Funceb apresenta “Kaiala” e bate-papo com a Ialorixá Jaciara Ribeiro!


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A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/Secult) receberá o espetáculo “Kaiala”, do ator Sulivã Bispo, seguido por um batepapo com a Ialorixá do Ilê Axé Abassá de Ogum, Jaciara Ribeiro. Será no dia 30 de novembro, a partir das 15h, na sede da Funceb (Pelourinho) e é aberto ao público, sujeito à lotação do espaço – a Sala King.

A ação integra o Projeto Novembro das Artes Negras, que contempla a produção artística negra nas diversas linguagens, com uma série de atividades em Literatura, Artes Visuais, Dança, Audiovisual, Teatro, Música e Circo. na ocasião, o público conversará sobre a mortalidade de jovens negros no Brasil e a intolerância religiosa, a partir do tema de “Kaiala”.

O espetáculo conta a trajetória de uma garota de 10 anos, assassinada quando teve seu terreiro de candomblé invadido. A história da família composta pela avó da menina, o irmão de santo e uma evangélica, formam o enredo que relata os caminhos que levam a intolerância religiosa.

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A Ialorixá Jaciara Ribeiro, do Ilê Axé Abassá de Ogum abordará sua lua contra a intolerância religiosa, a partir da morte de sua mãe, a líder religiosa do terreiro a quem ela sucedeu – Mãe Gilda. Na pauta, sua luta pela liberdade de culto e respeito às religiões afro-brasileiras.
Serviço:
Espetáculo Kaiala e batepapo com Ialorixá Jaciara Ribeiro (Ilê Axé Abassá de Ogum)
Dia: 30 de novembro de 2017
Local: Sede da Funceb (Pelô)
Horário: Espetáculo: 15h, bateppao 16h
Quanto: Gratuito, sujeito à lotação do espaço.

Sulivã Bispo apresenta “KAIALA” no Terreiro Bate Folha


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Foto: Andrea Magnoni

A menina Kaiala tem sua vida contada a partir de três pontos de vista: o da avó, do irmão de santo e de uma evangélica. Nestes relatos, o público será levado a refletir temas como racismo, intolerância religiosa e a morte de jovens negros no Brasil. Este é o solo “Kaiala”, protagonizado pelo ator Sulivã Bispo e dirigido Thiago Romero, que será apresentado no Terreiro Bate Folha (Mata Escura).

“Em Kaiala tem um ator que resolveu falar sobre o extermínio da população negra”

Na narrativa, o ator Sulivã Bispo se divide nestes três personagens: “Essas três visões auxiliam na construção do relato que é  fragmentado em flashs e o público vai conhecendo um pouco da religião e da resistência do povo negro”, disse o diretor do espetáculo, Thiago Romero.

A apresentação integra o Festival Maré de Março, que comemora o Mês do Teatro e do Circo e leva 29 espetáculos para 14 espaços diferentes da cidade.

“Kaiala é um alerta do que não pode mais acontecer. É a grande força maternal, que cuida das cabeças e vem passar essa mensagem. Ela traz para a dramaturgia a visão de divindade de maneira muito bela e singela e faz um paralelo com esse momento tão triste que estamos vivendo de intolerância religiosa no país”, explica Sulivã.

Por sua atuação em Kaiala, Sulivã foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro, cuja cerimônia será em abril.

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Foto: Andrea Magnoni

Chega lá..

 

KAIALA, com Sulivã Bispo

Data: 28 de março, terça-feira, 18h30

Local: Terreiro Bate Folha – 1ª Avenida Dionísio Brito Santana – Mata Escura

 

Entrada gratuita, sujeito à lotação do espaço.

 

 

Sulivã Bispo traz KAIALA de volta aos palcos neste fim de semana (20 e 21)


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KAIALA é a divindade das grandes águas, dos mares e oceanos. Na visão Bantu ela é o útero materno que gera todas as espécies, inclusive a raça humana. Esta é a inspiração do ator Sulivã Bispo no espetáculo “KAIALA”, que volta em cartaz em duas apresnetações especiais neste final de semana.

O público terá duas chances de ver este espetáculo, pelo qual Sulivã foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor Ator: dias 20 e 21 – sexta e sábado, às 19h no Espaço Cultural da Barroquinha. No solo, será contada a a história de uma menina de 10 anos assassinada em uma invasão ao seu terreiro.

