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Literatura

#DiálogosInsubmissos – Cristian Sales e Lindinalva Barbosa analisam escrevivência de Evaristo

Jamile Menezes

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diálogos insubmissos
cristian sales diálogos insubmissos

Cristian Sales

INSUBMISSAS: uma palavra bem repercutida nos últimos dias nas redes. Ela tem sido o tom do projeto Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras, que vem reunindo mulheres pretas da cidade em torno da obra da escritora Conceição Evaristo. O evento, que já aconteceu no Espaço Cultural da Barroquinha, onde começou, e no Goethe Institut, agora se prepara para chegar ao Pavilhão de Aulas da UFBA, em Ondina.

O terceiro encontro dos Diálogos será com a ativista do Movimento Negro e de Mulheres Negras há mais de 30 anos, mestra em Estudo de Linguagens/UNEB, com pesquisa sobre trajetórias intelectuais negras e literatura negra. Estamos falando da educadora e egbomi do Terreiro do Cobre, Lindinalva Barbosa, que analisará o conto Mary Benedita.

“Mary Benedita é uma mulher ávida de escuta, talvez por reconhecer a sua própria vida como um livro carregado de histórias originais e cheias de valor.  Desejosa de reconhecimento como  intelectual e poliglota,  Benedita  é também uma artista viajada que vagueia o mundo desde a infância, na interiorana cidade de Manhãs Azuis” – Lindinalva Barbosa.  

diálogos insubmissos

Lindinalva Barborsa [Foto Fafá M. Araújo

Para Lindinalva, a escrevivência de Conceição Evaristo reúne, “em amálgama, um universo de possibilidades de existir-mulher”. “Insubmissas são todas elas, derramadas em narrativas nas quais nos refletimos e reconhecemos, ora numa passagem da vida ou no ato de sonhar;  ora num gesto ou movimento. Assim, Mary Benedita (a que veio sôfrega da escuta sobre seus vôos) também me tocou mais fundo com sua ânsia de viver e de ser vista/ouvida”, diz.

Outra realidade também estará na roda: o conto de Regina Anastácia, que será analisado por Cristian Sales. Professora universitária e doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian lembra que a narrativa chama atenção por causa de um dos nomes da personagem-protagonista: Anastácia. “Anastácia foi sentenciada a usar uma máscara por um senhor de escravos, mas é preciso dizer que ela possuía um corpo negro insubmisso que, embora violentado e agredido simbólica e fisicamente, jamais cedeu à dominação masculina branca. Na narrativa, o discurso literário e o discurso histórico formam uma teia e constroem uma leitura possível de nossa realidade composta por heranças, estigmas e superações”, afirma Cristian.

maiana lima

Maiana Lima – Facebook

Mediação Insubmissa

Na mediação destes debates, estará a pesquisadora voluntária do grupo Rasuras – Estudos de Práticas de Leitura e Escrita, Maiana Lima, que já publicou trabalhos sobre questões etnicorraciais na Literatura Brasileira bem como sobre Literaturas Negro Brasileiras. Atualmente, Maiana pesquisa intelectualidades negrofemininas na Literaturae é oficineira de Literatura do Curso Pré-vestibular Vilma Reis.

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras – 3º Encontro

Quando: 20/julho às 9h
Onde: Auditório 2 do PAF 5 – UFBA Ondina
Quanto: Entrada Gratuita – Inscrições no local minutos antes da atividade
+ Certificado como ouvinte, com carga horária de 3 horas.
+ Sujeito a lotação do espaço

Cultura

Bárbara Carine fez noite de autógrafos na Biblioteca Central

Amanda Moreno

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Bárbara Carine fez noite de autógrafos na Biblioteca Central

Bárbara Carine fez noite de autógrafos na Biblioteca Central. A chuva deu uma trégua no final desta quinta-feira (22) para o lançamento de mais um livro da educadora, escritora, pesquisadora e ativista, Bárbara Carine. Intitulado “Querido estudante negro” o evento foi realizado no Quadrilátero da Biblioteca Central, nos Barris. Após o sucesso de “Como ser um educador antirracista”, a ativista compartilha experiências pessoais repletas de tensões sociais e raciais.

No novo livro, Bárbara dialoga com dois estudantes negros que, independente das condições financeiras ou sociais, compartilham as experiências vividas em formato de cartas fictícias. “São histórias de ficção, mas, ao mesmo tempo, as histórias narradas pela jovem negra são todas histórias da minha vida, então, na realidade, é uma ficção que eu diria que é autobiográfica”, contou a educadora e influencer.

Bárbara Carine fez noite de autógrafos na Biblioteca Central

Bárbara Carine fez noite de autógrafos na Biblioteca Central (Foto: Henrique Santos)

Para Daudi Akil, estudante oriundo de escola pública e bolsista em escola particular de salvador, existe uma ansiedade de receber o autógrafo da autora e de ler o livro que segura firme nas mãos. “Já tô muito ansioso para ler esse livro. Eu tenho a certeza que vai ter muita batalha aqui dentro, porque hoje em dia viver numa sociedade dessa forma é horrível. Ser negro já é uma coisa difícil, imagina pra uma mulher negra? Aqui tem parte da história de vida dela, então deve ter sido muita batalha, inclusive, pra publicar o livro”, explicou o jovem estudante.

Com quase 400 mil seguidores nas redes sociais, a intelectual conversou com o público que lotou o Quadrilátero da Biblioteca. Ela explicou que no livro a ideia é mergulhar na complexidade da formação de subjetividades negras e que traz a perspectiva de uma psicopedagogia com leitura racial. Ao final Bárbara contou que já tem outro livro no forno, que parou para escrever “Querido estudante negro”, mas já retomou a escrita. Em breve, mais novidades!

