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Formação

Jovens aprendem a criar diálogos nos moldes do “Ocupa, Preto!”

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Ocupa e convera ícaro jorge

Ocupa e convera ícaro jorge

Com oito meses de criação o projeto Ocupa, Preto! promoveu, nesta quarta (18), a primeira oficina “Ocupa e Conversa!”, idealizada por Ícaro Jorge – estudante do BI de Humanidades (UFBA) e articulista do Portal SoteroPreta.

Esta foi a primeira de três oficinas que serão ministradas em parceria com o Instituto Mídia Étnica (IME). Na ocasião, Hellen Souza – que integra o IME – realizou uma oficina com o tema “Pense Grande”, cujo objetivo é proporcionar aos jovens um incentivo às idéias, ao conhecimento entre eles e possibilitar o empreendedorismo.

A oficina serve como uma preparação para a realização de diálogos como o Ocupa, Preto! Segundo Ícaro, o que mais lhe chamou a atenção para a criação dessa oficina foi a necessidade de ter um espaço para as pessoas debaterem temas como racismo, preconceito e o combate à intolerância religiosa.

“Temas que estão no dia a dia da população negra. Um local onde eles não apenas ouçam, mas façam parte da discussão e possam mobilizar a sociedade para fazer essa roda de conversa”, diz.

“Não existe o “Ocupa, Preto!” sem o “Ocupa e Conversa”. Esse projeto tem o intuito de mobilizar, de estar nas ruas, próximo da galera de está fazendo projetos. Isso foi o que me incentivou e mantém sentido em minha vida no momento”. – Ícaro Jorge

Ocupa e convera ícaro jorge

O “Ocupa e Conversa” já passou pela Universidade Federal da Bahia, São Caetano e Salinas das Margaridas. As próximas realizações serão nos dias 25 e 2 de fevereiro, também na sede do Instituto (Dois de Julho).

Para o estudante de Administração, Guilherme Lima, foi um passo importante. “É a minha primeira vez em eventos do tipo. Eu vejo a conversa de hoje como uma atividade de semear sabe, eu estou sendo a terra preparada que está sendo semeada. Acho que estou nesse momento agora, bem da semente e vim absorver conhecimento”.

 

 

 

Fotos e texto: Suzana Batista (colaboradora do Portal SoteroPreta)

 

 

 

 

 

Formação

Psicólogo George Barbosa volta com minicurso Saúde Mental Racializada

Jamile Menezes

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Psicólogo George Barbosa

O minicurso Saúde Mental Racializada, idealizado e ministrado pelo psicólogo baiano George Barbosa,  está de volta em formato presencial, no próximo sábado (8), 9h, no auditório do DEDC (Departamento de Educação) da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), no Cabula.

Agora com o 2° módulo “Transtornos Mentais X Arquétipos Racistas”, a formação é destinada a profissionais de saúde mental e a qualquer pessoa interessada em compreender a saúde mental sob a perspectiva do enfrentamento diário do racismo.

As inscrições já estão disponíveis e inclui atividade de imersão e sorteio de brindes. Para a formação chegar a até mais pessoas, o curso também terá transmissão online via Google Meet. A inscrição para a participação remota é também no Sympla.

 “O enfrentamento diário do racismo faz surgir sintomas como a síndrome do pânico, ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout, dentre outros transtornos psicológicos mistos. E como para todo sintoma existe uma doença, é preciso considerar o racismo, seja estrutural, institucional, e seu enfrentamento como a causa por detrás desses sintomas”, afirma o psicólogo George Barbosa, que também é idealizador do projeto “Terapia nos Bairros”.

São temas do curso arquétipos sociais, representatividades, paternidade, adoecimentos mentais de pessoas negras, indígenas, quilombolas e o cuidado a esses pacientes nos serviços de saúde.

“A proposta do curso é tratar esses assuntos e provocar debates que não acontecem no âmbito da formação acadêmica, nem em universidades públicas nem em faculdades privadas. Não existem disciplinas específicas para algo que é tão adoecedor quanto racismo, a começar pelo fato de ser possível contar no dedo de uma mão o número de profissionais negros no corpo docente das universidades, mesmo nas públicas”, realça o psicólogo George Barbosa.

SERVIÇO

Curso Presencial e Online: Saúde Mental Racializada

Data: 08 de junho de 2024

Horário: 9h às 12h

Local: Auditório do DEDC (Departamento de Educação) da UNEB – Universidade do Estado da Bahia – Rua Silveira Martins, 2555 Cabula

Inscrições para formato Presencial:

SYMPLA

Inscrições para formato Online:

FORMULÁRIO

Valor: R$60 (presencial) | R$40 (online)

Público-alvo: Profissionais de saúde mental e público interessado em geral.

 

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Formação

Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado

Amanda Moreno

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Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado
Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado | Fotos: Divulgação

Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado. O dia 25 de maio, data em que comemoramos o Dia da África, trata-se de um importante reconhecimento às contribuições dos diversos povos africanos em todo o mundo. Aqui no Brasil, essa data torna-se cada vez mais importante por celebrar valores ancestrais africanos, assim como perspectivas de futuro mais digno e igualitário.

