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Artes

Balé das Iyabás e #MaisAmorEntreNós – Encontros de afeto entre SSA e RJ

Jamile Menezes

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Ludmilla Almeida e Sinara Rúbia, duas mulheres negras cariocas à frente do Grupo Cultural Balé das Iyabás (RJ). Elas estiveram em Salvador para participar de mais um Encontro de Auto Cuidado e Segurança de Ativistas (últimos domingos do mês), uma iniciativa pautada no movimento #MaisAmorEntreNós, idealizado pela jornalista soteropreta, Sueide Kintê.

A programação deste Encontro é definida a partir da necessidade de um grupo de mulheres ou de uma mulher. Fazemos tudo que ela gosta, além de fazermos, em grupo, a Técnica de Redução de Stress (TRE), reflexologia e conversar bem descontraidamente sobre as intempéries da militância e da nossa vida”, explica Sueide.

Conheça mais um pouco do Balé (fotos de Safira Moreira):

baledasiyabasPortalSoteroPreta – Como o Balé tem atuado no RJ? 
Elas – O Grupo Cultural Balé das Iyabás é um grupo de Mulheres Negras que propõe a reflexão sobre o protagonismo da mulher na sociedade a partir da mitologia dos Orixás. Pensando a arte de forma política, trabalhamos com as questões de gênero e raça, tendo como missão o fortalecimento, emancipação e empoderamento de mulheres, sobretudo Mulheres Negras. Desde o início do trabalho, sobretudo das oficinas que começaram em 2013, temos um público frequente de mulheres que reconhecem a nossa vivência como o espaço que ela se propõe: um espaço permanente de diálogo, resistência, manutenção da nossa cultura, combate ao racismo, ao machismo, à violência contra a mulher e empoderamento feminino.
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PortalSoteroPreta –  Como as mulheres têm interagido com as vivências?
Elas – Devido à dinâmica e forma como conduzimos a oficina, a Vivência se torna um espaço de acolhimento, em que muitas mulheres se sentem motivadas a compartilhar suas experiências, mesmo as mais traumáticas. As mulheres vão em busca de conhecimento, trocas de experiências, afetividade, empoderamento, identidade. Já presenciamos filhas que levaram as mães, mães que levaram filhas e filhos, mulheres com seus companheiros e mesmo empreendimentos que surgiram inspirados no nosso trabalho.

“Todo esse retorno nos impulsiona para seguir com a missão do nosso trabalho, que traz resultados importantes e gratificantes!”

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PortalSoteroPreta – Onde vocês atuam e qual tem sido o alcance do Balé?
Elas – As Vivências do Balé acontecem uma vez por mês em um espaço fixo, que se reveza entre o Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo e o Sindsprev/RJ. Por sermos apoiadas pelo Fundo Fale Sem Medo – parceria entre o ELAS Fundo de Investimento Social e o Instituto Avon -podemos, desde 2014, ampliar nossa área de atuação, levando a oficina para um abrigo de mulheres em situação de violência doméstica e algumas comunidades/favelas do Rio de Janeiro como, Morro dos Prazeres, Cidade de Deus, Batan, Vidigal e Maré. Além disso, levamos as Vivências para outras cidades, como Salvador , Redenção (CE), São Paulo, Vitória (ES), Brasília (DF).
baledasiyabasPortalSoteroPreta – Como se dá as vivências propostas por vocês?
Elas – A Vivência do Balé é uma oficina com dinâmicas de interação entre a mitologia das Iyabás e suas manifestações e ressignificações em nosso cotidiano, propondo analisar aspectos políticos, sociais e culturais das mulheres no nosso dia-a-dia. Trazemos também para o corpo, movimentos inspirados na gestualidade das Iyabàs, propondo uma leitura que dialogue com este universo no contemporâneo e nos fortaleça através do balé dessas Orixás. Já as performances desenvolvidas pelo grupo, correspondem a uma linha de pesquisa e criação que aborda a semelhança entre os Itans – “mitos”ancestrais – e as vivências da vida cotidiana das mulheres de nossa sociedade contemporânea.
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Encontro em Salvador

PortalSoteroPreta – Qual importância de Encontros como este proposto pelo #MaisAmorEntreNós aqui em Salvador?
Elas – Esse encontro entre nós mulheres negras, nos fortalece para continuarmos abrindo espaço, caminhando e nos empoderando juntas. Consideramos ainda, a importância de reconhecer na nossa ancestralidade, história, religiosidade e cultura negra, a força e o conhecimento que atuam como alicerces para toda nossa compreensão de mundo.
A ida para Salvador, além contribuir com a missão do nosso trabalho, possibilita a ampliação de uma rede de afetividade, autocuidado e conhecimento entre mulheres de diferentes estados, que se encontram por questões semelhantes: sermos mulheres, sobretudo mulheres negras, numa sociedade racista e patriarcal como a nossa.

baledasiyabasPortalSoteroPreta – Como vocês vêem a crescente preocupação quanto à afetividade das mulheres negras?

