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Artes

Funceb apresenta “Kaiala” e bate-papo com a Ialorixá Jaciara Ribeiro!

Jamile Menezes

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A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/Secult) receberá o espetáculo “Kaiala”, do ator Sulivã Bispo, seguido por um batepapo com a Ialorixá do Ilê Axé Abassá de Ogum, Jaciara Ribeiro. Será no dia 30 de novembro, a partir das 15h, na sede da Funceb (Pelourinho) e é aberto ao público, sujeito à lotação do espaço – a Sala King.

A ação integra o Projeto Novembro das Artes Negras, que contempla a produção artística negra nas diversas linguagens, com uma série de atividades em Literatura, Artes Visuais, Dança, Audiovisual, Teatro, Música e Circo. na ocasião, o público conversará sobre a mortalidade de jovens negros no Brasil e a intolerância religiosa, a partir do tema de “Kaiala”.

O espetáculo conta a trajetória de uma garota de 10 anos, assassinada quando teve seu terreiro de candomblé invadido. A história da família composta pela avó da menina, o irmão de santo e uma evangélica, formam o enredo que relata os caminhos que levam a intolerância religiosa.

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A Ialorixá Jaciara Ribeiro, do Ilê Axé Abassá de Ogum abordará sua lua contra a intolerância religiosa, a partir da morte de sua mãe, a líder religiosa do terreiro a quem ela sucedeu – Mãe Gilda. Na pauta, sua luta pela liberdade de culto e respeito às religiões afro-brasileiras.
Serviço:
Espetáculo Kaiala e batepapo com Ialorixá Jaciara Ribeiro (Ilê Axé Abassá de Ogum)
Dia: 30 de novembro de 2017
Local: Sede da Funceb (Pelô)
Horário: Espetáculo: 15h, bateppao 16h
Quanto: Gratuito, sujeito à lotação do espaço.
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Artes

Exposição OMI TUTU chega ao MUNCAB

Kelly Bouéres

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Lucas Almeida
Lucas Almeida

A partir de 11 de setembro, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, apresenta OMI TUTU – Água Fresca, exposição individual da artista brasileira-gabonesa Hariel Revignet, com curadoria de Jamile Coelho – também diretora artística do MUNCAB. Reunindo pinturas e instalações, o conceito expositivo parte da água como elemento de conexão entre territórios, corpos e continuidade para construir uma geografia atravessada por rios, mares, deslocamentos e possibilidades de retorno. Entre Brasil e Gabão, terra e água, origem e percurso, Hariel cria uma obra em que diferentes territórios se encontram e permanecem em movimento.

O título da exposição é uma expressão em iorubá traduzida como “água fresca” ou “água que refresca”, associada a frescor, equilíbrio, conciliação e apaziguamento. Na pesquisa da artista, a água assume diferentes formas — mar, rio, lágrima, alimento, caminho — e torna-se uma maneira de pensar travessias, pertencimentos e transformações. Diante da experiência da diáspora, Hariel interessa-se menos pela ideia de sobrevivência e mais pelo que pode nascer depois da travessia. “Não quero mais resistir nem sobreviver. Quero, no empuxo das águas, transbordar”, afirma Hariel.

“OMI TUTU é uma celebração e uma maneira de honrar as águas e as Grandes Mães. É também uma forma de afirmar, entre o sensível e o político, a necessidade do cuidado e de celebrar a abundância e a riqueza presentes nos símbolos, nos rituais e nas confluências afro-diaspóricas”, afirma Hariel Revignet.

Para a artista, a exposição no MUNCAB também se relaciona diretamente com sua trajetória em Salvador. Durante o mestrado na Universidade Federal da Bahia, a cidade tornou-se parte fundamental de seu percurso. “É uma grande honra e responsabilidade apresentar meu trabalho no MUNCAB. É uma encruzilhada potente, um espaço de trocas que preserva tradições e, ao mesmo tempo, abre caminhos para novas possibilidades na arte contemporânea. Sinto esta exposição como uma oferenda de agradecimento a este território e aos ensinamentos que recebi aqui”, acrescenta.

Dentro do mar tem rio

Nascida em Goiânia, em 1995, Hariel Revignet é brasileira-gabonesa e constrói sua produção a partir dos encontros entre Brasil e Gabão, sua história familiar e os territórios que atravessam sua trajetória. É nesse contexto que a artista desenvolve o conceito de autobiogeografia, articulando experiência pessoal, território e deslocamento.