É a menina Kaiala, que terá sua vida contada a partir de três pontos de vista: o da avó, do irmão de santo e de uma evangélica. Neles, serão levantados temas como racismo, intolerância religiosa e a morte de jovens negros no Brasil. O solo é dirigido por Com direção de Thiago Romero e faz parte do Projeto de Extensão e Experimentação artística PibiexA – UFBA 70 ANOS, que tem Maurício Pedrosa como tutor.

Confira aqui crítica feita pelo ator Ricardo Gonzaga, especial para o Portal SoteroPreta.

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Serviço:
Datas: 20 e 21 de janeiro
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
Valor: R$20 | R$10

*Ficha Técnica*
Direção/cenografia: Thiago Romero
Orientação: Maurício Pedrosa
Figurino: Tina Melo
Iluminação: Alisson Sá
Coreografia: Nildinha Fonseca
Direção Musical: Luciano Bahia
Instrumentista: Sanara Rocha
Direção de Produção: Luiz Antônio Sena Jr.
Produção Executiva: Bergson Nunes, Ícaro Piton e Diego Moreno
Produção: DAGENTE PRODUÇÕES

Desing Gráfico: Diego Moreno
Fotos: Andréa Magnoni

Espetáculo KAIALA volta em cartaz no Espaço Barroquinha


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Ele encantou, emocionou e foi aplaudido demais na primeira temporada de seu primeiro solo, KAIALA, encenado no Espaço Cultural da Barroquinha no início deste mês. Com o sucesso, o ator Sulivã Bispo (Frases de Mainha) retorna para o mesmo espaço com apresentações dias 3, 4, 10 e 11 de dezembro, às 17h. 

“Fazer um espetáculo assim, dessa grandeza de identidade e de pertencimento, é muito importante. Tem sido maravilhoso ter casa cheia, discuntindo racismo, preconceito, denunciando, falando do Orixá, do Nkisse, do Vodun, de uma maneira tão forte nesse momento que vivemos. Isso me toca muito, é especial. Fico emocionado e muito grato a todos”, diz Sulivã.

“O que mais ficou forte pra mim foi falar de intolerância, respeito e, de certa forma, pontuar o Candomblé Bantu, de Angola, que é uma nação que foi muito exterminada no Brasil. Já trabalho há um tempo falando de Candomblé e tudo que exalta nossa cultura e religião é muito importante no momento de intolerância em que a gente vive, esse foi o norte pra conceber esta direção”, diz o diretor Thiago Romero.

Na segunda temporada do espetáculo em que atua no seu primeiro solo, Sulivã Bispo percorre a trajetória da menina Kaiala a partir de três pontos devista: a avó, o irmão de santo e uma evangélica, para discutir temas como racismo, intolerância religiosa e a morte sistemática de jovens negros no Brasil. 

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“É muito emocionante pra mim, com apenas 23 anos, um ator negro que passa tanta dificuldade pra fazer arte nesse país, fazer um primeiro solo falando dessa violência que a gente sofre diariamente por ser de Candomblé. Subir no palco pra falar de intolerância religiosa é muito forte e todo processo me ensinou que é possível fazer uma arte militante, consciente. A partir do momento que nós, dentro do terreiro de Candomblé – um espaço político, de afirmação e de aceitação-, entendermos que incomodamos porque é lá que construímos nossos heróis, nossa herança,a  gente se fortalece. Kaiala me ensinou muito isso” – Sulivã Bispo.

KAIALA é uma divindade das grandes águas, dos mares e oceanos, tida, segundo a visão Bantu, como o útero gerador de todas as espécies, inclusive a raça humana. Com esta referência, a trama conta a história de uma menina de 10 anos, assassinada em uma invasão ao seu Terreiro. Com direção de Thiago Romero, o espetáculo faz parte do Projeto de Extensão e Experimentação artística PibiexA – UFBA 70 ANOS que tem Maurício Pedrosa como tutor. Confira aqui crítica feita pelo ator Ricardo Gonzaga, especial para o Portal SoteroPreta. Ingressos serão vendidos na bilheteria do espaço, R$20/10.  

