Connect with us

Teatro

Espetáculo discute intolerância religiosa e violência contra os jovens negros no Brasil

Jamile Menezes

Published

on

img_0106

Fotos: Andréa Magnoni e Diney Araújo

Em seu primeiro solo, o ator Sulivã Bispo percorre a trajetória da menina Kaiala a partir de três pontos de vista: a avó, o irmão de santo e uma evangélica, para discutir temas como racismo, intolerância religiosa e a morte sistemática de jovens negros no Brasil. O espetáculo “Kaiala” entra em cartaz no próximo dia 20 de outubro, no Espaço Cultural da BArroquinha.

KAIALA, divindade das grandes águas, dos mares e oceanos, tida, segundo a visão Bantu, como o útero materno gerador de todas as espécies, inclusive a raça humana, é a inspiração poética para contar a história de uma menina de 10 anos assassinada em uma invasão ao seu terreiro.

Com direção de Thiago Romero, o espetáculo faz parte do Projeto de Extensão e Experimentação artística PibiexA – UFBA 70 ANOS que tem Maurício Pedrosa como tutor.

Temporadas:

20 a 23 de outubro, às 19h – Espaço Cultural da Barroquinha

3 a 6 de novembro, às 19h – Teatro Gregório de Matos

Valor: R$20,00 inteira | R$10,00 meia

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Religião

“Candomblé da Barroquinha” retorna aos palcos em agosto

Jamile Menezes

Published

on

Candomblé da Barroquinha

Após conquistar o público baiano com sessões esgotadas desde sua estreia, em janeiro de 2025, o espetáculo “Candomblé da Barroquinha” retorna aos palcos de Salvador para uma nova temporada de apresentações em agosto. Os ingressos para as duas apresentações estão à venda no Sympla.

A montagem será apresentada nos dias 14 e 15 de agosto, às 20h, no Teatro Sesc Casa do Comércio, e segue para o Cineteatro 2 de Julho, onde integra a programação do Circuito Cineteatro 2 de Julho, com sessões nos dias 21 e 22 de agosto, às 20h, e 23 de agosto, às 19h.

Desde sua estreia, todas as apresentações realizadas tiveram ingressos esgotados. A montagem também foi reconhecida na 30ª edição do Prêmio Bahia Aplaude, com a conquista do troféu de Melhor Direção, para Thiago Romero, além de indicações nas categorias Espetáculo Adulto, Texto e Categoria Especial.

Barroquinha

Foto: Caio Lirio

Com direção de Thiago Romero, dramaturgia de Daniel Arcades e direção de produção de Laise Castro, “Candomblé da Barroquinha” presta uma homenagem ao Candomblé Ketu, maior e mais difundida nação do Candomblé no Brasil, remontando suas origens e celebrando a história espiritual, cultural e política do povo negro em diáspora.

Inspirada em ampla pesquisa histórica e na tradição oral, a obra revisita uma das narrativas sobre a formação do primeiro terreiro de tradição Ketu no país, localizado na antiga Barroquinha, em Salvador.

Realizado pela DAN Território de Criação, o espetáculo reúne um elenco formado porAkadã, yalorixá do Ilê Axé Egbe Omi N’lá, Fernanda Silva, Larissa Libório, Shirlei Silva, Antonio Marcelo e Diogo Teixeira.

Serviço:

[TEATRO] Candomblé da Barroquinha
Classificação indicativa: 14 anos

Teatro Sesc Casa do Comércio

Datas: 14 e 15 de agosto de 2026 (quinta e sexta-feira)

Horário: 20h

Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 24 (Cliente Sesc)

Vendas: Link

 

Cineteatro 2 de Julho

Datas: 21, 22 e 23 de agosto de 2026 (sexta, sábado e domingo)

Horários: 21 e 22/08, às 20h | 23/08, às 19h

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Vendas: Link

Continue Reading

Teatro

Caixa Cultural tem últimas sessões de “Jorge pra sempre Verão”

Kelly Bouéres

Published

on

Rogério Alves
Rogério Alves

Neste final de semana (31/7, 01 e 2/8), o espetáculo Jorge pra Sempre Verão finaliza a curta temporada na CAIXA Cultural Salvador. A peça é inspirada em episódios reais da vida do artista Jorge Laffond (1952-2003), celebrando sua trajetória para além da personagem Vera Verão, que o tornou conhecido nacionalmente. Nesta sexta (31/7), o público terá bate-papo com o elenco após a apresentação.

Dirigida por Rodrigo França, a montagem é encenada por Alexandre Mitre/Leonardo Garcez, Aline Mohamad e Aretha Sadick.

Ator, comediante, dançarino e drag queen, Jorge se consagrou na história da TV brasileira em 1992, quando foi destaque no programa humorístico “A Praça é Nossa”. Uma Vera Verão guerreira contra o preconceito, e não agressiva como queriam, ali ele firmou sua luta com o humor inteligente, malicioso e imponente que lhe era característico, conquistando o Brasil.

Dono de uma presença cênica singular, tornou-se um dos artistas mais populares da televisão brasileira, abrindo caminhos para a representatividade negra e LGBTQIAPN+ em uma época marcada por forte conservadorismo.

