#FalaPreta – Carla Akotirene fala de seu livro na coleção “Feminismos Plurais”, de Djamila Ribeiro!


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Foto: Antonio Terra

 

Carla Akotirene. Mulher negra, assistente social, pesquisadora da Epistemologia Feminista Negra, Doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo (UFBA) e coordenadora do projeto de Extensão da UFBA Opará Saberes, uma iniciativa que visa auxiliar estudantes negros e negras nos cursos de nível superior em Universidades estaduais e federais. E ela tem mais uma conquista pra acrescentar: autora do livro “O que é Interseccionalidade?”, da Coleção Feminismos Plurais, coordenada pela Mestra em Filosofia Política e feminista negra Djamila Ribeiro. Como foi isso? Carla Akotirene nos conta:

Portal Soteropreta – Carla, como surgiu o convite para a Coleção e o que você sentiu com ele?

Carla Akotirene – Ele veio ano passado, quando Djamila Ribeiro -ao proferir a Conferência de abertura da segunda edição da Opará Saberes – ratificou, publicamente, a necessidade do volume “O que é interseccionalidade”, deixando-me tomada pelo medo de escrever; aumentando o trabalho de si, coordenadora, que precisou lidar, muitas vezes, com as minhas autosabotagens. Sem dúvida, o racismo é o maior inviabilizador da escrita de uma mulher negra, conforme já explicou a mestiza Gloria Anzáldua. Para nós, mulheres negras do terceiro mundo, o medo de escrever pode fazer o “sangue coagular na caneta”.

Fomos condicionadas pela insignificância racial imposta às nossas epistemes africanas e, por mais que irmãs negras estejam ali, dizendo o contrário, temos dificuldade de apostar na Orientação do Sul global. Pra você ter ideia, à época, minhas alunas da UFBA fizeram rituais de incentivo espiritual, deixaram recados nos quadros e registraram depoimentos dizendo: Eu já li “o que é lugar de fala” da Djamila Ribeiro, agora quero ler Akotirene. “Professora, comprei “O que é Encarceramento em Massa”, da Juliana Borges, ela até cita a senhora”. “Professora, a Joice Berth lançou o que é empoderamento, escreva para nós, vamos nos sentir empoderadas coletivamente.”

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Portal Soteropreta – Seu tema nesta Coleção é “Interseccionalidade”. O que mais você pauta neste debate, e qual a urgência de tratá-los desta forma?

Carla Akotirene – A interseccionalidade é uma ferramenta metodológica pensada pelas feministas negras da diáspora africana, a fim de manifestar que, politicamente, a luta dos negros não escapa do caráter masculinista e do regime nacional heterossexista, bem como as pautas feministas só são possíveis graças ao racismo. Propriamente dito o conceito de interseccionalidade foi nomeado por Kimberlé Crenshaw, jurista estadunidense, no âmbito das leis antidiscriminação. Ela evidenciou o colonialismo, produtor do acidente estrutural sofrido por humanidades colonizadas, tendo em vista que o racismo, capitalismo e cis-heteropatriarcado se cruzam inseparadamente, repetidas vezes, atingindo frequentemente as mulheres negras posicionadas nas avenidas identitárias.

A interseccionalidade proporciona a articulação entre teoria, metodologia e prática aos acidentados durante esta colisão, amparando-os intelectualmente na própria avenida do acidente, ou seja, na encruzilhada discursiva.  Abordagens eurocêntricas por vezes chegam à contramão para darem socorro epistemológico, ignorando o contexto do acidente e causando, por conseqüência, mais fluxos no cruzamento de raça, nação, gênero e classe. É o modismo acadêmico da interseccionalidade. Estabeleço sete críticas ao conceito, dialogando com Angela Davis, Ochy Curiel, Gilza Marques, Jasbir Puar, Sueli Carneiro, Patrícia Hill Collins e Houria Bouteldja.

Portal Soteropreta – Como única preta nordestina nesta Coleção, o que significa pra você esta representatividade e como isso tangência sua temática?

