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Formação

Ocupa Preto convida para oficina “Faça seu próprio Ocupa e Conversa”

Jamile Menezes

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ocupa preto
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Divulgação

O projeto Ocupa Preto, em parceria com o Instituto de Mídia Étnica (IME), realiza em janeiro e fevereiro, as primeiras Oficinas “Faça seu próprio Ocupa e Conversa”, voltadas para juventude. As Oficinas ajudarão jovens a criar, produzir e divulgar uma roda de conversas, tendo como perspectiva o sentimento multiplicador. O projeto Pense Grande estará presente nas oficinas, além da presença de alguns produtores culturais e comunicadores.
“Em conjunto com o Instituto Mídia Étnica e o UJAMAA, decidimos criar a Oficina Ocupa e Conversa para multiplicar as experiências e as iniciativas de rodas de conversas e elaboração desse projeto. Utilizando a metodologia para que as pessoas possam realizar espaços como esses nos seus bairros, nas suas cidades.A formação vem com a perspectiva de dialogar sobre produção cultural, elaboração de metodologia, comunicação e divulgação”, explica Ícaro Jorge, criador do “Ocupa, Preto!” 
As oficinas acontecerão nos dias 18, 25 de janeiro e 01 de fevereiro, na sede do IME (Dois de Julho), são gratuitas e terá emissão de Certificado. O Ocupa Preto é um movimento auto intitulado “conciliador de histórias e emoções”, que busca “criar pontes entre as vivências das mulheres, crianças, LGBTTs e trabalhadores negros”. Sua metodologia é baseada no debate, na ocupação de espaços, criada por Ícaro Jorge (articulista do Portal SoteroPreta), que atua nas redes sociais e nas ruas. 
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Divulgação – Ocupa em São Caetano

“Buscamos a conciliação de histórias, que está inteiramente ligada à produção e divulgação de conteúdos relevantes sobre o combate ao racismo e às opressões. Além da criação de espaços de formação, através de workshops, palestras e oficinas, que promovem o reconhecimento e empoderamento cultural, estético e educacional, tendo em mente uma sociedade com mais equidade”, diz.
O Instituto de Mídia Étnica está situado na Rua Areal de Baixo, bairro Dois de Julho, em Salvador. As oficinas acontecerão a partir das 18h.

Artes

Afoxé Olorum Baba Mi inscreve para oficinas de Afroculinária e de Adereços

Jamile Menezes

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O Afoxé Olorum Baba Mi oferece formações gratuitas voltadas à preservação, valorização e difusão da cultura afro-brasileira.

O Afoxé Olorum Baba Mi oferece formações gratuitas voltadas à preservação, valorização e difusão da cultura afro-brasileira. A instituição está com inscrições abertas para as oficinas de Afroculinária e de Adereços, promovidas pelo projeto Ecos Ancestrais: Afoxés, Heranças e Tradições. As mesmas se encerram em setembro.

As atividades acontecem presencialmente na sede do afoxé, no bairro Caixa D’Água, e são destinadas a pessoas negras em situação de vulnerabilidade social.

A Oficina de Afroculinária recebe inscrições até 4 de setembro. Voltada para mulheres negras de baixa renda, a formação será realizada às quartas-feiras, das 13h às 18h, com carga horária de 60 horas, distribuídas ao longo de três meses. Ao final, as participantes receberão certificação.

Já as inscrições para a Oficina de Adereços seguem até 11 de setembro. Destinada a jovens e mulheres negras de baixa renda, a formação acontecerá às terças-feiras, das 13h30 às 17h30, com carga horária de 48 horas e duração aproximada de dois meses e meio. Durante as atividades, os participantes aprenderão técnicas de confecção de peças utilizadas nos afoxés, além de conhecer os significados simbólicos e culturais associados a esses elementos.

A programação da segunda edição do projeto também inclui as oficinas de Capoeira e Toques de Ijexá e Empodera Negra. A primeira é voltada para crianças, adolescentes, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social, enquanto a segunda contempla jovens e mulheres negras de baixa renda, com atividades relacionadas a turbantes, tranças e maquiagem para pele negra.

