Juliana Ribeiro e Fernando Marinho voltam com show “Na Batucada da Vida”!


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Foto; Dôra Almeida

A cantora Juliana Ribeiro e o pianista Fernando Marinho retornam aos palcos com o espetáculo, “Na Batucada da Vida”, homenageando a diversidade da obra de Ary Barroso. A releitura contemporânea de Barroso em voz, piano e percussão terá quatro apresentações no Teatro SESI Rio Vermelho: dias 19 e 20, 26 e 27, sábados e domingos de agosto, sempre às 20h.

Os shows terão, pela primeira vez, participações especiais de cantoras e cantores, que serão revelados a cada semana. “Montar um espetáculo piano e voz traz à tona a relação de Ary Barroso com este instrumento desde a sua tenra infância. Por mais que tocasse flauta, violão e percussão, suas composições nasceram da sua relação com o piano”, relembra Juliana. O show traz histórias curiosas, como a chegada de Ary Barroso a Salvador em 2 e dezembro de 1940.

O figurino, desenhado especialmente para o show, remete a estética dos anos 40 e 50 e tem a assinatura do estilista Renato Carneiro da Katuka Africanidades. A inspiração veio das cantoras do Rádio que personificavam a vanguarda de um tempo onde ser mulher e artista era um tabu social.  No repertório, canções como “Rancho Fundo” (1931), o bolero “Risque” (1952), o teatro de revista “Boneca de Pixe” (1938), marchinhas de carnaval, além das antológicas “Aquarela do Brasil” (1939) e “Sandália de Prata” (1941), que criaram o subgênero samba-exaltação.

PROGRAME-SE!

O que? Show “ Na Batucada da Vida” com Juliana Ribeiro e Fernando Marinho

Quando?  Dias 19, 20, 26 e 27 de agosto (sábados e domingos)

Onde? Teatro SESI – Rio Vermelho

Quanto?  R$ 20 meia entrada e  40 inteira

Horário: 20 H

Cris Pereira e Juliana Ribeiro abrem as “Terças Pretas” do Bando de Teatro Olodum


Cris Pereira,
Cris Pereira

O Bando de Teatro Olodum retorna com o projeto ‘Terças Pretas’, ocupando o Teatro Vila Velha, em Salvador, com poesia, literatura e espetáculos teatrais.

A estreia acontece nos dias 16 e 17 de maio, terça (19h) e quarta (20h), com a cantora brasiliense Cris Pereira, que apresenta em Salvador a turnê do seu disco de estreia, “Folião de Raça”.

Acompanhada dos músicos Lucas de Campos (violão e direção musical), José Cabrera (piano), Rodrigo Salgado (baixo) e Leander Motta (bateria e percussão geral), Cris mostra ao público um repertório de samba e do samba-canção a elementos do jazz e da música afro-brasileira.

Além das músicas do disco, a artista interpreta temas de Baden Powell, Paulo César Pinheiro, Candeia e Dorival Caymmi, entre outros. Para o palco, Cris Pereira convida a  cantora e compositora Juliana Ribeiro.

Chegue lá..

Terças Pretas com Cris Pereira

Dias 16 e 17/05 | terça 19h | quarta 20h

R$ 20 e 10 – Sala Principal Teatro Vila Velha

Nara Couto e Juliana Ribeiro animam a Lavagem do Vila Velha este ano


NaraCouto Vila Velha
Nara Couto – Foto Fernanda Maia

Comandada pelo grupo musical Amigos do Samba, a Lavagem do Vila acontece no dia 5 de fevereiro (domingo), a partir das 12h. Organizada pela atriz e diretora Zeca de Abreu, a festa terá participação das cantoras Juliana Ribeiro, que será condecorada a Rainha da Lavagem, e Nara Couto, escolhida para ocupar o posto de Princesa. O evento é aberto ao público e os ingressos, já estão à venda.