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Serviço:

Datas: 3, 4, 10 e 11 de dezembro
Horário: 17h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
Valor: R$20,00 inteira | R$10,00 meia
*Ficha Técnica*
Direção/cenografia: Thiago Romero
Orientação: Maurício Pedrosa
Figurino: Tina Melo
Iluminação: Alisson Sá
Coreografia: Nildinha Fonseca
Direção Musical: Luciano Bahia
Instrumentista: Sanara Rocha
Direção de Produção: Luiz Antônio Sena Jr.
Produção Executiva: Bergson Nunes, Ícaro Piton e Diego Moreno
Produção: DAGENTE PRODUÇÕES
Desing Gráfico: Diego Moreno
Fotos: Andréa Magnoni

“Em Kaiala tem um ator que resolveu falar sobre o extermínio da população negra”


ricardogonzagakaialaSabe aquele instante que a gente dá uma sacada no Instagram para dar umas curtidas aleatórias? Tenho me dedicado a isso agora bastante! Foi conselho de minha sobrinha:

– Meu tio, você não curte nada, maior grosseria!

– É?

Amo ver fotografias e charges no Instagram, mas já sei que precisa curtir foto de gente no espelho da academia fazendo um legal com o polegar. Precisa? Uma charge me para: O desenho mostrava um mar revoltado, destroços de embarcações e no meio de tudo isso, uma criança negra tentando sobreviver em cima de uma tábua. Discussão pra um milênio, né? Mas ainda tinha a frase embaixo: “Ninguém é Haiti”.

Vixe, verdade, já fomos até Charlie! Silêncio! Mas já se conta mais de mil mortos pelo furacão Matthew no Haiti. Silêncio. Nem fama Matthew teve! Quem é Matthew? A morte de mulheres, homens, idosos e até crianças do Haiti não nos causa identificação, comoção e interesse a esse ponto, Matthew!

kaialasulivabispoSilêncio nas redes sociais e grande mídia! Não falamos desse assunto nas grandes rodas também, óbvio. Silêncio! E foi esse silêncio que me levou a ver Kaiala, no Teatro da Barroquinha.

Em Kaiala tem um ator, que resolveu falar sobre o extermínio da população negra em nosso país, Sulivã Bispo.

Ele se utiliza das memórias de uma avó, de um adolescente irmão de candomblé e uma evangélica para recontar a vida e morte de uma garota de 10 anos que foi morta durante uma invasão ao seu terreiro. Motivo: intolerância religiosa.

Silêncio! O extermínio da população negra brasileira, nas grandes e pequenas cidades não nos comove, ainda que aconteça aqui ao nosso lado. Silêncio!

É desse ponto que o espetáculo Kaiala parte para sua narrativa metalinguística-poética. O espetáculo aconteceu no Teatro da Barroquinha, na antiga Igreja da Barroquinha, local que remete aos fundamentos das religiões de matriz africana no Brasil. Discussão pra um século e meio se não tiver paradas pro café e banheiro.

Acompanhado por toques de percussão, Sulivã Bispo, vestido predominantemente de branco, entra pelas portas da igreja-teatro iniciando o espetáculo embalado numa paz de Oxalá.

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Já tá dito, né? Não. Sulivã diz mais, sem economias e sem excessos, ele percorre fácil pelos três personagens completamente distintos, mas que estão ligados intimamente por questões afetivas e espiritual (a avó e o adolescente) mas também por conflitos pessoais e étnico-religiosas (a evangélica). Assim como o ator, que é negro e praticante de religião de matriz africana, também está muito próximo dessas pessoas.

Sulivã está em casa e empresta e remonta trejeitos, frases, formas de falar e ser bem típicas do povo negro e de terreiro de Salvador.

Tudo é narrado de uma forma muito familiar, simples e envolta nas relações cotidianas, buscando essa identificação do público com essas personagens, com a vida dessa menina assinada de uma maneira tão violenta e estúpida.

sulivabisbokaialaÉ um recado bem dado, uma intervenção necessária, muito necessária. Sabe um diálogo bom? É bacana ver um artista dando seu recado e dando bem dado, principalmente no teatro, que é tão penoso para se produzir. Saí contente da apresentação!

O artista tem essa função, arte é esse veículo! Sulivã tem identidade. E essa identidade está na expressão dele! Obrigado pelo encontro da noite!

Pontos para a direção precisa de Thiago Romero, texto, cenografia, luz, figurino, trilha sonora, executada ao vivo, tudo redondinho!

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E no mais, é poético, está dito pelo todo! Pelo local, pelo cenário, pelos corpos, pelos gestos, pelos cheiros, pelas luzes, pelas aguás, pelos espelhos, pelos olhares, pelos trejeitos, pelos risos, pelo amor, pela violência, pelo diálogo, pela narrativa inteligente, pela magia… Rolou mágia! Muita! É um solo-performance curtinho e ótimo de ver! E necessário! “O Haiti não é aqui”, mas… “pense do Haiti”!