A ideia do texto nasceu de uma carta escrita por Aline Mohamad ao primo falecido precocemente aos 51 anos. O que começou como um exercício íntimo de elaboração afetiva, virou sua primeira obra teatral, escrita em parceria com Diego do Subúrbio. 

Foi com o personagem Vera Verão que Jorge encarnou a guerreira contra todos os preconceitos, uma verdadeira entidade, firmando sua contribuição à luta social e sua trajetória na história da cultura brasileira.

Serviço:

[Teatro] Espetáculo JORGE PRA SEMPRE VERÃO

Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes 57, Centro – Salvador/BA

Datas: de 31/7 a 02 de agosto de 2026

Horários: sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h

Acessibilidade: sessões com intérprete de Libras no sábado

Bate-papo com a plateia: após apresentação de sexta-feira (31/07)

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 75 minutos

Informações: (71) 3421-4200 | Site CAIXA Cultural Salvador | Instagram @CAIXACulturalSalvador

Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais

Estacionamento gratuito ao lado da CAIXA Cultural

Continue Reading

Teatro

Projeto “Ordem Questionada” conclui formação de artistas negros

Kelly Bouéres

Published

on

Amanda Chung
Amanda Chung

O projeto “Ordem Questionada”, do Coletivo Subverso das Artes, encerrou sua trajetória após oito meses de formação artística e circulação de espetáculos voltados à qualificação de artistas negros baianos. A última apresentação da peça “Pedaços de Mim (Fragmentos de Nós)”, no Colégio Estadual Vera Lux, em Nova Brasília, marcou o fim de um ciclo que reuniu 20 participantes em oficinas de criação, produção e gestão teatral. Como resultado do processo formativo, os espetáculos inéditos “Pedaços de Mim (Fragmentos de Nós)” e “Pai Contra Mãe” circularam gratuitamente por cinco bairros de Salvador e alcançaram um público estimado de 180 pessoas.

Para o participante e ator das duas peças Ahadi Oliveira, de 23 anos, a experiência foi transformadora e chegou em um momento decisivo de sua carreira artística.

“Trabalhar personagens tão profundos e intensos me deu uma perspectiva viva do quão cruel a realidade pode ser, do quão involuntária e inevitável pode ser a vida de quem nasceu sem os privilégios ofertados de forma exclusiva à certas camadas sociais. Estar inserido em um projeto que falasse sobre minha vivência e me desse a oportunidade de estar levando isso para espaços educacionais me pareceu algo maravilhoso”, destaca.

Ahadi também ressalta que a iniciativa renovou sua motivação para seguir promovendo conscientização e transformação social por meio do teatro.

“A importância de estar levando, não apenas arte, mas senso crítico para uma camada da sociedade a qual tem seus direitos de acesso negado é imensurável. Ter a oportunidade de dialogar com essas pessoas, que estão inseridas nos contextos de violências que as obras abordam e muitas vezes não se percebem nesses contextos, seja por cansaço ou falta de instrução, é muito satisfatório”, completa.

Depois que as cortinas se fecham – A coordenadora do Coletivo Subverso das Artes, Laura Sacramento, avalia que o projeto fortaleceu a formação dos artistas e ampliou o diálogo entre as comunidades onde circulou. 

“Traçamos um percurso proveitoso ao longo do projeto, tanto o Coletivo Subverso das Artes, quanto os residentes e artistas envolvidos. O processo de formação foi importante para o nosso desenvolvimento enquanto artistas, e para a construção das peças ‘Pai Contra Mãe’ e ‘Pedaços de Mim (Fragmentos de Nós)’. Estudar dramaturgia, direção teatral, direção musical, atuação, formação de público, comunicação estratégia, cenografia e gestão teatral, nos trouxe ampliação de conhecimentos dentro da área das artes cênicas, além da noção de autonomia em gestão das próprias produções, de modo que a identidade do Subverso e do projeto se espelharam, refletindo o percurso individual de cada artista, mas sobretudo do coletivo, pensando na equipe que construímos”, afirma.

Além da formação técnica, o projeto estimulou a criação de narrativas que refletem sobre identidade, desigualdades sociais, justiça e memória histórica, levando ao palco questões atravessadas pelas vivências das comunidades participantes. As apresentações foram realizadas em espaços dos cinco territórios contemplados: o Colégio Estadual Luiz Viana, no Candeal; o Cine Teatro Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas; a Escola Municipal Makota Valdina, no Engenho Velho da Federação; o Colégio Estadual Vera Lux, em Nova Brasília; e a Escola Municipal Jardim Santo Inácio, em Santo Inácio.

“Ver os artistas e os bastidores em ação, a escola transformada, encheu de vida e potencial o imaginário de cada um de nós, professores e alunos. O Ordem Questionada vai além da apresentação de uma peça, a relevância desse projeto se dá pelo engajamento de cidadãos que sustentam seu sonho, sua criatividade, sua rotina diária e alavancam concomitantemente ações sociais, conhecimento e enchem de brilho olhos que por vezes deixam de sonhar”, avalia Claudia Urpia Rosa, Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Makota Valdina, no Engenho Velho da Federação.

O projeto “Ordem Questionada” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

Continue Reading

EM ALTA