Música
Manuela Rodrigues leva show “Se a Canção Mudasse Tudo” para a Commons este sábado (15)
A cantora e compositora baiana Manuela Rodrigues apresenta neste sábado (15) o show “Se a canção mudasse tudo” (Natura Musical/Tratore). Este é o terceiro trabalho autoral de Manuela, que se consolida como um dos principais expoentes da nova música baiana. O show acontece na Commons Studio Bar (Rio Vermelho), às 21h, com ingressos a R$20 e R$15 (lista amiga).
Com uma longa experiência artística e musical, a cantora e compositora Manuela Rodrigues vêm conquistando espaço e reconhecimento ao longo de sua trajetória, que começou aos nove anos com estudo de flauta, piano erudito, iniciação musical, canto coral, até formar-se em Canto pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). A cantora ganhou destaque com apresentações em projetos como Petrobras de Música, Música no Porto, Música no Parque, Conexão Vivo.
Além de ter a composição como um traço forte em sua carreira, Manuela também se destaca pela forte presença de palco em suas apresentações. Em fevereiro de 2016 Manuela lançou “Se a canção mudasse tudo”, seu terceiro álbum autoral, que patrocinado pelo edital Natura Musical, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Fazcultura. O disco foi lançado com download gratuito no portal da Natura.
Diferentemente de seus dois álbuns anteriores, em que o produtor Tadeu Mascarenhas e uma única banda foram responsáveis por traduzir as ideias da artista, “Se a canção mudasse tudo” foi acalentado por muitas mãos. Os produtores Andre T, Gustavo di Dalva, João Milet Meirelles, Luciano Bahia e Tadeu Mascarenhas dividiram a produção das faixas (em média três para cada um). Manuela participou ativamente do processo de produção ao lado do time de produtores – é responsável pela direção artística, concepção, co-produção musical, vocais e pianos do álbum. “Se a canção mudasse tudo” também contou com as contribuições dos compositores Rômulo Fróes, Clima e Ronei Jorge e participações de Nicolas Krassik, Silvia Machete e João Cavalcanti (Casuarina).
Fotos: João Milet
SERVIÇO:
O que: Manuela Rodrigues – Se a Canção Mudasse Tudo
Quando: Sábado 15/10 pontualmente às 21h
Onde: Commons Studio Bar (Rua Doutor Odilon Santos, 224, Rio Vermelho)
Ingressos: R$ 15,00 (lista amiga – http://www.commons.com.br/listaamiga) R$ 20,00 (bilheteria).
Música
Rachel Reis retorna ao Festival Sangue Novo com a Divina Tour
A cantora Rachel Reis retorna ao Festival Sangue Novo com a Divina Tour, no próximo dia 18 de outubro, no Trapiche Barnabé, em Salvador.
A trajetória da cantora ganhou destaque nacional com músicas como “Maresia”, que já ultrapassa 36 milhões de streams no Spotify, e “Bateu”, parceria com os Gilsons que supera 25 milhões de reproduções na plataforma. Hoje, a cantora já acumula duas indicações ao Grammy Latino pelos álbuns “Meu Esquema” e “Divina Casca”, ampliando a presença em espaços de destaque da música brasileira.
“Pra mim é uma troca muito bonita. Meu trabalho mostra para as meninas negras que é possível, assim como tem sido possível pra mim, e a minha música carrega isso também. E elas me devolvem tudo em acolhimento e carinho. A mensagem que eu deixo é simples: confie no seu instinto”, afirma Rachel.
Rachel transita por referências como axé, afrobeats, reggae e pop eletrônico, mantendo a identidade regional como parte natural de seu processo criativo.
“Eu sou regional, assim como sou cosmopolita. Meu trabalho é de raiz e de antena. Eu mantenho minhas raízes visíveis independentemente do que eu esteja cantando e do que o momento pede. Isso é inerente a mim e acontece de forma completamente natural: sou só eu sendo eu, musicalmente, desde 2020 quando me lancei no autoral. Minha música parte da Bahia e circula entre universos musicais diferentes, porque sou muito atenta a tudo ao meu redor, e é isso que traz frescor pro meu trabalho. Sou a cantora que sou muito porque vim de um lugar extremamente musical e cheio de camadas. Tudo isso vai na bagagem na hora de construir minha música”, afirma.
