temos um legado que reflete no espetáculo. Fortalecemos o compromisso com o fazer bem a cada temporada e usamos o Teatro como ferramenta para tratarmos de questões que incomodam” – Jorge Washington, ator que interpreta Sr. Matias.

Maturidade e Autogestão  

A cada sábado de janeiro (7,14, 21 e 28/01), às 20h, o público poderá assistir “Ó Paí, Ó!”, mas devem chegar cedo, pois toda temporada em cartaz é certeza de casa cheia, o que reflete a aprovação do público à forma de ser e atuar do Bando. “Amadurecemos como atores, nos fortalecemos enquanto grupo.Cada vez mais, temos propriedade do que falamos no palco. Estamos juntos há muito tempo, então conhecemos os códigos de cada colega em cena, o que resulta em qualidade de interpretação”, diz a atriz Valdineia Soriano, que interpreta Dona Maria, mulher de Reginaldo.

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Foto João Millet

A direção do espetáculo é de Márcio Meirelles, coreografia de Zebrinha e direção musical de Jarbas Bittencourt. Em 26 anos de muitos palcos, o Bando de Teatro Olodum hoje se consolida no cenário cênico baiano e do Brasil como um grupo de teatro negro autogerido, fortalecido e dirigido pelos próprios atores, o que também reflete na direção dos espetáculos.

“O tempo de maturação de nós, atrizes e atores, nos deu a experiência de também reger esse espetáculo, de assumir e trilhar caminhos que nos fortificam também enquanto diretores. Não tão fácil, mas desafiante e queremos mais”, afirma Luciana Souza.

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Foto João Millet

“Hoje em dia, nós atores e atrizes em colegiado, nos reunimos para pautar o que vamos discutir e de que forma vamos atuar em determinado período, o que é levado para o grupo maior para decisões. Nossos espetáculos continuam com as direções originárias, mas a gestão do Bando de Teatro Olodum hoje é do grupo. Mesmo nas adversidades, nós mostramos, assim, que é possível sim este protagonismo”, explica Jorge Washington.

O colegiado é formado pelo próprio, os atores Ridson Reis e Fábio Santana, além das atrizes Cassia Valle e Valdineia Soriano.

No auge desta maturidade de 26 anos, o Bando de Teatro Olodum convida a todos e todas que apreciam a arte negra para conferir um dos seus mais aclamados espetáculos nos sábados de janeiro, às 20h. Ingressos serão vendidos no site do Vila e no local (R$ 40 e 20).

 

ELENCO:

Arlete Dias – Merry Star

Cássia Valle – Dona Raimunda

Ednaldo Muniz – Roberto Pitanga

Fábio Santana – Peixe Frito

Gerimias Mendes – Seu Gereba

Jamile Alves – Pisilene

Jorge Washington – Sr. Matias

Leno Sacramento – Maicon Gel

Merry Batista – Neuzão da Rocha

Rejane Maia –Maria – a baiana de acarajé

Ridson Reis – Raimundinho

Sergio Laurentino – Guarda

Valdinéia Soriano – Dona Maria, mulher de Reginaldo

 

ATORES CONVIDADOS:

Edvana Carvalho – Dona Lúcia

Edy Firenzza – Lord Black

Fabiana Milhas – Professora

Shirlei Sanjeva – Carmem

Lázaro Machado – Iolanda

Luciana Souza – Dona Joana

Renan Mota – Reginaldo

Tainara Silva – Menina do bar

MÚSICOS:

Yan Sant’ana

Turan Dias

Serviço:

“Ó Paí, Ó!” no Amostrão Vila Verão

Dias 7, 14, 21 e 28/01 // sábados // 20h

R$ 40 e 20 (lote promocional R$30 e 15 até 6/01)

Festival A Cena Tá Preta terá teatro, música, dança e cinema no Teatro Vila Velha este mês


