Coletivo De Transs Pra Frente pauta a despatologização trans e travesti nesta quarta (9)!


Despatologização trans
Viviane Vergueiro Foto: Andreia Magnoni

Falta de cobertura e acolhimento, discriminação, assédio, invasão de privacidade e falta de capacitação dos profissionais de saúde são alguns dos obstáculos que formam a realidade de pessoas trans e travestis. Neste sentido, o Coletivo De Transs Pra Frente promove na próxima quarta-feira, 9, 18h, no Teatro Gregório de Mattos, um debate aberto a todos os profissionais da saúde da Bahia, buscando aproximar o campo das necessidades reais da comunidade trans e travesti, e da discussão a nível internacional sobre a despatologização das identidades de gênero.

Segundo a pesquisadora e referência no debate sobre saúde trans, Viviane Vergueiro, “não é possível pensar a despatologização de pessoas trans e travestis sem pensar nas violências, exotificações e apagamentos delas na saúde integral e suas relações com a linguagem utilizada na Classificação Internacional de Doenças (CID) para nos descrever”.

Para dialogar sobre estes conflitos, a mesa do próximo De Transs Pra Frente terá como tema a “Despatologização trans e travesti: autonomia, cuidado, conhecimento”. Para pensar o assunto no campo prático, do acesso à saúde, também serão discutidos elementos da próxima revisão do Código Internacional de Doenças (CID), como a retirada das identidades trans da seção de transtornos da identidade sexual (F64 — Transtornos da identidade sexual), e sua relação com os direitos das pessoas trans e travestis à saúde, bem-estar e à identidade.

A mesa contará com a mediação da psicóloga Bila Brandão, psicóloga clínica; e participação de Carlos Porcino, transativista, psicóloga voluntária na ATRAS e doutoranda pela UFBA; Fernando Meira, médico de família e articulador do Transaúde; e Viviane Vergueiro, ativista transfeminista e pesquisadora do CuS-UFBA. A abertura fica por conta da cantora Yuretta Sant’Anna, que apresentará um pocket show.

#PoesiaSoteroPreta – Yuretta e sua Trans-Poesia! – Valdeck Almeida

 

SERVIÇO:

O que: 14ª edição do De Transs Pra Frente – Despatologização trans e travesti.

Quando: 9 de agosto de 2017, 18h

Onde: Teatro Gregório de Mattos.

Quanto: Pague quanto puder.

De Transs pra Frente celebra 1 ano e debate a Cisgeneridade nesta quarta (7)


De Transs pra frente
Jenny Muller

O Coletivo de Transs pra Frente comemora  um ano do evento De Transs Pra Frente na próxima quarta-feira (7). A 12ª edição fará o seguinte questionamento no debate “Tensionando a Cisgeneridade: “Será que nascemos mesmo homens ou mulheres?

O evento começa às 18h, com a performance “Emoldurada”, da artista Jenny Müller, que usa a musicalidade para retratar as violências sofridas por pessoas trans e travestis. O debate será mediado por Diego Nascimento, ativista do coletivo De Transs Pra Frente e da rede de adolescentes LGBTs da Unicef; e contará com as convidadas Line Pereira, fotógrafa, feminista negra interseccional e pesquisadora em gênero; Fran Demétrio, professora adjunta da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), doutora em Saúde Coletiva pelo ISC/UFBA e coordenadora e pesquisadora do LABTrans/UFRB/CNPq. Terá também Diego Alcântara, integrante do coletivo Casa Monxtra, formada em artes cênicas pela Ufba, drag, figurinista, que encontra nas artes integradas uma forma de unir as linguagens a favor de seu discurso “desgenerado”.

“Então assim, como a gente nomeia transgeneridade pra fazer dela uma marcação, a gente também precisa nomear a cisgeneridade, para não cair no “normal” e no diferente. Compreende, assim, as duas como possibilidades de se vivenciar o gênero” – Diego Nascimento.

De Transs pra Frente
Foto: Andrea Magnoni

 

Diego Nascimento – Homem trans, preto, pansexual, 16 anos e ativista!

Informe-se!