Carla Akotirene – Vou responder usando a própria interseccionalidade. Assim como as negras estadunidenses sofrem o racismo epistêmico das branquitudes do Norte Global mas publicam assertivamente as teorias do ponto de vistas feministas negros acerca de nós, suas irmãs de barcos noutra América, as mulheres negras do nordestes são contempladas pela publicação da intelectualidade negra independentemente da fronteira. No entanto, sabemos que a publicação e autoridade discursiva das regiões sul e sudeste do Brasil marcam a diferenciação epistêmica entre quem pensa e quem faz o trabalho pesado. Então, Djamila Ribeiro, sem dúvidas, é uma brilhante feminista negra ao reconhecer que, mesmo sendo todas nós, independentemente de escolaridade, grandes intelectuais negras, somos atravessadas pelas encruzilhadas regionais de saber-poder.

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Portal Soteropreta – Você está à frente do Opará Saberes, uma iniciativa que pauta a presença feminina negra no campo acadêmico. Quais tem sido os frutos deste trabalho?

Carla Akotirene – A Opará Saberes descoloniza a teoria e rompe com a dependência epistemológica ocidental. Elaboramos nossas teses e dissertações, pleiteamos projetos acadêmicos sem as correntes da Europa. Como a academia é uma espaço de manutenção da colonialidade,desde a primeira edição a Opará nunca recebemos um centavo da universidade, também não acessamos quaisquer recursos governamentais formalmente instituídos. Particularmente guardo recursos espirituais para esta finalidade política, aliás, não restrita a mim. As formadoras são inúmeras, cito aqui Zelinda Barros, Denise Carrascosa e Dayse Sacramento que desde a primeira edição tem feito a proposta acontecer como pancada de água no epistemicídio. Este ano 70% das candidaturas aprovadas no mestrado e doutorado, nos estudos feministas da Universidade Federal da Bahia fizeram formação na Opará Saberes. Digo mais: As novas mestrandas e doutorandas foram assistir minhas aulas do Bacharelado em Gênero e Diversidade do início ao fim. Somos Extraordinárias e cheias de segredos para minar a Casa Grande.

Portal Soteropreta – Carla Akotirene e os Feminismos Plurais: que resultado podemos apreender deste encontro?

Carla Akotirene – Odé acertou, através do Orí de Djamila. Não teremos mais fome epistemológica. Estamos publicando, e assim como as yabás conseguem ser lindas e aguerridas, nós conseguimos evitar essencialismos, porque a noção identitária de ser de casa ou da rua, já explicada por Sueli Carneiro e Jurema Werneck, cabe à cosmogonia eurocêntrica, cuja visão é ocidental e apressada em levantar hipóteses fáceis sobre nós. Temos outros sentidos epistêmicos para dar conta. A rainha Osum trabalha fora de casa e manda bem na cozinha sem hierarquias, afinal, ela é ialodê.

A Coleção Feminismos Plurais aborda os feminismos, tendo como pilar principal mulheres negras e indígenas e homens negros como sujeitos políticos. Acesse aqui!

Culinária Musical terá prato vencedor do Panela de Bairro, a Maxixada de Carne Seca!


A penúlltima edição do Culinária Musical este ano será no próximo domingo (8), das 12h às 17h, na Casa do Benin. A diversão ficará a cargo do Grupo Quinteto, com participações especiais de Juliana Ribeiro, Raimundo Lima e Samba Ohana. No cardápio, o saboroso Sarapatel do afrochef Jorge Washington e o carro chefe do projeto, a Maxixada de Carne Seca, vencedora do concurso Panela de Bairro, da TV Bahia.

O encontro será na Casa do Benin, pouso fixo do Culinária Musical, um espaço onde o público pode desfrutar de um importante acervo artístico e cultural afro-brasileiro. O grupo Quinteto já é parceiro do projeto, vem acompanhando o afrochef desde as primeiras edições e vai presentear o público com o melhor do samba.