A imagem do estuário — onde diferentes águas se encontram sem perder suas características — atravessa a exposição e orienta o texto curatorial “Dentro do Mar tem Rio”, de Jamile Coelho. O mar deixa de ser apenas uma imensidão que separa territórios e passa a ser também espaço de circulação e continuidade. “Há rios correndo dentro do mar. E talvez sejam eles que sustentem, até hoje, tudo aquilo que insiste em permanecer vivo.”

O percurso expográfico assinado pela arquiteta Gisele de Paula pode ser percebido como uma sequência de águas e margens. O visitante atravessa um Limiar, encontra o Mar de Lágrimas, aproxima-se do Estuário Gabão, percorre o Rio Encantado e chega aos Portais do Retorno. Construindo assim uma experiência em que a água deixa de ser apenas paisagem e passa a organizar relações entre corpo, matéria, território e conhecimento.

Entre as obras inéditas está Peixes – Sementes, instalação de 2026 formada por 195 esculturas de peixes. Dispostos como um grande corpo coletivo, os peixes evocam a água como espaço de vida, movimento e transformação. 

No núcleo Mar de Lágrimas, a maternidade e a transmissão de conhecimentos aproximam-se da presença de Yemoja/Iemanjá e da relação de Salvador com as águas. A obra Yeye Omo Ejá – Mãe cujos filhos são peixes, de 2025, realizada em acrílica e costura com miçangas e sementes de lágrima-de-nossa-senhora, estabelece uma relação entre pintura, corpo, matéria orgânica e transmissão . 

Ao redor, a série Pretos Velhos e Caboclos d’água reúne retratos de pessoas negras e indígenas ligadas à arte, ao pensamento, à política, à educação e à defesa dos territórios e das águas. Também integram esse conjunto Iya Ejá e A Mãe do Mar é a Terra, aproximando diferentes representações do feminino, da terra e das águas. 

A experiência com o Gabão também ganha um núcleo próprio. A viagem de Hariel a Libreville, em 2023, território paterno, trouxe para sua pesquisa paisagens, mercados, ruas, florestas e portões que passam a integrar a exposição. Obras como A Floresta e O Mercado G’Kessa aproximam paisagem, deslocamento e experiência urbana, enquanto Igâ, Ziguidás, Amapô Omí, Omí Orí e Orí Ejá ampliam as relações entre corpo, água, terra e território. 

Já a instalação inédita A Mãe do Mar é a Terra, de 2026, reúne 21 peças de massa de terra esmaltadas com búzios, colocando em relação terra e água, chão e mar, matéria e imaginação.

Em OMI TUTU, essa perspectiva faz com que a arquitetura do MUNCAB participe diretamente da experiência.

As obras reorganizam distâncias, criam passagens, modificam escalas e fazem com que o visitante perceba o próprio corpo dentro do espaço. Em Agombenero | Ancestrais e Abandji, cipós e costuras atravessam os limites do suporte. Em Maracanandê, palhas, ervas, sementes e búzios criam ritmos e texturas que aproximam a obra do corpo.

No núcleo Rio Encantado, encontra-se Rio de Miçangas – Ziguidás, instalação de 2026 com fios de miçangas e sementes de açaí descem verticalmente e encontram quartinhas, cabaças, moringas, cuias e alguidares, formando uma espécie de rio suspenso. O visitante precisa caminhar entre suas margens, tornando o deslocamento parte da obra. Ao lado, A Dona das Águas, díptico de aproximadamente 3,20 metros, estabelece uma relação entre a pintura e o rio material que se espalha pelo espaço.

Nos Portais do Retorno, a artista parte de fotografias de portões encontrados em Libreville e de símbolos adinkras para reelaborar a ideia histórica dos “Portões do Não Retorno”, associados ao tráfico transatlântico de africanos escravizados. Em vez de reproduzir a lógica da ruptura, Hariel altera simbolicamente a direção da passagem: o retorno aparece como possibilidade de reencontro, reorientação, reconstrução de pertencimento e criação de novas relações no presente.

Ao reunir referências gabonesas, iorubás, Akan, afro-brasileiras e indígenas, OMI TUTU não busca estabelecer uma imagem única do continente africano, mas construir, a partir da experiência particular de Hariel, uma paisagem de encontros e continuidades. São águas que encontram novos caminhos, sementes que germinam, corpos que atravessam territórios e portas que podem voltar a se abrir.