Com as atividades gratuitas e 20 vagas disponíveis por oficina, o projeto busca contribuir para a democratização do acesso à cultura e para o fortalecimento das identidades negras.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

Serviço

Projeto “Ecos Ancestrais: Afoxés, Heranças e Tradições” – 2ª edição

Inscrições:

Afroculinária: até 4 de setembro

Adereços: até 11 de setembro

Capoeira e Toques de Ijexá: até 30 de setembro

Empodera Negra: até 5 de outubro

Local: Sede do Afoxé Olorum Baba Mi (Rua Guaíba, nº 14 – Caixa D’Água)

Vagas: 20 por oficina

Modalidade: Presencial

Certificação: Sim

Gratuito

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Formação

Olodum realiza seminário “Milton Santos e a Geografia da Liberdade”

Jamile Menezes

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Instituto Steve Biko

Nesta sexta (28), o Olodum realiza o seminário “Milton Santos e a Geografia da Liberdade: Pelourinho, Búzios e Olodum” como parte da programação do ÒDEDÉ – A Varanda Cultural do Olodum.

A edição de 2026 celebra o centenário de nascimento de Milton Santos (1926-2001), geógrafo baiano que se tornou um dos mais importantes intelectuais brasileiros e uma referência internacional do pensamento geográfico.

A proposta é revisitar a atualidade de sua obra e colocá-la em diálogo com questões que atravessam a história e o presente da população negra: território, cidadania, desigualdade, memória, resistência e direito à cidade.

A programação começa às 13h, com o credenciamento e uma sessão especial do Cineclube Olodum, que exibirá o documentário Encontro com Milton Santos: O Mundo Global Visto do Lado de Cá (2006), dirigido por Sílvio Tendler. Às 14h, acontece a Abertura Ritual e começa a Gira de Saberes “Milton Santos e a Geografia da Liberdade: Pelourinho, Búzios e Olodum”, reunindo pesquisadores com diferentes perspectivas sobre a obra, a trajetória e o legado do intelectual baiano.

A geógrafa Profa. Dra. Flávia Grimm, que foi orientanda de Mestrado de Milton Santos, é doutora em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP) e realizou pesquisa de pós-doutorado junto ao Acervo Milton Santos, no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP). Pesquisadora da Geografia Humana e da tradição da Geografia Crítica brasileira, Flávia também foi curadora da Ocupação Milton Santos, realizada pelo Itaú Cultural em 2023.

Também participa da Gira de Saberes o historiador Prof. Dr. Bruno Moreira, professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), Campus Santo Amaro. Mestre e doutor em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com etapa de Doutorado Sanduíche no Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina da Universidade Sorbonne Nouvelle, em Paris, Bruno dedicou sua tese à trajetória de Milton Santos durante a ditadura civil-militar brasileira, abordando sua prisão pelo regime, o exílio e as memórias produzidas sobre as perseguições sofridas pelo intelectual.

A mediação será realizada pela Profa. Dra. Ana Flávia Magalhães Pinto, historiadora e professora da Universidade de Brasília (UnB), pesquisadora das insurgências negras, da imprensa negra e das trajetórias intelectuais afro-brasileiras. Olodúnica de carteirinha, Ana Flávia mantém uma relação de proximidade e diálogo com o Olodum, o que confere à sua mediação um lugar especial na construção do encontro. Caberá a ela costurar as reflexões apresentadas pelos convidados e estabelecer as conexões entre o pensamento de Milton Santos, o Pelourinho como território negro de memória e disputa, a Revolta dos Búzios como projeto histórico de liberdade e igualdade e o Olodum como presença contemporânea de cultura, educação e resistência nesse território. Uma mediação que pretende fazer a história conversar com a geografia e ambas com a cidade que continua sendo escrita por quem a ocupa, transforma e reinventa.

O seminário será encerrado com uma performance poético-musical da juventude da Escola Olodum, aproximando pensamento, palavra, música e ancestralidade.

Ao celebrar Milton Santos no coração do Pelourinho, o ÒDEDÉ 2026 reafirma o compromisso do Olodum com a circulação do pensamento negro, a educação interétnica e antirracista, a preservação da memória e a produção de conhecimento para além dos espaços acadêmicos.

ÒDEDÉ – A Varanda Cultural do Olodum é uma realização da Associação Cultural Olodum e conta com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), através do Edital Eventos Calendarizados.