Tem mais apresentações: dias 3 a 6 de novembro, às 19 horas,

no Teatro Gregório de Matos agora.

Crítica de Ricardo Gonzaga para o Portal SoteroPreta.

Fotos: Andréa Magnoni

Teatro Gamboa Nova tem artes cênicas negras na pauta de novembro! Venha ver!


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Foto Dan Rammirez

No Mês da Consciência Negra o Teatro Gamboa Nova busca formas de dialogar com este marco. O negro consciente de si, de seu intenso tempo, beleza, sua voz e participação em todas as esferas culturais e sociais, mesmo diante da brutal adversidade racial por todo o mundo.

Confira a programação:

CINE

Mostra de Curtas Ouriçado Produções

01 a 30/11 (qua a dom)

antes das apresentações com autorização prévia das produções – GRATUITO

Canal de humor negro (essencialmente feito por negros) que para além do humor lança mão do audiovisual para discutir questões como representatividade, racismo e preconceito.

EXPOSIÇÃO

10 anos de Boa Nova – Galeria Jayme Fygura

01 a 30/11

quarta a sábado das 16h às 20h e domingo das 15h às 17h – GRATIS

Imagens diversas, com conteúdo afetivo e visual da história do projeto Gamboa Nova, através da colaboração de diferentes artistas que ilustraram as capas das programações do teatro nos últimos anos.

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Fto Andreia Magnoni

OFICINA

Turbantes para Cerimoniais – Tulany

13/11 (segunda) – 15 às 17h – Valor R$ 50 (inscrição no dia – levar tecido a partir de 1m/lotação 30 pessoas)

Aristóteles Guerra Filho, conhecido como Tulany – nome de origem africana ‘aquele que tira raízes e abre caminho’ – é artista plástico, educador, artesão e agente de mudanças sociais há mais de 40 anos no Centro Histórico de Salvador. Oferece esta oficina como resgate e preservação da cultura afro-brasileira, com ênfase na reconstrução da identidade étnico-cultural.

TEATRO-PERFORMANCE

Rosas Negras- Nata (Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas)

01, 02, 03, 08, 09 e 10/11 (quartas, quintas e sextas) – 20h –  R$20 (inteira)/ R$10 (meia)

sessão extra dia 10 (sexta), 16h, apresentação gratuita para escolas

Espetáculo solo de Fabíola Nansurê, com direção de Diana Ramos, que integra o Natas em Solos – Seis Olhares sobre o Mundo, projeto artístico-investigativo que ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra.

CLASSIFICAÇÃO: Livre

Coisa de Viado – ONG Bumbá Escola de Formação Artística

04 (sábado) – 20h / 05/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)

Performance que desvela questões importantes do universo lgbt, tirando o véu de temas como diversidade de gênero, transexualidade, invisibilidade lésbica, com foco também étnico/racial, ao refletir sobre o esteriótipo da ‘bicha preta da favela’.

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

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Fto Andreia Magnoni

Oralidade Africana- O Caminho de Volta – Grupo Teatral Ayá

11/11 (sábado) – 17h + 20h (duas sessões)-  R$10 (inteira)/ R$5 (meia)

Um teatro experimental, onde o corpo negro tem livre expressão de si e sobre si, de forma afrocentrada e dinâmica, trazendo para o palco temas como África tradicional e Cultura Afro- brasileira.

CLASSIFICAÇÃO: Livre

FESTIVAL

UFNA – Ubuntu Festival de Negras Artes II 

15, 16, 17, 18  + 22, 23, 24, 25/11 (quarta a sábado) – 20h

19 e 26/11 (domingo) – 17h – R$20 (inteira)/ R$10 (meia)

Em sua segunda edição, traz como tema Artes Entrecruzadas, levando ao palco do teatro Gamboa Nova diversos artistas negros nas mais variadas linguagens artísticas. O festival nasceu em 2016, idealizado por Leno Sacramento, Naira da Hora, Shirlei Sanjeva e Luciene Brito.

