Música
Duda Almeida retorna com seu “Cavaco Afro” no D’Venetta

Foto: Divulgação
O cavaquinho para além do samba e do chorinho. Essa é a proposta de Duda Almeida, cavaquinista que apresentará pela quarta vez seu show “Cavaco Afro”, no Espaço D’Venetta (Santo Antonio) na próxima quinta (9).
Por acreditar na versatilidade do seu instrumento, Duda aposta na improvisação e em temas fora do contexto tradicional do cavaquinho, tendo como base o Universo Percussivo Baiano (UPB, método desenvolvido pelo maestro Letieres Leite e difundido no projeto Rumpilezzinho – Laboratório Musical de Jovens).
“Esse show foi uma maneira que encontrei de expressar o quanto a música afro tem sido fundamental pra eu me entender enquanto músico negro nesse cenário musical que não é nada fácil. Fazer os shows no D’Venneta deixa tudo com mais sentido. É importante tocar em um lugar que comunga com seus ideias. Essa vai ser a quarta edição e tenho fica muito satisfeito com os resultados.”
Nesta edição, Duda Almeida convida o trio “Nó de três”, a trompetista Karen Fernanda e a cantora Iara Canuto. Com o cavaquinho de 5 cordas, pedal de loop e efeitos, o novo trabalho, “Cavaco Afro: Claves, improvisos e a sensação de pertencimento”, é um show de música instrumental inspirado nos ritmos de matriz africana.
SERVIÇO
Show “Cavaco Afro”, com Duda Almeida
Local: Espaço D’ Venneta (Rua dos Adôbes, n 12. Santo Antônio Além do Carmo)
Data: 09/02/2017
Hora: 20h
Valor: R$10,00
Literatura
Mateus Aleluia lança novo livro “Afrobarroco” em Salvador
É de um território de lembranças, encontros e heranças culturais que nasce “Afrobarroco”, novo livro de Mateus Aleluia. A obra será lançada no dia 8 de julho, na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador, transformando a experiência do Recôncavo Baiano em reflexão sobre identidade, educação, convivência e formação cultural brasileira.
Em uma palestra musical “Afrobarroco”, formatada por Mateus ao longo de duas décadas, ele vai reunir música, narrativa histórica e conversa com o público.
“Para a gente voltar a ser o que a gente almeja ser, é necessário descolonizarmos culturalmente a nossa mentalidade, e essa descolonização cultural só poderá ser alcançada através da educação, é imperativo que reestruturemos nossa forma de educar”, reflete.
O universo que atravessa o livro nasce da memória, da escuta e da convivência entre matrizes culturais que formam o Brasil. São os sons da madrugada em Cachoeira, os atabaques atravessando o Vale do Paraguaçu, os sinos das igrejas do Recôncavo e as lembranças de uma Bahia vivida antes da pressa urbana.
“Afrobarroco” traz textos, memórias, provocações e fundamentos do projeto desenvolvido por Mateus Aleluia desde os anos 2000 através de palestras musicais, encontros pedagógicos e experiências de formação cultural. O livro traz pensamentos sobre educação, oralidade, religiosidade, convivência cultural e identidade brasileira.
Após a estreia na capital baiana, o projeto segue em circulação pelo Recôncavo, com lançamentos em Jaguaripe, São Francisco do Conde e Cachoeira. A tiragem inicial do livro será destinada à distribuição gratuita para escolas, bibliotecas, projetos de arte e educação, centros comunitários e culturais, com venda pontual de alguns exemplares na Livraria Terra Libris (Cine Glauber Rocha – Salvador).
O projeto gráfico, assinado por Tiago Ribeiro, dialoga com padrões visuais e elementos geométricos presentes nas culturas afro-indígenas e europeias, criando uma identidade visual marcada pela mistura de referências populares, religiosas e contemporâneas.
DISTRIBUIÇÃO
Além do lançamento em Salvador e no Recôncavo Baiano, o projeto prevê a distribuição gratuita dos exemplares para bibliotecas, centros comunitários, centros culturais e projetos de arte e educação da Bahia. Serão 500 livros disponibilizados mediante cadastro de escolas.
Esse cadastro poderá ser feito até 20 de junho, através do site oficial do projeto – www.mateusaleluia.com.br/
Serviço:
[Literatura] Lançamento “Afrobarroco”, de Mateus Aleluia
Data: 8 de julho (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Biblioteca Central dos Barris
Entrada gratuita, sujeita à lotação
Vendas: Livraria Terra Libris (Cine Glauber Rocha – Salvador)
Foto: Tenille Bezerra
Música
Cortejo dos Namorados acontece na Casa Rosa no dia 12 de junho
O Cortejo Afro e a Casa Rosa celebram o Dia dos Namorados com um espetáculo para os apaixonados e para quem deseja se apaixonar. Na sexta-feira, 12 de junho, a partir das 22h, a banda ocupa o Pátio Viração com um show elegantemente sofisticado e marcado pelo romantismo, sem abrir mão da energia característica da percussão, da dança e da mistura de ritmos que consagraram a trajetória do grupo.
