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Opinião

O povo preto e a atual perseguição sobre desenvolvimento de cultura/ agentes públicos

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boicote à cultura negra
boicote à cultura negra
Bom, eu acho que de inicio a gente deveria falar sobre como a fiscalização é realizada, já para quebrar com o argumento de que os homens das leis estão apenas cumprindo o seu trabalho. O pessoal da Sucom, por si só, já representa autoridade, porém, quando se fala em abordagem e fiscalização em espaços negros, existe sempre a presença de oficiais da polícia, sempre bem armados, já mostrando que, mesmo não agredindo a população diretamente, a intimidação agressiva está presente.
A repressão sobre eventos de cultura negra, dentre as várias maneiras, também se apresenta com a negligência sobre a avaliação e resposta sobre esses eventos. As autoridades simplesmente ignoram os pedidos de autorização e nenhum resposta é emitida, nem negativa e nem positiva.
Sempre deixam as pessoas em espera, enquanto em outros setores a autorização e revisão é dada de forma mais profissional. A não ser que o evento tenha de alguma maneira um cunho de divulgação de campanha governamental.
Com tanta dificuldade em se realizar eventos em espaços públicos populares, a população começa a optar a se restringir apenas as suas comunidades, onde a repreensão das autoridades é ainda maior. Não só por ter um aval de quebra de lei, mas por abuso de autoridade, inclusive pelo fato de que as autoridades se aproveitam da negligencia das mídias em apontar agressões como essas dentro das comunidades.
Em setembro de 2013, houve uma grande movimentação aqui na Bahia, quando representantes culturais negros e representantes de órgãos de fiscalização se reuniram em uma sessão plenária sobre a agressividade dos órgãos. Muito em função da ação abrupta da Sucom e da Polícia em dois bares negros no Pelourinho. Ainda assim, em 2017, aqui na Bahia, diversos eventos não são realizados pelo bloqueio da não autorização. E é visível a violência dos órgãos de fiscalização, acompanhados de outras corporações.
A população negra vive um constante boicote, a interpretação das regras da nossa sociedade sempre terminam por restringir e bloquear um público específico. Quando isso acontece, de maneira abrupta e criminalizadora, o que resta aos negros é o isolamento.

hisan2Hisan Ferreira é em Produção Cultural pela PRACATUM, criador da Fanpage Meu Crespo.

Confira aqui suas contribuições.

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#Opinião – O sentido místico do Dia dos Namorados – Por Armando Januário

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Por aspectos históricos e econômicos, o Brasil celebra o Dia dos Namorados em 12 de junho. A 1948, o publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo, foi contratado por uma loja. Ele percebeu que o Mês das Mães era rentável para o comércio, em oposição a junho, um mês de queda nos lucros. Planejando estender os ganhos comerciais, Dória escolheu a véspera do Dia de Santo Antônio – na tradição católica, O Santo Casamenteiro – para aquecer os corações e o comércio. A estratégia deu certo e temos o Dia dos Namorados em junho, mais de 4 meses após a data tradicional, 14 de fevereiro, Dia de São Valentim. Contudo, essas tradições oficiais envolvem um mistério muito anterior.

No Império Romano, havia a celebração do deus Lupercus, para afastar os maus espíritos e atrair fertilidade. A Lupercália era marcada pelo momento em que os homens retiravam de um jarro o nome das mulheres que seriam suas companheiras nessa festa e nas seguintes. Posteriormente, alguns desses casais se apaixonavam e se casavam, porque teriam o que se considera “sorte no amor”. Essa expressão envolve ser agraciado através do sorteio, que, inicialmente, seria puro acaso. Não obstante, o sentido esotérico de sorte abrange saber o instante adequado para consolidar um plano. Percebemos, então, que o sentido dado a esta palavra se afastou significativamente do seu conceito original. Fica também evidente a inexistência da sorte como percebida nos tempos atuais, mas, sim, que ela obedece às Leis Cósmicas, sobretudo, a Lei de Atração. O oculto no Dia dos Namorados se apresenta.

A celebração dos apaixonados potencializa a vibração e atrai a pessoa amada para o campo magnético do emissor. Não se trata de magia ou acaso. Antes, falamos do Poder Divino[3] manifesto em nós. Por isso, quando pensamos em viver um amor com a firme convicção de sua existência, a materialização dessa realidade ocorre, obedecendo o Mistério denominado Tempo.

Portanto, o Dia dos Namorados, longe de uma data comum, oferece a oportunidade vibracional para ser A Unidade Eterna, Princípio de Todas As Coisas, que utiliza o desejo para cocriar sonhos.

[1]Dedico esse texto a minha noiva, Andrêina.

[2]Armando Januário dos Santos é Trabalhador da Luz, Mestre em Psicologia, Psicólogo (CRP-03/20912) e Palestrante. Contato: (71) 98108-4943 (WhatsApp)

[3]Em João 10:34, Jesus de Nazaré argumenta com seus opositores: “na Lei de vocês está escrito que Deus disse: “Vocês são deuses”” (O Mestre Jesus, em João 10:34). Deixamos com a pessoa do leitor a perspicácia para compreender o ensino secreto do Mestre.

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#Opinião – Apropriação cultural e gente preta sofrendo racismo no mesmo lugar! – Por Aline Lisbôa

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“Para quem é preconceituoso e diz que branco não pode tocar samba”

Por ironia do racismo, dessa vez, foi numa roda de samba. Em um espaço que se intitulava livre e diverso, mas a funcionária nos vigiava, perseguia e acusava. Esse estado – a Bahia – tem uma faceta do racismo muito viva: apropriação de cultura negra para lucro, em locais que seguem deslegitimando e humilhando negros.