A Lavagem tem início com um cortejo musical carnavalesco com concentração ao meio dia, que parte do Passeio Público em direção ao Cabaré dos Novos, no próprio Teatro Vila Velha, a partir das 13h. Além do samba e feijoada, o público é convidado para um banho de mangueira e de piscina de plástico à fantasia.

Foto: Dôra Almeida
Juliana Ribeiro Foto: Dôra Almeida

No repertório do grupo Amigos do Samba, do samba duro ao samba de roda, passeando ainda por compositores como Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Roque Ferreira, Batatinha, Noel Rosa, Gilberto Gil, entre outros ícones da música popular brasileira.

 

SERVIÇO

Lavagem do Vila
Amigos do Samba com participação especial de Juliana Ribeiro e Nara Couto

Dia 5 fevereiro, domingo, a partir das 12h

Teatro Vila Velha

Ingresso + Feijoada: R$25 (PELO TELEFONE 991111667)

Juliana Ribeiro e Fernando Marinho retornam com show “Na Batucada da Vida” em janeiro


Juliana Ribeiro Ary Barroso
Divulgação

A cantora e compositora Juliana Ribeiro reestreia seu show ‘Na Batucada da Vida’ em uma temporada com seis edições. Serão quatro apresentações no Teatro Sesi Rio Vermelho, todas as quartas-feiras de janeiro, a partir do dia 4, às 20h, e no Café Teatro Rubi, dias 20 e 21, às 20h30.

No espetáculo musical, Juliana apresenta-se ao lado do ator e pianista Fernando Marinho, que também assina a direção do espetáculo. Voz, piano e percussão dão vida a sambas de Ary Barroso em releituras modernas. No repertório dessa temporada está “Os Quindins de Ya Ya”, “Rancho Fundo” (1931), numa releleitura inusitada, “Risque” (1952), que ganha uma versão urbana em arrocha, “Boneca de Pixe” (1938) que vem em forma de esquete teatral.

Juliana Ribeiro Ary Barroso
Foto: Dôra Almeida

Além dos clássicos: “Aquarela do Brasil” (1939) e “Sandália de Prata” (1941), que criaram o subgênero samba-exaltação. O show destaca também algumas suas modas de viola, cantigas de roça, marchinhas carnavalescas, valsas, xotes e maxixes.

Com dados pitorescos da vida do Ary Barroso, além da discografia, casos interessantes da vida de Ary, como seu trabalho de locutor esportivo e apresentador polêmico de programas de calouros, são trazidos ao palco por Juliana e Marinho. As histórias inspiram performances e duetos teatrais, reservando boas risadas para a plateia.

Em Salvador, o “Na Batucada da Vida” passou pelo Teatro Gregório Mattos, Café Teatro Rubi, Teatro Vila Velha e Aliança Francesa. No Rio, os artistas se apresentaram no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon, e no Teatro OTTO, na Tijuca. Em março de 2017, o projeto será apresentado no Teatro Castro Alves.

SERVIÇO:

“Na Batucada da Vida”

Teatro SESI Rio Vermelho

Data: Todas quartas-feiras (4, 11, 18 e 25) de janeiro

Horário: 20h

Ingresso: R$ 40/20

Informações: (71) 3616-7064

 

Café-Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel

Data: 20 e 21/01 (sexta e sábado)
Horário: 20h30
Couvert artístico: R$60
Tel: (71) 3013-1011
Bilheteria:  Segunda-feira a sábado, das 14h às 19h (em dias de apresentação, até às 20h30) ou www.compreingressos.com

Debate na Biblioteca dos Barris terá Juliana Ribeiro e Nelson Rufino


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O samba e a identidade baiana serão os assuntos abordados na próxima edição do Conversando com a sua História, que acontece na próxima segunda – dia 05 de dezembro, às 17h, na Biblioteca Pública dos Barris. Os convidados para essa edição serão os sambistas baianos Juliana Ribeiro e Nelson Rufino.