Pensada para embalar casais e também aqueles que podem encontrar um novo amor durante a festa, a seleção musical mescla sucessos do Cortejo Afro com canções dedicadas ao clima romântico da data, além de incorporar ritmos juninos como xote, xaxado, arrasta-pé e baião.
No repertório, canções autorais consagradas, como “Ajeumbó”, “Meu Barco Vai” e “Eu Sou Preto”, dividem espaço com releituras de clássicos da música brasileira reinterpretados sob a estética afro-inovadora do grupo. A combinação entre ritmos ancestrais, batidas eletrônicas e referências contemporâneas resulta em uma performance vibrante, que convida o público a cantar junto, mexer o corpo e celebrar o amor.
Sobre o Cortejo Afro
Às margens da Bacia do Cobre, no Parque São Bartolomeu, em Salvador da Bahia, nasce a Entidade Cultural Cortejo Afro, em 2 de julho de 1998, com origem dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oyá. A banda e o bloco foram idealizados pelo artista plástico Alberto Pitta que, há mais de 40 anos, desenvolve trabalhos ligados à estética e à cultura africana. A entidade, envolvida com esta proposta, desenvolve trabalhos sociais junto à sua comunidade durante o ano inteiro.
SERVIÇO:
CORTEJO DOS NAMORADOS, com CORTEJO AFRO
Quando: sexta-feira, 12 de junho, a partir das 22 horas
Onde: Casa Rosa (Praça Colombo, 106, Rio Vermelho, Salvador)
Quanto: a partir de R$ 30, com ingressos à venda pela plataforma Sympla (https://bileto.sympla.com.br/
Classificação: 18 anos
Cultura
Samba Unidos celebra os boiadeiros em samba junino
Em 2026, o Samba Unidos, grupo de samba junino de Itapuã, traz o tema “Samba do Boiadeiro na Batida da Mata” para as ruas. Ao longo de todo o mês de junho, o projeto participa de três diferentes festivais realizados em Salvador, além de promover ensaios abertos gratuitos.
A proposta do ano é colocar em evidência os boiadeiros, figuras sertanejas cultuadas nas tradições de matriz africana — sempre celebradas com muito samba. Homenageando os ancestrais das matas e dos sertões, o Samba Unidos une música, dança e consciência ambiental em um espetáculo popular que ocupa espaços públicos neste mês festivo.
A primeira participação será no Festival de Samba Junino de Itapuã, no próximo dia 14 de junho, no bairro de criação do Samba Unidos. Ao longo do mês, o grupo de samba duro junino, como também é chamado o ritmo, se apresenta ainda no Festival Salvador Samba Junino, realizado no bairro do Garcia pela Liga de Samba Junino, e no 48º Festival de Samba Duro Junino, realizado no Engenho Velho de Brotas pela Federação de Samba Duro Junino do Estado da Bahia.
O timbau, o tamborim, o surdo, xequerê, chocalho, viola, cavaquinho, violão e claro, o coro de sambistas, serão os protagonistas do cortejo de samba junino do Samba Unidos, mantendo viva essa manifestação que é Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador desde 2018.
Em meio ao ritmo acelerado das percussões, o belo espetáculo temático incentiva a valorização de artistas locais e da cultura popular periférica, para o fortalecimento da identidade e do pertencimento nas comunidades. No clima de celebração máxima, a ideia é deixar a espiritualidade e o corpo falarem, ao se embalar pelos toques e pela beleza das alas.
“O Samba Unidos hoje ele traz o estandarte, a linha frente, uma faixa falando dos temas, as alas e a banda (a bateria). Quando ele desfila nas ruas ou participa de festivais, o grupo apresenta um tema. No primeiro ano, o Unidos reverenciou os samba juninos de Itapuã que vieram antes, em 2025 trouxe os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo com uma outra roupagem e, agora em 2026, traz essa história do boiadeiro e sua relação com a ancestralidade, com a fé e com a resistência”, explica Nailton Maia, um dos gestores do Samba Unidos, ao lado de Camila Lima e Paulo Roberto.
Desde 2024, o Samba Unidos atua em Itapuã e em outras comunidades de Salvador, com muita música e festejo, embalados por uma bateria potente e figurinos criativos. No grupo, nomes de peso na cultura popular da cidade como Nailton Maia e Pablo Maia (Binho Arabaca) honram esse Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador, que é o samba junino.
Em poucos anos de formação, o reconhecimento veio com a força que uma tradição da cultura popular merece. No Festival do Samba Junino de Itapuã 2024, o Samba Unidos conquistou o terceiro lugar com o tema “Itapuã e sua gente” e, em 2025, o projeto junino foi campeão do mesmo com “Sambando e Forrozeando no Sítio”. Ainda no ano de 2025, o Unidos conquistou o segundo lugar no Festival Salvador Samba Junino, promovido pela Liga de Samba Junino de Salvador.
SERVIÇO:
O quê: Samba Unidos participa de festivais de samba junino em Salvador
Quando: Junho de 2026
Onde: Itapuã, Garcia e Engenho Velho de Brotas
Eventos gratuitos
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