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Um verdadeiro Festival de Arte Negra está sendo preparado pelo Bando de Teatro Olodum e Teatro Vila Velha para acontecer de 4 a 27 de novembro. Um mês, praticamente, de espetáculos, música, moda, cinema, várias linguagens estarão juntas no Vila ao longo destes dias. Estamos falando do Festival “A Cena Tá Preta”, que há 13 anos pauta a Cultura de legado africano nos palcos do Vila. A meta: “fortalecer, divulgar e festejar esta arte, destacando sua representatividade na constituição da identidade cultural do povo brasileiro”. O Portal SoteroPreta apoia o Festival e trará matérias especiais da programação! 

opaiobandoteatroolodumTEATRO

Quem abre alas neste Festival é o renomado espetáculo “Ó, Paí, Ó!” (4, 5 e 6/11), montagem do Bando de Teatro Olodum dirigida por Marcio Meirelles, já conhecida em todo Brasil. Já no dia 8, será a vez da peça “Sobejo”, primeiro solo da atriz e produtora Eddy Veríssimo, da Outra Companhia de Teatro.

A peça é escrita e dirigida pelo ator, dramaturgo, diretor e figurinista, Luiz Buranga e retrata a biografia fictícia da personagem Georgina Serrat. Ela é uma dona de casa que depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e, como muitas mulheres do nosso tempo, tem seus sonhos frustrados pelas agressões de um marido violento. 

Nos dias 10 e 11, a peça “Rebola” – dirigida por Thiago Romero, com texto de Daniel Arcades e direção musical de Jarbas Bittencourt – vai problematizar a questão da invenção do gueto, uma homenagem à criação e resistência de espaços de articulação para a comunidade LGBTQI. Em seguida, 12 e 13, será a vez de “O Contentor (O Contêiner)”, com dramaturgia do premiado autor angolano José Mena Abrantes e direção estreante de Ridson Reis. O espetáculo traz à tona questões como imigração, direitos humanos e a busca de um sonho. No palco, ao lado do próprio Ridson, estão os intérpretes EddyFirenzza e Cell Dantas.

julianaribeiroacenatapretaMÚSICA

O palco do Vila também terá espaço para a música negra e quem abre é o espetáculo FAYA”, dirigido pelo ator do Bando, Jorge Washington. No dia 18, FAYA terá a musicalidade do cantor e compositor Dão com o multi-instrumentista Maurício Lourenço, unidos a quatro negras mulheres: a atriz Valdineia Soriano, a ativista e socióloga Vilma Reis, a professora e poeta Livia Natália e a cantora norte americana, Michaela Harrison, de Nova Orleans.

Os músicos prometem revisitar grandes clássicos de compositores negros e outros bambas do passado. A música embalará mulheres que desfilarão para a Negrif, da estilista Madalena Bispo – é o  desfile “Sexta do Branco”, apresentando indumentárias na cor branca, simbolizando a PAZ e os referentes culturais afro brasileiros.

Dia 19, sábado, será a vez da cantora e compositora Juliana Ribeiro, com seu show “Preta Brasileira”, que fala de miscigenação racial e das inúmeras denominações para os tons de pele do brasileiro. Suas letras falam da mulher negra contemporânea, inspirada na própria vivência da artista.  . O show tem direção artística e concepção de Juliana Ribeiro e direção musical de Marcos Bezerra.

naracoutooutrasafricasNo dia 27, a cantora baiana Nara Couto apresentará seu show “Outras Áfricas”, sob a direção artística de Elísio Lopes Jr. Com o show, a artista busca estabelecer uma ponte musical entre o continente africano e a Bahia, com releituras contemporâneas de canções clássicas e novas propostas sonoras.

DANÇA

As artes negras também estarão expressas na Dança com o “O Corpo na Cena”, que reunirá as coreografias “Negra Fé” e “Vozes D’África”, da companhia Lekan Dance. “Negra Fé” é baseada nos itans do Phateon Africano onde bailarinos movem-se com força e graça. Já a coreografia “Vozes D’África” traz toda luta do povo negro por sua liberdade desde o início na época da escravidão. A apresentação será no Dia da Consciência Negra – 20 de novembro.

“Da própria pele não há quem fuja”  é o nome do espetáculo de coreografias que será encenado nos dias 25 e 26. Elas exploram a simbologia dos orixás e os aspectos das manifestações populares como Zambiapunga e Mandus, através de um olhar contemporâneo. Aqui a dramaturgia transita entre memórias pessoais, e nas ressignificações destas manifestações na composição coreográfica.

