Connect with us

Entrevistas

#NegrasRepresentam – Zelinda Barros, o ciberativismo contra o racismo!

Jamile Menezes

Publicado

on

zelinda_barros

zelinda_barros

Antropóloga, ciberativista, Doutora em Estudos Étnicos e Africanos, Mestra em Ciências Sociais. Zelinda Barros, é uma destas mulheres múltiplas que, atuando em áreas temáticas como Estudos de Gênero, Estudos Feministas, Antropologia da Educação, Sociologia da Educação, História e Cultura Afro-brasileiras, Educação e Relações Etnicorraciais, Educação a Distância, vem fazendo a diferença por onde transita.

Atualmente ela faz pós-doutorado em Ciências Sociais (UFRB), e discute em sua pesquisa como homens e mulheres negras, que atuam como docentes, são socializados/as para lidarem com tecnologias digitais e como esse processo repercute em suas práticas pedagógicas.

Portal Soteropreta – Como você vem usando a tecnologia a favor da pauta racial?
Zelinda Barros – Desde 2006, venho trabalhando com tecnologias digitais com a intenção de disseminar conhecimentos sobre a população negra, contribuir para o enfrentamento ao racismo anti-negro e, ao mesmo tempo demonstrar que nós, negras/os, não somos apenas usuárias/os, mas produtoras/es de tecnologias. Nesse sentido, os trabalhos do campo dos Estudos Feministas de Tecnologia, de Henrique Cunha Júnior, de Lázaro Cunha e de Carlos Machado têm colaborado para a construção de um aporte crítico importante. Juntamente com outras/os colegas, em 2007 promovi o primeiro curso a distância voltado ao ensino de História e Cultura Afro-brasileiras, culminando com um processo de trabalho que se iniciou em 2006. A partir de 2008, iniciei minha atividade como ciberativista e hoje mantenho alguns blogs bastante visitados.

São eles: Fazer Valer a Lei, Casos e Coisas do Gênero, Só Cursos Grátis e Antropologia no Brasil. No Facebook, criei e medeio dois grupos de discussão: Ensino de História e Cultura Afro-brasileiras e Estudos em Gênero e Raça.

https://portalsoteropreta.com.br/negrasrepresentam-lilian-rose-o-cuidado-literatura-e-musica/

Portal Soteropreta – Fale um pouco sobre o seu trabalho. Há quanto tempo ele vem atuando para alteração da realidade racial no país?

Zelinda Barros – A partir do meu ingresso na faculdade, em 1995, busquei me vincular a grupos e pessoas que demonstravam interesse em desenvolver pesquisas sobre questões de gênero e raciais. Encontrei dificuldades na UFBA, pois a discussão sobre gênero feita na época permanecia cega às desigualdades raciais e as discussões sobre raça eram cegas às desigualdades de gênero. Meu esforço ao longo desses vinte anos tem sido o de colaborar para a mudança da matriz epistêmica da universidade, ainda fortemente eurocentrada e androcêntrica, mas que já sente os efeitos da maior presença negra no espaço acadêmico.

https://portalsoteropreta.com.br/negrasrepresentam-renata-dias-preparada-para-repensar-cultura/

Portal Soteropreta – Que tipo de projetos, cursos e/ou e materiais didáticos você desenvolve para contribuir na redução das desigualdades no Brasil?

Zelinda Barros – Em meus trabalhos, busco articular aportes dos Estudos Feministas de Gênero, do Feminismo Negro, da Antropologia e da Educação das Relações Étnicorraciais com o propósito de alcançar os objetivos mencionados. Desenvolvo materiais educativos nas áreas de Gênero e Raça, como apostilas de curso e os infográficos que tenho divulgado recentemente em meu perfil e grupos do Facebook, escrevo livros e artigos sobre educação das relações étnicorraciais e ministro cursos que tenham o propósito de contribuir para o enfrentamento ao racismo e ao sexismo. Com os infográficos eu pretendo contribuir para a preservação da nossa memória coletiva, pois muitas/os jovens negras/os desconhecem pessoas e eventos e que foram e são fundamentais para a luta antirracista. Em meio a tanto ódio e intolerância expressados de forma banal hoje em dia, sou “alguém tentando tornar a sociedade um lugar habitável”, exatamente como descrito na minha apresentação do Facebook.

https://portalsoteropreta.com.br/negrasrepresentam-kenia-aquino-nossa-comissaria-voando-o-mundo/

Entrevistas

Série Nossas Pretas Protagonistas estreia em novembro

Jamile Menezes

Publicado

on

No cenário em constante evolução que enfrentamos, a necessidade de unir palavras e ações para causar um impacto torna-se cada vez mais urgente. Com frequência, há um descompasso entre o discurso e a prática, onde muitos proclamam valores de igualdade e justiça, mas suas ações não refletem esses ideais.

No entanto, para mudar essa realidade, encontramos inspiração em nossos ancestrais, especialmente nas mulheres negras, que enfrentaram e ainda enfrentam desafios inimagináveis, deixando legados duradouros.
Reconhecendo a importância de contar as histórias dessas mulheres, o projeto “Nossas Pretas – Protagonistas” do Portal Soteropreta emerge neste mês de novembro para dar visibilidade a mulheres baianas que têm feito a diferença em diversas áreas, que vão desde cultura e política até economia, educação e saúde.

Coordenado pela publicitária Luciane Reis e pela administradora paraibana Alexandra Camilo, o projeto se destina a um público que se interessa por temas relacionados à diversidade e igualdade de gênero.

A ação promocional se materializa por meio de uma série de matérias jornalísticas que serão publicadas no Portal, principal veículo de cultura negra em Salvador. Essas matérias se dedicarão a contar a trajetória e o trabalho de mulheres negras baianas que se destacaram ao longo de 2023 em suas respectivas áreas de atuação.