Para encantar ainda mais, as mulheres do Samba Ohana, vai trazer um repertório inovador, mesclando o samba tradicional com os variados estilos musicais. Com álbum recém lançado em novembro, o cantor Raimundo Lima Raimundo vai apresentar um repertório eclético. Além de músicas de sua autoria e outras do cancioneiro de Angola — onde reside há duas décadas —, Raimundo canta, principalmente, músicas gravadas anteriormente pelo lendário Tim Maia.

Já a cantora Juliana Ribeiro vai alegrar ainda mais a 58ª edição, com seu repertório que envolve todas as platéias com ritmos como Lundu, Côco, Jongo, Maxixe, Sembas Angolanos, Batuque e, claro, o ancestral Samba-de-Roda.

SERVIÇO

O que: Culinária Musical na Casa do Benin

Quando: 08 de Dezembro de 2019 (domingo), das 12h às 17h30

Onde: Casa do Benin, Rua Padre Agostinho Gomes, 17, Pelourinho

Quanto: Acesso $20 (Em espécie) | Prato R$30 e $15 meia porção (o local aceita cartão de débito e crédito)

Atração: Grupo Quinteto

Participações especiais: Juliana Ribeiro, Raimundo Lima e Samba Ohana

Cardápio: Maxixada de carne seca com opção sem carne & Sarapatel

Largo Quincas Berro D’Água receberá oi 2º Encontro Nacional de Mulheres na Roda de Samba!


No dia 09 de novembro de 2019 (Sábado), às 16h, o Largo Quincas Berro D’Água (Pelourinho) receberá o “2º Encontro Nacional de Mulheres na Roda de Samba”, integrando a programação da Virada Sustentável. 

A primeira edição foi dedicada à cantora Beth Carvalho, “Madrinha do Samba”, e contou com mais de 500 artistas em todo território nacional. O evento aconteceu simultaneamente em diversas cidades como: Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), Brasília (DF), Curitiba e Londrina (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Além das cidades brasileiras, foi realizado nas cidades vizinhas, La Plata e San Martín de los Andes, na Argentina. Idealizado pela cantora carioca Dorina Barros, o projeto tem a proposta de unir as rodas de samba femininas, assim como cantoras, intérpretes e instrumentistas do gênero, criando uma rede entre as artistas e aumentando as trocas culturais, contribuindo assim para o fortalecimento da sororidade feminina na música.

Em 2019, a homenageada será a cantora, compositora e ativista do movimento negro Leci Brandão. Artistas como Ana Paula Albuquerque, Claudia Cunha, Gal do Beco, Matilde Charles, Juliana Ribeiro, Marilda Santana, Malu Soares, Clécia Queiroz, Grupo Samba das Comadres, Manuela Rodrigues, Babi Soares, entre outras, estarão nesta roda de samba protagonizada por mulheres.

 

SERVIÇO:

2º Encontro Nacional Mulheres na Roda de Samba

09 de Novembro, pontualmente às 16h | Ingresso: Pague Quanto Puder

Largo Quincas Berro D’Água (Pelouirnho)

Live ao vivo nas redes sociais oficiais do projeto: 17h

Fotos Karol Kosta

” Eu sou o Samba” – Seminário sobre o Samba, com homenagem a Riachão acontece no IGHB!


Riachão – Divulgação

Em celebração ao mês da Cultura Popular e em homenagem ao Compositor e Sambista Riachão, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB, promove, dia 20 de agosto de 2019, das 14h às 18h, o seminário Eu sou o Samba. No evento serão tratadas as origens, história, variações estéticas, principais tipos de samba e suas características e os vários representantes deste que é o mais genuíno do ritmo musical brasileiro.

O Samba no Rio de Janeiro, São Paulo, em Salvador e no Recôncavo da Bahia será discutido e cantado por Alessandra Carvalho da Cruz, Chocolate da Bahia, Ênio Bernardes, Juliana Ribeiro e Roberto Mendes.

A entrada é gratuita. O IGHB é uma das instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). Funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h e está situado na Piedade (Avenida Joana Angélica, 43).