Com a temática “O Samba da Minha Terra: música e identidade baiana”,os dois palestrantes participantes irão abordar o assunto baseados no que descobriram ao longo de suas carreiras, além do que vivenciaram crescendo na cidade de Salvador.

Juliana Ribeiro é natural de Salvador e iniciou sua carreira em 2001. Desde o início, a cantora une seu trabalho de criação artística com a pesquisa. Também historiadora, a musicista foi aluna especial da Faculdade de Canto Popular da UNICAMP e tem formação técnica em canto lírico pela UFBA. Com seu timbre de voz marcante, Juliana foi indicada ao Troféu Caymmi 2007 na categoria Cantora Revelação.

Em seu trabalho, traz um repertório de variações rítmicas do samba, como Lundu, o Batuque, Jongos, Sambas Angolanos, Maxixe, Samba-de-Umbigada, entre outros gêneros. É mestra em Cultura e Sociedade (UFBA) com a Dissertação ‘Quando canta o Brasil: uma análise do samba urbano carioca na Rádio Nacional nos anos 1950’.

Nelson Rufino
Foto: Rosilda Cruz

Nelson Rufino nasceu em Salvador, no bairro do Garcia, mas escreveu a sua primeira música, “Bahia, meu 1º travesseiro”, quando morava no Rio de Janeiro e estava inspirado pela saudade que sentia da mãe. Sua carreira foi iniciada nas Quadras de Escolas de Samba de Salvador, mais precisamente na Escola “Filhos do Tororó”, onde ganhou o seu primeiro prêmio com a canção “Veneno”.

Com 22 anos, desfilou com seu primeiro samba-enredo, “Postais da Bahia”, em Salvador, ganhando o primeiro lugar. Na década de 60, começou a trabalhar com Blocos de Carnaval, compondo o seu primeiro Samba de Bloco, o “Apache não é de Guerra”, e, nos próximos anos, “O Machado que trago na mão” e “Blusão do Ano Passado”, que venceu o 1º Festival de Samba de Bloco, em 1971.

 

Juliana Ribeiro fala de carreira e da “Preta Brasileira”


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Foto: Junior Assis

A Preta Brasileira é essa mulher negra contemporânea, que dá conta de várias funções como ser mãe, mulher, autônoma e, no final do dia, é capaz de fazer suas próprias escolhas e ser altiva apesar de tantas demandas”.

Assim a cantora Juliana Ribeiro define seu show “Preta Brasileira”, que integrou, na noite do último sábado (19), a programação do Festival A Cena ta Preta, no Vila Velha.

A canção “Preta Brasileira” traz, em sua letra, a mulher negra contemporânea, inspirada na própria vivência da artista.

O show, com direção artística e concepção de Juliana Ribeiro e direção musical de Marcos Bezerra, uniu linguagens artísticas diferenciadas.

Teve música, teatro, audiovisual e poesia. “Faço questão de agregar meus parceiros poéticos que me inspiram, como Cecília Meireles. No audiovisual, toda cenografia é composta pela exposição “A cor do invisível” de Gal Meireles, antropóloga que trabalha com marisqueiras do recôncavo baiano. Aqui mostro a atualidade das mulheres negras do nosso interior, que é tão diversa e que pode ser contemplada através da Preta Brasileira”, diz Juliana.

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Foto: Junior Assis

O show estreeou no verão do ano passado e já levou a diferentes palcos as artistas, |Iracema Kiliane do Ilê Aiyê, Ana Mametto, Di Ribeiro (Brasília) e a cantora Lia Chaves, que participou do show no Vila. Na ocasião, ambas homenagearam a sambista, Clementina de Jesus.

“Sempre quero trazer a arte pra dentro da minha música e Preta Brasileira

me deixa muito feliz, pois tem conseguido concretizar essa minha vontade”.