1º Semana

15/11 (quarta-feira) – Eles não me disseram isso – 16 anos

16/11(quinta-feira)  – Candomblackesia – livre

17/11 (sexta-feira) – EntreLinhas – 14 anos

18/11 (sábado) – En(cruz)ilhada – livre

19/11(domingo) – Banda confusão – livre

2º Semana

22/11(quarta-feira) – Ardor – livre

23/11 (quinta-feira) – Performáticos Quilombo – livre

24/11(sexta) – Kaiala- livre

25/11 (sábado) – Slam das Minas – livre

26/11 (domingo) – Visita –  Show musical de Alexandra Pessoa – livre

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SARAU

Boi da Cara Preta – ONG Bumbá Escola de Formação Artística

30/11 (quinta) – 20h – R$20 (inteira) / R$10 (meia)

No mês da celebração da consciência negra, a Bumbá leva ao público a força da arte negra feita por artistas de Salvador. Performances, poesias, documentário, danças e música, com o intuito de promover a valorização dos mais diversos cantos e periferias da cidade. 14 anos

Festival “A Cena Tá Preta” leva artes negras ao Vila Velha este mês!


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Foto Juan Rodriguez

Em outubro acontece em Salvador a VIII edição do Festival A Cena Tá Preta, realizado pelo Bando de Teatro Olodum. Serão dez dias de programação (de 13 a 22 de outubro de 2017), reunindo no Teatro Vila Velha artistas da música, literatura, teatro, dança, moda, cinema e performance.

As mulheres serão maioria na programação do Festival, desde a abertura no dia 13 de outubro, 20h, que terá a jornalista e youtuber Maíra Azevedo, apresentando ‘De Cara com Tia Má’ criado especialmente para a ocasião, abordando de forma bem humorada questões afetivas e políticas do cotidiano das mulheres negras.

Outro sucesso do YouTube que integrará o Festival é o ator Sulivã Bispo do popular ‘Frases de Mainha’, que apresentará o elogiado monólogo ‘Kaiala’ (20/10, 20h), evidenciando as questões religiosas que envolvem as mulheres negras.Para quem tem interesse em adentrar o universo das mídias digitais com engajamento a oportunidade é participar da Oficina Estratégias Criativas para YouTube (21/10, 9h às 12h) com Murilo Araújo, que compartilhará suas experiências no canal ‘Muro Pequeno’., com mais de 80 mil seguidores.

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Entre as oficinas que serão oferecidas gratuitamente durante o Festival A Cena Tá Preta está ‘Heels Class’ (18/10, 9h às 12h) de como arrasar na dança em cima de um salto alto, ministrada pela bailarina e coreógrafa Arielle Macedo do Rio de Janeiro, que integra o time de dançarinas dos shows e clipes da cantora Anitta e também do seriado Mister Brau (Rede Globo).

De Pernambuco vem o ator e diretor Samuel Santos, que apresentará na oficina O ator total: o corpo ancestral, uma atividade de treinamento para o ator pela prática com exercícios que acionam o corpo a pensar a interpretação, dia 14/10, 9h às 12h.

As oficinas possuem vagas limitadas e as inscrições já podem ser realizadas por meio do formulário:  Clique aqui

Os talentos do Bando de Teatro Olodum também estarão em cena com: o infantil Áfricas (Dia 15, 11h), a oficina Cena Sonora com Jarbas Bittencourt (Dia 14/10, 9h às 12h), o humor crítico de Érico Brás e Kênia Maria no stand up Double Black; lançamento do livroCalu, a menina cheia de histórias (Editora Malê), de Cássia Vale e Luciana Palmeira (Dia 22, 11h); leitura dramática de um texto inédito de Lázaro Ramos, “Gusmão – o coelho que queria mais” (Dia 17, 19h); e o espetáculo “O Corpo na Cena”, dirigido pelo coreógrafo Zebrinha com dança, música, canto lírico e desfile de modelos trans (Dia 19, 19h).

 TEM MUITO MAIS: R$ 20 e R$ 10 (meia)

 

Dia 14/10 // sábado // 20h

Teatro Mundaréu, solo de Thiago Romero

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 15/10 // domingo // 19h

Música Território Conquistado, show de Larissa Luz

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 16/10 // segunda-feira // 9h

Palestra O Negro no Audiovisual, com os cineastas Thamires Vieira e Antônio Olavo

Gratuita

Dia 16/10 // segunda-feira // 19h

Cinema Exibição do filme Travessias Negras, de Antonio Olavo (2017)

Gratuita

Dia 17/10 // terça-feira // 19h

Leitura dramática do texto Libertè, de Elísio Lopes Jr., com Valdinéia Soriano e Lúcio Tranchesi, direção de Ridson Reis

Gratuita

Dia 18/10 // quarta-feira // 19h

Performance Mulheres do Àse – Uma performance ritual, roteiro e direção de Edileusa Santos; com Fátima Carvalho, Sueli Ramos, Tânia Bispo e Sandra Santana

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 22/10 // domingo // 11h

Teatro Áfricas, espetáculo infantil do Bando de Teatro Olodum

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Dia 22/10 // domingo // 19h

Música Luedji Luna no show Cais e Sais

R$ 20 e R$ 10 (meia)

Saiba muito mais da programação no site do Vila Velha. 