Para Jamile Coelho, a água é mais do que um elemento recorrente na produção da artista: é uma forma de pensamento.

“Na obra de Hariel, a água torna-se uma maneira de compreender travessias, pertencimentos e transformações. Entre Brasil e Gabão, o oceano deixa de ser distância e se torna um arquivo de continuidades. No MUNCAB, esse fluxo encontra a arquitetura e transforma a experiência da exposição”, afirma a curadora. 

A leitura parte da ideia de que as pinturas, esculturas, instalações e objetos de OMI TUTU prolongam um mesmo fluxo, no qual referências afro-atlânticas e indígenas convivem sem hierarquia. “Salvador é a cidade das águas e das mulheres. No Brasil, a água também é cultura: está nos banhos, nas lavagens, nas travessias e nas navegações. Ao reivindicar a água fresca, OMI TUTU afirma abundância e vitalidade. Não basta sobreviver. É preciso transbordar”, destaca Cíntia Maria, diretora-geral do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasile 

Sobre o MUNCAB

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) é gerido pela Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (AMAFRO), e consolida-se como uma instituição de referência nacional e internacional voltada à pesquisa, preservação e difusão das artes visuais afro-brasileiras, afro-diaspóricas e africanas.O museu desenvolve programas de acervo, documentação, conservação e expografia dedicados à valorização e circulação da produção artística negra em suas múltiplas linguagens e temporalidades — da modernidade às práticas contemporâneas. Sua atuação contempla ainda ações educativas, formações, seminários e projetos de mediação cultural que buscam ampliar o acesso, fortalecer o pensamento crítico e estimular a participação social no campo das artes visuais.

Serviço

O quê: OMI TUTU – Água Fresca | uma exposição de Hariel Revignet, com curadoria de Jamile Coelho
Visitação: 11 set 2026 – 14 fev 2027
Horário: Ter – dom: 10h – 17h (acesso do público até às 16h30)

Ingressos: inteira: R$ 20 | meia-entrada: R$ 10
Gratuidade: quartas-feiras e domingos
Ingressos e Mais Informações: https://www.muncab.com.br/

Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) – R. das Vassouras, 25 – Centro Histórico, Salvador – BA, 40020-056

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Artes

Afoxé Olorum Baba Mi inscreve para oficinas de Afroculinária e de Adereços

Jamile Menezes

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O Afoxé Olorum Baba Mi oferece formações gratuitas voltadas à preservação, valorização e difusão da cultura afro-brasileira.

O Afoxé Olorum Baba Mi oferece formações gratuitas voltadas à preservação, valorização e difusão da cultura afro-brasileira. A instituição está com inscrições abertas para as oficinas de Afroculinária e de Adereços, promovidas pelo projeto Ecos Ancestrais: Afoxés, Heranças e Tradições. As mesmas se encerram em setembro.

As atividades acontecem presencialmente na sede do afoxé, no bairro Caixa D’Água, e são destinadas a pessoas negras em situação de vulnerabilidade social.

A Oficina de Afroculinária recebe inscrições até 4 de setembro. Voltada para mulheres negras de baixa renda, a formação será realizada às quartas-feiras, das 13h às 18h, com carga horária de 60 horas, distribuídas ao longo de três meses. Ao final, as participantes receberão certificação.

Já as inscrições para a Oficina de Adereços seguem até 11 de setembro. Destinada a jovens e mulheres negras de baixa renda, a formação acontecerá às terças-feiras, das 13h30 às 17h30, com carga horária de 48 horas e duração aproximada de dois meses e meio. Durante as atividades, os participantes aprenderão técnicas de confecção de peças utilizadas nos afoxés, além de conhecer os significados simbólicos e culturais associados a esses elementos.

A programação da segunda edição do projeto também inclui as oficinas de Capoeira e Toques de Ijexá e Empodera Negra. A primeira é voltada para crianças, adolescentes, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social, enquanto a segunda contempla jovens e mulheres negras de baixa renda, com atividades relacionadas a turbantes, tranças e maquiagem para pele negra.

