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Literatura

Revista Vacatussa seleciona contos, crônicas e poemas até 15 de junho!

Jamile Menezes

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negro escrevendo

revista vacatussa

Revista Vacatussa abriu processo de seleção, com o intuito de descobrir novos autores, para compor a sua 12ª edição. O projeto conta com incentivo do Funcultura.

Serão aceitos textos dos gêneros conto, poesia e crônica que não ultrapassem o limite de 3.500 caracteres. Cada autor pode enviar apenas um texto, que deve estar em arquivo de Word (formatos .doc ou .docx). O arquivo deve ser nomeado com o nome do autor seguido pelo título da obra. Ao todo, nas páginas das 10 edições publicadas da REVISTA VACATUSSA já foram impressos 95 textos (entre contos, crônicas e poemas) de 69 escritores diferentes e 91 ilustrações.

O texto deve seguir a formatação: fonte Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento entrelinhas 1,5. As inscrições devem ser enviadas para o e-mail vacatussa@gmail.com até o dia 15 de junho de 2017.

Os autores dos textos selecionados receberão R$ 300,00 (trezentos reais) pela cessão de direitos autorais.

A Revista

A Revista Vacatussa (Recife) foi criada em 2005 como um espaço de incentivo à produção literária e de divulgação do trabalho de escritores contemporâneos. Desde o princípio, busca diferentes formas de contar uma história, apostando no diálogo entre escritores e ilustradores. Depois de sete anos de hiato, a Vacatussa volta a circular, agora com apoio do Funcultura para seis edições.

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Literatura

Mateus Aleluia lança novo livro “Afrobarroco” em Salvador

Jamile Menezes

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Mateus Aleluia

É de um território de lembranças, encontros e heranças culturais que nasce “Afrobarroco”, novo livro de Mateus Aleluia. A obra será lançada no dia 8 de julho, na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador, transformando a experiência do Recôncavo Baiano em reflexão sobre identidade, educação, convivência e formação cultural brasileira.

Em uma palestra musical “Afrobarroco”, formatada por Mateus ao longo de duas décadas, ele vai reunir música, narrativa histórica e conversa com o público.

“Para a gente voltar a ser o que a gente almeja ser, é necessário descolonizarmos culturalmente a nossa mentalidade, e essa descolonização cultural só poderá ser alcançada através da educação, é imperativo que reestruturemos nossa forma de educar”, reflete.

O universo que atravessa o livro nasce da memória, da escuta e da convivência entre matrizes culturais que formam o Brasil. São os sons da madrugada em Cachoeira, os atabaques atravessando o Vale do Paraguaçu, os sinos das igrejas do Recôncavo e as lembranças de uma Bahia vivida antes da pressa urbana.

Afrobarroco” traz textos, memórias, provocações e fundamentos do projeto desenvolvido por Mateus Aleluia desde os anos 2000 através de palestras musicais, encontros pedagógicos e experiências de formação cultural. O livro traz pensamentos sobre educação, oralidade, religiosidade, convivência cultural e identidade brasileira.

Após a estreia na capital baiana, o projeto segue em circulação pelo Recôncavo, com lançamentos em Jaguaripe, São Francisco do Conde e Cachoeira. A tiragem inicial do livro será destinada à distribuição gratuita para escolas, bibliotecas, projetos de arte e educação, centros comunitários e culturais, com venda pontual de alguns exemplares na Livraria Terra Libris (Cine Glauber Rocha – Salvador).

O projeto gráfico, assinado por Tiago Ribeiro, dialoga com padrões visuais e elementos geométricos presentes nas culturas afro-indígenas e europeias, criando uma identidade visual marcada pela mistura de referências populares, religiosas e contemporâneas.

DISTRIBUIÇÃO
Além do lançamento em Salvador e no Recôncavo Baiano, o projeto prevê a distribuição gratuita dos exemplares para bibliotecas, centros comunitários, centros culturais e projetos de arte e educação da Bahia. Serão 500 livros disponibilizados mediante cadastro de escolas.

Esse cadastro poderá ser feito até 20 de junho, através do site oficial do projeto – www.mateusaleluia.com.br/afrobarroco.

Serviço:
[Literatura] Lançamento “Afrobarroco”, de Mateus Aleluia
Data: 8 de julho (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Biblioteca Central dos Barris
Entrada gratuita, sujeita à lotação
Vendas: Livraria Terra Libris (Cine Glauber Rocha – Salvador)

Foto: Tenille Bezerra

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Literatura

Flipelô 2026 anuncia Ana Maria Gonçalves e Bárbara Carine

Jamile Menezes

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Flipelô

A 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho, a Flipelô 2026 terá duas grandes referências da literatura negra na programação: as escritoras Ana Maria Gonçalves e Bárbara Carine. A festa literária  acontece entre os dias 5 e 9 de agosto, no Centro Histórico de Salvador, com programação gratuita.