O termo cis ou cisgeneridade surgiu entre os movimentos trans há alguns anos, com o objetivo de destacar que os homens e mulheres ditos “normais” também têm identidade de gênero. Que normas sociais e culturais produzem – por meio das violências – a suposta normalidade dentro da qual mulheres trans, homens trans, travestis e pessoas não binárias não podem existir. Desta maneira, ser homem ou mulher cis significa estar em alinhamento (em diferentes formas e graus) com padrões de gênero socialmente legitimados/respeitados.

 

A noite é aberta para pessoas cis, trans e travestis e segue com o formato de Pague Quanto Puder.

Serviço:

O quê: 1 ano do De Transs Pra Frente, com a mesa Tensionando a Cisgeneridade.

Quando: 7 de junho.

Onde: Teatro Gregório de Mattos.

Quanto: Pague Quanto Puder.

Coletivo De Transs Pra Frente debate Feminicídio e Transmisoginia


TRANSbatucada
TRANSbatucada

O coletivo De Transs Pra Frente promoverá debate  sobre “Feminicídio e Transmisoginia”, na próxima edição, nesta quarta (22).  

O tema envolve o assassinato de mulheres cis e trans e o ódio às identidades trans e suas existências.

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2016, o Brasil registrou diariamente, pelo menos, 13 assassinatos de mulheres. Em 2014, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) registrou 4.757 mortes por feminicídio. 

De Transs pra frente
Jenny Müller

Nesta edição, o debate, mediado pela pesquisadora Viviane Vergueiro, terá Fran Demétrio, pesquisadora e professora doutora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Karla Zhand, ativista da Associação de Travestis e Transexuais em ação (ATRação); e Vilma Reis, socióloga e ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA).

A noite será aberta pela performance “Emoldurada”, da artista Jenny Müller. e encerrada com o grupo TRANSbatucada. 

O De Transs Pra Frente é um evento mensal, que acontece desde maio de 2016 no Teatro Gregório de Mattos e nasceu para suprir a necessidade de se falar das estratégias e urgências do movimento trans e travesti em primeira pessoa. 

Serviço:

O quê? Debate sobre feminicídio e transmisoginia + apresentações artísticas.

Onde? Teatro Gregório de Mattos, na praça Castro Alves.

Quando? 22/03, às 18h.

Quanto? Pague Quanto Puder.

Fotos:  Andréa Magnoni.

De Transs Pra Frente leva artes de trans, travestis e cisgêneros ao Gregório de Matos


jenny-muller de transs pra frente
Jenny Muller – Foto Andréa Magnoni

Nesta quinta (15), o projeto “De Transs Pra Frente” realizará, no Teatro Gregório de Matos, seu último evento em 2016. Será o Sarau Trans,  com momentos de poesia, pintura, fotografia, feirinha e um bate-papo sobre a arte produzida por pessoas trans e travestis. O evento começa às 18h e será ciceroneado por Lilin Argollo, estudante de psicologia e coordenadora do Movimento Universitário Trans.

Na programação, terá música com o estudante de jornalismo, Théo Meireles, que acompanhará com seu violão os que forem recitar poesias. Terá também Jenny Müller, mulher trans, atriz e estudante de Artes na UFBA, que fará performance sobre a vivência trans.

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Àlex Ìgbó – Foto Acervo Pessoal

Além dela, a Mestra em Cultura e Sociedade Viviane Vergueiro, o ativista do IBRAT Diego Nascimento, os poetas Enzo Amorim e Araípe Narayan recitarão poesias autorais.

Bruno Santana, graduando em Educação Física, além da poesia fará um solo de berimbau. Já o “Artivista” trans e design, Àlex Ìgbó levará algumas gravuras para expor.

Jeisi Ekê, artista e pessoa trans não-binária, fará uma performance chamada “Pedras e Brisas”, onde questiona a violência dos padrões binários.

De Transs Pra Frente
Acervo Exposição Solidões Trans e Travesti

A mulher trans negra, pedagoga e Iyalorixá, Thiffany Odara, fará a leitura de um de seus textos. O Sarau Trans contará também com a exposição da primeira mostra fotográfica coletiva exclusivamente composta por artistas trans: “Solidões Trans e Travesti”, e além dos artistas presentes, serão apresentados alguns curtas e vídeos de pessoas trans e travestis brasileiras que vem fazendo arte-ativismo da melhor qualidade. Além disso o Sarau contará com a exposição de algumas obras de Juno Dexter, não-binário, autista e artista plástico que pinta quadros de forma extremamente visceral.