Com as atividades gratuitas e 20 vagas disponíveis por oficina, o projeto busca contribuir para a democratização do acesso à cultura e para o fortalecimento das identidades negras.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

Serviço

Projeto “Ecos Ancestrais: Afoxés, Heranças e Tradições” – 2ª edição

Inscrições:

Afroculinária: até 4 de setembro

Adereços: até 11 de setembro

Capoeira e Toques de Ijexá: até 30 de setembro

Empodera Negra: até 5 de outubro

Local: Sede do Afoxé Olorum Baba Mi (Rua Guaíba, nº 14 – Caixa D’Água)

Vagas: 20 por oficina

Modalidade: Presencial

Certificação: Sim

Gratuito

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Artes

Coletivo Nosso Kilombo inicia projeto com distribuição de Arroz Doce em Itapuã

Jamile Menezes

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Coletivo Nosso Kilombo -

A segunda edição do projeto “LEVANTA POVO! Sambas, Artesanias e Resistências”, do Coletivo Nosso Kilombo, começa dia 28 de agosto (sexta-feira) com o conhecido Arroz de Graças, um momento tradicional de partilha. A cerimônia envolverá a quebra dos cocos, a extração do leite e o preparo do alimento, a partir das 7h, que será compartilhado com a comunidade às 17h na Praça da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Itapuã.

A distribuição será acompanhada de intervenções artísticas, celebrando a cultura, a memória e a força coletiva do território. Movimento surgido em 2018 na Festa de São Tomé, uma das festas mais tradicionais de Itapuã, o Coletivo Nosso Kilombo vem promovendo desde então iniciativas de preservação e ressignificação das tradições culturais do território.

O projeto continuará até dezembro com outras ações também gratuitas. Em setembro haverá as chamadas Rodas de Fuxicaria, nas quais serão produzidos fuxicos destinados à customização do figurino do Nosso Kilombo e da decoração da Festa de São Tomé. As Rodas também serão espaços de encontro e transmissão de saberes, com a presença de mestres e mestras da Cultura Popular que compartilharão suas histórias com outras gerações.

Em outubro, o Coletivo realiza a Caminhada Patrimonial voltada para pessoas surdas, uma experiência de reconhecimento e valorização do território que apresentará aspectos históricos, culturais e patrimoniais de Itapuã. Na Caminhada, serão abordadas também as principais problemáticas e possíveis caminhos para a preservação, valorização e cuidado com o patrimônio local. Estudantes de escolas públicas da região também participam.

Encerrando o projeto, em dezembro, o “Cortejo Levanta Povo!” vai reunir comunidade, artistas, mestres e mestras da Cultura Popular e participantes das ações desenvolvidas ao longo das atividades. Vai percorrer as ruas do bairro, integrando a Festa de São Tomé.

Toda programação é aberta à comunidade.

Sobre o Coletivo Nosso Kilombo

O Coletivo Nosso Kilombo propõe intervenções com o objetivo de valorização da brincadeira de rua e das tradições afroindígenas fomentando o pertencimento comunitário entre os moradores. Suas ações contribuem para a patrimonialização da cultura em todas as suas expressões, como forma de barrar as recorrentes investidas da especulação imobiliária e de práticas do racismo ambiental e religioso na localidade.

Outra tradição fortalecida pelo Coletivo é a dos “sambas de boi”, com os bois Bumbapuã, Boca de Ouro, Boi Yapo, construídos a muitas mãos por mobilizadores culturais de outras gerações, e que hoje são “maternados” pelo Coletivo Nosso Kilombo.

O Coletivo tem como essência as conversas intergeracionais com mestres e mestras griots da comunidade. O intuito é retomar, preservar e ressignificar as tradições culturais típicas do bairro de Itapuã e o espírito de insurgência da comunidade negra e indígena na localidade, trazendo a memória de resistências históricas do bairro.

O projeto “LEVANTA POVO! Sambas, Artesanias e Resistências” foi contemplado pelo Edital nº 18/2025 – Fomento à Festas, Ritos e Celebrações Populares, integrado à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) pelo Estado da Bahia.

 

PROGRAMAÇÃO

Arroz de Graças (distribuição de arroz doce com intervenções artísticas)

Quando: 28 de agosto (sexta-feira), 17h

Local: Praça da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Itapuã

Rodas de Fuxicaria (sextas-feiras)

18/09 — 13h30 às 17h30

25/09 — 13h30 às 17h30

02/10-13h30 às 17h30

Caminhada Patrimonial

19/10 — 13h30 às 17h30

Cortejo Levanta Povo!

20/12 — A partir das 17h

Saída: Praça da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Itapuã

Fotos: Pio Filho

 SERVIÇO

O que: Projeto “LEVANTA POVO! Sambas, Artesanias e Resistências”

Quando: Agosto a Dezembro

Onde: Itapuã, SalvadorBA

Aberto ao público

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