Insubmissão na FLICA: Lívia Natália e Cidinha da Silva são as convidadas dos Diálogos Insubmissos!


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Lívia Natália

A insubmissão vai chegar em Cachoeira, afro! Os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras, projeto idealizado pela doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, estará na principal festa literária do estado, que originou muitas outras. Este será o primeiro de muitos – com certeza – que virão por aí. E não podia ficar por menos. As insubmissas vão chegar com peso na no Casa Educar para Transformar/IPHAN. Tudo aberto ao público, sem inscrições.

Confira aqui tudo que rolou nos Diálogos Insubmissos!

Nos dias 6 e 07 de outubro (sexta e sábado) e em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), o público poderá compartilhar da literatura feminista e negra das escritoras Cidinha da Silva e Lívia Natália, que farão um “afetuoso bate-papo com sessão de autógrafos, lançamento e pré-lançamento de dois títulos de cada escritora.

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Camila Sodré e Mayana Rocha

No dia 6 (sexta), às 16h, os Diálogos receberão Cidinha da Silva, que lançará seu livros “#Parem de nos matar” e “Canções de Amor e Dengo”. Na mediação do bate papo será Camila Sodré de Oliveira Dias, mestranda em Estudo de Linguagens PPGEL/UNEB que há cinco anos se dedica ao estudo da literatura produzida por escritoras negras brasileiras.

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Cidinha da Silva

No sábado (7),  o papo e o afeto serão com a poeta Lívia Natália, que lançará seu mais recente livro “Dia bonito para Chover”, também às 16h. Aqui a mediação será por conta de Mayana Rocha Soares, doutoranda no Programa de Pós-graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT/UFBA), com pesquisa voltada para a lesbianidade em textos literários contemporâneos.

Entre julho e agosto, os Diálogos Insubmissos reuniram mais de mil pessoas em seus debates, culminando com a presença da origem de tudo: Conceição Evaristo, em uma mesa dos Diálogos na Festa Literária do Pelourinho – a FLIPELÔ. Confira aqui como foi toda essa insubmissão.

Então AGENDE-SE:

06/OUT – Bate-Papo com escritora Cidinha da Silva + Lançamento dos livros #Parem de nos matar e Canções de Amor e Dengo

Mediadora: Camila Sodré de Oliveira Dias

Horário: 16h
Local: Casa do Governo – Cachoeira
Entrada Gratuita

07/OUT – Bate-Papo com a poeta Lívia Natália + Lançamento do livro Dia bonito para Chover

Mediadora: Mayana Rocha Soares

Horário: 16h
Local: Casa do Governo – Cachoeira
Entrada Gratuita

 

 

 

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras debaterá obra de Conceição Evaristo


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“(…) E, quando se escreve, o comprometimento (ou o não comprometimento) entre o vivido e o escrito, aprofunda mais o fosso. Entretanto, afirmo que, ao registrar estas histórias, continuo no premeditado ato de traçar uma escrevivência.”

Assim introduz Conceição Evaristo a sua obra Insubmissas lágrimas de mulheres, lançada em 2011. Os relatos de mulheres negras ao longo dos contos escritos por Evaristo serão estudados e analisados na atividade intitulada “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”, que será realizada em julho, em Salvador.

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Dayse Sacramento

A atividade faz parte do projeto de pesquisa da doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, “Violências contra mulheres negras e as suas “insubmissões”, contemplado no PIBIC/IFBA em 2017, junto à orientanda – bolsista do PIBIC – Jilmara Santos de Jesus.

Dayse organiza a atividade, que trará Mesas Temáticas com a presença de pesquisadoras negras em três encontros. Em cada um serão debatidos dois contos, que serão mediados também por mulheres negras de diversas áreas, como Direito, Filosofia e Literatura.

“A partir destas atividades, buscaremos refletir sobre como as relações que são tecidas na sociedade  impõem  às  mulheres  negras  (e  a  outros segmentos  discriminados)  condições  de  vulnerabilidades, no que se refere aos  direitos humanos,  acesso  à  bens  culturais,  inclusive  no  que tange as políticas públicas”.