Luciane Reis, coordenadora do projeto, destaca a importância de revisitar a maneira como as construções históricas ocorreram. Muitas vezes, a narrativa histórica moldada a partir de perspectivas eurocêntricas, chegam a nossa realidade frequentemente desprovidas de supervisão negra, resultando em uma história tendenciosa e incompleta.

Revisitar e reescrever nossa história, trazendo para o centro do processo as mulheres negras do nosso dia a dia, é uma justa inclusão de vozes negras na criação e revisão destas narrativas históricas, pois não se conta historias de protagonismo negro sem as matrizes geradoras do mundo.

‘Ao contar histórias que não se restringem a figuras históricas famosas, o projeto valoriza a caminhada e história de pessoas comuns que também são inestimáveis para a realidade negra do pais. A criação de narrativas que celebram a beleza da vida cotidiana, a luta diária e as conquistas modestas feminina é uma maneira poderosa de inspirar e conectar as pessoas”, diz Luciane.

Ao longo do mês de novembro, o público do Portal Soteropreta, juntamente com o público do Mercafro, encontrará nestas histórias lições de empatia, solidariedade e humanidade que moldam um futuro mais justo e igualitário.

Para Alexandra Camilo, também coordenadora do projeto, este é o momento de reunir esforços e causar um impacto positivo. “Ampliar a voz das mulheres negras exige uma harmonização entre o discurso e a prática, e aprender com os ensinamentos de nossos ancestrais. Desta forma, contar as histórias de mulheres negras e de pessoas comuns, é uma maneira de revisitar e reescrever essas narrativas de forma inclusiva e autêntica”, diz.

Para ambas, é preciso ampliar a voz daquelas que muitas vezes são silenciados pelo patriarcado, seja branco ou negro, para construir um novo ponto de vista que elimina limites impostos às nossas narrativas. Com o projeto “Nossas Pretas – Protagonistas” é preciso que essas vozes sejam compartilhadas, só assim estaremos contribuindo para a construção de histórias mais belas e significativas.

Alexandra Camilo é Advogada, Administradora de empresas e atua no mercado de Compliance em todo o Brasil.

Luciane Reis, Publicitária, Design Instrucional e Mestra em Desenvolvimento e Gestão Ciags- UFBA. Pesquisadora da História Econômica Negra

Continue Reading

Entrevistas

Lucas de Matos entrevista a jornalista e historiadora Mila Burns sobre livro ‘Dona Ivone Lara: Sorriso Negro’

Jamile Menezes

Publicado

on

Foto Grisel Sarich

 

O comunicador Lucas de Matos entrevista a jornalista e historiadora Mila Burns sobre ‘Dona Ivone Lara: Sorriso Negro’, livro lançado pela Editora Cobogó (2021). Nele, Mila faz uma análise sobre como a obra é referencial para o fortalecimento da luta antirracista no Brasil. O encontro acontece pelo Instagram no dia 13 de abril (quinta), data de nascimento da cantora, às 19h no Brasil e 18h em Nova York, onde a jornalista reside.

 

Temas como a carreira de Dona Ivone Lara, curiosidades sobre as músicas e o impacto do álbum na MPB serão conversados na live sobre o livro, que integra a série ‘O Livro do Disco’, considerado um divisor de águas pra sambista. Hits como ‘Sonho Meu’, ‘Alguém me Avisou’ e ‘Tendência’ fazem parte desse repertório que versa sobre identidade, amor, ancestralidade e cultura popular.

 

“É uma maneira de festejar o legado de Dona Ivone Lara, que é eterno”, comenta o idealizador do projeto Lucas de Matos Entrevista, no qual já foram entrevistadas personalidades como a atriz Elisa Lucinda e o cantor Davi Moraes. “Receber Mila Burns, biógrafa de Dona Ivone, e jornalista de grande proeminência, vai deixar o papo ainda mais especial. Esperamos vocês”, finaliza.

 

O quê: Live – Lucas de Matos entrevista Mila Burns

Quando: 13 de abril (quinta), às 19h

Onde: Instagram @_lucasdematos

Continue Reading

Entrevistas

Olodum lança Podcast “Carnaval, Cultura e Negritude”

Jamile Menezes

Publicado

on

 

Foto Brenda Matos

 

Uma realização do Olodum, o Podcast “Carnaval, Cultura e Negritude” será lançado em abril nas plataformas do youtube e spotify. A ação visa realizar um passeio por meio dos carnavais do Bloco Afro Olodum, com entrevistas com personalidades, sejam elas figurinistas, diretores, compositores e afins que fizeram e fazem parte dos mais diversos processos de construção desse universo,

Este programa semanal vai explorar o universo da festa momesca sob a perspectiva de um Bloco Afro, demonstrando a importância dos temas de carnaval como elemento de educação popular, de resgate de identidade, de recontação e popularização da história da África e das pessoas negras em diáspora.

Serão pautados: o contexto histórico da realização de cada carnaval e repercussão do tema, as composições, indumentárias e tudo o que permeia esse espaço de criação de subjetividades, nas dimensões palpáveis e simbólicas, realizando um paralelo com a contemporaneidade.

Entre os temas estão: 1987 – Do Egito à Bahia, 2011 – Tambores, Papiros e Twitter e Mãe, Mulher, Maria – Uma História das Mulheres.

Foram convidados nomes como Nelson Mendes, Tonho Matéria, Sandoval Melodia, Marcelo Gentil, Lia Santos, Adriana Rocha e Wanda Chase.

Continue Reading
Advertisement
Vídeo Sem Som

EM ALTA