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Entrevistas

#NegrasRepresentam – Major Denice Santiago, a segurança das mulheres, sua escolha de vida!

Jamile Menezes

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Por meio de perfis, a campanha #NegrasRepresentam tem o objetivo de apresentar os pensamentos de mulheres negras em diversas esferas sociais e como suas ações vem propondo mudanças na realidade racial do país.

Denice Santiago, é uma destas mulheres que se destacam por amor. Ela é a responsável na Bahia por valiosas e inéditas iniciativas no enfrentamento da violência sexista, evidenciada na sua vida pessoal e profissional. Suas realizações vêm despertando interesses diversos e tornando-se referência no rompimento de conceitos e práticas discriminatórias de profundas raízes social. Atualmente na Ronda Maria da Penha, é uma das poucas mulheres oficiais e negra que ocupa posto de comando em uma instituição, onde apenas 13% são mulheres. Seu currículo revela uma formação rica em conteúdos relacionados à sua atuação. É graduada em Psicologia, pós-graduada em Desenvolvimento Gerencial Integrado, Gestão de Direitos Humanos e mestrado Desenvolvimento Territorial e Gestão Social. Conheça a Major Denice Santiago:

Portal Soteropreta – Como foi formar o Centro Maria Felipa (CMF) e atuar hoje na Ronda Maria da Penha?

Major Denice Santiago – O CMF foi meu primeiro contato oficial com o feminismo. Lá pude compreender que quando luto/ajudo/atuo a favor de uma mulher, o faço para todas e, especialmente, para mim. O Centro vem lutando pela garantia dos direitos das mulheres dentro da corporação, respeitando as peculiaridades do gênero sem afetar a qualidade do serviço prestado pelas PM’s baianas. O centro começou com meu trabalho e foi chegando a minha humanidade… Além de melhorar a atuação profissional da PM-mulher, pode ajudar a mulher-Pm. E isto me foi muito valioso. Ter podido atuar em ambas foi e é desafiante porque abre nossa esfera de atuação. Ambas tem como objetivo cuidar da mulher em nuances diferentes. O centro ajuda o público interno da corporação dando assistência a mulheres e esposas de policias vítimas de violência doméstica, já a ronda é a extensão que atendeu mais de 4.660 ocorrências entre atendimentos e visitas a mulheres que vivem sob ameaça constante.

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Portal Soteropreta – Como a senhora vem combatendo os  fatores que levam à violência doméstica e o que a caracteriza?

Major Denice Santiago – Esta violência tem uma resistência social muito grande. Os fatores culturais são sólidos e profundos e para combater precisamos propor e promover uma ressignificação cultural e é isto que estamos fazendo tanto na atuação operacional como nos projetos de prevenção. O centro tem a missão de “cuidar” (na maior acepção da palavra) da mulher PM. Ele foi criado visando garantir um espaço de referência para a mulher PM que mesmo sendo um agente de prevenção de violência, não deixou de passar por ela também. Durante todo esse caminhar, tive junto com a major Claudia Mara a chance de ver diversas PM sofrerem de depressão e outras doenças ocupacionais por o que acreditamos ser a falta de referência na época. Mas com o decorrer do processo, foi possível perceber que o princípio básico está no fato de um dos elementos olhar para o outro como se fosse um objeto que lhe pertence. Sobretudo, nos casos em que os agressores são homens que fazem das suas mulheres vítimas, por achar que elas estão em desvantagem. Então colocar no centro da corporação o debate de equidade de gênero e atuar nos espaço de referência para a mulher PM ou não é uma das formas de combater esse modelo de violência.

https://portalsoteropreta.com.br/negrasrepresentam-dione-silva-juventude-negra-kalunga-e-o-combate-ao-racismo/

Portal Soteropreta – Como é ser uma das poucas mulheres negras na Policia Militar? 

Major Denice Santiago –  Talvez poucas no oficialato ou por se identificar ideológica e socialmente como tal. Isto traz sim a diferença entre ser uma mulher e PM e uma mulher negra e PM. Tenho a responsabilidade de provocar, de modificar, de delimitar espaços e é isto que venho tentando fazer. E acredito que tenho feito… Um legado melhor a quem esta e vira depois de mim. Desafiador, angustiante, cansativo, realizador. É minha escolha de vida. Meu lugar; não faria nada diferente.

#NegrasRepresentam – Campanha homenageia mulheres no Novembro Negro

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Série Nossas Pretas Protagonistas estreia em novembro

Jamile Menezes

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No cenário em constante evolução que enfrentamos, a necessidade de unir palavras e ações para causar um impacto torna-se cada vez mais urgente. Com frequência, há um descompasso entre o discurso e a prática, onde muitos proclamam valores de igualdade e justiça, mas suas ações não refletem esses ideais.

No entanto, para mudar essa realidade, encontramos inspiração em nossos ancestrais, especialmente nas mulheres negras, que enfrentaram e ainda enfrentam desafios inimagináveis, deixando legados duradouros.
Reconhecendo a importância de contar as histórias dessas mulheres, o projeto “Nossas Pretas – Protagonistas” do Portal Soteropreta emerge neste mês de novembro para dar visibilidade a mulheres baianas que têm feito a diferença em diversas áreas, que vão desde cultura e política até economia, educação e saúde.

Coordenado pela publicitária Luciane Reis e pela administradora paraibana Alexandra Camilo, o projeto se destina a um público que se interessa por temas relacionados à diversidade e igualdade de gênero.