Convidadas

Os debates tem como intuito identificar violação dos direitos das mulheres no texto literário de Conceição Evaristo e como elas representam o cenário social brasileiro.
Para tanto, já estão confirmadas presenças como as da mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela.
Na mediação, a socióloga e doutora em Sociologia, Marcilene Garcia e a poetiza e estudante de Jornalismo, Joyce Melo. 

Insubmissas lágrimas de mulheres Conceição Evaristo

A escrevivência de Conceição Evaristo

Ela escreve sobre exclusão, racismo, sexismo, violências. Em seus textos, a autora denuncia com sua Literatura que aborda o universo das mulheres negras.

Prosa ou pela poesia, Evaristo é aclamada por sua narrativa forte e ao mesmo tempo sensível, que busca sempre a realidade e a dureza do cotidiano.
Oriunda de uma favela da zona sul de Belo Horizonte, conciliou seus estudos com trabalho de empregada doméstica. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.
Em breve mais informações aqui no Portal. Até lá, segue a página do evento. 

#Entrevista – Dayse Sacramento e os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras!


Em 13 contos, mulheres negras são protagonistas de relatos de dores, desejos, medos, mas também de resistência. Assim, a escritora Conceição Evaristo apresenta sua obra Insubmissas lágrimas de mulheres, lançada em 2011. Esta obra será foco de debates no mês de julho, em Salvador, na atividade intitulada “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”. 

A escrevivência  de Evaristo estará em análise por mulheres negras convidadas pela organizadora, a doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, cuja ideia surgiu a partir de sua pesquisa “Violências contra mulheres negras e as suas “insubmissões”, contemplada no PIBIC/IFBA em 2017, junto à orientanda – bolsista do PIBIC – Jilmara Santos de Jesus.

Serão três Mesas Temáticas, com a presença de pesquisadoras de diversas áreas, como Direito, Filosofia e Literatura.

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Dayse Sacramento   Foto – Andréa Magnoni

Dayse Sacramento nos falou como surgiu todo este projeto:

Portal Soteropreta – Quem é Conceição Evaristo pra você?

Dayse Sacramento – Conceição Evaristo é uma das mulheres negras mais importantes da literatura afro-brasileira e que nos mostra que é possível um fazer literário com uma voz feminina negra Que esta é uma voz polissêmica, ela fala com a voz de muitas de nós. Este livro, em especial, sempre me chamou atenção pela forma como ela faz denúncias de como a sociedade brasileira direciona para as mulheres negras vários dispositivos de violência e estas mulheres não sucumbem. Resistem, caem, mas sempre levantam e até as suas lágrimas são insubmissas.

Portal Soteropreta –  E como surgiu a necessidade desta pesquisa?

Dayse Sacramento – Primeiramente, da necessidade de refletir sobre o cotidiano de mulheres negras que a autora nos apresenta através de suas personagens. Sobretudo em tempos de dados alarmantes de feminicídio lesbofobia, intolerância religiosa, e outras formas de opressão. Insubmissas Lágrimas de Mulheres é uma obra que contempla narrativas da realidade de muitas de nós. Trazer este debate através do texto literário é um compromisso que assumimos no estudo, aliado a uma crítica que legitime e visibilize o combate à violência contra mulheres negras. Assim, o Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras é uma atividade que buscará legitimar e consagrar a produção da autora.

Portal Soteropreta – Suas convidadas, Dayse, o que elas tem em comum?

Dayse Sacramento – São todas elas mulheres negras que, em alguma medida, dentro do seu campo de produção do conhecimento, discutem, combatem questões de gênero e raça. São sensíveis – tanto à produção de Conceição Evaristo, como assumem o compromisso de tornar o mundo melhor para as mulheres.

Portal Soteropreta – Como ela se deu e quais seriam seus principais legados para Literatura e Cultura negras?

Dayse Sacramento – Nós, negras e negros, precisamos, cada vez mais, acolher, apoiar, conhecer e distribuir as nossas produções, sobretudo entre nós. É inconcebível que autoras e autores negros permaneçam escondidos em detrimento de um cânone literário que é racista, classista, e que direciona muitos impedimentos a uma escrita negra. Desde as condições de produção e do fazer artístico literário, até a publicação e distribuição de livros.

