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#NegrasRepresentam – Lilian Rose, o cuidado, a literatura e a música!

Jamile Menezes

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Lilian Rose Marques da Rocha nasceu predestinada a cuidar do corpo e da alma humana. Natural de Porto Alegre, farmacêutica e analista clínica, ela tem como destino amar as pessoas e acalantar sentimentos. Com todos os caminhos construídos para cuidar da saúde do corpo, Lilian enveredou pelo mundo das artes para curar e levar esperança. Musicista, poetisa e facilitadora de Biodanza, ela é autora de dois livros, contribui na organização de outros e tem participação em antologias poéticas diversas.

Portal Soteropreta – É notório seu amor pela área da saúde. Gostaríamos de saber como se deu sua paixão pela escrita?
Lilian Rose – Meu amor pelas letras é desde a mais tenra idade. Assim que me alfabetizei comecei a escrever pequenas frases, depois mini contos, contos… com o passar do tempo escolhi a poesia. Fui oradora de todas as turmas que participei. Quando tinha 12 anos, já tinha lido todos os livros de minha casa, dos meus pais e irmãos e pedi para a minha mãe me associar em uma biblioteca do SESI. Tinha fome de saber e de conhecer novos autores. A literatura e a música fazem parte da minha alma.

https://portalsoteropreta.com.br/negrasrepresentam-claudia-campos-estamparia-exclusiva-e-identidade/

Portal Soteropreta – Você tem muito material poético publicado. O que faz com que esses dialoguem de maneira tão intensa com a pauta racial?

Lilian Rose – A temática racial ainda é necessária em nossa sociedade eurocentrada. Precisamos – nós escritorxs negrxs – focar no protagonismo negro, em nosso empoderamento, pois a nossa comunidade negra precisa de representatividade nas artes e nos saberes.

https://portalsoteropreta.com.br/negrasrepresentam-renata-dias-preparada-para-repensar-cultura/

Portal Soteropreta – Você vê a Literatura negra como um fator de cura para os impactos do racismo? Como isso se dá?

Lilian Rose – Sim, com certeza, assumimos o nosso lugar de poder e de equidade na sociedade. Temos muito a dizer, e a população negra está ávida por esta ascensão. Assim como a população não negra ao ler a nossa literatura, se aproximará desta realidade racial e social e reavaliará a sua postura frente ao racismo e seus privilégios.

https://portalsoteropreta.com.br/negrasrepresentam-kenia-aquino-nossa-comissaria-voando-o-mundo/

Portal Soteropreta – O que você diria a jovens mulheres que querem seguir seus passos?

Lilian Rose – Digo…estudem, procurem conhecer as suas histórias, não sejam objetos de estudo, mas protagonistas, não tenham vergonha de serem negras, somos lindas, cultas, trabalhadoras. A história não fez jus a nossa trajetória. Pois bem, cabe a cada uma de nós desenvolvermos nossa auto estima e sermos espelho para as mais jovens. A hora é agora, o primeiro passo é o mais difícil, mas depois de ser dado não há mais retorno.

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Série Nossas Pretas Protagonistas estreia em novembro

Jamile Menezes

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No cenário em constante evolução que enfrentamos, a necessidade de unir palavras e ações para causar um impacto torna-se cada vez mais urgente. Com frequência, há um descompasso entre o discurso e a prática, onde muitos proclamam valores de igualdade e justiça, mas suas ações não refletem esses ideais.

No entanto, para mudar essa realidade, encontramos inspiração em nossos ancestrais, especialmente nas mulheres negras, que enfrentaram e ainda enfrentam desafios inimagináveis, deixando legados duradouros.
Reconhecendo a importância de contar as histórias dessas mulheres, o projeto “Nossas Pretas – Protagonistas” do Portal Soteropreta emerge neste mês de novembro para dar visibilidade a mulheres baianas que têm feito a diferença em diversas áreas, que vão desde cultura e política até economia, educação e saúde.

Coordenado pela publicitária Luciane Reis e pela administradora paraibana Alexandra Camilo, o projeto se destina a um público que se interessa por temas relacionados à diversidade e igualdade de gênero.

A ação promocional se materializa por meio de uma série de matérias jornalísticas que serão publicadas no Portal, principal veículo de cultura negra em Salvador. Essas matérias se dedicarão a contar a trajetória e o trabalho de mulheres negras baianas que se destacaram ao longo de 2023 em suas respectivas áreas de atuação.

Luciane Reis, coordenadora do projeto, destaca a importância de revisitar a maneira como as construções históricas ocorreram. Muitas vezes, a narrativa histórica moldada a partir de perspectivas eurocêntricas, chegam a nossa realidade frequentemente desprovidas de supervisão negra, resultando em uma história tendenciosa e incompleta.

Revisitar e reescrever nossa história, trazendo para o centro do processo as mulheres negras do nosso dia a dia, é uma justa inclusão de vozes negras na criação e revisão destas narrativas históricas, pois não se conta historias de protagonismo negro sem as matrizes geradoras do mundo.