Olhando para um breve histórico do país, enquanto estrutura econômica, nós pessoas pretas, assim como nossos trabalhos e produções, sempre foram a moeda de troca que movimentou e segue movimentando a economia desse lugar. Se já não com escravização explícita, onde vendiam nossos corpos, como antes, camufla-se na diversidade cultural, para continuar transformando em dinheiro a nossa negritude.

Os grandes e pequenos negócios, muito falam sobre diversidade cultural como um alicerce no combate à desigualdade social, mas na verdade, convivendo nesses espaços, percebemos que o termo só enfeita a apropriação da nossa cultura e das nossas lutas, enquanto mantém-se baixíssimos salários, portas fechadas a cargos importantes e, sobretudo, um código de conduta permissível ao racismo.

No posicionamento, muitos desses lugares parecem que estão fazendo o “favor” de acolher a nossa cultura, tornando o lugar mais “livre, diverso e acolhedor”. Mas o racismo e os racistas não descansam, mesmo que a branquitude diga por aí, que são os militantes quem não param, nós negros andamos tentando e, em grande parte das vezes, o racismo nos acorda.

Não é a primeira vez, que esse fenômeno cultura negra x racismo no mesmo local, acontece. A cultura que se constituiu enquanto regional – Cultura Baiana -, na verdade é incondicionalmente nossa, da nossa diáspora, que sempre movimentou o dinheiro do estado.

Enquanto seguimos agredidos pela estrutura que grita mais alto do que nossas músicas nas festas dos brancos. Lembro-me nitidamente de defender o meu bando, que estava sendo constrangido e agredido em meio a uma roda de samba, enquanto os tambores se apropriavam do que chamam muitas vezes de “música baiana” e é música preta!

Vejamos aqui o que de fato é a apropriação cultural, que está longe da discussão das tranças afros sobre peles brancas. Trata-se do esvaziamento da nossa herança cultural enquanto nossa em espaços que não nos toleram, mas apropriam-se das nossas produções para uso e venda, Como se de nós e do nosso fossem donos, perpetuando assim mais uma camada do racismo.

O professor Rodney William, em seu livro “Apropriação cultural”, defende que o baixo índice de representatividade contrasta com a crescente apropriação de quem utiliza nossa estética e técnicas, mas não repassa esse uso em oportunidades de trabalho, incentivos ou ações que engajem o combate ao racismo.

A apropriação cultural não é homenagem, é violência simbólica, de forma sutil ou explícita. Um branco que toca samba e continua destilando o racismo – como escrito por Willia -, é quem esvazia nossa contribuição cultural e apenas se apropria dela para o lucro.

Entendamos que essa roda de samba tinha custo de entrada e todo o consumo incessante do público que o assistia, inclusive o meu, que sofri racismo. Cultura negra para lucro, corpos negros para a humilhação

Vivemos todos os dias o massacre da apropriação cultural na Bahia.

Aline Lisbôa, mulher negra, mãe solo, defensora das possibilidades acadêmicas de mães negras, graduada em Pedagogia- UNEB, pesquisadora em Racismo Estrutural, Educação e Relacões Étnico Raciais e Letramento Racial.

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Opinião

#Opinião – Quem são as pombagiras? Um mistério revelado – Por Armando Januário

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Laroyê! A Espiritualidade Maior permite que continuemos[1] escrevendo sobre as Pombagiras, haja vista nosso objetivo ser contribuir para a desconstrução de preconceitos. Além do racismo religioso, encontramos o desconhecimento daquilo que Rubens Saraceni, em As Sete Linhas de Umbanda: a religião dos mistérios, denominou “O Mistério Pombagira”: governado pelo Trono Cósmico Feminino, e irradiando desejo, as Inzilas[2] polarizam horizontalmente com o Trono Cósmico Guardião dos Mistérios do Vigor, complementando-o.

Posicionadas a esquerda dos Orixás, as Pombagiras são o polo negativo, absorvendo tudo o que desequilibra a humanidade. A localização e o termo Pombagira evocam o Seu atributo de mensageiras à esquerda, que giram como o pombo-correio, enviando nossas mensagens de desejo para A Espiritualidade Maior. Logo, são seres que trabalham arduamente para A Luz Suprema, e, portanto, na regra da Umbanda, apenas servem ao Bem.

O trabalho dessas entidades é de fundamental importância, porquanto nos Planos Espirituais, adentram aos territórios inferiores, protegendo o Plano Físico de Espíritos das Trevas. Fica evidente, portanto, mais um dos Seus atributos: Guardiãs da Humanidade, nos ajudando a vencer desafios cotidianos.

Mensageiras, Protetoras e Guardiãs, as Pombagiras estão sempre presentes em nossas vidas. Cada pessoa, independente de crença, é acompanhada por um desses espíritos. Sua Energia de Vitória, irresistível, demonstra a grandiosidade do seu trabalho e denuncia o caráter deletério de quem lhes chama de demônios: muitos desses procuram o trabalho das Pombagiras em sigilo, acreditando que Elas são escravas prontas a atender qualquer pedido, de modo irresponsável. Em sua arrogância e mesquinharia, ao não lograrem êxito em suas solicitações, lançam mão da demonização dessas Nobres Senhoras.

Contudo, em algum momento todas as pessoas compreenderão o significado do tridente e do punhal, se curvando respeitosamente à intensidade das Pombagiras. Laroyê!

[1] Dedico esse artigo a Dona Maria de Padilha.

[2] Esse artigo é a sequência de Quem são as Pombagiras?, disponível em https://portalsoteropreta.com.br/2024/05/20/opiniao-quem-sao-as-pombagiras/

[3] Sinônimo de Pombagira, Inzila é termo do quimbundo pambu ia-njila e literalmente traduzido Encruzilhada.

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