Grupo NATA convida Koanza Auandê em AfroJam no Casarão do Lord


Koanza Aundê - Sulivã Bispo

O ator Sulivã Bispo (Frases de Mainha, Kaiala) subirá ao palco do Casarão do Lord nesta quarta-feira (3) com a performance da transformista Koanza Auandê, integrando a programação da festa AfroJAM, encontro cênico-musical do Núcleo Afro Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA.

A partir das 19h, o NATA lançará o projeto OROAFROBUMERANGUE, uma série de ações artísticas que acontecerão entre 2017 e 2018, nos municípios de Alagoinhas e Salvador. Lá, o público conhecerá todo calendário, que terá início com uma curta temporada do espetáculo Exu – A Boca do Universo, de 4 a 7 de maio, no Teatro Gregório de Mattos.

Ações

Durante o ano de 2017, serão realizadas oficinas para comunidade de Alagoinhas, duas edições do IPADÊ – Fórum NATA de Africanidade (Alagoinhas e Salvador), temporadas do projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo (Alagoinhas e Salvador), manutenção e montagem do espetáculo Oxum. Ocorrerá ainda nas duas cidades a realização do Sarau Noites Afro-Poéticas e, em janeiro de 2018, a volta do espetáculo Sire Obá.

Saiba mais sobre OROAFROBUMERANGUE.

Nesta quarta (3), veja a programação gratuita da AfroJam, a partir das 19h

Preta-Boca Negra – Show Com Joana Bocanera

Encontro – Coreografia Fabíola Júlia e Katson Freitas

Koanza Auandê – Show drag de Sulivã Bispo

OROAFROBUMERANGUE – Apresentação do Nata

Tambores Narrativas – Performance Sanara Rocha

Batuque Pocket – Thiago Romero E May Pitanga

DEPRETO – Discotecagem Nando Zâmbia

DJ Andrea Martins

DJ Eduardo Santiago

 

Só chegar:

Serviço

O quê: AfroJAM – lançamento do projeto OROAFROBUMERANGUE

Onde: Casarão do Lord – Rua São Miguel, Pelourinho

Quando: 03 de maio, a partir das 19h

Entrada: Gratuita (Bebida paga individualmente)

Teatro Negro em destaque dentre indicados ao Prêmio Braskem 2016


A 24ª edição do Prêmio Braskem de Teatro será especial para arte negra este ano. Na lista de indicações recém divulgadas pela Caderno 2 Produções – realizadora da premiação – estão nomes como os atores e diretores Thiago Romero e Ridson Reis, as atrizes Claudia Di Moura e Eddy Veríssimo, o ator Sulivã Bispo e o escritor Gildon Oliveira.

A premiação será nesta quarta (19), às 20h, no Teatro Castro Alves. 

O Prêmio Braskem é a premiação mais tradicional da dramaturgia na Bahia que – anualmente – reconhece o trabalho de atores, diretores, figurinistas e demais profissionais que atuam na produção teatral no estado.

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Foto: Dôra Almeida (Claudia Di Moura em “O Galo”)

Me considero uma atriz empreendedora, eu construo minhas oportunidades. Do contrário, talvez nem estivesse em cartaz esse ano, como nos outros. Escolho o meu time, sou audaciosa e acredito que a história tá mudando. Nós negros estamos provocando discussões, entrando na roda, aumentando o volume da coragem e do enfrentamento. Esse ano, tivemos um recorde de negros indicados, isso prova que estamos avistando um tempo novo! “- Cláudia Di Moura, indicada Melhor Atriz por “O Galo“.

Além do reconhecimento, a revelação de novos talentos também faz do Prêmio um dos momentos mais esperados. É o caso do ator do Bando de Teatro Olodum Ridson Reis, indicado por sua primeira direção teatral, na peça “O Contentor (O Contêiner)”, que traz a saga de três africanos tentando chegar à Europa clandestinamente.