Portal Soteropreta – O que você espera alcançar com os Diálogos?
Dayse Sacramento – Espero que as pessoas acessem o texto literário e que reconheçam a produção intelectual de mulheres negras. Afinal, se nós não nos lermos, não disseminarmos nossas vozes pretas, quem o fará? Deste modo, vamos conversar sobre a obra, dialogar sobre pontos de vista distintos, mediadas pela força-palavra de Conceição, que nos toca, inquieta e fortalece.

Veja aqui toda programação dos Diálogos, quem são as pretas convidadas para mediar estas leituras. O Portal Soteropreta é parceio deste projeto e divulgará, ao longo do mês, a programação completa!

Denise Carrascosa, Manoela Barbosa e Dayse Sacramento iniciam os Diálogos Insubmissos!


Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras
Denise Carrascosa

O Espaço da Barroquinha ficará pequeno para tanta preta no próximo dia 11, terça-feira. A partir das 19h, todos os caminhos de quem não dispensa um bom encontro literário levarão para lá, onde vai começar o projeto Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras. A expectativa é grande para os quatro dias de debates sobre a obra da escritora Conceição Evaristo intitulada “Insubmissas lágrimas de mulheres”, que reunirão intelectuais negras baianas.

 

Os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras são o resultado de um projeto de pesquisa em Literatura, desenvolvido no IFBA, campus Salvador, que se propôs a criar uma cena de debates e reflexões sobre a violência contra as mulheres negras, aliada à uma ótica das insubmissões destas mulheres que entrecortam as narrativas dos contos de Conceição Evaristo.

Os diálogos da noite de abertura serão comandados pela professora de Literatura da Ufba, Doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa e a graduada em Filosofia pela UESC e Mestra em Crítica Cultural pela UNEB, Manoela Barbosa.

Denise se debruçará sobre o conto “Shirlei Paixão”, enquanto Manoela terá como tema o conto “Lia Gabriel”. São histórias que traduzem afetos, reflexões e vivências de mulheres negras sob a escrevivência de Evaristo. Minutos antes serão feitas inscrições e certificados de ouvinte serão dados, com carga horária de 3h.

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras
Manoela Barbosa

Os diálogos serão mediados pela idealizadora do projeto, a feminista negra, graduada em Letras e mestra em Crítica Cultural, Dayse Sacramento.

Julho das Pretas!

O projeto está dentre os inúmeros que inundarão a cidade nos próximos dias dentro do “Julho das Pretas”, quinta edição de uma programação coletiva articulada pela organização Odara – Instituto da Mulher Negra com outras entidades de mulheres negras da Bahia. Este ano, o Julho traz como temática central “Negras Jovens e as lutas de enfrentamento ao racismo, a violência e pelo bem viver” e tudo gira em torno do 25 de Julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

#DiálogosInsubmissos – Debates serão encerrados com Conceição Evaristo e sua “Escrevivência”

PROGRAME-SE!

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras – Abertura

Quando: 11/7 (terça), às 19h
Onde: Espaço Cultural da Barroquinha
Quanto: Entrada Gratuita – Inscrições no local minutos antes da atividade
+ Sujeito a lotação do espaço

#DiálogosInsubmissos – Cristian Sales e Lindinalva Barbosa analisam escrevivência de Evaristo


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Cristian Sales

INSUBMISSAS: uma palavra bem repercutida nos últimos dias nas redes. Ela tem sido o tom do projeto Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras, que vem reunindo mulheres pretas da cidade em torno da obra da escritora Conceição Evaristo. O evento, que já aconteceu no Espaço Cultural da Barroquinha, onde começou, e no Goethe Institut, agora se prepara para chegar ao Pavilhão de Aulas da UFBA, em Ondina.

O terceiro encontro dos Diálogos será com a ativista do Movimento Negro e de Mulheres Negras há mais de 30 anos, mestra em Estudo de Linguagens/UNEB, com pesquisa sobre trajetórias intelectuais negras e literatura negra. Estamos falando da educadora e egbomi do Terreiro do Cobre, Lindinalva Barbosa, que analisará o conto Mary Benedita.