A ação promocional se materializa por meio de uma série de matérias jornalísticas que serão publicadas no Portal, principal veículo de cultura negra em Salvador. Essas matérias se dedicarão a contar a trajetória e o trabalho de mulheres negras baianas que se destacaram ao longo de 2023 em suas respectivas áreas de atuação.

Luciane Reis, coordenadora do projeto, destaca a importância de revisitar a maneira como as construções históricas ocorreram. Muitas vezes, a narrativa histórica moldada a partir de perspectivas eurocêntricas, chegam a nossa realidade frequentemente desprovidas de supervisão negra, resultando em uma história tendenciosa e incompleta.

Revisitar e reescrever nossa história, trazendo para o centro do processo as mulheres negras do nosso dia a dia, é uma justa inclusão de vozes negras na criação e revisão destas narrativas históricas, pois não se conta historias de protagonismo negro sem as matrizes geradoras do mundo.

‘Ao contar histórias que não se restringem a figuras históricas famosas, o projeto valoriza a caminhada e história de pessoas comuns que também são inestimáveis para a realidade negra do pais. A criação de narrativas que celebram a beleza da vida cotidiana, a luta diária e as conquistas modestas feminina é uma maneira poderosa de inspirar e conectar as pessoas”, diz Luciane.

Ao longo do mês de novembro, o público do Portal Soteropreta, juntamente com o público do Mercafro, encontrará nestas histórias lições de empatia, solidariedade e humanidade que moldam um futuro mais justo e igualitário.

Para Alexandra Camilo, também coordenadora do projeto, este é o momento de reunir esforços e causar um impacto positivo. “Ampliar a voz das mulheres negras exige uma harmonização entre o discurso e a prática, e aprender com os ensinamentos de nossos ancestrais. Desta forma, contar as histórias de mulheres negras e de pessoas comuns, é uma maneira de revisitar e reescrever essas narrativas de forma inclusiva e autêntica”, diz.

Para ambas, é preciso ampliar a voz daquelas que muitas vezes são silenciados pelo patriarcado, seja branco ou negro, para construir um novo ponto de vista que elimina limites impostos às nossas narrativas. Com o projeto “Nossas Pretas – Protagonistas” é preciso que essas vozes sejam compartilhadas, só assim estaremos contribuindo para a construção de histórias mais belas e significativas.

Alexandra Camilo é Advogada, Administradora de empresas e atua no mercado de Compliance em todo o Brasil.

Luciane Reis, Publicitária, Design Instrucional e Mestra em Desenvolvimento e Gestão Ciags- UFBA. Pesquisadora da História Econômica Negra

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Lucas de Matos entrevista a jornalista e historiadora Mila Burns sobre livro ‘Dona Ivone Lara: Sorriso Negro’

Jamile Menezes

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Foto Grisel Sarich

 

O comunicador Lucas de Matos entrevista a jornalista e historiadora Mila Burns sobre ‘Dona Ivone Lara: Sorriso Negro’, livro lançado pela Editora Cobogó (2021). Nele, Mila faz uma análise sobre como a obra é referencial para o fortalecimento da luta antirracista no Brasil. O encontro acontece pelo Instagram no dia 13 de abril (quinta), data de nascimento da cantora, às 19h no Brasil e 18h em Nova York, onde a jornalista reside.

 

Temas como a carreira de Dona Ivone Lara, curiosidades sobre as músicas e o impacto do álbum na MPB serão conversados na live sobre o livro, que integra a série ‘O Livro do Disco’, considerado um divisor de águas pra sambista. Hits como ‘Sonho Meu’, ‘Alguém me Avisou’ e ‘Tendência’ fazem parte desse repertório que versa sobre identidade, amor, ancestralidade e cultura popular.

 

“É uma maneira de festejar o legado de Dona Ivone Lara, que é eterno”, comenta o idealizador do projeto Lucas de Matos Entrevista, no qual já foram entrevistadas personalidades como a atriz Elisa Lucinda e o cantor Davi Moraes. “Receber Mila Burns, biógrafa de Dona Ivone, e jornalista de grande proeminência, vai deixar o papo ainda mais especial. Esperamos vocês”, finaliza.

 

O quê: Live – Lucas de Matos entrevista Mila Burns

Quando: 13 de abril (quinta), às 19h

Onde: Instagram @_lucasdematos

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Olodum lança Podcast “Carnaval, Cultura e Negritude”

Jamile Menezes

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Foto Brenda Matos

 

Uma realização do Olodum, o Podcast “Carnaval, Cultura e Negritude” será lançado em abril nas plataformas do youtube e spotify. A ação visa realizar um passeio por meio dos carnavais do Bloco Afro Olodum, com entrevistas com personalidades, sejam elas figurinistas, diretores, compositores e afins que fizeram e fazem parte dos mais diversos processos de construção desse universo,

Este programa semanal vai explorar o universo da festa momesca sob a perspectiva de um Bloco Afro, demonstrando a importância dos temas de carnaval como elemento de educação popular, de resgate de identidade, de recontação e popularização da história da África e das pessoas negras em diáspora.

Serão pautados: o contexto histórico da realização de cada carnaval e repercussão do tema, as composições, indumentárias e tudo o que permeia esse espaço de criação de subjetividades, nas dimensões palpáveis e simbólicas, realizando um paralelo com a contemporaneidade.

Entre os temas estão: 1987 – Do Egito à Bahia, 2011 – Tambores, Papiros e Twitter e Mãe, Mulher, Maria – Uma História das Mulheres.

Foram convidados nomes como Nelson Mendes, Tonho Matéria, Sandoval Melodia, Marcelo Gentil, Lia Santos, Adriana Rocha e Wanda Chase.

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