Artes
Festival A Cena Tá Preta terá teatro, música, dança e cinema no Teatro Vila Velha este mês

Um verdadeiro Festival de Arte Negra está sendo preparado pelo Bando de Teatro Olodum e Teatro Vila Velha para acontecer de 4 a 27 de novembro. Um mês, praticamente, de espetáculos, música, moda, cinema, várias linguagens estarão juntas no Vila ao longo destes dias. Estamos falando do Festival “A Cena Tá Preta”, que há 13 anos pauta a Cultura de legado africano nos palcos do Vila. A meta: “fortalecer, divulgar e festejar esta arte, destacando sua representatividade na constituição da identidade cultural do povo brasileiro”. O Portal SoteroPreta apoia o Festival e trará matérias especiais da programação!
TEATRO
Quem abre alas neste Festival é o renomado espetáculo “Ó, Paí, Ó!” (4, 5 e 6/11), montagem do Bando de Teatro Olodum dirigida por Marcio Meirelles, já conhecida em todo Brasil. Já no dia 8, será a vez da peça “Sobejo”, primeiro solo da atriz e produtora Eddy Veríssimo, da Outra Companhia de Teatro.
A peça é escrita e dirigida pelo ator, dramaturgo, diretor e figurinista, Luiz Buranga e retrata a biografia fictícia da personagem Georgina Serrat. Ela é uma dona de casa que depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e, como muitas mulheres do nosso tempo, tem seus sonhos frustrados pelas agressões de um marido violento.
Nos dias 10 e 11, a peça “Rebola” – dirigida por Thiago Romero, com texto de Daniel Arcades e direção musical de Jarbas Bittencourt – vai problematizar a questão da invenção do gueto, uma homenagem à criação e resistência de espaços de articulação para a comunidade LGBTQI. Em seguida, 12 e 13, será a vez de “O Contentor (O Contêiner)”, com dramaturgia do premiado autor angolano José Mena Abrantes e direção estreante de Ridson Reis. O espetáculo traz à tona questões como imigração, direitos humanos e a busca de um sonho. No palco, ao lado do próprio Ridson, estão os intérpretes EddyFirenzza e Cell Dantas.
MÚSICA
O palco do Vila também terá espaço para a música negra e quem abre é o espetáculo “FAYA”, dirigido pelo ator do Bando, Jorge Washington. No dia 18, FAYA terá a musicalidade do cantor e compositor Dão com o multi-instrumentista Maurício Lourenço, unidos a quatro negras mulheres: a atriz Valdineia Soriano, a ativista e socióloga Vilma Reis, a professora e poeta Livia Natália e a cantora norte americana, Michaela Harrison, de Nova Orleans.
Os músicos prometem revisitar grandes clássicos de compositores negros e outros bambas do passado. A música embalará mulheres que desfilarão para a Negrif, da estilista Madalena Bispo – é o desfile “Sexta do Branco”, apresentando indumentárias na cor branca, simbolizando a PAZ e os referentes culturais afro brasileiros.
Dia 19, sábado, será a vez da cantora e compositora Juliana Ribeiro, com seu show “Preta Brasileira”, que fala de miscigenação racial e das inúmeras denominações para os tons de pele do brasileiro. Suas letras falam da mulher negra contemporânea, inspirada na própria vivência da artista. . O show tem direção artística e concepção de Juliana Ribeiro e direção musical de Marcos Bezerra.
No dia 27, a cantora baiana Nara Couto apresentará seu show “Outras Áfricas”, sob a direção artística de Elísio Lopes Jr. Com o show, a artista busca estabelecer uma ponte musical entre o continente africano e a Bahia, com releituras contemporâneas de canções clássicas e novas propostas sonoras.
DANÇA
As artes negras também estarão expressas na Dança com o “O Corpo na Cena”, que reunirá as coreografias “Negra Fé” e “Vozes D’África”, da companhia Lekan Dance. “Negra Fé” é baseada nos itans do Phateon Africano onde bailarinos movem-se com força e graça. Já a coreografia “Vozes D’África” traz toda luta do povo negro por sua liberdade desde o início na época da escravidão. A apresentação será no Dia da Consciência Negra – 20 de novembro.
“Da própria pele não há quem fuja” é o nome do espetáculo de coreografias que será encenado nos dias 25 e 26. Elas exploram a simbologia dos orixás e os aspectos das manifestações populares como Zambiapunga e Mandus, através de um olhar contemporâneo. Aqui a dramaturgia transita entre memórias pessoais, e nas ressignificações destas manifestações na composição coreográfica.