Sobre o Festival A Cena Tá Preta, a artista é certeira: “Só de pegar uma expressão negativada (“A cena ta preta) e positivá-la, levando-a ao palco, isso já é essa vanguarda. Fazer parte disso é um sonho, sempre acompanho, vou e freqüento o Teatro Vila Velha. Estar lá, e ver várias pretas brasileiras na platéia confirma que o festival é tão vanguarda quanto a preta brasileira”, enfatiza.

“Ele me instiga: a mecha loira, que agora é vermelha, será azul. Ela tá sempre se metamorfoseando, e o artista não pode estacionar nunca. Agora é a hora de mexer, e estou mexendo nestas referências, trazendo outros lados”, diz.

O show Preta Brasileira marca, para Juliana Ribeiro, uma nova fase: a de renovação de sua carreira, que já registra 15 anos. “Há uma grande transformação em vários aspectos, tanto no cenário, quanto em minha construção enquanto artista. São vários desejos, canções e sensações que sempre quis imprimir e, com o “Preta Brasileira””, posso fazer”, diz.

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Acervo Pessoal – Clipe nas escolas

O Clipe

Para divulgar o seu novo trabalho e ampliar o alcance do debate que ele traz, Juliana lançou este ano o clipe “Preta Brasileira”, no qual convida mulheres negras do cenário cultural, político de Salvador (veja aqui). “O clipe traz a ideia de que ser negro é ser diverso. Nele há varias formas de ser mulher e negra sem o clichê. Temos que entender que é nosso direito nos expressar da forma como a gente se vê: cabelos trançados, black, vermelhos. A ideia é poder levar essa linguagem de negritude para um número maior de pessoas”, afirma.

O clipe vem sendo trabalhado em escolas públicas na cidade, para onde Juliana tem levado a discussão de gênero e raça a partir do vídeo.

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Acervo Pessoal – Gravação Clipe

“Existem muitas negras que não conseguem se afirmar enquanto tal. Se esta pessoa do outro lado até então não teve essa coragem e, com o clipe, enxergar alguém como ela, já terá valido a pena. Pessoas tem me retornado, dizendo que conseguiram se afirmar depois de ver o clipe. Ou seja, ele está fazendo seu papel para além da arte”.

Juliana Ribeiro tem apresentações já agendadas para 2017, registre:

Todas as quartas de Janeiro, no Teatro SESI RIO Vermelho, com o Show “Na Batucada da Vida”.

Shopping Piedade realiza Semana da Consciência Negra – Discutindo Futuros!


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O Shopping Piedade realiza de 20 a 25 de novembro, a Semana da Consciência Negra – Discutindo Futuros, no piso L4, com ações gratuitas nos temas “Mulheres Negras”, “Religiosidade”, “Cultura e Negócios”, “Teatro na Bahia”, “Diversidade”, “Gêneros e Qual Moda Faz a sua Cabeça”.

A programação também abrange a parte cultural, com a realização de pocket shows e encerramento dia 25 de novembro com grupo de Capoeira Mangangá.

PROGRAME-SE! 

20/11 (segunda-feira)

Tema: Mulher Negra e Africanidades
16h
 – Bate – papo: Drª Zelinda Barros (Antropóloga e Doutora em Estudos Étnicos e Africanos da Universidade Federal da Bahia), Juliana Ribeiro (Cantora e Historiadora), Milena Nascimento (Instituto Awure São Paulo) e Major Denice Santiago (Idealizadora do Projeto Roda Maria da Penha e ganhadora do Prêmio da Revista Cláudia)

17h – Pocket Show – DjNai Sena

21/11 (terça-feira)

Tema: Religiosidade
16h
 – Bate-papo: Lindinalva de Paula (Rede de Mulheres Negras da Bahia/ Coletivo Abayomi), Gicélia Cruz (Historiadora e Teóloga – Coletivo CUXI Diáspora Africana) e Nane Peruana Filha de Xangô.

