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Teatro

Grupo NATA estreia seis espetáculos em Salvador entre janeiro e fevereiro

Jamile Menezes

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NATA Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas
NATA Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas

Thiago Romero em Mundareu. Foto – Giovani Rufino

Depois do grande sucesso com “Exu, a Boca do Universo”, espetáculo que se apresentou em 36 cidades brasileiras, o NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas, volta em cartaz com o projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo.

O projeto prevê a estreia de seis espetáculos solos dos atores Antônio Marcelo, Daniel Arcades, Fernanda Júlia, Nando Zâmbia, Sanara Rocha e Thiago Romero.  A iniciativa é do NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas e da Modupé Produtora.

“Em 2017, o NATA comemora 19 anos e empretece-se cada vez mais, tencionando ampliar e aprofundar a poética do Teatro Negro, com suas pesquisas e questões. Estar em Salvador com este projeto é mais uma ação no nosso objetivo de colocar em diálogo o teatro do interior e da capital”, diz a diretora do grupo, Fernanda Júlia.

Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas

Nando Zambia-Gbagbe. Foto – Andrea Magnoni

Os espetáculos serão apresentados no Teatro Gregório de Mattos e no Espaço Cultural da Barroquinha, de 10 de janeiro a 15 de fevereiro e a direção é dos próprios atores ou de um diretor convidado. É o caso de Andreá Martins, Antônio Fábio, Diana Ramos, Fábio Vidal, Jarbas Bittencourt, Luiz Antônio Jr. e Susan Kalik, sob a coordenação artística da diretora do grupo NATA, Fernanda Júlia.

“É um projeto de profundo amadurecimento artístico, pessoal, espiritual, ético e político. Estrear seis espetáculos diferentes, onde cada atriz/ator expressa suas inquietações, pensamentos, aspirações cênicas é colocar em cena a nossa diversidade teatral e a amplitude da nossa necessidade de expressão e discussão. Para nós é um momento ímpar. Desde 1999 que enceno as peças do grupo, pela primeira vez não estou dirigindo, e o grupo passou a dialogar com outros encenadores e outros colaboradores poéticos para a construção dos seus solos. Isso oxigena, revitaliza, mostra outras formas de fazer e enriquece o grupo, pois cada um descobriu neste encontro com outros parceiros de trabalho novas possibilidades para a cena” – Fernanda Júlia

Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas

Fabíola Julia em Rosas Negras. Foto de Diana-Ramos

Com ingressos a R$ 20 e R$ 10, o público poderá conferir os espetáculos:

Espaço Cultural da Barroquinha

Iyá Ilu de Sanara Rocha (10,11,17 e 18/01 – 19h)

Um ritual afro futurista de saudação a Ayan – a deusa do tambor. Propõe uma discussão acerca das mulheres e o tambor, suas relações e inter-relações ambiciona trabalhar teatro e música a partir das inquietações de Sanara Rocha com o universo da música e das cerimônias sagradas. 

Impostor de Daniel Arcades (24,25,31/01 e 01/02 – 19h)

O solo convida a plateia a participar de um dia crucial na vida de um show-man religioso. Dentro do programa televisivo “Valor Global”, a espera pela chegada da família de Luttero Lúcius, para uma importante participação ao vivo, faz com que toda a plateia reconheça as facetas de sujeitos que entendem como funciona o Mercado da Fé.

Rosas Negras de Fabíola Julia (07, 08, 14 e 15/02 – 19h)

O solo ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra. A pesquisa consiste na criação de um espetáculo-dança que terá sua dramaturgia construída a partir das histórias de vida de algumas mulheres negras com relevantes contribuições para a luta contra a discriminação e a violência contra a mulher e principalmente contra a mulher negra.

Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas

Antônio Marcelo em As balas que nao dei ao meu filho. Foto de Andrea Magnoni

Teatro Gregório de Mattos

Gbagbe de Nando Zâmbia (13/01 – 19h | 14/01 – 17h e 19h |15/01 – 17h

O espetáculo estabelece ligações com o ritual da “árvore do esquecimento” e traz à cena questionamentos acerca da vida cotidiana que vivemos produzindo diversas provocações e reflexões sobre o tempo, memória, ancestralidade, afirmação e afro-brasilidade.