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Thiffany Odara – Acervo Pessoal

De Transs Pra Frente

Organizado pelo coletivo de mesmo nome e que promove diálogos e alianças entre pessoas trans, travestis e cisgênero, o De Transs Pra Frente surgiu da necessidade das ativistas e dos ativistas trans de proporcionar eventos em que a representatividade deste público estivesse deslocada da esfera de marginalidade, do lugar patológico e exótico.

Diego Nascimento – Homem trans, preto, pansexual, 16 anos e ativista!


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Foto: Andréia Magnoni

Ele tem apenas 16 anos, uma “paixão incondicional” pelo poder transformador do Direito, se encontrou na militância desde os 12 anos de idade, acha que “o mundo está todo muito errado” e tem uma meta: “levar conhecimento, educar, debater e ensinar” no combate aos sistemas de violência. E ele é TRANS.

Diego Nascimento se define assim, desde os 12 anos: homem trans, preto, pansexual, soteropolitano, filho de Eunice do Santos. Mora no bairro periférico de Tancredo Neves, em Salvador, e estuda o 2º ano do Ensino Médio no IFBA. As certezas que Diego traz hoje surpreendem ao lembrarmos que ele nem chegou aos 18 anos. Ele é ativista do coletivo De Transs Pra Frente e da rede de adolescentes LGBTs da Unicef.

Mais ainda quando ele as manifesta publicamente, em eventos como os realizados pelo Coletivo De Transs pra Frente, do qual faz parte. Mas, talvez, não houvesse outro caminho: para ele infância lembra violências, solidão; e adolescência – onde está – significa luta, afirmação e metas.

Entrevistamos Diego, que será mediador do próximo encontro do De Transs pra Frente, nesta quarta-feira (7), a partir das 18h, no Teatro Gregório de Matos. O tema: Tensionando a Cisgeneridade. E de tensão, Diego sabe bem…conheça-o.

Portal Soteropreta – Como cresceu Diego Nascimento, o que você traz e sua infância?

Diego Nascimento – Então, falar da minha infância é falar de violência, pois ela é o principal marcador dessa fase da minha vida. Desde muito cedo, lá pros 6, 7 anos, eu já não me encaixava no estereótipo social do que é ser uma menina: minhas brincadeiras favoritas incluíam futebol, lutas e jogos de cartas, todas essas tradicionalmente associadas à masculinidade. No ambiente escolar, isso fez com que eu sofresse muita violência, tanto por parte de colegas como de professores e demais funcionários, inclusive gestores. Solidão também foi uma constante nessa fase da minha vida, já que eu não era aceito nem entre as meninas (com as quais eu não me encaixava mesmo), nem entre os meninos (que não me viam como igual). Violência psicológica e física fez parte dessa época da minha vida por longos anos, entre os 7 e os 13, em forma de piadas, xingamentos e, não raras, agressões.

“Por conta de todo esse processo, me tornei uma criança extremamente solitária e só no início da adolescência, quando entrei em contato com a militância feminista, que isso veio mudar.”

Diego Nascimento homem trans
Reprodução Facebook

Portal Soteropreta – Como você define Diego Nascimento hoje?
Diego Nascimento – O Diego Nascimento de hoje é o resultado de uma infância conturbada e uma adolescência (na qual ainda me encontro) promissora. Hoje, posso dizer que eu sou um garoto feliz, apesar das violências que me cercam cotidianamente. Entrar para a militância deu um sentido a minha vida, um “algo” pra fazer no mundo, e isso é algo que eu sempre busquei. Diego hoje é um jovem militante preocupado com todas as causas sociais, que busca por meio das suas palavras e ações transformar a sociedade e fazer dela um local em que pessoas possam viver suas especificidades sem se tornarem vítimas de violência.