Filme ÒRUN ÀIYÉ
CINEMA
Uma grande novidade do “VII Festival A Cena tá Preta” – no dia 22 – será o “Cine na Cena”, com apresentação de três curtas: Cinzas, da diretora Larissa Fulana de Tal; ÒRUN ÀIYÉ, das diretoras Jamile Coelho e Cintia Maria; e O Tempo dos Orixás, da cineasta Eliciana Nascimento.
Após a exibição dos filmes, haverá um bate-papo com elenco e equipe, sobre a criação dos curtas e a nova geração de cineastas baianas.
CONFIRA HORÁRIOS E VALORES
Ó Paí, Ó!
Quando: 4, 5, 6/11, sexta-feira e sábado às 20h, domingo às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação indicativa: 14 anos
Sobejo
Quando: 8/11, terça-feira, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação indicativa: 15 anos
Rebola
Quando: 10 e 11/11, quinta e sexta-feira, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 16 anos
O Contentor (O Contêiner)
Quando: 12 e 13/11, sábado às 20h, domingo às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 12 anos
Show “FAIYA”
Quando: 18/11, sexta-feira, 19h30
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: LIVRE
Juliana Ribeiro – Show “Preta Brasileira”
Quando: 19/11, sábado, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 14 anos
O Corpo na Cena
Quando: 20/11, domingo, 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 14 anos
Cine na Cena
Quando: 22/10, terça-feira às 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Cabaré dos Novos
Valor: R$ 20 e 10
Classificação Indicativa: 12 anos
Da própria pele não há quem fuja
Quando: 25 e 26/11, sexta-feira e sábado, 20h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 14 anos
Nara Couto: Outras Áfricas
Quando: 27/11, domingo, 19h
Onde: Teatro Vila Velha – Sala Principal
Valor: R$ 30 e 15
Classificação Indicativa: 12 anos
Artes
Lívia Passos ressignifica itens hospitalres na exposição “Pure Gold”
Um material originalmente concebido para garantir a proteção estéril em procedimentos cirúrgicos ganhou novos significados e status de arte no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM Bahia), localizado no Solar do Unhão, em Salvador. A obra “Primeira Pele: Vestes do Cuidado“, criada pela artista visual e técnica em enfermagem Lívia Passos com mantas cirúrgicas descartadas e tampas de remédios, integra a exposição internacional Pure Gold – Upcycled! Upgraded!, em cartaz com entrada gratuita até o dia 30 de agosto.
A criação da artista baiana foi escolhida após sua participação na oficina How To Cycle Up Design?, realizada entre 21 e 24 de julho no MAM Bahia promovida pelo projeto em parceria com o Goethe-Institut Salvador e o Institut für Auslandsbeziehungen (ifa), da Alemanha. Durante quatro dias de imersão ministrada pelos designers Anja Lapatsch, Clemens Lauer e Anika Unger, os participantes foram desafiados a explorar o reaproveitamento criativo de materiais que seriam descartados.
“Quando transformo esse material em uma vestimenta artística, não estou falando apenas de reaproveitamento ou upcycling. Estou chamando atenção para a importância das boas práticas de manejo e da coleta seletiva dentro dos serviços de saúde, porque o descarte hospitalar exige responsabilidade e cuidados específicos”, destaca Lívia Passos.
Além de Primeira Pele, de Lívia Passos, outras obras criadas por artistas locais foram selecionadas e agora integram a exposição no MAM Bahia, fortalecendo a credibilidade do ecodesign soteropolitano no circuito global. As criações selecionadas foram Luz – Fim de Gamboa, de Denevan Evangelista; Almofada, de Estefânia Wasen Weber; Bolsa Gramado Plástico, de Carla Calixto; e Paisagem Interior, de Tamirys da Silva Conceição.
Do descarte hospitalar à galeria de arte
Confeccionada a partir da pesquisa de Lívia sobre resíduos hospitalares não infectantes, a vestimenta artística utiliza mantas de SMS (Spunbond-Meltblown-Spunbond) provenientes de embalagens de caixas cirúrgicas e tampas plásticas de medicamentos reutilizados. A peça contou ainda com a colaboração de Meire Bitencourt no desenvolvimento das tramas em crochê por meio do upcycling.