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Filme ÒRUN ÀIYÉ

CINEMA

Uma grande novidade do “VII Festival A Cena tá Preta” – no dia 22 – será o “Cine na Cena”, com apresentação de três curtas: Cinzas, da diretora Larissa Fulana de Tal; ÒRUN ÀIYÉ, das diretoras Jamile Coelho e Cintia Maria; e O Tempo dos Orixás, da cineasta Eliciana Nascimento.

Após a exibição dos filmes, haverá um bate-papo com elenco e equipe, sobre a criação dos curtas e a nova geração de cineastas baianas.

CONFIRA HORÁRIOS E VALORES

Ó Paí, Ó!
Quando: 4, 5, 6/11, sexta-feira e sábado às 20h, domingo às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação indicativa: 14 anos

Sobejo 
Quando: 8/11, terça-feira, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação indicativa: 15 anos

Rebola

Quando: 10 e 11/11, quinta e sexta-feira, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 16 anos


O Contentor (O Contêiner)

Quando: 12 e 13/11, sábado às 20h, domingo às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 12 anos

Show “FAIYA”
Quando: 18/11, sexta-feira, 19h30
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: LIVRE

Juliana Ribeiro – Show “Preta Brasileira”
Quando: 19/11, sábado, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 14 anos

O Corpo na Cena 

Quando: 20/11, domingo, 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 14 anos

Cine na Cena
Quando: 22/10, terça-feira às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Cabaré dos Novos
Valor: R$ 20 e 10
Classificação Indicativa: 12 anos

Da própria pele não há quem fuja  

Quando: 25 e 26/11, sexta-feira e sábado, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 14 anos

Nara Couto: Outras Áfricas
Quando: 27/11, domingo, 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 12 anos

Ilê Aiyê comanda próximo encontro do projeto Concha Negra!


Ile Aiye
Divulgação

No dia 18 de novembro (sábado), a terceira edição do Concha Negra será comandada pelo Ilê Aiyê, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), às 18h. O espetáculo terá como convidados especiais Daniela Mercury e Criolo, além de abertura com Bando de Teatro Olodum.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Compre antecipado na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista.

Também tem ingressos online: https://goo.gl/E2Pw1K

Festival “A Cena Tá Preta” leva artes negras ao Vila Velha este mês!


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Foto Juan Rodriguez

Em outubro acontece em Salvador a VIII edição do Festival A Cena Tá Preta, realizado pelo Bando de Teatro Olodum. Serão dez dias de programação (de 13 a 22 de outubro de 2017), reunindo no Teatro Vila Velha artistas da música, literatura, teatro, dança, moda, cinema e performance.

As mulheres serão maioria na programação do Festival, desde a abertura no dia 13 de outubro, 20h, que terá a jornalista e youtuber Maíra Azevedo, apresentando ‘De Cara com Tia Má’ criado especialmente para a ocasião, abordando de forma bem humorada questões afetivas e políticas do cotidiano das mulheres negras.

Outro sucesso do YouTube que integrará o Festival é o ator Sulivã Bispo do popular ‘Frases de Mainha’, que apresentará o elogiado monólogo ‘Kaiala’ (20/10, 20h), evidenciando as questões religiosas que envolvem as mulheres negras.Para quem tem interesse em adentrar o universo das mídias digitais com engajamento a oportunidade é participar da Oficina Estratégias Criativas para YouTube (21/10, 9h às 12h) com Murilo Araújo, que compartilhará suas experiências no canal ‘Muro Pequeno’., com mais de 80 mil seguidores.

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Entre as oficinas que serão oferecidas gratuitamente durante o Festival A Cena Tá Preta está ‘Heels Class’ (18/10, 9h às 12h) de como arrasar na dança em cima de um salto alto, ministrada pela bailarina e coreógrafa Arielle Macedo do Rio de Janeiro, que integra o time de dançarinas dos shows e clipes da cantora Anitta e também do seriado Mister Brau (Rede Globo).