“Mary Benedita é uma mulher ávida de escuta, talvez por reconhecer a sua própria vida como um livro carregado de histórias originais e cheias de valor.  Desejosa de reconhecimento como  intelectual e poliglota,  Benedita  é também uma artista viajada que vagueia o mundo desde a infância, na interiorana cidade de Manhãs Azuis” – Lindinalva Barbosa.  

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Lindinalva Barborsa [Foto Fafá M. Araújo

Para Lindinalva, a escrevivência de Conceição Evaristo reúne, “em amálgama, um universo de possibilidades de existir-mulher”. “Insubmissas são todas elas, derramadas em narrativas nas quais nos refletimos e reconhecemos, ora numa passagem da vida ou no ato de sonhar;  ora num gesto ou movimento. Assim, Mary Benedita (a que veio sôfrega da escuta sobre seus vôos) também me tocou mais fundo com sua ânsia de viver e de ser vista/ouvida”, diz.

Outra realidade também estará na roda: o conto de Regina Anastácia, que será analisado por Cristian Sales. Professora universitária e doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian lembra que a narrativa chama atenção por causa de um dos nomes da personagem-protagonista: Anastácia. “Anastácia foi sentenciada a usar uma máscara por um senhor de escravos, mas é preciso dizer que ela possuía um corpo negro insubmisso que, embora violentado e agredido simbólica e fisicamente, jamais cedeu à dominação masculina branca. Na narrativa, o discurso literário e o discurso histórico formam uma teia e constroem uma leitura possível de nossa realidade composta por heranças, estigmas e superações”, afirma Cristian.

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Maiana Lima – Facebook

Mediação Insubmissa

Na mediação destes debates, estará a pesquisadora voluntária do grupo Rasuras – Estudos de Práticas de Leitura e Escrita, Maiana Lima, que já publicou trabalhos sobre questões etnicorraciais na Literatura Brasileira bem como sobre Literaturas Negro Brasileiras. Atualmente, Maiana pesquisa intelectualidades negrofemininas na Literaturae é oficineira de Literatura do Curso Pré-vestibular Vilma Reis.

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras – 3º Encontro

Quando: 20/julho às 9h
Onde: Auditório 2 do PAF 5 – UFBA Ondina
Quanto: Entrada Gratuita – Inscrições no local minutos antes da atividade
+ Certificado como ouvinte, com carga horária de 3 horas.
+ Sujeito a lotação do espaço

#DiálogosInsubmissos – Carla Akotirene e Ana Carla Portela no 2º encontro!


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Carla AKotirene – Foto Andreia Magnoni

Os Diálogos Insubmissos começaram nesta terça-feira (11), no Espaço Cultural da Barroquinha e foi daquele jeito: casa lotada!

O próximo encontro – neste sábado, 15 – já promete também: será no Goethe Institut – Corredor da Vitória e destacará dois dos 13 contos da obra de Conceição Evaristo: Natalina Soledad e Aramides Florença. Duas mulheres negras, duas histórias que se encontram em muitos pontos. A partir das 19h!

O primeiro conto – Natalina Soledad – será analisado pela Assistente Social, pesquisadora da Epistemologia Feminista Negra, Mestra e Doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo (UFBA), Carla Akotirene.

No conto, Evaristo traz formas de expressão do patriarcado e das relações desiguais de poder no âmbito familiar, pautando, ainda as rupturas necessárias a este modelo para a construção e/ou afirmação da identidade feminina.

Já a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Ana Carla Portela se debruçará sobre o conto de Aramides Florença, que decidiu por ter seu filho antes de resolver quem seria o pai – no pleno exercício de sua liberdade feminina no final do século XX.

Ter um filho havia sido uma escolha que ela fizera desde mocinha, mas que vinha adiando sempre. Vivia à espera de um encontro, em que o homem certo lhe chegaria, para ser o seu companheiro e pai de seu filho” (Evaristo, 2011, p. 13). 

 

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Ana Carla Portela – Foto Lis Pedreira

As apresentações de cada pesquisadora e o debate com o público serão mediados pela YouTuber do canal Narrativas Negras, ativista do Coletivo Enegrecer e da Marcha do Empoderamento Crespo, Samira Soares.