SERVIÇO
Seminário sobre o Samba
20 de agosto de 2019, das 14h às 18h
IGHB – Avenida Joana Angélica, 43 – Piedade
71 3329 4463/6336 – 99974 5858 (Cleide Nunes – assessoria)

Edição de junho do Culinária Musical foi marcada por presenças ilustres


Culinária Musical
Foto: Ana Paula Nobre

Presenças ilustres marcaram a edição do Culinária Musical deste mês de junho, realizada no último domingo (09), na Casa do Benin. A partir das 12h, as pessoas foram chegando em meio à chuva que caía em Salvador. Com abertura do já conhecido Grupo Quinteto, a animação tomou conta do lugar, pois os ouvidos passaram a ser embalados não só pelas gotas de chuva, mas por um partido alto de altíssima qualidade, fazendo o clima esquentar e os pés sambarem no chão de pedra do espaço. Formado especialmente para o Culinária Musical, o Grupo Quinteto está há dois anos em parceria com o projeto, como explica o percussionista e diretor, Ricardo Silva. “O grupo foi formado para o projeto há dois anos e de lá pra cá temos dado continuidade e fazendo a alegria do povo. Todos nós viemos de outras bandas e somos amigos. Jorge nos convidou para essa parceria, e tem dado certo”.

Foto: Ana Paula Nobre

Muitas pessoas já conheciam o projeto, mas algumas foram pela primeira vez, como é o caso da pedagoga, Naiara Ferreira. “É a primeira vez que venho ao evento e estou adorando por que amo samba. Estou me divertindo muito”, comemora. Quando todos estavam em clima de festa, eis que adentram o espaço os atores Antônio Pitanga e Rocco Pitanga, para a surpresa e alegria de todos. Foi uma visita mais do que especial, pois ambos aproveitaram sua estada na capital baiana, juntos em cartaz com o espetáculo Embarque Imediato, para atenderem ao convite do anfitrião, o ator e afrochef Jorge Washington. Rocco se disse fascinado pela proposta. “A comida do Jorge é deliciosa e a ideia de comer escutando música e sarau eu acho que é muito feliz. Estava até pensando que isso poderia ter no Rio também. Nem sei se tem. Acho que ele está de parabéns por ter criado esse projeto. Vim por que meu pai foi convidado e achei interessante”, declara.

Para Antônio Pitanga, “foi uma felicidade ter coincidido com a minha presença aqui na Bahia fazendo Embarque Imediato. Pra mim é uma alegria, pois nasci aqui no Pelourinho. A maioria dos meus filmes como O Pagador de Promessas foi aqui nessa região. Eu fui batizado na Igreja do Rosário dos Pretos. Tenho uma familiaridade muito grande com essa região. Unir culinária com música é a cultura do Brasil e esses pilares vêm do continente africano. Estamos aqui ocupando através da música e da comida um continente dos mais ricos e que se torna um dos mais importantes pilares da criação da cultura brasileira. A Casa do Benin representa o encontro de gerações e identidades”, reflete.

“Nada como você ter um encontro de cultura, de música e de culinária onde através da música e da comida a gente possa fazer um encontro de cabeças pensantes da própria história real, a nossa história”, afirma o ator Antônio Pitanga.

Foto: Ana Paula Nobre

Veterano do projeto, o violonista Mário Ulloa já participa desde o início. “Sempre que eu posso venho com o maior prazer tocar com meus amigos músicos. É sempre uma alegria. Eu e Jorge somos amigos há muito tempo”, declara. Ele tocou ao lado da sua filha, a cantora Beatriz Ulloa. Participou também o cantor, compositor, violonista e trompetista, Tonynho dos Santos, e teve ainda a performance poética das atrizes Edvana Carvalho, Bárbara Borgga e Cristiane Pinho apresentando um recital poético erótico.