As Bala Que Não Dei Ao Meu Filho de Antônio Marcelo – 20/01 – 19h | 21/01 – 17h E 19h | 22/01 – 17h

O solo aborda a temática do genocídio da juventude negra nas periferias das grandes cidades através da história de um policial negro, morador de periferia, que não encontra seu filho em casa no dia de uma “ação” policial no bairro onde vive.

Mundaréu de Thiago Romero – 03/02 – 19h | 04/02 – 17h e 19h | 05/02 – 17h

Mundaréu é um convite a acompanhar as andanças de Cascudo. memória, partidas, saudades, ancestralidade e encontros são mais importantes que o percurso feito pelo andarilho relatado durante a peça.

AfroEmpreendedorismo

Festival de Arte de Mulheres Negras abre seletiva nacional para atrizes negras

Amanda Moreno

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Festival de Arte de Mulheres Negras
Festival de Arte de Mulheres Negras (Foto: Raquel Franco)

Festival de Arte de Mulheres Negras abre seletiva nacional para atrizes negras a 4ª edição do ‘ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras: A presença feminina negra no matrigestar do futuro’ abriu seletiva que vai até o dia 26 de maio para todo o estado da Bahia e território nacional para compor a programação, mas sobretudo integrar um espaço de valorização e compartilhamento durante o evento que ocorrerá de 18 a 26 de julho na cidade de Salvador no Espaço Cultural da Barroquinha e nos teatros Xisto Bahia e Gregório de Mattos.

O objetivo é proporcionar um diálogo cultural e trazer visibilidade das produções artísticas de mulheres negras plurais oriundas das cinco regiões do país que integrarão a programação do evento. Podem inscrever monólogos, espetáculos e criações de mulheres negras que demarquem sua autoria, narrativa e protagonismo.

O festival foi idealizado pelas atrizes e produtoras culturais Juliana Monique e Eddy Veríssimo e traz nesta quarta edição o tema “A presença feminina negra no matrigestar do futuro”. O mote é inspirado nas tecnologias ancestrais do gestar de mulheres negras, e desde a fundação possui como essência evidenciar a potencialidade da produção negra feminina, a começar pela composição da equipe técnica ao protagonismo das artistas negras que construirão o evento.

De acordo com a produtora Juliana Monique, a ancestralidade feminina negra é muito forte em nosso cotidiano pois, “as mulheres negras através da sua matripotência, tornam-se mães, no sentido mais belo do gerar, sendo assim, produzem e fincam a comunidade para pensar no futuro, e é justamente o que procuramos para compor cada momento do festival”, afirma uma das idealizadoras do evento. O período das inscrições é a partir do dia 14 de maio até às 23:59 do dia 26 de maio e o resultado da seletiva será divulgado nas redes sociais do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras, @festivaliyas.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

SERVIÇO

ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras abre seletiva nacional para atrizes negras

Quando: 14 a 26 de maio
Inscrição: https://linklist.bio/festivaliyas

Informações: @festivaliyas

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Teatro

Negafyah volta com seu espetáculo “Fyah do Ódio ao Amor”

Jamile Menezes

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Negafyah
Após sucesso de estreia, Negafyah volta em cartaz com seu espetáculo “Fyah do Ódio ao Amor”, na próxima quarta-feira (15), às 19h, no Teatro Gregório de Matos. Música, dança, audiovisual e poesia, conduzem Fabiana Lima no espetáculo gratuito
O espetáculo narra a trajetória de Negafyah como mulher preta, nascida na periferia de Salvador, e o seu encontro com a arte, religiosidade, coletividade e afeto, como ferramentas para organização dos sentimentos e reconhecimento de seu potencial mobilizador. A artista aborda o enfrentamento às violências que atravessam o seu corpo e a liberdade do amor entre pessoas pretas: o dengo, ubuntu e a construção da intimidade em comunidade.Serão três atos, para mostrar a multiplicidade de sua arte: que denuncia a violência, que se fortalece em comunidade e que ama.

“Eu me vejo como uma grande artista, uma artista que está buscando cada vez mais experiência, me sinto madura, uma árvore que está colhendo frutos da maturidade nesse caminho percorrido há mais de 10 anos na área artística”, diz Negafyah.

