Connect with us

Audiovisual

DOC “Do que aprendi com minhas mais velhas” será exibido na Walter da Silveira

Jamile Menezes

Publicado

on

do que aprendi com minhas mais velhas
o que aprendi com minhas mais velhas

Makota Valdina

“Eu sempre fui uma criança de ficar vendo, perguntando. Sempre gostei. Acho que era porque eu tinha que ser uma velha assim. As pessoas vêm me perguntar e eu tenho que ter o que responder. Eu sou fruto desses velhos todos que vieram antes de mim”.

A frase acima é de Makota Valdina de Kavungo, do Terreiro Tanuri Junsara (Engenho Velho da Federação), em depoimento ao documentário Do que aprendi com minhas mais velhas, dirigido e produzido por Fernanda Júlia Onisajé e Susan Kalik. O média-metragem será exibido pela primeira vez na Bahia na Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, neste sábado (8).

É um doc sobre como a fé no Candomblé é transmitida de geração em geração. Nenguas, Yalorixás e Egbomis contam como aprenderam com seus mais velhos e como ensinam aos seus mais novos.

do que aprendi com minhas mais velhas

Fernanda Júlia e Susan Kalik

“A mais velha foi aquela que percorreu maior parte do caminho. É referência de entendimento e sabedoria. É mediadora entre os mais novos, as divindades e os ensinamentos do processo iniciático. É por meio da experiência dessas Yás que nós mais novos aprendemos”, explica Fernanda Júlia, que dirige seu primeiro documentário e, atualmente, é diretora teatral e dramaturga do Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA.

Esta é a primeira exibição do documentário, mas a produção já adianta: em junho terá uma grande festa de lançamento para celebrar esta realização, com debates, encontros e muita troca. No filme, dentre as protagonistas estão referências como Egbomi cici d’oxaguiã, Egbomi Vanda Machado d’oxum, Makota Valdina de Kavungo, Nengua Ilza Mucalê de Matamba, Nengua Kyssasse de Yncossi, Nengua Nancancy de Zumbá, Yalorixá Lourdes D’oyá, Yalorixá Odete d’Oxum e Yalorixá Rosa D’oyá.

do que aprendi com minhas mais velhas

“Tenho observado a força, o amor e a fé desta religião ancestral e de como essas mulheres, as Nenguas, Yalorixás e Egbomis são a base da conservação e da transmissão desses saberes. Nasce assim o desejo de saber como elas aprenderam com suas mais velhas e de como ensinam aos seus mais novos”, conta Susan Kalik,

Além de depoimentos dos mais novos, nas vozes das crianças Cristiano Pinheiro Neves, Dianne Yasmin Silva Santos, Maria Clara dos Santos, Nathaly Gabriele Santos Oliveira, Sophia Paixão Campos da Silva, Tauan Reis Bonfim.

Diretoras

Fernanda Júlia é bacharel em Artes no curso de Direção Teatral da Escola de Teatro da UFBA e acaba de concluir o mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC/ UFBA). Além de fundadora do NATA, ela desenvolve os trabalhos de dramaturga, educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil. Também é colunista do Portal SoteroPreta.

Susan Kalik é diretora e produtora em Teatro e Audiovisual, graduada em Direção Teatral pela UFBA. Em 2016, dirigiu seu primeiro documentário “Cores e Flores para Tita”, entre outras direções e produções em curtas-metragens e cerca de 20 espetáculos teatrais produzidos.

Chegue lá..