Alguns artistas, a exemplo da cantora Juliana Ribeiro, que já participaram como convidados, neste dia foram prestigiar como público simplesmente para curtir. “Eu vim encontrar amigos, ouvir boa música, ver as meninas recitarem poemas e essas coisas boas que Jorge consegue fazer através do evento. Já participei algumas vezes e gosto muito. É um clima de família e isso é o mais forte no Culinária Musical. Essa relação de juntar a todos que estão em diáspora pelo mundo e colocar todos como irmãos, congregando e promovendo esse sentimento de pertencimento, de estar em casa. Quando queremos reunir pessoas e fazer comida, todos se mobilizam e se reúnem. Isso é uma cultura que vem dos nossos ancestrais africanos, e o alimento acalenta. Além de um ótimo ator, Jorge cozinha muito bem e isso é um dom que ele está nos ofertando”, elogia.

Foto: Ana Paula Nobre

Nascimento do Culinária Musical

Existente há dois anos, o ator, afrochef e idealizador do projeto, Jorge Washigton, explica que sempre adorou cozinhar e a sua relação com a comida vem desde criança, passada de mãe para filho. “Eu adoro cozinhar. Cozinha é energia, é troca. Adoro ir pra feira, principalmente a Feira de São Joaquim. O texto que sai da galera é muito forte e eu aprendo muito. O Culinária Musical é a junção de tudo isso, é uma mistura de linguagens. O público é de todos os segmentos e eu fico muito feliz com isso. Comecei no Garcia, na Casa de Pedra para ocupar, mas ela acabou ficando pequena. Já fui para outros locais e agora estou na Casa do Benin e lá as pessoas já entram e dialogam com as exposições, e isso é muito forte. Aprendi a cozinhar com minha mãe. O cheiro e a forma de fazer foram me dominando. Eu sempre gostei de cozinhar, desde pequeno. Eu fazia isso na casa dos amigos e chegou uma hora que quis fazer um projeto que tivesse as músicas que eu gostasse. Graças aos Orixás eu tenho amigos e parceiros que sempre colaram e colam. É essa vivência que me faz feliz”, conclui.

Show “Nós Somos Moçambique” acontece neste sábado (6) no Pelourinho! AJUDE!


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Mike Hutchings/Reuters

O show “Nós Somos Moçambique” acontece neste sábado (06/04), das 17h às 22h, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, em Salvador. A iniciativa é realizada por produtores e artistas baianos em prol da população do país do Sudeste da África, após passagem do ciclone Idai, no dia 14 de março, afetando, principalmente, a Cidade de Beira, deixando centenas de mortos e milhares desabrigados.

Estão confirmados para o show os artistas Dão Black, Lazzo, Wil Carvalho, Wilson Carvalho, Rafique Nasser, Pablício Pablues, Tonho Dionorina, Patiño, Aloísio Menezes, Juliana Ribeiro e João Teoria. A troca do ingresso para o evento beneficente se dará por meio da doação de 800g de leite em pó que pode ser feita a partir das 14h, em um posto de atendimento do movimento disponível no Largo.

Aloísio Menezes
Aloísio Menezes

Além da atividade cultural, o movimento “Nós Somos Moçambique” arrecada, até esta sexta-feira (05), donativos para serem encaminhados ao país africano. A entrega pode ser feita no Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, todos no Pelourinho, e ainda no Museu Carlos Costa Pinto, no Conjunto Pirajá I e no Centro de Artes Humanidades e Letras da UFRB, na cidade de Cachoeira.

Mais informações podem ser adquiridas pelo telefone (71) 9 9269-9521 (Joana Flores – Coord. Geral).

Do Cidade Satélite

#FlicaPreta – Fundação Pedro Calmon leva artistas e literatura preta pra Cachoeira!


Juliana Ribeiro
foto: Dôra Almeida

De 11 e 14 de outubro, a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) chega a sua 8ª edição e, na oportunidade, a Fundação Pedro Calmon (FPC), órgão vinculado à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), leverá uma programação que refletirá o pensamento negro contemporâneo.

No dia 11, será relançada a edição comemorativa de Cadernos Negros 40 anos, a mais longeva antologia poética afro-brasileira. Na ocasião, o público terá um recital com os autores baianos que fizeram parte dessa edição comemorativa, às 15h30, na casa Educar para Transformar (Quintal Hansen).