A edição de 2026 integra as comemorações pelos 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, que realiza a festa. Este ano, a homenagem será à poeta baiana Myriam Fraga (1937-2016), idealizadora da Flipelô e diretora da Fundação Casa de Jorge Amado entre 1986 e 2016.

Ana Maria Gonçalves, uma das vozes mais importantes da literatura negra brasileira e integrante da Academia Brasileira de Letras, é autora do celebrado romance “Um defeito de cor”, obra fundamental da literatura brasileira contemporânea.

 

Representando a força da produção intelectual baiana contemporânea, Bárbara Carine reúne literatura, educação e pensamento antirracista em uma trajetória que dialoga com temas como ciência, identidade e transformação social. Escritora, professora e influenciadora educacional, ela se tornou uma das vozes mais relevantes do debate sobre educação e racialidade no Brasil.Reconhecida como um dos maiores eventos literários do país, a Flipelô transforma o Pelourinho em um grande palco da literatura, das artes e do encontro entre autores e leitores.

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Literatura

Liga do Dendê mobiliza público infantil e escritores baianos

Kelly Bouéres

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Maio com dendê
Gi Santana

O lançamento da coletânea Contos para Ibejada, promovido pela Liga do Dendê durante a 2ª edição do Maio com Dendê, transformou a Biblioteca dos Barris, em Salvador, em um espaço de celebração da literatura negra infantojuvenil, da oralidade e da ancestralidade afro-brasileira. Realizado no Dia da África (25/05), o evento reuniu cerca de 300 crianças ao longo da programação, além de escritores baianos, educadores, artistas, pesquisadores e público interessado na literatura afro-baiana contemporânea.

Foram 12 horas ininterruptas de programação dedicadas à arte, cultura e literatura negra, em uma celebração que dialogou com a grandiosidade e a diversidade do continente africano e de sua diáspora. Ao longo do dia, o público participou de atividades que atravessaram diferentes linguagens artísticas e referências culturais afro-brasileiras, reafirmando Salvador como um território profundamente conectado às heranças africanas presentes em sua oralidade, música, literatura, memória e modos de existir.

As crianças participaram ativamente das contações de histórias inspiradas nos contos da coletânea e acompanharam com entusiasmo as apresentações artísticas, oficinas criativas e rodas de conversa promovidas durante o dia. Entre escutas atentas, brincadeiras e momentos de troca, a programação foi marcada pelo encantamento do público infantil diante das narrativas afroreferenciadas e das atividades que valorizavam memória, identidade e imaginação.

O projeto contou com a parceria de Escolas Públicas do Município que ajudaram a mobilizar as crianças até o evento: Escola Municipal 02 de Junho, Escola Municipal Martagão Gesteira, Centro Municipal de Educação Infantil Maria da Conceição Costa, Escola Municipal São Gonçalo, Creche Escola Primeiro Passo Periperi e  Escola Municipal São Domingos Sávio. Também estiveram presentes Agentes de Proteção da Vara da Infância e Juventude de Salvador/ TJBA , dando apoio e suporte no cuidado às crianças.

A coletânea Contos para Ibejada, reúne 26 autores e autoras negros da Bahia em histórias voltadas às infâncias e juventudes. O livro propõe um mergulho em referências culturais africanas e afrodiaspóricas, fortalecendo o acesso de crianças e jovens a narrativas negras produzidas na Bahia. Durante o encontro, autores da coletânea compartilharam reflexões sobre escrita, ancestralidade e a importância da representatividade na literatura infantojuvenil brasileira.

A programação contou ainda com  o lançamento da Liguinha do Dendê, braço do coletivo voltado a crianças e jovens escritores negros. A programação reuniu autores mirins e suas famílias em um espaço de acolhimento, incentivo e circulação literária.

Ao longo do dia, o evento reafirmou a importância de iniciativas voltadas à democratização do acesso à literatura negra e ao fortalecimento de espaços de formação cultural para crianças e jovens.

Participam da coletânea os autores: Paula Brito, Cássia Valle, Taísa Ferreira, Denise Ferreira, Akin Rudá Ferreira, Dennis Emanuel Ferreira, Genivaldo Santos, Jamile Kyanda Barboza, Raí Santana, Carine Barboza, Jacqueline Meire, Luis Pedro Azevedo, Zion Passos, Yalle Tárique, Bia Barreto, Maurício Akin, Anderson Shon, Duda Santhana, Luciana Palmeira, Aysha Oliveira, Carol Adesewa, Jaqueline Santana, Joaquim Jesus, Ladjane Alves Sousa, Niní Kemba Nàió e Ulisses Passos.

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