Mostra Lugar de Mulher é no Cinema

Dia 8 de abril (sábado), 20h

Local: Sala Walter Silveira, anexo da Biblioteca dos Barris

FREE

Fotos: Thiago Gomes

Audiovisual

Festival Negritudes Globo lota Casa Baluarte durante primeira edição em Salvador

Avatar

Publicado

on

Foto: Magali Moraes

A cidade mais negra fora da África recebeu a primeira edição do Festival Negritudes Globo durante todo o dia ontem (18), em parceria com a Rede Bahia. Salvador aguardava esse momento e demonstrou, lotando a Casa Baluarte, no Santo Antônio Além do Carmo. Com acesso gratuito e aberto ao público, o local ficou repleto de pessoas pretas interessadas em acompanhar as mesas, cujos temas levantaram questões inerentes ao universo negro por anos. Fé, espiritualidade, arte, comunicação, empreendedorismo e os desafios no combate ao racismo foram alguns deles.

Promover o debate sobre as narrativas negras no audiovisual foi o principal objetivo do encontro. Para o cineasta norte-americano, Alrick Brown, presente na mesa ‘Narrativas Negras: Uma Infinidade de Possibilidades’, mediada pela jornalista Zileide Silva ao lado da atriz Maria Gal, “progresso verdadeiro é quando qualquer um de nós, quando quisermos cantar, dançar e contar suas histórias, possamos fazê-los livremente”.

Foto: Magali Moraes

Com apresentação de Rita Batista e Vanderson Nascimento, o evento contou com a participação de artistas como os cantores Tatau e Kléber Lucas, os atores Érico Bráz, Jessica Ellen, Amaury Lorenzo e Maria Gal, além de escritores como Bárbara Carine, Elisa Lucinda e a influenciadora Maíra Azevedo (Tiá Má). “Temos muitos avanços, mas enquanto contarmos nos dedos quantas pessoas pretas estão nas telas, precisamos avançar muito ainda. Apesar de tanta dor, nós, baianos, temos a alegria da nossa cidade”, declarou Tia Má.

Foto: Magali Moraes

“Seremos a última geração de primeiros”. Monique Evelle parafraseou essa frase se referindo ao fato de algumas pessoas negras serem consideradas “as primeiras” a ocuparem certos lugares de destaque em determinadas profissões e espaços na sociedade. A empreendedora levantou essa discussão na mesa ‘Painel Led: Educação Antirracista’, juntamente com a escritora e idealizadora da escola Maria Felipa, Bárbara Carine, e mediação da cantora e apresentadora, Larissa Luz.

Foto: Magali Moraes

Ao todo foram seis painéis, além de ativações e oficinas promovidas em parceria com a Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN). Coordenadas pelo empresário Ad Júnior, mentorias ofereceram dicas sobre carreira e projetos direcionados exclusivamente a pessoas negras. O Festival Negritudes faz parte da Agenda ESG da Globo, conjunto de práticas voltadas para preservação do meio ambiente, responsabilidade com a sociedade e transparência empresarial. A curadoria e roteiro foi do jornalista baiano Dimas Novais e o patrocínio da Nívea.

 

 

Continue Reading

Audiovisual

Documentário Tornar-se Negro tem exibição gratuita na Sala Walter

Jamile Menezes

Publicado

on

documentário Tornar-se Negro

O Espro (Ensino Social Profissionalizante), entidade sem fins lucrativos que há 45 anos apoia a inserção de adolescentes e jovens no mundo do trabalho, promove, no dia 05 de julho (sexta-feira), o lançamento do documentário Tornar-se Negro. Desenvolvido por participantes de um curso gratuito de capacitação profissional com vagas afirmativas para jovens negros de Salvador, o filme terá exibição aberta ao público, com entrada franca, às 11h, na Sala de Cinema Walter da Silveira, gerida pela Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).

O documentário Tornar-se Negro foi idealizado como atividade prática para um curso focado na capacitação para trabalho no mercado audiovisual. Vinte e cinco jovens atuaram nas diversas etapas de produção da obra, desde a concepção do roteiro até a montagem e pós-produção. A turma foi a primeira do Espro dedicada a participantes negros na Bahia. Iniciativas com o mesmo propósito afirmativo em diversas áreas já ocorreram em municípios de estados como São Paulo, Pará, Pernambuco e Minas Gerais.