No dia 12, terá  o bate- papo “Leitura e sua influência no processo de escrita para o digital influencer”, com participações de Maíra Azevedo, conhecida como Tia Má, e o influencer youtuber Sulivã Bispo. O bate-papo que acontece às 16h, na Casa Educar para Transformar (Quintal Hansen).

“Sempre trago informações, através da arte, que falam dos afro-brasileiros e da diversidade e a partir daí construo meus personagens com politização e humor”, afirmou ele. Para Tia Má, “mesmo que os meus vídeos não sejam roteirizados, tenho inúmeras escritoras nessa temática que me inspiram e colaboram para a produção do conteúdo sobre racismo, relacionamento, entre outros”, destacou a jornalista.

Valdineia Soriano
foto: divulgação

Violão e a Palavra – No sábado, 13 de outubro, será a vez do projeto O Violão e A Palavra que é um bate-papo musical com a cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro, mediado pela produtora e atriz Valdineia Soriano. A apresentação será na Escadaria da Câmara e Cadeia, das 18h às 19h. O projeto busca unir música e poesia com o objetivo de demonstrar a força da palavra cantada.

 

 

Serviço
O que: Festa Literária oferece programações com temática negra;
Onde: Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) – Escadaria da Câmara e Cadeia;
Quando: 11 a 14 de outubro de 2018.

Festival HYPE: Inscrições para Palco Sounds até dia 1º


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Foto Reprodução

O Festival Hype, que vem ocupando praças, ruas e celebrando a criação artística da Bahia, abre as inscrições gratuitas para novos talentos mostrarem o seu trabalho no Palco Sounds. Até o dia 1º de setembro, os artistas baianos podem acessar o www.festivalhype.com.br , efetuar suas inscrições online e as atrações escolhidas ainda recebem ajuda de custo para se apresentarem no dia do evento.

Em cada edição, são sete selecionados para o Palco Sounds, sendo que uma infantil, por uma curadoria artística assinada por Juliana Ribeiro, Duda Diamba e Morotó Slim, responsáveis pelo garimpo curatorial e revelação de novos talentos da musica local. Já o Mercadão da Música, que também está com as inscrições abertas, tem a curadoria realizada pelos jornalistas Isa Lorena e Luciano Matos.mentar a economia criativa e artistas de rua da região do Subúrbio.

Programado para acontecer em oito edições – entre os meses de junho/2018 e janeiro/2019, o Festival Hype é uma experiência de resgate e conexão com a cultura de rua, transformada em um grande espaço de celebração, como forma de melhorar a relação da população com os espaços públicos. Além do Palco Sounds e Mercadão da Música com oficinas, o Festival receberá o Coreto Hype dentro do evento com gastronomia, moda e artesanato para movimentar ainda mais a economia criativa.

Inscrições até 1° de Setembro, www.festivalhype.com.br !

Festival Hype 22 e 23 de setembro – São Tomé Paripe 

Salvador receberá Festival Hype a partir de junho: música da Ribeira a Stella Maris! Inscreva-se! 


Curadores – Divulgação

 

Salvador vai receber, a partir de junho, o Festival HYPE – encontro de sonoridades programado para acontecer em oito edições – entre os meses de junho/2018 e janeiro/2019. O intuito é resgatar a cultura de rua, buscando melhorar a relação da população com os espaços públicos. Serão encontros musicais em oito diferentes bairros de Salvador – da Ribeira a Stella Maris – , apresentando artistas que representam a cena musical contemporânea.

Por meio de edital e seleção, artistas, grupos e bandas com DNA baiano poderão se inscrever via formulário online (consulte regulamento) e passarão por uma curadoria artística assinada por Juliana RibeiroDuda Diamba e Morotó Slim, responsáveis pelo garimpo curatorial e revelação de novos talentos da musica local.

COMO SERÁ?