‘Ao contar histórias que não se restringem a figuras históricas famosas, o projeto valoriza a caminhada e história de pessoas comuns que também são inestimáveis para a realidade negra do pais. A criação de narrativas que celebram a beleza da vida cotidiana, a luta diária e as conquistas modestas feminina é uma maneira poderosa de inspirar e conectar as pessoas”, diz Luciane.

Ao longo do mês de novembro, o público do Portal Soteropreta, juntamente com o público do Mercafro, encontrará nestas histórias lições de empatia, solidariedade e humanidade que moldam um futuro mais justo e igualitário.

Para Alexandra Camilo, também coordenadora do projeto, este é o momento de reunir esforços e causar um impacto positivo. “Ampliar a voz das mulheres negras exige uma harmonização entre o discurso e a prática, e aprender com os ensinamentos de nossos ancestrais. Desta forma, contar as histórias de mulheres negras e de pessoas comuns, é uma maneira de revisitar e reescrever essas narrativas de forma inclusiva e autêntica”, diz.

Para ambas, é preciso ampliar a voz daquelas que muitas vezes são silenciados pelo patriarcado, seja branco ou negro, para construir um novo ponto de vista que elimina limites impostos às nossas narrativas. Com o projeto “Nossas Pretas – Protagonistas” é preciso que essas vozes sejam compartilhadas, só assim estaremos contribuindo para a construção de histórias mais belas e significativas.

Alexandra Camilo é Advogada, Administradora de empresas e atua no mercado de Compliance em todo o Brasil.

Luciane Reis, Publicitária, Design Instrucional e Mestra em Desenvolvimento e Gestão Ciags- UFBA. Pesquisadora da História Econômica Negra

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Lucas de Matos entrevista a jornalista e historiadora Mila Burns sobre livro ‘Dona Ivone Lara: Sorriso Negro’

Jamile Menezes

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Foto Grisel Sarich

 

O comunicador Lucas de Matos entrevista a jornalista e historiadora Mila Burns sobre ‘Dona Ivone Lara: Sorriso Negro’, livro lançado pela Editora Cobogó (2021). Nele, Mila faz uma análise sobre como a obra é referencial para o fortalecimento da luta antirracista no Brasil. O encontro acontece pelo Instagram no dia 13 de abril (quinta), data de nascimento da cantora, às 19h no Brasil e 18h em Nova York, onde a jornalista reside.

 

Temas como a carreira de Dona Ivone Lara, curiosidades sobre as músicas e o impacto do álbum na MPB serão conversados na live sobre o livro, que integra a série ‘O Livro do Disco’, considerado um divisor de águas pra sambista. Hits como ‘Sonho Meu’, ‘Alguém me Avisou’ e ‘Tendência’ fazem parte desse repertório que versa sobre identidade, amor, ancestralidade e cultura popular.

 

“É uma maneira de festejar o legado de Dona Ivone Lara, que é eterno”, comenta o idealizador do projeto Lucas de Matos Entrevista, no qual já foram entrevistadas personalidades como a atriz Elisa Lucinda e o cantor Davi Moraes. “Receber Mila Burns, biógrafa de Dona Ivone, e jornalista de grande proeminência, vai deixar o papo ainda mais especial. Esperamos vocês”, finaliza.

 

O quê: Live – Lucas de Matos entrevista Mila Burns

Quando: 13 de abril (quinta), às 19h

Onde: Instagram @_lucasdematos

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Olodum lança Podcast “Carnaval, Cultura e Negritude”

Jamile Menezes

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Foto Brenda Matos

 

Uma realização do Olodum, o Podcast “Carnaval, Cultura e Negritude” será lançado em abril nas plataformas do youtube e spotify. A ação visa realizar um passeio por meio dos carnavais do Bloco Afro Olodum, com entrevistas com personalidades, sejam elas figurinistas, diretores, compositores e afins que fizeram e fazem parte dos mais diversos processos de construção desse universo,

Este programa semanal vai explorar o universo da festa momesca sob a perspectiva de um Bloco Afro, demonstrando a importância dos temas de carnaval como elemento de educação popular, de resgate de identidade, de recontação e popularização da história da África e das pessoas negras em diáspora.

Serão pautados: o contexto histórico da realização de cada carnaval e repercussão do tema, as composições, indumentárias e tudo o que permeia esse espaço de criação de subjetividades, nas dimensões palpáveis e simbólicas, realizando um paralelo com a contemporaneidade.

Entre os temas estão: 1987 – Do Egito à Bahia, 2011 – Tambores, Papiros e Twitter e Mãe, Mulher, Maria – Uma História das Mulheres.

Foram convidados nomes como Nelson Mendes, Tonho Matéria, Sandoval Melodia, Marcelo Gentil, Lia Santos, Adriana Rocha e Wanda Chase.

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