Elas – As mulheres negras no Brasil, ainda sofrem as consequências de uma sociedade escravagista, em que foram objetificadas enquanto mercadoria de trabalho braçal, doméstico e sexual. Aprendemos desde cedo que somos mulheres fortes, que devemos servir ao trabalho e nunca nos foi ofertado o lugar de fragilidade dado às mulheres brancas. Aprendemos desde cedo também, o que é o abandono e solidão, já que a realidade de muitas mulheres negras é de conduzirem sozinhas suas vidas, famílias, filhas e filhos; ou com a ajuda de mães, avós e outras mulheres que formam essa rede de cuidado e sororidade. Aprendemos a odiar nossos traços, nosso cabelo, nossa cor. Como pensar em amor, com toda essa realidade imposta de dor?

“Acreditamos que os diversos grupos e coletivos de mulheres negras que promovem diferentes iniciativas e encontros, são fundamentais neste processo de autoconhecimento, autocuidado e transformação, colaborando assim para a mudança desse quadro estrutural e possibilitando a consciência que nos estimula a lutar pelo nosso direito à vida, à felicidade e ao amor.”

 

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Júlia Couto

POR Júlia Couto, presente no Encontro realizado em Salvador:

Um balé de emoções!

As Ayabás se fizeram presentes

Bussoladas por águas raras, caras de Kinté

Ela trouxe um batalhão de flores, borboletas, cores

Os sabores sentidos, vistos, tocados no olfato

Duas belas rainhas bailando as sentimentalidades do meu ser

Senti Orisá perto, junto, tranquilo, feliz

O #MaisAmorEntreNós me faz sentido

Pois “Eu sou ela e ela sou eu!”

Fui dormir sonhando auto-cuidado!

Sonhos bons!

Artes

Festival Photothings abre convocatória a fotógrafos e artistas visuais do Brasil

Jamile Menezes

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Para essa edição do Festival Photothings, há um compromisso de 60% das vagas serem destinadas a artistas do norte,

O Festival Photothings 2024, que acontece em sua 4ª edição, retorna com a proposta de estimular a produção fotográfica nacional, proporcionando uma plataforma inclusiva e diversificada para artistas visuais de todo o Brasil. A convocatória é aberta a todos os fotógrafos e artistas visuais brasileiros com idade igual ou superior a 18 anos.

Com data marcada para o evento final e premiação para os dias 14 e 15 de setembro na Associação Comunitária Monte Azul, em São Paulo, o Photothings abre as inscrições entre os dias 10 e 23 de junho, com o objetivo de destacar talentos emergentes e promover a arte fotográfica como um meio de expressão cultural.

Para essa edição do Festival Photothings, há um compromisso de 60% das vagas serem destinadas a artistas do norte, nordeste, centro-oeste e sul do país, bem como mulheres, pessoas negras, indígenas, comunidades tradicionais, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e outros grupos em situação de vulnerabilidade.

Sem um tema pré-estabelecido, a iniciativa busca delinear um panorama plural da fotografia autoral, revelando uma geração de artistas que enfrentam dificuldades de acesso ao mercado – este ainda concentrado em poucas galerias e feiras de arte. Dessa forma, o objetivo do Photothings é “furar a bolha” e mostrar a riqueza da produção fotográfica de diversas regiões do Brasil.

A curadoria deste ano no Festival Photothings está a cargo do fotógrafo Léu Britto e da historiadora Marly Porto. A comissão de seleção que vai selecionar os premiados inclui tanto artistas consagrados como talentos emergentes, com um foco significativo na diversidade e inclusão.

A premiação será composta por três categorias distintas. O primeiro prêmio consiste em cinco fotolivros bilíngues, com 40 páginas no formato 15x19cm, que integrarão a Coleção Photothings, atualmente com 20 títulos. A comissão de seleção para este prêmio inclui Angélica Dass, fotógrafa premiada; Ina Henrique Dias, pedagoga, professora e fotógrafa; Juh Almeida, cineasta e fotógrafa; Marcelo Reis, artista visual e curador; Rogério Reis, fotógrafo; Léu Britto e Marly Porto.

O segundo prêmio é um fotolivro artesanal, cujo projeto gráfico será desenvolvido pelo designer Julio Matos em parceria com o autor selecionado e executado pelo Yume Ateliê, de Eliana Yukawa. A comissão de seleção deste prêmio inclui Eliana Yukawa, Julio Matos, Léu Britto e Marly Porto.

Já o terceiro prêmio é um curso online que resultará na produção de um fotolivro artesanal. Este curso é realizado pelo projeto M.A.L.A. (Morada Andarilha de Livros de Artista) e, ao final, o livro produzido será exposto na França, em 2025. A seleção do participante para este prêmio será definida pela equipe formada por Estela Vilela, integrante do coletivo M.A.L.A, Léu Britto e Marly Porto.