É neste ensejo acontece o lançamento do Coletivo Adinkra, primeira atividade idealizada e implementada por nós. A busca por uma sociedade mais equânime, sem a presença do racismo e de outras formas de iniquidades é o que move as ações do Coletivo Adinkra, assim como o desejo de que as oportunidades não privilegiem determinados seguimentos da sociedade e tenhamos o direto de sonhar e conquistar uma verdadeira transformação social.

Coletivo Adinkra é lançado com palestra sobre o Dia da África neste sábado

Os Bijagós constituem um povo africano que habita o arquipélago dos Bijagós, na região da Guiné-Bissau. Não constituem um povo homogéneo, mas sim um conjunto de grupos sociais, conscientes de uma unidade étnica fundamental, com idiomas e costumes variados, que variam de ilha para ilha e até dentro da mesma ilha. Augusto Cardoso é Bijagó, Doutor e Mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia. Graduado em Administração pela Fundação Visconde de Cairu-BA e Pedagogo pela Faculdade Jardins. Professor, Pesquisador, Ativista Socioambiental e Consultor.

Sobre o evento:

O que: Palestra em alusão ao Dia da África e Lançamento do Coletivo Adinkra

Quando: 25/05/2024 (sábado) – 10h as 13h

Local: Centro Cultural Casa de Angola na Bahia (Centro, Salvador)

Tema: “O povo Bijagô e a biodiversidade: saberes e práticas tradicionais”

Palestrante: Prof. Dr. Augusto Cardoso e Tarry Cristina

Quanto: Gratuito

Organização: Coletivo Adinkra

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Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz

Amanda Moreno

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Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz
Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz | Foto: Amanda Tropicana

Pesquisadores e músico promovem masterclasses Festival Salvador Jazz. O Ministério da Cultura e Aiwa, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realizado pela Maré Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução, anuncia uma programação especial de masterclasses gratuitas que fazem parte do Festival Salvador Jazz, conduzidas por três figuras proeminentes no cenário musical e cultural brasileiro: Fabrício Mota, Jorge Dubman (Dr. Drumah) e Tamima Brasil.

Ao trazer a história da música negra e seus elementos, as atividades enriquecerão o conhecimento dos participantes apresentando a herança cultural afro-brasileira que permeia a sociedade. Essa abordagem integrada vai refletir o compromisso em ser mais do que um evento de entretenimento, mas sim uma força que proporciona diálogo, educação e a transformação positiva.

Curador do evento junto à produtora Fernanda Bezerra, Fabrício Mota é pesquisador, historiador e músico. Sua vasta experiência acadêmica e musical, combinadas à sua formação em Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana e Mestrado em Estudos Étnicos e Africanos pela UFBA o elegeram para estar à frente da masterclass ‘História e Música Negra’, explorando o universo social e histórico das sonoridades de matriz africana e sua influência na música brasileira.

De acordo com o pesquisador, através da Masterclass História e Música Negra, será possível oferecer um conteúdo mais aprofundado sobre a importância das populações africanas no processo de formação civilizatória do continente americano no Brasil. “Com essa oportunidade de diálogo, de curso intensivo e nesse formato, a gente consegue trazer alguma profundidade às principais matrizes africanas que formam o pensamento no Brasil e a sociedade brasileira, além de entender a conexão que essas matrizes têm com a produção de uma cultura tão complexa e que se manifesta não só através das artes, mas também de uma maneira muito particular de organizar a economia e a sociedade civil”, conta.

Atualmente Doutorando em Cultura e Sociedade pela UFBA e professor do IFBA, o pesquisador Fabrício Mota é reconhecido por sua abordagem integrada entre pesquisa acadêmica e prática musical, especialmente nas musicalidades afro-brasileiras. Para ele, ao fortalecer o conhecimento histórico conseguimos produzir uma arte fundamentada, uma arte que aponta para o futuro.

Quem se junta ao time de proponentes, à frente das masterclasses, é o renomado baterista Jorge Dubman, conhecido como Dr. Drumah. Com mais de 20 anos de carreira, Dubman é reconhecido por sua habilidade em misturar elementos do reggae com novas texturas e timbres, criando um som único e especial no jazz rap nacional.

Proponente da oficina de batidas diaspóricas, o músico ressalta a importância de compreender e explorar as batidas diaspóricas seja historicamente ou artisticamente.

Autoridade reconhecida em sua área, a pesquisadora Tamima Brasil, ministrará um encontro musical para mergulhar no universo do pandeiro e conhecer a trajetória da musicista. Ela, que também é educadora, baterista, percussionista e Luthier de Pandeiros, complementa o trio de mestres. Com mais de duas décadas de experiência e um método próprio de ensino, Tamima participa de festivais renomados tanto nacional quanto internacionalmente, destacando-se na sua expertise em percussão e educação musical.

Ao unir essas três personalidades notáveis, o Festival Salvador Jazz oferece não apenas uma celebração da música negra e suas influências culturais, mas também uma experiência educativa e transformadora para os participantes das masterclasses. Essa oportunidade única permite explorar a riqueza da herança cultural afro-brasileira e sua relevância na sociedade contemporânea.

Com vagas limitadas, as inscrições encerram dia 06, às 23h59. O resultado será divulgado na sexta-feira,10. Os(as) interessados(as) podem se inscrever através do link:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSddvlF4WE_R_TKTqDFuIOvBYkaspAuGCdbmGfedxPZQsAeEEw/viewform

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