 SERVIÇO

Seminário ÒDEDÉ 2026- Milton Santos e a Geografia da Liberdade: Pelourinho, Búzios e Olodum
Data: 28 de agosto de 2026 (sexta-feira)
Credenciamento e Cineclube Olodum: 13h
Horário: 14h às 18h
Local: Museu Eugênio Teixeira Leal – Pelourinho, Salvador/BA
Participação: gratuita, mediante inscrição prévia
Certificação: 4 horas
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfYpTnwnYqXEf0opgPGX9iji-4CjG0P2wFPeiirtB6NuTnn3w/viewform

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Formação

Estudantes da rede pública fazem intercâmbio em Portugal

Jamile Menezes

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Quinze estudantes e um professor da rede pública de Salvador foram selecionados pelo projeto de arte-educação “Era Uma Vez… Brasil” para uma viagem de intercâmbio cultural para Portugal.

Os jovens foram anunciados durante evento realizado no Espaço Cultural Boca de Brasa – Subúrbio 360, em Cajazeiras, em que também foram lançados um livro de histórias em quadrinhos e quatro filmes curtas-metragens produzidos pelos próprios estudantes.

Realizado pela Origem Produções, o evento de anúncio dos intercambistas foi conduzido pela realizadora do projeto Marici Vila, e contou com participação da Civil Construtora, patrocinadora do projeto em Salvador.
INTERCÂMBIO
A viagem integra a terceira etapa do projeto e reúne, ao todo, mais de 80 estudantes e professores de escolas públicas brasileiras que seguem para Lisboa neste ano em novembro. Ao longo de dez dias, o grupo de Salvador vai conhecer museus e marcos históricos que atravessam a relação entre Brasil e Portugal, além de visitar escolas portuguesas para trocar vivências com estudantes locais.

Na última década, o projeto já alcançou mais de 28 mil estudantes e mais de mil professores em 35 municípios de seis estados do país.

Nesta edição comemorativa, o recorte temático segue sendo “Quem conta a nossa história? A participação indígena e afro-brasileira na formação do Brasil” — um convite a repensar, de forma crítica, os espaços historicamente ocupados por povos indígenas e afro-brasileiros na construção do país, para além do que costuma aparecer nos livros didáticos.

CONHEÇA OS INTERCAMBISTAS

Os jovens selecionados conquistaram a vaga a partir de um processo educativo que envolveu produção de HQs e participação em oficinas durante a etapa imersiva “Campus de Arte-Educação”, onde também criaram filmes curtas-metragens abordando temáticas ligadas à ancestralidade, identidade e resistência.

O livro lançado reúne as 100 melhores histórias em quadrinhos produzidas nos nove municípios participantes, de três estados brasileiros, e será distribuído em bibliotecas do Brasil e de Portugal.

Conheça os selecionados:

Professor: Renilson Miranda Paciência – EM Iacy Vaz Fagundes

Estudantes:

Gabriela Lima Bispo Zande – EM Hildete Lomanto
Naila Daniela Barbosa Faleta de Almeida – EM Manoel Henrique da Silva Barradas
Yasmin Sammar Silva de Oliveira – EM Manoel Henrique da Silva Barradas
Thiago Sena Cerqueira Cardoso – EM São Domingos Sávio
Maria Eduarda Da Silva Santos – EM Valdemar Bibiano
Samuel Roque Ferreira Dos Santos – EM Prof. Antônio Carvalho Guedes
Bárbara Isabelle Cerqueira Dos Santos – EM Cidade de Jequié
Gustavo Silva Dos Santos Souza – EM de Itacaranha Manoel Faustino
Edizio Brandão Dos Santos Araújo – EM de Periperi
Thiago Lopes Barbosa – EM Adroaldo Ribeiro Costa
Marcely Pereira dos Santos – EM Profa. Eufrosina Miranda
Natalie Alves dos Santos – EM Iacy Vaz Fagundes
Amanda Victória Vilas Boas Arnaud – EM Valdemar Bibiano
Maria Clara Santos Ferreira – EM Hildete Bahia de Souza
Larissa Sampaio de Assis – EM Alfredo Amorim

Foto: Otávio Santos – Secom PMS

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