A obra propõe uma reflexão crítica sobre o deslocamento entre o cuidado com a saúde e o cuidado com o meio ambiente. Ao questionar o destino dos resíduos gerados nos serviços de saúde, a artista convida o público a pensar nas possibilidades de transformação consciente e na necessidade de segregação correta dos materiais.
“A roupa se torna, então, uma espécie de segunda narrativa sobre o cuidado. Ela veste o corpo, mas também veste uma reflexão sobre aquilo que acontece depois que um material cumpre sua função dentro do hospital. É o cuidado que sai do ambiente hospitalar e continua existindo no meio ambiente.”, afirma a artista.
O conceito Pure Gold: curadoria internacional e o descarte como “ouro puro”
Sob curadoria geral do designer alemão Volker Albus e curadoria da seção latino-americana pela pesquisadora e crítica brasileira Adélia Borges, a mostra Pure Gold – Upcycled! Upgraded! propõe uma mudança radical de perspectiva sobre consumo, arte e sustentabilidade. Realizada pelo ifa em cooperação com o Goethe-Institut Salvador e o MAM Bahia, a exposição vai além da reciclagem convencional ao focar no upcycling, processo que atribui valor estético, funcional e poético superior a matérias-primas que antes seriam rejeitadas.
A curadoria destaca a valorização do feito à mão e a acessibilidade das técnicas manuais, demonstrando que o ecodesign de alto impacto não depende de grandes estruturas industriais, podendo surgir em oficinas locais e bancadas domésticas. Na capital baiana, essa troca entre a criação internacional e o saber fazer local deixou frutos diretos: após a oficina intensiva em julho, cinco criações desenvolvidas em Salvador por artistas locais foram integradas à exibição principal.

Cuidado, saúde e trajetória artística
Nascida em Salvador no ano de 1970, Lívia Passos constrói sua poética justamente no ponto de encontro entre saúde, arte e sustentabilidade. Técnica de Enfermagem formada em 1990 pelo Hospital São Rafael, a artista viveu na pele as dinâmicas do ambiente hospitalar e, a partir de 2016, motivada pelas transformações nos processos de trabalho em saúde, passou a pesquisar o reaproveitamento de materiais como, papelão, plásticos, PVC, isopor e resíduos têxteis.
Sua produção transita por múltiplos territórios educativos e culturais. Realizou sua primeira oficina criativa na Biblioteca Central da Bahia e, a partir de 2019, levou o projeto de conscientização socioambiental e artística para escolas públicas na educação infantil.
É autora e ilustradora do livro infantil O Dia dos Caretas: Zambiapunga, lançado na FLIPELÔ em 2022 e relançado em formato livro-objeto cartonero pela Editora Arte Preta Cartonera, além de assinar ilustrações e textos em obras como Mulheres Negras: Olhares, Vozes e Mãos e Saci – Educação Infantil Patrimonial.
Nas artes visuais, destacam-se a escultura Palmeira da Janela (2018), feita em isopor e tinta acrílica, e a fotoperformance Corpo Resistência, na qual aplica tampas de medicação diretamente sobre a pele. Premiada no Prêmio Pretas Potências na categoria Artes Visuais pelo projeto ARVORECER, Lívia também foi selecionada para a 4ª Bienal Black com uma instalação têxtil junto ao Coletivo Vivedoras de Ganho.
Sucesso de público e alcance global
Reunindo 76 obras de 53 designers de diversos continentes, a exposição internacional já se consolida como um dos grandes destaques do calendário cultural da Bahia.
Desde a sua abertura no MAM Bahia, a mostra já reuniu mais de 5 mil visitantes, firmando-se como um dos principais espaços de debate sobre economia circular, ecodesign e o papel das artes na preservação ambiental na capital baiana.
SERVIÇO:
Exposição: Pure Gold – Upcycled! Upgraded! (Obra destaque: “Primeira Pele: Vestes do Cuidado”, de Lívia Passos)
Local: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM BA), Solar do Unhão – Av. Lafayete Coutinho – Comércio, Salvador-BA
Período: Em cartaz até 30 de agosto
Horário de funcionamento: Terça-feira a domingo (e feriados), das 10h às 18h
Entrada: Gratuita
Texto de Wal Melo (DRT 0006980/BA) – Jornalista
Artes
Slam das Minas Bahia inicia batalhas de 2026 na Flipelô
O Slam das Minas Bahia leva sua primeira batalha classificatória do ano para a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), no dia 8 de agosto, das 19 às 22h, na Casa das Editoras Baianas.