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Literatura

Bárbara Carine lança livro na Biblioteca dos Barris

Amanda Moreno

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Bárbara Carine lança livro
Bárbara Carine lança livro (Foto: Gabriel Cerqueira)
Bárbara Carine lança livro na Biblioteca dos Barris. Após o sucesso de Como ser um educador antirracista, a pesquisadora, escritora e ativista Bárbara Carine lança novo livro pela Editora Planeta, nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, a partir das 19h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris), com direito a sessão de autógrafos com a autora.
Em Querido estudante negro, é possível conhecer uma faceta diferente da autora. Desta vez, em formato de cartas fictícias, Bárbara dialoga com os estudantes negros, independente das condições financeiras ou sociais, ao compartilhar as experiências que viveu. Com quase 400 mil seguidores nas redes sociais, a intelectual convida a mergulhar na complexidade da formação de subjetividades negras nesta obra.
No livro, uma estudante negra compartilha cartas com um amigo que conheceu na infância e que também é um estudante negro. Nos relatos, a protagonista vivencia situações que Bárbara enfrentou, focando na trajetória estudantil, abrangendo desde a pré-escola até o pós-doutorado.
Os personagens, principais e secundários, não são nomeados. O objetivo é que qualquer estudante negro brasileiro se identifique, pois, as histórias de vida são cruzadas. “São cartas de um ‘Eu Coletivo’. Uma história que é de uma alguém, justamente por ser a narrativa de todo mundo.”, escreveu Carine.
De forma sútil e potente ao mesmo tempo, Bárbara tece uma crítica social sobre o classicismo e o racismo. Para isso, ela apresenta dois protagonistas que têm a mesma idade, mas são diferentes. A menina é negra de pele não retinta e vive em periferia. O menino é retinto e possui uma situação abastada. Apesar das diferenças socioeconômicas, ambos têm a subjetividade completamente atravessada pelo racismo estrutural. A linguagem e complexidade das cartas mudam no decorrer da vida, mas permanece a certeza de que as experiências escolares de pessoas negras no Brasil são duras e discriminatórios.
A obra Querido estudante negro apresenta diferentes percepções e níveis de compreensão sobre o que é ser negro no país. Bárbara convida as pessoas que desejam entender os universos dos estudantes negros, seus responsáveis e professores antirracistas. Mas, seu principal foco é, sem dúvida, o estudante negro. Esse é um livro que acolhe e tenta deixar o mundo menos solitário para o jovem negro, seja aquele que ainda está trilhando o caminho ou aquele que cresceu e precisou aprender a sobreviver em meio a uma sociedade racista.
EVENTO DE LANÇAMENTO
Sessão de autógrafos com Bárbara Carine
Dia 22 de fevereiro às 19h
Biblioteca Central do Estado da Bahia
Local: R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador – BA, 40070-
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Literatura

Claudia Alexandre lança livro “Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô”

Jamile Menezes

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Claudia Alexandre também possui uma vasta produção sobre sambas e escolas de samba de São Paulo

No próximo dia 31, às 18h30, o Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, receberá o lançamento do novo livro da jornalista e cientista da religião, Claudia Alexandre: Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô – sobre masculinização, demonização e tensões de gênero na formação dos candomblés (Editora Aruanda/ Fundamentos do Axé, 2023). O evento, que tem promoção da livraria Katuka Africanidades, terá uma roda de conversa com participação da prefaciadora, a socióloga Nubia Regina Moreira, coordenadora do grupo de pesquisa Ojú Obìnrín Observatório de Mulheres Negras e professora da UESB (Universidade do Sudoeste da Bahia).

Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô: sobre masculinização, demonização e tensões de gênero na formação dos candomblés (Editora Aruanda/Fundamentos de Axé, 2023), apresenta um debate inédito no campo dos estudos sobre as tradições e religiosidades afro-brasileiras em relação ao que foi escrito até aqui sobre o controverso orixá Exu.  Ao mesmo tempo que questiona sobre representações femininas de Exu que não foram inseridas na definição do corpo das tradições yorubá-nagô dos primeiros candomblés na Bahia.

A obra insere registros e informações sobre as experiências e protagonismo de mulheres negras – africanas, escravizadas, alforriadas, libertas, que resistiram as opressões patriarcais para manter suas práticas ancestrais. O livro destaca alterações na relação com o orixá Exu, que na iorubalândia (Nigéria, Benin, Togo…) é representado por figuras em pares – macho e fêmea, que não se popularizaram no Brasil.

O livro é baseado na tese de doutorado da autora, defendida em novembro de 2021, eleita a Melhor Tese do Ano, pelo Programa de Ciência da Religião da PUC-SP.  Foi finalista e segunda colocada do Prêmio SOTER/Paulinas de Teses 2022 (Prêmio Prof. Afonso Maria Ligório Soares), realizado pelo Congresso Internacional da Soter (Sociedade de Teologia e Ciência da Religião).
Claudia Alexandre também possui uma vasta produção sobre sambas e escolas de samba de São Paulo e é autora do livro-dissertação “Orixás no Terreiro Sagrado do Samba: Exu e Ogum no Candomblé da Vai-Vai”, também pela Editora Aruanda/Fundamentos de Axé.

Haverá sessão de autógrafos e venda de livro no local (R$ 80,00 por exemplar). O Muncab está localizado à rua das Vassouras, 25 – Centro Histórico. Entrada gratuita.

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