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Foto Shai Andrade

“Passa um pequeno filme de todo o processo, toda dificuldade de realizar um projeto independente, sem nenhum apoio financeiro. É muito bom ser reconhecido pelo trabalho, ainda mais quando se é um jovem negro e periférico fazendo arte de gente rica. Se ser artista na atual sociedade é difícil, imagina pra quem tem que lutar todos os dias pra não ser morto. Por isso fico feliz de ter sido indicado e de estar acompanhado de bons amigos artistas negros. Essa indicação também serve pra lembrar que é preciso falar sobre os quase 4 mil mortos em 2016, tentando sair da África em busca do sonho de uma vida melhor”, afirma Ridson.

E a alegria da primeira indicação pelo primeiro trabalho também fica com a atriz Eddy Veríssimo por sua atuação em “Sobejo”, seu primeiro solo. Na trama, Eddy leva ao palco a dor, o sofrimento e a luta por sobrevivência de uma mulher vítima de violência doméstica. “Sendo indicada em meu primeiro solo é muita felicidade, principalmente com um espetáculo que retrata a violência contra nós mulheres. Pude dar meu corpo, minha voz, meu olhar, minha vida para essa personagem Georgina Serrat, uma dona de casa que durante anos depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e, como muitas mulheres do nosso tempo, tem seus sonhos frustados pelas agressões de um marido violento”, diz.

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Foto: Andréa Magnoni

A peça é escrita e dirigida pelo ator, dramaturgo, diretor e figurinista, Luiz Buranga. “Foi uma surpresa maravilhosa para nós da equipe essa indicação da atriz Eddy Veríssimo, sabemos como o Teatro em espaço alternativo é visto. Uma companhia de teatro que faz espetáculo num lugar não convencional, sem conforto, num bairro deserto, sem glamour, sem cortina e poltronas de veludo: a quem interessa esse teatro off off off? Valeu a pena todo tempo e trabalho investido, cada noite mal dormida pensando na melhor forma de fazer e ter um bom resultado e que o público saísse da nossa casa pensando que o Teatro acontece em todos os espaços – independente de luxo e grandes estruturas”, enfatiza Luiz Buranga.

“Fazer sobejo foi um presente, e o resultado está aí: o reconhecimento do meu trabalho como atriz junto com toda equipe. Passou um filme na minha cabeça de todo processo que passei pra chegar até aqui! Dei tudo de mim, como faço em todos os meus trabalhos, mas esse foi especial por ser meu primeiro solo”, comenta feliz, Eddy Veríssimo.

Sexualidade na pauta das indicações

Resultado do projeto do Teatro da Queda de revitalização do Beco dos Artistas, tradicional espaço da comunidade gay de Salvador, o espetáculo “REBOLA!” faturou quatro indicações: melhor espetáculo, texto, melhor ator (Sulivã Bispo) e melhor direção de Thiago Romero. Da produção ao elenco, a presença negra é majoritária na peça. Dentre eles, o ator Thiago Almasy fala deste significado.

“É, para mim, um acontecimento em Salvador. Um espetáculo onde estamos nos expondo do começo ao fim, usando salto-alto, muita maquiagem, suando, escorregando, dançando e cantando. Com pautas cada vez mais caras nos teatros e artistas mais preocupados com qualquer coisa que não seja comunicar-se com o público – cada vez mais escasso, diga-se de passagem – esse espetáculo é um grito de resistência”, diz.

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Banco de Imagens

Com texto de Daniel Arcades e direção musical de Jarbas Bittencourt, “REBOLA!” problematiza e homenageia a criação e resistência de espaços de articulação para a comunidade LGBTQI.

“A normatividade não quer discutir negritude, muito menos homossexualidade, e o REBOLA! faz os dois, de maneira debochada e, ao mesmo tempo, incisiva. É sobre querer o bom do outro, sobre curar as dores com doses e mais doses de sorriso. É muito bom estar ao lado de pessoas que olham para Salvador e suas questões com outros olhos, e o Teatro da Queda vem buscando esse tipo de linguagem. Fico muito feliz pelas indicações ao Prêmio Braskem, que por si só já é um grande reconhecimento” – Thiago Almasy.

Indicado ao Prêmio pela direção do espetáculo, o ator Thiago Romero – reitera a importância deste debate. “Um projeto que fiz com muito amor e por responsabilidade politica, pois pensamos muito nesta questão do gay na cena. É fruto de um tempo de pesquisa e de um trabalho muito responsável que o Teatro da Queda vem fazendo. A indicação é importante pra um grupo de Teatro que fala desse tema, qualquer reconhecimento é importante pra que consigamos ocupar todos os espaços”, diz.