O mundo exterior é, e sempre foi, extremante violento, comigo e com qualquer pessoa trans, e isso me influenciou de diversas formas. A violência que sofri na infância, por exemplo, é o principal marcador de diversos traços da minha personalidade, como a agressividade.

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Foto: Andréia Magnoni

Portal Soteropreta – Como você chegou ao De Transs Pra Frente? O que este Coletivo significa pra você?
Diego Nascimento – O Coletivo De Transs pra Frente nasceu no seio de um outro projeto, o “Cores e Flores para Tita”, uma exposição fotográfica da fotoativista Andréa Magnoni. Ela falava de gênero e transgeneridade a partir da história do seu tio, o Tita, um homem trans suicidado por conta da transfobia. Eu fui um dos modelos e também monitor dessa exposição, e logo que ela saiu do Teatro Gregório de Mattos, onde foi lançada, surgiu nesse mesmo espaço o evento “De Transs pra Frente”, principal motivador do surgimento do Coletivo de mesmo nome. O De Transs pra Frente, enquanto Coletivo, só me remete a uma coisa: família. A minha relação com todas as pessoas do coletivo é, para além de tudo, de amizade. É um grupo de pessoas diversas que acreditam em um mesmo objetivo: uma sociedade menos violenta.

Enquanto evento, o “De Transs pra Frente” me é uma possibilidade de trazer à luz discussões sobre diversas temáticas ligadas à transgeneridade, que sempre são negligenciadas ou apagadas. É uma das raras oportunidades de ver pessoas trans falando de si e por si em primeira pessoa, e o mais importante: de ser ouvido.

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Foto: Andréia Magnoni

Portal Soteropreta – Quem são suas referências de vida?
Diego Nascimento – Essa é uma pergunta interessante, sempre que paro pra pensar nessa questão eu percebo uma coisa curiosa: todas as minhas referências de vida são mulheres ativistas. Citando as mais importantes: Andrea Magnoni, Line Pereira, Viviane Vergueiro, Daniela Andrade e Maria Clara Araújo.

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Portal Soteropreta – O que você gosta de fazer, quais são seus hobbies, paixões?
Diego Nascimento – Desde muito novo eu sou encantado por leitura e por esportes, em especial o basquete, que pratico desde os 8 anos. Mas, pra qualquer um que me conhece, a resposta à pergunta sobre qual é a minha maior paixão, hobbie e passatempo seria “conversar”. Como bom geminiano, troco qualquer coisa por uma boa conversa em um ambiente calmo e com pessoas inteligentes, dispostas a trocar conhecimentos e debater ideias e pontos de vista.

Portal Soteropreta – Falando de afetividade, boas lembranças? Aspirações, desejos?
Diego Nascimento – Huum, questão complicada (risos). Falar de afetividade hoje me remete à pessoa com a qual eu exerço isso mais diariamente, minha namorada, Maria Mariana. Em certos aspectos, o acesso que a militância me dá me traz alguns privilégios, entre eles o de conhecer pessoas maravilhosas, que se tornam minha maior referência de afetividade. Apesar de tê-la conhecido em outro contexto (somos colegas de classe), nossos interesses em comum, inicialmente, giraram em torno – justamente – de questões sociais.

Na vida de uma pessoa trans, relacionamentos afetivos saudáveis são tão raros que os de nós que vivenciam isso se consideram privilegiados, e aqui eu me incluo. Quanto a boas lembranças, as melhores da minha vida também giram em torno do ativismo: ENUDSG (Encontro Nacional em Universidades pela Diversidade Sexual e de Gênero); o Encontro da Rede Nacional de Adolescentes LGBT´s, e por ai vai. À parte isso, só mesmo alguns momentos românticos com namoradas da vida, porque né, eu ainda sou um garoto de 16 anos (risos).

Diego Nascimento homem trans
Maria Mariana e Diego

Portal Soteropreta – Carreira, o que você quer para os próximos 20 anos?
Diego Nascimento – Essa é mais fácil: ser Advogado, com certeza. Pretendo terminar o Ensino Médio/Técnico no IFBA e iniciar a graduação em Direito, área pela qual nutro uma paixão incondicional. Não pela área em si, mas pelo potencial transformador que ela detém. Após terminar a graduação, meu objetivo é entrar para a Defensoria Pública e atuar na seção em que tramitam os processos relacionados aos Direitos Humanos.

