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Formação

Estudantes debateram questões raciais no Parque Costa Azul

Jamile Menezes

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novembronegro“Poder ao povo negro”, este é o nome do evento que reuniu cerca de 70 jovens para debater a temática Juventude e Empoderamento Negro. A roda de conversa foi produzida e organizada por jovens da área de Educação e Cidadania – Grêmio Estudantil do Colégio Estadual Thales de Azevedo. O evento ocorreu no Parque Costa Azul, neste sábado (29).

A Lei 10.639 obriga a instituição do debate sobre cultura afrobrasileira nas instituições educacionais, no entanto, ela ainda não é posta em prática pela maioria. A diretora de Educação e Cidadania do Grêmio Estudantil, Laís Santos, após saber de um caso de racismo que aconteceu no colégio em que estuda, decidiu unir forças com seus colegas e fomentar por conta própria o debate. Teve perguntas e colocações, pois como disse Laís “precisamos e queremos falar sobre isso”.

A abertura do evento se deu com as poesias do Grupo Recital Ágape, já conhecidos por levarem sua poesia marginal aos mais variados espaços. Com um repertório de versos que, em sua maioria, denunciam o racismo, o machismo e outras formas de opressão, a poesia de Gleise Souza, por exemplo, definiu bem o quão difícil é chegar num espaço, ouvir os versos e “sair do mesmo jeito que entrou”.

novembronegroNo sarau, diversos estudantes recitaram seus poemas ressaltando questões raciais, o que faz aumentar a percepção para uma nova forma de combate, no qual as armas, dessa vez, são as palavras.

Raissa Calmon do Coletivo Nacional de Juventude Negra (Enegrecer) e Lissandra Pedreira, uma das produtoras do Sarau da Onça, foram as convidadas para compor o debate. Raissa iniciou explicando o motivo pelo qual o treze de maio não libertou ninguém. “Não nos foi concedido o mínimo, que era educação, trabalho e saúde, permanecemos escravos” disse. Lissandra Pedreira trouxe questões a cerca do empoderamento, atentando ao fato de que “só dá pra gente se empoderar coletivamente”.

Outros temas abordados foram intolerância religiosa, colorismo, violência policial e mulheres negras. As redes sociais também foram debatidas, e vistas como fonte de aprendizado. “Descobri que era mulher negra através das redes sociais” acrescentou Raissa.

A estética negra foi uma das questões mais presentes entre o público, visando entender a necessidade de se libertar dos padrões impostos e percebê-la como política e forma de protesto.

Débora Santos, empreendedora negra, contribuiu dizendo que “nunca existiu e nunca vai existir a ditadura do cabelo crespo”. Segundo ela, é importante sim ter um pensamento politizado, no entanto, isso não é pré-requisito para ter o cabelo black, visto que, a estética negra, por si só já é política e ninguém questiona o branco por ser o que ele é, e preservar seu cabelo liso natural.

grupoagapepoesia

Joyce Melo

“Poder ao povo negro”, sim, certamente todos os negros que ali estavam saíram mais reflexivos e mais empoderados.Enquanto todos aqueles, lidos socialmente como brancos, saíram também mais conscientes dos seus privilégios e, certamente, mais impulsionados a abdicar deles.

Texto de Joyce Melo, poetisa, integrante do Grupo Ágape, estudante de Jornalismo na Faculdade Unijorge.

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Formação

Psicólogo George Barbosa volta com minicurso Saúde Mental Racializada

Jamile Menezes

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Psicólogo George Barbosa

O minicurso Saúde Mental Racializada, idealizado e ministrado pelo psicólogo baiano George Barbosa,  está de volta em formato presencial, no próximo sábado (8), 9h, no auditório do DEDC (Departamento de Educação) da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), no Cabula.

Agora com o 2° módulo “Transtornos Mentais X Arquétipos Racistas”, a formação é destinada a profissionais de saúde mental e a qualquer pessoa interessada em compreender a saúde mental sob a perspectiva do enfrentamento diário do racismo.

As inscrições já estão disponíveis e inclui atividade de imersão e sorteio de brindes. Para a formação chegar a até mais pessoas, o curso também terá transmissão online via Google Meet. A inscrição para a participação remota é também no Sympla.

 “O enfrentamento diário do racismo faz surgir sintomas como a síndrome do pânico, ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout, dentre outros transtornos psicológicos mistos. E como para todo sintoma existe uma doença, é preciso considerar o racismo, seja estrutural, institucional, e seu enfrentamento como a causa por detrás desses sintomas”, afirma o psicólogo George Barbosa, que também é idealizador do projeto “Terapia nos Bairros”.

São temas do curso arquétipos sociais, representatividades, paternidade, adoecimentos mentais de pessoas negras, indígenas, quilombolas e o cuidado a esses pacientes nos serviços de saúde.

“A proposta do curso é tratar esses assuntos e provocar debates que não acontecem no âmbito da formação acadêmica, nem em universidades públicas nem em faculdades privadas. Não existem disciplinas específicas para algo que é tão adoecedor quanto racismo, a começar pelo fato de ser possível contar no dedo de uma mão o número de profissionais negros no corpo docente das universidades, mesmo nas públicas”, realça o psicólogo George Barbosa.

SERVIÇO

Curso Presencial e Online: Saúde Mental Racializada

Data: 08 de junho de 2024

Horário: 9h às 12h

Local: Auditório do DEDC (Departamento de Educação) da UNEB – Universidade do Estado da Bahia – Rua Silveira Martins, 2555 Cabula

Inscrições para formato Presencial:

SYMPLA

Inscrições para formato Online:

FORMULÁRIO

Valor: R$60 (presencial) | R$40 (online)

Público-alvo: Profissionais de saúde mental e público interessado em geral.