17h – Pocket Show – Nane Peruana Filha de Xangô

22/11 (quarta-feira)

Tema: Teatro Negro da Bahia, Cultura e Negócios
16h 
– Bate-papo:  Jú Lourenço (Atriz e Pedagoga), Emillie Lapa (Atriz e Cantora) e Luciane Neves.

17h – Pocket Show – Emillie Lapa

 

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23/11 (quinta-feira)

Tema: Diversidade
16h – Bate-papo: Drª Carlos Porcino (Psicóloga Clínica, Transativista voluntária do Grupo Gay da Bahia, Mestra em Estudos Interdisciplinares da UFBA), Lívia Ferreira (Administradora – Produtora Cultural – Coletivo LesbiBahia), Thiffany Odara (Mulher Trans – Pedagoga formada pela Universidade do Estado da Bahia) e Lili Gonçalves.

17h – Pocket Show – Lili Gonçalves

 

24/11 (sexta-feira)

Tema: Qual A Moda Que Faz Sua Cabeça?
16h 
– Bate-papo: Marla Brasil (Modelo Plus Size – Coletivo Vai ter Gorda), Madalena Bispo (MadáNegrif – Designer de Moda) e Negro Davi (Rapper e Sócio da Crespossim Salvador)

17h – Pocket Show – Rapper Negro Davi

 

25/11 (sábado)

14h às 17h – Espaço Cultural – Grupo de Capoeira Mangangá

Mediadora dos bate-papos: Dina Lopez TV Kirimurê

 

Serviço

GRATUITO

Semana da Consciência Negra– Shopping Piedade
Onde: Praça de Eventos do Shopping Piedade (Piso L4)
Quando:  De 20 de novembro até o dia 25 de novembro
Horário:  de segunda a sexta, das 16h às 18h e sábado, das 14h às 17h

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Dj Nai Sena

Gal do Beco está de volta com o “Festival Samba de Beco em Beco”!


Gal do Beco

O “Festival Samba de Beco em Beco” retorna ao palco do Pelourinho com Gal do Beco. Serão encontros de artistas do samba de roda, samba de raiz e suas variações, a partir da próxima quarta-feira (1/11), às 19h, no Casarão 26 (Ladeira do Passo, Nº 26 – Sede do Afoxé Filhos do Korim Efan – Pelourinho. E ainda acontecerá nos dias 17/11, 02/12 e 16/12, tendo Gal do Beco como anfitriã e muitos convidados especiais.

Confiram os convidados de Gal do Beco já confirmados:

Quarta 01/11 | Claudete Macedo, Nelson Rufino, Negros de Fé, Grupo de Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

Sexta 17/11 | Cota Pagodeiro, Juliana Ribeiro, Turma de Casa, Grupo de Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

Sábado (DIA DO SAMBA) 02/12 | Melodia Costa, Carla Liz, Grupo Botequim, Grupo de Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

Sábado 16/12 | Muniz, Guiga de Ogum, Bambeia, Grupo de Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

 

SERVIÇO:

Festival Samba de Beco em Beco

Gal do Beco e Convidados 

01 (quarta) e 17 (sexta) de Novembro de 2017 às 19h

02 (sábado) e 16 (sábado) de Dezembro de 2017 às 19h

Ladeira do Passo, Nº 26 – Sede do Afoxé Filhos do Korim Efan – Pelourinho

Assessoria e Divulgação: Janaina Costa | (71) 991749317 | 988329352

Gal tem um convite: Festival de Samba de Beco em Beco!



Gal do Beco

Em 1979, ela trocou o solo carioca pela vida em Itapuã, em Salvador. Aqui, de barraca na praia a um bar na Vasco da Gama, seu empreendedorismo sempre esteve associado à cultura local.

O bar ganhou a dimensão de um beco: o Beco de Gal. Estamos falando de Gal do Beco, como ficou conhecido o espaço liderado por Maria das Graças Silva que, no auge de seus mais de 60 anos é consagrada na Bahia e no Brasil como referência do samba.