Portal Soteropreta – O que ainda não está certo no mundo, Diego? E o que você está fazendo para mudar isso?
Diego Nascimento – Olha, sinceramente, eu acho que o mundo está todo muito errado. Nossa dificuldade enquanto seres humanos em aceitar e compreender o outro, a passividade que mantemos diante de tanta violência, a manutenção secular de sistemas opressores (como patriarcado e o capitalismo) – que existem para sobrepor um grupo aos outros, etc. Dentro de tudo isso, faço o que está ao meu alcance, que é o trabalho de formiguinha, de levar conhecimento, de educar, de debater, de ensinar. Eu acredito piamente que são ações assim que podem levar ao empoderamento coletivo das minorias sociais, ao mesmo tempo que faz com que uma parcela, mesmo que pequena, das maiorias sociais, compreenda seu papel na manutenção de sistemas de violência e, a partir dessa compreensão, entrem na luta contra esses sistemas.

Portal Soteropreta – Enfim, ser trans é….
Diego Nascimento – É existir e resistir, é lutar contra a invisibilidade e o preconceito, é estar no mundo como um afrontamento a normas de gênero impostas, é TRANSgredir, é TRANScender e, acima de tudo, é ter o potencial de TRANSformar a sociedade.

Nesta quarta (7), a partir das 18h, Diego será mediador da Mesa “Tensionando a Cisgeneridade”, que pretende aprofundar o assunto, questionando a identidade de gênero de quem não é trans, nem travesti. Saiba mais aqui. 

Diego Nascimento homem trans
Foto: Andreia Magnoni

Coletivo debate “Acolhimento da Transgeneridade no Cristianismo e no Candomblé”


de transs pra frente
Foto: Andreia Magnoni

O coletivo De Transs Pra Frente promoverá debate sobre “Acolhimento da Transgeneridade no Cristianismo e no Candomblé”. Os debates serão nesta quarta (17), no Espaço Cultural da Barroquinha, aberto ao público.

Acreditamos que a informação pode trazer a compreensão e naturalização das identidades trans e travestis e a partir disso ampliar o debate e quiçá o acolhimento dessas pessoas que ao existirem perdem tudo, inclusive o direito de professar a sua fé.

O De Transs Pra Frente é um evento mensal, que acontece há um ano e nasceu para suprir a necessidade de se falar das estratégias e urgências do movimento trans e travesti em primeira pessoa.

É necessário falar sobre o assunto, é necessário se questionar sobre todos os espaços que são negados à mulheres trans, travestis e homens trans, e o espaço religioso/espiritual é um deles. Que sejamos mais amor!

TRANSbatucada
TRANSbatucada – Foto: Andreia Magnoni

Debates:

 

Às 14h30: “O Acolhimento da Transgeneridade no Cristianismo”

Com mediação do pesquisador e cristão, Ailton Da Silva Santos, estarão nessa mesa o Padre Anglicano Bruno Almeida, o Pastor Tárcito Fernando, e a Advogada feminista Laina Crisóstomo.

Às 18h: “O Acolhimento da Transgeneridade no Candomblé”

Com mediação da pesquisadora e Egbomi Fernanda Júlia Onisajé,terá as presenças do Pesquisador Claudenilson Dias, o Babalorixá Gilson Ajunkesi do Ilê Asé Ibá Ajunkesy e da Mametu Allana Dandaramazi do Unzo de Ungunzo Kessimbi Amazi, raiz de Giderecy Indangi de Corromim, é Psicóloga, Educadora Social na Fundação Cidade Mãe.

Apresentação da TransBatukada, com regência de Antenor Cardoso.

ONDE: Espaço Cultural da Barroquinha – gratuito

 

II Congresso sobre o Pensamento das Mulheres Negras no Brasil e na Diáspora Africana


luizabairros
Banco de Imagens

“Explorar a produção de conhecimento promovida pelas mulheres negras em diferentes áreas e divulgar o pensamento destas mulheres e suas diversas atuações e linguagens no campo cultural, social e político”. Este foi o objetivo do I Congresso sobre o Pensamento de Mulheres Negras no Brasil e na Diáspora Africana, realizado, em 2014. Será nos dias 23 e 24 de novembro, na Uneb (Cabula).