Retornando ao palco que marcou um momento importante de sua trajetória, Rachel Reis se junta a doze artistas na 8ª edição do Festival Sangue Novo, que acontece nos dias 17 e 18 de outubro.
O line-up desta edição traz Céu, Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká, DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto, Brega a Dois, Totô de Babalong e DJ Rick Nogueira.
O projeto tem patrocínio da Tim e do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Cultura e Secretaria da Fazenda. Apoio ProCultura, com realização da Maré Produções Culturais.
SERVIÇO:
[Festival Sangue Novo VIII]
Local: Trapiche Barnabé – Av. Jequitaia, 5 – Comércio, Salvador – BA;
Datas: 17 e 18 de outubro;
Ingressos: via Sympla.
Foto: Érico Toscano
Música
Cantora e compositora Briane Capinan lança single “Amargô Feito Féu”
Dor, superação e redescoberta,tudo que o fim de uma relação pode deixar. É a partir dessa experiência que a cantora, compositora e atriz baiana Briane Capinan lança, no dia 9 de outubro de 2026, o single “Amargô Feito Féu”.
A faixa transforma uma experiência de ruptura em uma afirmação de amor-próprio. Briane constrói uma canção sobre consciência, potência e reconhecimento de si ao narrar o momento em que uma mulher reconhece sua força e decide não retornar para uma relação que já não a valorizava.
A composição utiliza metáforas ligadas às orixás Osún e Oyá e à energia de Pombagira, evocada por elementos como o mel, o vento, o vinho e o ouro. A ideia central da música nasce justamente desse contraste:
Quem não soube apreciar o seu “mel” agora precisa lidar com o gosto amargo do “fel”.
O “fel” também aparece na composição a partir de uma metáfora culinária. A referência vem de uma pequena parte da galinha que, quando se rompe, pode comprometer o sabor de toda a carne, tornando necessário descartá-la por completo.
Na música, a imagem representa aquilo que, depois de uma experiência amarga, já não pode ser preservado da mesma maneira. Reconhecer esse momento também é uma forma de cuidado consigo.
A canção tem como ponto de partida uma cantiga de jurema dos caboclos e boiadeiros, aprendida por Briane em seu ilê:
“A Jurema é doce, doce feito mel;
quem não sabe beber, ela amarga feito fel.”
Uma mistura msuical de xote do forró ao pagodão baiano, resultando em uma sonoridade marcada pelo swing e pela identidade musical baiana da artista.
A parceria também traz mais personalidade: Chibatinha, guitarrista do ÀTTØØXXÀ, imprime sua assinatura à faixa.
“Amargô Feito Féu é o meu grito de resiliência. Eu achei que não conseguiria superar um amor que só me fazia mal, mas pude perceber que o maior valor está no amor-próprio e foi através da minha espiritualidade que pude compreender e enxergar isso” – Briane Capinan
SOBRE ELA
Natural de Feira de Santana (BA) e atualmente residente em Salvador, Briane Capinan iniciou sua trajetória musical em 2015. Cantora, compositora, atriz e multiartista, encontra na música um espaço para expressar as diferentes faces do amor, das vivências pessoais e da ancestralidade.
Sua produção transita por referências como afoxé, afrobeat e swingueira, em diálogo com os ritmos baianos e o axé. Em suas canções, a artista transforma experiências pessoais em narrativas sobre afeto, identidade, desejo e memória, criando conexões com o público a partir de uma perspectiva marcada pela cultura afro-brasileira.
Em 2026, Briane foi selecionada como uma das cinco finalistas do Mira Lab, projeto realizado pelo Instituto A Mulherada voltado à formação e ao desenvolvimento de carreira de cantoras negras e periféricas de Salvador. Como parte da iniciativa, a artista passou por um processo de desenvolvimento artístico e musical que culmina no lançamento de uma música autoral.