SERVIÇO
Festival Photothings 2024
Abertura das inscrições: 10 a 23 de junho
Divulgação dos selecionados: segunda quinzena de julho
Entrega dos prêmios: 14 e 15 de setembro na Associação Monte Azul
Local: Associação Comunitária Monte Azul (Rua Francisco Xavier de Abreu, 483, Jardim Monte Azul – SP, 05836-180)
Horário: das 14h às 19h
Entrada gratuita
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Artes

“Arte de Rua nas Escolas” leva inspiração e criatividade para o ambiente educacional

Jamile Menezes

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Arte de Rua nas Escolas

O Coletivo Arte Marginal Salvador e cinco grupos parceiros se reuniram para realizar o projeto “Arte de Rua nas Escolas”. A iniciativa acontece entre junho e novembro, em duas etapas. Na primeira, os coletivos visitam seis escolas públicas com suas produções artísticas, e na segunda, os estudantes são convidados a participarem da programação na Casa do Museu Popular da Bahia, localizada no bairro Fazenda Grande do Retiro.

O projeto reivindica a expressividade da Arte de Rua e difunde a ideia de uma educação cidadã e libertadora.

A primeira etapa do projeto Arte de Rua nas Escolas acontece entre 12 de junho e 14 de agosto e contará com apresentações do Coletivo SOMA (música), Coletivo Arte Marginal Salvador (performance),  Grupo de Arte Popular A Pombagem (teatro), Coletivo Pixo Rua (arte urbana), Click Coletivo (fotografia) e Coletivo da Casa do Museu Popular da Bahia (museu). Todas as apresentações serão seguidas de roda de conversa com os estudantes.

Na segunda etapa, os seis coletivos irão produzir uma exposição colaborativa intitulada “O Museu é a Rua”, na Casa do Museu Popular da Bahia. Todas as linguagens artísticas apresentadas nas escolas também estarão presentes nessa exposição. A ideia é aproximar ainda mais os jovens de uma ideia descentralizada de museu, incentivar a formação artística e combater os estigmas sociais ligados à arte de rua.

PROGRAMAÇÃO Arte de Rua nas Escolas (1ª ETAPA DO PROJETO)

Acompanhe em: @apombagem

12 de junho, às 14h – Coletivo SOMA (música) visita o Colégio Estadual Professor Rômulo Almeida;

19 de junho, às 14h – Coletivo Arte Marginal Salvador (performance) visita o Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira;

3 de julho, às 14h – Grupo de Arte Popular A Pombagem (teatro) visita o Colégio Estadual Santa Rita de Cássia;

17 de julho, às 14h – Coletivo Pixo Rua (arte urbana) visita o Colégio Estadual Nelson Mandela;

31 de julho, às 14h – Click Coletivo (fotografia) visita o Colégio Estadual Cesare Casalli;

14 de agosto, às 14h – Coletivo da Casa do Museu Popular da Bahia (museu) visita o Colégio Estadual Dom Avelar.

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Artes

Festival FADAS promove a cultura LGBTQIAPN+ em Valéria

Jamile Menezes

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O Coletivo Banto de Artes Integradas lança nos dias 6, 7 e 8 de junho a Mostra Fotográfica Fios da Memória: Tranças como Resgate Identitário, no Parque São Bartolomeu, Subúrbio Ferroviário de Salvador. A exposição, que é aberta ao público, será o resultado de um editorial fotográfico de 12 fotos, onde serão reproduzidos os penteados de origem Fulani, Banto e Mbalantu, etnias africanas, em contraponto com seu uso contemporâneo, presente no cotidiano das populações negras e periféricas.

O Festival FADAS conta com artistas jovens com gana para ocupar todos os palcos,  mostrando a arte periférica produzida pela comunidade LGBTQIAPN+, no principal espaço cultural de Valéria.

Pela primeira vez reúne no mesmo palco Virus Carinhos; Evylin; Jade Lu; DJ Moura; Raíssa Nizah e o grupo de dança UZARTE. O FADAS tem música, dança, artes visuais, audiovisual e hip-hop em um só lugar de fruição artística. A direção artística é de Fabíola Aquino, cineasta e documentarista da identidade e da diversidade cultural da Bahia.  FADAS é uma celebração à diversidade e à inclusão de artistas LGBTQIAPN+. É uma proposta que inclui a juventude LGBTQUIAPN+ em todas as etapas de produção, desde a concepção, à produção e participação de artistas do meio no palco, a maioria residentes em Valéria.

O Festival FADAS acontece no Espaço Cultural Boca de Brasa de Valéria, dia 01 de junho, sábado, às 16h, com entrada gratuita. As apresentações ocorrem presencialmente e com transmissão ao vivo no Canal Obá Cacauê no Youtube, onde ficará disponível por tempo indeterminado.

Serviço:

O que: FADAS II – FESTIVAL ARTES na DIVERSIDADE SEXUAL

Quando: 01 de junho; às 16 horas, GRATUITO

Onde: Espaço Cultural BOCA DE BRASA – CEU – Centro de Artes e Esportes Unificados – CEU, Rua B, Nova Brasília de Valeria, s/n. VALERIA.

Link ao vivo: https://youtube.com/live/nSmO_v0Q9aY?feature=share  

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