Vice-campeã do Slam BR (2016) e do internacional Rio Slam Poetry (2018) Negafyah é conhecida pela performance impactante de suas poesias e pelo trabalho fundamental para o fortalecimento da literatura de mulheres negras, através do Slam das Minas Bahia. Na próxima quarta-feira (15), ela sobe ao palco do Teatro Gregório de Matos
O evento é gratuito e a distribuição dos ingressos será feita momentos antes do início do espetáculo.
Este projeto é viabilizado pela bolsa-estímulo da Escola Criativa Boca de Brasa – Polo Criativo Centro 2023, fruto do Termo de Colaboração 002/2022 firmado entre Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, e a Associação Sociocultural Nubas, através dos recursos do Edital 004/2022 – Polos Criativos Boca de Brasa.
SERVIÇO
Espetáculo Poético-Teatral “Fyah do Ódio ao Amor”
Data: 15 de maio (quarta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Teatro Gregório de Matos
Entrada: Gratuita
Foto: Lane Silva
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Teatro

Ingressos pra Cabaré da Rrrrraça começam a ser vendidos nesta segunda (6)

Jamile Menezes

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Cabaré da Rrrrraça

A partir do dia 06 de maio, os ingressos para um dos maiores sucessos de público e crítica do teatro baiano, o espetáculo Cabaré da Rrrrraça, do Bando de Teatro Olodum, começam a ser vendidos na plataforma digital Sympla. A peça volta a cartaz no dia 17 de maio, no Centro Cultural da Barroquinha, sempre às sextas, sábados e domingos, até o dia 9 de junho. A nova temporada contará com números musicais de convidados especiais como o ator e cantor Érico Brás, que iniciou sua carreira no Bando de Teatro Olodum.

Cabaré é uma revista musical, divertida, interativa e política, que antecipou muitos dos debates sobre racismo que hoje movimentam as discussões nas redes sociais e em toda sociedade. Temas como colorismo, preconceito reverso, racismo recreativo e termos e linguagens racistas que precisam ser abolidas estão em cena em Cabaré.

Mais de 40 mil pessoas já viram Cabaré da Rrrrraça

O espetáculo foi criado por Márcio Meirelles e Bando de Teatro Olodum em 1997 e nesses quase 30 anos já foi visto por mais de 40 mil expectadores em mais de 300 apresentações, em palcos pelo Brasil, além de Portugal e Angola. Para essa nova remontagem, a peça terá a direção teatral de Cássia Valle, Leno Sacramento e Valdinéia Soriano, artistas de longa trajetória no grupo, e supervisão artística de Márcio Meirelles.

De acordo com Cássia, a edição 2024 do espetáculo trará novos arranjos musicais, além de coreografias.

“A temporada contará com a convidados especiais como Érico Brás, que faz parte da história do Bando de Teatro Olodum. Será, então, um momento de reviver memórias e criar novas”, diz Cássia.

A diretora também destaca que o espetáculo volta para atualizar os debates sobre preconceito no Brasil. Segundo ela, “a gente entra em cena para mostrar que, apesar dos avanços, há muito ainda para o Brasil e o mundo evoluírem quando o assunto é racismo e preconceito. Fora esse forte caráter político, o Cabaré volta aos palcos a pedido do público, tanto daqueles que já assistiram o espetáculo quanto dos jovens que buscam essa imersão pela primeira vez”, ressalta a diretora, que também é atriz e escritora premiada e integra o Bando de Teatro Olodum há três décadas.

O projeto conta com o patrocínio da Wilson Sons, via Programa de Isenção Fiscal Viva Cultura, da Prefeitura de Salvador, Secretaria Municipal da Fazenda – SEFAZ, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – SECULT e Fundação Gregório de Mattos – FGM.

 

SERVIÇOS

O quê? Cabaré da Rrrrraça, do Bando de Teatro Olodum

Quando? 17 de maio a 9 de junho / sextas e sábados, 19h e domingos, 18h

Onde? Centro Cultural Barroquinha, na Praça Castro Alves

Quanto? Inteira R$30 (trinta reais) e meia R$15 (quinze reais).

Vendas Online no Sympla www.sympla.com.br/eventos/salvador-ba

Realização: Bando de Teatro Olodum

Patrocínio: Wilson Sons via Programa de Isenção Fiscal Viva Cultura, da Prefeitura de Salvador

Foto: Diney Araújo

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