A programação gratuita marca a abertura da temporada 2026 do projeto e reunirá um painel sobre mulheres no mercado editorial e apresentação musical. Mais do que uma disputa, o slam é um espaço de escuta, resistência e construção coletiva, no qual experiências pessoais se encontram com questões sociais e políticas.
Nas batalhas, as slammers apresentam textos autorais em performances de até três minutos, sem figurinos, adereços. As apresentações são avaliadas por um júri formado pelo próprio público, fazendo com que cada encontro seja também uma experiência coletiva.
Em cada etapa, dez slammers iniciam a disputa, realizada em três rodadas eliminatórias até a escolha da campeã.
Programação
A primeira batalha será antecedida pelo painel “Mulheres que Publicam: poéticas, narrativas e presença no mercado editorial”, com participação de Clara Pinto e Adriele Regine, do projeto Lendo Mulheres Negras, e mediação de Ludmila Singa. A programação contará ainda com show da cantora Anne Heru.
A temporada segue até outubro com outras três batalhas classificatórias e uma grande final. No dia 22 de agosto, o projeto promove uma oficina de formação de slammers com Yastrícia, de Pernambuco, e Mileny, de São Paulo, seguida pela segunda batalha classificatória e pelo painel “Viver de Palavra: os desafios e perspectivas da trajetória de uma slammer”.

A programação continua em 12 de setembro, no Cine Teatro 2 de Julho, com uma discussão sobre as violências que atingem as mulheres; e em 17 de outubro, na Praça do Conjunto ACM, com um debate sobre educação, hip hop e os caminhos de transformação para a juventude. A grande final será realizada em 31 de outubro, no Pátio Iyá Nassô, na Barroquinha, com atrações musicais e intervenções de graffiti.
Para a poeta, slammaster e diretora executiva do Slam das Minas Bahia, Ludmila Singa, a participação na festa literária reconhece a força da poesia falada e amplia sua presença nos espaços dedicados ao livro e à leitura.
“O slam nasce da literatura, mas também do corpo, da oralidade, da performance e da presença. A literatura não está apenas no texto escrito; ela acontece quando a palavra ganha voz, gesto e encontro. É muito simbólico que a FLIPELÔ reconheça essa potência.”
PROGRAMAÇÃO | 8 DE AGOSTO
19 às 22h | Casa das Editoras Baianas – Circuito Flipelô
1ª Batalha Classificatória da Temporada 2026
Painel: “Mulheres que Publicam: poéticas, narrativas e presença no mercado editorial”
Convidadas: Clara Pinto e Adriele, do projeto Lendo Mulheres Negras
Mediação: Ludmila Singa
Show: Anne Heru
SERVIÇO
O quê: Slam das Minas Bahia na Flipelô – 1ª Batalha Classificatória da Temporada 2026
Quando: 8 de agosto de 2026, das 19 às 22h
Onde: Casa das Editoras Baianas – Circuito Flipelô, Pelourinho, Salvador
Entrada: Gratuita
Mais informações: @slamdasminasba
Próximas batalhas
22 de agosto, das 15h às 20h – 2ª Batalha Classificatória
12 de setembro, das 15h às 19h – 3ª Batalha Classificatória | Cine Teatro 2 de Julho
17 de outubro, das 16h às 21h – 4ª Batalha Classificatória | Praça do Conjunto ACM
31 de outubro, das 18h às 22h – Grande Final | Pátio Iyá Nassô, Barroquinha
Artes
MAM recebe a Exposição Realezas Negras de Axé no Gantois
No dia 2 de agosto às 15h, o Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM recebe a Exposição Fotográfica Realezas Negras de Axé no Gantois.
A exposição, com a curadoria da multiartista Dóris Leandra, conecta cultura e arte, traduzindo narrativas diversas ao registrar memórias construídas ou compartilhadas na Formação em Fotografia de Terreiro, realizada no Terreiro do Gantois, que contou com a presença de pessoas pertencentes a diversas comunidades de terreiro de Salvador e Região Metropolitana.
Durante o evento haverá o lançamento do Catálogo Fotográfico Realezas Negras de Axé no Gantois, concluindo as ações da primeira edição do Projeto Realezas Negras de Axé, idealizado e coordenado pela fotógrafa, cineasta e professora Mestra Carla Almeida. No Realezas, pessoas jovens, adultas e idosas são incentivadas a atuar na área da fotografia, com o intuito de contribuir para a autonomia no registro das memórias e historicidade de seus terreiros.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
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