“Eu estou muito feliz em participar de um evento que tem uma energia ancestral muito forte. Me sinto no dever de cumprir um papel de intermediar diálogos potentes de mulheres negras, referências. Tenho a certeza que eu, assim como muitas outras, sairei transformada e ainda mais engajada na luta das nossas” – Samira Soares

Inspiração

Os Diálogos Insubmissos, idealizado pela pesquisadora Dayse Sacramento, reúne intelectuais negras baianas para analisar os contos da obra “Insubmissas lágrimas de mulheres”, lançada em 2011 pela escritora Conceição Evaristo. A autora estará no evento também, encerrando o ciclo, no dia 11 de agosto. Confira toda programação abaixo: 

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#DiálogosInsubmissos – Maiana Lima e Samira Soares serão mediadoras de debates!


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Samira Soares                     Foto – Rafaela Souza

Tá chegando a hora das pretas insubmissas lotarem o Espaço Cultural da Barroquinha nesta terça-feira, dia 11 de julho. Vão começar os “Diálogos Insubmissos”,  projeto que está dando o que falar nas Redes Sociais!

Sete mulheres estão reunidas em torno dos Diálogos: a mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela. Elas se debruçarão sobre 13 contos do livro “Insubmissas Lágrimas de Mulheres Negras” (2011)de Conceição Evaristo.

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Maiana Lima – Facebook

Mediadoras Insubmissas

Além do time poderoso acima, outras insubmissas estarão na roda também: as mediadoras Maiana Lima e Samira Soares. Maiana é graduanda em Letras Vernáculas e Língua Estrangeira Moderna (Inglês) pela UFBA e, atualmente, é pesquisadora de intelectualidades negrofemininas na Literatura. Já Samira Soares é YouTuber do canal Narrativas Negras, ativista do Coletivo Enegrecer e da Marcha do Empoderamento Crespo.

Samira Soares mediará o Diálogo entre Carla Akotirene e Ana Carla Portela, no dia 15 de julho (sábado), no Goethe Institut (Corredor da Vitória) e Maiana Lima estará entre Lindinalva Barbosa e Cristian Sales, no dia 20 (Pavilhão de Aulas Glauber Rocha – UFBA).

Além delas, está Dayse Sacramento, idealizadora do projeto, que mediará o primeiro encontro entre Manoela Barbosa e Denise Carrascosa, na próxima terça (11), no Espaço Cultural da Barroquinha. Começa às 19h e é só chegar – cedo! A entrada estará sujeita à lotação do espaço.

PROGRAME-SE!

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras – Abertura

Quando: 11/7 (terça), às 19h
Onde: Espaço Cultural da Barroquinha
Quanto: Entrada Gratuita – Inscrições no local minutos antes da atividade
+ Sujeito a lotação do espaço

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#DiálogosInsubmissos – Debates serão encerrados com Conceição Evaristo e sua “Escrevivência”


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Em uma favela da Zona Sul de Belo Horizonte, em 1946, a história da literatura brasileira ganhava mais uma estrela. Dali sairia, Conceição Evaristo, rodeada de palavras.

E não é pura simbologia aqui: sua mãe guardava em um diário as memórias de suas dificuldades no dia a dia do ofício de lavadeira. Conceição foi empregada doméstica e, aos 25 anos, concluiu o Curso Normal. As palavras sempre a acompanharam e a fizeram. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.

“A nossa Escrevivência não pode ser lida como histórias para ninar os da casa grande e sim para incomodá-los em seus sonos injustos!” (C.Evaristo)

Conciliando seus estudos com os afazeres, Conceição veio a se tornar uma das principais expoentes da Literatura Brasileira e Afro-Brasileira. Hoje ela é estrela junto a outras tantas mulheres negras que fazem da arte literária uma bandeira de afirmação – pessoal e coletiva.

Esta luta, trajetória e “escrevivência”, como ela intitula, estarão no centro dos Diálogos Insubmissos, ciclo de debates em que intelectuais negras baianas se debruçarão sobre os contos de sua obra “Insubmissas lágrimas de mulheres”, lançada em 2011. Será em Salvador, no mês de julho e a programação já está fechadinha. A própria Evaristo virá para encerrar os debates – em agosto, então já se programem. Os Diálogos acontecerão no Espaço Cultural da Barroquinha, no Sarau da Onça (Sussuarana) e no PAFF III da UFBA, em Ondina.