 

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Formação

Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado

Amanda Moreno

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Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado
Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado | Fotos: Divulgação

Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado. O dia 25 de maio, data em que comemoramos o Dia da África, trata-se de um importante reconhecimento às contribuições dos diversos povos africanos em todo o mundo. Aqui no Brasil, essa data torna-se cada vez mais importante por celebrar valores ancestrais africanos, assim como perspectivas de futuro mais digno e igualitário.

É neste ensejo acontece o lançamento do Coletivo Adinkra, primeira atividade idealizada e implementada por nós. A busca por uma sociedade mais equânime, sem a presença do racismo e de outras formas de iniquidades é o que move as ações do Coletivo Adinkra, assim como o desejo de que as oportunidades não privilegiem determinados seguimentos da sociedade e tenhamos o direto de sonhar e conquistar uma verdadeira transformação social.

Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado

Os Bijagós constituem um povo africano que habita o arquipélago dos Bijagós, na região da Guiné-Bissau. Não constituem um povo homogéneo, mas sim um conjunto de grupos sociais, conscientes de uma unidade étnica fundamental, com idiomas e costumes variados, que variam de ilha para ilha e até dentro da mesma ilha. Augusto Cardoso é Bijagó, Doutor e Mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia. Graduado em Administração pela Fundação Visconde de Cairu-BA e Pedagogo pela Faculdade Jardins. Professor, Pesquisador, Ativista Socioambiental e Consultor.

Sobre o evento:

O que: Palestra em alusão ao Dia da África e Lançamento do Coletivo Adinkra

Quando: 25/05/2024 (sábado) – 10h as 13h

Local: Centro Cultural Casa de Angola na Bahia (Centro, Salvador)

Tema: “O povo Bijagô e a biodiversidade: saberes e práticas tradicionais”

Palestrante: Prof. Dr. Augusto Cardoso e Tarry Cristina

Quanto: Gratuito

Organização: Coletivo Adinkra

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Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz

Amanda Moreno

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Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz
Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz | Foto: Amanda Tropicana

Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz. O Ministério da Cultura e Aiwa, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realizado pela Maré Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução, anuncia uma programação especial de masterclasses gratuitas que fazem parte do Festival Salvador Jazz, conduzidas por três figuras proeminentes no cenário musical e cultural brasileiro: Fabrício Mota, Jorge Dubman (Dr. Drumah) e Tamima Brasil.

Ao trazer a história da música negra e seus elementos, as atividades enriquecerão o conhecimento dos participantes apresentando a herança cultural afro-brasileira que permeia a sociedade. Essa abordagem integrada vai refletir o compromisso em ser mais do que um evento de entretenimento, mas sim uma força que proporciona diálogo, educação e a transformação positiva.

Curador do evento junto à produtora Fernanda Bezerra, Fabrício Mota é pesquisador, historiador e músico. Sua vasta experiência acadêmica e musical, combinadas à sua formação em Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana e Mestrado em Estudos Étnicos e Africanos pela UFBA o elegeram para estar à frente da masterclass ‘História e Música Negra’, explorando o universo social e histórico das sonoridades de matriz africana e sua influência na música brasileira.

De acordo com o pesquisador, através da Masterclass História e Música Negra, será possível oferecer um conteúdo mais aprofundado sobre a importância das populações africanas no processo de formação civilizatória do continente americano no Brasil. “Com essa oportunidade de diálogo, de curso intensivo e nesse formato, a gente consegue trazer alguma profundidade às principais matrizes africanas que formam o pensamento no Brasil e a sociedade brasileira, além de entender a conexão que essas matrizes têm com a produção de uma cultura tão complexa e que se manifesta não só através das artes, mas também de uma maneira muito particular de organizar a economia e a sociedade civil”, conta.

Atualmente Doutorando em Cultura e Sociedade pela UFBA e professor do IFBA, o pesquisador Fabrício Mota é reconhecido por sua abordagem integrada entre pesquisa acadêmica e prática musical, especialmente nas musicalidades afro-brasileiras. Para ele, ao fortalecer o conhecimento histórico conseguimos produzir uma arte fundamentada, uma arte que aponta para o futuro.

Quem se junta ao time de proponentes, à frente das masterclasses, é o renomado baterista Jorge Dubman, conhecido como Dr. Drumah. Com mais de 20 anos de carreira, Dubman é reconhecido por sua habilidade em misturar elementos do reggae com novas texturas e timbres, criando um som único e especial no jazz rap nacional.

Proponente da oficina de batidas diaspóricas, o músico ressalta a importância de compreender e explorar as batidas diaspóricas seja historicamente ou artisticamente.

Autoridade reconhecida em sua área, a pesquisadora Tamima Brasil, ministrará um encontro musical para mergulhar no universo do pandeiro e conhecer a trajetória da musicista. Ela, que também é educadora, baterista, percussionista e Luthier de Pandeiros, complementa o trio de mestres. Com mais de duas décadas de experiência e um método próprio de ensino, Tamima participa de festivais renomados tanto nacional quanto internacionalmente, destacando-se na sua expertise em percussão e educação musical.

Ao unir essas três personalidades notáveis, o Festival Salvador Jazz oferece não apenas uma celebração da música negra e suas influências culturais, mas também uma experiência educativa e transformadora para os participantes das masterclasses. Essa oportunidade única permite explorar a riqueza da herança cultural afro-brasileira e sua relevância na sociedade contemporânea.

Com vagas limitadas, as inscrições encerram dia 06, às 23h59. O resultado será divulgado na sexta-feira,10. Os(as) interessados(as) podem se inscrever através do link:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSddvlF4WE_R_TKTqDFuIOvBYkaspAuGCdbmGfedxPZQsAeEEw/viewform

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