Em Salvador, esta trajetória será homenageada com o “Festival de Samba de Beco em Beco”, que ocupará a praça Tereza Batista (Pelourinho), nas quartas dos meses de maio e junho. O projeto é dela, em parceria com o produtor cultural Edivaldo Costa, que promoverá encontros de artistas do samba de roda, samba de raiz e suas variações.

Se ligue: Começa na próxima quarta – dia 10 de maio!

Gal do Beco

Senhora do Samba

Gal do Beco hoje é madrinha de diversos sambistas, é a dama do samba de Salvador, é cidadã soteropolitana com título outorgado pela Câmara dos Vereadores há 17 anos. De sua primeira noite cantando profissionalmente, em 93, até hoje, ela é figura certa nas rodas de samba da cidade.

O “Festival de Samba de Beco em Beco” terá programação divulgada em breve, mas já tem nomes garantidos: Nelson Rufino, Juliana Ribeiro e o Samba Chula de São Braz são alguns deles.

Se prepare, até lá o Portal SoteroPreta vai anunciar a grade completa.

SERVIÇO:

Festival de Samba de Beco em Beco

Anfitriã: Gal do Beco

Quartas de Maio e Junho de 2017

Praça Teresa Batista (Pelourinho)

Fotos: Divulgação

Quem produz samba são elas!!!


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Quinta Do Samba Do Cajueiro – Boca Do Rio.

Kelly Adriano de Oliveira, em sua tese “Deslocamentos Entre o Samba e a Fé”, afirma que as mulheres tiveram um papel importante na preservação e resistência do samba. Pensar seu papel na preservação dos diversos legados negros é reafirmar o protagonismo e visibilizar a importância do empoderamento feminino, que revela sua força em diversos contextos, e em especial no samba.

Estamos falando da construção de novas narrativas, onde elas reivindicam não somente seu protagonismo, mas a participação para além da exposição do corpo, e em uma dimensão bem maior e mais profunda. Para muitas mulheres esse tema pode parecer algo natural, mas nem sempre foi assim. Se pensarmos que o samba naturaliza a presença masculina, enquanto invisibiliza a produção das mulheres, valorizar a figura feminina em um universo musical dominado pelos homens é um momento ímpar a ser comemorado.

Ao falar de “Uma Alvorada para as Mulheres” sua força e protagonismo cultural, o Bloco Alvorada nos convidou a pensar a contribuição destas na produção cultural fora do carnaval, sem a sexualidade que objetifica seu corpo nos espaços de samba. Esse tema mostrou o que vem sendo notado nas rodas de samba em Salvador, o cavaquinho, pandeiro e microfone brilhando nas mãos de realezas como Gal do Beco, Josiane Clímaco, Juliana Ribeiro e Rita Nolasco.

Sem deixar de lembrar mulheres como Camilla França, Carmen do Q’ Felicidade, Dorinha da Feira de São Joaquim – mulheres que vem desnaturalizando o protagonismo masculino nesses espaços. Elas vem mostrando que o samba não é só um gênero musical, mas uma cultura de resistência, visibilidade musical e participação feminina.

samba de mulheres

Ao desfilar pelas rodas de samba, elas mostram que o verdadeiro samba, além de valorizar a tradição, tem que garantir a contação da história de mulheres que foram detentoras da sua resistência. Por isso, ao estarem nestes espaços, elas quebram com o anonimato e mostram que o samba é sim assunto de mulher.

“Uma Alvorada para as mulheres” não conta somente um enredo feminino. Ele questiona as realidades, ameniza dores e festeja alegrias que contrariam as mazelas cotidianas que oprimem a população negra. Por isso, parafraseando a música “Maravilhosa é ela”: Quem tá no samba são elas!!!

 

Luciane ReisLuciane Reis – É comunicóloga, idealizadora do Merc’Afro e pesquisadora de afro empreendedorismo, etno desenvolvimento e negócios inclusivos. Confira aqui outros artigos de Luciane Reis.