Insubmissas lágrimas de mulheres

Serão nos dias 11, 15 e 20 de julho e no dia 11 de agosto. Este último dia, com Evaristo. Em “Insubmissas lágrimas de mulheres”, Evaristo traz um retrato de solidariedade e afeição feminina, em especial, mulheres negras. Seus afetos, reflexões e deslocamentos são desenrolados ao longo dos contos.

“Então, as histórias não são inventadas? Mesmo as reais, quando são contadas. Desafio alguém a relatar fielmente algo que aconteceu. Entre o acontecimento e a narração do fato, alguma coisa se perde e por isso se acrescenta. O real vivido fica comprometido. E, quando se escreve, o comprometimento (ou o não comprometimento) entre o vivido e o escrito aprofunda mais o fosso. Entretanto, afirmo que, ao registrar estas histórias, continuo no premeditado ato de traçar uma escrevivência”. (Evaristo, 2011)

Convidadas

Os debates tem como intuito identificar violação dos direitos das mulheres no texto literário de Conceição Evaristo e como elas representam o cenário social brasileiro. Já estão confirmadas presenças como as da mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela.
Não será necessário inscrição. Na mediação, a graduanda em Letras Vernáculas e Língua Estrangeira Moderna (Inglês/UFBA), Maiana Silva e a Youtuber, Samira Soares. Confira toda a programação:
diálogos insubmissos

 

#DialogosInsubmissos – Cristian Sales, Regina Anastácia e a rede de mulheres negras


cristian sales diálogos insubmissosMulheres negras, suas dores, desejos, medos e suas lutas por sobrevivência. Tudo sob a ótica da escrevivência de Conceição Evaristo, foco do projeto “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”, que em julho vai reunir intelectuais negras de diferentes áreas de pesquisa e atuação em Salvador. O projeto é de autoria da doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento. 

Uma delas é a a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, que nos antecipa o que vem por aí…

Portal SoteroPreta – Pra você, qual a importância de Conceição Evaristo para mulheres negras hoje?

Cristian Sales – Considero que o trabalho da escritora e intelectual negra Conceição Evaristo tem sido indispensável para refletir e visibilizar uma série de demandas ligadas à vida das mulheres negras na diáspora. Através de sua escrita ficcional, Evaristo reescreve histórias e trajetórias de mulheres negras sob a perspectiva de um olhar feminino negro. Com uma vasta publicação, entre romances, antologias de conto e poesia, a escrita de Evaristo é uma das mais poderosas da literatura afro-diaspórica, pois coloca em cena outros modos de narrar e contar nossas subjetividades. É uma poética da insubmissão, pois, nela, Evaristo rasura imagens, discursos e formas hegemônicas de representação de nossos corpos negros femininos. Em Insubmissas lágrimas de mulheres ela questiona a posição social de subalternidade imposta pela intersecção de gênero e raça, ressalta a importância de uma práxis de empoderamento no que diz respeito às estratégias de enfrentamento contra o racismo e sexismo. Evaristo escreve sobre as nossas dimensões afetivas, amores, desilusões, dores e solidão. Quando leio seus contos, sinto as suas lágrimas se misturarem às minhas…

Além de dividir suas experiências cotidianas, a autora tem reforçado a importância do trabalho intelectual desenvolvido pelas mulheres negras e, ao mesmo tempo, reivindicado espaço para as nossas produções.

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Portal SoteroPreta – O que pode ser dito sobre o conto que você mediará, quais links com a nossa realidade você prepara para o público?

Cristian Sales – Farei a mediação do último conto do livro intitulado Regina Anastácia. A narrativa chama atenção por causa de um dos nomes da personagem-protagonista: Anastácia. Escolhi este conto a partir do que observo na escrita de Conceição Evaristo: sim, as mulheres negras têm história para contar! Histórias que precisam ser visibilizadas. Segundo a escritora, precisamos lembrar de nossas “rainhas”, princesas, heroínas, guerreiras. Lembrar de uma rede mulheres negras insubmissas que vieram antes! Precisamos falar de “várias mulheres negras e irmãs do outro lado Atlântico”. E, então, a autora começa citando vários nomes de mulheres negras espalhadas pela diáspora. Um processo de resgate histórico-cultural das mulheres negras dentro e fora do Brasil. Na narrativa, os discursos literário e histórico formam uma teia e constroem uma leitura possível de nossa realidade composta por heranças, estigmas e superações. Não quero antecipar questões, mas a trajetória de Regina Anastácia toma outra direção.