De Pernambuco vem o ator e diretor Samuel Santos, que apresentará na oficina O ator total: o corpo ancestral, uma atividade de treinamento para o ator pela prática com exercícios que acionam o corpo a pensar a interpretação, dia 14/10, 9h às 12h.

As oficinas possuem vagas limitadas e as inscrições já podem ser realizadas por meio do formulário:  Clique aqui

Os talentos do Bando de Teatro Olodum também estarão em cena com: o infantil Áfricas (Dia 15, 11h), a oficina Cena Sonora com Jarbas Bittencourt (Dia 14/10, 9h às 12h), o humor crítico de Érico Brás e Kênia Maria no stand up Double Black; lançamento do livroCalu, a menina cheia de histórias (Editora Malê), de Cássia Vale e Luciana Palmeira (Dia 22, 11h); leitura dramática de um texto inédito de Lázaro Ramos, “Gusmão – o coelho que queria mais” (Dia 17, 19h); e o espetáculo “O Corpo na Cena”, dirigido pelo coreógrafo Zebrinha com dança, música, canto lírico e desfile de modelos trans (Dia 19, 19h).

 TEM MUITO MAIS: R$ 20 e R$ 10 (meia)

 

Dia 14/10 // sábado // 20h

Teatro Mundaréu, solo de Thiago Romero

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 15/10 // domingo // 19h

Música Território Conquistado, show de Larissa Luz

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 16/10 // segunda-feira // 9h

Palestra O Negro no Audiovisual, com os cineastas Thamires Vieira e Antônio Olavo

Gratuita

Dia 16/10 // segunda-feira // 19h

Cinema Exibição do filme Travessias Negras, de Antonio Olavo (2017)

Gratuita

Dia 17/10 // terça-feira // 19h

Leitura dramática do texto Libertè, de Elísio Lopes Jr., com Valdinéia Soriano e Lúcio Tranchesi, direção de Ridson Reis

Gratuita

Dia 18/10 // quarta-feira // 19h

Performance Mulheres do Àse – Uma performance ritual, roteiro e direção de Edileusa Santos; com Fátima Carvalho, Sueli Ramos, Tânia Bispo e Sandra Santana

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 22/10 // domingo // 11h

Teatro Áfricas, espetáculo infantil do Bando de Teatro Olodum

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 22/10 // domingo // 19h

Música Luedji Luna no show Cais e Sais

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Saiba muito mais da programação no site do Vila Velha. 

#Cabaré20Anos – Jaqueline…“Eu faço 2º ano de Formação Geral…!”


Cabaré da Rrrrraça

Há 20 anos, o Teatro baiano recebia a estreia de um espetáculo que ficaria marcado na memória desta arte. O espetáculo mais popular e que mais vezes esteve em cartaz, na trajetória do Bando de Teatro Olodum. O Cabaré da Rrrrraça conseguiu – com sua abordagem polêmica e irreverente – entrar para a história. Esta que será celebrada no mês de agosto no Teatro Vila Velha.

Até lá, e em parceria com o Bando de Teatro Olodum, o Portal Soteropreta vai resgatar alguns dos personagens que compõem esta peça, tão aclamada e respeitada por sua verdade nua, crua e afirmativa. A ideia é trazer um pouco do que esteve – e até hoje está – por trás destas criações.

Uma delas é Jaqueline, criação da atriz Valdineia Soriano. A personagem, que já foi interpretada por Maria Gal, Patt de Carvalho, é uma jovem estudante que sempre lembra o público: “Eu faço 2º ano de formação geral…”. “Como de costume ao Bando, fiz uma pesquisa de rua mesmo, com meninas em várias profissões, manicures, professoras, vendedoras. Jovens que frequentavam, assiduamente, shows de pagode. Todas negras”, afirma Valdineia Soriano. Jaqueline, em meio ao pagode, se encontra, se perde e se manifesta.

#Cabaré20Anos – “Essa galera do Movimento Negro é muito radical!” – Jorge Washington explica Taíde!