Para Briane Capinan, participar do projeto também representou um momento de reafirmação de sua trajetória artística:
“Eu digo que o Mira Lab foi o meu grito de esperança. Pois me encontrou no momento em que mais precisava de afirmação sobre o meu propósito enquanto artista. Por ter que lidar com tudo sozinha sendo cantora independente, já me via sem esperanças. Mas o Mira Lab me olhou, me ouviu e fez com que a minha voz se fortalecesse para continuar nessa jornada.”
Foto: Gustavo Maia
FIQUE LIGADA(O): https://distro.ffm.to/amargo_feito_feu
Música
Grupo Botequim celebra 20 anos de roda de samba no Santo Antônio
Nesta sexta-feira (9), às 21h, o Grupo Botequim realiza uma edição comemorativa da sua tradicional roda de samba no Pátio da Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, em homenagem ao aniversário de 20 anos do grupo.
Estarão presentes os artistas Ritta Faromi, Gal do Beco, Walmir Lima, Guiga de Ogum, Seu Regi de Itapuã e Pedrão Abib.
Com diferentes vivências no samba, as atrações se unem aos integrantes para uma roda que acolhe antigos parceiros, fãs de longa data e novos públicos.
“Uma das maiores conquistas foi construir um público firme, fiel, que ao longo desses 20 anos foi crescendo e se transformando, chegando à nova geração. A gente não se moldou para mudar nossa identidade, apenas se manteve firme no que queria e o público foi naturalmente se identificando com o nosso trabalho, entendendo a importância dessa memória e preservação que mantemos até hoje. Também ganhamos o respeito da velha guarda do samba de Salvador, o que para a gente sempre foi muito importante. Temos a certeza de que contribuímos para que as rodas de samba tradicionais ocupassem as ruas e aproximassem essa manifestação das pessoas”, destaca Roberto Ribeiro, fundador e cavaquinista.
Desafios
Único membro remanescente da primeira formação do Grupo Botequim, Roberto Ribeiro relembra as dificuldades enfrentadas para manter um trabalho artístico independente.
“Não foi fácil, mas foi positivo e rico. Aprendi muito, cresci com o samba e o Botequim me trouxe para esse lugar de muita responsabilidade, de não desistir do trabalho, de manter a nossa chama acesa. Quando eu olho para trás e vejo esse legado firme e forte, me dá muito orgulho. O samba é isso, resistência e luta sempre”, afirma.
O grupo é formado por Roberto Ribeiro (cavaquinho e voz), Washington Rodrigues (violão e voz), Tito Fukunaga (flauta), Rafael Bolota (percussão), Lalá Evangelista (percussão e coro) e Jadson Brinquedo (surdo e coro). Juntos, eles contribuem para o fortalecimento do Botequim como uma das principais referências do samba na Bahia e reafirmam o seu compromisso com a valorização da cultura popular.
SERVIÇO
Roda de Samba do Grupo Botequim – Especial 20 anos
Local: Pátio da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo
Data: 09/10 (sexta-feira)
Horário: 21h | Abertura da casa às 20h
Ingressos: AQUI
-
Opinião10 anos atrás“O incansável e sempre ativo pau grande e afetividade do homem negro” – Por Kauê Vieira
-
Literatura9 anos atrásA lírica amorosa da poetisa Lívia Natália em “Dia bonito pra chover”! – Por Davi Nunes
-
Literatura10 anos atrásDavi Nunes e Bucala: uma literatura negra infantil feita para sentir e refletir
-
Formação7 anos atrásConheça cinco pensadores africanos contemporâneos que valem a pena
-
Audiovisual3 anos atrásFilme “Egúngún: a sabedoria ancestral da família Agboola” estreia no Cine Glauber Rocha
-
Cultura3 anos atrásOrquestra Agbelas estreia em Salvador na festa de Iemanjá
-
Carnaval4 anos atrásBloco Olodum libera venda do primeiro lote de abadás com kit promocional
-
Música3 anos atrásEx-The Voice, soteropolitana Raissa Araújo lança clipe da música “Aquele Momento”