Conceição Evaristo surpreende suas leitoras ao identificar os elementos constitutivos do pensamento das mulheres negras na diáspora quanto às nossas demandas afetivas. Há, sim, possibilidade de finais felizes! Precisamos encontrar personagens negras com experiências afetivas bem sucedidas…Evaristo prepara um terreno de possibilidades.

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Portal SoteroPreta – Diálogos Insubmissos, imprescindível debate?

Cristian Sales – Olha… Quando Dayse Sacramento me chamou para formar esta de roda-diálogos, eu entendi que estava atendendo não apenas um chamado de uma irmã, mas a uma convocação poderosa de nossas ancestrais. Dayse nos chamou para formar um Xirê de mulheres negras insubmissas cheias de herança. Penso que os Diálogos Insubmissos também reverenciam as nossas Yabás: sua força, beleza, altivez e rebeldia. São várias as mulheres negras convidadas que, em transe, dançam e escrevem de espadas nas mãos (risos). Será a primeira vez que falarei ao lado de Lindinalva Barbosa, uma mais velha poderosa em todos os sentidos. Assim como nutro um imenso respeito pelas trajetórias de Dayse Sacramento, Denise Carrascosa e Carla Akotirene. Veja a importância de formar uma rede de mulheres negras! Precisamos dialogar sobre as nossas demandas. Precisamos aprender a caminhar juntas! Acho que se coloca um desafio… Formar outras rodas-diálogos! Isso também contribui para o nosso fortalecimento individual e coletivo.

Os Diálogos Insubmissos são imprescindíveis e devem ter vida longa. Eles evidenciam que precisamos pensar em uma política de produção de conhecimento feita por mulheres negras. Vamos colocar em movimento ideias, produzir saberes e modos de ler os contos de Conceição Evaristo. Vamos produzir gestos e afetividades com os nossos corpos negros insubmissos.

Saiba mais sobre o projeto aqui. 

Artista e performer paulistana Val Souza apresenta seu solo de dança “Bang!” no Pelô!


Pensando a diversidade de experiências discriminatórias vividas por corpos de negros em diferentes espaços e ambientes, a artista e performer paulistana Val Souza apresenta o solo de dança Bang!, resultado de suas percepções acerca das violências e do modo de viver dos corpos de negros no Brasil. A apresentação acontece na Praça da Cruz Caída, Pelourinho e será aberta ao público.

Nela a artista flutua com o auxílio de intervenções sonoras que, aliadas a sua presença física, se transformam em disparadores para uma discussão sobre a invisibilidade de corpos de negros, criminalização, violência e presença destes corpos marginalizados em todo o país incluindo a cidade de Salvador, onde Val Souza reside atualmente para cursar mestrado na Universidade Federal da Bahia.

Na sequência,o público é convidado para participar de um debate na Katuka Africanidades com a performer e a escritora Cidinha da Silva sobre o processo criativo e a estética de mulheres negras. Fruto de conversas entre ambas, o encontro nasce a partir das impressões de Cidinha da Silva sobre a performance Desbunde, apresentada por Val no Goethe, durante os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras e das inquietudes geradas por sua pesquisa.

“Eu tenho como processo artístico pensar a experiência da minha presença negra nesse mundo branco falocêntrico. Como resultado dessas relações venho elaborando produções não só no campo da performance como criação artística e de produção cultural, mas também em teatro, dança, educação, curadoria e comunicação. Minha poética está em criar constrangimento, afetações, e mostrar o racismo estrutural desse país. Eu não sou ingênua ao propor isso eu também estou disposta a agenciar e receber afetações e constrangimentos.” – Val Souza.

Local:

Onde: Katuka Africanidades – Rua Chile s/n° – Centro

Quando: 25 de agosto, às 18h

Quanto: Grátis