Em Salvador, o curso buscou aliar a capacitação audiovisual com o fortalecimento da consciência da negritude entre os participantes.

“Tem toda uma complexidade que nós experimentamos como situação de vida, porque muitos dos jovens do curso nunca tinham pensado sobre a questão racial”, comenta Marcelo Reis, instrutor da turma e responsável pela direção do documentário.

O documentário traz depoimentos dos próprios jovens e também de convidados, vistos como referências tanto para os jovens que passaram pelo curso quanto pela comunidade negra baiana. Entre eles estão Creuza Oliveira, líder e ativista pela causa trabalhista das trabalhadoras domésticas; Ubiraci Carlúcio (mais conhecido como Professor Bira), geógrafo, palestrante e mestre em educação; e Mamadou Gaye, o Cônsul Honorário da França na Bahia.

Serviço: documentário Tornar-se negro

Data e horário: 05 de julho (sexta-feira), às 11h.

Local: Sala de Cinema Walter da Silveira – R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador – BA.

Valor: gratuito. Ingresso a ser retirado no local (vagas limitadas de acordo com a capacidade da sala).

Continue Reading

Audiovisual

Traço Negro: projeto lança Videoteca Virtual com docs de artistas negros

Jamile Menezes

Publicado

on

Traço Negro será lançado em Cachoeira

O projeto Traço Negro tem o objetivo de dar visibilidade à produção de artistes visuais negres das cidades que margeiam as águas douradas do Rio Paraguaçu. Em sua segunda edição, haverá, no próximo dia 14 de julho, lançamento de uma Videoteca Virtual, no canal do projeto do YouTube, com documentários individuais de 17 artistes do Recôncavo da Bahia. O evento de lançamento ocorrerá na Casa Preta Hub, em Cachoeira, a partir das 17h, com participação especial des escultores/as, pintores/as, performers, equipe de criação e técnica, e um pocket show de Mateus Aleluia Filho.

Os documentários serão lançados semanalmente, exibidos na Casa Preta Hub e disponibilizados no perfil do Youtube. A partir do dia 14 de julho, serão exibidos os curtas de Tina Melo, Alentícia Bertosa, Áydano Jr., Billy Oliveira e Mestre Biro – o documentário é uma homenagem póstuma, o artista faleceu em abril de 2023. Traço Negro nasce de uma pesquisa de título homônimo iniciada em 2014 por Tina Melo, no Mestrado Profissional em História da África, Diáspora e dos Povos Indígenas – concluído em 2016 -, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia em Cachoeira. O intuito é refletir sobre a invisibilização de artistas visuais negres em Cachoeira e São Félix, apresentando possibilidades de afirmação dessas histórias de vida e de produção.

“No processo de edição deste filme percebemos que tínhamos em mãos uma grande riqueza documental. Nesta segunda etapa, queremos dar mais vazão e espaço para as narrativas individuais que não puderam ser contempladas no primeiro filme, as diferentes narrativas e estéticas, histórias de vida e arte”, complementa Tina Melo

Já no dia 18 de julho, passam a ser exibidos os docs de Davi Rodrigues, Deisiane Barbosa, Diego Araújo e Flor do Barro. Em seguida, a partir do dia 25 de julho, as vidas e obras e de Fory, Gilberto Filho, Renato Kiguera e Louco. Por fim, os últimos lançamentos são os documentários de Mimo e Ronald, Pirulito, Rita de Cássia e Sininho, a serem exibidos a partir de 03 de agosto.

Serviço

O quê – Traço Negro – EXPANDIDO | Lançamento

Quando – 14 de julho, às 17h

Onde – Casa Preta Hub, em Cachoeira

Mais Informações – Instagram @traco_negro (https://www.instagram.com/traco_negro?igsh=c3dpaGVua3E2ZjQ3)

Continue Reading
Advertisement
Vídeo Sem Som

EM ALTA