A cada edição, serão selecionados quatro artistas/bandas/grupos via curadoria, 2 (dois) artistas/bandas/grupos via curadoria no Mapa Musical – Bahia/SecultBA que objetiva mapear, reconhecer e difundir a diversidade da música produzida no estado. Também será selecionado e 1 (uma) atração infantil e todas se apresentarão no Palco Sounds, totalizando sete apresentações artísticas divididas em dois dias de evento. Além dos artistas inscritos e selecionados, o Festival Hype contará também com a presença de músicos e bandas reconhecidos nacionalmente (headlines).

ARTISTAS E PRODUTORES: INSCREVAM-SE!

O público também contará com o Mercadão da Música, espaço de trocas e qualificação do mercado musical baiano, com expositores selecionados por edição para estimular o empreendedorismo musical através da comercialização de itens e serviços relacionados à música, e atividades voltadas para a integração, difusão e potencialização da cadeia produtiva da música local. Para participação no Mercadão, produtores da música poderão se inscrever com materiais que demonstrem a relação do produto/serviço com o segmento musical, tudo via formulário online disponível no site www.festivalhype.com.br. A curadoria artístico-material será assinada pelos jornalistas Luciano Matos e Isa Lorena.

 

PROGRAMAÇÃO 

16 e 17/06 – Pituba

07 e 08/07 – Av. Centenário

11 e 12/08 – Lauro de Freitas

15 e 16/09 – Paripe

06 e 07/10 – Campo Grande

10 e 11/11 – Ribeira

01 e 02/12 – Stella Maris

12 e 13/01 – Pelourinho

 

Saiba mais aqui!

Festa no Pelô celebrará 10 anos de Música Negra na Rádio Educadora 107.5


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Tambores do Mundo

Há 10 anos, a Música Negra tem espaço garantido na Rádio Educadora, é a Faixa Negra da 107.5, tocada – semanalmente – pelos programas No Balanço do Reggae, Rádio África, Tambores da Liberdade e Evolução Hip-Hop. Neste domingo (21), a partir das 16h, a década será celebrada no Largo Pedro Arcanjo, Pelourinho.

 Com entrada gratuita, a “Festa de 10 Anos da Faixa Negra da 107.5 Educadora FM” contará com shows das bandas Tambores do Mundo (Afro), Opanijé(Rap), Zabah Bush (Raggae), Dj Branco, além das participações especiais do cantor Lazzo Matumbi e da cantora Juliana Ribeiro, e performance de Negra Jhô e do ator e diretor do Bando de Teatro Olodum Jorge Washington, que será o mestre de cerimônia.

 A Festa contará, ainda, com um espaço dedicado aos Afro-Empreendedores, que vão comercializar seus produtos.

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Negra Jhô

 

A Faixa Negra

 A Faixa Negra começou na Rádio Educadora FM em 24 de novembro de 2007, com os programas No Balanço do Reggae, Tambores da Liberdade e Evolução Hip-Hop, transmitidos semanalmente nas tardes de sábado e o Rádio África nas noites de quinta-feira.

 “Desde então, esses programas vem contribuindo com o fomento, promoção, difusão, fortalecimento e reafirmação da cultura e identidade negra no Estado da Bahia, dando voz e vez a grupos que historicamente foram colocados à margem da grande mídia convencional”, diz Dj Branco, que comanda o programa Evolução Hip Hop e organiza a Festa.

 A “Festa de 10 Anos da Faixa Negra da 107.5 Educadora FM” é uma iniciativa da CMA HIP-HOP – Comunicação, Militância e Atitude Hip-Hop e tem como parceiros o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), a Secretária de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI), a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT), o Portal Soteropreta e o Instituto de Mídia Énica (IME).

SERVIÇO:
O que: 10 Anos da Faixa Negra 107.5 Educadora FM

Quem: bandas Tambores do Mundo, Opanijé, Zabah Bush, Dj Branco, participações especial de Lazzo Matumbi, Juliana Ribeiro, Jorge Washington e Negra Jhô.

Local: Largo Pedro Arcanjo – Pelourinho

Data: 21 de janeiro (domingo)
Horário: 16h
ENTRADA FRANCA