Agora, neste mês, chega sua II edição com mesas-redondas, apresentações de trabalho e workshops, para unir pesquisadoras/es em torno do tema “SOMOS TODAS LUIZA BAIRROS”, uma homenagem a Luiza Bairros e seu legado de ensinamentos negros e feministas no enfrentamento do racismo e sexismo.

O II Congresso sobre o Pensamento das Mulheres Negras no Brasil e na Diáspora Africana reunirá alternativas de reflexão e estudos acerca das desigualdades raciais e de gênero. Nesta edição será realizado pelos coletivos e movimentos: CEGRES DIADORIM/UNEB, Criola/RJ, Grupo de Pesquisa Candaces/UNEB, Grupo de Pesquisa em Cultura, Linguagens e Educação, DEDC/Campus I e com apoio do NUPE/DEDC.

A programação integra o V Kizomba, evento organizado anualmente pelo DEDC/Campus I para celebrar o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra na UNEB. 

PROGRAMAÇÃO

23/11/2016
Mesa Institucional
(9H às 11H30)

José Bittes de Carvalho (a confirmar)
Carla Liane Nascimento dos Santos (a confirmar)
Valdélio Santos Silva
Ana Cláudia Lemos Pacheco
Amélia Teresa Santa Rosa Maraux
Lúcia Tavares Leiro
Cláudia Andrade Vieira
Cláudia Pons Cardoso

Solenidade de Abertura – Saudações à Luiza Bairros

Tainara Cerqueira
Maria Nazaré Mota
Valdecir Nascimento
Vilma Reis
Lindinalva Barbosa

Exibição de Curtas
(13h ÀS 15h)

Larissa Fulana de Tal – Cinzas
Jamile Coelho – Òrun Ayê

Mesas de Diálogo (15h às 17h)

1. Mulheres Negras em Comunidades Tradicionais

Denize Ribeiro
Jaciara Ribeiro dos Santos (Iyá Jaciara Ribeiro)
Joanice Conceição

2. Sexualidade e Afetividade

Mediadora: Ana Cláudia Lemos Pacheco
SueideKintê
Elisia Santos (a confirmar)

3. Artes, moda e ancestralidade

Mediadora: Lucia Leiro
Makota Kizandembu
Cláudia Soares

4. Pensamentos de Mulheres Negras

Mediadora: Cláudia Pons Cardoso
Rosália Lemos
Zelinda Barros (a confirmar)
Núbia Regina Moreira

Lançamento de Livros e Bate-Papo com diretores (as) de editoras alternativas e autoras(es)
(18h às 19h)

Coordenação: Marlon Marcos

Lançamento de Livros pelas (os) autoras (es)

Edinelia Maria Oliveira Souza. TRAVESSIAS E TRAMAS: FRAGMENTOS DA VIDA DE AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS NO PÓS-ABOLIÇÃO – BAHIA (1888-1930).

Marco Antonio Matos Martins (Diadorim) Lançamento: Cartilha Nome Social na Uneb e Cidadania para as Pessoas Trans e Travestis
Mesa Mulheres e Política
(19h30 às 22h)

Mediadora: Antonia Garcia
Vilma Reis
Olívia Santana
Marta Rodrigues
Lindinalva di Paula
Áurea Carolina de Freitas e Silva

24/11/2016

Simpósio e Minicursos
08:00 às 12:00

Simpósio Moda e Ancestralidade
Lúcia Leiro
Bia Simon
Regys Araújo

Minicursos

1. História das Mulheres Negras no Brasil

Núbia Regina Moreira

2. Sexualidade, lesbianidades e transsexualidades

Zuleide Paiva da Silva
Altamira Simões

3. Mulheres negras e Movimentos Sociais

Naiara Leite (a confirmar)
Maísa Vale

4. Juventude Negra

Maria da Anunciação Silva

5. Gênero e História

Ednelia Maria Oliveira Souza

6. Mulher Negra e Literatura

Hildália Fernandes
Mesa de Diálogos
(13:00 às 16:30)
1. Mulheres Negras e Representações Midiáticas