“Tive que aprender coreografias das bandas de pagodes (risos), que era o bum do momento, e falar daquelas meninas era importante. Suas vivências, suas visões a cerca do racismo. A partir de leituras, como da Revista Raça, que se destacava na época, fui construindo o texto e fortalecendo nas improvisações dos ensaios”, conta Valdineia.

Para a atriz, a realidade de 20 anos atrás ainda é tão atual quanto se mostra no palco. Os improvisos dos atores é notável, sempre atualizados com o que se vive no cotidiano. Letras de músicas – como dos pagodes, por exemplo – estão sempre atualizadas nas falas. E o que pauta cada uma delas ainda é tão atual quanto – o racismo. “Infelizmente, muito infelizmente, ainda se faz necessário questionar, brigar, gritar contra o racismo”, conta.

Cabaré da Rrrrraça
Foto – Marcio Lima (Jamile Alves, Auristela Sá (In memorian), Valdineia Soriano

A interação é forte. Aquele momento tenso que quem já foi sabe: quando os atores e atrizes perguntam à plateia sobre racismo. O espetáculo/musical – que arranca risos – também, e ao mesmo tempo, busca estimular a reflexão da plateia. Com ironia e polêmia, o debate vai ganhando o público. “Quando interagimos com a plateia, vemos a ânsia que todos têm em relatar as experiências e como reagiram ou pensaram em reagir”, conta.

#Cabaré20Anos – “Já que é questão de costume, se acostume a me chamar de negra!” – Dra. Janaína

Valdineia Soriano também já interpretou outras personagens, como a advogada Dra. Janaína, criada por Merry Batista e a Rosie Marie, criação da atriz Rejane Maia. De 12 a 27 de agosto, Cabaré da Rrrrraça volta ao palco do Vila para mais apresentações – com mais atualidades e com mais polêmica. Até lá, acompanhe a série no Portal Soteropreta.

Lembre um pouco desse espetáculo histórico:

#ACenaTaPreta – Ridson Reis estreia direção com “O Contêiner”


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Ridson Reis

Há três anos ele conheceu um texto do angolano José Mena Abrantes, que contava a história de três africanos que saem de suas casas, cada um por seu motivo, em busca de uma vida melhor, em busca da ascensão social.

A leitura mexeu com o ator de 28 anos – 11 dos quais compartilhados com o Bando de Teatro Olodum. É a convite deste que ele chega ao Festival A Cena Tá Preta, que começa nesta sexta (4), no Teatro Vila Velha.

ridsonreisoconteinerbandodeteatroolodumEstamos falando de Ridson Reis, que levará aos palcos do Vila, nos próximos dias 12 e 13 de novembro, seu primeiro trabalho como diretor teatral na peça O Contentor (O Contêiner).

Na trama, os três africanos querem chegar à Europa e, para isso, entram clandestinamente no porão de um cargueiro português. Daí em diante, os atores Cell Dantas e Edy Firenzza conduzem o espectador pela viagem dos sonhos destes imigrantes, mas que talvez não tenha chegado a um final feliz.

“Nós pretos saímos de um lugar (físico ou abstrato) em busca de ascender e melhorar nossas condições de vida porque acreditamos e sonhamos. Mas os donos de navio não querem, e nos aprisionam em seus contêiner’s”, nos aprisionam e não nos deixam sonhar”, explica Ridson.

ridsonreisbandodeteatroolodumImigração africana, direitos humanos, tensões raciais são alguns dos temas que Ridson  dirige na peça.

“O texto, escrito em 94 por Mena Abrantes, é baseado em fatos reais. Tudo aconteceu no porto de Lisboa em 1988, entretanto não há nada mais contemporâneo. Hoje, nos é tirada nossa educação – que é a peça base e mais importante na busca da realização desses sonhos”, afirma.

Ridson contextualiza: “Isso está acontecendo nesse momento. Só neste ano já morreram quase 4 mil pessoas tentando sair da África pra Europa. Os que conseguem fazer a travessia, não têm a certeza de que realmente terão uma vida melhor, ou serão mandados de volta”, diz.

ridsonreisoconteinerbandodeteatroolodumO Contentor (O Contêiner) já foi encenado em Salvador em 2006 pela “Outra Cia de Teatro”. Uma coisa Ridson promete: esta é uma versão completamente diferente, “fiel ao texto de José Mena Abrantes”.