Sulivã Bispo: três palcos, três indicações

Um dos mais novos talentos negros do Teatro baiano, o ator Sulivã Bispo tem três motivos para celebrar nos palcos: foi indicado por sua atuação nas peças “REBOLA!”, “Romeu e Julieta”, sob direção de Harildo Déda, e “KAIALA“, seu primeiro solo.

“É um misto de valorização, força e incentivo a essa arte que a gente faz com muita garra. É uma honra, enquanto ator negro militante, que busca levar a política de afirmação através da arte. Quando fazemos essa arte politica é muito mais difícil, pois temos que fazer esse discurso ecoar, conquistar outros públicos, pois ela precisa formar, conscientizar. “REBOLA!” foi um divisor de águas em minha vida por ter me ensinado a ser um ator mais consciente e responsável com as questões de gênero e sexualidade; “Romeu e Julieta”, um presente estar sob a direção do mestre Déda, que me ensinou muito. E “KAIALA”, um monólogo contra o racismo, opressão e a intolerância religiosa. A indicação é um reconhecimento desta luta, um incentivo pra que a gente não pare. Precisamos ser novos heróis, a arte que faço é isso e que bom que ela está sendo reconhecida” – Sulivã Bispo. 

kaiala sulivã bispo
Foto: Andreia Magnoni (KAIALA)

 

Na categoria “Texto” teve indicação para o escritor Gildon Oliveira, com o espetáculo infanto juvenil, “Avesso”, uma livre adaptação de “Divertida Mente”, animação vencedora do Oscar em 2015. “Avesso” também concorre como melhor espetáculo nesta categoria.

A indicação ao Prêmio Braskem de Teatro é uma forma de reconhecimento, por isso sempre importante. Infelizmente só há uma premiação para o teatro em Salvador e acredito que é preciso existir muito mais. Merecemos e precisamos pelos artistas que somos.  Como artista e negro, trabalho pelo desejo de inquietar e assim afetar, pois acredito – parafraseando Mário Quintana – que livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas. Assim sendo, quero a sorte grande que minhas palavras mudem pessoas.” – Gildon Oliveira. 

A Comissão Julgadora do Prêmio Braskem de Teatro é composta por Bertho Filho, Gordo Neto, Hilda Nascimento, Jackson Costa e Kátia Borges. Dentre as categorias estão Espetáculo Adulto, Espetáculo Infantojuvenil, Direção, Ator, Atriz, Texto, Revelação e Categoria Especial. Foram avaliadas 53 peças em cartaz em Salvador entre abril e dezembro de 2016.

Colaboradorxs


O Portal SoteroPreta possui a contribuição de autores em diversas áreas da Cultura Negra. São narrativas de Salvador e outros estados que, de forma permanente, acrescentam seus olhares e percepções das realizações negras no campo da Cultura. Conheça:

 

Luciane Reis

Luciane Reis é publicitaria, idealizadora do MerC’afro e pesquisadora de Afro empreendedorismo, Etno desenvolvimento e negócios inclusivos.

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pec 55 e negrosÍcaro Jorge, 19 anos, é fundador e conciliador de histórias do Ocupa Preto, blogueiro, youtuber e mobilizador social.

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Davi NunesDavi Nunes  é mestrando no Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem- PPGEL na Universidade do Estado da Bahia- UNEB, graduado em Letras Vernáculas pela mesma instituição, é poeta, contista e escritor de livro Infantil.

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hisan2

Hisan Ferreira é em Produção Cultural pela PRACATUM, criador da Fanpage Meu Crespo.

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suzana batistaSuzana Santos Batista, Jornalista, jovem negra e feminista, capoeirista.

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coletivo crespas e cacheadasO Coletivo Cacheadas e Crespas de Salvador, com a coluna “Ouriçadas!”, reúne as soteropretas, Sâmara Azevedo, 35 anos, professora de Língua Portuguesa da Rede pública estadual, Fundadora do Coletivo; Fernanda Borges, 38 anos produtora cultural e coordenadora do Armazém Cenográfico do TCA, é Adm do Coletivo; Ana Paula Couto, 34, administradora, moderadora do Coletivo.

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ricardogonzagakaiala

 

Ricardo Gonzaga é ator e diretor teatral.

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josi acosta

 

Josi Acosta é atriz, professora de teatro e produtora cultural.

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Frida Costa

Frida Costa é redatora publicitária, assessora de imprensa, social media e integrou a equipe do A Tarde Online. Descobridora dos sete mares, vive procurando músicas e artistas “desconhecidos”, documentários e filmes independentes.

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