Ceres Marisa Santos
Maíra Azevedo (Tia Má)
Alane Reis
Ivana Sena

2. Mulher Negra e Saúde

Emanuelle Freitas Goés
Carla Akotirene

3. Mesa de Diálogos – Educação e Gênero/Raça

Amélia Maraux
Marta Alencar
Lícia Barbosa

4. Juventude Negra e Empoderamento

Mediação: Dai Costa
Luma Nascimento
Samira Soares
Rejane Viana

5. Trabalho Comunitário e Empreendedorismo – Feira Preta

Rosângela Atayde

6. Turbantes, Trançados e Maquiagem

Lúcia Tavares Leiro

7. Mulher Negra e Liderança Comunitária
Cláudia Santos Oliveira

8. Cidadania Religiosa e Afrobrasileira

Maria das Graças Guimarães( Iyálorixá Dadá)

Apresentação do Coro Oyá Balé
(Tarde, 18:00 ÀS 22:00)

Julice Oliveira

Conferência de Encerramento – Novos desafios políticos pra as mulheres negras

Coordenação: Cláudia Pons Cardoso
Jurema Werneck

TamoJuntas recebe mais de 3 mil inscrições para curso EAD sobre violência doméstica


mutiraotamojuntaMais de 3mil pessoas se inscreveram para participar do primeiro curso à distância realizado no país com o intuito de capacitar profissionais e estudantes no combate à violência de gênero. A iniciativa é baiana, é da ONG TamoJuntas que, em apenas 15 dias, reuniu 3.314 inscrições, com participação de todos os estados.

Agora, a advogada Laina Crisóstomo, que preside a organização, tem um desafio pela frente junto à equipe que compõe a ONG: selecionar as mulheres que participarão do curso, a partir do dia 14 de novembro. A prioridade será dada a profissionais e estudantes negras, de diferentes cidades, e aquelas que já tenham realizado o curso do Senado “Dialogando sobre a Lei Maria da Penha”, que aconteceu em agosto.

“A meu ver, a repercussão se deu, especialmente, porque o Feminismo e a ideia da sororidade têm se fortalecido. São mulheres preocupadas com as outras e, para atendê-las, querem estar melhor preparadas”, diz Laina.

As aulas serão transmitidas a partir do site da TamoJuntas e, diante da grande repercussão e procura, elas decidiram ampliar o número de vagas. Na verdade, dobrar. Agora serão 1000 mulheres contempladas após esta seleção.

mutiraotamojunta

O  Curso “Violência de Gênero: aspectos jurídicos, sociais e psicológicos” será multidisciplinar, voltado para advogadas, assistentes sociais, psicólogas e pedagogas que atuam no atendimento a estas mulheres, bem como estudantes destas áreas.

A capacitação unirá, não apenas estudos sobre a Lei Maria da Penha, como feminismos, gênero, violência, legislações nacional e internacional e atuação multidiscplinar na violência, com normas técnicas de cada área de atuação. Serão algumas das monitoras neste Curso:

Maíra Barros de Souza (feminista, advogada, especialista em Direito Constitucional com ênfase em Direitos Humanos);

Sílvia Barbosa (presidenta do Quilombo Zeferina, teóloga, filósofa); Sandra Muñoz (pedagoga, integrante da Marcha das Vadias, ativista);

Andréa Maria Santos (educadora social, psicóloga, ativista), Letícia Ferreira (feminista, advogada, Mestra pelo NEIM);

Caroline Menezes (psicóloga, membra da Coletiva Feminista Muitas), Aline Ramos Cerqueira (ativista, assistente social);

Edna Pinho (coordenadora do Movimento de Mulheres do Subúrbio Ginga), promotora legal popular);

Ariane Souza (psicóloga, ativista, coordenadora da Associação de Travestis e Transsexuais em Ação – ATRAção), Aline Nascimento (ativista, advogada feminista, especialista em Ciências Criminais).

 

Saiba mais no site da TamoJuntas!

Fotos: Divulgação