O Contentor (O Contêiner)

Quando: 12 e 13/11, sábado às 20h, domingo às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 12 anos

Fotos: Divulgação

Sepromi inicia ações do Novembro Negro no TCA esta terça (8)


whatsapp-image-2016-11-04-at-10-48-44A Bahia realiza mais uma edição do Novembro Negro, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). As ações integram a agenda da Década Internacional Afrodescendente na Bahia (2015-2024).

A programação inclui seminários, eventos culturais, rodas de diálogo, além de entregas e certificações para povos e comunidades tradicionais nos territórios de identidade baianos, em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.

Durante o mês a Sepromi pretende, ainda, visibilizar os heróis e heroínas da luta racial esquecidos ao longo da história. Os líderes negros da Revolta dos Búzios serão lembrados, inclusive, no ato de abertura oficial do Novembro Negro, protagonizado pelo Bando de Teatro Olodum.

Outra iniciativa é o edital Novembro Negro, cujo tema é “As Lutas de Dandara e Zumbi pela Promoção da Igualdade Racial”, com destinação de R$ 300 mil, para projetos e atividades no mês da consciência negra. A assinatura dos termos de colaboração com as entidades proponentes ocorrerá no dia 25, em Salvador.

#ACenaTáPreta – Festival no Vila Velha terá oficinas diversas! Inscreva-se!


“Mesmo com todas as dificuldades de apoio, é muito importante para o Bando de Teatro Olodum garantir a realização do Festival pela importância para a arte negra. São momentos de trocas, de integração entre o público e os artistas comprometidos com a performance negra e o Bando tem uma responsabilidade grande com isso”, afirma a atriz Valdinéia Soriano.

O grupo prepara a VIII edição do Festival A Cena Tá Preta, que este ano será marcado pela forte presença da arte produzida por mulheres e dos discursos pela diversidade de gêneros e orientações sexuais. Serão10 dias de programação (de 13 a 22 de outubro de 2017), reunindo no Teatro Vila Velha artistas da música, literatura, teatro, dança, moda, cinema e performance.

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Arielle Macedo

OFICINAS!

Para quem tem interesse em adentrar o universo das mídias digitais com engajamento a oportunidade é participar da Oficina Estratégias Criativas para YouTube (21/10, 9h às 12h) com Murilo Araújo, que compartilhará suas experiências no canal ‘Muro Pequeno’, no qual aborda temas relacionados à diversidade de orientação sexual e o combate à homofobia. O canal possui mais de 80 mil seguidores.

Quer arrasar na dança em cima de um salto alto?1 Vai ter a ‘Heels Class’ (18/10, 9h às 12h), oficina com a bailarina e coreógrafa Arielle Macedo do Rio de Janeiro, que integra o time de dançarinas dos shows e clipes da cantora Anitta e também do seriado Mister Brau (Rede Globo).

Festival “A Cena Tá Preta” leva artes negras ao Vila Velha este mês!

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Murilo Araújo

Vai ter também o ator e diretor Samuel Santos, que apresentará na oficina O ator total: o corpo ancestral – uma atividade de treinamento para o ator pela prática com exercícios que acionam o corpo a pensar a interpretação, unindo o método treinamento de Mikhail Chekhov a exercícios ancestrais baseados nos movimentos dos orixás (14/10, 9h às 12h).

PROGRAME-SE!

Dia 14/10 // sábado // 9h às 12h

Oficina O ator total: o corpo ancestral, com o ator e diretor Samuel Santos

Gratuita / com inscrição prévia

Dia 18/10 // quarta-feira // 9h às 12h

Oficina Heels Class, com a bailarina e coreógrafa Arielle Macedo (Anitta e Mister Brau

Gratuita / com inscrição prévia

Dia 21 // sábado // 9h às 12h

Oficina Estratégias Criativas para YouTube, com Murilo Araújo (Muro Pequeno)

Gratuita / com inscrição prévia

As oficinas possuem vagas limitadas e as inscrições já podem ser realizadas por meio do formulário:  Clique aqui